JGabriel Publicado Monday às 12:11 (editado) Também me aconteceu. Na minha escola básica original eu era quem se destacava pelas notas, a larga distância dos outros. Nenhum dos meus pais tinha o ensino superior, a minha mãe tinha o 9o ano e o meu pai tinha um daqueles cursos técnicos gerais que equivalem ao secundário hoje. Mas as minhas tias irmãs do meu pai foram todas formadas na universidade e havia esse incentivo por parte do meu pai em particular. Como tinha uma tia professora na secundária do concelho e o marido que não só era professor como era director dessa secundária, os meus pais pediram para me meter numa boa turma de lá. E a diferença era da noite para o dia, tudo bons alunos com pais formados e por comparação o pobretanas da aldeia era eu. Tanto quanto sei, da minha turma original houve uma pessoa a ir para a faculdade. Na turma que apanhei depois não houve ninguém que não fosse. Editado Monday às 12:13 por JGabriel Compartilhar este post Link para o post
pedritsh Publicado Monday às 12:18 Citação de rcoelho14, há 54 minutos: A minha geração da família foi a 1ª que passou toda do 9º ano (a geração anterior, dos meus pais e tios, tinha o 6º a 9º ano) e a primeira a ir para a faculdade. E aqui na aldeia, somos a exceção. Fizemos um exercício há uns tempos, e de toda a gente que andou connosco na primária, basicamente só a minha família (incluindo 2º-3º grau) é que foi para a faculdade, porque houve incentivo dentro de casa (e da família no geral), que estudar era para ter um futuro melhor, e o maior orgulho foi ver-nos formados. Tudo o resto foi incentivado desde cedo a trabalhar, e que estudar não valia a pena, ou não tiveram as condições financeiras necessárias para conseguir estudar, etc Generalizando um bocado, facilmente vejo a minha turma no secundário, e percebo fácil quem tinha pais formados e quem não tinha, a atitude perante as aulas era completamente diferente (a começar por mim 😅). Ou como o meu primo mais velho foi mudado de turma logo no 5º ano para uma turma de gente filha de pais com formação (aka gente mais rica) depois de muita insistência dos meus tios, porque a turma original dele era o comboio dos deliquentes (a escola adorava meter os reprovados todos nas turmas do pessoal que vinha de certas escolas mais pobres) e metade das aulas era o professor a tentar não ter de expulsar metade daquela gente. Na turma original dele acho que ninguém foi para a faculdade, na turma para onde foi mudado, quase toda a gente foi, e teve bastante gente a entrar em medicina com altas notas. Isso é prática geral em todo lado. Ou era. Minha escola era igual. Tudo que seja do 9.º A são os melhores e B, C, D vai piorando. Ou 11.º A de Ciências e Tecnologias tinham todos grandes notas. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado Monday às 12:20 Citação de Pavel, há 1 hora: e em particular a mãe, maior e melhor promoção da autonomia, autorregulação e autoeficácia, em termos desenvolvimentais, aka aprenderam skills parentais efetivas Isso da mãe é mais reflexo de como a sociedade portuguesa ainda está organizada. Ainda há muito a coisa da mãe ser "responsável" pelos miúdos, e o pai pouco fazer/intervir. Os pais não sabem em que atividades os miúdos estão, não preparam os lanches, não sabem que amanhã há a atividade X que é preciso levar Y, etc E parte disto também é fomentado pelas educadoras, eu passava-me quando numa das escolas criavam grupos de whatsapp e metiam só a mãe, apesar de sempre metermos os dois como ponto de contacto, muitas das vezes eu como 1º. Citação de rcoelho14, há 41 minutos: A minha geração da família foi a 1ª que passou toda do 9º ano (a geração anterior, dos meus pais e tios, tinha o 6º a 9º ano) e a primeira a ir para a faculdade. E aqui na aldeia, somos a exceção. Fizemos um exercício há uns tempos, e de toda a gente que andou connosco na primária, basicamente