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Um em cada quatro portugueses com vontade de emigrar

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E sim, assumir que o pessoal que emigra so se sabe queixar e que não tenta nada é incrivelmente inteligente. O meu pai é certamente dessas pessoas.

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és imigrante/emigrante? caso contrário, n percebo o teu comentário..

Dou-te o exemplo do meu pai, que sempre amou o país, foi à guerra por ele e no entanto quando acabou o serviço militar decidiu que aqui não tinha futuro, passou por 5 países diferente à procura de uma vida melhor, no final voltou para cá, mas tanto o podia ter feito como não ...

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calma rapaz, só te respondi da mesma forma que tu, com arrogância, n tenho nada contra ti.. pena é não teres dito logo, das coisas que mais preso é frontalidade, mas já vi que não és assim.. quanto ao resto, aceito a tua opinião, e já agora agradecia se a fundamentasses "essa ideia de patriotismo é das coisas mais idiotas que ja li por aqui"

Sim, se ha coisa que eu nunca fiz aqui no CMPT foi ser frontal :mrgreen:

 

Porque é que eu acho que é idiota? Porque, antes de mais, tu não sabes nada sobre as situações das pessoas que emigram. Assumir imediatamente que são uma cambada de chupistas que so se sabe queixar é EXTREMAMENTE errado. E depois, cada um sente o pais da maneira que sente (apesar de eu achar que o patriotismo é extremamente overrated, é algo completamente fora do controlo de cada um o pais onde nasce). Eu, por exemplo, tenho algum orgulho na nossa historia e no pais que Portugal ja foi. Não gosto da mentalidade de m*rda dos portugueses, do deixa andar e do achincalhamento do pessoal que tenta lutar pelos seus direitos e por uma vida melhor. E é isso que as pessoas que imigram querem e que sentem que o pais onde nasceram, o pais que amam, não lhes proporciona essas oportunidades de vida melhor. Por isso é que acho a tua ideia de "ai o pessoal que emigra nunca pode dizer que ama verdadeiramente Portugal" além de estupida, incrivelmente errada.

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Nope, não estou a falar de medicina nem de engenharia, mas sim de um mal transversal a muitos cursos..

 

Ridículo é termos cursos que não estão ajustados à realidade. Ridículo é termos universidades que não trabalham com o mercado de trabalho. Felizmente andei numa que andava de braço dado com o mercado de trabalho, promovia job shops anualmente, auscultava o mercado e sabia o que procuravam. Dessa forma, alteraram certas coisas na licenciatura, apostaram em novos mestrados, pós-graduações e doutoramentos. Apostaram na internacionalização, qualidade de ensino, infraestruturas e num corpo docente jovem, dinâmico e conhecedor da realidade laboral, capaz de dar aos alunos uma vertente teórica mas, acima de tudo, muito prática. E pasma-te se te disser que estou a falar de um curso de Direito com 90% de empregabilidade ao fim de 6 meses.

 

O que é lastimável é vermos faculdades que se desligam do mercado de trabalho e não sabem o que este procura nem o que precisa. É por isso que depois vez um número de vagas absurdo para cursos que tem uma taxa de empregabilidade bastante reduzida e outros cursos que tem um historial de desemprego alto a multiplicarem-se de norte a sul. Isso sim é grave. O que interessa para essas faculdades é manterem as portas abertas, oferecendo cursos sem saída, quer pela área em que incidem, quer pela forma como são leccionados.

 

Em Portugal o Ensino Superior, salvo raras excepções, é totalmente desajustado da realidade nacional, não prepara convenientemente os estudantes para o mercado de trabalho, a estrutura dos cursos é totalmente fechada, de forma que orientam para um determinado campo, quando ao chegares cá fora tens que ser polivalente, flexivel e criativo, o que eles ensinam é rigidez, limitam o pensamento, nivelam tudo por baixo, eu pessoalmente sou um grande adepto do modelo norte americano, que pode ter muitos defeitos, mas que permite que os estudantes escolham conforme as suas aptidões, cá os cursos são demasiados fechados, não permitem que se explore outras areas, isto apesar de já muito ter mudado com o bolonha.

