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"Nos testes da escola assinava Diego Maradona"

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Há 10 anos, a 9 de Março de 2004, marcou o golo que eliminou o Manchester United e abriu caminho para o FC Porto ser campeão europeu – e ele até era para ter saído em Janeiro, após uma zanga com Mourinho. Treinador actualmente sem clube, Francisco Costa (mais conhecido por Costinha), de 39 anos, conta como foi a sua infância em Chelas. Explica porque recusou ir para o Sporting e para o Benfica e porque esteve três anos sem jogar na Atalanta a receber mais de 700 mil euros por época. Fala ainda dos gostos pessoais, como moda, música e comida: "Posso chegar a casa às 2h da manhã e ir fazer uma alheira."

 

Cresceu em Chelas, como foi a sua infância?

Nos primeiros anos não vivi em Chelas, mas numa quinta no Prior Velho. O meu pai era o motorista do dono da quinta e a minha mãe era cozinheira. Nós vivíamos num anexo.

 

Porque mudaram para Chelas?

Nasci eu, depois a minha irmã, e tornou-se insustentável ficar no anexo, era uma casa pobre. O meu pai decidiu investir o que tinha na compra de um táxi e mudámo-nos para Chelas. Eu devia ter uns 8 ou 9 anos.

 

Lidou bem com essa mudança?

No início não. Eu antes ia para o Externato de São Miguel Arcanjo, um colégio de freiras, na Portela, e ia de calçãozinho, camisinha, meiinha até ao joelho. No primeiro dia em que cheguei à escola, em Chelas, assim vestido, começou tudo a olhar, tipo: "Quem é este pipi?" Disse à minha mãe: não vou mais assim, porque vão-me roubar tudo. Depois, como gostava de jogar à bola e tinha jeito, passei a ser protegido, era a mascote, e isso salvou-me de situações desagradáveis.

 

Quais? Roubos?

Sim. Havia amigos meus que iam de manhã para a escola com ténis Adidas ou Nike e depois chegavam a casa descalços.

 

Dizia que era o Maradona. Era habilidoso?

Jogava a avançado, fazia muitos golos. Chegava a jogar três contra sete e ganhava. Na escola primária, nos pontos [testes] eu assinava Diego Maradona, que era o meu ídolo. Às vezes os professores até me baixavam a nota por eu não assinar com o meu nome.

 

Em miúdo já queria ser futebolista?

Sim, mas o meu pai sempre quis que eu fosse licenciado. Eu era bom aluno, mas era calão. Pedi-lhe para ir jogar para o Oriental e ele: "Quando tiveres positiva a Matemática, deixo-te ir." Então estudei, estudei, mas tive 33%. O que é que fiz? Emendei um 3 para um 8, ele viu lá 83%, ficou muito contente e deixou-me ir. Depois, no 7.º ano chumbei por faltas, ficava a jogar e não ia às aulas. E o meu pai só não me tirou do futebol porque eu vivia numa zona muito má e os meus tios disseram-lhe: "Não faças isso... ele começa a andar com más companhias, olha a droga, olha o crime."

 

O futebol acabou por salvá-lo?

Não é bem assim, porque nunca fui dado a experimentar. Fumei um cigarro quando era miúdo, mas droga nunca tive vontade de experimentar. E tive à minha frente vários tipos de droga. Tive muitos amigos que enveredaram por esse caminho [da droga] e infelizmente já morreram.

 

Jogaram consigo no Oriental?

Sim, outros são amigos de infância.

 

No Oriental começou como defesa-esquerdo.

Cheguei lá com 11 anos, a equipa estava feita e ninguém queria jogar naquela posição. Depois passei para central e para o meio-campo. Com 14 anos fui treinar ao Sporting à experiência. À saída vi o pai de um miúdo a discutir com o treinador, porque o filho dele não tinha sido escolhido. No dia seguinte cheguei lá e vi o miúdo a equipar-se. Pensei: "Ai isto é assim?", então vou-me embora.

