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Luis Enrique com mais poderes no Barcelona

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Citação do jornal "A Bola" online

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Depois de ter conquistado os três títulos possíveis na época passada, Luis Enrique prepara-se para ter plenos poderes desportivos no Barcelona.

A garantia é dada pelo diário catalão Sport, revelando a ideia de Josep Maria Bartomeu, presidente demissionário e candidato às eleições marcadas para o próximo sábado, dia 18.

Depois de ter renovado contrato com o clube até 2017, o treinador terá agora maiores poderes, podendo equiparar-se autenticamente a um manager do futebol inglês, definindo contratações, dispensas e sistema de jogo da equipa.

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Estúpido era não o poder fazer antes.

 

Esta ideia de que o treinador só está lá para treinar e tem de comer o que lhe dão faz-me uma confusão enorme. Sobretudo a este nível. Se o clube aposta no treinador, não aposta apenas na pessoa e no currículo. Aposta em toda uma forma personalizada de trabalhar e de gerir tudo o que diz respeito à equipa. Aposta numa ideia de jogo. Portanto, qual é mesmo o sentido de ir buscar um treinador e depois não o deixarem fazer nada que não seja treinar quem lhe mandam para o treino?

 

"Olha Luis, eu sei que tu gostas de jogar com um falso 9 e preferes jogar sempre pelo corredor central, mas como esta semana tenho andado bem-disposto, é só para te avisar que amanhã já vais ter o Andy Carroll no treino da manhã. Contratei-o. E não te preocupes. Testei no FM e ganhei logo a Champions na 1ª época, portanto funciona".

 

Fuck logic.

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Concordo com ambas as políticas. Imaginem também que ele chegava e queria contratar x porque acha que é bom e dispensa y porque não vai com a cara dele. É claro que o treinador é que mete os jogadores a jogar, mas há muita coisa por detrás ... O sistema de jogo devia ser a obrigatoriedade de jogar em 4x3x3.

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Concordo com ambas as políticas. Imaginem também que ele chegava e queria contratar x porque acha que é bom e dispensa y porque não vai com a cara dele. É claro que o treinador é que mete os jogadores a jogar, mas há muita coisa por detrás ... O sistema de jogo devia ser a obrigatoriedade de jogar em 4x3x3.

 

Se é o treinador da equipa, é ele que manda, se quiser jogar em 4-4-2 joga em 4-4-2, ele é que é o treinador, se as coisas não estiverem a correr bem, aí sim, cabe à direcção tomar uma decisão, ou mantêm a confiança nele ou simplesmente dispensa o. Agora ter um treinador só para ter, visto que nem o sistema de jogo pode escolher, é ridículo.

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Se é o treinador da equipa, é ele que manda, se quiser jogar em 4-4-2 joga em 4-4-2, ele é que é o treinador, se as coisas não estiverem a correr bem, aí sim, cabe à direcção tomar uma decisão, ou mantêm a confiança nele ou simplesmente dispensa o. Agora ter um treinador só para ter, visto que nem o sistema de jogo pode escolher, é ridículo.

De forma alguma. Um treinador é um treinador, não é um presidente! Um treinador tem de trabalhar com o que lhe dão. Imagina cá no burgo, um clube que muda de treinador de época em época ou de 2 em 2 épocas, que o treinador que chegava queria x e não queria y. Coitados do presidente e do diretor desportivo para arranjar solução para isso tudo. A este nível é diferente, mas como podemos ver deu os seus resultados.

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De forma alguma. Um treinador é um treinador, não é um presidente! Um treinador tem de trabalhar com o que lhe dão. Imagina cá no burgo, um clube que muda de treinador de época em época ou de 2 em 2 épocas, que o treinador que chegava queria x e não queria y. Coitados do presidente e do diretor desportivo para arranjar solução para isso tudo. A este nível é diferente, mas como podemos ver deu os seus resultados.

 

E isso não acontece? Ainda esta época, por exemplo no Porto está a acontecer com o Quaresma, o Lopetegui não conta com ele.

