Descartes Publicado 5 Fevereiro 2024 Agora é o @Burkina2008 alinhado com a CDU nos costumes... Está lindo isto por aqui... Compartilhar este post Link para o post
Burkina2008 Publicado 5 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 2 minutos: Agora é o @Burkina2008 alinhado com a CDU nos costumes... Está lindo isto por aqui... Sempre soube...que eles nao eram muito progressistas nos costumes Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 6 Fevereiro 2024 Como ficou o xG nos debates de hoje? 1 Compartilhar este post Link para o post
Ticampos Publicado 6 Fevereiro 2024 (editado) Citação de kareca, há 18 minutos: Como ficou o xG nos debates de hoje? Vitória para Rui Rocha vs Pedro Nuno Santos no primeiro debate. Vitória para Inês Sousa Real vs André Ventura no segundo debate. (Segundo o survey). Editado 6 Fevereiro 2024 por Ticampos Compartilhar este post Link para o post
Che Publicado 6 Fevereiro 2024 Votarei no PS. Esperança numa maioria e que a juventude Nutella cumpra com os seus desígnios e emigre de vez daqui para fora. E que nestes próximos 4 anos cheguem 10 milhões de imigrantes. Compartilhar este post Link para o post
Descartes Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Ticampos, há 12 minutos: Vitória para Rui Rocha vs Pedro Nuno Santos no primeiro debate. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 6 Fevereiro 2024 Os queques loucos com o william wallace IT 2 Compartilhar este post Link para o post
Duda34 Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Petar Musa, há 3 horas: Isso ddeve dar igual para todos 😄 Deu-me isto Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Ego Sum, há 9 horas: Relativamente ao tema da polícia, para dar uma noção do número de pessoas tanto a GNR como a PSP tem cerca de 20.000 cada. Na manifestação que houve meados da semana passada estiveram cerca de 20.000 pessoas. É METADE da força de segurança do país. Enquanto as demonstrações forem passeios está tudo bem, o problema é se a coisa começar a escalar, teria consequências bastante nefastas tanto a nível social como económico. Metade da força de segurança do país mobilizou-se e ninguém lhes fez caso. Além de não se sentirem ouvidos, pior, sentiram-se ignorados. Compartilhar este post Link para o post
Robe Publicado 6 Fevereiro 2024 Eu acho o PNS tão, mas tão fraco. Até o discurso dele já me irrita. 4 Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Hammerfall, há 38 minutos: Metade da força de segurança do país mobilizou-se e ninguém lhes fez caso. Além de não se sentirem ouvidos, pior, sentiram-se ignorados. Dá-se mais tempo de antena a umas dezenas de agricultores a fazer uma tainada na fronteira do que a metade das forças de segurança em manifestação. 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Sandes. Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Ego Sum, há 15 minutos: Dá-se mais tempo de antena a umas dezenas de agricultores a fazer uma tainada na fronteira do que a metade das forças de segurança em manifestação. E depois quando aparecem é porque cantam o hino nacional na manif. Eu responsabilizo muito os líderes sindicais que têm que não fazem questão de comunicar as suas reinvindicações eficazmente. Nem coordenar bem as manifs, porque ter a manif para andar a cantar o hino nacional é só muito muito estranho Compartilhar este post Link para o post
AndrePereiraReis Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Descartes, há 13 horas: Denoto uma grande infantilidade nos teus argumentos. Faz-me lembrar aquele miúdo na escola que se sente aterrorizado na presença do rufia da escola mas que não fala de outra coisa. Como que ansiando que o rufia chegue para o aterrorizar só para provar que tem razão em como o rufia é mesmo malvado. É o único partido que está a ganhar com a instabilidade política, queres que fale do que? O Chega é um movimento anti-intelecto que visa retroceder o país angariando votos com polarização e incitação ao ódio dos seus votantes... Uma incompetência tremenda também de todos os outros partidos deixarem um partido vazio destes ser o destaque político atualmente.. Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 6 Fevereiro 2024 Precisamos do ticampos para fazer uma estatística da percentagem de posts do AndrePereiraReis que contêm a palavra Chega. 1 2 Compartilhar este post Link para o post
Robe Publicado 6 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Sandes., há 15 minutos: E depois quando aparecem é porque cantam o hino nacional na manif. Eu responsabilizo muito os líderes sindicais que têm que não fazem questão de comunicar as suas reinvindicações eficazmente. Nem coordenar bem as manifs, porque ter a manif para andar a cantar o hino nacional é só muito muito estranho Aqui a questão é que as manifestações, digam os sindicatos o que eles quiserem, não têm um impacto real na maior parte da população. Os agricultores a fazer uma tainada, barraram umas quantas fronteiras e autoestradas, pelo que impactaram a população que utiliza esses meios de deslocação. Agora, os polícias fizeram uma "manifestação" ao não disponibilizarem meios para se realizarem um jogo de futebol de um dos 3 grandes e olha se não houve cobertura - e revolta - sobre a