 

Não foi uma desilusão?

Foi. Sonhava jogar no Sporting, mas não achei correcto que o miúdo ficasse porque o pai protestou e voltei para o Oriental.

 

Aos 20 anos foi para o Machico, na Madeira.

Foi através do José Moniz, que tinha treinado o Oriental. Ganhava 100 contos e fui para lá, para a II Divisão B, ganhar 400. Ainda por cima, era tímido com as raparigas e os meus amigos diziam-me que na Madeira ia ter muitas namoradas.

 

Foi lá que conheceu a sua mulher?

 

Não, continuei sem namorada, mas foi lá que começou o assédio à minha mulher. Já a conhecia, ela é prima do meu melhor amigo, que depois acabou por se casar com a minha irmã.

 

Foi uma conquista complicada?

A primeira vez que saí com ela, disse-lhe que gostaria de namorar com ela – eu estava na Madeira e ela na altura tinha um namorado cá em Lisboa. Eu disse-lhe que ela ia ser a mãe dos meus filhos e ela riu-se. O que é certo é que foi mesmo. Estamos juntos há 16 anos.

 

Como é que conseguiu?

Mandava-lhe postais e telefonava-lhe to-dos os dias. Comprei um telemóvel, um Ericsson, por 200 contos. Era com esse telefone que falava com ela, portanto acabou por ser uma compra cara que se tornou rentável.

 

Quando é que se casaram?

Em 1998. Fiz dois anos excelentes na Madeira, primeiro no Machico e depois no Nacional, onde subimos à I Divisão. Nesse Verão [1997], estava de férias em Lisboa e o Jorge Mendes, que era o meu empresário, disse-me que eu tinha de ir ao Mónaco. Também havia interesse do FC Porto, mas era para me emprestarem, ao Leça ou ao Gil Vicente. Fui treinar ao Mónaco e disse à minha mulher (na altura namorada) que ia ao Porto fazer testes. Quando assinei pelo Mónaco, telefonei-lhe e do outro lado só a ouvia a chorar. Disse-lhe: "Namorar à distância comigo não dá. Ou vens comigo, ou ficamos por aqui." Foi uma frase forte, mas ela aceitou.

 

Como é que era a sua vida no Mónaco?

Nos tempos livres ia a discotecas, a restaurantes, saía muito com a minha mulher a passear. Ia até Saint-Tropez, Nice, Cannes. Também íamos a Itália, a San Remo, à Suíça. Quando fui para o Mónaco, vi aquele luxo nas revistas e fiquei preocupado com o que vestir. Depois, como ia para os treinos sempre de fato até era o que se vestia melhor na equipa. Por isso é que me chamavam ministro.

 

Quem é que lhe pôs a alcunha?

O Thierry Henry. Via-me com os fatos e dizia: "Quando chegares a Portugal és ministro." E ficou.

 

O Príncipe Alberto é muito ligado ao clube. Conheceu-o?

Sim. No dia em que nasceu o meu primeiro filho, fui jantar com a minha sogra e no restaurante estava o Príncipe Alberto. Ele viu-me, foi-me cumprimentar e eu disse-lhe que tinha sido pai. No jogo seguinte, ele organizou uma festa-surpresa no mesmo restaurante com os meus colegas. Tive de ir buscar o meu filho que tinha dias só para tirar uma fotografia.

 

Em 2001 foi para o FC Porto, mas antes teve um convite do Benfica?

Sim, e eu disse que não. Cresci a ser do Sporting e não me via com a camisola do Benfica. Onde eu vivia era quase tudo do Benfica. Passavam a vida a massacrar-me. Eu ia para a escola sempre triste. Ganhámos 7-1 ao Benfica e nos sete jogos seguintes o Sporting não ganhou um e fui gozado mais sete semanas.

 

E depois?