 

Alem disso existem imensos cursos que se sobrepõem que são a copia de outros já existentes na mesma universidade aos quais são dados depois nomes pomposos para parecerem diferentes.

 

 

 

Ri-me com todas as confusões entre a palavra "emigrar" e "imigrar".

 

Pessoalmente quero, por questões de ambição pessoal e profissional. Pessoal no sentido de querer viver num "centro do mundo" e onde me sinta melhor tratado como pessoa que na Amadora e num país em que tenho plena consciência que um filho meu pode levar uma facada de um dia para o outro e saber que não haverá nenhuma justiça, quero experimentar um estilo de vida diferente e com melhor qualidade de vida (e em que não tenha que pagar os 27% de segurança social).

 

Profissional porque acho (e se calhar é o que acham todos os que querem) e quero valer um bocado mais que 600€ por mês (se for pago, e se não for encostado a estágios até ao fim da vida) - não me estou a ver a construir uma vida com os salários que se dão na minha área, quanto mais a realizar uma ambição de viajar por todo o mundo (como, se o dinheiro mal dá para alugar a casa e pagar contas?). Trabalho numa profissão que não é regulada e não tem estatuto em Portugal, onde existem casos de empresas portuguesas com dívidas de 6 dígitos e não se passa nada.

 

Claro que há a questão do ir, da família e dos amigos. Sim, é o grande "senão", por outro lado, não são nem quero que sejam que me sustenta nem quem me paga as contas. Já o que Portugal me oferece, devo ter poucas saudades. Café e pasteis de nata, encontram-se facilmente na Europa, praias e calor de 36º também não me interessam.

 

Bold - tens consciencia de que apesar de tudo Portugal é um pais seguro, e para onde quer que se vá lá para fora nesse aspecto dificilmente ficarás melhor, se achas que em Portugal o teu filho pode levar uma facada só porque sim lá fora vai estar ainda mais exposto, porque criminalidade existe em todo o lado, mas lá vai ser um estranjeiro, e mesmo estando num sitio calmo, vai ser o filho de individuo que foi para lá roubar o emprego aos da terra, mais cedo ou mais tarde é assim, sendo que poderá tornar-se um alvo.

 

quanto ao resto até concordo contigo.

 

Eu nem equaciono tal cenário. Sou daqueles a que só uma grande volta na vida lhe faria reconsiderar tal coisa. A ir, seria para um país anglófono, mas, para mim, nem é assunto.

Como o SAS bem disse, depende de cada um. Contudo, não é difícil imaginar que grande maioria emigra por dinheiro, por ter a vida que ambiciona. Basicamente, por melhores condições de vida.

Claro que há pessoas a quem não custa nada, outras a quem custa no início mas se ultrapassa, e outras que simplesmente não aguentam, mas (e já debati isto por cá) é, a meu ver, o caminho mais fácil (em casos "normais").

Pessoal que cá ganha o ordenado mínimo e sai com possibilidade de ir ganhar mais de 1000€ por mês, em alguns casos podendo voltar no Verão, Páscoa e Natal...

Pronto, há casos e casos. É também inevitável (dada a situação do país) que tal fenómeno aumente consideravelmente no nosso país, tornando a coisa mais natural.

 

Dependendo dos sitos 1000€ mal dá para sobreviver. Os ordenados têm que ser adequados à realidade do pais de acolhimento, se cá consegues fazer uma vida razoavel com 1000€/mês no Reino Unido isso é quase impossivel.

 

Aqui!

 

A questão da emigração vive de mãos dadas com a famosa problemática da fuga de mentes do país. Mentes essas que seriam peças valiosíssimas na batalha contra a exploração, a mentira e a corrupção que há demasiado tempo nos tem empurrado para a emigração e miséria. Os exploradores, mentirosos e corruptos, que sorvem os recursos do país como esponjas insaciáveis, agradecem a falta de massa crítica para propagar e cimentar a consciencialização das mentes a favor da contestação, da revolta e da recaptura de Portugal para os portugueses. Quando o exemplo a seguir é o da debandada, do conformismo e da fuga, não há muito mais a fazer além de cerrar os dentes e enfrentar com dignidade mais uma baixa causada pela maior arma de qualquer governo corrupto e miserável: o medo.