O trabalho do treinador é mesmo esse, ver com quem conta e com quem não conta para a época.

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O Porto e o Lopetegui é diferente dos outros casos. É uma "politica". O trabalho do treinador é esse mesmo, mas não nos termos que tás a falar.

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O treinador implementa o seu modelo de jogo. A disposição dos jogadores até pode ser imposta pelos dirigentes, se o modelo for bom, novas e boas dinâmicas vão se gerar através do 4x3x3 imposto, ou do 4x4x2 imposto e por aí fora.

 

Relativamente às contratações, de certa forma também concordo. E pela forma como o Barcelona contrata também é difícil dizer que contratam mal. De tempos a tempos surge um tiro no pé, daqueles que geram vergonha alheia mas isso todos os clubes arriscam-se a isso.

 

Posso dar um exemplo que faz isto de forma exemplar: O FC Porto. A táctica está definida e as contratações são definidas pela direcção. O treinador implementa o seu modelo e tenta ganhar. Geralmente quando um treinador foge a isto dá sempre m*rda.

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Concordo com ambas as políticas. Imaginem também que ele chegava e queria contratar x porque acha que é bom e dispensa y porque não vai com a cara dele. É claro que o treinador é que mete os jogadores a jogar, mas há muita coisa por detrás ... O sistema de jogo devia ser a obrigatoriedade de jogar em 4x3x3.

Estava no seu direito. A direcção não entrevistou o treinador antes de o contratar? Não ficou a conhece-lo (e neste caso é pior, que estamos a falar de um ex-jogador do Barça, que sempre assumiu plenamente, como treinador, querer seguir a filosofia de posse e circulação de bola do Barça)? Não decidiu, depois disso, apostar nele?

 

Se aposta no treinador, é porque confia nele, porque confia nas suas ideias e porque acredita que estas encaixam bem na filosofia de jogo que o clube aprecia e com a qual se identifica. A partir daí, só têm é que deixar o homem trabalhar.

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Estava no seu direito. A direcção não entrevistou o treinador antes de o contratar? Não ficou a conhece-lo (e neste caso é pior, que estamos a falar de um ex-jogador do Barça, que sempre assumiu plenamente, como treinador, querer seguir a filosofia de posse e circulação de bola do Barça)? Não decidiu, depois disso, apostar nele?

Se aposta no treinador, é porque confia nele, porque confia nas suas ideias e porque acredita que estas encaixam bem na filosofia de jogo que o clube aprecia e com a qual se identifica. A partir daí, só têm é que deixar o homem trabalhar.

 

Por acaso tendo a discordar. Todos os treinadores têm boas ideias, se perguntares ao José Mota como seria a forma ideal de pôr a equipa a jogar à bola, ele seria capaz de surpreender. E muitos de nós aqui no fórum têm também boas ideias, e não é por isso que têm a capacidade de serem bons treinadores. Porque a parte mais difícil está em operacionalizar, gerir recursos, fazer com que os jogadores adquiram competências que encaixem na ideia geral do jogo e mecânicas para a equipa, e estejam preparado para todos os cenários possíveis nos 90 minutos. E depois, ainda é preciso saber somar todas as partes e ter assim um modelo coerente, sendo que aqui já são alguns treinadores que falham, ou são mais limitados - tipicamente, aquelas equipas que só sabem atacar, ou só sabem defender, ou equipas que são capazes de guardar a bola mas não produzir resultados com ela. Portanto, e para concluir, um treinador deve ser contratado pela sua capacidade de obter resultados a partir dos recursos que lhes são postos à disposição. Inglaterra é um caso engraçado, porque os treinadores acumulam funções de directores desportivos e, tirando as negociações, são eles que lidam de perto com o departamento de scouting, direcção e clubes dos jogadores alvo. Mas a função de treinador é normalmente a do gestor, tem jogadores adequados para uma determinada ideia de jogo (se a construção do plantel for bem feita) e tem condições para fazê-los produzir resultados. Não é muito diferente de um funcionário comum :)

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O treinador implementa o seu modelo de jogo. A disposição dos jogadores até pode ser imposta pelos dirigentes, se o modelo for bom, novas e boas dinâmicas vão se gerar através do 4x3x3 imposto, ou do 4x4x2 imposto e por aí fora.

