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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de Lebohang, há 8 minutos:

Inês Sousa Real acabou de chamar o BE de extrema-esquerda?

Sim.

Estou a ver isto com atraso (a ouvir na realidade, a ver o Porto).

Esta frase do 'É fundamental conciliar quem está preocupado com o fim do mundo com quem está preocupado em chegar ao fim do mês' foi engraçada.

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Acho que foi o pior debate do Pedro Nuno Santos (o que é normal, tinha estado muito bem nos outros dois). 

A Inês Sousa Real continuar em posição de eleição é algo que surpreende.

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Citação de Lebohang, há 3 horas:

Acho que um dos motivos pelo qual o Tio diz aquilo é que podemos estar a caminho de uma guerra tarifária que irá rebentar a economia mundial e em Portugal discute-se isso como se fosse um fait-diver

Sim, mas não só. Prometem-se aumentos de salários e prestações sociais e ao mm tempo cortes em impostos sem se dizer onde é que se vai buscar o dinheiro. 

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Citação de HappyKing, há 45 minutos:

Isto está genial. "Peço desculpa, vou sair". Eu também saía, de facto. 

Vinha agora por isso. Genial.

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Citação de HappyKing, há 51 minutos:

Acho que foi o pior debate do Pedro Nuno Santos (o que é normal, tinha estado muito bem nos outros dois). 

A Inês Sousa Real continuar em posição de eleição é algo que surpreende.

Ainda não vi o debate.
Mas dos sinais que tenho recebido, apontam para isso, melhor debate dele contra o Rui Rocha e o pior este.

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Citação de challenger, há 6 minutos:

Vinha agora por isso. Genial.

Uma ministra afirmou a intenção de reduzir o IVA para 6 e acabou a aumentar para 23. Uma mera nota de rodapé.

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A Adriana Cardoso está a ser uma substituta do Miguel Morgado, até fala em golos

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Citação de Lebohang, há 7 minutos:

A Adriana Cardoso está a ser uma substituta do Miguel Morgado, até fala em golos

Tinha que ter dado 0-0 neste para ser uma substituta à altura. 

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Citação de Burkina2008, Em 11/04/2025 at 23:29:

 

O grande problema de estabelecer precos abaixo dos valores do mercado 'e sempre a escassez.

Nada melhor do quando um pais tenta estabelecer um preco de um bem (leite) abaixo do valor de mercado. Em pouco tempo o leite desaparece para o mercado paralelo a precos de mercado e quem quer comprar a precos do estado so pode comprar um valor muito limitado, tem de ficar a fazer fila horas ou tem algum conhecimento na leitaria do estado...

Aqui entramos em diferença de opinião a nível de diagnóstico, parece-me. A Holanda parou de construir edifícios há umas décadas atrás (talvez 15 anos? não tenho a certeza) tomando a decisão em parte com projeções de descida de natalidade e de população... o que acertaram na natalidade mas não acertaram no aumento de emigração que viria muito devido à incapacidade da população colmatar os cargos tanto de alto como de baixo "nível", não têm malta da universidade a sair todos os anos para preencher a procura das indústrias de alta tecnologia que têm, e a malta holandesa não vai ter grande vontade de ser caixa de supermercado ou apanhar espargos. Não é mau problema para se ter, mas significa que a construção de casas não acompanha o aumento de população ativa (com famílias ou solteira), que vem de todos os cantos do mundo.

É o segundo país com maior densidade populacional, em que 55% do terreno está alocado para fins agrícolas portanto ainda menos espaço existe. Também conta com restrições significativas no tipo de construção residencial que se pode fazer.

O homem mais rico do império romano ganhou a sua fortuna muito devido à especulação imobiliária, isto não é novo. É um bem primário que é dos mais f*didos de gerir e muito sujeito a conflitos entre o funcionamento do mercado e as necessidades da sociedade, em que o estado tem um papel importantíssimo como mediador. Como disseste no caso de Lisboa, tiveste o 8 há uns anos, estás agora no 80, eu nisso vejo uma situação em que necessitas neste momento de políticas mais em prol das necessidades da sociedade em prol do mercado para evitar desequilíbrios extremos que se vivem hoje em dia, mas talvez terá de vir junto a medidas que aliviem o cargo fiscal dos senhorios, que duvido que aconteça.