O FC Porto soube do interesse do Benfica e o presidente Pinto da Costa veio falar comigo. No fim deu-me um aperto de mão. Eu ainda não tinha assinado nada, mas para mim um aperto de mão vale mais do que uma assinatura. Depois soube que o Sporting também estava interessado, mas não voltei atrás.

 

O primeiro ano no FC Porto foi difícil?

Foi. No primeiro amigável, com o Salgueiros, as minhas pernas tremiam. E eu já era internacional. Não era medo. Mas o antigo estádio das Antas era impressionante. Passar no autocarro, ver aquele mar de gente que tanto nos apoiava como o contrário. Quando as coisas corriam menos bem era terrível sair dali. Mas as pessoas eram verdadeiras, genuínas. Não foi fácil, mas consegui conquistar a confiança da nação portista. Por isso é que ainda sou recebido como sou pelos adeptos.

 

Em Janeiro de 2002, saiu Octávio Machado e entrou José Mourinho. Quais foram as primeiras impressões?

Via-se que era um treinador diferente, com treinos diferentes. E havia a forma como falava com os jogadores. Tanto era agressivo, no bom sentido, como motivador. Era honesto no que dizia. Se ele achava que o jogador não tinha qualidade, não ia estar a mascarar. Dizia-lhe na cara aquilo que pensava.

 

E a si? Disse-lhe alguma coisa do género?

Tenho muitas histórias com ele. Por exemplo, quando fomos campeões europeus [2003/04] eu não era para jogar contra o Real Madrid, porque se levasse amarelo ficava de fora nos oitavos. Mas a 1 de Dezembro fiz anos e ofereci um jantar ao plantel. No fim fomos para a discoteca, até às 4h da manhã. Dali a três dias fomos ao Marítimo e empatámos. Ele não disse nada, mas percebi que ia haver coisa. No treino, chegou ao balneário e deu--me uma descasca. "Tu!" Eu até olhei para trás, mas só lá estava a parede. "Em Janeiro não estás mais no FC Porto. Não te quero cá." Eu fiquei chateado e nem queria treinar, mas lá fui. Entretanto, acabei por jogar em Madrid [a 9 de Dezembro] e vi mesmo o amarelo.

 

E em Janeiro?

Continuei a jogar, mas sempre à espera que me mandassem embora. Entretanto, saiu o sorteio da Champions e o Mourinho veio ter comigo. "Já viste? Calhou-nos o Manchester United. Espectáculo. O primeiro jogo é em casa. Tu não podes jogar, mas vamos ganhar 1-0 ou 2-0 e no segundo já estás disponível. Vai ser um jogo aéreo, de pressão constante e tu já estás lá para passarmos a eliminatória." Levantou-se e foi-se embora. Por isso é que ele revolucionou o treino e a mentalidade em Portugal. Ele quis-nos avisar para termos cuidado com o que fazíamos fora do futebol. E quis mostrar que ao ir para cima de um jogador com peso no balneário fazia ver aos que não têm peso nenhum que a esses até os come.

 

Esteve para sair e depois fez o golo decisivo em Manchester. É o mais marcante da sua carreira?

Sim, esse e o da selecção contra a Roménia, que nos dá o apuramento no Euro 2000. Nessa altura estava no Mónaco e ninguém sabia quem eu era. Costinha? Quem é esse gajo?

 

Mourinho quis levá-lo para o Chelsea?

 

Nesse ano [2004] tive cinco das melhores equipas do mundo interessadas nos meus serviços: Chelsea, Real Madrid, Juventus, Inter de Milão e Manchester United. Mas eu nunca fui bater à porta do presidente Pinto da Costa a dizer quero-me ir embora. Houve propostas, mas o FC Porto rejeitou-as todas.

 

Quando saiu, disse que os elementos da claque do FC Porto tinham demasiado poder e que intimidavam alguns jogadores. Sentiu isso?

