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Tópico da Política, Ambiente e Economia

Publicações recomendadas

Citação de Faustino Asprilla, há 7 horas:

E o que impede a pessoas de 900€ de ser o CEO de 5 milhões?

Nao estamos propriamente na Índia onde já nasces com o teu destino traçado.

Só neste país, começa logo pelo acesso à educação, passa pelo acesso às oportunidades e acaba no acesso ao empreendedorismo, onde tudo é facilitado quanto maior for o acesso ao capital e/ou aos centros de poder e decisão.

Esse cenário de sonho que mencionas não é impossível, mas mais valia ser pois, para a maioria esmagadora do população, apenas serve como cenoura à frente das ingénuas lebres que acreditam que uma vida submetida ao trabalho alimenta outro sonho além daquele das elites.

E como essa maioria tem muito mais o que fazer com a sua vida sem ser trabalhar, acaba presa num ciclo vicioso em que a submissão ao trabalho já não é uma escolha, mas uma necessidade, pelo que a proverbial cenoura rapidamente se transforma em chicote e o sonho em pesadelo.

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Citação de Faustino Asprilla, há 9 horas:

E o que impede a pessoas de 900€ de ser o CEO de 5 milhões?

Nao estamos propriamente na Índia onde já nasces com o teu destino traçado.

Basta um mês numa multinacional qualquer e tens a tua resposta.

Tive uma colega cujo contrato não teve continuidade e a mensagem final que lhe deram foi "tens de te mostrar mais, neste mundo é assim". Em tempos também já me disseram "não podes só trabalhar, os outros têm que saber que trabalhas". True story.

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Até podia ser uma pergunta legítima se não existissem estudos, bastantes difundidos, em que relacionam o percurso escolar com as bases familiares e por aí fora.

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Citação de Hidden, há 7 horas:

Basta um mês numa multinacional qualquer e tens a tua resposta.

Tive uma colega cujo contrato não teve continuidade e a mensagem final que lhe deram foi "tens de te mostrar mais, neste mundo é assim". Em tempos também já me disseram "não podes só trabalhar, os outros têm que saber que trabalhas". True story.

Já me disseram essas duas para justificar um aumento fraco e que não estava fácil arranjar novas tarefas e responsabilidades para poder crescer e desenvolver. Mas na verdade quem estava a impedir essa visibilidade era a própria chefia a ser lambe botas e o outro (censurado) acima dele que não queria saber da minha área. 

Editado por JGabriel

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Citação de Hidden, há 7 horas:

Basta um mês numa multinacional qualquer e tens a tua resposta.

Tive uma colega cujo contrato não teve continuidade e a mensagem final que lhe deram foi "tens de te mostrar mais, neste mundo é assim". Em tempos também já me disseram "não podes só trabalhar, os outros têm que saber que trabalhas". True story.

Ainda há pouco tempo o meu irmão teve o chefe despedido, um bom chefe e óptimo técnico (e mais uma data de gente) apenas porque o pessoal de topo da empresa mudou. Mas hey, tudo normal. E isto numa das maiores empresas nacionais.

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Citação de Faustino Asprilla, há 16 horas:

E o que impede a pessoas de 900€ de ser o CEO de 5 milhões?

Nao estamos propriamente na Índia onde já nasces com o teu destino traçado.

Eu explico. Primeiro, há o contexto, nem toda a gente tem o mesmo background, nem toda a gente tem a mesma base familiar. Há quem seja filho de toxicodependentes, viciados no jogo, criminosos, pessoas sem quaisquer recursos, etc. Nem toda a gente tem a sorte de nunca lhe faltar comida, de chegar a casa e esta ser um porto seguro. Há quem chegue a casa e tenha frio, quem leve no focinho, etc. Infelizmente, também a questão da raça, étnica, o que lhe quiserem chamar, tem imenso impacto. Se fores cigano, ou um bocado mais moreno, podes ter a família mais dedicada e estruturada do mundo que vais sempre ter mais dificuldades do que um branco. Por fim, enriquecer também é um talento. A vastíssima maioria de nós não tem esse talento. É como nascer com talento suficiente para ser futebolista de topo. A maioria de nós não tem capacidade para conseguir arriscar e colher os frutos desse risco. Não tem. É uma coisa inata, que exige uma dose gigante de loucura, etc. que a maioria de nós não tem estômago para aguentar.

