Koper Publicado 9 Julho 2013 Mas então é uma punição, ou uma reabilitação? E, a meu ver, claro que é. Mas isso é temporário. Passados uns anos, tá cá fora. Já a vítima... enfim, que assunto : | São as 2. Mas alguns países dão mais valor à reabilitação e outros não. É temporário de acordo com os crimes e gravidade dos mesmos. Compartilhar este post Link para o post
Shabby Publicado 9 Julho 2013 Passado uns anos, como se isso fosse um vou ali e já venho. Quando um gajo adoece e fica dois ou três dias de cama, sem conseguir sair de casa, já começa a dar em maluco, imagino uns 10 ou 15 anos, bolas! :estrelas: :lol: :lol: :lol: Fds, mas antes isso que morrer (caso haja a tal dignidade para com o condenado). E aproveito para colocar mais uma questão: os que fazem atrocidades e são reabilitados, são doentes. Então e burlões, carteiristas, enfim, aquele tipo de crime não-desumano - Os condenados que se inserem neste grupo são punidos ou reabilitados? São as 2. Mas alguns países dão mais valor à reabilitação e outros não. É temporário de acordo com os crimes e gravidade dos mesmos. Não é temporário? Só para os que têm perpétua. E já agora: qual o objectivo de reabilitar alguém que nunca será reinserido na sociedade? Obs: Estou-me a sentir um mega-chato. Peço que só respondam se não se importarem :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 9 Julho 2013 1º: A partir de que ponto é que se é "doente mental" ou como queiram? Um indivíduo "normal", num belo dia, pega numa faca e mata uma pessoa. É um doente? Mas matar não é algo que está na nossa natureza, que nós aprendemos a controlar (seres racionais)? Ou seja, se a pessoa se deixa levar... é doente, e como tal, vai ser reabilitada? Ou punida? Um violador também é doente? Alguém que não controla os seus impulsos, sei lá, ""naturais"" (reitero as aspas), é doente? 2º - Isto mesmo - Existe sequer a punição? Ouve-se muito dizer "Estou descansado, porque sei que o indivíduo X está a pagar pelo que fez". Ou está a ser "reabilitado" pelo que fez? É que eu até acho que percebo o que querem dizer, mas isso levanta tantas duvídas... Doença mental é até consagrado no código penal. Existe um ramo da psiquiatria, a psiquiatria forense que estuda os individuos que adoptam determinados comportamentos. Essa situação específica está consagrada na lei. Segundo me lembro, conta para a análise da perícia o estado mental do infractor à data dos factos. Se por exemplo um esquizofrénico andar controlado e for esclarecido que cometeu um determinado crime na posse das suas faculdades mentais, é julgado como qualquer outro cidadão sem doença mental. Se for provado pela perícia que estava num surto psicótico, é julgado como doente mental. Um indivíduo normal não pega num dia numa faca e mata uma pessoa porque sim. Isso é uma doença mental. Seja ela qual for, tem de ser estudado por uma peritagem e ser averiguada a situação. Pode ser um disturbio de personalidade, por exemplo. Para mim e pelo que percebi da Medicina Legal que é no que me baseio para o que aqui escrevo, mais uma vez solicito ao perep e aos conhecimentos dele que devem ser mais aprofundados sobre o código penal em si, há uma diferença entre esse tipo de crime e o crime de um tipo que pega numa faca e mata o gajo que andava a saltar em cima da mulher, ou o fulano que lhe devia 10000 euros, ou um assassinato político ou um assassinato religioso. Há violações e violações. Parece-me óbvio que um tipo que obtém prazer em violar 5 mulheres por semanas tem um distúrbio psiquiátrico, o que não acontece com um tipo que te vai violar a filha porque andaste a insultar a mulher dele na rua... Faço-me entender? A própria pedofilia é uma perturbação do controlo dos impulsos. É uma parafilia. É o mesmo mecanismo envolvido na necrofilia, no voyeurismo, na cleptomania (roubo compulsivo em que a pessoa atinge prazer por roubar sem necessitar dos produtos), na piromania (incendiários em que se repete a história), na