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Morreu a antiga primeira-ministra britânica Margaret Thatcher

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Tambem acho, acho que o melhor que teria feito enquanto primeira ministra seria abrir as portas de sua casa para as pessoas estarem abrigadas, todos em familia todos felizes!

 

O que ela fez em termos de recuperacão económica, mesmo apesar de discordar do que fez em certos pontos, e admirável. Se a Gra-Bretanha ainda e uma potencia mundial, muito o deve a ela.

E tambem e bom voltar a ler e ouvir o que ela disse sobre a UE, muito tempo antes dela existir, ja em 1988. Tao antigo mas tao atual.

 

A Grã-Bretanha deve a sua posição a muitas (grandes) personalidades, mas a Thatcher não é uma delas. É uma das grandes personagens da História do século XX, mas isso também o Hitler foi e não pelas melhores razões.

 

O que ela fez não tem nada de admirável. Privatizou muitas empresas e serviços públicos, cortou no Estado Social, promoveu o neoliberalismo como sistema económico (e bem sabemos aonde o neoliberalismo nos trouxe actualmente). As políticas dela baixaram a inflação, é verdade, mas a custo da duplicação do desemprego, flexibilidade no despedimento e desindustrialização da Grã-Bretanha. Socialmente foi miserável. Salvou a economia a curto prazo, mas condenou-a a médio/longo prazo; estamos hoje a sofrer o impacto da "recuperação económica" dela (ou da adopção de medidas similares às dela).

 

E não esquecer que este doce de pessoa era "unha com carne" do Pinochet, tentou acabar com os sindicatos e classificou o Nelson Mandela como terrorista, enquanto se opôs a sanções ao regime sul-africano do Apartheid. How lovely!

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Estes tópicos :lol:

 

Mas sim, o estigma que existe de "quando algo morre, merece ser respeitado" é das maiores parvoíces da humanidade.

O Paul Bearer merecia ser respeitado e foi o que foi... :mrgreen:

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E não esquecer que este doce de pessoa era "unha com carne" do Pinochet, tentou acabar com os sindicatos e classificou o Nelson Mandela como terrorista, enquanto se opôs a sanções ao regime sul-africano do Apartheid. How lovely!

 

Ponto final, paragrafo.

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WTF??... por muito que nao gostem das politicas delas, é um ser humano que morre

 

e é suposto sentir-se pena pela Margaret Thatcher?

sentes pena quando pensas que o Hitler morreu?

também deves sentir pena que o Salazar, esse ser humano, morreu, certo?

 

há seres humanos.

e há gente como a Thatcher. Não precisas de chorar por todos, só pelos certos.

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Uma coisa é ser respeitado quando se morre, outra é o Cameron dizer isto, que não passa simplesmente de uma brincadeira de mau gosto:

 

“Como nossa primeira mulher premiê, Margaret Thatcher triunfou sobre todos os obstáculos. E a verdade sobre Margaret Thatcher é que ela não apenas liderou nosso país, como também o salvou. E eu acredito que ela será lembrada como a primeira-ministra britânica da paz” - David Cameron.

 

Sem comentários e última frase é de rir. :lol:

 

E já agora a reação argentina:

 

“Ela foi alguém que causou um grande dano não apenas domesticamente como internacionalmente. Eu sempre lembrarei dela como uma líder que não trouxe contribuições à paz mundial. Ela será lembrada como uma líder que não trouxe nada positivo à humanidade" - Ernesto Alberto Alonso, presidente da comissão nacional argentina de ex-combatentes das Malvinas.

Editado por Lebohang

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Primeira-ministra britânica da paz lol Esqueceu-se da guerra na Argentina. É da idade.

 

Não me deixa saudades.

Editado por p4nd3m0n1uM

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A Grã-Bretanha deve a sua posição a muitas (grandes) personalidades, mas a Thatcher não é uma delas. É uma das grandes personagens da História do século XX, mas isso também o Hitler foi e não pelas melhores razões.

 

O que ela fez não tem nada de admirável. Privatizou muitas empresas e serviços públicos, cortou no Estado Social, promoveu o neoliberalismo como sistema económico (e bem sabemos aonde o neoliberalismo nos trouxe actualmente). As políticas dela baixaram a inflação, é verdade, mas a custo da duplicação do desemprego, flexibilidade no despedimento e desindustrialização da Grã-Bretanha. Socialmente foi miserável. Salvou a economia a curto prazo, mas condenou-a a médio/longo prazo; estamos hoje a sofrer o impacto da "recuperação económica" dela (ou da adopção de medidas similares às dela).

 

E não esquecer que este doce de pessoa era "unha com carne" do Pinochet, tentou acabar com os sindicatos e classificou o Nelson Mandela como terrorista, enquanto se opôs a sanções ao regime sul-africano do Apartheid. How lovely!

Tudo dito. Puro :handclap:

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Primeira-ministra britânica da paz lol Esqueceu-se da guerra na Argentina. É da idade.

 

Não me deixa saudades.

