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Moss

Há quatro cidades candidatas a receber o festival da Eurovisão

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Essa dificuldade que estão a ter para encontrar nomes que pudessem fazer parte do grupo de apresentadoras não é exatamente o problema de fundo que ela procurou evidenciar? Ou está a escapar-me algo?

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Temos também de criar vagas para as minorias no mundo da televisão, é isso?

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Temos também de criar vagas para as minorias no mundo da televisão, é isso?

Não necessariamente. A nossa sociedade é diversa, pelo que este claro vazio de diversidade na televisão portuguesa levanta a questão sobre o problema de igualdade de oportunidades para minorias étnicas na nossa sociedade. O problema não é as vagas ou quotas, mas antes o suporte e incentivo para que as minorias étnicas presentes no nosso país possam alcançar essa área profissional especializada (tal como outras, obviamente, pois não é só na televisão que esse vazio existe). Eu acredito que era essa questão que a Rita Ferro Rodrigues procurava evidenciar, fazer as pessoas questionarem-se sobre a razão para esse vazio existir, não só na RTP, como em toda a televisão portuguesa.

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Essa dificuldade que estão a ter para encontrar nomes que pudessem fazer parte do grupo de apresentadoras não é exatamente o problema de fundo que ela procurou evidenciar? Ou está a escapar-me algo?

Se foi, então não sei porque é que pegou no exemplo da eurovisão do ano passado.

 

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A critica não era à eurovisão mas deu exemplo da eurovisão. Vá-se lá perceber.

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Não necessariamente. A nossa sociedade é diversa, pelo que este claro vazio de diversidade na televisão portuguesa levanta a questão sobre o problema de igualdade de oportunidades para minorias étnicas na nossa sociedade.

 

Como o nome indica, é uma minoria. A percentagem de cada minoria que segue esta carreira deve ser ridicularmente baixa. E as que seguem, podem não ser competentes o suficiente para chegar a este nível alto.

 

E isto num mundo onde os modelos é que têm futuro e os amigos das produtoras/políticos.

Editado por kareca

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Se foi, então não sei porque é que pegou no exemplo da eurovisão do ano passado.

 

https://i.gyazo.com/6647c4ba9011e71996b6cb9d27a7d4ca.png[/img

 

A critica não era à eurovisão mas deu exemplo da eurovisão. Vá-se lá perceber.

A Eurovisão serviu como ilustração do problema, que vai para além de Portugal, tal como para contrastar a questão de género (tendo em conta o movimento que se criou por todo o mundo ao longo do ano passado, no meu entender justifica-se perfeitamente que se dê o palco a apresentadoras). Sobre diversidade nós como um país que tem ligações positivas com diversos países africanos, por exemplo, que há décadas que recebemos pessoas desses países, penso que faz todo o sentido levantar também essa questão. Ridicularizá-la usando o argumento de que a RTP não tem minorias étnicas no seu quadro de apresentadoras é que não faz sentido, pois obviamente que ela está consciente disso, logo ela deseja que as pessoas reflitam sobre o significado desse status quo que sempre existiu em Portugal e continua a perpetuar-se. Faria mais sentido atirar-lhe à cara o nepotismo, embora essa seja só uma parte do problema.

Editado por bmfpcdm

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Visitante

Não necessariamente. A nossa sociedade é diversa, pelo que este claro vazio de diversidade na televisão portuguesa levanta a questão sobre o problema de igualdade de oportunidades para minorias étnicas na nossa sociedade. O problema não é as vagas ou quotas, mas antes o suporte e incentivo para que as minorias étnicas presentes no nosso país possam alcançar essa área profissional especializada (tal como outras, obviamente, pois não é só na televisão que esse vazio existe). Eu acredito que era essa questão que a Rita Ferro Rodrigues procurava evidenciar, fazer as pessoas questionarem-se sobre a razão para esse vazio existir, não só na RTP, como em toda a televisão portuguesa.

 

Acho que estás a pedir muito da Rita.

 

Eu acho que esse pensamento faz todo o sentido, mas na minha opinião, cai-se sempre no mesmo erro. É um facto que não há um número significativo de apresentadoras não-caucasianas em Portugal, mas não estamos a falar de um grupo em si já bastante pequeno (o de apresentador de televisão)? Se formos a calcular a percentagem da população não-caucasiana em função do número de caucasianos, não chegaremos a uma percentagem relativamente pequena onde faz sentido essa falta de representatividade em televisão? E se deixarmos de nos limitar a apresentadoras de televisão e nos focarmos noutras áreas, como manequins ou atrizes, esse problema de falta de representatividade ainda se mantém?