situação. Dá que pensar. Editado 6 Fevereiro 2024 por Robe Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 6 Fevereiro 2024 (editado) Citação de Burkina2008, há 10 horas: Fizeste isso no Observador, certo? As perguntas tem que se lhe digam e muitas estão construídas de forma a só haver uma resposta que faça sentido. Por exemplo "devia haver maior fiscalização na atribuição de subsídios". Quem responder não a isto parece que está a querer dizer que devia andar tudo à sorte. O mesmo para os crimes mais severos ter penas maiores. Tem os mesmos vícios de outros "votómetros" antigos. Outra forma de fazer as mesmas questões mas que certamente produziriam resultados diferentes: - Agravar as penas de prisão irá reduzir o total de crimes graves - A atribuição de subsídios deveria ser mais rigorosa mesmo que isso signifique penalizar algumas pessoas que precisam Na verdade, é a mesma coisa, mas aqui apliquei a teoria de Jacobi e inverti. Editado 6 Fevereiro 2024 por Mica 1 1 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado 6 Fevereiro 2024 Os polícias deram uma faixa aos agricultores na ponte vasco da gama para eles se manifestarem, desimpedindo o transito para os condutores. Assim foi lhes permitido manifestarem-se sem que os condutores lhes batessem Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Sandes., há 28 minutos: E depois quando aparecem é porque cantam o hino nacional na manif. Eu responsabilizo muito os líderes sindicais que têm que não fazem questão de comunicar as suas reinvindicações eficazmente. Nem coordenar bem as manifs, porque ter a manif para andar a cantar o hino nacional é só muito muito estranho Falta alguém que organize manisfestações com bons chants e bons cartazes. Vou abrir uma empresa para isso 5 Compartilhar este post Link para o post
F_Tex Publicado 6 Fevereiro 2024 querido @Lebohang consegues ir postando aqui o tribunal d'o jogo? https://expresso.pt/politica/eleicoes/legislativas-2024/debates/2024-02-05-Uma-votacao--quase--unanime-Ines-de-Sousa-Real-bateu-Ventura-aos-pontos--as-notas-dos-comentadores-do-Expresso--46d23ecf 1 Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de F_Tex, há 1 hora: querido @Lebohang consegues ir postando aqui o tribunal d'o jogo? https://expresso.pt/politica/eleicoes/legislativas-2024/debates/2024-02-05-Uma-votacao--quase--unanime-Ines-de-Sousa-Real-bateu-Ventura-aos-pontos--as-notas-dos-comentadores-do-Expresso--46d23ecf Spoiler Teresa Violante Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 6 Se pudesse dar nota a este modelo de debate seria um redondo zero. As perguntas atropelam-se e é impossível alcançar grande profundidade nas matérias em respostas de 2 ou 3 minutos. Estes momentos acabam por se traduzir em meras performances televisivas, em que os debatentes se esforçam por introduzir, por entre as perguntas do entrevistador (entrevistadora, neste caso) certas mensagens-chave. Para isso, conta muito a sua experiência mediática. Pedro Nuno Santos e Rui Rocha são ambos estreantes neste papel de candidatos a primeiro-ministro e, talvez por isso, transformaram este momento num diálogo morno, onde ficaram explícitas as visões distintas da coisa pública que o PS e a IL representam. Não foi, contudo, um momento de profunda clarificação política para a larga fatia de indecisos reportada nas sondagens. Veremos se os próximos debates se prestarão a esse tipo de esclarecimentos. Liliana Valente Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 5 Cada um falou para o seu eleitorado e não se esperava coisa diferente nesta estreia em debates. Pedro Nuno Santos ia armado com números para esvaziar o programa da Iniciativa Liberal, mas os liberais estão tão nos antípodas que não haverá contágio de ideias possível. Mas pelo caminho, aproveitou, por arrasto, para diabolizar uma solução de governo que passe pelo PSD em coligação com a IL e isso toca na sua estratégia de campanha. Mas fê-lo uma vez e de passagem, quando disse que não tem “receio” das ideias da IL, mas que o PSD aceite algumas, precisando de mais foco para passar a ideia. Lançou alguns soundbites para contra-atacar como “querem continuar a passar cheques” ou dizer que a Il iria criar “um rombo” nas contas. O debate ideológico sobre as mais diversas áreas mostrou um Rui Rocha armado com críticas ao oponente, contudo, foi-lhe difícil ser credível na explicação sobre como compensaria o alívio fiscal que defende sem pôr em causa o estado social ou como construiria as mais de 200 mil casas que propõe. Os dois apareceram num tom moderado o que para Pedro Nuno Santos é fulcral: não aparecer agressivo ou arrogante, na tentativa de causar uma boa primeira impressão neste ciclo de debates, mas não pode perder o equilíbrio e mostrar killer instinct para mostrar o tal “novo impulso” que quer dar. Pedro Cordeiro Pedro Nuno Santos – 5 Rui Rocha – 6 Foi um debate pouco emocionante, mas um debate. Contrastado, elevado, embora a duração não ajude ao esclarecimento. Na SIC, Pedro Nuno Santos e Rui Rocha defenderam visões opostas, como se previa e pretende, sob a competente moderação de Clara de Sousa. O socialista entrou muito à defesa, entre a derrota da véspera nos Açores e o desmentido que entendeu fazer de ataques do