 

Há que sair da zona de conforto e encarar toda a lusófonia como uma hipótese. Que é como quem diz, ponham-se a andar, que aqui fazeis muito barulho. E o pessoal vai.

 

Isto é o que me preocupa, não só a fuga de mentes, mas a fuga de uma geração, porque se nos anos 60/70, quem ia lá para fora era normalmente pessoal sem qualificações, e que não sabia falar lingua local, que tinha dificuldades em se conseguir integrar na comunidade e que ia para fazer o que os locais se recusavam a fazer. Hoje quem vai lá para fora é pessoal com formação academica de elevado nivel, na grande maioria das vezes já sabe falar a lingua desse pais, e vai para exercer funções especificas e de grau elevado de exigencia, alem disso normalmente conseguem integrar-se facilmente na comunidade.

 

Se antes os nossos emigrantes pensavam em voltar, agora nem por isso. E o que vai acontecer ao pais é que vamos perder toda uma geração, uns porque "fugiram" em busca de melhor e outros porque ficaram presos no lodaçal em que este pais se está a tornar.

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e já agora, farei de tudo para que nunca precise de emigrar, se o país está mal, pensem em mudá-lo por vcs próprios, claro que 1 única pessoa pouca ou nada fará, mas se todos pensarem em mudar e tiverem força de vontade, reegueremos o país.. pessoas com pensamentos como algumas, envergonham os nossos antepassados que de tudo fizeram para tornar Portugal uma grande civilzação e império, somos um povo corajoso e com valores, e não uns maricas que qd nos vemos um bcd apertados, "fugimos com o rabinho entre as pernas"... e isto não se aplica a todos, estou a generalizar... há casos e casos, e há casos em que eu próprio apoio a mudança.

 

Tudo bem, eu acho que consigo perceber o teu ponto de vista e onde queres chegar.

Também percebo a tua preocupação com a pátria, mas a verdade é que estamos todos/muitos fartos do estado das coisas e como não há nenhum progresso para aquilo que achamos ideal, antes pelo contrário. Eu posso estar em Inglaterra e dizer que me orgulho de ser português, da minha nação e essas mariquices todas, mas de que me serve?

A nação não é uma prioridade para quem emigra, nem para ninguém, vê a pirâmide de Maslow, ninguém põe a sua condição pessoal (casa, comida, dinheiro, saúde) à frente de uma nação (quanto mais considerando as suas debilidades) - eu posso ter muito orgulho na minha nação, mas isso não me faz nada. A verdade é que não consigo ter respeito, amar e isso tudo pela minha nação, quando para ela eu também não sou nada. E de certeza que não sou o único a pensar assim.

 

A conversa do trabalharmos e da força de vontade também é bonita, mas utópica. Eu estou mais que disposto a pagar os meus impostos, a ser bem educado e a contribuir para a sociedade - e depois? Uns chegam à conclusão que não serve de nada, outros desistem, e adiante. Simplificando, basta contar na rua "quantas pessoas estão dispostas a limpar uma parede?" e "quantas pessoas estão dispostas a sujar uma?" - a mesma coisa com o lixo, com o tratar bem outras pessoas, com o ser simpático, com o querer contribuir, etc.

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mostra-me a tua magia

Não tenho tanta magia para espalhar como tu, lamento.

 

Os teus posts mostram simplesmente é que és um aziado e invejoso, catalogando alguém que emigrou, subiu na vida e decidiu voltar a casa, como um "gajo que não pode dizer que ama o seu país", como se amar um país, cidade ou o que raio seja, dependesse apenas de estar fisicamente nesse local.

 

O teu problema, é que achas que entre dois gajos que passem pelo mesmo na vida, com a diferença que um fica em Portugal e é mal pago e outro emigra e é recompensado pelo risco que correu, não era o de Portugal que devia ter direito a mais, o outro é que está mal porque se esforçou e procurou o melhor para si, em vez de ficar a penar "para fazer isto andar para a frente" e no fim ter menos.

