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Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

que bad boy que tu és...

 

 

 

 

alguma vez o CDS deixa de ter relevancia em Portugal? PCP, PS, PSD e CDS vão ser o espectro politico por muitos e longos anos, sendo que da mesma forma que o PCP faz falta para algumas questões (nem que seja para nos rirmos do Bernardino) o CDS faz exctamente a mesma função a direita. Nas proximas eleições o CDS volta a ter os 9% da praxe

 

acabar acaba esse BE/Livre ou como diabo aquilo se chama, ficam todos abaixo dos 2,5% e ninguem tem lugar na assembleia...e ainda bem que esses é que não fazem lá falta nenhuma.

 

Estás a ter uma visão muito estática até para o sistema político português.

Btw, qual é a cena do LIVRE, eu sendo do PS nem sou daqueles mais à esquerda, mas o LIVRE pode ter o papel no centro esquerda que o CDS tem no centro direita, é a função que os Partidos Verdes têm na Suécia, Alemanha etc... Prefiro mil vezes o LIVRE ao BE....

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Justiça decreta arresto de 4,7 milhões a João Rendeiro

 

Ex-presidente do BPP não pagou caução.

 

O tribunal decretou o arresto preventivo de bens de João Rendeiro avaliados em 4,7 milhões de euros, após o ex-presidente do ex-Banco Privado Português (BPP), bem como Paulo Guichard e Salvador Fezas Vital terem falhado o depósito de uma “caução económica” de quase sete milhões de euros. A verba destina-se a garantir o pagamento de eventuais indemnizações a investidores da Privado Financeiros que se dizem lesados pela acção dos três ex-executivos que estão a ser julgados por vários crimes, como burla e falsificação de documentos.

 

Segundo a sentença, consultada pelo PÚBLICO, para além do arresto da casa de João Rendeiro na Quinta Patino, em Cascais, de um terreno contíguo e de dois apartamentos, um na capital e outro em Paço d'Arcos, o Tribunal da Comarca de Lisboa decidiu ainda “apreender” o saldo das contas bancárias do fundador do ex-BPP (e de Fezas Vital), assim como das acções, de fundos de investimento mobiliário, de títulos e de valores depositados até ao limite de 500 mil euros. No seu conjunto os activos em numerário, imobiliários e mobiliários estão avaliados em 4,7 milhões de euros. A instância já informou o Banco de Portugal.

 

A decisão, com data de 24 de Março deste ano, reveste “natureza preventiva” por haver “perigo” de “perda de garantia patrimonial” e tem como objectivo “evitar que determinado direito de crédito fique insatisfeito, por não encontrarem, no património do devedor, bens suficientes para o pagamento”, isto quando forem anunciadas as condenações e caso se revelem desfavoráveis aos três arguidos.

 

O Ministério Público imputa-lhes responsabilidades na Privado Financeiras, criada em 2008 para participar num aumento de capital do BCP, e acusa-os da prática do crime de burla por esconderam dos investidores informação relevante sobre o veículo. A 28 de Janeiro, o Tribunal da Relação tinha dado provimento a um requerimento de 21 investidores da Privado Financeiras (PF), que alegam um prejuízo de cerca de 41 milhões de euros.

 

Já na altura, Rendeiro, Guichard e Fezas Vital (constituídos arguidos com termo de identidade e residência) foram declarados “não fiáveis”, existindo mesmo perigo real de desvio de fundos. Isso levou o tribunal a ordenar o depósito na CGD, no prazo de 20 dias (a partir da sentença de Janeiro), de uma “caução económica à ordem do processo” no valor de 6.905.841 euros.

 

Uma vez que nenhum dos ex-gestores, os três solidários entre si, cumpriu a ordem de pagamento do tribunal, não tendo havido lugar ao depósito na CGD, foi metida nova acção a solicitar agora o arresto de bens, o que a Justiça confirmou na última sentença. Dado que apenas Rendeiro possui bens com valor comercial, o arresto visou essencialmente o seu património.