partido adversário sobre o IMI da sua casa. Pedro Nuno foi crescendo, acusando a Iniciativa Liberal de acreditar em “magia fiscal” e aproveitando para lançar farpas à Aliança Democrática, a quem teme que aquela contagie. Rocha não foi capaz de explicar de forma convincente como pagaria as baixas de impostos que promete. Se o melhor do ex-ministro foi a apologia do Estado social, que avisa que o liberal quer destruir, expôs-se às eficazes críticas deste — mais fluido e articulado ao longo do debate — sobre as fragilidades dos serviços públicos e, em particular, ao ataque ao seu currículo na pasta Habitação. A emissão terminou com o epíteto “incompetente”, para mal do líder rosa. Sebastião Bugalho Pedro Nuno Santos – 4 Rui Rocha – 5 Num debate em que nenhum dos interlocutores parecia levar o outro a sério, houve poucas interrupções e nenhuma subida de tom de voz. Pedro Nuno tentou tomar conta do embate, com uma introdução acusatória e uma insinuação sobre Rui Rocha não saber quanto custa o seu próprio programa. Rocha desmentiu, mas não concretizou. "E tudo isso" foi a bengala de que líder da IL se foi socorrendo até aos 5 minutos finais, quando finalmente ganhou coragem para dizer qualquer coisa sobre as esperas no SNS. A resposta de Pedro Nuno ("O que é que não funciona?") tem uma distância da realidade que não o favorece. Um bom aquecimento é o que o primeiro debate parece ter sido. Inconclusivo sobre o futuro dos Açores, sobre soluções para o país e, fora uns breves minutos, sobre os seus dois protagonistas. Pedro Nuno, que tem cinco vezes os anos de parlamento de Rocha, tinha obrigação de ter esmagado o seu adversário. Não aconteceu. E isso, de um modo, foi um bom começo para o liberal. Martim Silva Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 5 O primeiro debate das três dezenas das próximas duas semanas trouxe dois oponentes em dois lados diferentes. Um a defender o papel do Estado, outro a dizer precisamente que é preciso menos Estado. O líder da Iniciativa Liberal esteve melhor no fim, ao atacar a incompetência do socialista em áreas que tutelou diretamente, como a TAP, a Habitação e a Ferrovia. Pedro Nuno Santos esteve forte a proclamar a sua seriedade e a dizer que ele é que é o sério e o moderado e que do outro lado da mesa estava um “radical” (aquilo que de os opositores o acusam, precisamente). E marcou pontos ao atrapalhar Rocha na questão de quanto custa o programa Liberal. Daniel Oliveira Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 5 Uns debates disputam eleitores, outros inimigos, em que o objetivo é mostrar ao seu lado que se é eficaz a combater o lado de lá. É o caso deste debate, em que o mais relevante não é quem vence, é quem brilha mais para o seu lado. Diria que nenhum brilhou grande coisa, mas havia um que tinha de brilhar. Pedro Nuno Santos não perdeu ou ganhou nada, Rui Rocha perdeu a oportunidade mais importante desta maratona. Pedro Nuno Santos arriscou e esteve bem ao começar com os esclarecimentos iniciais, sobre a na guerra política subterrânea. No confronto ideológico, que é a economia, cada um trabalhou para o seu eleitorado e, com mais acerto menos acerto, os dois cumpriram. Mas o objetivo do líder do PS não era gastar as munições programáticas com um partido mais pequeno, em que Rui Rocha poderia ser mais generoso – isso deve guardar para Montenegro. Optou pelo ataque, como é habitual nestes casos. Em que foi, na política fiscal da IL, muitíssimo eficaz. Rui Rocha foi incrivelmente vago na quantificação dos custos, dando espaço para a principal mensagem que o adversário queria passar: irresponsáveis e aventureiros. Tendo até conseguido colar a AD ao risco de contágio. Pelo contrário, o calcanhar de Aquiles do líder do PS é o calcanhar de Aquiles do governo: degradação de serviços públicos. O contra-ataque, “vocês não resolvem”, não chegou. Este debate só era importante para Pedro Nuno Santos por ser o primeiro e esteve mais do que suficiente, sobretudo na primeira parte. Era muito importante para Rui Rocha, que tem no líder do PS o alvo mais relevante. Tinha de ser o seu melhor debate e, se foi, é uma má notícia para IL. Porque foi no seu próprio terreno, o choque fiscal, que ficou mais debilitado. Quanto à postura, a que dou menos relevância, Rui Rocha com muito a afinar. João Vieira Pereira Pedro Nuno Santos – 4 Rui Rocha – 7 Pedro Nuno Santos entrava para este primeiro debate a tentar apanhar os cacos das eleições nos Açores. À primeira oportunidade para explicar se iria ou não viabilizar um governo de José Manuel Bolieiro, fugiu de forma hábil da questão e refugiou-se na autonomia do PS Açores para não ter de avançar qualquer decisão. Tentou demonstrar o irrealismo das medidas liberais, acusando-as de radicalismo e aventureirismo, e até acenando com a possibilidade do regresso da austeridade. Para o justificar fez as contas ao choque fiscal da Iniciativa Liberal, mas tal opção serviu apenas para se passar parte do tempo a discutir as medidas de Rui Rocha em vez de defender as suas. Como diz o povo, entregou o ouro ao bandido. No fim do curto debate, um modelo já experimentado que francamente sabe a pouco, é difícil retirar algo mais sobre o que quer Pedro Nuno Santos para o