 

Relativamente às contratações, de certa forma também concordo. E pela forma como o Barcelona contrata também é difícil dizer que contratam mal. De tempos a tempos surge um tiro no pé, daqueles que geram vergonha alheia mas isso todos os clubes arriscam-se a isso.

 

Posso dar um exemplo que faz isto de forma exemplar: O FC Porto. A táctica está definida e as contratações são definidas pela direcção. O treinador implementa o seu modelo e tenta ganhar. Geralmente quando um treinador foge a isto dá sempre m*rda.

 

O FC Porto neste momento tem sido o Lopetegui a sugerir jogadores à direcção, ou a direcção a sugerir jogadores a Lopetegui. Neste momento a politica do Porto é haver concordância entre direcção e treinador nos jogadores contratados.

Em relação à táctica, desde 2000 para cá o Porto já alterou a táctica algumas vezes conforme os treinadores que teve, o último exemplo foi o Paulo Fonseca.

 

Estava no seu direito. A direcção não entrevistou o treinador antes de o contratar? Não ficou a conhece-lo (e neste caso é pior, que estamos a falar de um ex-jogador do Barça, que sempre assumiu plenamente, como treinador, querer seguir a filosofia de posse e circulação de bola do Barça)? Não decidiu, depois disso, apostar nele?

 

Se aposta no treinador, é porque confia nele, porque confia nas suas ideias e porque acredita que estas encaixam bem na filosofia de jogo que o clube aprecia e com a qual se identifica. A partir daí, só têm é que deixar o homem trabalhar.

 

Concordo completamente com essa análise. A única coisa que se pode aceitar que o treinador não faça é a escolha de jogadores, ser a direcção a contratar, como é habitual em muitos clubes, porém na minha opinião a melhor forma de trabalhar nesse sentido de contratações é a actual do FC Porto e talvez agora do Sporting, penso que seja tudo com o aval do JJ.

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Eu acho que é essencial um equilíbrio entre o que o treinador pretende, em termos de contratações e dispensas, e um potencial existente diretor desportivo e o presidente. Preferencialmente a pender para o lado do treinador, trabalhar com jogadores que não vê que se adaptem às suas ideias e forma de jogar dá sempre m*rda. No primeiro ano ainda levam com eles mas no ano a seguir lá estão a tentar correr os gajos muitas vezes por menos do que se pagou.

 

Quanto ao sistema tático, imo deve e tem de ser 100% responsabilidade do corpo técnico da equipa. Nem outra coisa faz sentido.

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Por acaso tendo a discordar. Todos os treinadores têm boas ideias, se perguntares ao José Mota como seria a forma ideal de pôr a equipa a jogar à bola, ele seria capaz de surpreender. E muitos de nós aqui no fórum têm também boas ideias, e não é por isso que têm a capacidade de serem bons treinadores. Porque a parte mais difícil está em operacionalizar, gerir recursos, fazer com que os jogadores adquiram competências que encaixem na ideia geral do jogo e mecânicas para a equipa, e estejam preparado para todos os cenários possíveis nos 90 minutos. E depois, ainda é preciso saber somar todas as partes e ter assim um modelo coerente, sendo que aqui já são alguns treinadores que falham, ou são mais limitados - tipicamente, aquelas equipas que só sabem atacar, ou só sabem defender, ou equipas que são capazes de guardar a bola mas não produzir resultados com ela. Portanto, e para concluir, um treinador deve ser contratado pela sua capacidade de obter resultados a partir dos recursos que lhes são postos à disposição. Inglaterra é um caso engraçado, porque os treinadores acumulam funções de directores desportivos e, tirando as negociações, são eles que lidam de perto com o departamento de scouting, direcção e clubes dos jogadores alvo. Mas a função de treinador é normalmente a do gestor, tem jogadores adequados para uma determinada ideia de jogo (se a construção do plantel for bem feita) e tem condições para fazê-los produzir resultados. Não é muito diferente de um funcionário comum :)

