Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
skipen

Um em cada quatro portugueses com vontade de emigrar

Publicações recomendadas

@Dpits

 

Então entendes um pouco por aquilo que passo.

 

Agora imagina, tenho feridas em todo o couro cabeludo, cara, atrás das orelhas, pescoço, ombros, braços, mãos, costas, peito, barriga, pernas.

 

Imagina o que é no verão ir a uma entrevista.

 

É lindo.

Editado por p4nd3m0n1uM

Compartilhar este post


Link para o post

@Dpits

 

Então entendes um pouco por aquilo que passo.

 

Agora imagina, tenho feridas em todo o couro cabeludo, cara, atrás das orelhas, pescoço, ombros, braços, mãos, costas, peito, barriga, pernas.

 

Imagina o que é no verão ir a uma entrevista.

 

É lindo.

Essa doença não tem cura? É aquela em que uns peixes se alimentam do fungo?

Compartilhar este post


Link para o post

Essas "doenças" são genéticas, não tem forma de curar, apenas atenuar os efeitos e normalmente os tratamentos são caríssimos e não dão garantias.

Compartilhar este post


Link para o post
Guest Dpitz

@Dpits

 

Então entendes um pouco por aquilo que passo.

 

Agora imagina, tenho feridas em todo o couro cabeludo, cara, atrás das orelhas, pescoço, ombros, braços, mãos, costas, peito, barriga, pernas.

 

Imagina o que é no verão ir a uma entrevista.

 

É lindo.

O meu familiar nao tem tanto, é mais braços, pernas e pouco que mais (não é tão visivel como o teu, pelos vistos, mas tb sofre, mesmo assim)

qdo ataca põe uma pomada e aquilo alivia um pouco mas é uma caca na mesma :x

 

Essa doença não tem cura? É aquela em que uns peixes se alimentam do fungo?

Não, pode-se fazer tratamentos para atenuar, só.

Compartilhar este post


Link para o post

A sociedade civil funciona mal porque os recurso humanos são poucos. Como se já não bastasse o que basta, temos ainda muita gente a deixar-se perverter e a vender-se ao poder instalado. E este tem uma máquina de propaganda e uma motivação muitas vezes superior ao de qualquer organização pelos direitos civis. Pregar aos peixes é necessário! Volta e meia e lá cai um mais incauto na rede e passa a haver mais um para pregar. E sabes que mais? Estamos na melhor época de pregação aos peixes desde que temos democracia. E que género de democracia é essa que coloca na cabeça da geração mais bem formada de sempre em Portugal que a melhor atitude é emigrar enquanto se critica o país por ter criado condições para ficar? Há quanto tempo têm tentado? De que forma o têm feito? Irão de consciência tranquila sabendo que deixaram para trás toda uma família entregue ao empobrecimento económico e humano?

E há outra coisa que me estranha. Se é assim tão difícil emigrar- como acredito que seja, na larga maioria dos casos- com todas as agruras que se têm de passar, porque motivo é tão aliciante? Haverá mesmo espaço para um 1/4 da nossa população ser alocada no estrangeiro, com empregos pagos suficientemente bem- a ponto de suprimir as saudades e todas as dificuldades- para todos eles? Será assim tão certo que a emigração é o investimento mais inteligente? Não haverá vontade de investir em Portugal? De apostar no que é nosso e que é certo que irá trazer felicidade às gerações futuras? E o investimento feito pelo país na formação desta geração, serviu para o quê?

 

Não me interpretem mal. Não censuro quem quer emigrar. Mas não consigo deixar de sentir uma enorme tristeza ao constatar que poucos há quem realmente esteja disposto a lutar por aquilo que é seu e nosso. Não se trata de patriotismo, mas de inteligência para cuidar e cultivar a saúde do nosso quintal para que este dê os melhores frutos possíveis que servirão de base ao crescimento individual de todos em nossa casa, até daquele primo preguiçoso.

 

Emigrar para aproveitar uma oportunidade única, faz todo o sentido. Para fugir a um país desesperado soa-me a egoísmo.

Acredito que haja vontade de investir no país, mas a realidade é que neste momento as portas estão todas a fechar-se e o cinto está cada vez mais apertado e a margem de manobra é cada vez mais escassa. No meu caso ainda ninguém me abordou, mas sinceramente não vou ficar à espera, prefiro correr o risco a ficar aqui à espera sem perspectivas de futuro.

