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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Ai f*dasse :lol: Que novela da TVI que para aí vai

até estão dois ex-concorrentes do SS com o Garcia Pereira na foto.

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Segundo se diz vão fechar o Sol e o i e com a malta que sobrar da reestruturação das duas, fazer uma nova publicação.

Só se estraga uma casa.

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Ach que começamos a adivinhar quem vai ser o alvo do próximo Luta Popular.

Pq já foste vizinho dele. Isso é suficiente para que eles te chamem fascista.

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Para isso é preciso que haja uma grande reformulação educativa e tu sabe-lo, começando, por exemplo, na formação de professores e no aumento da taxa de participação destes no delineamento das políticas educativas. Aliás, não passa pela cabeça de ninguém, só mesmo cá em Portugal, excluir os principais responsáveis pela formação de futuros cidadãos ativos dos processos de desenvolvimento e implementação de mudanças no setor da Educação.

Grande? Enorme. E mesmo que ela exista, é preciso que, passado 4 anos, o Governo seguinte não desfaça tudo o que foi feito. Caso contrário, são 4 anos perdidos.

 

Agora não tenho aqui os dados exactos e não posso garantir que isto esteja totalmente correcto, mas para se ter uma ideia, na Finlândia, que tanto se usa como exemplo na Educação (e bem, porque eles são mesmo bons), foram precisos cerca de 30 anos ininterruptos de uma aposta forte e coerente na Educação, para atingirem o nível actual, reconhecido em todo o mundo. De mudança de mentalidades, de reformulações exaustivas na formação de professores, nas políticas educativas, nas medidas educativas, nas infraestruturas, na própria estruturação do sistema, enfim...em tudo. 30 anos. Mas depois desse colossal trabalho, vieram os resultados: existe uma diferença de quase 50% da população a favor deles, no que diz respeito à conclusão do ensino secundário, e a percentagem de licenciados lá está praticamente no dobro da nossa.

 

Por cá, tendo em conta o que se conhece da política portuguesa, é completamente utópico pensar numa solução destas. Mas convém começar por algum lado. A abolição dos exames do 4º ano é algo (e os do 6º bem que podiam ir já pelo mesmo caminho). A aposta numa melhor formação de professores também. Essencial. O aumento da participação destes no delineamento das políticas educativas também. A reformulação das medidas educativas também pode ser uma boa ideia. Alterar programas, articulação entre disciplinas (usando uma metáfora futebolística, nós ainda somos o conjunto de 11 individualidades, e estamos longe de ser uma equipa), prioridade para o desenvolvimento de competências, em detrimento do desenvolvimento de conhecimentos (é, na prática, a diferença entre ensinar a aprender, e ensinar a decorar), reforço da utilização dos recursos tecnológicos em contexto de sala de aula (por cá ainda se tenta contrariar uma tendência que, pura e simplesmente, não pode ser contrariada), reformulação profunda das Metas Curriculares (até podem continuar a servir ciclos de estudos, em vez de anos de escolaridade, mas para isso acontecer, precisam de levar uma grande volta). Ah, e dentro das Metas, a abolição dos descritores de desempenho, por favor. De cada vez que vejo aquilo, imagino sempre um professor na sala de aula com uma "check-list" gigante, qual funcionário da Worten a fazer inventário, a avaliar um aluno e a pensar para si mesmo: "Sabe as cores em inglês? Check. Sabe os dias da semana e os meses? Check. Sabe os números? Che...epá, não, só sabe até ao 8. Tenho de colocar aqui uma cruz...". É horrível, para o professor e para o aluno.

 

Acima disto tudo, e mais importante, tem que se definir um pensamento para a Educação, transversal a todo o sector, e que esteja presente em todas as políticas e medidas. Quero acreditar que existe, pelo menos, um esboço disso actualmente, por parte de quem manda.

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Há rumores de que a União Europeia poderá afastar a Grécia do espaço Schengen. O acordo tem uma clausula conhecia curiosamente, ou não, como "clausula Grega" que permite suspender um país se este tiver falhas no seu controlo de fronteiras. Coisa que a Grécia é acusada de ter na questão dos migrantes e refugiados.

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Pq já foste vizinho dele. Isso é suficiente para que eles te chamem fascista.