país. Ficamos apenas a saber que o país tem problemas e que ele os quer resolver. E que descolar-se de António Costa vai ser muito muito difícil. Para estreia neste tipo de confrontos esperava-se muito mais. Claramente, Rui Rocha apareceu bem preparado em todos os tópicos conseguiu obrigar o adversário a passar o tempo a discutir as suas propostas. E essa estratégia não podia ter corrido melhor. Quem não as conhecia, passou a conhecer. De forma inteligente falou para os jovens, para as empresas e para as famílias. Desmontou a questão do SNS com medidas concretas ao mesmo tempo que responsabilizava Pedro Nuno Santos pelos problemas atuais. Deixo aqui uma das melhores frase da noite (certamente estudada): “o SNS é hoje um serviço de acesso a listas de espera e não a cuidados de saúde”. Ainda teve tempo de acusar PNS de incompetência ao relembrar a não resolução dos problemas da habitação, da ferrovia e, claro está, da TAP. Bernardo Ferrão Pedro Nuno Santos – 5 Rui Rocha – 6 Mais do que desmontar a Iniciativa Liberal, Pedro Nuno Santos vinha para aproveitar Rui Rocha para atacar toda a direita. A campanha do PS assenta na lógica dos dois blocos: a esquerda contra toda a direita: AD + Chega + IL. O socialista apresentou-se (moderado) no ataque mas para alguém experimentado em debate pareceu pouco à vontade. Falhou na novidade e não conseguiu mostrar a diferença em relação aos quase 9 anos de António Costa e aos problemas no Estado Social. Do outro lado da mesa, o estreante Rui Rocha superou as baixas expectativas. Foi ganhando à vontade e soube responder ao "radical" e "aventureiro". Bastou-lhe por o dedo nas feridas da governação e nas cicatrizes do adversário. ---/--- Spoiler Martim Silva André Ventura – 3 Inês Sousa Real – 4 O cenário não é novo, e deve manter-se na série de debates televisivos desta campanha eleitoral: entrar num debate com o líder do Chega é ir para uma arena de luta daquelas em que tudo é permitido, quiçá até tirar olhos. Interrupções sucessivas e constantes com o propósito de fazer o oponente perder o foco. Repetir a mesma pergunta para o oponente à exaustão, até levar o próprio moderador a fazê-la. Enfim, é mesmo o vale tudo. Sousa Real esforçou-se por alertar para o risco para a democracia da ascensão do Chega e forçou a barra na tecla da incoerência de Ventura. Este respondeu, colando o PAN à governação socialista dos últimos oito anos e dizendo que o partido é uma “lapa” que quer estar colada ao poder. João Silvestre Ventura – 4 Inês Sousa Real – 6 Inês Sousa Real surpreendeu pela forma como atacou sistematicamente e obrigou André Ventura a defender-se várias vezes. Ventura que ficou atrapalhado logo no início quando questionado sobre se um boicote às eleições seria um ato de terrorismo a democracia. Não respondeu e preferiu sublinhar a justica das reivindicações dos agentes da PSP e GNR. Inês Sousa Real marcou pontos nos impostos - ao lembrar que o Chega esteve contra a suspensão da execução de penhoras pelos bancos e agora alinha com os impostos sobre lucros da banca - e a recordar que o Chega votou mais vezes com o PS do que o PAN. O que muito irritou Ventura que tentou sacudir a pressão com apartes e comentários desgarrados ao estilo da discussão futebolística. Mas passou a sua mensagem na defesa da polícia, dos agricultores e de quem anda de carro e paga combustível. Luís Aguiar-Conraria André Ventura – 4 Inês Sousa Real – 6 Ventura deu um erro de palmatória. Disse, sublinhou e insistiu que seria fácil fazer um acordo de governo nos Açores com o Chega, porque seriam só dois partidos. Na verdade, a coligação vencedora é composta por três partidos. Se houvesse acordo de governo com o Chega seriam quatro. No resto, assistimos a um Ventura frenético, exibir uma constante falsa indignação e sempre a interromper. Um estilo que me cansa. Inês Sousa Real esforçou-se por mostrar que o PAN serviu para alguma coisa, elencando as medidas que conseguiu fazer aprovar — contrastando com o Chega. Esse é o seu grande desafio: explicar a utilidade do PAN. No fim, dou melhor nota a Sousa Real por não ter perdido a calma. Até o moderador se mostrou mais exasperado com o seu oponente. Paula Santos ISR - 5 André Ventura - 5 O tom do debate, picado do princípio ao fim, é o que dispensamos quando procuramos ser esclarecidos num frente-a-frente de meia hora. Naturalmente, é o terreno em que André Ventura está à vontade e para o qual arrastou Inês Sousa Real. O PAN raramente conseguiu ter a iniciativa de ditar o rumo da conversa, mas Inês Sousa Real apresentou-se preparada e conseguiu confrontar Ventura com incoerências do Chega. O líder do Chega fez do debate um confronto com o PS (na figura da 'aliada' do PAN) e aproveitou para deixar recados ao PSD por causa da solução de governação nos Açores, ignorando o PAN. Sousa Real procurou reduzir o papel do Chega no Parlamento, ao mesmo tempo que quis mostrar as diferenças (sentido de responsabilidade?) perante as posições dos dois partidos na Madeira e nos Açores. Dois partidos que nunca se cruzaram verdadeiramente no debate, à procura de capitalizarem para cada lado. Henrique Raposo Sousa Real – 6 André Ventura – 3 Ouvir André Ventura é como ouvir as comadres à janela: é bastante