Editado por Schnees

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Sandiogo, não sei como é que a solução mais fácil é emigrar quando isso significa deixar tudo para trás e sair da nossa zona de conforto, mas pronto.

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Pois, o patriotismo é muito bonito até abrirmos os olhos e vermos o que está mal.

 

Como disse, o meu pai também emigrou e felizmente teve e tem grandes condições em Angola. Ele dá graças a Deus por ter tido essa sorte, porque infelizmente há muitos portugueses na miséria... "emigrar é fácil"... fds sandiogo, não é mesmo nada assim.. nem para quem tem tudo bem planeado antes de o fazer. Há sempre obstáculos, e sair do nosso meio para um totalmente diferente, é das piores coisas que pode acontecer...

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Guest fiasco

fdx os posts do sandiogo deram-me cancro.

és candidato a que junta de freguesia pelo PNR?

só falta apelidares a malta de traidora à patria e assassinos de viriato. :confuso:

 

eu se voltar com o meu dinheiro (ganho por mim) e com o meu aston martin, vou gastar o dinheiro onde? ponho gasolina onde? não é em Portugal? descansa que não descontei para nada cá, mas também não usufrui de nenhum serviço.

e se quiser saúde tenho de a pagar, e reforma nem vê-la.

 

Portugal é um país lindo para viver, e horrivel para trabalhar.

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Mas quem diz que as pessoas emigram só porque sim? A maioria dos emigrantes vai embora por uma razão forte, seja ela económica, social, procurar vida melhor, oportunidade de trabalho, etc...

E quem é que diz que o emigrantes antes não tentaram arranjar emprego e todos lhe fecharam a porta na cara? Quem é que não diz que essas pessoas não foram pedir ajuda a centros de emprego e à segurança social e levaram um pontapé no cu por cima? Onde estão os empregos para as pessoas tentarem endireitar o país? Quem é que está a contratar? Quais empresas é que estão a oferecer n postos de emprego para tentar melhorar a taxa de desemprego do país?

tens razão no que dizes, mas eu falo mais das pessoas com que convivo diariamente, dos jovens.. pessoas que têm uma boa vida, e mesmo assim criticam o país por não ser nenhuma América. Eu disse que havia situações e situações, e nessas sou dos primeiros a dizer para emigrarem, o meu ponto de vista ia mais em conta aqueles com uma situação mais estável, e que se iludem pelo que vêm nos filmes.. o meu ponte de vista inicial era este, tudo resto falou-se tendo em conta a "discussão" que se gerou.. e sim, seja porque motivo for, quem emigra e passa a vida a propagar nas redes sociais que "ama o país e blabla" e leva uma vida confortável onde está e se está a cagar para o estado do país, revolta-me.

 

A meu ver é mais o país que nos está a voltar as costas a nós do que nós a ele, no entanto não duvido que a maioria das pessoas que emigram amem Portugal e gostem de cá voltar mesmo depois do o país lhes fez.

Não digo que esses casos que falas não existam, mas acredito muito mais que isso seja uma percentagem muito pequena das pessoas que realmente tentam encontrar uma vida melhor do aquela que este país pode dar, seja a nível de empregabilidade, estabilidade monetária, serviços de saúde, educação para os filhos, etc.

isto! pode ser uma pequena percentagem, mas referia-me a estes, o problema é que sou meio trapalhão a explicar o meu ponto de vista, e vcs estão habituados (como eu) a generalizar, o meu preconceito e este sentimento que tenho, vai mais de encontro a essa pequena percentagem.. com a outra posso eu bem

 

Emigrar é fácil? Ri-me.

pelos vistos, para muitos é.

 

Ao longo da história Portugal sempre foi um país de exploradores.

Ao longo da história houve alturas que eras um povo tapadinho e não tinha acesso a saber o que acontecia à nossa volta, limitávamos-nos a cumprir ordens e/ou direcções e no final do dia tínhamos meia duzia de trocos para comer, no entanto eramos censurados e não sabíamos o que se passava nem dentro do país, nem o que era viver fora dele.

true, e ao longo da história de Portugal, muitos deram tudo pelo país.. e o exemplo mais concreto é o da Batalha de Aljubarrota..eram muito menos, e não se acobardaram, enfrentaram o inimigo e estavam cientes do que o mais provável era morrerem todos ali, agora muitos à minima dificuldade, fogem.