O que se passa na Holanda agora não vai ser resolvido em 1 ano mas parece-me um passo na direção certa (já que para resolver o cerne do problema, que é a escassez de habitação e o número algo considerável de habitação sem ocupação (que também cá existe) vai demorar tempo e infelizemente o estado reage devagar). Eles têm interesse em não sufocar demasiado a classe trabalhadora, senão arriscam-se a terem muita gente a se ir embora por começar a apertar demasiado. Indo a este subreddit consegues ver exemplos recorrentes da experiência do lado do inquilino às quais nada podias fazer antes destas leis, e não é bonito https://www.reddit.com/r/Rentbusters/?rdt=33302

Citação de Tio Hans, há 12 horas:

Sim, mas não só. Prometem-se aumentos de salários e prestações sociais e ao mm tempo cortes em impostos sem se dizer onde é que se vai buscar o dinheiro. 

foi sempre assim, não?

Editado por Lip McBoatface

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Citação de Lip McBoatface, há 2 horas:

O que se passa na Holanda agora não vai ser resolvido em 1 ano mas parece-me um passo na direção certa (já que para resolver o cerne do problema, que é a escassez de habitação e o número algo considerável de habitação sem ocupação (que também cá existe) vai demorar tempo e infelizmente o estado reage devagar). Eles têm interesse em não sufocar demasiado a classe trabalhadora, senão arriscam-se a terem muita gente a se ir embora por começar a apertar demasiado. Indo a este subreddit consegues ver exemplos recorrentes da experiência do lado do inquilino às quais nada podias fazer antes destas leis, e não é bonito https://www.reddit.com/r/Rentbusters/?rdt=33302

Confesso que desconhecia por completo as novas regras de arrendamento por aí e o conceito de bustable apartments. Mas verdade seja dita, estava mais que na altura. Havia e há muita coisa vergonhosa no mercado de arrendamento por 2000 ou 3000€ com menos de 30m2 e que exigiam que se tivesse mais de 100k de income anual.

Se a moda pega cá em Portugal, não sei não...

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Citação de Lip McBoatface, há 3 horas:

 

foi sempre assim, não?

Acho que este ano está pior. Mas pode ser só impressão minha.

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O PAN é um partido tão unipessoal que nem sequer arranjaram um CL para debater com o Nuno Melo, vai lá hoje novamente a Inês Sousa Real. 

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Citação de Lebohang, há 44 minutos:

O PAN é um partido tão unipessoal que nem sequer arranjaram um CL para debater com o Nuno Melo, vai lá hoje novamente a Inês Sousa Real. 

Se já foi um shitshow com a Isabel Mendes Lopes com a Inês e a Mortágua vai ser giro. Com a Inês vai fazer o Ventura parecer um menino nas questões de vegetarianos/animais e afins e com a Mortágua só vai faltar dizer que quer a União Soviética em Portugal. 

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Citação de HappyKing, há 4 minutos:

Se já foi um shitshow com a Isabel Mendes Lopes com a Inês e a Mortágua vai ser giro. Com a Inês vai fazer o Ventura parecer um menino nas questões de vegetarianos/animais e afins e com a Mortágua só vai faltar dizer que quer a União Soviética em Portugal. 

Acho que não vai ser a Mariana Mortágua, o BE já o disse. 

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Citação de Lebohang, há 11 minutos:

Acho que não vai ser a Mariana Mortágua, o BE já o disse. 

Certo certo, com o Louçã. A dinâmica é a mesma.

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Citação de Lip McBoatface, há 8 horas:

Aqui entramos em diferença de opinião a nível de diagnóstico, parece-me. A Holanda parou de construir edifícios há umas décadas atrás (talvez 15 anos? não tenho a certeza) tomando a decisão em parte com projeções de descida de natalidade e de população... o que acertaram na natalidade mas não acertaram no aumento de emigração que viria muito devido à incapacidade da população colmatar os cargos tanto de alto como de baixo "nível", não têm malta da universidade a sair todos os anos para preencher a procura das indústrias de alta tecnologia que têm, e a malta holandesa não vai ter grande vontade de ser caixa de supermercado ou apanhar espargos. Não é mau problema para se ter, mas significa que a construção de casas não acompanha o aumento de população ativa (com famílias ou solteira), que vem de todos os cantos do mundo.