automutilação, masoquismo, no fetichismo! Por muito que custe à "sociedade" entender, as pessoas não fazem isso porque sim. Fazem isso porque são doentes, e a doença mental tem de ser encarada como qualquer outra doença orgânica. Por muito que custe à sociedade aceitar que um tipo que assassinou 200 pessoas com uma caçadeira porque achava que deviam estar pintadas de azul com um boné dos Yankees na cabeça é uma pessoa doente e merece tratamento tanto como uma pessoa que está imobilizada numa cadeira de rodas merece um lugar de descriminação positiva no parque de estacionamento ou tu se partires um braço mereces que to operem e restituam a "normalidade". E sim, fui extremo nos exemplos de propósito mas o princípio básico é exactamente o mesmo! Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 9 Julho 2013 :lol: :lol: :lol: Fds, mas antes isso que morrer (caso haja a tal dignidade para com o condenado). E aproveito para colocar mais uma questão: os que fazem atrocidades e são reabilitados, são doentes. Então e burlões, carteiristas, enfim, aquele tipo de crime não-desumano - Os condenados que se inserem neste grupo são punidos ou reabilitados? Não é temporário? Só para os que têm perpétua. E já agora: qual o objectivo de reabilitar alguém que nunca será reinserido na sociedade? Obs: Estou-me a sentir um mega-chato. Peço que só respondam se não se importarem :mrgreen: Vou-te dar o exemplo do sistema português. É um sistema que embora funcione mal, se vira mais para a reabilitação do que punição. Olha o caso do violador de telheiras que cometeu crimes horrendos e apanhou mais de 25 anos. Ele tem de ser acompanhado e reabilitado para voltar a viver em sociedade quando sair. Como é óbvio, não me parece que ele quando isso acontecer não esteja a ser acompanhado de perto. Tanto é ele reabilitado como um burlão ou carteirista como são punidos os 2. Pode ser temporária ou não. Pegando no mesmo caso, quando o violador de telheiras for libertado, duvido que vá viver livremente como antes. Pode ter de fazer visitas constantes às autoridades, dar satisfações da sua vida, etc.. São privações de liberdade, não o são é tão drasticamente. Quanto à perpétua, eu não concordo com ela. Compartilhar este post Link para o post
o Pai já vai Publicado 9 Julho 2013 Para estes tipos que mencionei anteriormente se eu fosse vitima ou familiar, iria-me sentir muito melhor se ele não cá estivesse. Lamento mas monstros, com monstros se derrotam... Se me faz descer tão baixo quanto eles por querer alguém morto? Talvez.... Está tudo dito quanto à tua forma incongruente de pensar. Se te achas no direito de exercer vingança para quem comete algo que vai contra os teus princípios de Justiça, que direito tens tu para criticar ou punir quem tem igualmente as suas próprias definições? O mundo que tu queres é o "Olho por olho, dente por dente", mas já sabes a resposta a isto, não sabes? "Olho por olho e ficamos todos cegos" Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 9 Julho 2013 MarceloMacedo, continuas a querer fazer da vingança Justiça. E esse é que é o problema Compartilhar este post Link para o post
Shabby Publicado 9 Julho 2013 Doença mental é até consagrado no código penal. Existe um ramo da psiquiatria, a psiquiatria forense que estuda os individuos que adoptam determinados comportamentos. Essa situação específica está consagrada na lei. Segundo me lembro, conta para a análise da perícia o estado mental do infractor à data dos factos. Se por exemplo um esquizofrénico andar controlado e for esclarecido que cometeu um determinado crime na posse das suas faculdades mentais, é julgado como qualquer outro cidadão sem doença mental. Se for provado pela perícia que estava num surto psicótico, é julgado como doente mental. Um indivíduo normal não pega num dia numa faca e mata uma pessoa porque sim. Isso é uma doença mental. Seja ela qual for, tem de ser estudado por uma peritagem e ser averiguada a situação. Pode