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Lebohang

[TV] Eurovision Song Contest: Kyiv 2017

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Não era o mesmo porque um ucraniano-tuga ia apanhar votos lá dos países de leste e os de cá e eu tenho um roommate que se enquadra nos parâmetros, não sei é se canta :mrgreen:

 

Acredito que conseguiríamos votos da Ucrânia, não mais que isso.

 

Já houve países a levaram cantores de outras nacionalidades e não ganharam...

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Tá feito, meus amigos.

Pelo Carlos Coelho, autor/compositor da Senhora do Mar:

 

Portugal ganhará a Eurovisão 2017. Ponto.

 

Nota de interesse: esta publicação não é fezada, é séria e podem ler até ao fim.

 

Depois da semifinal de ontem, posso dizer que Portugal irá ganhar a Eurovisão 2017. Passo a explicar como e porquê.

 

A canção "Amar Pelos Dois" é muito bonita e tem muito mérito. Eu não sou especialmente tocado por ela - tal como, por exemplo, o fado não mexe comigo - mas sei ver o potencial que tem. No entanto, a maior mais-valia da canção é a interpretação do Salvador Sobral. A sua persona em palco tem ao mesmo tempo o charme e a bizarria, que Dana International, os Lordi ou Conchita Wurst tiveram também, e que a Eurovisão precisa para se manter viva, numa era de programas de televisão descartáveis.

 

A organização da Eurovisão notou isso e decidiu mostrar bem o apoio à canção: é a única actuação das 43 a utilizar a porção de palco no meio do público, tem uma cenografia e realização geniais, o som da reacção do público ligeiramente mais alto no momento instrumental e, sobretudo, o cantor tem um grande destaque nos momentos mortos do programa (ligações em directo à sala de artistas, espera pelas votações) suficiente para o público europeu ganhar afinidade com ele.

 

E porquê a Eurovisão quererá que Portugal ganhe? Desde 2003, que a organização da Eurovisão foi tomada por um núcleo de produção sueco e alemão, que se responsabiliza por transformar a Eurovisão no espectáculo que a televisão sueca SVT quer que seja, que é uma superfinal do seu festival nacional, um espectáculo com uma identidade comum ano após ano (em 2004, criou-se um logótipo fixo e instituiu-se o regime da semi-final, como existia no festival nacional sueco) em que quase não se distingue um Eurofestival do seu precedente, pois tudo é semelhante da cenografia à realização.

 

Até 2002, a estação de televisão vencedora podia organizar a Eurovisão de forma mais ou menos autónoma. De 2003, para cá, quando começaram a vencer países mais pequenos e para evitar desvios no conceito, esse núcleo sueco-alemão é que toma todas as decisões sobre o espectáculo, cabendo muito poucos poderes à estação de televisão que vencer a Eurovisão. Podem escolher os apresentadores, a arena, ajudam na logística, mas pouco mais.

 

E é para esse papel que a RTP é muito melhor opção para a Eurovisão do que a outra canção favorita: a italiana, representando a RAI. Ora, a última vez que RAI teve esse prazer foi em 1991, para organizou um mágico e caótico Eurofestival na Cinecittá em que se falou italiano do início ao fim, falhou o som, houve um empate no final e ninguém em palco sabia o que fazer.

 

A RAI, caso a Itália ganhasse, não iria aceitar a ingerência deste núcleo de poder sueco-alemão, pois são eles que organizam o Festival de Sanremo e que inspirou a Eurovisão, e quereriam fazer um Eurofestival à imagem de Sanremo. Provavelmente iriam querer ter uma orquestra, fazer a sua própria cenografia, o som, a realização, etc. Ora, isso é muito incómodo. É melhor ter a RTP como vencedora, pois será uma aluna tão obediente como foram as estações da Ucrânia, Estónia, Letónia, Turquia, ou mesmo a Rússia.

 

Quem acha que o Festival da Eurovisão é só um evento de música, engana-se mas vive uma certa magia ingénua a quem toda esta informação provavelmente pouco diz. Mas todos aqueles que já estiveram lá, saberão do que falo. E não é de políticas que o evento vive, a Eurovisão não quer saber disso. O Eurofestival é um programa de televisão e não há espontaneidade num programa de televisão: como os reality-shows têm um argumento, a Eurovisão tem um enredo, com princípio, meio e fim.

 

E nesse enredo, não haveria nada mais aborrecido do que a canção italiana, que tem potencial de ser um êxito musical mundial (lamento, mas a canção portuguesa a vencer será como a última vencedora ucraniana, viverá apenas do êxito nacional e será sucesso de uma noite só), vir a ganhar como previsto por todos. O melhor ingrediente de qualquer programa televisivo é a emoção e, quando não existe, fabrica-se.

 

A Eurovisão já decidiu que vai fabricar a emoção da primeira vitória portuguesa - tão bem que se calhar vai conseguir vencer o júri e também o televoto -, algo a que a RTP é completamente alheia, mas teve a sorte de levar a canção escolhida para o enredo de 2017.

 

Essa vitória será merecida para os portugueses genuinamente ingénuos disto tudo e que sentirão a alegria de ver reconhecido o seu esforço desde 1964 e quebrar o enguiço.

 

Essa vitória será merecida para todos os artistas que já passaram pelo mesmo palco e não tiveram a sorte de levar uma canção eleita para o enredo, mas que muito trabalharam e se esforçaram para 3 minutos de dignidade.

 

Essa vitória será merecida principalmente pelos irmãos Sobral que, digo mais uma vez, fizeram uma bonita canção, reflexo do seu trabalho na música, mas do qual eu não sou seguramente o público-alvo.