 

No entanto, tendo em conta que os activos do ex-presidente e fundador do BPP já se encontram “penhorados” através de uma primeira decisão do tribunal, neste caso por dívidas ao fisco (que Rendeiro tem estado a pagar de forma regular), só após a sua regularização é que o arresto preventivo, agora conduzido, é accionado.

 

Para avançar com as medidas preventivas (pedido de caução e penhoras) a Justiça explica que detectou comportamentos irregulares por parte dos arguidos, mencionando que Guichard tencionava casar-se com uma cidadã brasileira ou cabo-verdiana e ter um filho para não ser extraditado. Quanto a Rendeiro, movimentou fundos para contas na Rússia, no Dubai e em Singapura. Estão também em causa “meios financeiros não declarados em Portugal que resultam, se não das economias do exercício da actividade bancária, pelo menos da continuação do exercício de actividade empresarial no estrangeiro.” Nas sentenças proferidas neste processo, o tribunal avança que, “sendo certo que nada se apura contra o arguido Vital, também o é que, sendo a obrigação solidária, basta a prestação de caução por um dos requeridos para satisfazer a exigência em apreço”.

 

A 28 de Novembro de 2008, João Rendeiro, o maior accionista do BPP, renunciou à presidência da instituição, que pouco depois decretou falência. Após inquiridos pelo Ministério Público, Rendeiro, Guichard e Fezas Vital (os três principais executivos da instituição), e ainda Fernando Lima e Paulo Lopes foram igualmente acusados de falsificação de documentos e falsidade informática "com o propósito de conferir a aparência de um bom governo do BPP e manter os cargos de administração que exerciam, com o respectivo estatuto remuneratório, dos quais seriam afastados assim que o Banco de Portugal tomasse conhecimento das descritas condutas, como veio a ocorrer".

 

@Publico.pt

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Sim, desde há uns anos que é assim.

 

Estranho. Nunca há conflitos por causa de trabalhos ou universidades e assim?

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Não creio, as mesas de voto abrem às 7h e fecham às 22h. Tem que ver com questões culturais. Fui pesquisar e afinal nem é uma tradição recente, já acontece desde 1935.

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Corrupção e maçonaria. Ex-diretor do MAI acusado de 32 crimes

 

João Correia, ex-diretor-geral de Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna foi acusado de 32 crimes de corrupção passiva. Ligações à maçonaria no centro da investigação.

 

O Ministério Público acusou João Correia, ex-diretor-geral de Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Administração Interna (MAI), de ter adjudicado por ajuste direto e de forma irregular 5,9 milhões de euros em obras a empresários do seu círculo mais próximo. O ex-diretor do MAI, acusado formalmente de 32 crimes de corrupção passiva, terá prejudicado o Estado em 909 mil euros.

 

Entre 2011 a 2014, conta o Diário de Notícias, que consultou o despacho assinado pela procuradora Inês Bonina, terá, em colaboração com os coarguidos Albino Rodrigues e Luísa Sá Gomes, adjudicado obras obedecendo apenas a dois critérios: os beneficiários ou eram maçons ou pertenciam a um clube de amigos autointitulado “Os Pingas”.

 

Durante esses três anos, um dos empresários que mais terá sido beneficiado foi Henrique Oliveira, ligado a empresas como a Primenext, do setor da tecnologia, e a Interclima, empresa especialista na área da climatização e ventilação. Os dois estavam filiados na loja maçónica do Grande Oriente Lusitano, “estando ligados por essa qualidade e pelos deveres de obediência e lealdade que essa organização professa”, escreveu o Ministério Público. Terá sido essa relação próximo a permitir que várias empresas de Henrique Oliveira tivessem sido beneficiadas em dezenas de ajustes diretos decididos por João Correia.

 

Em sentido inverso, o empresário terá pago a João Correia um terço do valor das obras que lhe foram atribuídas (cerca de 60 mil euros), ora através de transferências, ora através de pagamento de dívidas do ex-quadro do MAI. O Ministério Público decidiu acusar Henrique Oliveira de 27 crimes de corrupção ativa, um crime de participação económica em negócio e outro de branqueamento de capitais.

