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Lebohang

Acabou a Liga dos Campeões para todos

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Tens razão, mas pensei que Portugal, Inglaterra e Espanha (são 19h mas também se sai mais tarde) tivessem algum peso na decisão. Pode ser que na divisão dos jogos pelos horários sejam tomados em consideração os países dos clubes.

Editado por kaRam

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Ligas europeias ameaçam romper entendimento com UEFA

 

Discordância sobre reformas nas competições europeias.

 

A Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL) ameaçou romper com o memorando de entendimento firmado com a UEFA caso avancem as reformas anunciadas para as competições europeias de clubes.

 

Em comunicado distribuído pela Liga Portuguesa de Futebol Profissional, o Conselho de Administração da EPFL, que se reuniu em Amesterdão, considera que “foi anunciada uma grande mudança no futebol europeu, sem o apoio e o consenso dos organizadores das ligas nacionais de futebol na Europa”. “Como resultado da decisão tomada pela UEFA, a EPFL acredita que a UEFA tenha violado o memorando de entendimento entre as duas organizações”, refere o mesmo texto.

 

Na base desta posição da EPFL está a decisão, tomada no fim de Agosto, que, entre 2018 e 2021, Espanha, Inglaterra, Alemanha Itália passem a ter quatro lugares garantidos na Liga dos Campeões, a mais prestigiada e bem remunerada competição de clubes na Europa. Neste sentido, a EPFL alerta que caso seja rompido o memorando, “como resultado de tal violação, isso daria a todos os campeonatos europeus total liberdade para agendar os seus jogos como entenderem – incluindo nos mesmos dias e às mesmas horas do começo dos jogos das competições da UEFA.”

 

“As ligas europeias acreditam que a forma como este processo tem sido conduzido pela UEFA é inaceitável, para uma organização que afirma ser o organismo que rege o futebol na Europa”, insiste a EPFL. Desta forma, o organismo “convida o novo presidente da UEFA, que será eleito na próxima semana, a reconsiderar a reforma relativa às competições da UEFA”. “As Ligas Europeias estão prontas para receber o novo presidente da UEFA para discutir estas questões”, conclui o comunicado.

 

O presidente da Federação Eslovena de Futebol, Aleksander Ceferin, um dos dois candidatos à UEFA, já manifestou resignação quanto às alterações. “Se for eleito, não posso mudar isso. Para os clubes mais pequenos, como os da Eslovénia, não é uma coisa boa”, admitiu, enquanto o outro candidato, o seu homólogo holandês Michael van Praag, ainda não se manifestou.

 

O presidente da Liga francesa também já realçou a sua “tristeza” pela decisão, considerando-a “precipitada”, além de ter apanhado “todo o mundo de surpresa”. “É um verdadeiro escândalo sob a forma e substância. Uma catástrofe”, completou.

 

O futuro presidente da UEFA será eleito por cada uma das 55 federações, num Congresso Extraordinário marcado para 14 de Setembro, em Atenas.

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O fim da Liga dos Campeões tal como a conhecemos?

 

A UEFA anunciou uma reforma das competições europeias de clubes que divide opiniões. Os campeonatos de média e pequena dimensão criticam as mudanças na lista de acesso e na distribuição de receitas: “Fará os clubes extremamente ricos ficarem mais ricos”.

 

A jornada da Liga dos Campeões que se aproxima poderia ter um aspecto ligeiramente diferente se já estivesse em vigor a reforma das competições adoptada pela UEFA para o ciclo que se iniciará em 2018-19. Clubes que estão a disputar a “liga milionária” deixariam de ter direito a fazê-lo, e outros que ficaram de fora teriam acesso garantido. A organização que tutela o futebol europeu deliberou atribuir quatro lugares de entrada directa na fase de grupos às quatro principais Ligas – Espanha, Alemanha, Inglaterra e Itália –, o que na prática significa entregar metade das 32 vagas disponíveis a clubes desses países. Destes campeonatos só o italiano não tem quatro equipas a competir na Champions (Nápoles e Juventus são os únicos representantes da Serie A na prova).