 

Ganhar será também uma sorte para o próprio Salvador porque os Portugueses, pela sua hiper-excitação típica destes momentos, não lhe perdoariam menos que uma vitória e iriam ser os primeiros a abandoná-lo se conseguisse menos que uma vitória.

 

E é por isto tudo que o próximo vencedor da Eurovisão será Salvador Sobral com "Amar Pelos Dois". Disse.

 

PS: Na minha declaração de interesses, há muitíssimos anos que perdi a magia de ver a Eurovisão simplesmente para "apoiar o nosso país", seja lá o que isso for - talvez por lá ter estado 2 vezes a representar a RTP.

 

Vejo o espectáculo simplesmente como um grande evento televisivo e musical de apresentação de canções e não como uma batalha de países.

 

Por isso, como sabeis, mesmo quando Portugal não participa, o evento continua a ter para mim o mesmo interesse, pois não embarco em patriotismos patetas.

 

Por isso, podem esperar o mesmo nível de excitação da minha parte sobre o evento na segunda semi-final, na final e em todos os eventos dos anos seguintes, quer Portugal participe, não participe, ganhe ou fique em último.

 

Assim como podem esperar que, como eu prefiro as canções da Estónia e da Itália, esteja a torcer para que as mesmas consigam um bom resultado. Mea Culpa."

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Caso não ganhe já estou a ver os choradinhos

 

estão-se a pôr a jeito lol

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A Romena :heart:

 

Esta imitação do cântico tirolês :mrgreen:

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O gajo da Irlanda vai levantar voo dali para fora ahaha. :lol: Um balão sempre é melhor do que aquela lua da Áustria. :mrgreen:

 

Semifinal muito fraquinha, vai valer apenas pela Bulgária que é considerada como a grande rival da Itália e Portugal pela vitória.

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Descrição perfeita desta música de San Marino:

 

It's like your aunt and uncle have come to the wedding and got drunk and started doing karaoke and you remember why you didn't want to invite them.

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"Como poupar uns cobres em vozes do coro" by Croácia :lol:

 

Mesmo assim fantástica a capacidade vocal do homem. :prayer:

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Se ainda não viram a semi-final de hoje, não vejam. Perda de tempo de vida.

 

?

 

o lebohang ta a vibrar de crl

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Do lado cómico, é uma meia final muito boa.

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Do lado cómico, é uma meia final muito boa.

 

Bem verdade. Isto com uma música à Le Portugal dos últimos anos se calhar dava para passar. :lol:

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Tá feito, meus amigos.

Pelo Carlos Coelho, autor/compositor da Senhora do Mar:

 

Esse gajo deve estar aziado com alguma coisa.

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O Justin Bieber da Bulgária está prestes a ultrapassar-nos nas odds. :angry: O que também não é mau já que a Jamala o ano passado era 3ª nas apostas. :p

 

A Romena :heart:

 

Not bad.

 

 

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Bielorússia e Áustria :heart:

 

Gostei mais desta semi-final do que da primeira em termos de organização.

 

Ordem na final:

 

1. Israel

2. Poland

3. Belarus

4. Austria

5. Armenia

6. The Netherlands

7. Moldova

8. Hungary

9. Italy

10. Denmark

11. Portugal

12. Azerbaijan

13. Croatia

14. Australia

15. Greece

16. Spain

17. Norway

18. United Kingdom

19. Cyprus

20. Romania

21. Germany

22. Ukraine

23. Belgium

24. Sweden

25. Bulgaria

26. France

Editado por Hidden

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Seria exactamente o mesmo que a França levar um Português/Francês e cantar nas duas línguas...

 

Não iria dar resultado.

 

Claro que não.

 

 

 

Marie Myriam, nome artístico de Myriam Lopes Elmosnino (Kananga, 8 de maio de 1957), é uma cantora luso-francesa nascida na República Democrática do Congo.

 

O reconhecimento veio ao representar a França no Festival Eurovisão da Canção 1977, com a canção L'Oiseau et l'Enfant (O pássaro e a criança), canção de autoria de Jean-Paul Cara (música) e Joe Gracy (letra). Foi a vencedora deste festival, realizado em Londres na véspera do aniversário de 20 anos da jovem cantora.

 

 

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Pois é, o Salvador é benfiquista. Quando for atuar já se sabe se vence ou não.

 

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Não é que concorde com a opinião do Carlos Coelho mas a produção foi bem "artista" ao escolher a ordem das performances, Itália antes de Portugal vai dar vantagem à canção portuguesa e apesar da Bulgária estar num posição excelente (uma das últimas a tocar) vai ser antecedida por Bélgica e Suécia, que são também duas candidatas à vitória. Ou seja, há um risco considerável que a música de um destes países (ou mais) seja "anulada".

 

E Portugal na posição 11 também é interessante, foi precisamente nesse lugar que a Áustria quebrou o enguiço de quase 40 anos sem vitórias no ESC com a Conchita em 2014.

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Acho que a posição da Bulgária não é assim tão boa. Para além do que disseste, acho que ao fim de 20 e tal músicas o público também começará a ficar saturado...

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Acho que a posição da Bulgária não é assim tão boa. Para além do que disseste, acho que ao fim de 20 e tal músicas o público também começará a ficar saturado...

 

Isso da saturação é verdade mas tocar nas últimas posições é quase sempre bom porque o televoto não abre no início da gala mas sim no final de todas as actuações. Logo as últimas canções a serem tocadas saem sempre ligeiramente beneficiadas porque ficam no ouvido. 25º seria teoricamente uma boa posição se não tivesse a Bélgica e sobretudo a Suécia antes, cheira-me que a EBU fez isso para dar um final de arromba à gala porque de um ponto de vista competitivo uma destas canções será abafada.

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