 

E da venda de armamento ao Saddam Hussein para a guerra contra o Irão.

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Não precisas de chorar por todos, só pelos certos.

:prayer:

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E da venda de armamento ao Saddam Hussein para a guerra contra o Irão.

Também.

 

Mas é incontornável que ela foi uma personagem de relevo no UK. Para o bem e (muito) para o mal. É normal suscitar as mais variadas reacções.

 

Até aqui em Portugal, ainda hoje, quando se fala em Salazar há quem o ame e quem o odeie.

 

A mim tudo o que roce "o quero posso e mando" faz-me comichão. Por isso é que não gosto de árbitros.

Editado por p4nd3m0n1uM

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A mim tudo o que roce "o quero posso e mando" faz-me comichão. Por isso é que não gosto de árbitros.

 

:prayer:

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Joseph Barton ‏@Joey7Barton

I'd say RIP Maggie but it wouldn't be true. If Heaven exists that old witch won't be there...

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não percebi.

 

 

(censurado) :finga:

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Tambem acho, acho que o melhor que teria feito enquanto primeira ministra seria abrir as portas de sua casa para as pessoas estarem abrigadas, todos em familia todos felizes!

 

O que ela fez em termos de recuperacão económica, mesmo apesar de discordar do que fez em certos pontos, e admirável. Se a Gra-Bretanha ainda e uma potencia mundial, muito o deve a ela.

E tambem e bom voltar a ler e ouvir o que ela disse sobre a UE, muito tempo antes dela existir, ja em 1988. Tao antigo mas tao atual.

 

Fdx ó Jone...

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A Grã-Bretanha deve a sua posição a muitas (grandes) personalidades, mas a Thatcher não é uma delas. É uma das grandes personagens da História do século XX, mas isso também o Hitler foi e não pelas melhores razões.

 

O que ela fez não tem nada de admirável. Privatizou muitas empresas e serviços públicos, cortou no Estado Social, promoveu o neoliberalismo como sistema económico (e bem sabemos aonde o neoliberalismo nos trouxe actualmente). As políticas dela baixaram a inflação, é verdade, mas a custo da duplicação do desemprego, flexibilidade no despedimento e desindustrialização da Grã-Bretanha. Socialmente foi miserável. Salvou a economia a curto prazo, mas condenou-a a médio/longo prazo; estamos hoje a sofrer o impacto da "recuperação económica" dela (ou da adopção de medidas similares às dela).

 

E não esquecer que este doce de pessoa era "unha com carne" do Pinochet, tentou acabar com os sindicatos e classificou o Nelson Mandela como terrorista, enquanto se opôs a sanções ao regime sul-africano do Apartheid. How lovely!

por acaso não tinha essa ideia quanto à industrialização do RU. De resto, post perfeito :)

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Tambem acho, acho que o melhor que teria feito enquanto primeira ministra seria abrir as portas de sua casa para as pessoas estarem abrigadas, todos em familia todos felizes!

 

O que ela fez em termos de recuperacão económica, mesmo apesar de discordar do que fez em certos pontos, e admirável. Se a Gra-Bretanha ainda e uma potencia mundial, muito o deve a ela.

E tambem e bom voltar a ler e ouvir o que ela disse sobre a UE, muito tempo antes dela existir, ja em 1988. Tao antigo mas tao atual.

Nem tinha visto este post. Ó Jone, tinha-te em melhor consideração. Então esse primeiro parágrafo foi um bocado infeliz. :compinchas:

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A Grã-Bretanha deve a sua posição a muitas (grandes) personalidades, mas a Thatcher não é uma delas. É uma das grandes personagens da História do século XX, mas isso também o Hitler foi e não pelas melhores razões.

 

O que ela fez não tem nada de admirável. Privatizou muitas empresas e serviços públicos, cortou no Estado Social, promoveu o neoliberalismo como sistema económico (e bem sabemos aonde o neoliberalismo nos trouxe actualmente). As políticas dela baixaram a inflação, é verdade, mas a custo da duplicação do desemprego, flexibilidade no despedimento e desindustrialização da Grã-Bretanha. Socialmente foi miserável. Salvou a economia a curto prazo, mas condenou-a a médio/longo prazo; estamos hoje a sofrer o impacto da "recuperação económica" dela (ou da adopção de medidas similares às dela).

 

E não esquecer que este doce de pessoa era "unha com carne" do Pinochet, tentou acabar com os sindicatos e classificou o Nelson Mandela como terrorista, enquanto se opôs a sanções ao regime sul-africano do Apartheid. How lovely!

Ia postar um artigo enorme do The Guardian que dizia precisamente isso tudo... Se tivesse lido isto antes tinhas-me poupado uns 5 minutos de leitura. :mrgreen:

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Mete aí sff.

 

It might seem an odd time to be trying it on, but a drive to rehabilitate Margaret Thatcher is now in full flow. A couple of years back, true believers were beside themselves at the collapse of their heroine's reputation. The Tory London mayor, Boris Johnson, complained that Thatcher's name had become a "boo-word", a "shorthand for selfishness and me-firstism". Her former PR guru Maurice Saatchi fretted that "her principles of capitalism are under question".