 

As mudanças foram confirmadas em Agosto, com a UEFA a remeter “detalhes completos” para o final do ano. Mas a reforma proposta desencadeou desde logo críticas acesas, com os opositores a acusarem a UEFA de ter cedido a pressões dos clubes mais poderosos: as medidas anunciadas só tornarão os ricos ainda mais ricos, ao mesmo tempo que limitarão o acesso dos clubes de ligas médias ou pequenas à principal competição europeia, apontam. A tensão agudizou-se quando, há uma semana, a Associação das Ligas Europeias de Futebol Profissional (EPFL) decidiu suspender o memorando de entendimento assinado com a UEFA – moção que mereceu o apoio de 22 dos 23 campeonatos representados, com a Liga italiana a ser a única a votar desfavoravelmente. E já há quem discuta a ideia de lançar uma competição rival da Liga dos Campeões (ver texto ao lado).

 

“Esta reforma foi levada adiante sem consultar de maneira própria as ligas europeias”, lamentou o vice-secretário geral da EPFL, Alberto Colombo, em conversa com o PÚBLICO. “Não houve um verdadeiro processo de concertação com todos os envolvidos: clubes, ligas e federações”, acrescentou o mesmo responsável.

 

A reforma das competições europeias de clubes foi aprovada numa altura em que a UEFA estava sempre presidente. Michel Platini demitira-se em Maio, após ter sido suspenso por suspeitas de corrupção num pagamento de dois milhões de francos suíços (cerca de 1,8 milhões de euros) recebido em 2011 de Joseph Blatter, então presidente da FIFA, relativo a serviços prestados por Platini à FIFA alguns anos antes. Aleksander Ceferin, sucessor do francês na liderança da UEFA, só foi eleito a 14 de Setembro. “Temos de nos sentar com as 55 federações nacionais para ver qual foi o acordo e o que poderemos fazer no futuro relativamente a ele. Será a primeira coisa de que vou tratar”, prometeu o esloveno, confrontado com o tema após a votação.

 

“Acreditamos na boa vontade do novo presidente da UEFA, até porque não pode fazer milagres tendo sido eleito há tão pouco tempo”, admitiu Colombo. Mas essa compreensão não diminui o tom das críticas: “Qualquer dimensão desta reforma vai na direcção de os clubes extremamente ricos ficarem mais ricos. Os quatro principais campeonatos vão passar a ter quatro lugares na fase de grupos cada – obviamente vão tirar lugares a outras associações. Na liga suíça, por exemplo, o campeão vai perder o acesso directo à fase de grupos da Liga dos Campeões. Mas também podemos falar da liga belga ou holandesa. E isso significa reduzir o valor da competição nacional. O prémio de qualificar-se para a fase de grupos da Liga dos Campeões é quase ou mesmo mais importante do que ganhar o campeonato. Isto significa tirar valor e atenção mediática a esses campeonatos.”

 

“Nada mudou para a esmagadora maioria das associações nacionais, que continuam a ter a oportunidade de ver os seus clubes qualificarem-se para a fase de grupos. Há um sistema de qualificação que permite a todos os clubes, independentemente da sua dimensão, sonhar em disputar a melhor competição mundial de clubes. Continua a ser uma prova aberta, inclusiva e para todos”, defendeu o departamento de comunicação da UEFA, numa nota enviada ao PÚBLICO.

 

Outros aspectos que as ligas europeias contestam são os critérios de distribuição da receita (no mais recente relatório financeiro da UEFA disponibilizado, relativo à temporada 2014-15, é atribuído às receitas geradas pela Liga dos Campeões, de quase 1500 milhões de euros, um peso superior a 70% no total de rendimentos) e a introdução do mérito histórico no novo coeficiente dos clubes. “Damos valor ao mérito desportivo, para que as ligas domésticas possam servir como critério de qualificação para as competições europeias”, frisou Alberto Colombo, apontando também a diminuição “substancial” da percentagem das receitas destinada ao fundo de solidariedade, que é distribuído pelos clubes afastados na fase de qualificação ou que não participaram nas competições europeias.

 

A suspensão do memorando de entendimento com a UEFA só será efectiva a 15 de Março – no fim desse mês a EPFL terá uma assembleia geral e no início de Abril a UEFA realiza o seu congresso. “As reuniões vão continuar a partir da segunda semana de Novembro. Acreditamos que até 15 de Março vamos ter um novo memorando de entendimento, e neste processo de negociação vamos falar da reforma 2018-2021. O que recebemos da UEFA até agora não foi suficiente”, vincou Colombo.

 

Público

 

Da “Liga Atlântica” à tentação que vem da China

 

A hipótese de ser criada uma competição para rivalizar com as provas organizadas pela UEFA tem vindo a ganhar força. Há clubes que já estão a discutir a ideia, incluindo emblemas com títulos europeus. E também há um gigante chinês com planos (e meios) para construir um império desportivo.