 

Além das ligações privilegiadas à maçonaria, João Correia terá cultivado uma rede de influências através de um grupo autointitulado “Os Pingas”, um clube que, “além de disponibilizar eventos lúdicos aos associados constitui um modo de facilitar o seu acesso, em violação da lei, à adjudicação de contratos públicos e à ocultação e dissipação de proventos indevidos assim obtidos”, escreveu a procuradora.

 

Ainda de acordo com o Diário de Notícias, houve uma outra ligação entre João Correia e um conhecido maçom que fez disparar os alarmes do Ministério Púbico: Paulo Noguês, editor da revista Segurança e Defesa e responsável pela Prosas & Diálogos.

 

Os investigadores suspeitam que João Correia terá abordado Noguês para que este, na qualidade de editor de uma revista muito prestigiada no meio militar e entre as forças de segurança, publicasse artigos positivos sobre si na revista. O Ministério Público acredita que o ex-diretor do MAI pretendia, assim, “consolidar a sua posição no cargo de diretor-geral e ganhar espaço político”.

 

Como moeda de troca, João Correia terá proposto a Noguês que este pedisse um patrocínio à Direção-Geral de Infra-Estruturas e Equipamentos (DGIE) – de que era diretor-geral – para a realização de uma conferência. O patrocínio, no entanto, acabou por ser travado por um jurista da DGIE, que terá dado um parecer contrário ao pagamento do patrocínio.

 

Ainda assim, segundo o Ministério Público, não satisfeitos, João Correia e Paulo Noguês contornaram esta situação com a encomenda de um parecer à Prosas & Diálogos sobre “Comunicação / informação que deve existir no interior e exterior dos postos e esquadros das forças de segurança”. Foi precisamente esse parecer que levantou as suspeitas dos investigadores. O valor? 4850 euros.

 

@Observador.pt

 

Supervisores pediram há sete meses ao Governo para mudar fiscalização ao Montepio

 

Supervisores da banca, mercado de capitais e seguros pediram medidas para assegurar controlo mais adequado Até agora, nada foi feito.

 

No último trimestre de 2014, o Conselho Nacional de Supervisores Financeiros (CNSF) alertou o Governo para a situação do grupo Montepio Geral e solicitou medidas urgentes no sentido de possibilitar a sua adequada supervisão. Passaram, entretanto, sete meses e o executivo continua sem tomar medidas, o que está a criar um contexto de grande apreensão quanto ao futuro de uma instituição com 175 anos, 650 mil associados e detentora de um banco com milhares de clientes.

 

Numa carta conjunta enviada em Outubro de 2014 à ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, os líderes do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares, e da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASSFP), José Almaça, manifestaram preocupação pelo actual quadro de gestão e de governação em vigor no grupo Montepio Geral (banco e Associação Mutualista), que consideram não estar a ser devidamente fiscalizado.

 

Fonte da regulação explicou ao PÚBLICO que a missiva se traduziu num alerta ao Governo e que a iniciativa foi aprovada durante uma reunião do CNSF, liderada por Carlos Costa, que decorreu em Setembro do ano passado, e onde o foi feita uma análise detalhada sobre a situação do Montepio.

 

No centro das preocupações de Costa, Tavares e Almaça está o facto de a Associação Mutualista (AM), dona da Caixa Económica Montepio, ser tutelada pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, mas não responder perante nenhum supervisor financeiro, apesar de nas suas competências estar a captação de poupanças junto dos particulares e de proceder às respectivas aplicações.

 

Em Portugal, qualquer entidade a operar com estas atribuições é, obrigatoriamente, regulada por uma das três instituições: CMVM, BdP ou ASSFP.

 

Por seu turno, o banco Montepio (Caixa Económica), por pertencer ao sector financeiro, encontra-se sob a alçada do Ministério das Finanças e é fiscalizado pelo BdP, que não actua na Associação Mutualista. Daí o pedido conjunto a Maria Luís Albuquerque, para que inicie um processo de mudança legislativa. Os termos da “carta aviso” são claros: Carlos Costa, Carlos Tavares e José Almaça solicitam legislação que dê competências à ASSFP para passar a inspeccionar a Associação Mutualista.