 

Agora, assumindo que sim, que há falta de representatividade em função da população não-caucasiana em Portugal. O problema é mesmo não haver apresentadoras não-caucasianas em televisão, ou o problema existe algures no trajecto que leva os aspirantes a profissionais dessa área a encalhar? E esse problema seria resolvido com quotas ou outro tipo de imposições que obrigassem a dar primazia à cor de pele em vez do talento? É a mesma situação das gestoras de empresas de PSI20. Há poucas ou nenhumas mulheres à frente das maiores empresas, e querem impor a escolha de mais mulheres. Mas eu não vejo a falta de mulheres gestoras como um problema, apesar de achar estranha essa falta de representatividade. Só gostaria que as discussões se centrassem a montante, onde possa existir algo ou alguém activamente a impedir o progresso profissional das mulheres a favor dos homens, do que propriamente a jusante, onde simplesmente se chega à conclusão de que não há mulheres.

Editado por Visitante

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Temos também de criar vagas para as minorias no mundo da televisão, é isso?

 

Adoro que tenham metido um brasileiro num dos jornais da SIC Notícias. Às vezes não percebo o que está a dizer, porque não faz o mínimo de esforço para falar sem sotaque, mas fico feliz de ver uma minoria ali. A qualidade que se perde num programa é irrelevante.

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A Eurovisão serviu como ilustração do problema, que vai para além de Portugal, tal como para contrastar a questão de género (tendo em conta o movimento que se criou por todo o mundo ao longo do ano passado, no meu entender justifica-se perfeitamente que se dê o palco a apresentadoras). Sobre diversidade nós como um país que tem ligações positivas com diversos países africanos, por exemplo, que há décadas que recebemos pessoas desses países, penso que faz todo o sentido levantar também essa questão. Ridicularizá-la usando o argumento de que a RTP não tem minorias étnicas no seu quadro de apresentadoras é que não faz sentido, pois obviamente que ela está consciente disso, logo ela deseja que as pessoas reflitam sobre o significado desse status quo que sempre existiu em Portugal e continua a perpetuar-se. Faria mais sentido atirar-lhe à cara o nepotismo, embora essa seja só uma parte do problema.

Podia ter pegado no exemplo das apresentadoras deste ano só então. Assim fazia sentido. Isto parece-me que é mais uma cena de 'agora que não posso pegar no machismo porque as apresentadoras são todas mulheres, vou pegar no racismo'. Eu quase que aposto que se os apresentadores fossem de uma minoria mas todos homens, ela voltava ao problema original.

 

Eu tenho a noção que pode haver discriminação nos canais de TV portugueses mas não acho que o objectivo da ferro rodrigues tenha sido só o de chamar à atenção para isso.

Editado por Longineu

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Acho que estás a pedir muito da Rita.

Podia ter pegado no exemplo das apresentadoras deste ano só então. Assim fazia sentido. Isto parece-me que é mais uma cena de 'agora que não posso pegar no machismo porque as apresentadoras são todas mulheres, vou pegar no racismo'. Eu quase que aposto que se os apresentadores fossem de uma minoria mas todos homens, ela voltava ao problema original.

 

Eu tenho a noção que pode haver discriminação nos canais de TV portugueses mas não acho que o objectivo da ferro rodrigues tenha sido só o de chamar à atenção para isso.

Confesso que conheço muito pouco sobre ela, sei que ela apresenta/ou programas na SIC e que é filha do Ferro Rodrigues. Vim hoje dar uma vista de olhos ao tópico e fiquei muito confuso ao ver tantos comentários a exemplificar exatamente o que eu deduzi ser o problema que ela evidenciava, mas que pareciam tratar o assunto como se ela fosse uma mentecapta por não saber ou ter-se esquecido/ignorado que a RTP só tem apresentadoras brancas; daí eu inicialmente ter perguntado se me estava a escapar algo. Se ela, de facto, tem lapsos desses, como parecem sugerir, então já entendo a reação; mas também é possível que essa preconceção que têm dela vos tenha toldado o julgamento, pois eu cheguei a uma conclusão bem diferente das palavras dela.

