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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de noikeee, há 59 minutos:

É vaga propositadamente porque não pretende se referir a um assunto em concreto, uma opinião em específico, mas ao clima generalizado.

Não achas irónico que alguém que assine uma carta a defender o direito das pessoas de terem liberdade de expressão para se poderem desviar das opiniões tidas como "correctas" sem serem "canceladas", imediatamente retiram a assinatura logo que descobrem que alguém também assinou que foi recentemente "cancelada" por ter a opinião "incorrecta"?

É que ser cancelado é basicamente isto, não é só ser censurado ou silenciado, é ser distanciado pelos outros que não se querem associar a tal pessoa, mesmo em assuntos que não tem nada a ver com o assunto em questão no qual foi expressa uma opinião controversa. Tu podes ter uma opinião horrível em relação a política que me choque e eu ache ofensivo, que não é por isso que tenho necessariamente de me distanciar das opiniões que tenhas sobre futebol, só para não ficar associado a ti.

Não vejo como possa ter sido cancelada, quando continua a tentar desinformar as pessoas, a associar terapia de conversão a terapia hormonal, a insinuar que jovens lésbicas estão a ser convertidas em homens trans, etc. Contudo, mesmo assim, semana após semana, artigos continuam a ser escritos sobre a sua posição e opiniões.

Alguém não desejar se associar à Rowling nos dias de hoje é perfeitamente legítimo, especialmente se essa pessoa defende e luta pelos direitos transexuais. Essa desassociação não se trata de nenhum cancelamento, é uma consequência natural da posição cada vez mais divisionária e fechada ao diálogo que a Rowling escolheu ter sobre a matéria.

O facto da carta ser vaga abre a interpretação de ser relevante acerca do caso da Rowling; ela assinar essa mesma carta, que ambiguamente fala sobre a liberdade de expressão estar a ser posta em causa pelo clima atual, pode ser indicativo de que ela se sente afetada, mas a verdade é que as críticas de que ela tem sido alvo são perfeitamente justificáveis e não se tratam de um ataque à sua liberdade de expressão. Portanto, quem se distancia por ver o nome da Rowling na carta, está simplesmente a declarar que a Rowling não tem razão de queixa.

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ai o crl

Em França a cerca sanitária à Frente Nacional demorou décadas, aqui nem um ano passou que estes cromos apareceram na política portuguesa e já se fala em entendimentos com um dos 2 maiores partidos

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Citação de noikeee, há 18 minutos:

ai o crl

Em França a cerca sanitária à Frente Nacional demorou décadas, aqui nem um ano passou que estes cromos apareceram na política portuguesa e já se fala em entendimentos com um dos 2 maiores partidos

Chega vai ganhar força pelo o simples facto que o Rio tentou aproximar-se de António Costa, não conseguiu porque este agora com o apoio europeu vai tentar novamente a "Geringonça" para criar um plano e tentar "reinar" com alguma paz em mares atribulados.

Prova do que eu afirmei, é que o Rui Rio não foi "oposição" para o António Costa durante este mandato. Uma espécie de amizade, meio que não retribuida, que todos sabiam qeu no final ia dar com o PM a voltar aos antigos parceiros.

CHEGA é aquele tipico partido político que no meio das gotas de chuva vai passar e vai acabar por ter algum "voto na matéria" no parlamento. Para desilusão de uns e contentamento de outros.

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Citação de Mayday, há 11 horas:

 

O Rio também tem todo o ar de ser um admirador do Salazar...

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O Chega se houvessem eleições ao dia de hoje já conseguiria ser muito provavelmente a 3ª maior força política. O Rio é um homem inteligente, matreiro e estratega, o golpe de aliviar as presenças do Ministro na AR não foi a pensar no bem do António Costa, foi a pensar no dia em que vai ter que formar Governo e vai ter que se unir ao Chega para isso, e nessa altura não vai precisar de andar de 15 em 15 dias a responder a perguntas.