 

Potencial conflito de interesses

 

O grupo Montepio Geral é baseada em duas entidades anexas (banco e associação mutualista, que é a casa-mãe), cujas administrações partilham o mesmo presidente (cargo actualmente ocupado por Tomás Correia), e, não sendo uma delas fiscalizada financeiramente, fica aberto o caminho para um potencial conflito de interesses.

 

A situação gera ainda um risco acrescido para os 650 mil associados da AM, que em 2013 teve prejuízos de 336 milhões. A cabeça do grupo (AM) delega e concentra a gestão dos seus activos no banco Montepio, pelo que o risco principal é que haja uma infecção do universo mutualista pela área financeira. A rede comercial do banco Montepio tem promovido junto dos associados mutualistas a subscrição de obrigações e títulos da instituição financeira. No final de 2013, para ajudar o banco Montepio a reforçar o capital, procedeu-se à emissão de unidades de participação (UP) do Fundo de Participação Caixa Económica Montepio Geral, através da colocação de 200 milhões de euros, adquiridas pela AM e por particulares. Entre 2013 e 2014, o banco Montepio assumiu prejuízos de 485,5 milhões e foi obrigado a constituir provisões de 643 milhões.

 

Enquanto o Governo continuar sem legislar, a acção inspectiva do BdP ao banco Montepio não é eficaz. No dossier BES houve falhas de supervisão pois o Governo (através da ministra das Finanças), o BdP, a CMVM e a ASSFP não se articularam para impedir o colapso do GES/BES (tendo o banco acabado por ser contaminado pela área não financeira), mas no grupo Montepio os três reguladores não se podem articular: o BdP alega que o seu perímetro de actuação só abrange o banco Montepio; a CMVM afirma que está confinada a certas operações de mercado; o regulador da área seguradora e dos fundos de pensões desresponsabiliza-se de qualquer intervenção no domínio mutualista. Só o Governo tem poder para travar “qualquer derrapagem”.

 

Ao contrário do banco Montepio, cujos clientes com depósitos até 100 mil euros estão abrangidos pelo chapéu-de-chuva do Fundo de Depósitos (em caso de insolvência os valores são restituídos), os 650 mil associados da AM não dispõem de qualquer protecção.

 

@Publico.pt

 

BCE vai sentar um delegado à mesa das administrações dos bancos

 

Representante do novo supervisor europeu vai tomar notas sobre o que se passa nas reuniões dos conselhos de administração e, depois, fazer relatórios com recomendações sobre o que deve mudar.

 

As reuniões dos conselhos de administração dos bancos da zona euro vão passar a contar com a presença de um representante do Mecanismo Único de Supervisão, o organismo do Banco Central Europeu (BCE) que passou em novembro a ser o responsável máximo pela supervisão bancária. Será, em princípio, um membro silencioso que apenas tomará notas e produzirá relatórios sobre o que deve ser mudado na governação e na gestão de risco dos bancos. Ainda assim, o El País diz que esta mudança está a causar alguma apreensão entre os banqueiros espanhóis e que bancos alemães, franceses e italianos mostraram a sua discordância. Por cá, a inovação é vista como “um processo normal”.

 

À margem da apresentação de resultados do BCP, o presidente executivo do banco, Nuno Amado, disse esta semana ao Observador: “connosco ainda não aconteceu, mas, se acontecer, veremos como um processo normal”. A presença de um delegado do Mecanismo Único de Supervisão (SSM, na sigla original) “será feita no âmbito de um processo europeu de revisão dos modelos de governação dos bancos”.

 

“Parte da intenção”, diz Nuno Amado, “é verificar se as instruções de governação estão a ser bem implementadas”. Porque “uma coisa é ter um manual, outra coisa é ver se o modelo está ser aplicado” como mandam as regras. Ainda assim, o presidente do BCP sublinha que “neste momento, o supervisor, tal como o Banco de Portugal nos últimos anos, já tem acesso a toda a informação e a todas as atas” das reuniões do conselho de administração que lidera.

 

A perspetiva de ter um delegado do SSM nas reuniões do conselho de administração está, contudo, a causar alguma apreensão em Espanha, como contou o El País no domingo. Segundo o jornal espanhol, a presidente do SSM, a francesa Danièle Nouy, já pediu autorização a alguns bancos para que admitam a presença de um representante do supervisor. Autorização que foi concedida.