ser um disturbio de personalidade, por exemplo. Para mim e pelo que percebi da Medicina Legal que é no que me baseio para o que aqui escrevo, mais uma vez solicito ao perep e aos conhecimentos dele que devem ser mais aprofundados sobre o código penal em si, há uma diferença entre esse tipo de crime e o crime de um tipo que pega numa faca e mata o gajo que andava a saltar em cima da mulher, ou o fulano que lhe devia 10000 euros, ou um assassinato político ou um assassinato religioso. Há violações e violações. Parece-me óbvio que um tipo que obtém prazer em violar 5 mulheres por semanas tem um distúrbio psiquiátrico, o que não acontece com um tipo que te vai violar a filha porque andaste a insultar a mulher dele na rua... Faço-me entender? A própria pedofilia é uma perturbação do controlo dos impulsos. É uma parafilia. É o mesmo mecanismo envolvido na necrofilia, no voyeurismo, na cleptomania (roubo compulsivo em que a pessoa atinge prazer por roubar sem necessitar dos produtos), na piromania (incendiários em que se repete a história), na automutilação, masoquismo, no fetichismo! Por muito que custe à "sociedade" entender, as pessoas não fazem isso porque sim. Fazem isso porque são doentes, e a doença mental tem de ser encarada como qualquer outra doença orgânica. Por muito que custe à sociedade aceitar que um tipo que assassinou 200 pessoas com uma caçadeira porque achava que deviam estar pintadas de azul com um boné dos Yankees na cabeça é uma pessoa doente e merece tratamento tanto como uma pessoa que está imobilizada numa cadeira de rodas merece um lugar de descriminação positiva no parque de estacionamento ou tu se partires um braço mereces que to operem e restituam a "normalidade". E sim, fui extremo nos exemplos de propósito mas o princípio básico é exactamente o mesmo! Muito bem. Então e nos tempos antigos, quando não haviam leis. Quando pilhagens e assassinatos eram "normais". Um ser humano não educado, não civilizado, é doente? Quando soldados se matavam aos milhares, iam violar as mulheres e matar os filhos... eram doentes? É que tipo, eu não estou a dizer que isto é saudável, ou a defender isto. Só que tenho noção que isto é comportamento animal, são instintos que nós aprendemos a controlar para que funcionemos em sociedade. Quem não aprende isso, é doente? Ou aqui é um caso excepcional? Um animal que mate outro macho, mais os filhos desse macho, para garantir uma fêmea no cio, não é doente (isto sei). Ou seja, quando raio é que deixam de ser "instintos" e passam a ser "doença", se a maldade nos "está" no sangue? Vou-te dar o exemplo do sistema português. É um sistema que embora funcione mal, se vira mais para a reabilitação do que punição. Olha o caso do violador de telheiras que cometeu crimes horrendos e apanhou mais de 25 anos. Ele tem de ser acompanhado e reabilitado para voltar a viver em sociedade quando sair. Como é óbvio, não me parece que ele quando isso acontecer não esteja a ser acompanhado de perto. Tanto é ele reabilitado como um burlão ou carteirista como são punidos os 2. Pode ser temporária ou não. Pegando no mesmo caso, quando o violador de telheiras for libertado, duvido que vá viver livremente como antes. Pode ter de fazer visitas constantes às autoridades, dar satisfações da sua vida, etc.. São privações de liberdade, não o são é tão drasticamente. Quanto à perpétua, eu não concordo com ela. E (não me leves a mal) achas justo que esse indivíduo seja libertado, mesmo sendo controlado à distância, depois do que fez? Isso é justiça? Até ia para o "imagina como se sente a mulher", mas já começo a interiorizar que não se pode pensar assim.. embora o bichinho fique sempre cá. Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 9 Julho 2013 1º: A partir de que ponto é que se é "doente mental" ou como queiram? Um indivíduo "normal", num belo dia, pega numa faca e mata uma pessoa. É um doente? Mas matar não é algo que está na nossa natureza, que nós aprendemos a controlar (seres racionais)? Ou seja, se a pessoa se deixa levar... é doente, e como tal, vai ser reabilitada? Ou punida? Um violador também é doente? Alguém que não controla os seus impulsos, sei lá, ""naturais"" (reitero as aspas), é doente? 