O Rio é perito em golpes de magia, aquele nº de magia de quando ele se voluntariou a sair da AR porque estavam deputados a mais do PSD que fez com que não cumprissem com o nº limite de pessoas no parlamento. Isso tudo foi um nº montado para o Rio ser notícia de destaque de forma positiva e exemplar. São deputados que seguem disciplinas de voto, que seguem leis da rolha, nunca iriam cometer o erro de marcar presença numa AR contra a indicação da direção do partido.

Será uma coligação perigosa a de Rio & Ventura. O Rio é perito em truques de magia populistas e nunca se meteu na política para perder, se precisar do Chega para governar, ele vai unir-se com o Chega, esta conversa do "Chega ter que se moderar" é só para começar a preparar o cenário.

O Rio no seu passado tem sido uma pessoa íntegra que não alinha em negociatas nem interesses obscuros, foi dos poucos a fazer pé ao Pinto da Costa e a expor os problemas da maçonaria.

O PS cava a sua sepultura de dia para dia com nomeações para os amigos do partido para cargos nada relacionados com as suas áreas de formação ou profissionais. Temos pessoas a dirigir museus de história não porque percebem de história/museus, mas porque são do PS e precisavam de ser colocadas. Depois claro, o outro diz que é uma vergonha. Porque é, de facto, uma vergonha. E com isto a direita radical sobe, não por culpa do "povo burro" como muitos gostam de fazer parecer, mas por erros de governação deste tipo. Os cargos têm que ser para profissionais e/ou formados das áreas, não para políticos.

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Citação de Axadrezado, há 41 minutos:

O Rio também tem todo o ar de ser um admirador do Salazar...

Algum partido é verdadeiramente democrata quando continua a existir disciplina de voto e repercussões diretas ou indiretas para quem não a segue?

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Citação de Mayday, há 12 horas:

 

A imagem de Rui Rio que anda há dois anos a ser vendida na comunicação social — inclusive por mim — é esta: um líder do PSD muito coladinho a António Costa, a aparar as suas principais necessidades políticas, mais próximo do socialismo do que do liberalismo, disponível para inúmeras cedências em nome do “interesse nacional”, e aparentemente cheio de vontade de estabelecer uma versão século XXI do Bloco Central, dada a manifesta incapacidade de defenestrar o PS. Até à semana passada, era isto que eu pensava de Rui Rio. Até à semana passada, estava totalmente enganado.

Aquilo que se passou no Parlamento, com o PSD a dispensar as idas quinzenais do primeiro-ministro ao hemiciclo, mais as espantosas justificações de Rio para esse facto — utilizando uma retórica antiparlamentar quase tão velha como o Parlamento —, foi para mim uma verdadeira epifania. Finalmente, percebi Rui Rio e a sua estratégia. Rio não quer nenhum Bloco Central. A sua aposta é num governo liderado pelo PSD com André Ventura à pendura em 2023, ou mesmo um pouco antes disso, se a situação económica se agravar enormemente e o Governo não aguentar. Se até lá Ventura galgar para próximo dos 10%, roubando algum eleitorado ao PCP e à abstenção, e se Rui Rio conquistar sete ou oito pontos percentuais ao PS, bastar-lhe-ia chegar próximo dos 35% para um Governo de direita voltar a ser possível, tendo Rio como primeiro-ministro.

Sinto-me estúpido por não ter acreditado nisto antes, já que não eram necessárias grandes elucubrações para chegar lá — bastava acreditar naquilo que Rui Rio anda a dizer há muito. “O regime está profundamente desgastado e incapaz de responder às exigências da sociedade”, declarou ele ao Expresso em Julho de 2019, e desde então tem repetido a mesma ideia muitas vezes. É um erro pensar que se trata apenas de conversa. Como referiu na quinta-feira, Rio vê-se a si próprio como um homem numa missão; alguém que tem “a obrigação moral”, por “não pertencer à mobília”, de “credibilizar o Parlamento”. Quem diz o Parlamento diz a democracia; quem diz a democracia diz o regime: o líder do PSD, embora esteja na política há várias décadas, vê-se a si próprio como não fazendo parte da “mobília”, como uma criatura política singular, tal qual Cavaco Silva ou, já agora, Salazar.