Não, mas para jogar no FC Porto é preciso ter um arcaboiço muito forte e é preciso saber lidar com a claque, que exige que se ganhe. Os adeptos não gostam de jogadores que não se empenhem a fundo. Não tem de ser um virtuoso, não têm de ser todos Decos. Se formos a ver, os grandes símbolos do FC Porto, como João Pinto, Jorge Costa, Rodolfo Reis, André, tecnicamente nem são dos mais fortes, mas deixam tudo em campo, suam a camisola.

 

Depois de passar por Dínamo de Moscovo e Atlético de Madrid, em 2007 foi para a Atalanta, em Itália, onde acabou a carreira.

Sim, fui para lá com um salário elevado.

 

Na altura falou-se em 700 mil euros por ano.

Foi um bocado mais. Foi o mais elevado de sempre do clube. Foi um capricho do presidente, o senhor Ruggeri, que me contratou contra a vontade de alguns dirigentes. Depois ele teve um AVC e acabou por falecer e quem passou a dominar o clube foram essas pessoas, que queriam que eu baixasse o salário. Não aceitei e não joguei mais. Sou o jogador mais vitorioso em Itália: um jogo, uma vitória – contra o Parma do Fernando Couto.

 

Não jogou mais?

Não. O Mourinho ainda quis levar-me para o Inter, fazendo uma troca de jogadores, mas eles não aceitaram. Portanto, a Atalanta andou a pagar-me durante três anos para eu não jogar. Foi uma estupidez. No último ano, quando os filhos do presidente tomaram conta do clube, conversámos e lá acabámos por resolver as coisas. Ainda tive a hipótese de ir para o Sporting, mas na altura o treinador, o Carlos Carvalhal, preferiu o Pedro Mendes.

 

Foi para o Sporting como director-desportivo, em Fevereiro de 2010. E teve logo aquele caso com Izmailov, em que o acusou de simular uma lesão para não jogar. Era um jogador problemático?

Não, eu até gostava dele, era um rapaz que não era de se exaltar… Mas mentir é que não. Para os adeptos do Sporting, Izmailov era um Deus. Maltratou o clube, mas era um Deus.

 

Houve outros casos complicados, como as saídas do Moutinho e do Liedson. O que aconteceu?

Não lhe vou contar, é mau demais. A instabilidade era total. Depois, houve a inveja. Se imaginassem os telefonemas de pessoas que me pediam para ir para lá trabalhar, então ex-jogadores do Sporting era constantemente… E a cada um que eu dizia que não era possível, arranjava um inimigo.

 

A saída do Liedson foi a gota de água?

Acha normal um director-desportivo não saber que um jogador vai ser vendido? Se não sou tido nem achado, então é porque andaram a gozar comigo. Puseram-me ali só para ser uma imagem, só para ser um saco de pancada. Sei o que vivi lá dentro e como se passaram todas as situações e só não digo porque é o meu clube, tenho vergonha.

 

Começou a carreira de treinador no Beira-Mar e não evitou a descida. Foi por isso que não quis ficar?

Não fui eu que não quis. Não havia presidente, até achei que o clube ia acabar. Depois pensei que esta época [2013/14] não ia fazer nada e decidi: vou-me instruir. Ia fazer o curso de treinador, mas não há cursos abertos. Então, planeei fazer uns estágios. O primeiro já fiz, no início deste mês, no Nice. Em Março vou estar 10 dias com o Mourinho no Chelsea e depois em Abril vou estar na Alemanha.

 

E o Paços de Ferreira?

Sim, na pré-época apareceu-me o Paços. E voltou a inveja. Diziam que era um treinador que não tem o curso… Pensam que sou uma pessoa distante, vaidosa, que vive dos bens materiais, mas eu sou simples. Sei viver com dinheiro como sei viver sem dinheiro. No Paços achavam que não tinha o perfil indicado por ser esta pessoa, até parece que tinha de comprar um tractor ou um Mini para ir para lá. Porque é que não podia ir de Porsche?

