Sumudica by Night Publicado 23 Abril 2015 José Mourinho, the anti-Barcelona, stands alone in modern footballThe Chelsea manager is close to seeing his team win the Premier League but of everyone involved in the Barça team in the 1990s, from Pep Guardiola to Julen Lopetegui, he is the outcast who now revels in his role as the dark lord Modern football was invented in Barcelona in the mid-90s. Of this season’s Champions League quarter-finalists, four sides are managed by players who turned out for Barça in 1996: Pep Guardiola, Luis Enrique, Julen Lopetegui and Laurent Blanc. Within a couple of years, they had been joined by Frank de Boer and Phillip Cocu as well as the coach, Louis van Gaal, and his assistant, Ronald Koeman. In slightly differing ways, the eight are apostles for the Barcelona way – or, more accurately, given the influence of Ajax on that style, the Barçajax way. However, there was another presence there, initially as a translator and then as a coach. In the Barçocracy of modern football, there is a fallen angel. In the modern world, at least at elite level, José Mourinho stands alone. He was at the greatest coaching seminar the world has seen, when the game as we know it was shaped, but he did not draw the same lessons everybody else did. The other eight espoused the proactive, possession-based football seeded at the club by Vic Buckingham, developed by Rinus Michels and taken to new levels by Johan Cruyff. Mourinho, however, was different. Mourinho believed in reactive football. He was the outsider, the outcast who now revels in his role as the dark lord. Saturday’s game against Manchester United was typical. Others, playing at home in a match that could effectively ensure the title, might have felt compelled to attack. Mourinho fielded Kurt Zouma, a central defender, in midfield, sitting deep, and won the game with 28% possession. Mourinho may have objected to Diego Torres’s biography of him but the passage describing his methods against the better sides was as true of Saturday’s win as it was of the victory over Liverpool that determined the destination of the title last season: 1. The game is won by the team who commit fewer errors. 2. Football favours whoever provokes more errors in the opposition. 3. Away from home, instead of trying to be superior to the opposition, it’s better to encourage their mistakes. 4. Whoever has the ball is more likely to make a mistake. 5. Whoever renounces possession reduces the possibility of making a mistake. 6. Whoever has the ball has fear. 7. Whoever does not have it is thereby stronger. It’s true that earlier in the season, Chelsea were more expansive. When Diego Costa, Cesc Fàbregas and Nemanja Matic were fit and in form, they attacked and racked up goals. The talk was all of how, after the regular failures to break down massed defences last season, Mourinho had taken decisive action. As the squad has tired and form has waned, as the finish line has approached, though, he has reverted to type. Chelsea have been struggling for form and consistency all year and yet, in the 12 league games since the 5-3 defeat by Tottenham on New Year’s Day, they have conceded only seven goals and dropped only six points. There was a concern earlier this season that Mourinho might be losing his touch. Against Manchester City (home and away), United (away), Southampton (away) and PSG (home and away), Chelsea took the lead, sat back and ended up conceding equalisers. It could even have happened on Saturday, Falcao hitting the post with 11 minutes remaining. However, even if Chelsea have been unusually vulnerable at times in a lead this season, Mourinho hasn’t changed – and it could be argued that Saturday was vindication. Anyway, the sense is that it’s not entirely a matter of utility: Mourinho has his sides play that way because he enjoys it. Cast out from Barcelona, overlooked by them when they appointed Pep Guardiola in 2008, he is now the anti-Barcelona, determined, like Milton’s Satan, that “glory never shall his wrath or might; extort from me”, vowing: “To wage by force of