só a minha família (incluindo 2º-3º grau) é que foi para a faculdade, porque houve incentivo dentro de casa (e da família no geral), que estudar era para ter um futuro melhor, e o maior orgulho foi ver-nos formados. Tudo o resto foi incentivado desde cedo a trabalhar, e que estudar não valia a pena, ou não tiveram as condições financeiras necessárias para conseguir estudar, etc Generalizando um bocado, facilmente vejo a minha turma no secundário, e percebo fácil quem tinha pais formados e quem não tinha, a atitude perante as aulas era completamente diferente (a começar por mim 😅). Ou como o meu primo mais velho foi mudado de turma logo no 5º ano para uma turma de gente filha de pais com formação (aka gente mais rica) depois de muita insistência dos meus tios, porque a turma original dele era o comboio dos deliquentes (a escola adorava meter os reprovados todos nas turmas do pessoal que vinha de certas escolas mais pobres) e metade das aulas era o professor a tentar não ter de expulsar metade daquela gente. Na turma original dele acho que ninguém foi para a faculdade, na turma para onde foi mudado, quase toda a gente foi, e teve bastante gente a entrar em medicina com altas notas. Por acaso tenho a experiência oposta. Cresci numa aldeia de um dos concelhos perto do teu. Quase nenhum dos pais tinha ensino superior, inclusive os meus, e a maior parte dos miúdos acabaram por ir para a faculdade. Mesmo que a maior parte para instituições de menor "prestígio". No entanto passei precisamente pela diferença de contextos e quanto impacta os miúdos. Na pré andei na aldeia com eles. A partir da primária fui para uma das escolas públicas principais na sede de concelho. Até ao 4º ano não notava diferença, continuava a andar com os miúdos da aldeia na catequese e brincávamos todos os fins de semana. Dali para a frente começou a criar-se um fosso precisamente porque comecei a ser exposto a outras coisas que eles não. Passei a ter computador em casa, eles não. Na escola onde andava a edução dos pais era superior, tipo um dos meus amigos era filho de médicos, portanto o tipo de vocabulário e conversas se calhar eram outros, etc. Eu senti isto na prática, quase que parecia deixei de ter tema de conversa em comum com eles. Foi esquisito. No entanto a ironia da vida é que alguns desses miúdos da aldeia passaram a ser da minha turma no secundário, e aí esse fosso já não existia de forma tão acentuada. A escolaridade, o fácil acesso a computadores, internet, etc reduziu significativamente o efeito. Citação de Rōnin, há 12 minutos: A seleção de 'perfil de aluno' é meio caminho andado para deturpar ou elevar o percurso académico de qualquer criança. O @rcoelho14 já deu o exemplo dele como poderia dar o meu onde numa escola básica também havia seleção de 'perfis de alunos', que é uma forma bonita de se dizer que havia discriminação a quem nunca foi dada uma oportunidade de aprender e melhorar a sua situação escolar. O clássico os miúdos de contextos melhores vão para as turmas A e B. Devo ser mesmo m*rda, no 2º ciclo era do M, e a partir do 3º tb era do D ou E 😂 Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado Monday às 12:23 Citação de pedritsh, há 4 minutos: Isso é prática geral em todo lado. Ou era. Minha escola era igual. Tudo que seja do 9.º A são os melhores e B, C, D vai piorando. Ou 11.º A de Ciências e Tecnologias tinham todos grandes notas. está explicado o porquê de eu acabar sempre na última turma 2 Compartilhar este post Link para o post