 

Acha que ainda vai ter uma grande carreira como treinador? O seu actual currículo...

...é péssimo, não tenha medo de o dizer.

 

Foi Mourinho que o influenciou a ser treinador?

Sim, ele andou sempre a chatear-me para ser treinador, eu preferia ser director-desportivo. Fui aos treinos do Inter e disse ao Mourinho: "Eu ao Balotelli dava-lhe dois murros, não tinha paciência para ele." É difícil aturar os Balotellis desta vida, mas quero ser treinador.

 

O que faz nos tempos livres?

Já gostei mais de ler, mas leio tudo o que tenha a ver com a civilização romana e a persa. E adoro música. Ando sempre a cantar. Gosto de hard rock, de Def Leppard e AC/DC, de rhythm & blues, de música brasileira (Roberto Carlos e Ana Carolina). E de música portuguesa: Táxi, UHF, Heróis do Mar, Diva, Rui Veloso, Paulo Gonzo, Xutos. Tenho uns 5 mil CDs. Depois, gosto de cinema e de mo-da. Às vezes vou ver uns desfiles.

 

E também gosta de vinhos e de cozinhar.

A minha bebida preferida é o champanhe, mas tenho um pequeno espólio de vinhos. E na cozinha gosto de criar à vontade. Faço de tudo: risotos, pastas, peixe, bacalhau… Sou um bom garfo. Posso chegar a casa às 2h da manhã e ainda ir fazer uma alheira.

 

Porque é que comprou o Lamborghini?

Um amigo meu do Mónaco mandou-me umas fotos e apaixonei-me pelo carro. Aqui custava 200 e tal mil euros, mas lá, por não pagar imposto, ficou quase por metade.

 

Acredita em Deus?

Sim, sou católico. Fiz a comunhão, andei na catequese, e todos os domingos tinha de ir à missa, os meus pais obrigavam-me.

 

Ainda vai?

Não vou tantas vezes. Mas volta e meia tenho necessidade de ir a uma igreja e estar lá um bocado a falar com Deus.

 

http://www.sabado.pt/vida/pessoas/detalhe/costinha_nos_testes_da_escola_assinava_diego_maradona.html

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Foi Mourinho que o influenciou a ser treinador?

Sim, ele andou sempre a chatear-me para ser treinador, eu preferia ser director-desportivo. Fui aos treinos do Inter e disse ao Mourinho: "Eu ao Balotelli dava-lhe dois murros, não tinha paciência para ele." É difícil aturar os Balotellis desta vida, mas quero ser treinador.

:mrgreen:

Editado por Eden Hazard

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Pedi-lhe para ir jogar para o Oriental e ele: "Quando tiveres positiva a Matemática, deixo-te ir." Então estudei, estudei, mas tive 33%. O que é que fiz? Emendei um 3 para um 8, ele viu lá 83%, ficou muito contente e deixou-me ir.

 

:lol:

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Tirando a parte do Paços, excelente entrevista.

 

" Sou o jogador mais vitorioso em Itália: um jogo, uma vitória – contra o Parma do Fernando Couto." :mrgreen:

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Em 2001 foi para o FC Porto, mas antes teve um convite do Benfica?

Sim, e eu disse que não. Cresci a ser do Sporting e não me via com a camisola do Benfica. Onde eu vivia era quase tudo do Benfica. Passavam a vida a massacrar-me. Eu ia para a escola sempre triste. Ganhámos 7-1 ao Benfica e nos sete jogos seguintes o Sporting não ganhou um e fui gozado mais sete semanas.

 

:mrgreen: :mrgreen:

 

Vintage Sporting.