 

Ainda assim, para os bancos espanhóis, essa presença será vista como um “corpo estranho” que irá participar nas reuniões de forma autorizada, segundo regras estabelecidas à partida, mas que não deixa de levar a que alguns banqueiros estejam a franzir o sobrolho. Em todo o caso, “não podes recusar um pedido como este, porque o supervisor é o supervisor, mas tem havido uma discussão sobre os aspetos legais desta decisão, porque não consta das incumbências do SSM o controlo do conselho de administração dos bancos”, disse um administrador de um banco espanhol ao El País.

 

Contactada pelo Observador, fonte oficial do Banco Central Europeu, sob a alçada do qual opera o SSM, deixa um esclarecimento: “de um modo geral, os supervisores trabalham de perto com os bancos que supervisionam para compreender, entre outras coisas, que cultura de risco e de governação existe em todos os bancos que supervisionam”. A mesma fonte acrescenta que se trata de uma “prática normal para os supervisores”, que procuram “interagir com a gestão [do banco] a todos os níveis”.

 

Um especialista em supervisão financeira do think tank Bruegel e do Peterson Institute, Nicolas Véron, diz ao Observador que não fica surpreendido pelo facto de o Mecanismo Único de Supervisão querer estar presente nas reuniões do conselho de administração, algo que, à partida, “o SSM irá fazer em casos específicos, exercendo total discricionariedade”. É claro que o SSM opera dentro de um enquadramento legal que foi estabelecido aquando da sua formação e tem a obrigação de responder a questões colocadas pelo Parlamento Europeu, que funciona aqui como o supervisor do supervisor.

 

“É essencial dispor de informação qualitativa aprofundada e de um conhecimento consolidado das instituições de crédito, assim como de informação quantitativa fiável”, escreve o “Guia sobre supervisão bancária“, um documento do SSM, sendo neste âmbito que o supervisor está a avançar para esta medida de acompanhamento que foi, por exemplo, aplicada há poucos anos no Reino Unido, em alguns casos. Nicolas Véron diz que esta intenção é “consistente com a abordagem intrusiva que o BCE frequentemente diz que irá assumir”, através do SSM.

 

O delegado do SSM, que nada garante que será português (no caso dos bancos portugueses, tal como no resto da zona euro) – porque o novo supervisor rejeita critérios de nacionalidade e prefere, ao invés, uma abordagem padronizada e sem fronteiras – não irá, em teoria, fazer mais do que ouvir. Mas, depois, a partir do que escutou, irá preparar um relatório com comentários sobre o que deve mudar no banco, em áreas como o funcionamento das várias comissões do banco, as qualificações de quem as lidera e a forma como estes executivos apresentam e justificam a sua estratégia perante os administradores. Isto porque nem tudo o que é dito, ou a forma como é dito, vai para as atas.

 

“Mais do que um lugar à mesa do conselho de administração”, diz Nicolas Véron, “o que está em causa é apenas ter oportunidade para observar o conselho de administração em ação – algo como uma auditoria à governação do banco –, o que não é absurdo tendo em conta que o BCE tem de ter uma noção da forma como os bancos funcionam na prática”. Os receios do supervisor têm por base a constatação de que, antes da crise financeira, um pouco por toda a zona euro, se entrou em negócios ou investimentos com um risco que poderia não estar a ser corretamente avaliado pelos principais executivos de alguns bancos, incluindo por causa de situações de falta de preparação técnica.

 

A julgar pela resposta de Nuno Amado, presidente do BCP, os bancos nacionais não irão colocar entraves a que o supervisor se faça representar em algumas reuniões do conselho de administração. Ainda assim, esta é uma questão com implicações legais, o que faz com que, sobretudo no caso dos bancos cotados em bolsa, o pedido terá de passar por uma autorização dos acionistas ou, no mínimo, dos administradores.

