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johan

Que características deve um jovem ter para arranjar emprego?

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Responsabilidade, disponibilidade para aprender, pró-actividade e iniciativa, motivação e vontade de trabalhar em equipa são as competências sociais e transversais mais valorizadas pelos empregadores. Estas são algumas das conclusões do estudo que é apresentado nesta terça-feira.

 

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Para os empregadores, responsabilidade não é só chegar a horas. É avisar quando se tem de faltar, justificar, pedir autorização, devolver chamadas não atendidas, cumprir prazos ou avisar com antecedência quando não for possível, “demonstrar brio profissional”. Este conceito de responsabilidade é, segundo uma investigação da TESE - Associação para o Desenvolvimento apresentado nesta terça-feira, a competência social e transversal mais valorizada pelos empregadores.

 

O estudo cita o relatório Educação para o Emprego: Pôr a Juventude Europeia a Trabalhar, da consultora McKinsey & Company, divulgado este ano, segundo o qual três em cada dez empregadores portugueses afirmam não estar a preencher as vagas na totalidade por não encontrarem candidatos com as competências que procuram. E elas são, segundo a investigação da TESE, no que toca às competências sociais e transversais e depois da responsabilidade, a disponibilidade para aprender, a pró-actividade e iniciativa, a motivação e o trabalhar em equipa.

 

Intitulado Faz-Te ao Mercado: Estudo sobre o (Des)Encontro entre a Procura e a Oferta de Competências no Mercado de Trabalho e a sua Relação com a Empregabilidade Jovem, o estudo tem como público-alvo os jovens entre os 15 e os 30 anos. A TESE, que é uma organização não-governamental que, entre outros, promove projectos na área da empregabilidade jovem, centrou-se nas competências sociais e transversais - as características dos jovens, a “forma de ser”, os comportamentos - e não nas técnicas.

 

As conclusões mostram que, para os responsáveis pelos recursos humanos, a responsabilidade é a mais valorizada – é escolhida como uma das cinco principais por 61,1% e como a mais importante por 41%.

 

No top 5 está ainda a “disponibilidade para aprender” - 45,8% dos empregadores destacam-na e 30% apontam-na como a mais importante. O que é? É “querer desenvolver mais as capacidades e conhecimentos”, procurar “feedback para melhorar”. É aceitar “com entusiasmo” uma tarefa que, mesmo indo “além” da formação do jovem, é encarada como “uma oportunidade para se desenvolver”.

 

Já pró-actividade é escolhida como uma das cinco principais por 51,4% dos empregadores e como a mais importante por 19%. É a “capacidade de iniciar actividades e desenvolvê-las sem que alguém peça; ir à procura de desafios novos; ser autodidacta”. É terminar uma tarefa e procurar “junto do chefe ou colegas outra coisa em que possa prestar apoio”.

 

A motivação é destacada por 38,9% como uma das cinco mais importantes e como a mais relevante por 29%. Trata-se de “estar entusiasmado com o trabalho que está/quer fazer”, de ter “objectivos definidos” e “capacidade de ultrapassar obstáculos e frustrações”.

 

O trabalhar em equipa foi incluído no top 5 por 45,8% dos empregadores, surgindo como primeira opção para 1%. Consiste, entre outros aspectos, em “conseguir gerir o relacionamento e conflitos com os outros, saber comunicar bem”.

 

Quanto à perspectiva dos jovens, a investigação destaca três escolhas – responsabilidade, motivação e pró-actividade e iniciativa. 58,8% entendem que a responsabilidade é uma das competências sociais e transversais mais importantes e 32,8% apontam-na como a mais importante. A motivação é considerada uma das mais relevantes para 39% dos jovens e como a mais importante para 40,6%. A pró-actividade é realçada por 42,4% e para 17,8% é a mais importante.

 

É no trabalho em equipa e na resiliência que há mais “desencontros” entre a perspectiva dos empregadores e a dos jovens – a primeira competência foi escolhida por apenas 31,9% dos jovens e a segunda por 26,1% (apesar de a resiliência não estar no top 5 dos empregadores, ela foi considerada importante por 42%). A investigação da TESE permitiu ainda identificar que, “em quase todas as competências, são as avaliações dos jovens que nunca trabalharam que mais se aproximam das avaliações dos empregadores”. E que há “lacunas ao nível do autoconhecimento dos jovens”, isto é, consideram que têm mais competências do que a avaliação feita pelos empregadores.

 

Pontes com mercado

Na pergunta “Que tipo de preparação para o mercado de trabalho é feita pelas instituições de ensino?”, a investigação permitiu verificar que “faltam pontes com o mercado de trabalho” e que há “lacunas ao nível das experiências práticas ao longo do percurso formativo”. Por exemplo, numa escala de 1 a 5, os recursos humanos consideram que, na formação dos jovens, os “conhecimentos práticos” estão no nível 2,58 e a atenção dada às “necessidades do mercado” no patamar 2,83.

