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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Guest Dpitz

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos diz que um dos líderes do Estado Islâmico foi decapitado na Síria, na cidade de Al Mayadin, por "corrupção e roubo de fundos comunitários". O cadáver ficou numa cova improvisada lá no meio da cidade.

Aparentemente tem havido uma grande disputa pelo poder na cúpula do EI, já não é o primeiro jihadista que estava na cúpula do EI a ser eliminado. Esta semana o EI tb decapitou dois altos dirigentes da Frente Al Nusra, que tinham desertado e se tinham juntado ao EI. Foram decapitados por terem sido acusados de terem lutado contra o EI enquanto militantes da Frente Al Nusra.

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Eu se emigrasse não era pelo dinheiro. Era mesmo pelo risco de nem ser contratado, até porque como sabes o sistema tende a entupir e o desemprego médico vai ser uma realidade muito brevemente... Além de ser muito triste veres casos em que o conhecimento que tens não pode ser posto em prática porque não há fundos para tratar os doentes, quer em equipamentos, quer em medicamentos. Isso desanima muito boa gente... É evidente que não sou ingénuo e sei que muitos colegas meus só entraram pelo guito e nem sequer lhes reconheço grandes capacidades humanas para serem bons médicos, apesar do conhecimento que têm lol

Acredito que sim, há uma falha tremenda no nosso sistema que só agora vai ficar à vista de toda a gente, o desemprego médico. Contudo, não é uma situação que está ainda tão evidente para toda a gente sair daqui a correr e a criticar.

No meio disto tudo há algumas possibilidades que me assustam, uma delas é a falta de vagas para especialidade. Acho é que, com o preço que eles reclamam pagar pelo treino de um médico, não vão deixar isto chegar a esse ponto. Ainda no fim-de-semana passado soube que a nota mínima ainda nem a mim vai chegar, ou seja, a 2017. E quem diz a nota mínima diz a nova Prova de Seriação e diz, talvez, o Ano Comum...

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Faz-se como já fazem outros países, queres tirar o curso na Universidade publica em Portugal, tens de pelo menos praticar durante 10 anos medicina. Se quiseres sair de Portugal antes, tens de pagar o que o estado gastou contigo na tua formação, que em medicina anda nos 7-8 mil euros por ano. Easy...se o estado optar por não te contratar podes sair sem pagar nada

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Visitante

Será que os efeitos do desemprego médico não poderiam ser atenuados, ou eliminados, com a saída dos médicos espanhóis/cubanos do país? Não sei em que moldes eles foram contratados, mas presumo que os contratos tenham um prazo, visto que foi uma solução de recurso que encontraram na altura para fazer face à falta de médicos.

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Parece que o ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, irá fazer uma declaração às 19h30. Será que se vai demitir?

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Meritocracia :mrgreen:

Se eu te disser que as promoções foram comunicadas há um mês e que esta foi anunciada esta semana, com efeitos retroactivos, não acreditas mais num "pega lá a promoção e cala-te"?

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Faz-se como já fazem outros países, queres tirar o curso na Universidade publica em Portugal, tens de pelo menos praticar durante 10 anos medicina. Se quiseres sair de Portugal antes, tens de pagar o que o estado gastou contigo na tua formação, que em medicina anda nos 7-8 mil euros por ano. Easy...se o estado optar por não te contratar podes sair sem pagar nada

O problema é que é o país que vai acabar por "expulsar" os médicos recém-formados, não lhes dando oportunidade de concluírem a especialidade em Portugal devido à falta de vagas nos hospitais, nem lhes permitindo trabalhar sem especialidade. Quando tu terminas a especialidade e te querem contratar em definitivo, esses contratos são de 10 anos, segundo sei.

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Guest Dpitz

Não há mais médicos não por falta de necessidade deles, nem por haver médicos espanhóis, cubanos venezuelanos ou chineses, é mesmo porque não contratam.

 

Não podem dizer que não há vagas para contratar médicos quando há outros médicos a trabalhar para o mesmo centro hospitalar através de duas empresas de trabalho temporário, tendo apenas 3 ou 4 dias de descanso por mês. Conheci um médico há um ou dois meses nesta situação, trabalha(va) a tempo inteiro e a part-time no hospital. Nem sei até que ponto é que isto é possível...

 

Não podem dizer que não há vagas quando há centros de saúde - como o da minha zona - que não tem médicos durante toda a semana.

 

Isto é mesmo opção, não é outra coisa.

 

EDIT:

ÚLTIMA HORA: Miguel Macedo fala ao País às 19h30 a propósito do caso dos vistos Gold

Editado por Dpitz

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nao tenho nada a ver com isto e tal mas demito-me na mesma

 

tass bem

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O problema é que é o país que vai acabar por "expulsar" os médicos recém-formados, não lhes dando oportunidade de concluírem a especialidade em Portugal devido à falta de vagas nos hospitais, nem lhes permitindo trabalhar sem especialidade. Quando tu terminas a especialidade e te querem contratar em definitivo, esses contratos são de 10 anos, segundo sei.

 

mas é exactamente o que eu estou a dizer...os bons o estado contrata e eles são "obrigados" a ficar no estado, os "menos bons" podem ir-se embora, assim acaba essa historia do dinheiro que estavam a falar. É assim que funciona na Austria ou em Italia....

