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Um em cada quatro portugueses com vontade de emigrar

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Fui só eu a reparar no miúdo a meter-se em bicos dos pés? :lol:

Miúdo, leva este conselho para a tua vida: Não és a última bolacha do pacote.

 

Quanto a emigrar, já pensei nisso, mas entretanto arranjei trabalho, e sei que se quiser, já não saio daqui.

 

 

Sabes bem que está muito difícil de arranjar emprego. Ainda por cima o Governo fechou a torneira e as empresas fizeram o mesmo. Há pessoal que gasta uns 20000€ nos anos em que está a estudar e quer reaver esse dinheiro o quanto antes. Não me parece correcto que vão trabalhar a ganhar (muito) pouco.

Foste. E foste deselegante.

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Esta é uma discussão que já começa a ser recorrente.

 

Sair ou não sair, voltar ou não voltar são todas decisões que dependem de cada um e daquilo que idealizam para a sua vida e ninguém tem nada a ver com isso.

 

Eu faço parte daqueles que não fazem intenções de sair.

Tenho cá toda a gente que me é importante, tenho coisas que fazem parte do meu conceito de qualidade de vida (clima, forma de estar, culinária, cultura, mar, segurança, etc...) e as outras que não estão como queria mas que ainda acredito que possam ser melhoradas.

Se em algumas coisas sinto que estou abaixo de vários países em outras sinto-me um privilegiado.

Talvez fosse capaz de ir para a Austrália mas tirando isso não tenho qualquer motivação para ir seja para onde for.

 

Mais uma vez, tudo isto depende da visão de cada um, do que cada um sonha e das motivações\ambições das pessoas e não nos cabe julgar seja o que for.

Editado por SAS_Robben

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@Foster

 

Nem achei que se tivesse a meter em bicos dos pés. Apresentou-se como uma pessoa que tem noção que o futuro será mais complicado que o presente e tem noção que tendo facilidade com o Inglês o Reino Unido poderá ser uma boa opção.

 

---

 

Voltando ao assunto do tópico, as pessoas vivem 'enganadas' ao acharem que emigrar é só coisas boas, facilidades e trabalho ao virar da esquina. Uma pessoa sem qualificações vai ter tantas ou mais dificuldades em arranjar trabalho no estrangeiro. Pior. Sendo que vivemos numa aldeia global já não lutamos sozinhos. Hoje em dia lutamos com a mão de obra barata de leste, de africa, de Ásia e por ai em diante. Portanto é apostar na qualificação em áreas que tenham mercado (não falo obrigatoriamente em canudos, há cursos profissionais que abrem imensas portas).

 

Falando em graus universitários, sou daquelas pessoas que defendem o fim de alguns cursos, ou que passem a ter um número de vagas ridiculamente baixo para receberem apenas os melhores e serem poucos, visto que não há depois saída profissional. É preciso mudar também a mentalidade que é obrigatório ser-se "Shotor" para se ser respeitado na vida e portanto mais vale um curso qualquer do que não ter curso.

Editado por w0

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Falando em graus universitários, sou daquelas pessoas que defendem o fim de alguns cursos, ou que passem a ter um número de vagas ridiculamente baixo para receberem apenas os melhores e serem poucos, visto que não há depois saída profissional. É preciso mudar também a mentalidade que é obrigatório ser-se "Shotor" para se ser respeitado na vida e portanto mais vale um curso qualquer do que não ter curso.

Mesmo.

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nao aceitar qualquer emprego sob qualquer condição não é ser lambão. mas se calhar conhecemos realidades diferentes. Eu vejo gente sem trabalho que quer trabalhar e gente que trabalha a trabalhar muito e a ganhar pouco

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Não vamos começar com essa discussão, que ter 1000 alunos por ano a entrar em Medicina ou sabe-se la quantos a entrar em Engenharia é a coisa mais ridicula de sempre.

 

Eu vou ter de imigrar. Isso deve-se ao curso que estou a tirar, que presume que uma pessoa imigre, e mesmo devido ao que se passa neste pais

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SAS, só tenho pena de seres do Sporting :handclap: ! :mrgreen:

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Não vamos começar com essa discussão, que ter 1000 alunos por ano a entrar em Medicina ou sabe-se la quantos a entrar em Engenharia é a coisa mais ridicula de sempre.

 

Eu vou ter de imigrar. Isso deve-se ao curso que estou a tirar, que presume que uma pessoa imigre, e mesmo devido ao que se passa neste pais

 

Nope, não estou a falar de medicina nem de engenharia, mas sim de um mal transversal a muitos cursos..

 

Ridículo é termos cursos que não estão ajustados à realidade. Ridículo é termos universidades que não trabalham com o mercado de trabalho. Felizmente andei numa que andava de braço dado com o mercado de trabalho, promovia job shops anualmente, auscultava o mercado e sabia o que procuravam. Dessa forma, alteraram certas coisas na licenciatura, apostaram em novos mestrados, pós-graduações e doutoramentos. Apostaram na internacionalização, qualidade de ensino, infraestruturas e num corpo docente jovem, dinâmico e conhecedor da realidade laboral, capaz de dar aos alunos uma vertente teórica mas, acima de tudo, muito prática. E pasma-te se te disser que estou a falar de um curso de Direito com 90% de empregabilidade ao fim de 6 meses.

