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Um em cada quatro portugueses com vontade de emigrar

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Um em cada quatro portugueses, se tivesse hipótese, mudava-se para outro país de modo permanente. Um em cada cem está a planear fazer as malas no decurso de doze meses. A análise das tendências de mobilidade consta de um relatório sobre emprego e situação social hoje divulgado pela Comissão Europeia.

 

O retrato é obra da Gallup. Através de amostras representativas de 160 países, a Gallup World Poll pretende ser uma “janela científica sobre pensamentos e comportamentos de 98% da população do mundo”. A Comissão Europeia serviu-se dela para olhar a mobilidade geográfica de trabalhadores dentro da UE.

 

Há, dentro da União Europeia, grande desejo de alterar o cenário quotidiano, de respirar outros ares. Um em cada cinco residentes gostaria de mudar se país. O número de pessoas com "intenções firmes" de o fazer no prazo de um ano mais do que duplicou entre 2008/2009 e 2011/2012 — dois para cinco milhões.

 

As mais elevadas taxas de firme vontade de cruzar fronteiras no decorrer de um ano foram encontradas na Grécia , na Lituânia , na Letónia , na Bulgária , na Estónia , na Roménia , na Hungria , na Polónia e em Espanha . No outro extremo, com os mais baixos índices, estavam a Alemanha , a Holanda e o Reino Unido . Portugal estava um pouco abaixo da média, cifrada nos 1,2%.

 

Já não há tanta vontade, de simplesmente, avançar para outro Estado-membro — a preferência pelo espaço comunitário passou de 47 para 44%, o que os autores do relatório atribuem à crise económica e financeira. É entre os que já faziam parte da União antes de 2004 que se nota maior apetência por outros destinos — “mais de 60% dos que estão com disposição de sair do Reino Unido, de França, de Portugal, da Áustria e da Alemanha.

 

Apesar da atracção por países como o Brasil ou Angola, economias em expansão com quem têm afinidades culturais e linguísticas, os portugueses não deixaram de apostar na Europa. O número de pessoas que se registou no Eures, a rede europeia de serviços de emprego, serve de indicador. “Em Junho de 2013, cerca de 55% dos candidatos da União registados no Eures (566 mil de um total de 1,04 milhões) eram originários dos quatro países do Sul da União Europeia: Espanha, Itália, Portugal e Grécia”, salienta o relatório.

 

Segundo se pode ler no documento, remetido às redacções pelo gabinete do comissário do Emprego, dos Assuntos Sociais e da Inclusão, László Andor, “os maiores aumentos desde 2012 foram observados em Espanha e em Itália”. Portugal, por exemplo, tinha 60 mil candidatos em Junho de 2012 e tem agora 79 mil.

 

A estatística condiz com o último retrato da Eurostat sobre fluxos migratórios — feito com base em dados de 2011. Caíra, de forma acentuada, a entrada de estrangeiros nos países mais afectados pela crise — Espanha, Portugal, Itália. Subira em países com economias mais fortes, com destaque para a Alemanha, para o Luxemburgo.

 

O movimento de saídas, de resto, disparara na Lituânia, em Portugal, em Espanha e Irlanda. Com uma diferença relevante: a maior parte dos que saem de Portugal são “nacionais”; “não é tanto assim em na Grécia e na Irlanda e muito menos na Espanha, onde a maioria dos que estão a sair são nacionais de países terceiros ou de outros países da UE”. São imigrantes que estão de regresso aos seus países de origem.

 

 

Passos Coelho estás nos 25 % não estás ? :carinhoso:

Editado por pedrolucas19

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Também quero emigrar... pqp a situação deste país... se há melhores condições lá fora, é natural :-|

 

Gostava de ir para um dos países nórdicos ou europa central...

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Um em cada quatro quer emigrar? Giro, onde eu moro e estudo é mais 1 em cada quatro que não quer ir embora :lol:

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eh lá que isto é só gente de bigode. Quando chegar a altura de fazerem as malas e irem embora deixando as pessoas que aqui têm para ir para um sitio que não conhecem ninguém, onde se precisarem de ajuda bem que se f*dem. Quando chegar essa altura quero ver se os colhões não sobem até bater nos rins. Emigrar é muito f*dido.