 

Fonte: http://www.publico.pt/sociedade/noticia/quais-sao-as-competencias-sociais-que-os-empregadores-mais-valorizam-1671284

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Visitante

Emprego? Cunhas.

 

Trabalho? Ter um diplomazito e ser minimamente inteligente e fica a ganhar 1000e+ mesmo que não perceba pivia do que está a fazer pelo menos nas IT.

 

Trabalho precário? Ser inteligente e esperto e vontade de se fazer à vida quando não há cunhas para empregos nem pais para pagar diplomas.

 

Depois há um conjunto de skills que maior parte das pessoas não têm que é vestirem-se a rigor, agirem profissionalmente, tratarem-se a si mesmo como um produto e prepararem-se. Depois depende de cada um mas o importante é sobressair, em IT eu arranjo trabalho a ganhar bastante mais do que ganho actualmente que é quase o ordenado minimo, o problema é gostar do que se faz que serve esta conversa toda mesmo para isso: Se gostares mesmo do que queres fazer vais arranjar trabalho na área, tens é de insistir!

 

Podem fechar.

Editado por Visitante

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Ter disponibilidade para fazer de tudo um pouco mesmo que só te paguem para fazeres determinado serviço.

 

E um diploma é importantíssimo mesmo que não tenhas aprendido um crl.

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Essa conversa de que só se arranja emprego com cunhas é uma boa desculpa para massajar o ego. :lol:

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Essa conversa de que só se arranja emprego com cunhas é uma boa desculpa para massajar o ego. :lol:

 

está mais próximo de ser regra do que exceção, IMO, mas também não é tanto assim quanto pintam.

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Essa conversa de que só se arranja emprego com cunhas é uma boa desculpa para massajar o ego. :lol:

 

E é engraçada também a segunda parte que consiste em, quando se arranja emprego, insistir até à exaustão que se arranjou apesar de não ter cunhas, contra tudo e contra todos. :)

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Ter disponibilidade para fazer de tudo um pouco mesmo que só te paguem para fazeres determinado serviço.

 

E um diploma é importantíssimo mesmo que não tenhas aprendido um crl.

O problema nisso é que a culpa não é do diplomado, é mesmo de quem deu o diploma.

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E é engraçada também a segunda parte que consiste em, quando se arranja emprego, insistir até à exaustão que se arranjou apesar de não ter cunhas, contra tudo e contra todos. :)

 

Honestamente, não sei porquê.

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E é engraçada também a segunda parte que consiste em, quando se arranja emprego, insistir até à exaustão que se arranjou apesar de não ter cunhas, contra tudo e contra todos. :)

 

Ca raio, o pessoal que conheço que arranjou emprego sem cunhas, nunca insistiu nisso :-k

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Ainda no outro dia uma colega minha me ligou a dizer que tinha conseguido emprego, com grande cunha mas pediu-me pf para não dizer a ninguem essa parte :lol:

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O problema é falar-se em cunhas para tudo e mais um par de botas. Afinal o que é a cunha? Eu entendo a cunha como o caso em que o A tem sobre o B um determinado "poder" para exigir que este contrate o C independentemente do seu valor.

 

Assim, na minha óptica, fica excluída a situação em que o A conhece (melhor ou pior) o B e lhe diz que conhece o C e que este poderia ser uma mais valia para a empresa. Todavia, neste caso, o A não tem qualquer poder sobre o B e o B não tem qualquer benefício em ouvir o C só porque o A lhe pede. In casu, o B não se sente compelido a ter de contratar o C ainda que este seja a maior nulidade.

 

Eu já fui o B, que recebi do A (amigo) um pedido para entregar o CV do C (amigo do A que eu não conhecia) e dar um toque no RH da empresa. Olhei para o CV e gostei do que vi. Senti-me obrigado? Não. Ganho alguma coisa com isso? Não. Se o C for contratado foi por cunha? Não. Simplesmente eu indiquei à minha empresa um potencial candidato.

 

Vejamos outro cenário. O A conhece o B (CEO da empresa X) e diz-lhe que o sobrinho C é um tipo com capacidade e pergunta-lhe se estão à procura de alguém na área dele. O B diz que estão e pede para enviar o CV de C. O C vai à entrevista e faz uma grande entrevista, entrando sem interferência do B. É cunha? Eu digo que não.

