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Tópico da Política, Ambiente e Economia

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Citação de SAS_Robben, há 5 minutos:

fdx que shitshow em potência

Por acaso estou curioso como é que a paz d'alma do Paulo Raimundo vai reagir à gritaria do Ventura 

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Citação de HappyKing, há 13 minutos:

22:00 Chega - PCP (CNN Portugal)

Que dê uma caganeira ao Paulo Raimundo e que seja o Miguel Tiago a substituir.

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Citação de SAS_Robben, há 15 minutos:

fdx que shitshow em potência

Não vai ser. O Raimundo não tem o perfil para andar a falar por cima e coisas parecidas (e ainda bem) e portanto vai ser engolido pelo Ventura. 

Citação de Genzo, há 13 minutos:

CH já lançaram os seus programas eleitorais.

Com combate à zoofilia, castração química e eliminação de IVA (sim, IVA) na compra da primeira habitação incluídos. 

Editado por HappyKing

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Na verdade tenho pena de não ver o Nuno Melo ou o Gonçalo da Câmara Pereira e a sua sapiência.

Estou a brincar

Editado por Mica

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Citação de Petar Musa, há 22 minutos:

Por acaso estou curioso como é que a paz d'alma do Paulo Raimundo vai reagir à gritaria do Ventura 

Pode ser que tenha a coragem que o Jerónimo não teve e mande um "Cala-te facho"

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Li o programa do Chega na diagonal e achei incrível, especialmente a nível fiscal. Quase que me faz pagar para ver o circo que se montaria se fossem Governo.

Mas pronto, com dinheiro do Monopólio até eu fazia um programa.

Editado por Ghelthon

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Citação de Mica, há 8 minutos:

Na verdade tenho pena de não ver o Nuno Melo ou o Gonçalo da Câmara Pereira e a sua sapiência.

Estou a brincar

Imagina o Câmera Pereira contra o Tavares ou a Mortágua.

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Citação de Ghelthon, há 7 minutos:

Li o programa do Chega na diagonal e achei incrível, especialmente a nível fiscal. Quase que me faz pagar para ver o circo que se montaria se fossem Governo.

Mas pronto, com dinheiro do Monopólio até eu fazia um programa.

Para mim, esta é a medida mais importante do programa deles:

Gaspar Macedo (@123Gasp)

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Citação de Robe, Agora:

Para mim, esta é a medida mais importante do programa deles:

Gaspar Macedo (@123Gasp)

É bom ver que finalmente alguém se preocupa com as ovelhas vítimas de situações.

Mal o Chega alcance o poder, este vídeo é logo banido:

 

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Citação de Puto Perdiz, há 39 minutos:

Que dê uma caganeira ao Paulo Raimundo e que seja o Miguel Tiago a substituir.

O verdadeiro lider do PCP. O PCP morre de tanto se esconder do confronto ideológico. 

O Miguel Tiago não tem medo desse confronto, é carismático, sabe transmitir a mensagem do partido e não tem vergonha do comunismo que o PCP defende. 

Pode ser que sejam arredados do parlamento e coloquem outro secretário geral melhor. Têm 4 grandes nomes. 

Editado por Che

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Por falar em Miguel Tiago ele anda com o Raimundo. No debate que ele teve o Miguel estava com ele à chegada.

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Citação de HappyKing, há 3 minutos:

Por falar em Miguel Tiago ele anda com o Raimundo. No debate que ele teve o Miguel estava com ele à chegada.

Era lindo se isso acontecesse mesmo.

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Citação de Robe, há 15 minutos:

Para mim, esta é a medida mais importante do programa deles:

Gaspar Macedo (@123Gasp)

O "xôr" Frazão saiu do partido?

A pobre coitada da mulher do AV vai ser alvo de estudo? 

 

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O que faz falta ao discurso politico português e à esquerda nacional é mesmo o Miguel Tiago a falar numa TV neste debates.

A não ser que o intuito seja fazer mesmo o PCP desaparecer de vez.

Editado por SAS_Robben
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Os comunistas precisam dum secretário geral no qual se revejam. Já chega de líderes dissimulados que tentam não jogar pedras ao charco enquanto o partido vai desaparecendo. 