Compartilhar este post


Link para o post

Essa doença não tem cura? É aquela em que uns peixes se alimentam do fungo?

É crónica. Não tem cura, tem controlo. O problema é que os tratamentos custam dinheiro. Dinheiro esse que não tenho. O estado comparticipa... não é a 100%, mas comparticipa. Nas pomadas. Nos tratamentos com laser e o carai mostraram-me o dedo do meio.

 

Acabo por comprar apenas duas bisnagas por mês, mas não chega a fazer efeito. Porque quando começa a fazer... acaba-se a pomada. E o efeito é relativo. Porque basta estar um dia sem passar a pomada que isto volta a avermelhar e a criar crosta outra vez.

 

Alguém contrata um gajo assim? Nem por sombras. Só alguém que saiba o que é, que tenha familiares ou amigos com isto. O resto apenas se afasta. É bem mais fácil chamar outro para a entrevista.

Compartilhar este post


Link para o post

Bem sei o que é isso. Tenho um familiar que sofreu muitos anos à custa dessa doença. Felizmente, agora as coisas têm estado muito melhores.

 

Quanto à notícia propriamente dita, o meu futuro passa por ir para fora do país.

Editado por Danskin

Compartilhar este post


Link para o post

Nope, não estou a falar de medicina nem de engenharia, mas sim de um mal transversal a muitos cursos..

 

Ridículo é termos cursos que não estão ajustados à realidade. Ridículo é termos universidades que não trabalham com o mercado de trabalho. Felizmente andei numa que andava de braço dado com o mercado de trabalho, promovia job shops anualmente, auscultava o mercado e sabia o que procuravam. Dessa forma, alteraram certas coisas na licenciatura, apostaram em novos mestrados, pós-graduações e doutoramentos. Apostaram na internacionalização, qualidade de ensino, infraestruturas e num corpo docente jovem, dinâmico e conhecedor da realidade laboral, capaz de dar aos alunos uma vertente teórica mas, acima de tudo, muito prática. E pasma-te se te disser que estou a falar de um curso de Direito com 90% de empregabilidade ao fim de 6 meses.

 

O que é lastimável é vermos faculdades que se desligam do mercado de trabalho e não sabem o que este procura nem o que precisa. É por isso que depois vez um número de vagas absurdo para cursos que tem uma taxa de empregabilidade bastante reduzida e outros cursos que tem um historial de desemprego alto a multiplicarem-se de norte a sul. Isso sim é grave. O que interessa para essas faculdades é manterem as portas abertas, oferecendo cursos sem saída, quer pela área em que incidem, quer pela forma como são leccionados.

 

Isso é uma visão economicista da coisa. Há cursos com aspectos muito mais relevantes do que a simples taxa de empregabilidade.

 

quando for grande quero ir pos States pq é um grande país, oferece muitas oportunidades as pessoas, seguem boas politicas e valores éticos e morais e ajudam os países mais pobres e menos desenvolvidos, e quero sair deste país pq é uma merd*

 

Ai fdx! :funny: Que pérola! O problema é que está muito longe de ser a maior que aqui colocaste, mas a bem da minha sanidade nem comento o resto das barbaridade que aqui escreveste.

 

Patriotismo é parvo.

 

"O patriotismo é o último refúgio dos idiotas."

 

Já emigrei 3 vezes. Se a primeira foi por ser jovem e querer conhecer algo fora do meu país, as outras duas foram por necessidade. E agora volto outra vez a pensar nisso. A única coisa que me prender a Portugal é o meu pai.

 

Mas, f*da-se, nos últimos 3 anos ir para uma entrevista e saber que mal notem que tenho psoríase estou de lado, custa pa carai. Na Bélgica, Holanda e Inglaterra sempre tive trabalho. Aqui é sempre a mesma história.

 

Sempre trabalhei naquilo que aparecesse, trolha, estivador, barman, repositor, 'n' coisas. Desde que a psoríase começou a aparecer em sítios visíveis acabou... Levo sempre com a porta na cara. O que me faz sentir um completo inútil e dou por mim, aos 27 anos, a desejar não acordar para viver o dia seguinte.

 

Vai-me valendo alguns trabalhos que faço pela net e os biscates que volta e meia aparecem. Vai dando para pagar as contas.

 

Este país rejeita-me como um transplante mal feito.