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eh lá que isto é só gente de bigode. Quando chegar a altura de fazerem as malas e irem embora deixando as pessoas que aqui têm para ir para um sitio que não conhecem ninguém, onde se precisarem de ajuda bem que se f*dem. Quando chegar essa altura quero ver se os colhões não sobem até bater nos rins. Emigrar é muito f*dido.

f*dido por f*dido, prefiro ir para onde ao menos tenha a minima hipótese de sobreviver sem estar quase a passar fome e a contar tostões.

 

Além do mais, não estou a falar à toa, sei bem os riscos, tanto que pertenço a uma família com muita gente espalhada pelo mundo, alem disso o meu Pai foi alguém que passou por 5 países à procura de uma vida melhor.

Editado por Abraxas

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eh lá que isto é só gente de bigode. Quando chegar a altura de fazerem as malas e irem embora deixando as pessoas que aqui têm para ir para um sitio que não conhecem ninguém, onde se precisarem de ajuda bem que se f*dem. Quando chegar essa altura quero ver se os colhões não sobem até bater nos rins. Emigrar é muito f*dido.

 

Pois mas não falei do que não sei, tanto até que o meu pai está em Angola há uns tempos, e sei que é bem fdd. Claro que em termos de país, é mais adaptavel por causa da lingua, mas mesmo assim... se tiver que ser vai-se fazer o que?

Editado por hugojm

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eh lá que isto é só gente de bigode. Quando chegar a altura de fazerem as malas e irem embora deixando as pessoas que aqui têm para ir para um sitio que não conhecem ninguém, onde se precisarem de ajuda bem que se f*dem. Quando chegar essa altura quero ver se os colhões não sobem até bater nos rins. Emigrar é muito f*dido.

 

Nem mais.O meu pai é emigrante e no dia em que partiu e parte é uma tristeza nos olhos dele,embora saiba que vai para ajudar e tentar melhorar a nossa vida custa sempre e é sempre muito triste.Espera não ter de fazer o mesmo quando for mais velho.

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eh lá que isto é só gente de bigode. Quando chegar a altura de fazerem as malas e irem embora deixando as pessoas que aqui têm para ir para um sitio que não conhecem ninguém, onde se precisarem de ajuda bem que se f*dem. Quando chegar essa altura quero ver se os colhões não sobem até bater nos rins. Emigrar é muito f*dido.

No dia que o típico português lambão e que não gosta de trabalhar for lá para fora e vir o que é trabalhar, aí sim, é que vai ser muito f*dido. Quer voltar a correr para Portugal. Acho lamentável que muita gente por cá se recuse a fazer certos tipos de trabalho só porque parece mal para a sociedade e, principalmente, para os amigos e vá lá para fora e trabalhe doze horas por dia em coisas piores. Dinheiro é dinheiro e desde que se trabalhe é ganho com dignidade, não tem que ter vergonha do que se faz.

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Isso é bonito de se dizer, mas quando andas à procura de trabalho e levas com não atrás de não na cara, ou então vais trabalhar e voltas a casa e não tens dinheiro suficiente para alimentar a família, isso sim é digno.

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Isso é bonito de se dizer, mas quando andas à procura de trabalho e levas com não atrás de não na cara, ou então vais trabalhar e voltas a casa e não tens dinheiro suficiente para alimentar a família, isso sim é digno.

Sim, está bem. Tenho conhecimento de tantos casos de pessoas que se recusaram a trabalhar na construção civil porque os amigos começavam a olhá-los de outra forma, mulheres que não querem fazer limpezas porque não foram feitas para isso, já tive gente a vir aqui a pedir-me trabalho e eu até estou a precisar mas só porque as férias são sempre em Setembro, rejeitaram porque queriam em Agosto porque estava mais calor.

 

Eu não falei de toda a gente, falei daquele tipo de pessoa que se passa a vida a lamentar, tem propostas de trabalho mas prefere recusar para continuar a receber da SS mas depois vai lá para fora e faz qualquer coisa.