É o segundo país com maior densidade populacional, em que 55% do terreno está alocado para fins agrícolas portanto ainda menos espaço existe. Também conta com restrições significativas no tipo de construção residencial que se pode fazer.

O homem mais rico do império romano ganhou a sua fortuna muito devido à especulação imobiliária, isto não é novo. É um bem primário que é dos mais f*didos de gerir e muito sujeito a conflitos entre o funcionamento do mercado e as necessidades da sociedade, em que o estado tem um papel importantíssimo como mediador. Como disseste no caso de Lisboa, tiveste o 8 há uns anos, estás agora no 80, eu nisso vejo uma situação em que necessitas neste momento de políticas mais em prol das necessidades da sociedade em prol do mercado para evitar desequilíbrios extremos que se vivem hoje em dia, mas talvez terá de vir junto a medidas que aliviem o cargo fiscal dos senhorios, que duvido que aconteça.

O que se passa na Holanda agora não vai ser resolvido em 1 ano mas parece-me um passo na direção certa (já que para resolver o cerne do problema, que é a escassez de habitação e o número algo considerável de habitação sem ocupação (que também cá existe) vai demorar tempo e infelizemente o estado reage devagar). Eles têm interesse em não sufocar demasiado a classe trabalhadora, senão arriscam-se a terem muita gente a se ir embora por começar a apertar demasiado. Indo a este subreddit consegues ver exemplos recorrentes da experiência do lado do inquilino às quais nada podias fazer antes destas leis, e não é bonito https://www.reddit.com/r/Rentbusters/?rdt=33302

foi sempre assim, não?

Tens razao em tudo. Eu nao disse que o Estado nao deve intervir, mas parece que em Portugal so sabem fazer intervencoes de 8 ou 80.

De resto essa solucao da Holanda, seria algo que vai demorar bastante tempo a implementar e no debate a demagogia de "olhem na Holanda fizeram isto e a situacao ja esta resolvida" 'e mais do mesmo...

Desse r/ logo a primeira publicacao, 15m2 em Rotterdham 1100 Euros mes. Ilegal de certeza mas pelo que li nos comentarios, so uma pessoa que queira arrendar 'e que pode fazer queixa e a cidade obrigar o proprietario a oferecer a renda a um preco controlado...mas duvido que depois aceite a pessoa que fez a caixa com inquilino.

r/Rentbusters - €1100 per month for 15m2 in Rotterdam, is this even legal?

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E muitas vezes também pedem para apresentares uma carta ou algo do género do teu senhorio anterior para terem a certeza que não andaste a tentar dar "bust" em apartamentos. Claro que também se percebe que queiram ter a certeza que não tiveste problemas anteriores com senhorios, mas há pra tudo.

Além de haver uma cultura de intimidação por parte de muitos senhorios ou abuso de poder quando contratam inquilinos que mal sabem quais são os seus direitos.

Eu felizmente arranjei um T2 70m2 com varanda e storage unit por 1000€ mas durante uns bons meses a minha vida nao foi mais nada sem ser emails, chamadas e pesquisas em agentes imobiliários para ter a certeza que não me metia numa situação de m*rda. E ainda assim sinto-me um sortudo do crl quando leio histórias de outras pessoas que não tiveram tanta sorte aqui na Holanda

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mw-1280

Spoiler

Martim Silva

Inês Sousa Real - 5

Pedro Nuno Santos - 6

O debate entre Pedro Nuno Santos e Inês Sousa Real, líderes do PS e do PAN, não foi bem um frente a frente. Pela simples razão que o socialista entrou à distância, o que dificulta naturalmente a dinâmica do confronto. Não foi um debate que fique para a história, mas ainda assim discutiram-se temas relevantes, como os impostos ou a crise na habitação. Saíram de Pedro Nuno as principais frases da noite, como quando disse que temos que saber conciliar a preocupação “com o fim do mundo” com a das pessoas que se preocupam em “chegar ao fim do mês” (a propósito dos impostos sobre os combustíveis).