guile eternal war, irreconcilable to our grand Foe.” Every defensive performance, every win with limited possession, is a blow against Barça. There’s probably no game Mourinho has enjoyed so much as Internazionale’s Champions League semi-final second leg at the Camp Nou in 2010, when his side, down to 10 men for more than an hour, had only 19% possession and lost 1-0 to win 3-2 on aggregate. Who needs the ball? Mourinho is not a pragmatist in the way that, say, Fabio Capello is, changing approach according to his players and, where necessary, adopting reactive, defensive tactics. Rather his preferred way of playing is reactive, which is why he sold Juan Mata. He may have been Chelsea’s player of the season in each of the two previous years but he had no place in Mourinho’s conception of football. The paradox is that if Mourinho really has allowed his philosophy to be defined in opposition to Barcelona – he is that which they are not – then he is still allowing Barcelona to dictate terms, creating a dichotomy where there could be multiplicity. It is not that there is the Barçajax school and Not-the-Barçajax school; it is that the Barçajax school is one way of playing among an almost infinite variety, as represented by Jürgen Klopp, Carlo Ancelotti and Diego Simeone among others. And that, of course, is testimony to the astonishing influence of Barcelona over modern football. Mourinho cannot escape his upbringing as a coach; even as a rebel, it is Barcelona he is rebelling against. The Guardian Compartilhar este post Link para o post
Jone Sampaoli Publicado 23 Abril 2015 Fantástico. O The Guardian tem artigos fantásticos. Compartilhar este post Link para o post
Elvis Publicado 23 Abril 2015 (editado) Já tinha lido outro texto do género, do mesmo autor e sobre a mesma temática, que também estava genial. http://www.theguardian.com/football/blog/2014/may/01/the-question-is-this-the-end-for-tiki-taka-football Acho que era este. Editado 23 Abril 2015 por Elvis Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 23 Abril 2015 (editado) O Mourinho, o Simeone e o Jardim definem o género de futebol pragmático. Editado 23 Abril 2015 por Doce Compartilhar este post Link para o post
johan Publicado 23 Abril 2015 O Mourinho, o Simeone e o Jardim definem o género de futebol pragmático. Andas a ver poucos jogos do Atlético. Ou talvez vejas só os da Champions. Compartilhar este post Link para o post
passonov Publicado 23 Abril 2015 Belo texto!! nao concordo com o anti barça! Sao conceitos e maneiras diferentes de ver o futebol! Mourinho é um treinador que aposta num futebol de transiçoes rapidas, defesa solida....é um treinador que trabalha para ter resultados e se com isto conseguir dar espectaculo melhor! O estilo de barça, vem de um conceito de futebol de posse...crer ter sempre a bola! A equipa nao muda seja contra quem for, por isso o FCP enxeu o saco na alemanha! Em minha opiniao é um estilo de futebol que so se pode aplicar qd es superior ao adversario...se fores inferior, ao exemplo do FCP com o Bayern, e queres ter a bola a todo o custo, abres mt espaços e sofres mt! Como nem todos podemos gostar do mesmo, quem nao gostava de ver a equipa do Real Madrid que foi campea com o Mourinho e bateu o recorde de golos? Ou o Dortmund que foi á final da champions que atropelava os adversarios em transiçoes rapidas? Ou quem nao gosta de ver o Real de Ancelotti que mm tendo posse ainda tem mt do ADN de Mourinho?? Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 23 Abril 2015 (editado) Esta moda dos artigos do Guardian deve ser a melhor que andou por cá. Mas é triste de ver os elogios que lhe fazem. Diz muito da m*rda de imprensa que temos, formatada para bimbos. Generalista ou não. Editado 23 Abril 2015 por kareca Compartilhar este post Link para o post