irritante, tem uma voz esganiçada e uns gestos excessivos; está sempre zangado com alguma coisa e isso soa a falso - se está zangado com tudo, então não está zangado com nada. Sim, soa mesmo a falso mesmo quando se aproxima de problemas reais (não se deve colocar o ambientalismo em rota de colisão com as pessoas que só têm dinheiro para um carro a gasóleo de 2007). E, entre um um político honesto e nervoso e um político falso e seguro, eu prefiro o primeiro. Este moralismo zangado serve sobretudo para tentar calar os outros através de uma alegada superioridade moral. Ele é Ventura, o justo, todos os outros são “taxistas” (acusar o PAN de “taxismo” é bastante ridículo, diga-se); este moralismo é uma forma sem substância: basta ver que Ventura, o auto-proclamado defensor da verdadeira direita, apresenta ideias da esquerda populista quando lhe dá jeito ("a banca pagará"). Neste quadro, gostei de Inês Corte Real, conseguiu falar por cima do ruído, atacando o tom moralista de Ventura e apresentando algumas propostas que fazem sentido. A mais interessante: nas políticas de habitação, não se percebe porque é que o estado não recupera casas para colocar no mercado de renda social. A CML de Moedas tem feito isso de forma sistemática e em grande número. Não se trata de megaprojetos de raiz – a paixão socialista – mas de recuperar imóveis já existentes e que estão desativados. A política precisa destas ideias simples e prática e não das grandes indignações vazias. Para terminar: perante o possível boicote sindical dos polícias às eleições, Ventura, o alegado defensor das ideias de direita onde se conta o respeito pela ordem pública e pela previsibilidade democrática, foi incapaz de fazer uma declaração simples de repúdio. Não, o sindicalismo policial não é superior à democracia. Uma coisa são as justas reivindicações dos polícias, uma classe esquecida desde os tempos do CDS de Portas; outra coisa são ameaças intoleráveis à democracia. 1 Compartilhar este post Link para o post
Banks29 Publicado 6 Fevereiro 2024 https://www.cmjornal.pt/portugal/detalhe/pj-faz-buscas-na-sede-da-junta-de-freguesia-dos-olivais-em-lisboa?ref=HP_PrimeirosDestaques Vai tudo preso também 🤣🤣 Compartilhar este post Link para o post
noikeee Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Mica, há 2 horas: Fizeste isso no Observador, certo? As perguntas tem que se lhe digam e muitas estão construídas de forma a só haver uma resposta que faça sentido. Por exemplo "devia haver maior fiscalização na atribuição de subsídios". Quem responder não a isto parece que está a querer dizer que devia andar tudo à sorte. O mesmo para os crimes mais severos ter penas maiores. Tem os mesmos vícios de outros "votómetros" antigos. Outra forma de fazer as mesmas questões mas que certamente produziriam resultados diferentes: - Agravar as penas de prisão irá reduzir o total de crimes graves - A atribuição de subsídios deveria ser mais rigorosa mesmo que isso signifique penalizar algumas pessoas que precisam Na verdade, é a mesma coisa, mas aqui apliquei a teoria de Jacobi e inverti. Sim sem dúvida. É um jornal claramente de direita, que obviamente faz as perguntas de forma tendenciosa a puxar as pessoas à direita Mas pronto é sempre um exercício engraçado para perder 5 minutos, e pode ser que apareça mais algum parecido que não seja tão tendencioso Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de Lebohang, há 1 hora: Ocultar conteúdo Teresa Violante Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 6 Se pudesse dar nota a este modelo de debate seria um redondo zero. As perguntas atropelam-se e é impossível alcançar grande profundidade nas matérias em respostas de 2 ou 3 minutos. Estes momentos acabam por se traduzir em meras performances televisivas, em que os debatentes se esforçam por introduzir, por entre as perguntas do entrevistador (entrevistadora, neste caso) certas mensagens-chave. Para isso, conta muito a sua experiência mediática. Pedro Nuno Santos e Rui Rocha são ambos estreantes neste papel de candidatos a primeiro-ministro e, talvez por isso, transformaram este momento num diálogo morno, onde ficaram explícitas as visões distintas da coisa pública que o PS e a IL representam. Não foi, contudo, um momento de profunda clarificação política para a larga fatia de indecisos reportada nas sondagens. Veremos se os próximos debates se prestarão a esse tipo de esclarecimentos. Liliana Valente Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 5 Cada um falou para o seu eleitorado e não se esperava coisa diferente nesta estreia em debates. Pedro Nuno Santos ia armado com números para esvaziar o programa da Iniciativa Liberal, mas os liberais estão tão nos antípodas que não haverá contágio de ideias possível. Mas pelo caminho, aproveitou, por arrasto, para diabolizar uma solução de governo que passe pelo PSD em coligação com a IL e isso toca na sua estratégia de campanha. Mas fê-lo uma vez e de passagem, quando disse que não tem “receio” das ideias da IL, mas que o PSD aceite algumas, precisando de mais foco para passar a ideia. Lançou alguns soundbites para contra-atacar como “querem continuar a passar cheques” ou dizer que a Il iria criar “um rombo” nas contas. O debate ideológico