 

Também tenho psoríase, é uma grande m*rda. Felizmente, tenho "apenas" nos cotovelos, debaixo da vista e nos ouvidos.

 

É crónica. Não tem cura, tem controlo. O problema é que os tratamentos custam dinheiro. Dinheiro esse que não tenho. O estado comparticipa... não é a 100%, mas comparticipa. Nas pomadas. Nos tratamentos com laser e o carai mostraram-me o dedo do meio.

 

Acabo por comprar apenas duas bisnagas por mês, mas não chega a fazer efeito. Porque quando começa a fazer... acaba-se a pomada. E o efeito é relativo. Porque basta estar um dia sem passar a pomada que isto volta a avermelhar e a criar crosta outra vez.

 

Alguém contrata um gajo assim? Nem por sombras. Só alguém que saiba o que é, que tenha familiares ou amigos com isto. O resto apenas se afasta. É bem mais fácil chamar outro para a entrevista.

 

E só comparticipam desde 2008, pelo que a minha médica de família me disse.

Editado por Peplin

Compartilhar este post


Link para o post

Por acaso é algo que pode dar um bom tópico, para falar e informar as pessoas. Ao menos que os users do CMPT sejam informados sobre isto e não descriminem pessoas como a grande maioria das pessoas o faz. Vou criar um tópico sobre isto. Pode ser que saiam daqui coisas boas.

Compartilhar este post


Link para o post

Parvo porquê?

 

Para algumas pessoas o patriotismo é o mesmo que nacionalismo. No meu caso não considero isso, mas ok.

Compartilhar este post


Link para o post

Por acaso é algo que pode dar um bom tópico, para falar e informar as pessoas. Ao menos que os users do CMPT sejam informados sobre isto e não descriminem pessoas como a grande maioria das pessoas o faz. Vou criar um tópico sobre isto. Pode ser que saiam daqui coisas boas.

 

Parece-me bem, meu caro.

Compartilhar este post


Link para o post

Como eu disse eu compreendo o lado que considera as duas coisas no mesmo saco. Mas, na minha opinião, o patriotismo e o nacionalismo são um pouco diferentes.

 

Na minha ótica, o patriotismo resulta do orgulho em ser português e orgulho em tudo aquilo que fazemos. Um sentimento de "alegria/realização" de sermos portugueses. Orgulho no nosso país, orgulho nos nossos símbolos, orgulho nos nossos atletas, orgulho nos nossos monumentos, orgulho no nosso passado, orgulho da nossa gastronomia, etc... Basicamente, se agarrarmos no exemplo que aconteceu hoje da Michelle Brito, do Rui Costa ganhar à Volta à Suíça, o Cristiano Ronaldo e o José Mourinho, de Portugal ganhar uma competição internacional tipo Mundial ou Eurovisão (no dia de São Nunca, mas complementando o exemplo :mrgreen:), da nossa riqueza gastronómica, da nossa riqueza paisagística, etc, isto faz uma pessoa ter orgulho no seu país e gostar de Portugal e isto, no meu entender, faz-nos ser patriotas.

 

Já nacionalismo no meu entender é uma forma mais dura do patriotismo, onde não há só o orgulho de sermos portugueses mas um desprezar de tudo o que é de fora. Basicamente é o querer impor à força a superioridade de um país sobre o outro, relativizando a cultura e a história dos outros países.

 

Mas tal como eu disse, é uma linha muito ténue. Por exemplo, no caso de Olivença, será que uma pessoa que defende a restituição é nacionalista ou patriota? Tecnicamente está ocupada por outro país mas a Constituição diz que as fronteiras de Portugal são as historicamente estabelecidas. E aí Olivença é portuguesa... E muito dos que pertencem a esses grupos não são nacionalistas. O Humberto Delgado, por exemplo, foi um opositor do Estado Novo e foi, se não me engano, pertencente ao grupo Amigos de Olivença.

 

Esta questão Patriotismo/Nacionalismo para mim caí muito na "Zona Cinzenta". Foi por isso que eu disse que aceito as opiniões contrárias.

Compartilhar este post


Link para o post

Esse assunto é outro que já é velho, já o debati e já percebi que não vale a pena perder mais tempo com isso.

Cada um que fique com as ideias que tenha.

Compartilhar este post


Link para o post

Pois, eu conheço as diferenças entre os dois termos. Mas continuo com o mesmo sentimento relativamente ao patriotismo.