El Torto Publicado 23 Abril 2015 O interessante é que o Mourinho foi talvez o maior pioneiro deste futebol moderno e depois mudou o seu estilo de jogo, contrariando aquelas que eram as suas ideias. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 23 Abril 2015 É uma leitura interessante, mas acho redutor fazer do Mourinho o negativo do Barça, ou do Barçajax como é aqui descrito. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 23 Abril 2015 É uma leitura interessante, mas acho redutor fazer do Mourinho o negativo do Barça, ou do Barçajax como é aqui descrito. E é isto. Este artigo só tem razão de ser por causa das circunstâncias actuais, de nos Quartos de Final da UCL estarem 4 elementos do Barça 96' e o adjunto nessa altura preferir um tipo de futebol diferente. Compartilhar este post Link para o post
dafuq Publicado 23 Abril 2015 o Real Madrid de Mourinho na época em que ganharam o titulo era um espectaculo, esmagava qualquer equipa excepto.... aquela que conseguia ter mais posse de bola o Barça. podemos ver pela prespectiva de que uma equipa joga a que a outra deixar. Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 23 Abril 2015 É uma leitura interessante, mas acho redutor fazer do Mourinho o negativo do Barça, ou do Barçajax como é aqui descrito. Acho uma visão um bocado "caricaturizada" da coisa, mas a verdade é que o Mourinho muito se tem tornado numa caricatura dele próprio ao longo dos anos... o Mourinho do Porto não jogava para os 20% de posse de bola, nem o Mourinho da 1ª passagem do Chelsea, se bem que foi aí que ele foi começando a ganhar apetência para estratégias cada vez mais defensivas (quem não se lembra dos míticos Mourinho-Benitez que invariavelmente acabavam 0-0 :mrgreen: ). E também acho que é propositado da parte dele, de se fazer passar como a cara do anti-futebol em muitas ocasiões. A estratégia de comunicação dele quase invariavelmente passa por vitimizar-se e vitimizar o clube, na tentativa de gerar internamente uma onda de "estão todos contra nós" para motivar os jogadores e gerar a união entre eles. Ao assumir este papel, atraí críticas que por sua vez justificam este discurso por parte dele. Compartilhar este post Link para o post
Poeira Publicado 23 Abril 2015 Rather his preferred way of playing is reactive Basta-me esta frase para justificar a razão pela qual tenho alguma aversão a "este Mourinho". Boa leitura, btw. Fossem todas as notícias assim. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 23 Abril 2015 o Real Madrid de Mourinho na época em que ganharam o titulo era um espectaculo, esmagava qualquer equipa excepto.... aquela que conseguia ter mais posse de bola o Barça. podemos ver pela prespectiva de que uma equipa joga a que a outra deixar. Não esmagaram mas foram a Camp Nou ganhar 2-1 Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 23 Abril 2015 (editado) Não esmagaram mas foram a Camp Nou ganhar 2-1 Nos clássicos 17J, 5D,6V e 6E bastante equilibrado. O Mourinho é um treinador que não tem uma filosofia de jogo, ele joga como acha que é melhor para obter resultados. Porto,Chelsea e Real todos eles davam gosto ver e todos eles eram bem diferentes, e mesmo no Inter tinha jogos bem interessantes não foram todos como aquele mitico Barcelona vs Inter. Neste novo Chelsea parece-me que quer sacudir a pressão dos titulos antes de começar a pensar em jogar bonito. Editado 23 Abril 2015 por Axadrezado Compartilhar este post Link para o post
matisptfan Publicado 23 Abril 2015 O interessante é que o Mourinho foi talvez o maior pioneiro deste futebol moderno e depois mudou o seu estilo de jogo, contrariando aquelas que eram as suas ideias. Exatamente o que estava a pensar. Se bem que a matriz dos jogos europeus seja, creio, principalmente a Champions do segundo ano, no Porto, em que se controlava ao invés de dominar. Aliás, a final, contra o Mónaco, é muito mais um jogo de calma e de aproveitamento das oportunidades nos momentos cruciais do que de ataque continuado. Daí o tal "respirar com bola", ou periodização tática, como está na biografia escrita pelo Luís Lourenço. Compartilhar este post Link para o post