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Citação de Tio Hans, há 29 minutos:

Por fim, enriquecer também é um talento. A vastíssima maioria de nós não tem esse talento. É como nascer com talento suficiente para ser futebolista de topo. A maioria de nós não tem capacidade para conseguir arriscar e colher os frutos desse risco. Não tem. É uma coisa inata, que exige uma dose gigante de loucura, etc. que a maioria de nós não tem estômago para aguentar.

Ou ser completamente sociopata, que recentemente parece cada vez mais ser condição necessária. 

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Citação de JGabriel, há 2 minutos:

Ou ser completamente sociopata, que recentemente parece cada vez mais ser condição necessária. 

As duas coisas estão ligadas.

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Epá acho que basta dizer que os estudos apontam que o principal drive do sucesso escolar de uma criança/jovem é o nível académico dos pais (principalmente da mãe). Acho que nem é preciso mais nada para perceber.

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Bebidas açucaradas: imposto que rendeu mais de 500 milhões em nove anos deixa de estar afecto ao SNS

Spoiler

Desde 2017, o imposto sobre as bebidas adicionadas de açúcar ou edulcorantes (IABA) rendeu 533,2 milhões de euros, valor que foi sempre afecto à sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde (SNS). Os dados mais recentes da Conta Geral do Estado, relativos ao ano de 2025, revelam que, no ano passado, este imposto — vulgarmente conhecido como imposto coca-cola, por se destinar a taxar as bebidas com elevado teor de açúcar e com isso procurar promover a sua reformulação — rendeu 60,6 milhões de euros. Mas no Orçamento do Estado de 2026, sem que tivesse havido debate sobre o assunto, o Governo decidiu fazer uma alteração: a partir deste ano, o IABA deixa de estar consignado ao SNS, o que significa que a verba que vier a ser arrecadada deixa de estar directamente direccionada para o financiamento do SNS e irá para o bolo geral dos impostos arrecadados, à revelia da motivação para a qual este imposto foi originalmente criado.

 

Questionado pelo PÚBLICO, Fernando Araújo, secretário de Estado Adjunto e da Saúde entre 2015 e 2018 e primeiro director executivo do SNS, diz que esta alteração é um “retrocesso” naquela que classifica como “a medida mais emblemática do SNS em termos de promoção da saúde, desenhada com as ordens profissionais dos médicos e dos nutricionistas, com o aconselhamento da Organização Mundial da Saúde (OMS)”, numa negociação que foi feita “ao longo de meses” com a indústria.

A mudança no Orçamento do Estado de 2026 passou despercebida, tal como já tinha passado a decisão de reduzir o valor afecto à saúde oriundo do imposto sobre o tabaco, mediante uma alteração da fórmula de cálculo, que, à luz do consumo de 2025, deverá render este ano menos 153 milhões de euros ao SNS, como noticiou o PÚBLICO em Abril.

Os argumentos do Governo

Agora, vem ao de cima mais esta alteração: no número 2 do artigo 104 do Orçamento do Estado de 2025 lia-se que “a receita obtida com o imposto sobre as bebidas não alcoólicas previsto no artigo 87.º-A do Código dos Impostos Especiais de Consumo (IEC) é consignada à sustentabilidade do SNS, centralizada na Administração Central do Sistema de Saúde, I. P. (ACSS, I. P.), e nos serviços regionais de saúde das regiões autónomas da Madeira e dos Açores, conforme a circunscrição onde sejam introduzidas no consumo”. O artigo equivalente do OE de 2026, que é o 86, e que diz respeito à consignação das receitas ao sector da saúde, é omisso sobre o IABA, o que significa que o Governo entendeu deixar de afectar este imposto directamente ao SNS.

Questionada sobre esta alteração, fonte oficial do Ministério da Saúde explicou que “a opção seguida foi a de simplificar o modelo de consignações específicas, mantendo o princípio de que o financiamento global do SNS é assegurado através das dotações do Orçamento do Estado, enquanto os mecanismos de consignação são utilizados sobretudo quando estão directamente associados a objectivos concretos de política de saúde pública”, o que o Governo entende não ser o caso. O Ministério das Finanças também foi questionado, mas não respondeu até publicação deste artigo.