 

O que é lastimável é vermos faculdades que se desligam do mercado de trabalho e não sabem o que este procura nem o que precisa. É por isso que depois vez um número de vagas absurdo para cursos que tem uma taxa de empregabilidade bastante reduzida e outros cursos que tem um historial de desemprego alto a multiplicarem-se de norte a sul. Isso sim é grave. O que interessa para essas faculdades é manterem as portas abertas, oferecendo cursos sem saída, quer pela área em que incidem, quer pela forma como são leccionados.

Editado por w0

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Eu falei em Medicina e em Engenharia porque, para mim, são os exemplos mais gritantes disso. Mas eu sei que o problema não é so desses cursos. O meu curso tem 40 vagas por ano, e tem vagas a mais (com menos vagas eu não tinha entrado, mas whatever).

 

E falaste em Direito, e esse é outro exemplo. Basicamente, qualquer curso que seja para o "shotor" ou "sho engenheiro" esta sobrecarregado

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Falando em Informática, não concordo. Estão-se a formar muitos informáticos mas existe uma falta gritante deles, tanto cá, como lá fora.

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Eu estou a falar no geral. Por isso é que falei em Engenharias e não em algo em especifico :mrgreen:

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Ri-me com todas as confusões entre a palavra "emigrar" e "imigrar".

 

Pessoalmente quero, por questões de ambição pessoal e profissional. Pessoal no sentido de querer viver num "centro do mundo" e onde me sinta melhor tratado como pessoa que na Amadora e num país em que tenho plena consciência que um filho meu pode levar uma facada de um dia para o outro e saber que não haverá nenhuma justiça, quero experimentar um estilo de vida diferente e com melhor qualidade de vida (e em que não tenha que pagar os 27% de segurança social).

Profissional porque acho (e se calhar é o que acham todos os que querem) e quero valer um bocado mais que 600€ por mês (se for pago, e se não for encostado a estágios até ao fim da vida) - não me estou a ver a construir uma vida com os salários que se dão na minha área, quanto mais a realizar uma ambição de viajar por todo o mundo (como, se o dinheiro mal dá para alugar a casa e pagar contas?). Trabalho numa profissão que não é regulada e não tem estatuto em Portugal, onde existem casos de empresas portuguesas com dívidas de 6 dígitos e não se passa nada.

 

Claro que há a questão do ir, da família e dos amigos. Sim, é o grande "senão", por outro lado, não são nem quero que sejam que me sustenta nem quem me paga as contas. Já o que Portugal me oferece, devo ter poucas saudades. Café e pasteis de nata, encontram-se facilmente na Europa, praias e calor de 36º também não me interessam.

Editado por Ricardo Gouveia

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Guest Dpitz

Não quero emigrar, mas vejo essa opção cada vez mais como uma hipótese.

A ir, vou obrigado porque este país está na caca e não há perspectivas de que saiamos dela, antes pelo contrário, o mais provável é isto ficar uma caca cada vez pior.

 

Gostava de ficar cá e de ver este país andar para a frente, com o meu contributo de trabalhador e cidadão, mas não há esperança nenhuma. E o que me tira a esperança nem é tanto o governo e as suas políticas de caca, é mesmo a inércia das pessoas, que, em geral, preferem continuar com mais do mesmo dos últimos 20 ou 30 anos porque "ao menos sabem como é", do que em tentarem apostar numa política diferente, porem alguém diferente a dirigir o país e as nossas vidas. Isso é que é desesperante, ver um povo a pensar que não tem força nenhuma e a achar que não pode mudar nada.

 

Por muito que digam o contrário, há sempre alternativas. Quem diz o contrário só o diz porque quer manter as coisas tal como elas estão, já que o jogo é favorável a essas mesmas pessoas.

 

Enfim, só um desabafo.

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Eu nem equaciono tal cenário. Sou daqueles a que só uma grande volta na vida lhe faria reconsiderar tal coisa. A ir, seria para um país anglófono, mas, para mim, nem é assunto.

Como o SAS bem disse, depende de cada um. Contudo, não é difícil imaginar que grande maioria emigra por dinheiro, por ter a vida que ambiciona. Basicamente, por melhores condições de vida.

Claro que há pessoas a quem não custa nada, outras a quem custa no início mas se ultrapassa, e outras que simplesmente não aguentam, mas (e já debati isto por cá) é, a meu ver, o caminho mais fácil (em casos "normais").

Pessoal que cá ganha o ordenado mínimo e sai com possibilidade de ir ganhar mais de 1000€ por mês, em alguns casos podendo voltar no Verão, Páscoa e Natal...

Pronto, há casos e casos. É também inevitável (dada a situação do país) que tal fenómeno aumente consideravelmente no nosso país, tornando a coisa mais natural.

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Eu não tenho vontade nenhuma de emigrar. Mas se não houver alternativa cá...