passonov Publicado 23 Abril 2015 O interessante é que o Mourinho foi talvez o maior pioneiro deste futebol moderno e depois mudou o seu estilo de jogo, contrariando aquelas que eram as suas ideias. Nao me parece! As equipas de Mourinho nunca foram equipas de posse! Lembro me do FCP, em Portugal dominava mas nunca com grande posse, smp com saidas rapidas com a bola nos pes de Deco a descobrir o extremo liberto para fazer roturas....é claro que o FCP contra equipas pequenas tinha smp mais posse! Na Europa era uma equipa que controlava e dps a minimo erro saia passes teleguiados a rasgar para avançados rapidos como o Benni ou o Derley! Quem nao recorda o meio campo do FCP na Champions com Costinha, Maniche, Pedro Mendes e Deco! Uma equipa feita para controlar e nao para dominar! Compartilhar este post Link para o post
Chandler Publicado 24 Abril 2015 O interessante é que o Mourinho foi talvez o maior pioneiro deste futebol moderno e depois mudou o seu estilo de jogo, contrariando aquelas que eram as suas ideias. O que é o futebol moderno? Compartilhar este post Link para o post
Refutador Publicado 24 Abril 2015 É claro que o Mourinho nunca foi um fundamentalista da posse de bola e teve sempre uma abordagem ao jogo pragmática e virada para o resultado, mas é absurdo dizer que nunca teve uma filosofia de jogo. É só ler o "Mourinho - Porquê tantas vitórias?", está lá tudo escarrapachado...Se depois, a certa altura da carreira, preferiu ser o rosto visível do "anti-Barcelona" e deitar tudo para o lixo, isso é outra conversa. Mas até chegar ao Real (ou melhor, até o Inter ter eliminado o Barça com uns incríveis 19% de posse de bola na segunda mão), ele tinha uma filosofia de jogo muito bem definida. Só aí, quando defrontou o papão Barcelona, é que começou a desvalorização total da posse de bola, o jogar em função do adversário, o pontapé para a frente, as marcações individuais pelo campo todo e nas bolas paradas, etc...No Real, começou por fazê-lo apenas nos jogos grandes, mas nesta segunda passagem pelo Chelsea, também é relativamente comum ver, por exemplo, o Chelsea a conceder a iniciativa de jogo ao Hull City. No fundo, há uma obsessão quase doentia por construir equipas que não tenham rigorosamente nada a ver com o Barça. O Mourinho, actualmente, e não há que ter problemas em dizê-lo, é um treinador sem identidade própria, sem modelo de jogo e sem ideias. Aliás, basta ouvi-lo falar (e ele tem bastante tempo de antena), para se perceber que não há ali uma ideia sobre futebol jogado. Anda tudo à volta da motivação, do lado psicológico, dos erros individuais, da entrega, da luta, dos árbitros...E pouco mais. No início desta época, ainda falou por alto de "jogar o futebol dos criativos" e não sei quê, mas é praticamente a única intervenção relevante sobre futebol jogado que me lembro de ele fazer ultimamente. Ainda agora, depois do jogo contra o Manchester, veio todo inchado dizer que a estratégia tinha sido bem aplicada, que os jogadores importantes do adversário tinham sido bem anulados, que tinham esperado um erro do Manchester para marcar, tal, tal, tal...Bem, são opções. E ele está bem determinado em seguir este caminho, isso não se pode negar. Daqui a uns anos, cá estaremos para ver os resultados a longo prazo. Posto isto, excelente artigo, mais um :handclap: Compartilhar este post Link para o post
Eden Hazard Publicado 24 Abril 2015 É claro que o Mourinho nunca foi um fundamentalista da posse de bola e teve sempre uma abordagem ao jogo pragmática e virada para o resultado, mas é absurdo dizer que nunca teve uma filosofia de jogo. É só ler o "Mourinho - Porquê tantas vitórias?", está lá tudo escarrapachado...Se depois, a certa altura da carreira, preferiu ser o rosto visível do "anti-Barcelona" e deitar tudo para o lixo, isso é outra conversa. Mas até chegar ao Real (ou melhor, até o Inter ter eliminado o Barça com uns incríveis 19% de posse de bola na segunda mão), ele tinha uma filosofia de jogo muito bem definida. Só aí, quando defrontou o papão Barcelona, é que começou a desvalorização total da posse de bola, o jogar em função do adversário, o pontapé para a frente, as marcações individuais pelo campo todo e nas bolas paradas, etc...No Real, começou por fazê-lo apenas nos jogos grandes, mas nesta segunda passagem pelo Chelsea, também é