 

É claro que, como diz Nicolas Véron, “os bancos têm um incentivo muito forte para não recusar um pedido como este por parte do supervisor, mesmo que alguns banqueiros se sintam pouco confortáveis com a ideia”. Caso algum banco recuse algum pedido neste sentido por parte do supervisor, Nicolas Véron diz que acredita que “o BCE não irá insistir, pelo menos não no imediato, mas isso poderá afetar negativamente a qualidade da relação entre supervisor e supervisionado”.

 

Segundo o El País, os bancos espanhóis não ofereceram resistência ao pedido por parte do organismo liderado por Danièle Nouy. Mas instituições da Alemanha, Itália e França não esconderam as suas reticências perante esta medida. Se na Alemanha e em França as críticas dos bancos se prendem com o grau de intrusão associado, o El País diz que em Itália o receio é que o supervisor possa ser particularmente duro já que se acredita que alguns bancos italianos têm vários dos problemas de governação que o SSM quer combater.

 

@Observador.pt

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Tudo aponta para que não haja.

 

Cardoso, tu que estás desse lado, é verdade que o sistema do UK foi desenhado para as maiorias governarem? Isto é algo que tenho ouvido, ao longo dos últimos dias, na TV. Caso seja assim, como se poderá resolver o imbróglio que se adivinha?

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A Avianca, detida pelo Efromovich, anunciou que encomendou 100 A320 à Airbus.Pode ser um sinal de interesse na TAP. De facto, não é de todo normal uma companhia da América do Sul comprar tantos Airbus, fabricante favorito da TAP.

 

Adivinha quem chegou hoje a Lisboa e vai ter um encontro com o Governo?

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Essa não sabia. Mas soube que ontem andou pessoal da brasileira Azul e visitar alguns departamentos da TAP.

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Eu estou a basear-me no que li, em rodapé, hoje de manhã na SIC N.

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Tudo aponta para que não haja.

 

Cardoso, tu que estás desse lado, é verdade que o sistema do UK foi desenhado para as maiorias governarem? Isto é algo que tenho ouvido, ao longo dos últimos dias, na TV. Caso seja assim, como se poderá resolver o imbróglio que se adivinha?

 

 

Sim, o sistema esta completamente feito para os dois maiores partidos governarem sempre. E um sistema por regiões semelhante ao Americano, com a diferença que aqui ha vários partidos a concorrerem e cada 'area' representa um seat no parlamento (650 seats). O engracado e que esse sistema que foi feito a pensar em labour/conservative vai também ser o downfall deles nesta eleições, se se confirmar que o SNP assegura os 'seats' escoceses sera muito improvável que algum deles consiga a maioria.

 

A partir dai o SNP podera pender a balanca (para o lado do Labour), com uma coligacao, o que ira beneficiar muito (talvez demais) os interesses do Norte. Mas isto ainda esta longe de ser certo pq não acredito que um acordo entre SNP e Labour seja fácil, especialmente com a actual onde de independência que se faz sentir aqui desde o referendo.

 

 

E uma fase muito interessante pq a partir de amanha muitos cenários são possíveis, aliança de SNP no poder, em que os interesses escoceses serão representados como nunca, apaziguando um pouco as vozes pro-independencia. Ou entao um labour/conservative coolition, que sera terrível para o pais todo e que vai inevitavelmente num novo referendo Escoces para a Independencia. Ou entao um minority government dos conservatives, que não sei bem o que isso pode significar a não ser 5 anos de falta de estabilidade e progresso.

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pa nao ta nada bem explicado pa ser sincero lol. logo faco um post melhorzinho depois do trabalho

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Não vai ser fácil governar qualquer que seja o resultado. Sem maioria restam poucas opções, ou o vencedor governa em minoria o que provavelmente provocará novas eleições dentro de pouco mais de 1 ano ou então vão ter de procurar coligações. O Miliband já disse que o Labour nunca se irá coligar com o SNP, mas esse nunca parece-me relativo se estivermos a olhar para a possibilidade dos trabalhistas ficarem mais alguns anos afastados do governo. Do lado dos Tories, o SNP nunca será solução visto serem um partido mais de centro-esquerda e dos conservadores simplesmente não existirem e serem bastante odiados na Escócia.