 

Há muito que circulam projectos de novas competições de futebol, seja de âmbito europeu ou que vão além das fronteiras do continente. Mas a discussão ganhou nova actualidade com a reforma anunciada pela UEFA para as provas europeias e já houve avanços por parte de clubes que estarão entre os prejudicados do novo formato de acesso. Ao atribuir quatro lugares de entrada directa na fase de grupos da Liga dos Campeões, a UEFA estará a restringir as vagas disponíveis para os campeonatos de média e pequena dimensão. “O acesso às competições europeias ficará seriamente limitado para determinados países. Não podemos censurar os clubes e as ligas por avaliarem as suas opções”, admitiu ao PÚBLICO o director da Liga dinamarquesa, Claus Thomsen.

 

A mais recente iniciativa partiu precisamente do campeão dinamarquês em título, o FC Copenhaga (adversário do FC Porto no Grupo G da Champions). O emblema da capital esteve em contacto com outros clubes escandinavos (Malmö, da Suécia, e Rosenborg, da Noruega), holandeses (Ajax, que tem quatro títulos de campeão europeu, PSV Eindhoven e Feyenoord, com um título cada), belgas (Club Brugge e Anderlecht) e escoceses (Celtic, campeão europeu em 1967, e Rangers) para discutir a possibilidade de formar uma mini-competição internacional, provisoriamente denominada como “Liga Atlântica”, como forma de contrariar a influência crescente das grandes ligas nas provas da UEFA.

 

“Acho que é uma má solução. Mas um clube da dimensão do FC Copenhaga, numa liga como a dinamarquesa, ou um clube como o Celtic na Liga escocesa, deparam-se com um futuro em que tudo aponta para que as competições europeias sejam mais fechadas... É natural que queiram avaliar as opções à sua disposição”, disse Claus Thomsen, crítico da reforma anunciada pela UEFA: “Deviam ser feitas poucas ou nenhuma mudança. Reconheço que após 20 anos com o mesmo formato seja necessário um desenvolvimento, mas não pode ser feito à custa dos clubes médios e pequenos.”

 

As movimentações, porém, não se limitam à Europa. A Oriente há um gigante que quer ter uma palavra a dizer no futuro do futebol mundial. A China quer crescer na modalidade e o Wanda Group tem planos (e meios) para construir um império desportivo que inclui as competições europeias. Fundado por Wang Jianlin, o homem mais rico da China (cuja fortuna está avaliada em mais de 26.000 milhões de euros), o conglomerado multinacional detém 20% do Atlético de Madrid e no ano passado adquiriu por cerca de 1100 milhões de euros a Infront Media, uma empresa suíça liderada por Philippe Blatter (sobrinho de Joseph Blatter, o ex-presidente da FIFA) que negoceia direitos televisivos de grandes eventos desportivos.

 

O Wanda Group não respondeu aos pedidos de contacto do PÚBLICO. “Tem de haver um futuro com maior liberdade, baseado nas necessidades dos clubes e das ligas e em que a decisão lhes cabe”, sublinhava ao Financial Times, em Julho, o director estratégico do grupo, Marco Bogarelli. “O nosso interesse pela proposta [do Wanda Group] tem vindo a crescer desde que a UEFA anunciou que vai reformar a Liga dos Campeões sem fazer uma concertação ampla e detalhada com as ligas”, admitiu em Setembro, ao mesmo jornal, o presidente da Liga espanhola, Javier Tebas.

 

O conceito passaria por fundir a Liga dos Campeões e a Liga Europa, numa nova competição que teria mais do que as 32 equipas da fase de grupos da Champions mas menos de 64, com um mínimo de seis lugares garantidos para as cinco maiores ligas europeias (Inglaterra, Alemanha, Espanha, Itália e França). “A ideia de unir as duas provas não é má. O que fica claro é que temos de construir algo com a participação de todas as ligas europeias e a UEFA não está a fazê-lo”, frisou Tebas.

 

A UEFA tem optado por desvalorizar o cenário de uma nova competição surgir no futebol europeu. “Não é a primeira vez que se especula sobre uma nova prova e provavelmente não será a única. Quando tomamos qualquer decisão temos em consideração não só os prémios financeiros para os clubes, mas também o bem maior para o futebol e o seu desenvolvimento em todo o continente”, salientava em Julho, ao Financial Times, o então secretário-geral interino da UEFA, Theodore Theodoridis.