É claro que fico contente com as vitórias dos portugueses. Do género "Ey, fixe ganhou", mas não passa disso.

Compartilhar este post


Link para o post

Uma das razões pelas quais penso cada vez menos em emigrar é porque não quero emigrar para ganhar mais, quero é emigrar para trabalhar menos.

 

Em relação ao país, ao lodaçal e a outros que tais, não me passa ao lado porque todos os meses tenho de ver o recibo do ordenado, mas não tenho qualquer intenção de tentar mudar o país. É-me indiferente. A família são quatro pessoas, se algum dia precisar de sair não vão ser elas a prender-me.

Compartilhar este post


Link para o post
Guest fiasco

Uma das razões pelas quais penso cada vez menos em emigrar é porque não quero emigrar para ganhar mais, quero é emigrar para trabalhar menos.

 

Em relação ao país, ao lodaçal e a outros que tais, não me passa ao lado porque todos os meses tenho de ver o recibo do ordenado, mas não tenho qualquer intenção de tentar mudar o país. É-me indiferente. A família são quatro pessoas, se algum dia precisar de sair não vão ser elas a prender-me.

 

Lá fora trabalha-se bem mais.

Se calhar trabalha-se menos tempo, mas trabalhas mais.

 

Não digo que é o teu caso atenção, mas eu rio-me quando vejo colegas meus a largarem 2/3 horas depois do serviço, porque engonham nas outras 8. E ainda refilam, E querem horas extra, ou gozar as horas noutros dias. Eu faço o meu e ainda trabalho em casa por VPN (a fazer cenas extra que me pedem, porque sabem que as cumpro) E quero ir lá para fora ganhar mais. Porque não me importo de todo de bulir que nem um cão.

Quero é chegar ao fim do mês e ver o meu esforço reconhecido, com £3K ou £4K e me sobrarem £1k por mês, sempre é bem melhor que bulir por mil paus, e sobrar 0 ao fim do mês.

 

É algo que se nota muito, é incrivelmente preocupante o quão pouco se produz em 8 horas sentado a uma secretária.

Editado por fiasco

Compartilhar este post


Link para o post

a mim trabalhar também não me assusta. Curtia era de ver o meu esforço reconhecido, assim como o meu talento. Seja em € seja em condições laborais e incentivos.

 

Apesar de uma parca experiência laboral, já vivi 2 casos em que era mal pago, era o que mais produzia (então como estagiário fechei 3x mais contratos que o melhor salesman lá do burgo) e guita ao fim do mês vejo que é pouca, assim como o reconhecimento pelo meu trabalho. Porque palmadinhas nas costas a dizer "bem trabalhado, miúdo" tb não convence ninguém...

 

Actualmente, não penso em emigrar. Tou a juntar dinheiro para me formar, para ganhar conhecimento, e para ter algum de parte... depois é tentar formular um negócio meu, com as minhas ideias e com o meu potencial. Se não correr bem ou não conseguir, vou dar à sola.

Compartilhar este post


Link para o post

Eu emigrar não quero. Adoro viver cá e seria muito difícil. No entanto, é uma hipótese em cima da mesa. Ainda por cima a minha namorada acaba agora o curso de enfermagem e está difícil para ela por cá.

 

A emigrar só gostava de ir para 2 países, Inglaterra ( mais propriamente Londres) ou USA.

Compartilhar este post


Link para o post

Os posts do sandiogo são absolutamente revoltantes de se lerem. A quantidade de presunção, extremismo de ideias, incapacidade de argumentação, contrariação do que diz ou pura e simples parvoíce é... assustadora.

 

Deixo apenas uma ideiazinha: eu vejo o meu filho uma vez por semana, e isso mata-me por dentro dia após dia. Não estar com um filho de meses mais do que semanalmente é algo de ridículo para o estado mental de uma pessoa (falando pessoalmente, claro). Faço isso com o objectivo de, a curto/médio prazo, conseguir dar-lhe todas as condições a que uma criança tem direito, já que não quero outra coisa que não seja estar com o miúdo (e a mãe dele). Se é assim por um distrito de distância, e para estudar, imagino as pessoas que saem do país para poder dar condições à sua família.

 

Mas segundo a ordem de ideias do sandiogo, e não é uma extrapolação particularmente grande, eu simplesmente não gosto do meu filho. Afinal de contas, porque havia de não estar sempre com ele, se gosto dele? É porque sou hipócrita.