Uma decisão “grave” a juntar a outras

Fernando Araújo entende que esta alteração — a par da redução do valor afecto à saúde dos impostos sobre o tabaco, da avaliação da reintrodução do consumo de bebidas alcoólicas em recintos desportivos ou da decisão de passar a rotulagem nutricional dos alimentos para o Ministério da Agricultura, anulando a pretensão do anterior Governo de passar a usar a escala Nutri-Score — é mais um sinal grave” da falta de investimento deste Governo numa estratégia de prevenção da doença e de promoção da saúde.

O antigo secretário de Estado lembra que, desde o início deste processo, “foi determinado que os valores da taxação reverteriam exclusivamente para o SNS, de forma a poder promover práticas saudáveis e com isso a sua sustentabilidade”.

“A mudança que este Governo operou no Orçamento do Estado para 2026, de forma silenciosa, significa uma reversão profunda no conceito construído nos últimos dez anos. A desafectação das verbas que eram obtidas da indústria e dedicadas especificamente à saúde, demonstra claramente que, para este Ministério da Saúde, a prevenção da doença e a sustentabilidade do SNS, servem apenas para colorir os discursos”, disse, numa reacção enviada ao PÚBLICO por escrito.

Também Pedro Graça, ex-director do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável (PNPAS) e actual director da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto, lembra que o apoio que a criação deste imposto teve em 2017 deveu-se ao facto de estar previsto que o valor que daí adviesse iria reverter para financiar o SNS e a prevenção da doença e mostra-se surpreendido com a decisão do Governo.

“A ter caído essa consignação, perde-se uma oportunidade de utilizar essa verba para apoiar medidas de promoção da saúde e alimentação saudável em Portugal e em concreto nas autarquias, ao abrigo da descentralização de competências nestas áreas”, disse ao PÚBLICO.

Esse era um dos destinos previstos para a utilização desta verba: a lei da descentralização de competências na área da saúde previa que 1% dos valores arrecadados com a taxa sobre as bebidas açucaradas fosse usado em medidas de promoção da saúde, como incentivo ao consumo de alimentação saudável e prática de exercício físico, no âmbito do Roteiro de Acção para Acelerar a Prevenção e Controlo da Obesidade em Portugal. A actual directora do PNPAS, Maria João Gregório, garantiu ao PÚBLICO que a alteração prevista no OE2026 não invalida o enquadramento legal que existe para a utilização dessa verba neste tipo de projectos e lembra que desde 2017 não existiu uma afectação directa e específica de uma percentagem da receita deste imposto à área da promoção da saúde ou prevenção da obesidade.

Imposto promoveu mudanças e deve continuar

Em todo o caso, Pedro Graça lembra que este imposto “promoveu e promove actualmente uma revolução na oferta de açúcar nas bebidas à venda em Portugal, levando à redução acentuada de açúcar na sua composição”. Entende que o imposto foi um motor para a introdução da inovação no sector das bebidas açucaradas, que teve de se adaptar para reduzir o teor de açúcar, mantendo o sabor, e que o imposto “tem toda a razão de existir para manter a pressão sobre a indústria das bebidas”.

Os dados mais recentes do Programa Nacional de Promoção da Alimentação Saudável dão conta de que entre 2017 e 2024 houve uma diminuição de 39% da proporção de bebidas enquadradas no escalão mais elevado do imposto (teor de açúcar igual ou superior a 8g/100 ml): em 2017 eram 30,5% do total, valor que baixou para 18,5% em 2024.

 

Relativamente à evolução do teor médio de açúcar destas bebidas, os dados mostram igualmente uma redução significativa, de cerca de 26% entre 2018 e 2023, passando de um teor médio de 5,98 g de açúcar por 100 ml em 2018 para 4,41 g por 100 ml em 2023.

Em 2019 houve uma reformulação do imposto, que passou de dois para quatro escalões de tributação de acordo com os níveis de açúcar. Os dados do PNPAS dão conta de um aumento de 67% na proporção de bebidas abrangidas pelo escalão mais reduzido (teor de açúcar inferior a 2,5 g/100 ml) que passaram a ser 43,1% do total e de 60% na proporção de bebidas abrangidas pelo escalão de 2,5 a 5 g/100 ml (que passaram a ser 29,8%).