 

Depende de quem estás a falar, juro que não entendi esta parte.

esquece

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Portugal é um país lindo para viver, e horrivel para trabalhar.

 

Verdade. Grande verdade.

 

E até me doí a alma ver argumentação daquela relacionada com o "amar" o pais.

É uma visão totalmente deturpada do que é sentir-se português e gostar do pais.

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Isto é o que me preocupa, não só a fuga de mentes, mas a fuga de uma geração, porque se nos anos 60/70, quem ia lá para fora era normalmente pessoal sem qualificações, e que não sabia falar lingua local, que tinha dificuldades em se conseguir integrar na comunidade e que ia para fazer o que os locais se recusavam a fazer. Hoje quem vai lá para fora é pessoal com formação academica de elevado nivel, na grande maioria das vezes já sabe falar a lingua desse pais, e vai para exercer funções especificas e de grau elevado de exigencia, alem disso normalmente conseguem integrar-se facilmente na comunidade.

 

Se antes os nossos emigrantes pensavam em voltar, agora nem por isso. E o que vai acontecer ao pais é que vamos perder toda uma geração, uns porque "fugiram" em busca de melhor e outros porque ficaram presos no lodaçal em que este pais se está a tornar.

A fuga das mentes surge, em grande parte, por culpa dos governos, que nunca deram oportunidade a essas mesmas mentes para estar por Portugal.

 

Mas eu falo isto e eu sou dos gajos que tem a certeza que o curso que esta a tirar é para emigrar :mrgreen:

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Tanta página, tanto testamento, tantas opiniões e aposto que ainda ninguém aqui emigrou. 8)

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Tu se gostas mesmo do pais e de te sentires português fazias bem era em repensar todo o teu processo de "pensamento".

A emigração e imigração são parte essencial da história do nosso pais e da sua cultura.

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tens razão no que dizes, mas eu falo mais das pessoas com que convivo diariamente, dos jovens.. pessoas que têm uma boa vida, e mesmo assim criticam o país por não ser nenhuma América. Eu disse que havia situações e situações, e nessas sou dos primeiros a dizer para emigrarem, o meu ponto de vista ia mais em conta aqueles com uma situação mais estável, e que se iludem pelo que vêm nos filmes.. o meu ponte de vista inicial era este, tudo resto falou-se tendo em conta a "discussão" que se gerou.. e sim, seja porque motivo for, quem emigra e passa a vida a propagar nas redes sociais que "ama o país e blabla" e leva uma vida confortável onde está e se está a cagar para o estado do país, revolta-me.

Claro que criticam, estão no direito de criticar, dado o estado em que nos encontramos. E outra vez, o que tem dizer que ama o pais, estar emigrado e viver uma vida confortavel no pais de acolhimento?

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Depois disto tudo chego a conclusão que tu não conheces nada da realidade dos emigrantes portugueses .

Editado por Arturo Vidal

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Tu se gostas mesmo do pais e de te sentires português fazias bem era em repensar todo o teu processo de "pensamento".

A emigração e imigração são parte essencial da história do nosso pais e da sua cultura.

Da parte do nosso e de cada pais. Por isso é que eu fico incrivelmente surpreendido com a posição anti-imigração dos Republicanos Norte-Americanos, dado que o pais deles foi construído nas costas desses imigrantes

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Da parte do nosso e de cada pais. Por isso é que eu fico incrivelmente surpreendido com a posição anti-imigração dos Republicanos Norte-Americanos, dado que o pais deles foi construído nas costas desses imigrantes

 

A culpa é tua de queres impor um raciocínio lógico a quem não o consegue ter :mrgreen:

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Tudo bem, eu acho que consigo perceber o teu ponto de vista e onde queres chegar.

Também percebo a tua preocupação com a pátria, mas a verdade é que estamos todos/muitos fartos do estado das coisas e como não há nenhum progresso para aquilo que achamos ideal, antes pelo contrário. Eu posso estar em Inglaterra e dizer que me orgulho de ser português, da minha nação e essas mariquices todas, mas de que me serve?