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Sim, está bem. Tenho conhecimento de tantos casos de pessoas que se recusaram a trabalhar na construção civil porque os amigos começavam a olhá-los de outra forma, mulheres que não querem fazer limpezas porque não foram feitas para isso, já tive gente a vir aqui a pedir-me trabalho e eu até estou a precisar mas só porque as férias são sempre em Setembro, rejeitaram porque queriam em Agosto porque estava mais calor.

 

Eu não falei de toda a gente, falei daquele tipo de pessoa que se passa a vida a lamentar, tem propostas de trabalho mas prefere recusar para continuar a receber da SS mas depois vai lá para fora e faz qualquer coisa.

Eu conheço tanta gente que gostava de ter sequer a oportunidade de trabalhar na construção civil, e outros que trabalham lá e ficam em casa á espera de ser chamados :lol:

 

Isso não é assim, tenho muitos amigos que querem ir para o estrangeiro porque sabem que precisam de rendimentos superiores, tenho muita gente amigo que infelizmente anda à meses a passar fome e a comer comida enlatada da secção economica do Jumbo e afins, ou anda à procura de comida nos caixotes do lixo dos supermercados.

 

A questão não é bem de pessoas que não querem trabalhar, as empresas andam é a cortar no pessoal e não querem contratar, ainda para mais gente sem experiencia ou pessoas a partir uma certa idade. O estado não financia as empresas, logo estas têm de cortar, tenho uma família amiga que é dona de uma empresa de reciclagem que até à 2 anos estava com um crescimento exponencial, neste momento eles já nem pagam para eles, só pagam aos 2 empregados que têm e estão à espera de acabar contrato para não ter despesa de ordenados, só um exemplo ....

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Conheço pessoas que estão a passar por muitas dificuldades porque não conseguem mesmo arranjar trabalho e já puseram como grande hipótese o estrangeiro. Tenho pena dessas pessoas porque muitas até tinham uma vida em condições e neste momento passam fome. Nunca tinha visto nesta zona a ir buscar comida aos contentores do lixo, há dias veio um homem aqui ao do restaurante. Tive de lhe dar jantar para me sentir bem comigo mesmo e ver que ninguém merece aquilo.

 

Por outro lado, disso aquilo acima em resposta ao Pierre mas não duvides que há muita gente que pode, tem propostas mas não quer aceitar. Infelizmente, até dessas tenho na família. Mas respeito plenamente quem imigra, 90% da família do meu pai está em França, inclusivamente ele. Os meus avós estiveram nos EUA, onde nasceu a minha mãe. Os meus sogros estão na Suíça e parte da família dela distribui-se por Suíça, França e Alemanha. Sei que foram lá porque precisaram. Outros não...

Editado por Mesut Ozil

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No dia que o típico português lambão e que não gosta de trabalhar for lá para fora e vir o que é trabalhar, aí sim, é que vai ser muito f*dido. Quer voltar a correr para Portugal. Acho lamentável que muita gente por cá se recuse a fazer certos tipos de trabalho só porque parece mal para a sociedade e, principalmente, para os amigos e vá lá para fora e trabalhe doze horas por dia em coisas piores. Dinheiro é dinheiro e desde que se trabalhe é ganho com dignidade, não tem que ter vergonha do que se faz.

Basicamente é isto. Se por um lado já é difícil arranjar trabalho porque determinados sectores estão maus agora imagem quando estão numa zona em que só estão rodeados por 1 só sector como por exemplo cortiça ou calçado etc. E já lá vão 3 anos em casa por aqui.

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Nem por acaso, esta manhã aconteceu uma coisa no restaurante que até se insere naquilo que disse há pouco.

 

Tenho uma funcionária a tempo parcial que está sempre a queixar-se de dinheiro porque o marido está desempregado e ela recebe pouco. Hoje de manhã, a minha mãe foi falar com ela para passar a tempo inteiro, durante os meses de Julho e Agosto. Resposta dela, "Não estou para ter um trabalho onde tenho de fazer noites...". Gente desta não interessa a empresa nenhuma.

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Sinceramente, só tenho 12 anos e apesar de não me faltar nada e pertencer à cuja classe média, já percebi que no futuro não vou ter a vida que os meus pais me podem oferecer neste momento e acho que emigrar para Inglaterra para mim é uma boa opção visto que tenho 3 exames de Cambridge na mão...