 

Os dados da Conta Geral do Estado mostram que em 2017, primeiro ano da vigência deste imposto, o SNS arrecadou perto de 70 milhões de euros e, no ano seguinte, foi atingido o valor mais alto de sempre (72,6 milhões). Em 2019, com a introdução dos novos escalões de taxação para incentivar as empresas a reduzir ainda mais o teor de açúcar, a receita baixou para os 58,3 milhões de euros.

Em 2020 e 2021, os anos da pandemia de covid-19, com longos períodos de isolamento social e menor circulação de pessoas, o imposto rendeu 48,7 e 48,2 milhões de euros respectivamente. Desde então o valor tem estado em crescendo, tendo atingido 60,7 milhões de euros em 2025.

Indústria clama pelo fim do imposto

Quem já por várias vezes se tem manifestado em defesa da abolição deste imposto é a Associação Portuguesa das Bebidas Refrescantes Não Alcoólicas (Probeb), que defende que o imposto já cumpriu a sua função na reformulação deste tipo de bebidas e que deve ser abolido por se tratar de uma tributação “altamente violenta”.

“O seu efeito útil esgotou-se e a sua abolição será fundamental para robustecer o tecido industrial nacional, em particular devido à enorme diferença do enquadramento fiscal entre Portugal e Espanha, o que prejudica gravemente a indústria nacional e a promoção das exportações”, escrevia em Dezembro de 2023 num artigo de opinião no PÚBLICO Francisco Furtado Mendonça, director-geral da Probeb, alegando que os seus impactos na prevenção da obesidade estão por provar. Esta posição da associação tem sido reiterada várias vezes junto dos partidos na Assembleia da República.

Pedro Graça compreende que “ninguém gosta de pagar impostos” mas mantém que o imposto continua a fazer sentido. Por um lado, porque “as bebidas açucaradas, de um modo geral, acrescentam pouco ou nada à qualidade da alimentação dos portugueses, adicionando açúcar, água e, em muitos casos, corantes”; e, por outro, porque todos os dias são consumidos “milhões de embalagens que são poluentes do meio ambiente”.

O director da Faculdade de Ciências da Nutrição e Alimentação da Universidade do Porto lembra que o imposto português foi dado como referência num estudo recente da Comissão Europeia, no âmbito de uma análise aprofundada da situação actual dos impostos sobre produtos com elevado teor de gordura, açúcar e sal (HFSS) vigentes em diferentes países da União Europeia, estando em cima da mesa a possibilidade de se harmonizar uma taxa idêntica para as bebidas para toda a Europa.

A bastonária da Ordem dos Nutricionistas, Liliana Sousa, lamenta que, ao fim de quase dez anos de existência deste imposto, não exista evidência sobre as áreas da saúde onde as verbas arrecadadas foram aplicadas e sobre o que foi feito em termos de promoção da saúde e de literacia da população para mudar os comportamentos alimentares, o que faz deste “um processo incompleto”.

Liliana Sousa admite, contudo, que a decisão do Governo de deixar de consignar esta receita ao SNS “muda o sentido” para o qual o imposto foi originalmente criado e “acaba por descredibilizar” aquela que poderia ter sido uma boa estratégia de saúde pública, se tivesse sido bem monitorizada e comunicada à população, o que entende que não foi feito.

 

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O canal do YT Dividendos de Portugal fez um video muito interessante sobre os principais impostos diretos e indiretos, e dupla tributação, entre os quais o IABA. Aliás, arrisco-me a dizer, é dos melhores canais nacionais, senão mesmo o melhor, em termos de economia, politica e investimentos.

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A minha visão em nada tem que ver com o nível de privilégio que vocês estão a deduzir. Muito pelo contrário.

Eu não quero estar a expor a minha vida pessoal toda, mas da família, provavelmente os meus pais eram os que tinha menos posses, inclusive já receberam RSI. Eu estudei e tive bolsa de estudo e este é um dos elementos mais justos que existe na nossa sociedade, a igualdade de oportunidades no acesso à educação - no setor público. 

A minha mulher e eu trabalhamos e estudamos desde cedo. Hoje em dia não temos um grande salário, sempre fomos regrados. Juntamos dois ou três anos para comprar a nossa primeira casa em 2019. E antes dessa fase há que fazer escolhas, não dá para se ter tudo. Nunca viajamos muito, cortamos em restaurantes porque facilmente são 40€ a 60€, fazendo as contas 1x/semana ao final do mês estamos a falar em 200€ a mais que poupamos. 