sobre as mais diversas áreas mostrou um Rui Rocha armado com críticas ao oponente, contudo, foi-lhe difícil ser credível na explicação sobre como compensaria o alívio fiscal que defende sem pôr em causa o estado social ou como construiria as mais de 200 mil casas que propõe. Os dois apareceram num tom moderado o que para Pedro Nuno Santos é fulcral: não aparecer agressivo ou arrogante, na tentativa de causar uma boa primeira impressão neste ciclo de debates, mas não pode perder o equilíbrio e mostrar killer instinct para mostrar o tal “novo impulso” que quer dar. Pedro Cordeiro Pedro Nuno Santos – 5 Rui Rocha – 6 Foi um debate pouco emocionante, mas um debate. Contrastado, elevado, embora a duração não ajude ao esclarecimento. Na SIC, Pedro Nuno Santos e Rui Rocha defenderam visões opostas, como se previa e pretende, sob a competente moderação de Clara de Sousa. O socialista entrou muito à defesa, entre a derrota da véspera nos Açores e o desmentido que entendeu fazer de ataques do partido adversário sobre o IMI da sua casa. Pedro Nuno foi crescendo, acusando a Iniciativa Liberal de acreditar em “magia fiscal” e aproveitando para lançar farpas à Aliança Democrática, a quem teme que aquela contagie. Rocha não foi capaz de explicar de forma convincente como pagaria as baixas de impostos que promete. Se o melhor do ex-ministro foi a apologia do Estado social, que avisa que o liberal quer destruir, expôs-se às eficazes críticas deste — mais fluido e articulado ao longo do debate — sobre as fragilidades dos serviços públicos e, em particular, ao ataque ao seu currículo na pasta Habitação. A emissão terminou com o epíteto “incompetente”, para mal do líder rosa. Sebastião Bugalho Pedro Nuno Santos – 4 Rui Rocha – 5 Num debate em que nenhum dos interlocutores parecia levar o outro a sério, houve poucas interrupções e nenhuma subida de tom de voz. Pedro Nuno tentou tomar conta do embate, com uma introdução acusatória e uma insinuação sobre Rui Rocha não saber quanto custa o seu próprio programa. Rocha desmentiu, mas não concretizou. "E tudo isso" foi a bengala de que líder da IL se foi socorrendo até aos 5 minutos finais, quando finalmente ganhou coragem para dizer qualquer coisa sobre as esperas no SNS. A resposta de Pedro Nuno ("O que é que não funciona?") tem uma distância da realidade que não o favorece. Um bom aquecimento é o que o primeiro debate parece ter sido. Inconclusivo sobre o futuro dos Açores, sobre soluções para o país e, fora uns breves minutos, sobre os seus dois protagonistas. Pedro Nuno, que tem cinco vezes os anos de parlamento de Rocha, tinha obrigação de ter esmagado o seu adversário. Não aconteceu. E isso, de um modo, foi um bom começo para o liberal. Martim Silva Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 5 O primeiro debate das três dezenas das próximas duas semanas trouxe dois oponentes em dois lados diferentes. Um a defender o papel do Estado, outro a dizer precisamente que é preciso menos Estado. O líder da Iniciativa Liberal esteve melhor no fim, ao atacar a incompetência do socialista em áreas que tutelou diretamente, como a TAP, a Habitação e a Ferrovia. Pedro Nuno Santos esteve forte a proclamar a sua seriedade e a dizer que ele é que é o sério e o moderado e que do outro lado da mesa estava um “radical” (aquilo que de os opositores o acusam, precisamente). E marcou pontos ao atrapalhar Rocha na questão de quanto custa o programa Liberal. Daniel Oliveira Pedro Nuno Santos – 6 Rui Rocha – 5 Uns debates disputam eleitores, outros inimigos, em que o objetivo é mostrar ao seu lado que se é eficaz a combater o lado de lá. É o caso deste debate, em que o mais relevante não é quem vence, é quem brilha mais para o seu lado. Diria que nenhum brilhou grande coisa, mas havia um que tinha de brilhar. Pedro Nuno Santos não perdeu ou ganhou nada, Rui Rocha perdeu a oportunidade mais importante desta maratona. Pedro Nuno Santos arriscou e esteve bem ao começar com os esclarecimentos iniciais, sobre a na guerra política subterrânea. No confronto ideológico, que é a economia, cada um trabalhou para o seu eleitorado e, com mais acerto menos acerto, os dois cumpriram. Mas o objetivo do líder do PS não era gastar as munições programáticas com um partido mais pequeno, em que Rui Rocha poderia ser mais generoso – isso deve guardar para Montenegro. Optou pelo ataque, como é habitual nestes casos. Em que foi, na política fiscal da IL, muitíssimo eficaz. Rui Rocha foi incrivelmente vago na quantificação dos custos, dando espaço para a principal mensagem que o adversário queria passar: irresponsáveis e aventureiros. Tendo até conseguido colar a AD ao risco de contágio. Pelo contrário, o calcanhar de Aquiles do líder do PS é o calcanhar de Aquiles do governo: degradação de serviços públicos. O contra-ataque, “vocês não resolvem”, não chegou. Este debate só era importante para Pedro Nuno Santos por ser o primeiro e esteve mais do que suficiente, sobretudo na primeira parte. Era muito importante para Rui Rocha, que tem no líder do PS o alvo mais relevante. Tinha de ser o seu melhor debate e, se foi, é uma má notícia para IL. Porque foi no seu próprio terreno, o choque fiscal, que ficou mais debilitado. Quanto à postura, a