 

Ou seja, se alguém me indicar um caminho/abrir uma porta e eu souber agarrar a oportunidade não vejo mal nisso. O mal está quando o C vai, sem passar pelas fases normais de recrutamento, ocupar o lugar de uma pessoa melhor que fica de fora da corrida porque quem decidia devia um favor a alguém.

 

Agora andarem aí sempre a dizer que em Portugal só se arranja bons trabalhos/trabalhos com cunhas é de quem tem algum recalcamento, porque não corresponde à verdade (apesar de existir). Como citava o director da fac. "There is always room at the top". Quem é bom safa-se. Quem é mediano/suficiente vai depender do factor sorte e/ou empurrãozinho para se tornar visível aos olhos do mercado de trabalho. As vezes só precisamos de alguém que indique ao empregador que estamos disponíveis no mercado, depois o resto é connosco.

Editado por w0

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Fui a uma entrevista no emprego da minha mãe, que trabalha numa empresa fundada pelo tio do meu avô, e não fiquei. A cunha não serve para tudo...

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[b]Emprego? Cunhas.

 

Trabalho? Ter um diplomazito e ser minimamente inteligente e fica a ganhar 1000e+ mesmo que não perceba pivia do que está a fazer pelo menos nas IT.[/b]

 

Generalizar é feio

 

Essa conversa de que só se arranja emprego com cunhas é uma boa desculpa para massajar o ego. :lol:

 

Muito isto.

 

Agora andarem aí sempre a dizer que em Portugal só se arranja bons trabalhos/trabalhos com cunhas é de quem tem algum recalcamento, porque não corresponde à verdade (apesar de existir). Como citava o director da fac. "There is always room at the top". Quem é bom safa-se.

 

E isto.

 

Eu saí da faculdade e várias propostas de emprego no espaço de 1 semana e em cenas completamente distintas. Não sou um fora de série, mas sei que sou bom no que faço e, acima disso, tenho vontade de aprender mais .

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Generalizar é feio

 

Muito isto.

 

E isto.

 

Eu saí da faculdade e várias propostas de emprego no espaço de 1 semana e em cenas completamente distintas. Não sou um fora de série, mas sei que sou bom no que faço e, acima disso, tenho vontade de aprender mais .

Da pouca experiência que tenho (2 anos de trabalho), isto é das coisas mais importantes e às quais as entidades empregadoras dão mais atenção.

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Ca raio, o pessoal que conheço que arranjou emprego sem cunhas, nunca insistiu nisso :-k

 

Mas antes insistia que era tudo cunhas e bla bla bla? Eu conheço pelo menos três artistas que até arranjar emprego era todos os dias o choradinho das cunhas e o diabo a 4 e quando entraram era a lenga-lenga do "eu entrei, MAS É PORQUE SOU MESMO BOM, devo ser o único lá sem cunha, não devo nada a ninguém, ainda nem acredito, mas sei que estou a prazo porque não tenho cunha". É tão um clássico...

 

Parece-me óbvio que a capacidade de interagir, sobretudo em certos empregos, são essenciais. E não é só no mercado de trabalho, até ainda na faculdade. Há gente no meu curso que sabe mais do que eu, tem o conhecimento todo na ponta da língua mas são uns perfeitos idiotas a lidar com pessoas. São mesmo maus, uns porque vieram de berço de ouro outros porque nunca desenvolveram "skills" sociais.

 

Aquilo que aprendes a contactar com pessoas, a comunicar, a verbalizar, como falar com A, B ou C, muito para lá do conhecimento científico. É óbvio que ninguém premeia charlatões que é só paleio e zero de saber alguma coisa, mas noto que há muita gente que, mesmo na minha faculdade, nas avaliações práticas, valoriza imenso a capacidade de comunicar e interagir com terceiros, a capacidade de se ser humano, do que o conhecimento científico puro de marrar e encornar conhecimento que te serve de zero se não conseguires comunicar com o "cliente".

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Eu estou no meu actual trabalho, porque um amigo meu se lembrou de mim e disse ao chefe que eu estava interessado no lugar.

 

É considerado cunha right?

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Eu estou no meu actual trabalho, porque um amigo meu se lembrou de mim e disse ao chefe que eu estava interessado no lugar.

 

É considerado cunha right?

Não. Isso é networking.

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Eu estou no meu actual trabalho, porque um amigo meu se lembrou de mim e disse ao chefe que eu estava interessado no lugar.

 

É considerado cunha right?

Eu considero isso uma "referência". Porque ele até podia ter dito que tu estavas interessado, mas o chefe não te querer lá, ou não teres as características que ele queria.

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Eu estou no meu actual trabalho, porque um amigo meu se lembrou de mim e disse ao chefe que eu estava interessado no lugar.

 

É considerado cunha right?

 

Se passares o dia a coçar, é cunha

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