A nação não é uma prioridade para quem emigra, nem para ninguém, vê a pirâmide de Maslow, ninguém põe a sua condição pessoal (casa, comida, dinheiro, saúde) à frente de uma nação (quanto mais considerando as suas debilidades) - eu posso ter muito orgulho na minha nação, mas isso não me faz nada. A verdade é que não consigo ter respeito, amar e isso tudo pela minha nação, quando para ela eu também não sou nada. E de certeza que não sou o único a pensar assim.

 

A conversa do trabalharmos e da força de vontade também é bonita, mas utópica. Eu estou mais que disposto a pagar os meus impostos, a ser bem educado e a contribuir para a sociedade - e depois? Uns chegam à conclusão que não serve de nada, outros desistem, e adiante. Simplificando, basta contar na rua "quantas pessoas estão dispostas a limpar uma parede?" e "quantas pessoas estão dispostas a sujar uma?" - a mesma coisa com o lixo, com o tratar bem outras pessoas, com o ser simpático, com o querer contribuir, etc.

tens razão em tudo o que dizes, mas se o país é assim tão mau, pq não nos juntamos todos para o mudar? O problema do povo tuga é que é muito manso, protestos fracos e só com 2/3 pessoas.. fizéssemos como no estrangeiro, a ver se não mudávamos qlq coisa..

"ah e tal, n somos selvagens".. tudo bem, mas civilizadamente não vamos alterar nada, e as pessoas com qualidades para fazer a diferenças na evolução do país, se em vez de o abandonarem, contribuírem para o desenvolvimento do mesmo, a situação já será diferente.

 

 

 

quanto ao bold- sim, eu compreendo isso, mas isso agora já faz parte da elite que "vcs" elegeram para gerir o país, é ridiculo um PM, ou um presidente desprezar assim um cidadão, antes disso somos pessoas, e está na constituição que como cidadãos temos iguais direitos..

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Tanta página, tanto testamento, tantas opiniões e aposto que ainda ninguém aqui emigrou. 8)

 

sim porque é preciso ter-se emigrado para se opiniar xD

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Tanta página, tanto testamento, tantas opiniões e aposto que ainda ninguém aqui emigrou. 8)

Em Agosto faz 5 anos que vim viver para a França . :mrgreen:

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tens razão em tudo o que dizes, mas se o país é assim tão mau, pq não nos juntamos todos para o mudar? O problema do povo tuga é que é muito manso, protestos fracos e só com 2/3 pessoas.. fizéssemos como no estrangeiro, a ver se não mudávamos qlq coisa..

"ah e tal, n somos selvagens".. tudo bem, mas civilizadamente não vamos alterar nada, e as pessoas com qualidades para fazer a diferenças na evolução do país, se em vez de o abandonarem, contribuírem para o desenvolvimento do mesmo, a situação já será diferente.

 

 

 

quanto ao bold- sim, eu compreendo isso, mas isso agora já faz parte da elite que "vcs" elegeram para gerir o país, é ridiculo um PM, ou um presidente desprezar assim um cidadão, antes disso somos pessoas, e está na constituição que como cidadãos temos iguais direitos..

O pessoal "abandona" o pais porque não tem condições de vida. O meu pai, que voltou a emigrar aos 44 anos, e que tem o 9o ano, nunca vai ajudar o pais a se desenvolver. A maioria do pessoal que tu continuas a criticar, são pessoal que emigrou à mais tempo, que tentou encontrar condições de vida melhores.

 

E as pessoas com qualidade para fazer diferença muita vezes não tem condições para fazer isso, ja pensaste nisso? Ja pensaste que o povo portugues, antes de ser manso, é incrivelmente "chico-esperto"? Ja reparaste na quantidade de compadrios que existem e que por muito que se tente combater vão existir sempre? Ja reparaste que sempre que se alguma classe em Portugal tenta lutar por algo melhor (como os professores), são ridicularizados e achincalhados?

 

E eu não elegi ninguem nos ultimos 20 anos. Agora tenta descobrir quais vão ser as primeiras gerações a viver pior que as anteriores desde o 25 de Abril?

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