que dou menos relevância, Rui Rocha com muito a afinar. João Vieira Pereira Pedro Nuno Santos – 4 Rui Rocha – 7 Pedro Nuno Santos entrava para este primeiro debate a tentar apanhar os cacos das eleições nos Açores. À primeira oportunidade para explicar se iria ou não viabilizar um governo de José Manuel Bolieiro, fugiu de forma hábil da questão e refugiou-se na autonomia do PS Açores para não ter de avançar qualquer decisão. Tentou demonstrar o irrealismo das medidas liberais, acusando-as de radicalismo e aventureirismo, e até acenando com a possibilidade do regresso da austeridade. Para o justificar fez as contas ao choque fiscal da Iniciativa Liberal, mas tal opção serviu apenas para se passar parte do tempo a discutir as medidas de Rui Rocha em vez de defender as suas. Como diz o povo, entregou o ouro ao bandido. No fim do curto debate, um modelo já experimentado que francamente sabe a pouco, é difícil retirar algo mais sobre o que quer Pedro Nuno Santos para o país. Ficamos apenas a saber que o país tem problemas e que ele os quer resolver. E que descolar-se de António Costa vai ser muito muito difícil. Para estreia neste tipo de confrontos esperava-se muito mais. Claramente, Rui Rocha apareceu bem preparado em todos os tópicos conseguiu obrigar o adversário a passar o tempo a discutir as suas propostas. E essa estratégia não podia ter corrido melhor. Quem não as conhecia, passou a conhecer. De forma inteligente falou para os jovens, para as empresas e para as famílias. Desmontou a questão do SNS com medidas concretas ao mesmo tempo que responsabilizava Pedro Nuno Santos pelos problemas atuais. Deixo aqui uma das melhores frase da noite (certamente estudada): “o SNS é hoje um serviço de acesso a listas de espera e não a cuidados de saúde”. Ainda teve tempo de acusar PNS de incompetência ao relembrar a não resolução dos problemas da habitação, da ferrovia e, claro está, da TAP. Bernardo Ferrão Pedro Nuno Santos – 5 Rui Rocha – 6 Mais do que desmontar a Iniciativa Liberal, Pedro Nuno Santos vinha para aproveitar Rui Rocha para atacar toda a direita. A campanha do PS assenta na lógica dos dois blocos: a esquerda contra toda a direita: AD + Chega + IL. O socialista apresentou-se (moderado) no ataque mas para alguém experimentado em debate pareceu pouco à vontade. Falhou na novidade e não conseguiu mostrar a diferença em relação aos quase 9 anos de António Costa e aos problemas no Estado Social. Do outro lado da mesa, o estreante Rui Rocha superou as baixas expectativas. Foi ganhando à vontade e soube responder ao "radical" e "aventureiro". Bastou-lhe por o dedo nas feridas da governação e nas cicatrizes do adversário. ---/--- Ocultar conteúdo Martim Silva André Ventura – 3 Inês Sousa Real – 4 O cenário não é novo, e deve manter-se na série de debates televisivos desta campanha eleitoral: entrar num debate com o líder do Chega é ir para uma arena de luta daquelas em que tudo é permitido, quiçá até tirar olhos. Interrupções sucessivas e constantes com o propósito de fazer o oponente perder o foco. Repetir a mesma pergunta para o oponente à exaustão, até levar o próprio moderador a fazê-la. Enfim, é mesmo o vale tudo. Sousa Real esforçou-se por alertar para o risco para a democracia da ascensão do Chega e forçou a barra na tecla da incoerência de Ventura. Este respondeu, colando o PAN à governação socialista dos últimos oito anos e dizendo que o partido é uma “lapa” que quer estar colada ao poder. João Silvestre Ventura – 4 Inês Sousa Real – 6 Inês Sousa Real surpreendeu pela forma como atacou sistematicamente e obrigou André Ventura a defender-se várias vezes. Ventura que ficou atrapalhado logo no início quando questionado sobre se um boicote às eleições seria um ato de terrorismo a democracia. Não respondeu e preferiu sublinhar a justica das reivindicações dos agentes da PSP e GNR. Inês Sousa Real marcou pontos nos impostos - ao lembrar que o Chega esteve contra a suspensão da execução de penhoras pelos bancos e agora alinha com os impostos sobre lucros da banca - e a recordar que o Chega votou mais vezes com o PS do que o PAN. O que muito irritou Ventura que tentou sacudir a pressão com apartes e comentários desgarrados ao estilo da discussão futebolística. Mas passou a sua mensagem na defesa da polícia, dos agricultores e de quem anda de carro e paga combustível. Luís Aguiar-Conraria André Ventura – 4 Inês Sousa Real – 6 Ventura deu um erro de palmatória. Disse, sublinhou e insistiu que seria fácil fazer um acordo de governo nos Açores com o Chega, porque seriam só dois partidos. Na verdade, a coligação vencedora é composta por três partidos. Se houvesse acordo de governo com o Chega seriam quatro. No resto, assistimos a um Ventura frenético, exibir uma constante falsa indignação e sempre a interromper. Um estilo que me cansa. Inês Sousa Real esforçou-se por mostrar que o PAN serviu para alguma coisa, elencando as medidas que conseguiu fazer aprovar — contrastando com o Chega. Esse é o seu grande desafio: explicar a utilidade do PAN. No fim, dou melhor nota a Sousa Real por não ter perdido a calma. Até o moderador se mostrou mais exasperado com o seu oponente. Paula Santos ISR - 5 André Ventura - 5 O tom do debate, picado do