2º - Isto mesmo - Existe sequer a punição? Ouve-se muito dizer "Estou descansado, porque sei que o indivíduo X está a pagar pelo que fez". Ou está a ser "reabilitado" pelo que fez? É que eu até acho que percebo o que querem dizer, mas isso levanta tantas duvídas... Existem doenças que podem ser controladas, tratadas ou mesmo curadas. Para as outras deve haver acompanhamento permanente. Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 9 Julho 2013 E (não me leves a mal) achas justo que esse indivíduo seja libertado, mesmo sendo controlado à distância, depois do que fez? Isso é justiça? Até ia para o "imagina como se sente a mulher", mas já começo a interiorizar que não se pode pensar assim.. embora o bichinho fique sempre cá. Acho. A justiça não é punir alguém até ao fim da sua vida ou acabar com a vida dessa pessoa. Justiça é mostrar a essa pessoa que errou, puni-la mas acima de tudo, reabilitá-la para que volte para a viver em comunidade. Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 9 Julho 2013 (editado) Koper, não discordando da essência do que escreves, achas que alguém como o Breivik (sim, sempre o mesmo exemplo) pode ser reintegrado ou que alguém com distúrbios graves sem resolução e que precisam de apoio médio pode ser posta em liberdade? Editado 9 Julho 2013 por SAS_Robben Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 9 Julho 2013 Muito bem. Então e nos tempos antigos, quando não haviam leis. Quando pilhagens e assassinatos eram "normais". Um ser humano não educado, não civilizado, é doente? Quando soldados se matavam aos milhares, iam violar as mulheres e matar os filhos... eram doentes? É que tipo, eu não estou a dizer que isto é saudável, ou a defender isto. Só que tenho noção que isto é comportamento animal, são instintos que nós aprendemos a controlar para que funcionemos em sociedade. Quem não aprende isso, é doente? Ou aqui é um caso excepcional? Um animal que mate outro macho, mais os filhos desse macho, para garantir uma fêmea no cio, não é doente (isto sei). Ou seja, quando raio é que deixam de ser "instintos" e passam a ser "doença", se a maldade nos "está" no sangue? A lei é um dos primeiros passos para o homem viver em sociedade. Sem lei, não consegues ter uma sociedade estabilizada. A partir do momento em que tens uma lei e uma sociedade estabilizadas tens que atender aos costumes, tradições e influencias, no tempo e no espaço, e de diversas ordens - religiosas, políticas, civilizacionais, filosóficas. Mas isto suponho que tu já saibas... Queres um exemplo muito conhecido? O "olho por olho, dente por dente" data, salvo erro, do Código de Hammurabi. E isto era literal. Roubaste, corto-te uma mão. Só depois terá adoptado um sentido mais lato em termos legais. Tu tens de ver as coisas à luz do contexto em que ocorrem! Quando pilhagens e assassinatos eram normais, pilhagens e assassinatos eram normais. Creio que estamos de acordo que desde os primórdios da humanidade se evoluiu bastante relativamente aos direitos humanos em diversas regiões do mundo, nomeadamente na Europa Ocidental e EUA. Em África, Médio Oriente, Ásia, a legislação em vigor é algo que, espero, tu e eu consideramos retrógrada. A lei do País ser baseada na Sharia nos países islâmicos, na sua aplicação radical, por assim dizer, será retrógrada. Ou achas normal morte por lapidação pelo crime de adultério para a adúltera? Tudo para te dizer que estás a relacionar coisas totalmente diferentes. Crenças e costumes com doença mental. E depois tentas entrar por uma discussão pela qual eu não vou entrar sobre se o ser humano por "natureza" é bom ou mau. Eu posso-te dizer que o ser humano na nossa sociedade, no nosso modelo de civilização, que não controla um impulso sexual tem alta probabilidade de ter uma perturbação do controlo dos impulsos, que é uma doença psiquiátrica que está na base de muitos comportamentos considerados sociopatas. São pessoas que, acredites ou não, depois do acto auto-punem-se muito mais a si próprias e para a sua mente isso conta mais do que qualquer pena que lhes possas aplicar. Compartilhar este post Link para o post