Tenho 33 anos e ela 32 anos, eu já mudei 4x de emprego e e ela 2x, sendo que uma delas foi quando tivemos a nossa filha e de forma forçada indicaram-na para o despedimento. 

Posto isto, acho que desde cedo tudo depende muito mais de nós. 

PS: Também já fiz críticas a este governo, o Luís Montenegro, está claramente a governar para ele. O homem que tem mais de 50 imóveis reduz de 25% para 10% a taxa de IRS para senhorios, quer novamente o banco do horas aumentando claramente as desigualdades, é escandaloso isto para mim. Passou, despercebido mas para quem não sabe, ele reduziu a taxa de 28% para 19% as mais-valias para quem investe em ações/ETF's, etc se mantiver durante 8 anos. 
 

Concluindo, sou contra parte da reforma laboral. Por outro lado, sou a favor de algumas pessoas que estão sem atividade profissional, contribuir para a comunidade, desde que com formação para inserção no mercado de trabalho. Obviamente que não englobo pessoas com incapacidades, nem pessoas idosas/perto da idade da reforma, nem casos evidentes e semelhantes. 

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Citação de challenger, há 23 minutos:

Epá acho que basta dizer que os estudos apontam que o principal drive do sucesso escolar de uma criança/jovem é o nível académico dos pais (principalmente da mãe). Acho que nem é preciso mais nada para perceber.

Exato, saiu em Maio

Vantagem de colégios face a escolas públicas anula-se quando escolaridade dos pais é igual

Os investigadores do Projeto LER concluíram que o fator que mais influencia o sucesso académico é a formação académica dos pais: Os alunos com “pelo menos um progenitor com ensino superior apresentam melhores resultados”

 

As minhas começaram no privado com 6 meses pq efetivamente era onde havia vagas e nas IPSS não é preciso ter um salário muito elevado para ficar mais caro do que no privado.

Felizmente teria possibilidades que elas continuassem o seu percurso no privado, mas o meu objetivo é que façam o percurso no público. O meu critério está a ser "quando deixarem de precisar sestas vão para o público", pq no público não há. A mais velha foi este ano letivo, a do meio irá no seguinte.

 

 

Estas foram as coisas que senti até agora:

  1. É preciso pesquisar, tentar recolher feedback, e escolher bem a escola pública onde querem matricular. A escola que acabei por escolher é excelente, puxam muito mais pelos miúdos do que o privado puxava e tem pais super presentes e proativos.
  2. Há escolas más, sinto que se tivesse metido a miúda na escola mais perto de casa estaria neste momento a dizer mal do sistema público e a ponderar seriamente metê-la no privado quando fosse para a primária.
  3. É uma escala totalmente diferente, na privada era só uma turma da pré com uns 20 anos, na pública são 5 turmas de pré com mais de 20.
  4. Comparando com o feedback dos meus amigos que têm os filhos no privado, há tendência de ter pais menos presentes. Há muito mais a atitude "eu pago, é para tratarem por mim" de alguns pais.

 

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Citação de Ego Sum, há 11 minutos:

Exato, saiu em Maio

Vantagem de colégios face a escolas públicas anula-se quando escolaridade dos pais é igual

Os investigadores do Projeto LER concluíram que o fator que mais influencia o sucesso académico é a formação académica dos pais: Os alunos com “pelo menos um progenitor com ensino superior apresentam melhores resultados”

 

As minhas começaram no privado com 6 meses pq efetivamente era onde havia vagas e nas IPSS não é preciso ter um salário muito elevado para ficar mais caro do que no privado.

Felizmente teria possibilidades que elas continuassem o seu percurso no privado, mas o meu objetivo é que façam o percurso no público. O meu critério está a ser "quando deixarem de precisar sestas vão para o público", pq no público não há. A mais velha foi este ano letivo, a do meio irá no seguinte.