pedritsh Publicado Monday às 12:35 Citação de Ego Sum, há 14 minutos: Citação de Rōnin, há 42 minutos: O clássico os miúdos de contextos melhores vão para as turmas A e B. Sempre. É ou foi geral Sobre as turmas A e B Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado Monday às 12:43 Deve ser coisa de cidade grande. Aqui era por zona de residência Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Monday às 12:49 Na minha altura, na secundária, os betos (agro-betos, na verdade) também ficavam todos na turma A, não havia cá misturas. Depois 1 ou 2 turmas da malta da cidade, também segregadas - os meus pais moravam (e moram) num bairro que na altura era considerado "perigoso", ahah, um perigo do crl no Alto Alentejo - e as restantes turmas com a malta das vilas e aldeias à volta, também segregadas pelo prestígio da aldeia. Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado Monday às 12:52 aposto que todos os alunos do 4º A hoje são CEOs Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Monday às 12:52 (editado) Pessoalmente senti em vários momentos, incluindo ainda na adolescência, em que podia ter sido mais "bem sucedido" na vida se tivesse tido outro tipo de estímulos ou se tivesse apanhado professores daqueles que puxam mais por nós e nos marcam. Por outro lado, não mudava uma vírgula naquilo que vivi, por exemplo ver o pai de um amigo a fazer a barba com sabonete, ou a mãe de outro muito envergonhada porque tinha ficado sem leite para o nosso lanche. Foi esse tipo de infelicidades que hoje me permitem ter empatia pelas pessoas que têm menos do que eu. E a cereja no topo do bolo é trabalhar numa empresa que se vende como altamente inclusiva mas depois 90% das pessoas vieram da Católica e todas as primeiras linhas da Comissão Executiva têm um MBA nos EUA ou Inglaterra, daqueles que custam mais de 100k€. Editado Monday às 12:54 por Quan Chi 3 Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado Monday às 12:58 Citação de Quan Chi, há 4 minutos: E a cereja no topo do bolo é trabalhar numa empresa que se vende como altamente inclusiva mas depois 90% das pessoas vieram da Católica e todas as primeiras linhas da Comissão Executiva têm um MBA nos EUA ou Inglaterra, daqueles que custam mais de 100k€. Mas isso aí é normal. Não sendo uma ciência exacta, que tem acesso a melhor formação, genericamente tem tendência a tornar-se melhor profissional. E as empresas, que existem para ganhar dinheiro, tentam, ou deveriam tentar, ter os melhores profissionais. O problema está, obviamente, a montante. Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado Monday às 13:00 Citação de pedritsh, há 37 minutos: Isso é prática geral em todo lado. Ou era. Minha escola era igual. Tudo que seja do 9.º A são os melhores e B, C, D vai piorando. Ou 11.º A de Ciências e Tecnologias tinham todos grandes notas. Por acaso na minha escola do 5º ao 9º não foi bem assim. Eu era da turma A e eramos os pobres e onde metiam os reprovados todos (no 7º ano crescemos de 18 para 24 alunos, a turma tinha quase 10 alunos que já tinham reprovado 1 vez pelo menos) Turma B era ali no meio termo. Turma C era dos ricos, dos filhos dos professores, advogados, engenheiros, etc. No secundário assim de cabeça, era mais equilibrado, a minha turma de Ciências e Tecnologias tinha um pouco de tudo. Citação de Quan Chi, há 6 minutos: Pessoalmente senti em vários momentos, incluindo ainda na adolescência, em que podia ter sido mais "bem sucedido" na vida se tivesse tido outro tipo de estímulos ou se tivesse apanhado professores daqueles que puxam mais por nós e nos marcam. Por outro lado, não mudava uma vírgula naquilo que vivi, por exemplo ver o pai de um amigo a fazer a barba com sabonete, ou a mãe de outro muito envergonhada porque tinha ficado sem leite para o nosso lanche. Foi esse tipo de infelicidades que hoje me permitem ter empatia pelas pessoas que têm menos do que eu. Sinto um bocado isso às vezes, seja com alguns professores que apanhei, até à forma como os meus pais podiam ter gerido melhor ali uma certa fase da minha vida, e claro, não ter sofrido bullying durante 4 ou 5 anos teria ajudado imenso a minha autoestima. Mas é como dizes, tudo me ajudou a ter mais empatia, consigo ver os meus privilégios, mesmo em relação a pessoas com a mesma capacidade financeira que os meus pais tinham. Compartilhar este post Link para o post