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A minha opinião é a seguinte:

 

Poderemos continuar a empobrecer e a regredir, que continuaremos a ter dos combustíveis mais caros do mundo, assim como a electricidade, a água, o gás e as telecomunicações a preços incomportáveis para o nosso nível de rendimentos.

 

Podemos tar a pão e água que o governo vai continuar a aumentar os impostos, e por ai fora ...

 

É triste ver amigos, familiares ou mesmo os filhos a ter de emigrar para se sustentarem, para aspirarem a uma vida digna, de acordo com as expectativas que foram criando.

 

Porém, não nos esqueçamos de que os emigrantes são, quase sempre, os melhores de nós. Os que, em vez de esperarem que lhes resolvam os problemas, partem, muitas vezes à aventura, em busca de uma vida que os recompense.

 

 

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@Zacker

Emigrar é o caminho mais fácil, ou entendi mal o que quiseste dizer? É que espero ter entendido mal.

 

Não há nada de fácil em emigrar e aqui não é uma questão de caso a caso. Dependendo de cada um, haverá depois maior facilidade em habituares-te a essa nova realidade mas não é de todo o caminho mais fácil. Desenraizares-te, seja qual for a razão, nunca é o caminho mais fácil, mesmo que não ligues à família ou amigos, à praia ou à comida ou ao que quer que seja.

 

Saíres de um ambiente que conheces e saltares para o desconhecido não é o caminho mais fácil. Estando lá, acredito que o A se possa adaptar melhor que o B, mas partem todos das mesma posição. Ninguém toma a decisão de arrancar da sua zona de conforto de ânimo leve. Não se trata de ser mais ou menos aventureiro, mais ou menos extrovertido, mais ou menos isto e o outro. Trata-se sim de ser algo que corta com algo de forma muito radical. Claro que depois de tomada a decisão uns vão-se adaptar, outros não vão querer outra coisa e outros não vão aguentar. Mas não me parece, na minha opinião, que seja honesto dizer-se que emigrar é o caminho mais fácil.

Editado por w0

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Na minha opinião emigrar não é facil, mas em vez de viveres a pão e água, passares a viver uma vida digna, apesar das desvantagens que isso acarreta, emigrar é melhor.

Editado por pedrolucas19

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Evidentemente que quando acabar o curso vou procurar emprego por cá mas vejo a possibilidade de emigrar como algo natural, dado o estado das coisas. Nem é só a falta de emprego, é a própria falta de condições que começa a haver. Até posso arranjar um emprego mas se isso não me servir (isto é, não receber o suficiente) para começar a juntar o meu dinheiro definitivamente e sair de casa dos pais, etc, de pouco me serve e não encaro isso como algo aceitável para o meu futuro.

 

Mas concordo quando dizem que não será assim tão fácil e que quando chega a altura é que um gajo percebe realmente naquilo em que se vai meter. Daí que tenha a opinião que quanto mais novo, melhor. O espírito é outro.

 

Ainda por cima tenho um bom exemplo em casa. O meu irmão esteve fora dos 22/23 aos 30, adorou, ganhou currículo e hoje em dia voltou, está em Lisboa, casado, com um filho, e com a vida bastante estabilizada e com perspectivas de continuar a subir na carreira (também porque é um gajo competente).

 

Sinceramente, não me importava nadinha de ter um percurso como o dele.

Editado por UnReal

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@Zacker

Emigrar é o caminho mais fácil, ou entendi mal o que quiseste dizer? É que espero ter entendido mal.

 

Não há nada de fácil em emigrar e aqui não é uma questão de caso a caso. Dependendo de cada um, haverá depois maior facilidade em habituares-te a essa nova realidade mas não é de todo o caminho mais fácil. Desenraizares-te, seja qual for a razão, nunca é o caminho mais fácil, mesmo que não ligues à família ou amigos, à praia ou à comida ou ao que quer que seja.

 

Saíres de um ambiente que conheces e saltares para o desconhecido não é o caminho mais fácil. Estando lá, acredito que o A se possa adaptar melhor que o B, mas partem todos das mesma posição. Ninguém toma a decisão de arrancar da sua zona de conforto de ânimo leve. Não se trata de ser mais ou menos aventureiro, mais ou menos extrovertido, mais ou menos isto e o outro. Trata-se sim de ser algo que corta com algo de forma muito radical. Claro que depois de tomada a decisão uns vão-se adaptar, outros não vão querer outra coisa e outros não vão aguentar. Mas não me parece, na minha opinião, que seja honesto dizer-se que emigrar é o caminho mais fácil.

Entendeste bem, e não o disse como que um facto, mas sim uma opinião pessoal. Mas esse teu ponto de vista é uma generalização?

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Acho que o pessoal fala em emigrar com uma leviandade tremenda. Eu já estive migrado em Portugal durante uma década e sei as dificuldades que passei. Ir para outro país, com outra cultura, outra língua, outros costumes, não é assim tão fácil como querem fazer parecer e não pode, no meu entender, ser encarado como "lá terá que ser".

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Eu não tenho vontade nenhuma de emigrar. Mas se não houver alternativa cá...

Como está a tua vida neste momento? O que pensas fazer por cá? (Isto por seres de BIologia)

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