Koper Publicado 9 Julho 2013 Koper, não discordando da essência do que escreves, achas que alguém como o Breivik (sim, sempre o mesmo exemplo) pode ser reintegrado ou que alguém com distúrbios graves sem resolução e que precisam de apoio médio pode ser posta em liberdade? Mas esses casos do género são raros. Se se dissesse ao Breivik que iria ficar preso para sempre qual era a utilidade de ele aceder à reabilitação? O sistema norueguês desde o início dos julgamentos tem logo um efeito de tentativa de reabilitação: as biografias e sonhos das vítimas foram ouvidas, a forma como ele matou cada uma delas, a autópsia de cada uma, etc.. Ou seja, tenta mostrar o que ele fez de mal e tentar empatizar com as vítimas. Se fores a ver, nos casos americanos, por ex., o principal é ouvir a descrição do caso e avalia-lo contra o criminoso. Mas como se viu, o caso do Breivik não teve muito sucesso nesse aspecto e por isso mesmo é um caso raro. Respondendo directamente, tem de ser um processo moroso. Não acho que seja impossível, mas vai ser muito difícil essencialmente por causa da natureza do crime. Enquanto for uma ameaça para a sociedade, acho que não deve ser reposto na comunidade. Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 9 Julho 2013 Mas esses casos do género são raros. Se se dissesse ao Breivik que iria ficar preso para sempre qual era a utilidade de ele aceder à reabilitação? O sistema norueguês desde o início dos julgamentos tem logo um efeito de tentativa de reabilitação: as biografias e sonhos das vítimas foram ouvidas, a forma como ele matou cada uma delas, a autópsia de cada uma, etc.. Ou seja, tenta mostrar o que ele fez de mal e tentar empatizar com as vítimas. Se fores a ver, nos casos americanos, por ex., o principal é ouvir a descrição do caso e avalia-lo contra o criminoso. Mas como se viu, o caso do Breivik não teve muito sucesso nesse aspecto e por isso mesmo é um caso raro. Respondendo directamente, tem de ser um processo moroso. Não acho que seja impossível, mas vai ser muito difícil essencialmente por causa da natureza do crime. Enquanto for uma ameaça para a sociedade, acho que não deve ser reposto na comunidade. Ok, então estamos de acordo. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 9 Julho 2013 Bold: Acabas por não dizer se és contra ou a favor, apesar das curiosas abordagens. Italic: Admito que me ri, mas sabes que isso foi absurdo :mrgreen: Comparar pessoas que trabalharam a vida toda (e mesmo que não tenham) a criminosos, principalmente aqueles a que se aponta a pena de morte, foi parvo. Diz lá, então! Não te limites a gozar com a opinião dos outros, dá a tua! E já agora, se apoiares, diz lá que método apoias. 8-) Ou estás com problemas graves na interpretação de textos ou só queres arrastar-me para a conversa... Claro que sou contra a pena de morte. Já vi que o problema tem mesmo a ver com interpretação de textos... Conseguir retirar do que eu escrevi uma comparação entre os velhinhos e criminosos de alto gabarito é notável...:lol: Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 9 Julho 2013 Eu acho que era importante toda a gente passar uns dois dias preso para poder ter melhor noção das coisas. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dpitz Publicado 9 Julho 2013 Eu acho que era importante toda a gente passar uns dois dias preso para poder ter melhor noção das coisas. Para quê? Até têm playstation na cela, parece que estão em casa!! Compartilhar este post Link para o post