 

Eh pá... repugnante.

Compartilhar este post


Link para o post

Acredito que haja vontade de investir no país, mas a realidade é que neste momento as portas estão todas a fechar-se e o cinto está cada vez mais apertado e a margem de manobra é cada vez mais escassa. No meu caso ainda ninguém me abordou, mas sinceramente não vou ficar à espera, prefiro correr o risco a ficar aqui à espera sem perspectivas de futuro.

Vontade, por si só, não chega. Não nos podemos queixar que o país nada faz por nós quando aquilo que estamos dispostos a fazer pelo país não passa das intenções.

Compartilhar este post


Link para o post

A questão da emigração é sempre bastante polémica. Tenho bastantes amigos emigrados, uns por necessidade, outros por puro egoísmo ou falta de noção da realidade.

 

Quanto a mim, só sairia de Portugal se tivesse esgotado todas as possibilidades de empregabilidade por cá (coisa que muitos amigos meus não fizeram, porque outros houve que acabaram o mesmo curso, algum tempo depois, e já estão empregados) e se tivesse garantido, lá fora, um posto de trabalho. Sair de olhos vendados, pensando-se que se vai rumo ao "El Dorado" é irrealista e pode trazer vários dissabores. Depois disso, mais uma vez na minha opinião, viria a componente financeira, será que tinha dinheiro suficiente para me sustentar até começar realmente a ganhar o meu ordenado? Ainda nesta componente financeira, será que compensaria ir ganhar mais dinheiro, trabalhar mais horas, mas ficar, ao fim do mês, com menos dinheiro do que se trabalhasse cá? Depois numa componente mais pessoal, ainda no meu prisma, será que era capaz de me adaptar a estar longe daqueles que gosto? Família, namorada, amigos, etc.?

 

Eu não emigro, mas vou bastantes vezes para fora, como alguns sabem, e quando não estou no horário de trabalho, porque durante esse horário estou com os meus colegas, a solidão é enorme, uma pessoa está sozinha à espera que o tempo passe e que venha mais um dia de trabalho ou então que venha o dia de regresso para Lisboa. Sim, porque nem sempre os nossos colegas têm tempo para ir jantar/almoçar fora, nem para ir sair.

 

Estas são algumas das variáveis que consideraria se pensasse em emigrar.

 

Além disso, não sejamos naifes, porque não é só cá que as coisas estão más, em termos financeiros e de empregabilidade, nem em termos de discriminação quanto ao posto de trabalho (falo de cunhas, discriminação social, racial ou até por motivos de saúde). É igual em todo o lado, simplesmente, há locais onde é mais notório que outros. Quando nos vendem a história da emigração parece que nos falam do paraíso, mas não é só Portugal que está no lodo ou que é uma vergonha em termos de cunhas ou outras situações semelhantes. Isso acontece em todo o lado. É preciso termos espírito crítico. Os meus amigos que estão fora, quando regressam, têm sempre outro estatuto, dizem sempre que lá fora é que tudo é bom, etc., mas depois omitem, como já me confessaram, que as coisas não são um mar de rosas, que passam as passas do Algarve por vários motivos, seja por exploração (trabalhar mais horas que o regulamentado sem receber a remuneração devida), seja porque o custo de vida é bastante alto, etc.

 

Eu equacionaria emigrar se fosse ganhar mais do que ganho hoje em dia e se fosse trabalhar menos horas, porque ter um horário onde só há hora para começar e não há hora para acabar é bastante desgastante. Apesar de fazer o que gosto, sei que no estrangeiro, por exemplo, ganha-se melhor, as regalias são outras e o horário de trabalho é menor. Mas, lá está, isto é a parte boa, nunca nos contam a parte má. Todavia, tenho contactado com alguns colegas estrangeiros e eles têm-me dito que as verbas deles têm sido cortadas em 50%, por exemplo, enquanto as nossas, ao que parece, vão ser reforçadas.

 

A moeda tem sempre duas faces, quando as duas se equivalem, mais vale jogar pelo segura, mas se uma delas, depois de pesados todos os prós e contras, passa a valer 55%, 60%, 65%, talvez devamos arriscar nela, mas lá está, tendo a certeza que damos o passo correto em todos os aspetos, porque, depois, possivelmente, não há volta a dar.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...