 

Público

 

Pedro Proença: Modelo da Champions "não privilegia o desempenho desportivo"

 

Presidente da LPFP lembra que o novo formato desfavorece Portugal.

 

A Liga Portuguesa de Futebol Profissional, na pessoa do seu presidente, Pedro Proença, votou favoravelmente a decisão da assembleia geral da EPFL de denunciar o memorando de entendimento com a UEFA por causa das divergências relativas à reforma das competições europeias. O líder do organismo explicou ao PÚBLICO o que está em causa.

 

Quais são os motivos de insatisfação da LPFP?

 

Estamos completamente alinhados com a EPFL no capítulo Champions. Achamos que a UEFA não ouviu nem considerou a argumentação da associação que representa as Ligas profissionais na Europa. E fechou um modelo que não privilegia o desempenho desportivo. Aliás, é no desempenho desportivo que Portugal se tem evidenciado e que lhe tem permitido registos de alto nível, tal como acontece com a França e a Rússia. Ao ponto de termos acesso maioritário na Liga dos Campeões, como este ano, com três equipas na fase de grupos. Este novo modelo desfavorece Portugal e o mérito desportivo em geral.

 

Que consequências teria a reforma proposta pela UEFA para os clubes portugueses?

 

A entrada na fase de grupos da Champions representa entre 16 e 18 milhões de euros para os clubes portugueses. Entrando apenas dois — pelo novo modelo —, há perda, logo aí. Além disso, Portugal, cujo desempenho dos clubes nos aproxima dos “Big Five”, perde a oportunidade de colocar três clubes na fase de grupos, dado o desaparecimento do critério relacionado com o desempenho desportivo. Os organismos que regulam a relação com a UEFA deveriam ter sido mais interventivos. Deveria ter havido, de todos nós, uma intervenção mais proativa, uma vez que o novo formato nos desfavorece claramente.

 

Público

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Interessante.

Devo admitir que tinha uma ideia muito errada dos números.

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Los clubes acuerdan con la UEFA renunciar a esta competición

Adiós a la Superliga europea

 

 

Los clubes europeos (ECA) acordaron con la UEFA enterrar su proyecto de reforma de las competiciones continentales, poniendo fin la idea de crear una Superliga cerrada, declaró este martes el presidente de la ECA Karl-Heinz Rummenigge tras entrevistarse el jueves con representantes de la UEFA."Creo que estamos completamente de acuerdo con la reforma de la Liga de Campeones y de la Europa League en el ciclo 2018-2021", declaró Rummenigge, presidente de la Asociación Europea de Clubes (ECA) y del Bayern Múnich, tras una entrevista en Atenas con Giorgio Marchetti, director de competiciones de la UEFA.

 

 

"La reforma nos conviene, estamos contentos de permanecer bajo el paraguas de la UEFA. En consecuencia, no habrá conversaciones sobre la Superliga", añadió al margen de un encuentro de 155 representantes de clubes continentales para hablar de las competiciones europeas."Es una decisión justa y seria, que muestra la solidaridad de los clubes europeos. La reforma hará la Liga de Campeones más atractiva y fuerte que nunca", añadió, precisando que el proyecto no beneficiará únicamente a los grandes clubes, "sobre todo a los equipos de talla media".

 

 

Não creio que necessite tradução, excelentes noticias.

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Só falta agora anunciarem os lugares cativos na Liga dos Campeões de equipas que acabam campeonatos em 10º.

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Adiaram por uns tempos.

 

Como tem vindo regularmente a acontecer desde o início dos anos 90, quando foi criada a Liga dos Campeões. Os clubes ameaçam, a UEFA cede, e a torneira vai jorrando cada vez com mais intensidade.

 

Só falta agora anunciarem os lugares cativos na Liga dos Campeões de equipas que acabam campeonatos em 10º.

 

Fala o adepto de um clube que não ganha um campeonato nacional há 15 anos e que, desde essa altura, teve oportunidade de participar 9 vezes na Liga dos Campeões.

 

 

:mrgreen:

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alguém que ligue ao vieira a dizer que ele se está a preparar para uma coisa que afinal não vai existir

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O próprio presidente da uefa disse na semana passada que enquanto ele estiver no cargo não há superliga europeia para ninguém. E concordo plenamente.

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