 

:lol:

 

Grande? Enorme. E mesmo que ela exista, é preciso que, passado 4 anos, o Governo seguinte não desfaça tudo o que foi feito. Caso contrário, são 4 anos perdidos.Agora não tenho aqui os dados exactos e não posso garantir que isto esteja totalmente correcto, mas para se ter uma ideia, na Finlândia, que tanto se usa como exemplo na Educação (e bem, porque eles são mesmo bons), foram precisos cerca de 30 anos ininterruptos de uma aposta forte e coerente na Educação, para atingirem o nível actual, reconhecido em todo o mundo. De mudança de mentalidades, de reformulações exaustivas na formação de professores, nas políticas educativas, nas medidas educativas, nas infraestruturas, na própria estruturação do sistema, enfim...em tudo. 30 anos. Mas depois desse colossal trabalho, vieram os resultados: existe uma diferença de quase 50% da população a favor deles, no que diz respeito à conclusão do ensino secundário, e a percentagem de licenciados lá está praticamente no dobro da nossa.Por cá, tendo em conta o que se conhece da política portuguesa, é completamente utópico pensar numa solução destas. Mas convém começar por algum lado. A abolição dos exames do 4º ano é algo (e os do 6º bem que podiam ir já pelo mesmo caminho). A aposta numa melhor formação de professores também. Essencial. O aumento da participação destes no delineamento das políticas educativas também. A reformulação das medidas educativas também pode ser uma boa ideia. Alterar programas, articulação entre disciplinas (usando uma metáfora futebolística, nós ainda somos o conjunto de 11 individualidades, e estamos longe de ser uma equipa), prioridade para o desenvolvimento de competências, em detrimento do desenvolvimento de conhecimentos (é, na prática, a diferença entre ensinar a aprender, e ensinar a decorar), reforço da utilização dos recursos tecnológicos em contexto de sala de aula (por cá ainda se tenta contrariar uma tendência que, pura e simplesmente, não pode ser contrariada), reformulação profunda das Metas Curriculares (até podem continuar a servir ciclos de estudos, em vez de anos de escolaridade, mas para isso acontecer, precisam de levar uma grande volta). Ah, e dentro das Metas, a abolição dos descritores de desempenho, por favor. De cada vez que vejo aquilo, imagino sempre um professor na sala de aula com uma "check-list" gigante, qual funcionário da Worten a fazer inventário, a avaliar um aluno e a pensar para si mesmo: "Sabe as cores em inglês? Check. Sabe os dias da semana e os meses? Check. Sabe os números? Che...epá, não, só sabe até ao 8. Tenho de colocar aqui uma cruz...". É horrível, para o professor e para o aluno.Acima disto tudo, e mais importante, tem que se definir um pensamento para a Educação, transversal a todo o sector, e que esteja presente em todas as políticas e medidas. Quero acreditar que existe, pelo menos, um esboço disso actualmente, por parte de quem manda.

 

Grande post. E numa coisa tens total razão, a aposta na Educação tem que ser consistente e seguir um caminho coerente ao longo dos tempos, é impossível ter resultados palpáveis ao final de 4 anos. Não é impossível, é irrealista, mudanças desta magnitude demoram muitos anos a dar frutos.

 

Eu, ao longo destes três anos, tenho trabalhado diretamente com professores, uma vez que o tema central da minha tese de doutoramento é a motivação docente. Por isso, tenho contactado de perto com a realidade portuguesa e tenho conhecido a de outros países devido ao contacto com a literatura.

 

Uma das coisas que posso concluir é que é preciso uma grande melhoria no processo de formação de professores e que estes devem ter uma maior importância no delineamento de políticas educativas. Não faz sentido algum não auscultar estes profissionais quando se planeiam mudanças na educação, é um completo absurdo. Aliás, é mais que absurdo é de um ridículo grotesco. Os professores estão no terreno e sabem as dificuldades que eles próprios sentem e os alunos, daí que faça todo o sentido atribuir-lhes uma maior relevância em processos de mudança. Além disso, isso também ajudaria à sua motivação profissional, dado que iriam sentir um enriquecimento nas suas funções.

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Visitante

A CGTP tem a sua sobrevivência assegurada, parece-me.

 

Assim parece, com a reversão das concessões das transportadoras. Assim mantêm o poder de paralisar o país de cada vez que há uma greve geral. E para isso, vamos nós pagando os prejuízos recorrentes dessas empresas :)

Só acho engraçado que ainda o governo mal teve tempo de aquecer a cadeira, e já vêm com uma greve no setor. Isto, sabendo que o acordo de esquerda está altamente dependente da tal reversão das concessões, e visto que o AC não deverá querer cair para já, não há razão para que não avance. É uma estupidez, só servirá mesmo para dizer "Nós estamos aqui, cuidado!".