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mas é exactamente o que eu estou a dizer...os bons o estado contrata e eles são "obrigados" a ficar no estado, os "menos bons" podem ir-se embora, assim acaba essa historia do dinheiro que estavam a falar. É assim que funciona na Austria ou em Italia....

 

Um curso médico de 6 anos sem possibilidade de fazer especialidade vale em qualquer país civilizado o mesmo que um balde de m*rda e tu achas que se expulse gente que, tendo em conta o número de vagas desproporcional à realidade do país, não tenha espaço para concluir o curso (pois é no fundo disso que se trata) no seu país. Ok...

 

O problema dos Centros de Saúde é que durante anos abriram-se vagas hospitalares ao pontapé e as vagas de MGF ficaram sempre para trás, vistos até pelos colegas como médicos de segunda (e apesar de haver bons profissionais e maus profissionais como em todo o lado, a verdade é que talvez haja demasiados dinossauros que pararam no tempo há 20 anos...) quando a verdade é que a medicina de proximidade e prevenção nos centros de saúde tem de ser uma aposta firme. O que vai acontecer, mais tarde ou mais cedo, é obrigar as pessoas a irem para especialidades menos apreciadas (honestamente, não é o que quero para o meu futuro ser médico de família, mas se tiver de ser hei-de ser feliz na mesma) por abrirem vagas insignificantes para especialidades mais diferenciadas. Enfia-se a malta toda em Interna e sobretudo MGF e quem não quiser que se ponha no crl. Vai ser isto que vai acontecer porque continuam a entrar demasiadas pessoas anualmente para as que são necessárias no mercado de trabalho.

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O problema nesta historia do curso de medicina é o mesmo que noutros cursos e noutros tópicos que já foram aqui falados. As pessoas continuam a espera de tomar decisões sobre o seu futuro (neste caso que curso tirar) e não pensam que existem riscos. E depois quando esses riscos se materializam toca a culpar o estado e a dizer que o estado é que tem que solucionar os seus problemas.

 

Enquanto não perceberem que a vida é f*dida e que nem sempre vai existir uma rede para aparar a queda, vão continuar a merecer todo o mal que ai vem.

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Guest Dpitz

nao tenho nada a ver com isto e tal mas demito-me na mesma

 

tass bem

exactamente isso :lol:

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Estou absolutamente a leste do que se está a passar. O que raio são vistos gold?

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O problema nesta historia do curso de medicina é o mesmo que noutros cursos e noutros tópicos que já foram aqui falados. As pessoas continuam a espera de tomar decisões sobre o seu futuro (neste caso que curso tirar) e não pensam que existem riscos. E depois quando esses riscos se materializam toca a culpar o estado e a dizer que o estado é que tem que solucionar os seus problemas.

 

Enquanto não perceberem que a vida é f*dida e que nem sempre vai existir uma rede para aparar a queda, vão continuar a merecer todo o mal que ai vem.

 

Vou voltar a repetir: se não der para se fazer a especialidade a seguir ao curso, o curso de 6 anos não serve para absolutamente nada. Ao contrário das pessoas que saem de licenciaturas e podem entrar no mercado de trabalho com elas, vais ter gente a ser mestre ao fim de 6 anos de curso sem poder trabalhar, nem em Portugal, nem na UE. Posto isto, se a solução for habilitar os médicos sem especialidade a trabalhar em Portugal de forma indiferenciada, além de ser um retrocesso brutal em termos de qualidade do ensino médico, deverá ser vetado pela UE.

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Se calhar sou eu a ler demasiado nas entrelinhas, mas ao ouvir a declaração de demissão do Miguel Macedo só me pareceu ouvir bocas para a Ministra da Justiça.

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Se calhar sou eu a ler demasiado nas entrelinhas, mas ao ouvir a declaração de demissão do Miguel Macedo só me pareceu ouvir bocas para a Ministra da Justiça.

é a proxima a cair.

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Vou voltar a repetir: se não der para se fazer a especialidade a seguir ao curso, o curso de 6 anos não serve para absolutamente nada. Ao contrário das pessoas que saem de licenciaturas e podem entrar no mercado de trabalho com elas, vais ter gente a ser mestre ao fim de 6 anos de curso sem poder trabalhar, nem em Portugal, nem na UE. Posto isto, se a solução for habilitar os médicos sem especialidade a trabalhar em Portugal de forma indiferenciada, além de ser um retrocesso brutal em termos de qualidade do ensino médico, deverá ser vetado pela UE.

 

E eu volto a repetir, isso é um risco que quem entra no curso de medicina tem, assim como quem entra em direito tem o risco de não passar ao exame da ordem e não poder exercer ou como quem entra em design de parquímetros (ou outra coisa do género) tem o risco de nem sequer existirem empregos para essa especialização.

 

Isto é simples: não há dinheiro, não há palhaços

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Se eu te disser que as promoções foram comunicadas há um mês e que esta foi anunciada esta semana, com efeitos retroactivos, não acreditas mais num "pega lá a promoção e cala-te"?

Só há um mês? Mas o FY deles não acaba em Junho?

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Pedro Nuno Santos/João Galamba

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