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Que patrão :lol:

"A primeira vez que saí com ela, disse-lhe que gostaria de namorar com ela – eu estava na Madeira e ela na altura tinha um namorado cá em Lisboa. Eu disse-lhe que ela ia ser a mãe dos meus filhos e ela riu-se. O que é certo é que foi mesmo. Estamos juntos há 16 anos."

:prayer: :lol:

Editado por marte

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Diz quem acompanhou de perto que foi o melhor que passou em Paços de Ferreira no que a métodos, organização e interesse dizia respeito. Envolvia-se em tudo, até treinos e jogos das camadas jovens ele ia ver, e preocupava-se em conversar com os treinadores do clube.

 

O que não ajudava nada era ter adjuntos que pegavam numa bola e iam rematar contra a trave, como era o caso do Maniche.

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O que não ajudava nada era ter adjuntos que pegavam numa bola e iam rematar contra a trave, como era o caso do Maniche.

 

Muitas vezes esquecemo-nos que isto não é One Man Band Show, também é preciso ter pessoal a ajudar e a motivar para o trabalho.

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Que patrão :lol:

"A primeira vez que saí com ela, disse-lhe que gostaria de namorar com ela – eu estava na Madeira e ela na altura tinha um namorado cá em Lisboa. Eu disse-lhe que ela ia ser a mãe dos meus filhos e ela riu-se. O que é certo é que foi mesmo. Estamos juntos há 16 anos."

:prayer: :lol:

é tipo isto :lol:

 

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sempre me pareceu uma personagem do crl fora dos relvados, onde sempre pareceu muito sério.

Vejam o instagram dele :mrgreen:

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No Oriental começou como defesa-esquerdo.

Cheguei lá com 11 anos, a equipa estava feita e ninguém queria jogar naquela posição. Depois passei para central e para o meio-campo. Com 14 anos fui treinar ao Sporting à experiência. À saída vi o pai de um miúdo a discutir com o treinador, porque o filho dele não tinha sido escolhido. No dia seguinte cheguei lá e vi o miúdo a equipar-se. Pensei: "Ai isto é assim?", então vou-me embora.

 

e

 

O primeiro ano no FC Porto foi difícil?

Foi. No primeiro amigável, com o Salgueiros, as minhas pernas tremiam. E eu já era internacional. Não era medo. Mas o antigo estádio das Antas era impressionante. Passar no autocarro, ver aquele mar de gente que tanto nos apoiava como o contrário. Quando as coisas corriam menos bem era terrível sair dali. Mas as pessoas eram verdadeiras, genuínas. Não foi fácil, mas consegui conquistar a confiança da nação portista. Por isso é que ainda sou recebido como sou pelos adeptos.

 

:heart:

 

Espero que tenha sucesso em qualquer coisa que faça daqui para a frente. Também via nele mais perfil de director-desportivo, mas como ele já disse uma altura esse cargo só existe verdadeiramente em Itália e cá o que mais se aproxima é o Antero. Tinha 8 anos naquele golo à Roménia, mas são coisas que nunca esquecem! :prayer:

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Sempre gostei do Costinha, até ao jogo com a Holanda, em que com amarelo, dá mão na bola propositadamente. Aí ganhei um ódio incrível ao Costinha enquanto jogador :lol:

Mas é uma personagem engraçada e pelo menos leva o futebol a sério, espero que ainda vá a tempo de treinar uma equipa razoável.

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Por acaso no Beira-Mar até achei que fez o que podia.

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Já começa a dar entrevistas, já fala na televisão..

Daqui a 1 ano é treinador top e génio da bola incompreendido.

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Já começa a dar entrevistas, já fala na televisão..

Daqui a 1 ano é treinador top e génio da bola incompreendido.

 

:mrgreen:

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Sempre gostei dele.

Só lamento que tenha tido a sua oportunidade no Sporting durante a presidência de um homem tão fraco como o Bettencas.

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Como treinador é pessimo no que toca a resultados mas sempre gostei da sua postura e de o ouvir falar.

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