O Bloco fez all in na família Mortágua, mesmo sabendo os anticorpos que têm. Será que a esquerda precisa da trotskista filha dum terrorista? Pelos vistos sim. 

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Citação de SAS_Robben, há 8 minutos:

O que faz falta ao discurso politico português e à esquerda nacional é mesmo o Miguel Tiago a falar numa TV neste debates.

A não ser que o intuito seja fazer mesmo o PCP desaparecer de vez.

O PCP está à beira de precipício tem que tomar a decisão certa- Dar um passo em frente.

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Porque vocês comunistas já morreram e nem deram por isso. É ou não é verdade que NUNCA existiu um governo dito comunista que salvou o povo das desigualdades sociais? ou melhor, acabaram as desigualdades mas em lugar de tornarem os mais pobres ricos não... TORNARAM TUDO O QUE MEXIA POBRE. O comunismo é uma utopia impraticável por muito bonito que seja. Aconselho-vos a lerem a todos o livro negro do comunismo e verão que Estaline em nada ficou atrás de Hitler, não estou de maneira nenhuma a proteger o criminoso que foi o Hitler, mas o Estaline foi tão mau como ele e outros ditadores comunistas em nada ficam atrás. Não vale a pena tentarem refutar este último facto pois é isso mesmo, um facto, que patente ficou quando, provavelmente o único homem comunista admirado por mim, Gorbachov, abriu e libertou os documentos secretos da URSS.

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Citação de Pavel, há 11 minutos:

Porque vocês comunistas já morreram e nem deram por isso. É ou não é verdade que NUNCA existiu um governo dito comunista que salvou o povo das desigualdades sociais? ou melhor, acabaram as desigualdades mas em lugar de tornarem os mais pobres ricos não... TORNARAM TUDO O QUE MEXIA POBRE. O comunismo é uma utopia impraticável por muito bonito que seja. Aconselho-vos a lerem a todos o livro negro do comunismo e verão que Estaline em nada ficou atrás de Hitler, não estou de maneira nenhuma a proteger o criminoso que foi o Hitler, mas o Estaline foi tão mau como ele e outros ditadores comunistas em nada ficam atrás. Não vale a pena tentarem refutar este último facto pois é isso mesmo, um facto, que patente ficou quando, provavelmente o único homem comunista admirado por mim, Gorbachov, abriu e libertou os documentos secretos da URSS.

😁

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Estava agora a ouvir o Montenegro antes do debate na SICN. Afirmar que o único partido que cortou pensões foi o PS é fantástico. 

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mw-640

Spoiler

Eunice Lourenço

Rui Rocha - 6

Rui Tavares – 8

Foram dois Ruis a concorrer pelo voto jovem, cada qual a saber que o melhor resultado que pode alcançar é ser necessários a uma maioria e conseguir influenciar políticas. O liberal, mais cheio de certezas e de dogmas sobre o mercado; o europeísta de esquerda, com mais mundo e ideias mais experimentais. Ganhou Rui Tavares por ter falado de dois assuntos tão relevantes para o futuro e tão pouco falados nesta pré-campanha: o contexto internacional e a inteligência artificial. Um conselho para Rui Rocha: pare de mudar o visual, sob risco de ser ainda menos reconhecido na rua. Outro para Rui Tavares: não aposte nas piadas pré-preparadas, perdem a graça quando são ditas a martelo.

Cristina Figueiredo

Rui Rocha - 4

Rui Tavares - 3

Aborrecido. Muito aborrecido. E inútil, receio (quer na capacidade de reter espectadores, quer na, bem mais importante para os diretamente envolvidos, de atrair votos). Ao terceiro debate consecutivo Rui Rocha está a melhorar na capacidade de olhar o adversário nos olhos e isso é de saudar - só por isso leva melhor nota. Já o jargão “o único voto que muda Portugal é o voto na Iniciativa Liberal”, com que começa todas as suas primeiras intervenções nestes frente-a-frentes (à semelhança do que João Cotrim Figueiredo fazia em 2022), é mesmo para irritar - e ainda faltam 4 debates!