 

 

Estas foram as coisas que senti até agora:

  1. É preciso pesquisar, tentar recolher feedback, e escolher bem a escola pública onde querem matricular. A escola que acabei por escolher é excelente, puxam muito mais pelos miúdos do que o privado puxava e tem pais super presentes e proativos.
  2. Há escolas más, sinto que se tivesse metido a miúda na escola mais perto de casa estaria neste momento a dizer mal do sistema público e a ponderar seriamente metê-la no privado quando fosse para a primária.
  3. É uma escala totalmente diferente, na privada era só uma turma da pré com uns 20 anos, na pública são 5 turmas de pré com mais de 20.
  4. Comparando com o feedback dos meus amigos que têm os filhos no privado, há tendência de ter pais menos presentes. Há muito mais a atitude "eu pago, é para tratarem por mim" de alguns pais.

 

Como é que conseguiste escolher a escola pública? Não é a escola da residência ou do trabalho dos pais?

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Montenegro: "Vou resolver os problemas do SNS"

Montenegro a resolver os problemas do SNS:

(Resumindo, ambos os impostos foram criados com as "receitas" a reverter para o SNS, algo que a OMS também defende.)

Note-se que não há problemas no SNS se não houver SNS.

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Citação de Tio Hans, há 10 horas:

Como é que conseguiste escolher a escola pública? Não é a escola da residência ou do trabalho dos pais?

Não, isso é mito.

O principal critério é a idade. Quanto mais velhos forem, mais prioridade têm. Com 5 anos é quase garantido que entra, com 3 é difícil se for uma escola que fica sem vagas.

Depois tens outros critérios onde esses includem como terem irmãos na mesma escola, zona de residência, zona de trabalho dos pais, necessidades educativas especiais, etc.

 

É concurso público tipo quando concorremos para a faculdade, metemos um top 6 de escolas e eventualmente entrarás numa.

As escolas que meti no top eram todas do meu concelho de residência, mas só uma era da minha freguesia.

Editado por Ego Sum
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o estado fora disto, o estado fora daquilo

mas por favor atribuam um subsídio à minha empresa e por favor deixem o estado meter os cidadãos que a meu ver que só gostam de mamar finos a fazer trabalho escravo pelos 300€ que recebem por mês para tentar sobreviver

se um dia for a vossa mãe toda f*dida com 50 anos a ir para a fila do IEFP espero que ela desmaie com uma quebra de tensão e que vocês vão todos borrados para o hospital a pensar em toda a m*rda que andaram a dizer ao longo dos anos por pura ignorância 

Editado por Pavel

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Citação de Ego Sum, há 1 hora:

Exato, saiu em Maio

Vantagem de colégios face a escolas públicas anula-se quando escolaridade dos pais é igual

Os investigadores do Projeto LER concluíram que o fator que mais influencia o sucesso académico é a formação académica dos pais: Os alunos com “pelo menos um progenitor com ensino superior apresentam melhores resultados”

 

Eu já tinha visto esse estudo. Mas estava a falar num âmbito mais alargado, já que noutros países também há estudos com resultados idênticos (nos quais provavelmente esse estudo se inspirou). Acho que um dos mais conhecidos/falados foi feito no UK, lembro-me de ouvir o Miguel Herdade a referi-lo há uns anos.

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Citação de Ego Sum, há 1 hora:

Exato, saiu em Maio

Vantagem de colégios face a escolas públicas anula-se quando escolaridade dos pais é igual

Os investigadores do Projeto LER concluíram que o fator que mais influencia o sucesso académico é a formação académica dos pais: Os alunos com “pelo menos um progenitor com ensino superior apresentam melhores resultados”

 

As minhas começaram no privado com 6 meses pq efetivamente era onde havia vagas e nas IPSS não é preciso ter um salário muito elevado para ficar mais caro do que no privado.

Felizmente teria possibilidades que elas continuassem o seu percurso no privado, mas o meu objetivo é que façam o percurso no público. O meu critério está a ser "quando deixarem de precisar sestas vão para o público", pq no público não há. A mais velha foi este ano letivo, a do meio irá no seguinte.