Pedro Nuno Santos tem sido elogiado pela forma serena, moderada e eficaz como tem abordado estes debates, e esta noite confirmou-o. Faltou-lhe talvez o killer instinct para procurar disputar com mais força o eleitorado que tem escolhido o PAN (cerca de 120 mil e de 88 mil votos nas últimas duas legislativas), que pode ser relevante numa eleição disputada taco a taco.

Nota negativa para mim o facto dos líderes partidários continuarem a discutir a descida de impostos (e não foi apenas neste debate) quando todos assistimos ao rápido degradar do cenário económico cá dentro e lá fora. Prometer descidas de impostos agora é pouco menos que loucura!


Eunice Lourenço

Inês Sousa Real – 6

Pedro Nuno Santos – 7

Fazer um debate à distância é sempre mais difícil, mas foi uma opção do próprio Pedro Nuno Santos que, por isso, teve uma tarefa mais difícil, na sua estratégia de parecer sereno e moderado e não ‘ralhar’. Ainda assim, as posições sobre combustíveis, sobre IRC e até sobre o gás de botija vão ao encontro de preocupações do eleitorado que quer conquistar e tê-lo conseguido é positivo para o líder do PS. Para muitos portugueses, de facto, o transporte coletivo não é opção e sabe bem ouvir um líder partidário não falar apenas para Lisboa e Porto.

Pedro Nuno voltou a mostrar-se mais confortável com a herança dos governos de António Costa. E quando disse “o que prometemos, cumprimos” até fez lembrar o antigo primeiro-ministro e o seu lema “palavra dada, palavra honrada”.

Inês Sousa Real cumpriu, mais uma vez. A líder do PAN é combativa nos debates e tem uma capacidade incrível de debitar palavras por minuto. Tentou encostar Pedro Nuno Santos ao Bloco no discurso sobre empresas, defendeu os transportes públicos como lhe compete como boa ambientalista, mas parece estar a esquecer o lado de defesa dos animais, que diz muito ao seu eleitorado.

Luís Aguiar-Conraria

Inês Sousa Real - 7

Pedro Nuno Santos - 8

Inês Sousa Real (ISR) e Pedro Nuno Santos (PNS) estiveram bem no início do programa a responder às perguntas sobre o IRC. Um a defender a sua descida e outro não. Diga-se que a estocada da ISR a dizer que até parecia que estava a discutir com o Bloco de Esquerda lhe saiu muito bem. Do IRC passou-se para os combustíveis e PNS esteve melhor na questão dos impostos sobre os combustíveis e a importância do automóvel.

O ponto seguinte foi a habitação e PNS usou argumentos que fazem mais sentido, chamando a atenção para a necessidade mais construção. Na oposição, o PS parece perceber melhor a lei da oferta e da procura, que, ao contrário das outras leis, não se muda por decreto.

Debate civilizado em que ambos os candidatos puderam falar com elevação sobre alguns assuntos que são importantes para os portugueses e para a economia. Só por isso, ambos mereceriam boa classificação. Dou ligeira vantagem a PNS que parece estar em boa forma nesta campanha eleitoral.

Pedro Cordeiro

Inês Sousa Real - 5

Pedro Nuno Santos - 7

Foi mais um frente a frente — virtual, já que os comparecentes estavam em cidades diferentes — tépido, embora Inês Sousa Real cedo tenha atacado Pedro Nuno Santos, insinuando que o secretário-geral do PS está mais no extremo do espectro político do que no centro-esquerda (o PAN diz que não é de esquerda nem de direita, acredita quem quer). A animalista adotou logo a seguir, porém, uma linguagem fiscal bastante radical.

O socialista optou por falar da necessidade de realismo na transição ecológica, onde as palavras de Sousa Real pareceram sempre presas a um ideal que não corresponde à vida da maioria dos cidadãos. O contraste nesta meia hora foi menos na ideologia do que entre quem tem, teve ou terá a responsabilidade de governar e quem não. Fora isso, cada um puxou a brasa à sua sardinha (sem ofensa, PAN) e ambos se atiraram à AD.