Jimpo Publicado Monday às 13:01 Pai pedreiro e mãe enfermeira (curso técnico tirado no estrangeiro pois foi emigrante) e muitas vezes ouvi eu "tens de estudar e tirar um curso superior para não acabar nas obras como o teu pai (ou "como eu" caso fosse o meu pai a dar a missa)" Não tivesse eu vindo para o estrangeiro e estava a chorar por não ter aprendido de pedreiro com o meu pai. Tinha montado empresa de construção, teria obrigado o meu irmão mais novo a trabalhar comigo e estaríamos ricos a explorar uns quantos brasileiros e indianos. 3 Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado Monday às 13:08 Citação de Tio Hans, Agora: Mas isso aí é normal. Não sendo uma ciência exacta, que tem acesso a melhor formação, genericamente tem tendência a tornar-se melhor profissional. E as empresas, que existem para ganhar dinheiro, tentam, ou deveriam tentar, ter os melhores profissionais. O problema está, obviamente, a montante. Não falo dos MBAs porque não conheço, mas em relação às universidades portuguesas isso é uma falácia brutal. Falo do meu próprio exemplo. Licenciei-me em Economia na UÉvora e tirei um mestrado também em Economia na FEP. O grau de exigência foi o mesmo, a qualidade dos cursos também, e algumas as matérias do mestrado na FEP já eu as tinha dado na licenciatura na UÉ, pelo que esta licenciatura era bastante completa. Fui dos melhores alunos da UÉ e isso não gerou qualquer abordagem profissional. Na FEP fui um aluno médio e quase 1 ano antes de o terminar, já tinha emprego assegurado. Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado Monday às 13:21 Citação de Ego Sum, há 2 horas: Eu diria que o estudo desmonta o mito estatístico e a narrativa de que os colégios privados ensinam melhor, têm melhores métodos ou professores mais eficazes porque os seus alunos têm notas mais altas. Demonstram que se pegares num método de ensino do privado e num do público, e os aplicares a crianças com o mesmo contexto familiar, o resultado na aprendizagem da leitura é praticamente o mesmo. O privado não tem uma solução mágica, tem é um perfil de aluno selecionado à partida. Os miúdos com pais com ensino superior têm vantagens que se traduzem nesse sucesso, seja pelo vocabulário a que estão expostos, provalmente mais literacia em casa, capacidade de apoio, etc. Portanto isto é tudo muito bonito mas também põe a nú que a escola se calhar não está a conseguir ser o elevador social que devia ser. Se o fator principal é a educação dos pais e não os métodos e condições de ensino então parece-me que será difícil passar a ter uma vida melhor do que os pais e sair da roda do rato. Não será abusivo generalizar um estudo específico do estudo básico para todo o sistema educativo? Acho que a máxima de que no público é que se aprende melhor porque é onde estão os melhores profissionais ainda se aplica. Aliás, são eles quem segura pelas pontas o Ensino Público, não obstante as tentativas sucessivas dos Governos de o transformar numa linha de produção em série de desmiolados. O que deveria ser estudadas são as condições das quais os profissionais de ambos os lados do ensino usufruem e de que forma isso se reflete no ambiente proporcionado ao aluno para se desenvolver cognitiva e socialmente. Não podemos olhar para um estudo que conclui que miúdos de 5 a 7 anos aprendem o básico dos básicos mais facilmente se um dos pais tiver as ferramentas certas para o incentivar e, com isso, extrapolar que o ensino público e privado são iguais porque a eficiência de ambos os professores é a mesma, quando a qualidade educativa é muito mais do que isso. Finalizando, o papel de promotor social está de facto e paulatinamente a ser roubado ao ensino público. E o plano é mesmo esse. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Monday às 13:26 Por acaso tenho experiências próximas dessa comparação privada vs pública ao nível do ensino superior, e acho que é difícil tirar conclusões claras. Explicando: os meus anos formativos foram, por motivos que não interessa agora, passados com uns tios, no Porto. Esses tios tinham 5 filhos, 3 deles mais velhos e 2 mais novos. Portanto, em 6, 3 tiraram cursos em privadas, 2 em públicas (incluindo-me) e uma não foi para a faculdade. Acho que não errarei muito se disser que os 2 da pública ganham mais que os outros. Portanto, não acho que diga grande coisa, isso do público vs privado. Acho, sobretudo e cada vez mais (e de forma genérica, claro que há cursos mais técnicos), que a faculdade nos dá ferramentas pessoais, mais do que técnicas, para nos preparar para a vida. Nem sequer são sempre os melhores alunos a ter mais sucesso, muitas vezes são os que têm essas ferramentas, arriscam mais, etc. (Claro que a medida do sucesso é altamente relativa, mas essa é outra discussão.) Compartilhar este post Link para o post
smashing_pumpkin Publicado Monday às 13:29 Citação de Ghelthon, há 2 minutos: Por acaso tenho experiências próximas dessa comparação privada vs pública ao nível do ensino superior, e acho que é difícil tirar conclusões claras. Explicando: os meus anos formativos foram, por motivos que não interessa agora, passados com uns tios, no Porto. Esses tios tinham 5 filhos, 3 deles mais velhos e 2 mais novos. Portanto, em 6, 3 tiraram cursos em privadas, 2 em públicas (incluindo-me) e uma não foi para a faculdade. Acho que não errarei muito se disser que os 2 da pública ganham mais que os outros. Portanto, não acho que diga grande coisa, isso do público vs privado. Acho, sobretudo e cada vez mais (e de forma genérica, claro que há cursos mais técnicos), que a faculdade nos dá ferramentas pessoais, mais do que técnicas, para nos preparar para a vida. Nem sequer são sempre os melhores alunos a ter mais sucesso, muitas vezes são os que têm essas ferramentas, arriscam mais, etc. (Claro que a medida do sucesso é altamente relativa, mas essa é outra discussão.) Mas o ensino público e privado a nível do ensino superior é uma conversa completamente diferente. 4 Compartilhar este post Link para o post
Plagio o Original Publicado Monday às 13:38 eu não acho que a minha faculdade me tornou um melhor profissional, e estive numa dessas muito corporate friendly, que se vendem com melhor empregabilidade e melhores salários após a faculdade. ajudou-me a ter o primeiro emprego porque conheci uma pessoa lá que acabou a dar-me um trabalho lá na agencia onde ele trabalhava hoje gostava que o meu curso tivesse tido menos corporate BS. hoje dou por mim a pensar "devia ter ido pra matemática" ou uma coisa do genero Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Monday às 13:42 Citação de Plagio o Original, há 3 minutos: eu não acho que a minha faculdade me tornou um melhor profissional, e estive numa dessas muito corporate friendly, que se vendem com melhor empregabilidade e melhores salários após a faculdade. ajudou-me a ter o primeiro emprego porque conheci uma pessoa lá que acabou a dar-me um trabalho lá na agencia onde ele trabalhava hoje gostava que o meu curso tivesse tido menos corporate BS. hoje dou por mim a pensar "devia ter ido pra matemática" ou uma coisa do genero O que eu disse foi mais numa onda de dar ferramentas, e também mostrar que nem sempre o sucesso académico anda de mãos dadas com o sucesso profissional. Conheço pelo menos 2 pessoas que eram alunos medianos/fracos e hoje são CEOs de empresas, uma criada por si e outra não, apenas subiu a pulso. Eu próprio sou exemplo disso. Não acabei o curso no tempo certo, deixei a matrícula congelada uma porrada de anos para acabar apenas por carolice e meio à Sócrates, e tive a sorte e o mérito de agarrar as oportunidades para hoje ser um programador a ganhar muito bem para a realidade do país. Algumas vezes, a malta com sucesso académico está meio que formatada para aquela profissão em particular, e pouco mais sabem ou conseguem fazer. Não que seja mau, é apenas o que é. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado Monday às 14:00 (editado) Citação de Plagio o Original, há 1 hora: aposto que todos os alunos do 4º A hoje são CEOs No meu caso a maior parte foi para ciências e tecnologias pq assim as regras ditavam para quem era filho de boa gente, para eventualmente se formarem enfermeiros, fisioterapeutas, farmacêuticos, e terem de emigrar pq apanharam o durante e pós troika. Citação de Jimpo, há 1 hora: Pai pedreiro e mãe enfermeira (curso técnico tirado no estrangeiro pois foi emigrante) e muitas vezes ouvi eu "tens de estudar e tirar um curso superior para não acabar nas obras como o teu pai (ou "como eu" caso fosse o meu pai a dar a missa)" Não tivesse eu vindo para o estrangeiro e estava a chorar por não ter aprendido de pedreiro com o meu pai. Tinha montado empresa de construção, teria obrigado o meu irmão mais novo a trabalhar comigo e estaríamos ricos a explorar uns quantos brasileiros e indianos. Uma chefona estrangeira onde trabalho já disse aos filhos com idade de começar a trabalhar para se afastarem do mundo corporativo porque IA vai fazer isso tudo por eles. Disse-lhes para focarem em algo que traga emoção, ou faça algo físico, e pague as contas, portanto um está a tentar ser surfista profissional. Citação de Quan Chi, há 54 minutos: O grau de exigência foi o mesmo, a qualidade dos cursos também, e algumas as matérias do mestrado na FEP já eu as tinha dado na licenciatura na UÉ, pelo que esta licenciatura era bastante completa. Não querendo subvalorizar, qualquer licenciado da FEP te irá dizer que os mestrados na FEP são fáceis, eu inclusive que tirei tanto licenciatura como mestrado lá 😛 Fiz o mestrado com média de prai 15 ou 16 a trabalhar em simulatâneo numa big 4, não podendo ir às aulas porque era durante o dia, e vivendo 75% desse período em Lisboa e indo em trabalho para a Angola e US umas temporadas. Na licenciatura tive média de 12... Editado Monday às 14:02 por Ego Sum Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado Monday às 14:11 https://sapo.pt/artigo/precos-das-casas-sobem-10-2-e-atingem-novo-maximo-historico-em-maio-6a1d48f9cd43b947e58f711e Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Monday às 14:17 Citação de Tio Hans, há 6 minutos: https://sapo.pt/artigo/precos-das-casas-sobem-10-2-e-atingem-novo-maximo-historico-em-maio-6a1d48f9cd43b947e58f711e Tudo tranquilo, ainda. É deixar o mercado funcionar. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado Monday às 14:20 Citação de Ghelthon, há 2 minutos: Tudo tranquilo, ainda. É deixar o mercado funcionar. Este teu post é tão certo como 2+2 serem 4. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Monday às 14:22 Citação de Tio Hans, há 1 minuto: Este teu post é tão certo como 2+2 serem 4. Claro. É continuar com a mesma receita. Piorar a procura, não fazer nada na oferta, e rezar. Tem funcionado, acho eu. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado Monday às 14:24 Citação de Ghelthon, há 1 minuto: Claro. É continuar com a mesma receita. Piorar a procura, não fazer nada na oferta, e rezar. Tem funcionado, acho eu. Estamos de acordo, mas isso é o mercado a não funcionar livremente. 1 Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado Monday às 14:26 (editado) Citação de Tio Hans, há 5 minutos: Estamos de acordo, mas isso é o mercado a não funcionar livremente. Do teu ponto de vista, o que está hoje a impedir o mercado de funcionar livremente e, portanto (assumo), que os preços desçam? Editado Monday às 14:30 por Ghelthon Compartilhar este post Link para o post