relativamente comum ver, por exemplo, o Chelsea a conceder a iniciativa de jogo ao Hull City. No fundo, há uma obsessão quase doentia por construir equipas que não tenham rigorosamente nada a ver com o Barça. O Mourinho, actualmente, e não há que ter problemas em dizê-lo, é um treinador sem identidade própria, sem modelo de jogo e sem ideias. Aliás, basta ouvi-lo falar (e ele tem bastante tempo de antena), para se perceber que não há ali uma ideia sobre futebol jogado. Anda tudo à volta da motivação, do lado psicológico, dos erros individuais, da entrega, da luta, dos árbitros...E pouco mais. No início desta época, ainda falou por alto de "jogar o futebol dos criativos" e não sei quê, mas é praticamente a única intervenção relevante sobre futebol jogado que me lembro de ele fazer ultimamente. Ainda agora, depois do jogo contra o Manchester, veio todo inchado dizer que a estratégia tinha sido bem aplicada, que os jogadores importantes do adversário tinham sido bem anulados, que tinham esperado um erro do Manchester para marcar, tal, tal, tal...Bem, são opções. E ele está bem determinado em seguir este caminho, isso não se pode negar. Daqui a uns anos, cá estaremos para ver os resultados a longo prazo. Posto isto, excelente artigo, mais um :handclap: 200% de acordo. Compartilhar este post Link para o post
infinito Publicado 24 Abril 2015 É claro que o Mourinho nunca foi um fundamentalista da posse de bola e teve sempre uma abordagem ao jogo pragmática e virada para o resultado, mas é absurdo dizer que nunca teve uma filosofia de jogo. É só ler o "Mourinho - Porquê tantas vitórias?", está lá tudo escarrapachado...Se depois, a certa altura da carreira, preferiu ser o rosto visível do "anti-Barcelona" e deitar tudo para o lixo, isso é outra conversa. Mas até chegar ao Real (ou melhor, até o Inter ter eliminado o Barça com uns incríveis 19% de posse de bola na segunda mão), ele tinha uma filosofia de jogo muito bem definida. Só aí, quando defrontou o papão Barcelona, é que começou a desvalorização total da posse de bola, o jogar em função do adversário, o pontapé para a frente, as marcações individuais pelo campo todo e nas bolas paradas, etc...No Real, começou por fazê-lo apenas nos jogos grandes, mas nesta segunda passagem pelo Chelsea, também é relativamente comum ver, por exemplo, o Chelsea a conceder a iniciativa de jogo ao Hull City. No fundo, há uma obsessão quase doentia por construir equipas que não tenham rigorosamente nada a ver com o Barça. O Mourinho, actualmente, e não há que ter problemas em dizê-lo, é um treinador sem identidade própria, sem modelo de jogo e sem ideias. Aliás, basta ouvi-lo falar (e ele tem bastante tempo de antena), para se perceber que não há ali uma ideia sobre futebol jogado. Anda tudo à volta da motivação, do lado psicológico, dos erros individuais, da entrega, da luta, dos árbitros...E pouco mais. No início desta época, ainda falou por alto de "jogar o futebol dos criativos" e não sei quê, mas é praticamente a única intervenção relevante sobre futebol jogado que me lembro de ele fazer ultimamente. Ainda agora, depois do jogo contra o Manchester, veio todo inchado dizer que a estratégia tinha sido bem aplicada, que os jogadores importantes do adversário tinham sido bem anulados, que tinham esperado um erro do Manchester para marcar, tal, tal, tal...Bem, são opções. E ele está bem determinado em seguir este caminho, isso não se pode negar. Daqui a uns anos, cá estaremos para ver os resultados a longo prazo. Posto isto, excelente artigo, mais um :handclap: Este post quaaaaase que faz sentido, mas agora estou com sono para argumentar... Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 24 Abril 2015 (editado) Também não concordo nada com esse post, pode-se não gostar do estilo próprio do Mourinho mas até dizer que ele deixou as suas próprias ideias ainda vai uma distância. Mourinho a explorar a posse de bola só me lembro com o Porto e uma com o Real, de resto se tinha a posse da bola era porque o adversário lhe dava a iniciativa de jogo de propósito (o que hoje em dia as equipas pequenas já deixaram de fazer) e não porque o sistema do Mourinho assim o exigia. basta ver a época em que o Real faz 114 golos no campeonato com... Mourinho, se ele quiser jogar futebol de qualidade joga, a mim parece-me que no próximo ano vamos ver já isso no Chelsea. Os projectos do Mourinho são sempre iguais, a primeira época é para limpar o plantel, a segunda é para ganhar alguma coisa a todo o custo (se a primeira não for uma llmpeza muito grande este passa logo a ser objectivo) para ganhar tempo e a terceira é quando começa a assentar as bases. Em Madrid teve azar, aquele balneário está provado que manda mais que o treinador, tem-se visto o cemitério de treinadores que Madrid é, até o Ancelotti já está a penar e ainda o ano passado ganhou a CL. Editado 24 Abril 2015 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
Fajo Publicado 24 Abril 2015 É claro que o Mourinho nunca foi um fundamentalista da posse de bola e teve sempre uma abordagem ao jogo pragmática e virada para o resultado, mas é absurdo dizer que nunca teve uma filosofia de jogo. É só ler o "Mourinho - Porquê tantas vitórias?", está lá tudo escarrapachado...Se depois, a certa altura da carreira, preferiu ser o rosto visível do "anti-Barcelona" e deitar tudo para o lixo, isso é outra conversa. Mas até chegar ao Real (ou melhor, até o Inter ter eliminado o Barça com uns incríveis 19% de posse de bola na segunda mão), ele tinha uma filosofia de jogo muito bem definida. Só aí, quando defrontou o papão Barcelona, é que começou a desvalorização total da posse de bola, o jogar em função do adversário, o pontapé para a frente, as marcações individuais pelo campo todo e nas bolas paradas, etc...No Real, começou por fazê-lo apenas nos jogos grandes, mas nesta segunda passagem pelo Chelsea, também é relativamente comum ver, por exemplo, o Chelsea a conceder a iniciativa de jogo ao Hull City. No fundo, há uma obsessão quase doentia por construir equipas que não tenham rigorosamente nada a ver com o Barça. O Mourinho, actualmente, e não há que ter problemas em dizê-lo, é um treinador sem identidade própria, sem modelo de jogo e sem ideias. Aliás, basta ouvi-lo falar (e ele tem bastante tempo de antena), para se perceber que não há ali uma ideia sobre futebol jogado. Anda tudo à volta da motivação, do lado psicológico, dos erros individuais, da entrega, da luta, dos árbitros...E pouco mais. No início desta época, ainda falou por alto de "jogar o futebol dos criativos" e não sei quê, mas é praticamente a única intervenção relevante sobre futebol jogado que me lembro de ele fazer ultimamente. Ainda agora, depois do jogo contra o Manchester, veio todo inchado dizer que a estratégia tinha sido bem aplicada, que os jogadores importantes do adversário tinham sido bem anulados, que tinham esperado um erro do Manchester para marcar, tal, tal, tal...Bem, são opções. E ele está bem determinado em seguir este caminho, isso não se pode negar. Daqui a uns anos, cá estaremos para ver os resultados a longo prazo. Posto isto, excelente artigo, mais um :handclap: Não concordo com o bold. Se fosse só isso, qualquer um habilitava-se a ser campeão. Há muito trabalho neste Chelsea, sobretudo no momento sem bola. A equipa apresenta uma organização surreal, com marcações à zona e individual. A equipa não se apresenta tão brilhante com bola é verdade? É verdade. Mas atenção que na primeira metade da época apresentou um futebol de grande qualidade, com mais brilhantismo até que na primeira passagem pelo Chelsea. Chegou a segunda fase da época com as fases de eliminação e aí sim voltou a optar pela vertente mais defensiva. Contínua a haver uma identidade, mas bem mais conservadora. Sinceramente, ele na minha opinião nem precisava desta vertente tão defensiva para limpar praticamente tudo. Aliás, mantendo o ritmo e estilo de jogo da primeira volta parece-me que teria obtido há mesmo várias vitórias e o campeonato na mão. Mas é como tu dizes, daqui a uns anos cá estaremos para ver se ele fez bem. De resto, excelente post da tua parte como sempre :wink: Compartilhar este post Link para o post