Editado por Visitante

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Visitante

Mas espera, os prejuízos das transportadoras são causados pelas greves?

 

Nope, eu falei em reversão das concessões - vão continuar a ser empresas públicas com gestão pública e, como tal, nada mudará. Ou seja, dezenas ou mesmo centenas de milhões de euros todos os anos a acumular na dívida pública.

 

E claro, as greves também causam prejuizos às empresas, que acumulam aos resultantes acumulados pela gestão deficiente. ;)

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Costa: "Não classifico o CDS como perdedor ou vencedor, porque já não me lembro da última vez que foram a votos."

"É verdade que eu negociei com o PCP, mas foram vocês que ficaram com a cassete."

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Costa: "Não classifico o CDS como perdedor ou vencedor, porque já não me lembro da última vez que foram a votos."

Uish.

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Grande post. E numa coisa tens total razão, a aposta na Educação tem que ser consistente e seguir um caminho coerente ao longo dos tempos, é impossível ter resultados palpáveis ao final de 4 anos. Não é impossível, é irrealista, mudanças desta magnitude demoram muitos anos a dar frutos.

 

Eu, ao longo destes três anos, tenho trabalhado diretamente com professores, uma vez que o tema central da minha tese de doutoramento é a motivação docente. Por isso, tenho contactado de perto com a realidade portuguesa e tenho conhecido a de outros países devido ao contacto com a literatura.

 

Uma das coisas que posso concluir é que é preciso uma grande melhoria no processo de formação de professores e que estes devem ter uma maior importância no delineamento de políticas educativas. Não faz sentido algum não auscultar estes profissionais quando se planeiam mudanças na educação, é um completo absurdo. Aliás, é mais que absurdo é de um ridículo grotesco. Os professores estão no terreno e sabem as dificuldades que eles próprios sentem e os alunos, daí que faça todo o sentido atribuir-lhes uma maior relevância em processos de mudança. Além disso, isso também ajudaria à sua motivação profissional, dado que iriam sentir um enriquecimento nas suas funções.

A formação de professores tem de ser um dos primeiros passos, por uma questão de lógica. São eles que vão educar as crianças de hoje, que amanhã também poderão ser professores. Uma boa formação, a longo prazo, melhora todo o processo educativo e contribui para a tal mudança de mentalidades, essencial para que se consiga chegar a algum lado na Educação. Por conseguinte, concordo totalmente que os professores devem ter uma voz muito mais activa e presente no delineamento das políticas e medidas educativas. Infelizmente, também aí o panorama actual está longe de ser positivo.

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Guest Lotterer.

Costa: "Não classifico o CDS como perdedor ou vencedor, porque já não me lembro da última vez que foram a votos."

"É verdade que eu negociei com o PCP, mas foram vocês que ficaram com a cassete."

 

O perdedor que ganhou uish

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Nope, eu falei em reversão das concessões - vão continuar a ser empresas públicas com gestão pública e, como tal, nada mudará. Ou seja, dezenas ou mesmo centenas de milhões de euros todos os anos a acumular na dívida pública.

 

E claro, as greves também causam prejuizos às empresas, que acumulam aos resultantes acumulados pela gestão deficiente. ;)

 

Mas quê, estás à espera que uma gestão privada não acumule dívida?

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Visitante

Mas quê, estás à espera que uma gestão privada não acumule dívida?

 

Mas não é essa a ideia quando se opta por concessionar?

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Há por aí algum livro que se recomende sobre teoria política?

 

Há vários.

 

- A República, de Platão

- Leviatã, de Thomas Hobbes

- O Contrato Social, de Jean-Jacques Rousseau

- Dois Tratados sobre o Governo, de John Locke

- Anarquia, Estado e Utopia, de Robert Nozick

- O Capital, de Karl Marx

- A Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda, de John Maynard Keynes

 

Não é tudo sobre teoria política per si, mas ficas com visão ampla das coisas.

 

Mas não é essa a ideia quando se opta por concessionar?

 

Para o PSD/CDS? Duvido imenso. Mas de qualquer forma gostava de saber porque é que os gestores privados conseguem aquilo que os gestores públicos, pelos vistos, não conseguem.

Editado por Peplin

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