Rui Tavares, por sua vez, retomando uma expressão que fez história in illo tempore, foi uma “picareta falante”, boicotando o rumo do debate que o moderador (sem grande sucesso) tentava impor. Feitas as contas tornou-se difícil extrair pontos positivos de um debate que acabou refém de ideias (e metáforas) tão pequeninas como a representação que tanto IL como Livre estão a concitar junto dos eleitores, a avaliar pelas sondagens que vão sendo feitas.

Paulo Baldaia

Rui Rocha - 5

Rui Tavares - 6

Num debate entre os lideres de dois partidos que têm um menu de propostas muito reduzido não é suposto que alguém tenha dificuldades em explicar ao que vem. Mas Rui Rocha ainda não conseguiu explicar sem hesitações nem erros a sua grande bandeira, o choque fiscal. Já foi magia fiscal para Pedro Nuno Santos, transformado agora em arco-íris com pote de ouro por Rui Tavares. Só faltava mesmo ver o líder do IL argumentar com a privatização da TAP (receita extraordinária) para compensar a redução futura de receita fiscal.

O porta-voz do Livre este sempre mais assertivo, mas também mostrou fragilidades a discutir, por exemplo, dossiês como a Saúde onde tem pouco mais que generalidades para apresentar aos eleitores. Fechou o debate deixando o adversário sem resposta quando Rui Rocha argumentou que o Estado não pode impor às empresas o caminho a seguir porque cada sector e cada empresa tem características próprias, Rui Tavares fechou lembrando que “se não houvesse legislação a obrigar, nunca teria havido a jornada de oito horas de trabalho por dia”.

Pedro Cordeiro

Rui Rocha - 5

Rui Tavares - 7

No dia em que Luís Montenegro se esquivou a Paulo Raimundo e Rui Tavares, este último e Rui Rocha protagonizaram um debate vivo e com nível, a mostrar que não há razão para tanto medo. O Rui que encabeça o Livre — último a entrar na série de 30 recontros — pareceu-me mais escorreito do que o Rui que chefia os liberais, a começar logo na farpa de dizer que, ao contrário do oponente, não trazia frase feita para repetir a cada debate. Deu-lhe um ar genuíno que manteve ao longo de meia hora, pecando no fim por excesso de interrupções.

Rocha voltou a não explicar convincentemente de onde vem o dinheiro para os seus cortes fiscais e atrapalhou-se ao criticar o cariz experimental de certas ideias do adversário. Tavares defendeu que se teste soluções antes de as adotar, o que não é irrazoável. O estúdio aqueceu mais para o fim, com Rocha cada vez mais agastado. Tavares ganhou por falar de assuntos tangíveis e no dia a dia do eleitor, ilustrando argumentos com situações concretas e trazendo à conversa temas de futuro e de juventude que têm tido tempo insuficiente nestes programas.

Pedro Candeias

Rui Rocha - 5

Rui Tavares - 7

Porque debatera duas vezes em dias consecutivos e a crítica foi quase unânime a sinalizar-lhe capacidades até então desconhecidas, já sabíamos ao que Rui Rocha ia - e ele não nos desiludiu. “O único voto capaz de mudar Portugal é o voto na Iniciativa Liberal”. A frase feita, denunciada por Rui Tavares, é o mote do programa do partido a que preside: redução da carga fiscal, flexibilização da economia ou o sistema de saúde misto. Contra o porta-voz do Livre, a receita foi a mesma: “Nós queremos mudar um sistema que não funciona, o Rui Tavares quer manter o mesmo sistema”.

Ou seja, o país está mal, são precisas ideias liberais para o mudar.

O problema, para Rocha, é não conseguir explicar onde iria buscar a receita para suprir os cortes fiscais e, por vezes, navegar em planos de intenções cuja taxa de aplicabilidade e de eficácia são uma grande incógnita, ou um “pote de ouro do outro lado do arco-íris”, como Rui Tavares imaginou.

O líder do Livre, por sua vez, puxou de bandeiras suas - os passes ferroviários e da ajuda aos sem-abrigo que derivam de parte do imposto de selo -, esforçou-se e (a espaços) conseguiu atribuir algum grau de irresponsabilidade ao adversário e puxou o método científico como alternativa “à fezada” da IL.