Concordo com isso tudo. Com o resto é que já é mais complicado. Inglaterra é, para mim, o exemplo que deveria servir de regra. Porque o treinador está longe de ser um funcionário comum. É talvez o que mais responsabilidades tem. Se correr bem, poucas vezes tem mérito. Mas quando corre mal, salta-lhe tudo em cima. Mesmo quando, por vezes, as condições que ele teve para trabalhar estiveram longe de ser as melhores.

 

Presidente -> Treinador. De preferência, a trabalharem totalmente em conjunto, no que ao futebol diz respeito. É a minha filosofia. Felizmente, vou poder ver isso no Sporting pela primeira vez esta época.

 

Ah, e dizer apenas que nem sequer vejo qual pode ser a utilidade de um director desportivo. Pelo menos nos moldes em que ele trabalha por cá.

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Concordo com isso tudo. Com o resto é que já é mais complicado. Inglaterra é, para mim, o exemplo que deveria servir de regra. Porque o treinador está longe de ser um funcionário comum. É talvez o que mais responsabilidades tem. Se correr bem, poucas vezes tem mérito. Mas quando corre mal, salta-lhe tudo em cima. Mesmo quando, por vezes, as condições que ele teve para trabalhar estiveram longe de ser as melhores.

 

Presidente -> Treinador. De preferência, a trabalharem totalmente em conjunto, no que ao futebol diz respeito. É a minha filosofia. Felizmente, vou poder ver isso no Sporting pela primeira vez esta época.

 

Ah, e dizer apenas que nem sequer vejo qual pode ser a utilidade de um director desportivo. Pelo menos nos moldes em que ele trabalha por cá.

 

Eu concordo que um treinador deva ter uma palavra final na contratação de jogadores. Mas acho que a operacionalização das suas ideias deve ser sempre o core das suas funções. Para contratações há um departamento de scouting, e há uma equipa que afere as possibilidades de negócio, escolhe as melhores soluções consoante as características e orçamento do clube, e avança para negociações. E dado que estes dois departamentos são normalmente estáveis na vida de um clube, ao contrário do treinador que muda mais ou menos de uma forma regular (excepto em Inglaterra, por coincidência ou não), são eles que asseguram a sustentabilidade do clube. O treinador tem o papel de trabalhar os jogadores, por em prática as suas ideias e, em caso de lacuna, reportar às pessoas responsáveis. Isto não só evita potenciais distracções, como devem ser poucos aqueles que têm a capacidade para ser treinador de futebol e gestor financeiro/capacidade negocial, portanto também estamos a falar de um nível de profissionalismo que deve vingar neste tipo de clubes de topo.

É só a minha opinião, e admito excepções, como o Lopetegui por exemplo, ninguém pode negar que o homem tem conhecimentos e é próximo de pessoas importantes e isso facilita movimentações que de outra forma seriam muito complicadas :)

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O FC Porto neste momento tem sido o Lopetegui a sugerir jogadores à direcção, ou a direcção a sugerir jogadores a Lopetegui. Neste momento a politica do Porto é haver concordância entre direcção e treinador nos jogadores contratados.

Em relação à táctica, desde 2000 para cá o Porto já alterou a táctica algumas vezes conforme os treinadores que teve, o último exemplo foi o Paulo Fonseca.

O Paulo Fonseca é o exemplo perfeito de como o 4x3x3 no Porto deve permanecer. O Co Adriense(é assim?) também fez tácticas à maluca e acabou por sair mesmo tendo sido campeão.

 

O Lopes tem dedo na grande maioria das transferências e só peca por ter gostos demasiado refinados. A direcção não deveria ceder tanto, na minha opinião. É o mesmo que o Jesus quando esteve no Benfica, concederam-lhe demasiados jogadores. Uns caros, outros baratos mas no somatório fica uma grande quantia de dinheiro investido e uma grande parcela é mal investido.