Para os Tories resta-lhes a solução de aliança com os LibDems, o histórico partido renovado pelo líder actual Nick Clegg foi a revelação das ultimas legislativas, apoiando-se no voto dos jovens para conseguir força para ser o parceiro de coligação, só que logo depois tornou-se no partido mais detestado pelos mesmos jovens que votaram neles ao ter permitido o aumento das propinas universitárias, desde aí nunca mais recuperaram a confiança e não sei se nestas eleições terão lugares suficientes para poderem de novo garantir uma maioria aos conservadores ou até aos trabalhistas, de quem em teoria até seriam mais próximos. Provavelmente vão até acabar atrás dos eurocépticos de extrema-direita Ukip.

 

Caso o Labour ganhe e arrisque a minoria, estou mesmo a ver a terem de pedir novas eleições daqui a pouco tempo, sendo que nesse caso os Tories provavelmente apresentarão o Boris Johnson como candidato, ele é o mayor de Londres e talvez o político mais popular da Inglaterra, numas eleições gerais estou-o a ver a limpar tudo e a ficar lá 10 anos.

Outra coisa curiosa deste Labour é que nesta campanha e debaixo da liderança do Ed Miliband o partido se afastou bastante da "third way", a terceira via, filosofia que o Tony Blair implementou no partido e que o afastou do histórico socialismo de base aproximando-o mais da social-democracia e do liberalismo económico. Ou seja, este Labour é o partido trabalhista mais à esquerda de há muitos, muitos anos.

 

Ed Miliband, intriguingly, has exploited the new circumstances in a very different way from a Third Way politician. Rather than triangulate he has articulated a populism of the left. Attacking energy companies, and now banks, he channels the anger of middle-income families but uses it to fuel a reform programme. It's a bold play. Reform welfare? Yes. But in an aspirational frame ‒ punishing those who don't better themselves by gaining new skills. Scale back migration? Yes, but by getting British workers ready to fill British jobs. The economy? Focus on empathy ‒ do people feel better off. Europe? Leave it as a running sore for the Tories. Never interrupt a fight within your opponent's ranks.

 

It's brave on Ed's part. It may be crazy brave, but he's forging a new politics of popular populism for the left. This is the year we will find out if we are all Milibandistas.

http://www.policy-network.net/pno_detail.aspx?ID=4551&title=Labours-bold-break-from-Third-Way-triangulation

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Não vai ser fácil governar qualquer que seja o resultado. Sem maioria restam poucas opções, ou o vencedor governa em minoria o que provavelmente provocará novas eleições dentro de pouco mais de 1 ano ou então vão ter de procurar coligações. O Miliband já disse que o Labour nunca se irá coligar com o SNP, mas esse nunca parece-me relativo se estivermos a olhar para a possibilidade dos trabalhistas ficarem mais alguns anos afastados do governo. Do lado dos Tories, o SNP nunca será solução visto serem um partido mais de centro-esquerda e dos conservadores simplesmente não existirem e serem bastante odiados na Escócia.

Para os Tories resta-lhes a solução de aliança com os LibDems, o histórico partido renovado pelo líder actual Nick Clegg foi a revelação das ultimas legislativas, apoiando-se no voto dos jovens para conseguir força para ser o parceiro de coligação, só que logo depois tornou-se no partido mais detestado pelos mesmos jovens que votaram neles ao ter permitido o aumento das propinas universitárias, desde aí nunca mais recuperaram a confiança e não sei se nestas eleições terão lugares suficientes para poderem de novo garantir uma maioria aos conservadores ou até aos trabalhistas, de quem em teoria até seriam mais próximos. Provavelmente vão até acabar atrás dos eurocépticos de extrema-direita Ukip.

 

Caso o Labour ganhe e arrisque a minoria, estou mesmo a ver a terem de pedir novas eleições daqui a pouco tempo, sendo que nesse caso os Tories provavelmente apresentarão o Boris Johnson como candidato, ele é o mayor de Londres e talvez o político mais popular da Inglaterra, numas eleições gerais estou-o a ver a limpar tudo e a ficar lá 10 anos.