Shabby Publicado 9 Julho 2013 Ou estás com problemas graves na interpretação de textos ou só queres arrastar-me para a conversa... Claro que sou contra a pena de morte. Já vi que o problema tem mesmo a ver com interpretação de textos... Conseguir retirar do que eu escrevi uma comparação entre os velhinhos e criminosos de alto gabarito é notável...:lol: Pronto, desculpe lá. Compartilhar este post Link para o post
SAS_Robben Publicado 9 Julho 2013 Já o Candidato Vieira dizia que os portugueses deviam ser todos presos pelo menos uma vez na vida Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 10 Julho 2013 Para quê? Até têm playstation na cela, parece que estão em casa!! E duches com massagem e tudo, deve ser melhor que muitos hotéis que pululam por essas lusitanas terras. Compartilhar este post Link para o post
Su1 Publicado 10 Julho 2013 Nunca, nunca, nunca, nunca a favor! Até porque acredito mais na reabilitação do que na punição. Em alguns casos é complicado mas não há melhor punição do que deixá-los a sofrer até ao seu último dia. Compartilhar este post Link para o post
Guest Dpitz Publicado 10 Julho 2013 E duches com massagem e tudo, deve ser melhor que muitos hotéis que pululam por essas lusitanas terras. Se é melhor, tu lá sabes! hihi :mrgreen: Nunca, nunca, nunca, nunca a favor! Até porque acredito mais na reabilitação do que na punição. Em alguns casos é complicado mas não há melhor punição do que deixá-los a sofrer até ao seu último dia. Exactamente. Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 10 Julho 2013 (editado) Eu acho que é obrigação de qualquer sociedade dita civilizada tentar recuperar seja que criminoso for. Porque este é fruto daquela e ainda porque enclausurar por enclausurar apenas leva ao esquecimento dos motivos que levaram à criação dos crimes. Matar como pena é a mesma coisa. É como varrer o lixo para debaixo do tapete- ele continua lá, a acumular-se até ao ponto de causar estragos no tapete. A pena de morte e a prisão perpétua sem reabilitação são o maior atestado de preguiça e falência moral que uma sociedade pode passar a si mesma. Porque significa a incapacidade ou a falta de vontade- o que é pior- que uma comunidade tem para exercer valores básicos como o perdão, a compreensão e a fé na humanidade. Não prestas e não sei porquê. Apenas sei que te quero longe de mim. Editado 10 Julho 2013 por Derlis Gonzalez Compartilhar este post Link para o post
totch Publicado 12 Julho 2013 (editado) . Para quê? Até têm playstation na cela, parece que estão em casa!! E duches com massagem e tudo, deve ser melhor que muitos hotéis que pululam por essas lusitanas terras. Não sei se estão a gozar mas, há vários indivíduos que, depois de saírem da prisão, fazem de tudo para lá voltar de novo. Conheço gajos que preferem estar dentro da prisão que no meio da sociedade normal pois, alegam ter dentro da prisão todas as condições para viver bem , isto é, três refeições garantidas por dia, salas de treino, torneios de futebol, ateliers de arte, sala de jogos, acompanhamento médico, celebrações no natal e outras datas importantes, enfim... Há umas semanas atrás, em CABO VERDE, um individuo que já tinha feito 19 anos de prisão , foi preso de novo por ter assassinado o vizinho e vendido a carne do mesmo. O infractor, durante os 19 anos de prisão, era dos mais bem comportados e no entanto descobrimos que, depois de sair , para além do caso do vizinho, matou mais 4 pessoas. Será que esse tem como ser reabilitado? Enquanto cidadão, prefiro ver esse individuo bem longe, para ser sincero. Em relação a pena de morte, sinto-me dividido. Se for racional , diria que não mas, como qualquer outro ser humano com sentimentos e os seus instintos, se alguém matar ou mexer com um familiar meu, a vontade que tenho é de vê-lo morto também. Contudo, percebo perfeitamente que a justiça não tenha que seguir os mesmos caminhos que os sentimentos de um individuo. Mesmo assim coloco a seguinte pergunta: não será hipocrisia alegarmos que, como sociedade sejamos levados a não aceitar a morte de um individuo que matou muita gente sem nenhuma razão e que estas mesmas pessoas que formam esta sociedade , individualmente (na sua maioria) teriam optado pela pena de morte se as vitimas do tal crime fossem amigos ou familiares bem próximos? Editado 12 Julho 2013 por totch Compartilhar este post Link para o post