Nós tendemos a ligar a palavra “autoritário” aos extremos políticos, mas o século XX português mostra-nos alternativas, tanto em democracia como em ditadura. Confundidos pela palavra “fascista” e pelo conservadorismo do Estado Novo, esquecemos que Salazar colocou os verdadeiros fascistas (Rolão Preto e os camisas azuis) na prisão. E a famosa “suspensão da democracia por seis meses” saiu da boca de Manuela Ferreira Leite, uma assumida centrista. Donde, existe uma enorme tentação para um autoritarismo de centro em Portugal, isto é, para a prossecução de políticas moderadas de forma musculada (vejam também o fascínio pelo “animal feroz”), que Rui Rio está agora a recuperar com uma retórica fortíssima.

Dir-me-ão: se Rio é dado a autoritarismos, porque é que ele apoiou tantas vezes o PS? É simples: porque Costa e Rio partilham a convicção de que a política é o primeiro de todos os poderes, ao qual justiça e imprensa devem subordinar-se, por carecerem de “legitimidade democrática”. A boa notícia para o PSD é que este discurso tem ressonância no país. A má notícia para um liberal é que este tipo de mudança é tudo aquilo que o país não precisa.

há 3 dias no publico

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Que o Rio é dado a autoritarismos ninguém duvida, quem levou com ele no Porto durante 12 (!!!) anos bem o sabe, moldou uma autarquia cinzenta à sua imagem de merceeiro e chegou a perseguir quem lhe fez frente, não admitindo qualquer tipo de critica. Ainda assim esta historia do Chega parece conversa para boi dormir, a verdade é que o Rio está à deriva, é um líder a quem saiu tudo furado e que o máximo a que ambicionou foi ser uma espécie de vice primeiro-ministro num possível bloco central com o PS.

Agora, com o PS a manter a popularidade de que goza e com a direita fragmentada é verdade que o PSD não pode num futuro próximo ambicionar governar se não admitir algum tipo de ligação ao Chega e isso é gravíssimo e será um tema que internamente deve dar e muito que falar. Vejo isto do Rui Rio como um testar das águas para ver a reacção do eleitorado e talvez mais até de figuras do partido, mas não espero que essa ligação se concretize tão cedo. Vejo mais rapidamente uma situação como em Espanha em que a restante direita foi arrastada pela popularidade do VOX e começaram eles próprios a agitar bandeiras desse partido levando a uma deriva muito mais autoritária e nacionalista dos próprios partidos de direita na esperança de captar de volta o eleitorado perdido, o que não aconteceu porque o pessoal obviamente prefere o original à cópia.

Editado por antifa

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Conversa do cordão sanitário sempre foi paleio e toda a gente o sabia, se chegar a hora em que o PSD precisará do Chega para governar vão negociar de caras, com ou sem extremismos ou populismos.

E essa hora chegará mais cedo do que muita gente julga, a começar nas autárquicas.

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Citação de Che, há 22 horas:

Racismo manifesta-se através de estruturas de poder. 

Um caso que salta à vista é o dos israelitas e dos palestinianos colonizados. 

quem tem poder segrega, quem não tem tenta agregar minorias para a sua causa de modo a conquistar esse poder. Quando atingem o poder é a sua vez de segregar e muitas vezes colocam de parte as minorias que os ajudaram a chegar ao poder.

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Citação de jean-luc godard, há 15 minutos:

Começa a conversa em França sobre nacionalizar a Air France

E como fica a KLM?

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Eu acho é que é uma inevitabilidade que o PSD se vire para o Chega.