O berbicacho de Tavares foi não ter explanado como quer resolver a Saúde e a Educação e o Ambiente que se propôs a debater; e também pareceu embaraçado a elencar as medidas fiscais que defende.

A meio, começaram ambos a tratar-se por tu, num grau de informalidade que não se traduziu em menor urbanidade. Ganhou Tavares, porque foi mais claro, acutilante e articulado que Rui Rocha.

Sebastião Bugalho

Rui Rocha - 4

Rui Tavares - 5

Desinteressante e sem entusiasmo, o debate dos Ruis não aqueceu nem arrefeceu. O liberal colou Tavares ao PS como Montenegro colou Mortágua a Pedro Nuno. E Rui Tavares colou a IL à magia fiscal como Pedro Nuno já havia feito. Como pequenos pastiches dos candidatos a primeiro-ministro, os candidatos a viabilizar os respectivos não mostraram arrojo nem originalidade.

Rocha, que havia sobressaído contra o populismo de Ventura, foi mal dormido para o empate com Rui Tavares, chegando a confundir a semana de 4 dias com o Rendimento Básico Incondicional. Tavares, qual picareta falante, ocupou melhor o duelo, ainda que sem a acutilância que fez dele a surpresa dos debates em 2022. Suficiente menos – e para os dois –, mas com o homem do Livre por cima.

Deste debate fica mesmo a dúvida: o Rui Rocha debatente terá sido samba de uma noite só?

---/---

mw-640

Spoiler

Ricardo Costa

Mariana Mortágua - 4

Rui Tavares - 4

A cisão já lá vai, nenhum espectador desatento conseguiria perceber que há uns anos Rui Tavares estava nas listas do Bloco e que bateu com a porta com estrondo. Não conseguiria perceber isso e, mais estranho, não sei se conseguiria perceber porque estão em partidos diferentes. Será que estão mesmo? A pergunta é retórica, existem, de facto, diferenças claras entre o BE e o Livre.

Mas hoje não se notaram, como não se notou um grande esforço no alargar do hemisfério esquerdo do Parlamento. Depois do alto rendimento da primeira ronda de debates (Mortágua vs. Montenegro e Tavares vs. Rocha) hoje vimos um curioso jogo treino. Será que algum indeciso acordou da sesta política durante este debate?

Paula Santos

Mariana Mortágua - 4

Rui Tavares - 5

Não se espera um debate picado entre partidos que têm mais pontos em comum do que diferenças e que até fazem questão (e neste debate fizeram) de deixar evidente essa sintonia. Mas há uma pergunta que continua por responder: afinal o que distingue BE e Livre? em parte, a forma como resolver o problema da habitação, mais radical do lado do BE do que do Livre, mas nada que não encontre pontos de convergência entre ambos. Mais do que um debate, foi uma conversa entre aliados que não se hostilizam, mas que assim não mostram ao eleitorado as diferenças, numa estratégia que não serve a nenhum . Rui Tavares foi mais assertivo e claro na questão dos desafios que a Europa enfrenta em matéria de defesa e aí ganhou pontos. Mariana Mortágua não começou bem o debate ao optar por não dar mais explicações sobre o caso concreto do aviso de despejo da sua avó, que trouxe à discussão no debate anterior com Luís Montenegro. A líder do BE não quis voltar ao tema, refugiando-se na ideia de que não se devem discutir "situações particulares", mas foi a própria que levou o exemplo "particular" para a conversa.

Nota negativa para ambos para a falta de propostas sobre o crescimento económico e positiva para as reações, quer de Mariana Mortágua, quer de Rui Tavares, perante a notícia de que Luís Montenegro vai delegar em Nuno Melo dois dos debates previstos na televisões, sem que tenha sido acordado com os partidos envolvidos. Uma "mudança de regras a meio do jogo" e uma "descortesia enorme".

Pedro Cordeiro

Mariana Mortágua - 6

Rui Tavares - 7

Mariana Mortágua e Rui Tavares mostraram, na SIC Notícias, que é possível um debate entre partidos da mesma área ter confronto de ideias. Antes disso, receberam o rebuçado dado na véspera por Luís Montenegro e gastaram uns minutos a vergastar com gosto quem quis mudar as regras antes do jogo, com a deselegância adicional, soube-se agora, de não ter avisado o Livre de que pretendia fazer-se substituir por outro dirigente da AD.