hugojm Publicado 12 Julho 2013 Para quê? Até têm playstation na cela, parece que estão em casa!! Claro que cá na europa é um mar de rosas.. tentem ver o mesmo na américa do sul, africa ou àsia... vão ver as playstations Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 12 Julho 2013 Mesmo assim coloco a seguinte pergunta: não será hipocrisia alegarmos que, como sociedade sejamos levados a não aceitar a morte de um individuo que matou muita gente sem nenhuma razão e que estas mesmas pessoas que formam esta sociedade , individualmente (na sua maioria) teriam optado pela pena de morte se as vitimas do tal crime fossem amigos ou familiares bem próximos? O Homem levou a sociedade ao ponto onde esta se encontra, para o bem e para o mal. Não é o contrário, pois se fosse, as sociedades ao serem criadas seriam, em toda a probabilidade, imutáveis. Se o indivíduo é contra a pena de morte, e de facto acredita na injustiça dessa punição, não será hipócrita por num momento em que as suas emoções toldam a sua razão desejar a morte ou outros castigos extremos a alguém. Felizmente a sociedade portuguesa, naquilo que diz respeito a esta discussão, coloca a nossa capacidade como seres capazes de raciocínio lógico - no qual a moralidade deve assentar por óbvia necessidade de coerência, caso contrário seria inevitável tomarmos decisões incoerentes, das quais decorreriam injustiças - acima da nossa dificuldade de controlar e separar as nossas emoções quando confrontados com ofensas do mais alto nível pessoal. Tu próprio admites haver uma distinção entre o teu lado racional e emocional, no entanto és apenas levado a considerar as tuas emoções no hipotético caso de seres uma vítima de um crime, pelo que, nesse caso, não podes ter a certeza de que exigirias à justiça a morte efetiva do indivíduo, e não apenas um desejo íntimo e irrefletido de causar maldade extrema ao autor do crime. Assim podemos concluir que nesta discussão é o teu lado racional que vigora, por outras palavras: não concordas com a pena de morte. O SAS já se cansou de dizer que justiça difere de vingança. O último conceito somente tem em conta o ato de castigar alguém que nos causou extrema ofensa. A morte é o castigo máximo. No entanto é um ato tão extremo que invocá-lo sob o pretexto de justiça é inconcebível, tal como métodos de tortura e mutilação o seriam. A solução, nos tempos modernos, tem passado, como o Descartes já ilustrou sarcasticamente, por tornar essa morte o menos dolorosa, ou o mais humana, possível. Eu posso adiantar que em alguns casos de eutanásia se recorre à hipoxia através de inalação de nitrogénio, pelo que o indivíduo experiencia euforia nos instantes anteriores à perda de consciência e consequente morte. Surpresa das surpresas, quando uma associação norte-americana a favor da pena de morte foi confrontada com este possível método para a pena de morte, demonstrou estar completamente contra, defendendo que a morte não é o suficiente e que o criminoso deveria sentir tanto desconforto quanto possível. A pena de morte e a perpétua são sentenças que andam no limiar daquilo que podemos, com toda a honestidade, considerar justiça e não deveriam ser defendidas, como se viu por este tópico, como medidas punitivas para tão variados crimes. Caso contrário corremos o risco de motivar os criminosos a irem muito além do crime original com o fim de escaparem a penas desproporcionais. Por exemplo, punir pedófilos com morte, e mesmo castração contra a vontade deles, poderia levar a que o indivíduo matasse a vítima na tentativa de ocultar o seu crime. Compartilhar este post Link para o post