 

 

In opposition, David Cameron tried to distance himself from her poisonous "nasty party" legacy. But just as he and George Osborne embark on even deeper cuts and more far-reaching privatisation of public services than Thatcher herself managed, Meryl Streep's The Iron Lady is about to come to the rescue of the 1980s prime minister's reputation.

 

As the Hollywood actor's startling Thatcher recreation looks down from every other bus, commentators have insisted that the film is "not political". True, it doesn't explicitly take sides in the most conflagrationary decade in postwar British politics. It is made clear that Thatcher's policies were controversial and strongly opposed. But as director Phyllida Lloyd points out: "The whole story is told from her point of view."

 

People are shown to be out to get her – but not quite why. We see the angry faces of protesters and striking miners from inside her car, not the devastated communities they come from. By focusing on her dementia, it invites sympathy for a human being struggling with the trials of old age. Remarkably, a woman who vehemently rejected feminism is celebrated as a feminist icon, and a politician who waged naked class war is portrayed battling against class prejudice.

 

Lloyd herself is unashamed about the film's thrust: this is "the story of a great leader who is both tremendous and flawed". Naturally, some of Thatcher's supporters and family members have balked at the depiction of her illness.

 

But her authorised biographer, the high Tory Charles Moore, has no doubts about the The Iron Lady's effective political message. The Oscar-bound movie is, he declares, a "most powerful piece of propaganda for conservatism". And for many people under 40, their view of Thatcher and what she represents will be formed by this film.

 

Meanwhile, last week's release of 1981 cabinet papers has given another impetus to Thatcher revisionism. The revelation that she authorised a secret back-channel to the IRA during the hunger strikes and opposed Treasury attempts to deny Liverpool a paltry cash injection after the Toxteth riots has been hailed as evidence of the pragmatism of a leader known for unswerving implacability.

 

But most shocking are the secret preparations now being made to give Thatcher a state funeral. In the 20th century only one former prime minister, Winston Churchill, was given such a ceremonial send-off. Churchill had his own share of political enemies, of course, from the south Wales valleys to India. But his role as war leader when Britain was threatened with Nazi invasion meant he was accepted as a national figure at his death. Thatcher, who cloaked herself in the political spoils of a vicious colonial war in the South Atlantic, has no such status, and is the most divisive British politician of our time.

 

Gordon Brown absurdly floated a state funeral in a fruitless attempt to appease the Daily Mail. But the coalition would be even more foolish if it were to press ahead with what is currently planned. A state funeral for Thatcher would not be regarded as any kind of national occasion by millions of people, but as a partisan Conservative event and an affront to large parts of the country.

 

Not only in former mining communities and industrial areas laid waste by her government, but across Britain Thatcher is still hated for the damage she inflicted – and for her political legacy of rampant inequality and greed, privatisation and social breakdown. Now protests are taking the form of satirical e-petitions for the funeral to be privatised: if it goes ahead, there are likely to be protests and demonstrations.

 

This is a politician, after all, who never won the votes of more than a third of the electorate; destroyed communities; created mass unemployment; deindustrialised Britain; redistributed from poor to rich; and, by her deregulation of the City, laid the basis for the crisis that has engulfed us 25 years later.

 

Thatcher was a prime minister who denounced Nelson Mandela as a terrorist, defended the Chilean fascist dictator Augusto Pinochet, ratcheted up the cold war, and unleashed militarised police on trade unionists and black communities alike. She was Britain's first woman prime minister, but her policies hit women hardest, like Cameron's today.

 

A common British establishment view – and the implicit position of The Iron Lady – is that while Thatcher took harsh measures and "went too far", it was necessary medicine to restore the sick economy of the 1970s to healthy growth.

 

It did nothing of the sort. Average growth in the Thatcherite 80s, at 2.4%, was exactly the same as in the sick 70s – and considerably lower than during the corporatist 60s. Her government's savage deflation destroyed a fifth of Britain's industrial base in two years, hollowed out manufacturing, and delivered a "productivity miracle" that never was, and we're living with the consequences today.

 

What she did succeed in doing was to restore class privilege, boosting profitability while slashing employees' share of national income from 65% to 53% through her assault on unions. Britain faced a structural crisis in the 1970s, but there were multiple routes out of it. Thatcher imposed a neoliberal model now seen to have failed across the world.

 

It's hardly surprising that some might want to put a benign gloss on Thatcher's record when another Tory-led government is forcing through Thatcher-like policies – and riots, mounting unemployment and swingeing benefits cuts echo her years in power. The rehabilitation isn't so much about then as now, which is one reason it can't go unchallenged. Thatcher wasn't a "great leader". She was the most socially destructive prime minister of modern times.

 

http://www.guardian.co.uk/commentisfree/2012/jan/04/margaret-thatcher-state-funeral-protests

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