O PS não precisa de tentar formar Bloco Central nenhum porque ninguém à esquerda vai deixar o poder cair para os partidos de direita, nem que seja preciso dar uma mãozinha ao PS. O PSD nesta situação e continuando a cair nas preferências por ter um problema de liderança (por os votantes à direita não aceitarem líderes que estejam mais próximos de dar abraços ao PS do que aos partidos à direita), vendo o CDS a cair na irrelevância e observando que a IL não está a ter um impacto significativo, verá no Chega a única forma de dar luta à esquerda.

Mesmo que não tenham qualquer interesse nisso em termos de programa, creio que, neste momento, é a única forma que o PSD tem de ir à luta.

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Citação de Slade, há 36 minutos:

E como fica a KLM?

Não sei como seria a situação do grupo, não fiquei esclarecido em relação a isso no artigo. O que se passa é que o estado francês emprestou à Air France 7 mil milhões de euros. O grupo Air France-KLM vai anunciar prejuízos de 4 mil milhões. O que se especula é que a Air France vai gastar o dinheiro do empréstimo até ao final do ano e que não vão conseguir pagar o empréstimo, nacionalizando a empresa automaticamente.

https://www.liberation.fr/france/2020/07/30/air-france-klm-aurait-perdu-4-milliards-d-euros-au-premier-semestre_1795672

https://www.liberation.fr/france/2020/07/30/air-france-remise-en-etat_1795687

Editado por jean-luc godard
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Citação de noikeee, há 22 horas:

Isto da "cancel culture" é algo que não tem sido um grande problema em Portugal mas tem sido noutros países. A título de exemplo, já chegou ao ponto de várias personalidades intelectuais como o Noam Chomsky (deves saber quem é, esquerdista radical mas um tipo imensamente inteligente e que aprecio muito), Fareed Zakaria, Francis Fukuyama (personalidades neoliberais do centro-direita), assinarem conjuntamente uma carta a expressar grande preocupação com este clima de debate intelectual que ao mínimo deslize, seja por questão de ser interpretado racismo ou qualquer outra "falha moral" tornada pública e/ou viral, censura imediatamente as pessoas: https://harpers.org/a-letter-on-justice-and-open-debate/ (aliás isto já deu uma ganda volta, com críticas radicais na imprensa a pedir que se censure esta carta o que é francamente irónico; ou com pessoas a abandonarem a sua assinatura na carta depois de descobrirem que a JK Rowling também assinou, o que é ainda mais irónico e demonstra uma falta de princípios gritante).

Mas quem é que foi cancelado verdadeiramente, do pessoal que se queixa da cancel culture? A JKR, por exemplo, queixa-se que foi vitima da cancel culture, mas simplesmente o pessoal que decide que discorda das opiniões dela deixam de comprar os livros. Ela não vai ser censurada. Ela não vai sofrer quaisquer tipo de consequências a longo prazo.

 

O Loius CK tb foi "cancelado" na altura do #metoo. Passado 3 meses já estava de volta aos shows de stand up, como se nada tivesse acontecido. O Kevin Spacey mal se assumuiu como um homem gay, passou a ter novos fãs. O pessoal que é "cancelado" é simplesmente criticado por dizer algo (a JKR foi por cenas transfóbicas, tiveste jornalistas a dizerem cenas idiotas que depois vieram chorar que tinham sido "cancelados") e não consegue aguentar com essas criticas.

 

Se há uma cultura de "pureza inteletual" excessiva? Claro que há. Penso que é inegável. Mas por exemplo, se alguém disser uma m*rda estúpida, tiver fãs a dizer "epá, essa m*rda que disseste foi racista/transfóbica/homofóbica/wtv", vir pedir desculpa, e eu quero dizer mesmo pedir desculpa, não aquela m*rda do "i'm sorry if my words offended you" e tentar melhorar no futuro, o pessoal geralmente leva na boa. Especialmente se for um caso isolado ou se for alguém relativamente mais jovem

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Citação de bobzz, há 5 minutos:

quem manda meter prazos a meio de verão

Já foi várias vezes adiado.

Este era a ultima data antes do governo ir de férias.

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Auch, Europa.

Uns dois ou três aninhos para voltarmos ao nível em que estávamos pre-covid, provavelmente.

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