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Estúpido era não o poder fazer antes.

 

Esta ideia de que o treinador só está lá para treinar e tem de comer o que lhe dão faz-me uma confusão enorme. Sobretudo a este nível. Se o clube aposta no treinador, não aposta apenas na pessoa e no currículo. Aposta em toda uma forma personalizada de trabalhar e de gerir tudo o que diz respeito à equipa. Aposta numa ideia de jogo. Portanto, qual é mesmo o sentido de ir buscar um treinador e depois não o deixarem fazer nada que não seja treinar quem lhe mandam para o treino?

 

"Olha Luis, eu sei que tu gostas de jogar com um falso 9 e preferes jogar sempre pelo corredor central, mas como esta semana tenho andado bem-disposto, é só para te avisar que amanhã já vais ter o Andy Carroll no treino da manhã. Contratei-o. E não te preocupes. Testei no FM e ganhei logo a Champions na 1ª época, portanto funciona".

 

Fuck logic.

 

Há um meio termo. Obviamente que é estúpido contratar um treinador que joga duma forma, e contratar jogadores que jogam duma forma completamente oposta, mas dar-lhe todo o poder? Não só te arriscas a que a seguir o clube só funcione numa lógica de curto prazo com o treinador a se proteger pela natureza do seu próprio trabalho que é quase invariavelmente uma passagem muito curta pelo clube; como acrescentas-lhe uma carga de trabalho brutal que lhe retira tempo a todo o trabalho de campo e a sua preparação fora de campo.

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Há um meio termo. Obviamente que é estúpido contratar um treinador que joga duma forma, e contratar jogadores que jogam duma forma completamente oposta, mas dar-lhe todo o poder? Não só te arriscas a que a seguir o clube só funcione numa lógica de curto prazo com o treinador a se proteger pela natureza do seu próprio trabalho que é quase invariavelmente uma passagem muito curta pelo clube; como acrescentas-lhe uma carga de trabalho brutal que lhe retira tempo a todo o trabalho de campo e a sua preparação fora de campo.

Ninguém está a dizer para lhe darem todo o poder. Mas há que lhe dar alguma liberdade para trabalhar e para gerir os recursos que tem, permitindo-lhe também escolher aqueles que quer trocar ou dispensar, e aqueles que gostava de adquirir.

 

E não acho nada que isso comprometa o futuro do clube. Num clube bem estruturado, nem sequer existe esse risco, porque o treinador já é contratado precisamente por ter ideias que vão de encontro às ideias do próprio clube e à forma como se vê e se pensa o futebol por lá. Agora, num clube mal estruturado, há esse risco, sim. Mas aí, a culpa não é do treinador.

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O Paulo Fonseca é o exemplo perfeito de como o 4x3x3 no Porto deve permanecer. O Co Adriense(é assim?) também fez tácticas à maluca e acabou por sair mesmo tendo sido campeão.

 

O Lopes tem dedo na grande maioria das transferências e só peca por ter gostos demasiado refinados. A direcção não deveria ceder tanto, na minha opinião. É o mesmo que o Jesus quando esteve no Benfica, concederam-lhe demasiados jogadores. Uns caros, outros baratos mas no somatório fica uma grande quantia de dinheiro investido e uma grande parcela é mal investido.

A saída do Co não esteve directamente relacionada com isso.

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A saída do Co não esteve directamente relacionada com isso.

O que é que ele fez? :mrgreen: Sempre tive a ideia que o homem era meio doido.

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O que é que ele fez? :mrgreen: Sempre tive a ideia que o homem era meio doido.

Foi ele próprio que se demitiu, se bem me recordo. O grande problema foi o Hesselink. Ele queria-o a todo o custo e o Porto não estava disposto a ir buscá-lo, o PdC até gozou publicamente com o assunto. E depois sempre chocaram um pouco, porque o Co queria mais poder do que a SAD lhe concedeu na altura. O facto de ele não bater bem da cabeça também teve influência neste processo, como é óbvio. :mrgreen:

Editado por Bernas

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