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Eu também gostava de emigrar, gostava de ir para a Oceânia.

 

Emigrar é bem difícil sem dúvida, mas hoje em dia está tudo um pouco mais fácil, existem comunidades de emigrantes nos Países de acolhimento(muitas comunidades de portugueses até) que ajudam á integração no País e á assimilação da cultura que creio ser muito importante visto que nos devemos adaptar á cultura desses Países.

 

Para além de que começar tudo do zero é uma oportunidade interessante.

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Sim, está bem. Tenho conhecimento de tantos casos de pessoas que se recusaram a trabalhar na construção civil porque os amigos começavam a olhá-los de outra forma, mulheres que não querem fazer limpezas porque não foram feitas para isso, já tive gente a vir aqui a pedir-me trabalho e eu até estou a precisar mas só porque as férias são sempre em Setembro, rejeitaram porque queriam em Agosto porque estava mais calor.

 

Eu não falei de toda a gente, falei daquele tipo de pessoa que se passa a vida a lamentar, tem propostas de trabalho mas prefere recusar para continuar a receber da SS mas depois vai lá para fora e faz qualquer coisa.

acontece imenso, e esses acho que têm o que merecem. O que me estava a referir não era a isso, mas sim ao abandono das nossas raízes. Eu para já tenho trabalho, mas no futuro, emigrar, não é algo que coloco de parte, agora que me ia custar imenso, isso ia.

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Continuo a achar essa dita dificuldade em emigrar algo bastante subjectivo.

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É mais fácil emigrar do que ficar e lutar por um país melhor. Mais do que um indicador económico, esta tendência revela muito da confiança que temos em nós como povo.

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Resposta dela, "Não estou para ter um trabalho onde tenho de fazer noites...". Gente desta não interessa a empresa nenhuma.

Verdade seja dita, depende das situações. Às vezes é mesmo incompatível por alguma razão... com marido desempregado é que duvido um bocadinho que seja algo mais legítimo do que "ai ui trabalhar de noite".

 

Pessoalmente, gostava de ir trabalhar para o estrangeiro um dia, mas na condição de ser no "meu ramo" (estou a tirar Engenharia Informática) e poder levar a família (namorada e filho) comigo. Portanto por uns aninhos está basicamente fora de questão.

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Sinceramente, só tenho 12 anos e apesar de não me faltar nada e pertencer à cuja classe média, já percebi que no futuro não vou ter a vida que os meus pais me podem oferecer neste momento e acho que emigrar para Inglaterra para mim é uma boa opção visto que tenho 3 exames de Cambridge na mão...

Fui só eu a reparar no miúdo a meter-se em bicos dos pés? :lol:

Miúdo, leva este conselho para a tua vida: Não és a última bolacha do pacote.

 

Quanto a emigrar, já pensei nisso, mas entretanto arranjei trabalho, e sei que se quiser, já não saio daqui.

 

É mais fácil emigrar do que ficar e lutar por um país melhor. Mais do que um indicador económico, esta tendência revela muito da confiança que temos em nós como povo.

Sabes bem que está muito difícil de arranjar emprego. Ainda por cima o Governo fechou a torneira e as empresas fizeram o mesmo. Há pessoal que gasta uns 20000€ nos anos em que está a estudar e quer reaver esse dinheiro o quanto antes. Não me parece correcto que vão trabalhar a ganhar (muito) pouco.

Editado por Foster

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eh lá que isto é só gente de bigode. Quando chegar a altura de fazerem as malas e irem embora deixando as pessoas que aqui têm para ir para um sitio que não conhecem ninguém, onde se precisarem de ajuda bem que se f*dem. Quando chegar essa altura quero ver se os colhões não sobem até bater nos rins. Emigrar é muito f*dido.

E é isto.

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Eu já estive emigrado em França,na cidade de Reims aonde mora o meu pai, ganhava muito bem, metia tudo ao bolso e mesmo assim voltei e estive sem trabalho durante 1 ano cá. Voltei a pedir aonde me despedi e estou lá outra vez. Tive a sorte que qualquer um não tem, mas não é fácil, bem pelo contrário, há que pensar muito bem.

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