Mortágua teve depois um presente menos saboroso, fugindo (embora três vezes instada pela moderadora) a esclarecer as declarações que fizera sobre a sua avó num debate anterior.

Na habitação houve contraste, com a bloquista a defender medidas mais restritivas dos não-residentes e o oponente a invocar o direito europeu para contradizê-la. Houve-o no rendimento básico incondicional e na semana de quatro dias, que Tavares defende e Mortágua questiona. A NATO — que bom ver os relevantíssimos temas de geopolítica surgir nestes debates! — voltou a dividi-los, com o Livre menos cáustico do que o Bloco na crítica à Aliança Atlântica e a defender uma comunidade de defesa na União Europeia.

Pedro Candeias

Mariana Mortágua - 4

Rui Tavares - 6

Houvesse um decibelímetro à mão para medir o debate entre Mariana Mortágua e Rui Tavares, os resultados mostrariam que em nenhum momento a intensidade do som no estúdio chegou sequer perto daquilo que convencionamos chamar simplesmente de “barulho”. Foi cordial, uma “flat line” sem quaisquer sobressaltos semelhantes ao que a avó de Mariana Mortágua teve quando recebeu uma carta do senhorio.

Começo por aqui, porque foi por aqui que o debate começou e foi aqui também que Mariana Mortágua perdeu. “O que eu digo e mantenho é que foi uma lei muito cruel. Não faz sentido discutir situações particulares, mas há uma coisa comum a todos: sobressalto”, disse Mortágua. Ou seja, a coordenadora do Bloco de Esquerda não conseguiu desmentir quem a acusou de, vá, mentir sobre a história que trouxe para cima da mesa no debate com Montenegro. Rui Tavares, com quem Mortágua mantém uma relação evidentemente cordial, não usou o momento de fragilidade para contra-atacar e preferiu dar-lhe a mão: “Agradeço à Mariana porque depois de debater com ela, Luís Montenegro não quer debater comigo”.

Aqui está o primeiro ponto em que Mortágua e Tavares estiveram de acordo: Montenegro não querer debater com todos os outros líderes do partido. “É uma descortesia” e isso legitima quem queira duvidar do “não é não” ao Chega, porque o líder do PSD “deixou durante semanas que toda a gente presumisse que os debates eram com ele”, disse o analista Rui Tavares. Como são correntes políticas “congruentes” e não discordantes, Mortágua e Tavares concordaram (em quase tudo) na finalidade dos seus projetos - controlar os preços da habitação; seduzir os jovens para não emigrarem; e o combate à pobreza.

Para Mortágua, deve haver proibição na compra de casas a não-residentes, o que não é aceitável para o Livre; para Tavares, a sobretaxa no IMT para prédios de luxo é a solução, mas isso não “impediria os multimilionários do Dubai” de os comprarem e inflacionarem os preços, argumenta o BE. Para Mortágua, o Rendimento Básico Incondicional de Tavares é uma mera experiência não aplicável; para Tavares, a ideia é mesmo essa, experimentar e testar. Na habitação e nos rendimentos básicos, os números e os argumentos apresentados por Mortágua passaram melhor para o espetador do que o contrário.

Onde realmente discordaram foi na política externa, nomeadamente na questão da NATO, que o Bloco recusa e que o Livre apoia, apesar de defender mais para a União Europeia, que “tem de ter autonomia estratégica”. Mas até aqui Mariana acabou a convergir com Rui.

 

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Citação de HappyKing, há 23 horas:

Os debates são de 25 minutos e perdem-se 5 minutos deles a não discutir propostas do país. Estes esclarecimentos não podiam ser feitos quando são entrevistados na chegada às televisões?

Novamente. Não percebo.

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Citação de Robe, há 1 hora:

Para mim, esta é a medida mais importante do programa deles:

Gaspar Macedo (@123Gasp)

O Masturbador de Cavalos vai ser corrido do partido?

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