princípio ao fim, é o que dispensamos quando procuramos ser esclarecidos num frente-a-frente de meia hora. Naturalmente, é o terreno em que André Ventura está à vontade e para o qual arrastou Inês Sousa Real. O PAN raramente conseguiu ter a iniciativa de ditar o rumo da conversa, mas Inês Sousa Real apresentou-se preparada e conseguiu confrontar Ventura com incoerências do Chega. O líder do Chega fez do debate um confronto com o PS (na figura da 'aliada' do PAN) e aproveitou para deixar recados ao PSD por causa da solução de governação nos Açores, ignorando o PAN. Sousa Real procurou reduzir o papel do Chega no Parlamento, ao mesmo tempo que quis mostrar as diferenças (sentido de responsabilidade?) perante as posições dos dois partidos na Madeira e nos Açores. Dois partidos que nunca se cruzaram verdadeiramente no debate, à procura de capitalizarem para cada lado. Henrique Raposo Sousa Real – 6 André Ventura – 3 Ouvir André Ventura é como ouvir as comadres à janela: é bastante irritante, tem uma voz esganiçada e uns gestos excessivos; está sempre zangado com alguma coisa e isso soa a falso - se está zangado com tudo, então não está zangado com nada. Sim, soa mesmo a falso mesmo quando se aproxima de problemas reais (não se deve colocar o ambientalismo em rota de colisão com as pessoas que só têm dinheiro para um carro a gasóleo de 2007). E, entre um um político honesto e nervoso e um político falso e seguro, eu prefiro o primeiro. Este moralismo zangado serve sobretudo para tentar calar os outros através de uma alegada superioridade moral. Ele é Ventura, o justo, todos os outros são “taxistas” (acusar o PAN de “taxismo” é bastante ridículo, diga-se); este moralismo é uma forma sem substância: basta ver que Ventura, o auto-proclamado defensor da verdadeira direita, apresenta ideias da esquerda populista quando lhe dá jeito ("a banca pagará"). Neste quadro, gostei de Inês Corte Real, conseguiu falar por cima do ruído, atacando o tom moralista de Ventura e apresentando algumas propostas que fazem sentido. A mais interessante: nas políticas de habitação, não se percebe porque é que o estado não recupera casas para colocar no mercado de renda social. A CML de Moedas tem feito isso de forma sistemática e em grande número. Não se trata de megaprojetos de raiz – a paixão socialista – mas de recuperar imóveis já existentes e que estão desativados. A política precisa destas ideias simples e prática e não das grandes indignações vazias. Para terminar: perante o possível boicote sindical dos polícias às eleições, Ventura, o alegado defensor das ideias de direita onde se conta o respeito pela ordem pública e pela previsibilidade democrática, foi incapaz de fazer uma declaração simples de repúdio. Não, o sindicalismo policial não é superior à democracia. Uma coisa são as justas reivindicações dos polícias, uma classe esquecida desde os tempos do CDS de Portas; outra coisa são ameaças intoleráveis à democracia. Este moralismo zangado serve sobretudo para tentar calar os outros através de uma alegada superioridade moral. Ele é Ventura, o justo, todos os outros são “taxistas” (acusar o PAN de “taxismo” é bastante ridículo, diga-se) Taxistas ou tachistas? É que seria no mínimo estranho o Ventura insultar uma demografia que lhe é tão querida. Compartilhar este post Link para o post
Lebohang Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de antifa, há 7 minutos: Este moralismo zangado serve sobretudo para tentar calar os outros através de uma alegada superioridade moral. Ele é Ventura, o justo, todos os outros são “taxistas” (acusar o PAN de “taxismo” é bastante ridículo, diga-se) Taxistas ou tachistas? É que seria no mínimo estranho o Ventura insultar uma demografia que lhe é tão querida. Compartilhar este post Link para o post
Mica Publicado 6 Fevereiro 2024 Citação de noikeee, há 2 minutos: Sim sem dúvida. É um jornal claramente de direita, que obviamente faz as perguntas de forma tendenciosa a puxar as pessoas à direita Mas pronto é sempre um exercício engraçado para perder 5 minutos, e pode ser que apareça mais algum parecido que não seja tão tendencioso É de direita como poderia ser de esquerda, a forma como reformulei a segunda pergunta cabia bem num formulário do BE, por exemplo. Para algumas perguntas é demasiado fácil responder em piloto automático (peço desculpa, estive a reler o Thinking, Fast and Slow), mas quando olhas para elas com mais atenção vês que o conteúdo foi montado de forma a enviesar a resposta. Às vezes de propósito, outras de forma inocente. O exemplo dos crimes severos é dos que mais dá para enviesar, se existir essa intenção. Basta dizer "crimes graves, como por exemplo pedofilia". Só a última palavra é capaz de alterar o nosso estado emocional e imaginar coisas horríveis, enviesando desde logo a resposta para a punição máxima dada nas opções de resposta. Com o exemplo de homicídio qualificado os resultados já não seriam tão extremos, apesar da gravidade ser igualmente elevada. E se não fossem dados exemplos, às tantas as pessoas achavam que devia ficar tudo como está. Mas sim, é sempre um exercício giro. Deve ter sido dos primeiros em que fiquei à direita do PS, porque será 😁 Compartilhar este post Link para o post