Tudo somado, Pedro Nuno esteve melhor, burilou um pouco mais a imagem de plausível primeiro-ministro. Sousa Real, sem grandes deslizes, terá ficado no local onde estava.

---/---

mw-1280

Spoiler

Luís Aguiar-Conraria

Mariana Mortágua - 6

Paulo Raimundo - 5

Não houve um debate. Parecia uma sessão de trabalho entre camaradas de partido que estão a preparar um programa eleitoral. Há mais divergências entre as correntes internas de cada um dos partidos do que entre o BE e o PCP. O próximo passo será uma união à esquerda que inclua o BE, o PC e o PEV. Não se percebe por que motivo estão separados.

Debate soporífero. Não dou avaliação negativa apenas e só porque são civilizados. Nota ligeiramente melhor a Mariana Mortágua simplesmente porque é mais desenvolta.

Pedro Cordeiro

Mariana Mortágua - 5

Paulo Raimundo - 5

Embora a concorrer por votos onde eles têm escasseado, os chefes do PCP e do BE pareceram falar a contragosto do que os separa. “O nosso adversário é a direita”, frisou Mariana Mortágua. E na meia hora que se seguiu pareceram mais complementar-se do que digladiar-se. As exceções serão a eutanásia e a Ucrânia, mencionadas ao de leve.

Quanto a potenciais entendimentos com o PS, a bloquista e o comunista declaram abertura e vontade de alargar alianças, embora enfiem os socialistas na tal direita que execram, acusando-os de guinada nessa direção e atacando-os quase mais do que à AD. Até porque ambos dizem que desejam falar menos do primeiro-ministro e mais do país.

Quando provavelmente muitos já tinham adormecido ou desligado a TV, Mortágua fez erguer sobrolhos ao falar sarcasticamente de uma invasão russa via porto de Leixões, a que Raimundo contrapôs incursão americana por interpostos Açores. A emissão foi soporífera e não deixa antever que a esquerda à esquerda do PS estanque a sangria.


Martim Silva

Mariana Mortágua - 5

Paulo Raimundo - 5

Mariana Mortágua, pelo BE, e Paulo Raimundo, pelo PCP. A luta das esquerdas à esquerda do PS. A luta pela sobrevivência e relevância política num contexto que não é nada favorável. O confronto entre “vizinhos” políticos, mas daqueles que não se podem ver à frente.

O debate entre Mortágua e Raimundo podia ter estes ‘picantes’ todos, mas a verdade é que a conversa decorreu em tom suave, quase sem bicadas, ataques ou exploração das fraquezas do adversário. Quase não houve discordâncias, apenas a vontade e o esforço de dizer ‘mata’ quando o outro tinha acabado de dizer ‘esfola’.

Se Paulo Raimundo parece agora mais solto e à vontade nos debates televisivos do que há um ano, Mariana Mortágua é hoje em dia a líder política nacional mais assertiva e afirmativa quando se trata de falar de uma das grandes crise que afeta o país: a habitação.

Nota positiva, mas sem brilhantismo, para os dois.

 

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Eu voto em quem disser que vai expropriar as casa dos portugueses de bem (a começar por empresas do imobiliário) que detenham mais de uma casa para vender aos portugueses do mal que não detenham nenhuma casa a preços não-especulativos. As casas seriam expropriadas ao mesmo preço da venda; assim que o estado tenha o dinheiro do português de mal ou da caixa geral de depósitos (o unico banco permitido pra fazer credito de habitação aos portugueses de mal que comprem casa nesta modalidade), a casa seria expropriada ao português de bem pelo mesmo exato valor. O português de mal pagaria o imi, imt e o imposto de selo, sem excepção, e podiamos começar por dividir a mansão do doutor luis montenegro em espinho em 6 ou 7 fogos, um prédio de luxo, pra expropriar e dar aos portugueses do mal

  • Concordo! 1

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Alguém deu o toque ao Nuno Melo para não ir aos debates enquanto líder do CDS/PP

Meu Deus, a IRS disse mesmo aquela asneirada contra a Mortágua intencionalmente, acabou de dar a vitória a Nuno Melo

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