 

 

Estas foram as coisas que senti até agora:

  1. É preciso pesquisar, tentar recolher feedback, e escolher bem a escola pública onde querem matricular. A escola que acabei por escolher é excelente, puxam muito mais pelos miúdos do que o privado puxava e tem pais super presentes e proativos.
  2. Há escolas más, sinto que se tivesse metido a miúda na escola mais perto de casa estaria neste momento a dizer mal do sistema público e a ponderar seriamente metê-la no privado quando fosse para a primária.
  3. É uma escala totalmente diferente, na privada era só uma turma da pré com uns 20 anos, na pública são 5 turmas de pré com mais de 20.
  4. Comparando com o feedback dos meus amigos que têm os filhos no privado, há tendência de ter pais menos presentes. Há muito mais a atitude "eu pago, é para tratarem por mim" de alguns pais.

 

 

Citação de challenger, há 3 minutos:

Eu já tinha visto esse estudo. Mas estava a falar num âmbito mais alargado, já que noutros países também há estudos com resultados idênticos (nos quais provavelmente esse estudo se inspirou). Acho que um dos mais conhecidos/falados foi feito no UK, lembro-me de ouvir o Miguel Herdade a referi-lo há uns anos.

Não estou a perceber o que se pretende exatamente provar com este estudo, muito honestamente.

É que a eficácia do ensino básico é a mesma entre o público e privado?

É que os pais com um grau mais elevado de estudos entendem melhor a importância de uma boa educação?

E isso relaciona-se de alguma forma com o que estava a ser discutido?

Não me levem a mal, mas estou a apanhar papéis e gostava de aprofundar mais o assunto.

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Citação de John Bonifácio, há 1 minuto:

Não estou a perceber o que se pretende exatamente provar com este estudo, muito honestamente.

É que a eficácia do ensino básico é a mesma entre o público e privado?

É que os pais com um grau mais elevado de estudos entendem melhor a importância de uma boa educação?

E isso relaciona-se de alguma forma com o que estava a ser discutido?

Não me levem a mal, mas estou a apanhar papéis e gostava de aprofundar mais o assunto.

Eu diria que o estudo desmonta o mito estatístico e a narrativa de que os colégios privados ensinam melhor, têm melhores métodos ou professores mais eficazes porque os seus alunos têm notas mais altas.

Demonstram que se pegares num método de ensino do privado e num do público, e os aplicares a crianças com o mesmo contexto familiar, o resultado na aprendizagem da leitura é praticamente o mesmo. O privado não tem uma solução mágica, tem é um perfil de aluno selecionado à partida.

 

Os miúdos com pais com ensino superior têm vantagens que se traduzem nesse sucesso, seja pelo vocabulário a que estão expostos, provalmente mais literacia em casa, capacidade de apoio, etc.

Portanto isto é tudo muito bonito mas também põe a nú que a escola se calhar não está a conseguir ser o elevador social que devia ser. Se o fator principal é a educação dos pais e não os métodos e condições de ensino então parece-me que será difícil passar a ter uma vida melhor do que os pais e sair da roda do rato.

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Citação de Ego Sum, há 1 hora:

Não, isso é mito.

O principal critério é a idade. Quanto mais velhos forem, mais prioridade têm. Com 5 anos é quase garantido que entra, com 3 é difícil se for uma escola que fica sem vagas.

Depois tens outros critérios onde esses includem como terem irmãos na mesma escola, zona de residência, zona de trabalho dos pais, necessidades educativas especiais, etc.

 

É concurso público tipo quando concorremos para a faculdade, metemos um top 6 de escolas e eventualmente entrarás numa.

As escolas que meti no top eram todas do meu conselho de residência, mas só uma era da minha freguesia.

Mas a prioridade não é dada por zona de residência. Ou seja, se a escola da tua residência é a escola x, lá tens vaga garantida para a criança. Se quiseres ir para outra escola, só entras se houver vaga. Não é assim?

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Citação de Tio Hans, há 3 minutos:

Mas a prioridade não é dada por zona de residência. Ou seja, se a escola da tua residência é a escola x, lá tens vaga garantida para a criança. Se quiseres ir para outra escola, só entras se houver vaga. Não é assim?

Não. O facto de teres escola na tua zona de residência não garante, aliás isso aconteceu-me. 

Os critérios são mais aproximados ao que disso o @Ego Sum. Idade, laços familiares (se tem irmãos), inclusão/saúde, apoio social (Se necessita ou não), por aí fora.

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Citação de Ego Sum, há 26 minutos:

Eu diria que o estudo desmonta o mito estatístico e a narrativa de que os colégios privados ensinam melhor, têm melhores métodos ou professores mais eficazes porque os seus alunos têm notas mais altas.