Outra coisa curiosa deste Labour é que nesta campanha e debaixo da liderança do Ed Miliband o partido se afastou bastante da "third way", a terceira via, filosofia que o Tony Blair implementou no partido e que o afastou do histórico socialismo de base aproximando-o mais da social-democracia e do liberalismo económico. Ou seja, este Labour é o partido trabalhista mais à esquerda de há muitos, muitos anos.

 

E uma coligação entre Labour, Liberal Democrats, SNP e Green? Acho interessante e pode dar para mais de 1 ano embroa seja difícil gerir aquelas sensibilidades.

Btw, isso que disseste do Miliband é verdade embora ele também não escape a críticas da ala mais à esquerda do Partido - a Hard Left. De qualquer forma é interessante porque o MIliband ganhou a liderança do labour ao seu irmão, David Miliband um tipo que pertence à ala ''conservadora'' da Labour a chamada - Blue Labour e da qual o Ed não está muito longe.

 

Para quem queria saber cenas do Sistema eleitoral inglês.

A grande diferença entre o Sistema Inglês e o Sistema Português é a eleição dos círculos eleitorais. Por exemplo, cá tens grandes círculos que dao x deputados, pe: imagina que Lisboa dá 51 deputados, a distribuição de lugares faz-se tendo em conta as varias votações de todos os partidos, isto é, podem nesse circulo ser eleitos deputados de vários partidos, os que são sempre votados em primeiro ou segundo lugar(PS e PSD) e os restantes como PCP, BE e CDS. Num círculo uninominal, já não tens estes grandes círculos e tens circunscrições mais pequenas que podem ser do tamanho da junta de freguesia onde vives e nesse circulo só é eleito 1 deputado e assim acontece por todo o País, quem beneficia? São sempre os dois principais partidos que ficam sempre na frente dos círculos, a votação até podia ser: X-20%; y:19%; z-18% que só era eleito o X.

Este sistema tem uma grandíssima vantagem que é dar uma proximidade muito maior entre eleitor e eleito, não se reparaste nestas eleições os candidatos irem porta a porta das pessoas fazer campanha e isto acontece porque em circunscrições mais pequenas isto é possível, deste modo, o cidadão comum conhece sempre quem é que na terra dele se candidata ao parlamento e o que faz lá ou não faz. No entanto, este sistema tem desvantagens que é fazer com que muitas vezes os deputados olhem só para sua terra e não para o interesse do país quando estão a votar o que não é muito bom em termos de coesão nacional. Outra desvantagem é o facto de teres poucos partidos representados no parlamento, lá tens Labour e conservative e depois tens uns partidos regionais e pouco mais e não sei até que ponto seja justo por exemplo um partido que tenha voto total elevado e fique com pouquíssimos deputados. Outro aspeto menos positivo deste sistema é o facto de o partido com mais votos poder não eleger o governante como aconteceu nas eleições americanas Bush-Al Gore em que o último ganhou no voto popular e perdeu a eleição ou mesmo Hillary Clinton-Obama nas primárias democratas em que a primeira venceu o voto popular mas o obama venceu a nomeação.

Editado por ascom

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Não sei se já disseram, mas penso que o facto de votarem á quinta deve-se a ser um dia de feira, onde todos iam "à rua", mais do que num fim de semana.

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e segundo as primeiras projeccoes da BBC temos maioria absoluta para os Tories...

 

Conservatives: 316

 

Labour: 239

 

SNP: 58

 

Lib Dems: 10

 

Plaid Cymru: 4

 

Greens: 2

 

Ukip: 2

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É preciso 326 para a maioria, ou seja, segundo as projecções bastaria os Tories juntarem-se de novos aos LibDems.

 

Edit.

 

Meanwhile saiu outra projecção do YouGov com resultados bastante diferentes:

 

CON - 284

LAB - 263

SNP - 48

LDEM - 31

UKIP - 2

GRN - 1

 

Exit polls comparison (BBC vs. YouGov)

Cons: 316 vs. 284

Lab: 239 vs. 263

Lib Dem: 10 vs. 31

SNP: 58 vs. 48

UKIP: 2 vs. 2”

 

edit2. O YouGov veio dizer que não é projecção, são dados de sondagem de ontem.

Editado por antifa

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