Demonstram que se pegares num método de ensino do privado e num do público, e os aplicares a crianças com o mesmo contexto familiar, o resultado na aprendizagem da leitura é praticamente o mesmo. O privado não tem uma solução mágica, tem é um perfil de aluno selecionado à partida.

 

Os miúdos com pais com ensino superior têm vantagens que se traduzem nesse sucesso, seja pelo vocabulário a que estão expostos, provalmente mais literacia em casa, capacidade de apoio, etc.

Portanto isto é tudo muito bonito mas também põe a nú que a escola se calhar não está a conseguir ser o elevador social que devia ser. Se o fator principal é a educação dos pais e não os métodos e condições de ensino então parece-me que será difícil passar a ter uma vida melhor do que os pais e sair da roda do rato.

e em particular a mãe, maior e melhor promoção da autonomia, autorregulação e autoeficácia, em termos desenvolvimentais, aka aprenderam skills parentais efetivas

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Citação de Ego Sum, há 33 minutos:

Eu diria que o estudo desmonta o mito estatístico e a narrativa de que os colégios privados ensinam melhor, têm melhores métodos ou professores mais eficazes porque os seus alunos têm notas mais altas.

Demonstram que se pegares num método de ensino do privado e num do público, e os aplicares a crianças com o mesmo contexto familiar, o resultado na aprendizagem da leitura é praticamente o mesmo. O privado não tem uma solução mágica, tem é um perfil de aluno selecionado à partida.

 

Os miúdos com pais com ensino superior têm vantagens que se traduzem nesse sucesso, seja pelo vocabulário a que estão expostos, provalmente mais literacia em casa, capacidade de apoio, etc.

Portanto isto é tudo muito bonito mas também põe a nú que a escola se calhar não está a conseguir ser o elevador social que devia ser. Se o fator principal é a educação dos pais e não os métodos e condições de ensino então parece-me que será difícil passar a ter uma vida melhor do que os pais e sair da roda do rato.

A minha geração da família foi a 1ª que passou toda do 9º ano (a geração anterior, dos meus pais e tios, tinha o 6º a 9º ano) e a primeira a ir para a faculdade.

E aqui na aldeia, somos a exceção.
Fizemos um exercício há uns tempos, e de toda a gente que andou connosco na primária, basicamente só a minha família (incluindo 2º-3º grau) é que foi para a faculdade, porque houve incentivo dentro de casa (e da família no geral), que estudar era para ter um futuro melhor, e o maior orgulho foi ver-nos formados.

Tudo o resto foi incentivado desde cedo a trabalhar, e que estudar não valia a pena, ou não tiveram as condições financeiras necessárias para conseguir estudar, etc

 

Generalizando um bocado,  facilmente vejo a minha turma no secundário, e percebo fácil quem tinha pais formados e quem não tinha, a atitude perante as aulas era completamente diferente (a começar por mim 😅).

Ou como o meu primo mais velho foi mudado de turma logo no 5º ano para uma turma de gente filha de pais com formação (aka gente mais rica) depois de muita insistência dos meus tios, porque a turma original dele era o comboio dos deliquentes (a escola adorava meter os reprovados todos nas turmas do pessoal que vinha de certas escolas mais pobres) e metade das aulas era o professor a tentar não ter de expulsar metade daquela gente.
Na turma original dele acho que ninguém foi para a faculdade, na turma para onde foi mudado, quase toda a gente foi, e teve bastante gente a entrar em medicina com altas notas.

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Citação de Ego Sum, há 1 hora:

Demonstram que se pegares num método de ensino do privado e num do público, e os aplicares a crianças com o mesmo contexto familiar, o resultado na aprendizagem da leitura é praticamente o mesmo. O privado não tem uma solução mágica, tem é um perfil de aluno selecionado à partida.

A seleção de 'perfil de aluno' é meio caminho andado para deturpar ou elevar o percurso académico de qualquer criança. 

@rcoelho14 já deu o exemplo dele como poderia dar o meu onde numa escola básica também havia seleção de 'perfis de alunos', que é uma forma bonita de se dizer que havia discriminação a quem nunca foi dada uma oportunidade de aprender e melhorar a sua situação escolar. 

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