 

Eu acho que esse pensamento faz todo o sentido, mas na minha opinião, cai-se sempre no mesmo erro. É um facto que não há um número significativo de apresentadoras não-caucasianas em Portugal, mas não estamos a falar de um grupo em si já bastante pequeno (o de apresentador de televisão)? Se formos a calcular a percentagem da população não-caucasiana em função do número de caucasianos, não chegaremos a uma percentagem relativamente pequena onde faz sentido essa falta de representatividade em televisão? E se deixarmos de nos limitar a apresentadoras de televisão e nos focarmos noutras áreas, como manequins ou atrizes, esse problema de falta de representatividade ainda se mantém?

 

Agora, assumindo que sim, que há falta de representatividade em função da população não-caucasiana em Portugal. O problema é mesmo não haver apresentadoras não-caucasianas em televisão, ou o problema existe algures no trajecto que leva os aspirantes a profissionais dessa área a encalhar? E esse problema seria resolvido com quotas ou outro tipo de imposições que obrigassem a dar primazia à cor de pele em vez do talento? É a mesma situação das gestoras de empresas de PSI20. Há poucas ou nenhumas mulheres à frente das maiores empresas, e querem impor a escolha de mais mulheres. Mas eu não vejo a falta de mulheres gestoras como um problema, apesar de achar estranha essa falta de representatividade. Só gostaria que as discussões se centrassem a montante, onde possa existir algo ou alguém activamente a impedir o progresso profissional das mulheres a favor dos homens, do que propriamente a jusante, onde simplesmente se chega à conclusão de que não há mulheres.

Era esse pensamento crítico e essa discussão que eu acredito que ela desejava inspirar com aquele tweet.

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Adoro que tenham metido um brasileiro num dos jornais da SIC Notícias. Às vezes não percebo o que está a dizer, porque não faz o mínimo de esforço para falar sem sotaque, mas fico feliz de ver uma minoria ali. A qualidade que se perde num programa é irrelevante.

Também me acontece com os madeirenses.

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Visitante

Era esse pensamento crítico e essa discussão que eu acredito que ela desejava inspirar com aquele tweet.

 

Eu também confesso que não sei muito sobre o que ela escreve, a não ser o tipo de bacoradas que dão polémica de vez em quando, portanto até pode ser isso. Mas de uma forma geral, creio que o feminismo em Portugal cai demasiadas vezes na superficialidade e num ideal imaginado onde a paridade é absoluta e transversal, e incide muito pouco em situações onde essa descriminação é feita de forma activa (e que eu acredito que exista em muitos sectores, daí a necessidade de mudar o foco).

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IGUALDADE!! SOMOS TODOS SER HUMANOS!! É ASSIM QUE NOS DEVEMOS VER UNS AOS OUTROS!!

 

Menos no trabalho, aí faz questão de me reconhecer como uma minoria ética e evidenciar que sou uma minoria ética e é por isso que estou a ser contratado, porque sou uma minoria ética. Contrata-me por civismo, porque tens que ter pessoas diferentes (e enfatiza o facto de eu ser diferente, aqui) ainda que sejamos todos iguais, não me perguntes se sou profissional ou se sou habilitado, olha para mim, minoria ética, ser humano como tu, mas minoria ética.

 

É contraditório, é. Mas, who gives a fuck, já ninguém pensa no século xxi, isso é overrated, ninguém vai notar.

 

Um poema ai cu sobre contraditório:

 

sou teu igual

não me descrimines

vê-me como minoria ética.

 

Era aqui :(

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O problema surge quando há mais minorias do que lugares para ocupar. Ou quando verificarmos que todos aqueles que não se inserem em nenhuma minoria passam a constituir, eles próprios, uma minoria.

 

 

Uma nota: o comentário da RFR não passou de uma desonestidade intelectual. Quando se conheceram as 4 apresentadoras não faltou quem referisse que elas só foram escolhidas por serem mulheres (como se não tivessem quaisquer outros atributos adequados à função). A Rita, curta de ideias como nos vem habituando, em vez de rebater essa posição resolveu divergir e criar o assunto "minorias étnicas". Se as escolhas tivessem sido homens (um preto, um cigano, um cego e um gay) era ouvi-la guinchar porque não havia mulheres no elenco.

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As capazes não tinham um programa na tv? Ia jurar que sim, mas não encontro nada.

 

Queria só ver quantas mulheres negras existiam no painel feminista ou foram entrevistadas.

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Eu só oiço falar dessas tais Capazes aqui no fórum, onde é que essa gente anda escondida que se não fosse por aqui nem sabia quem eram?

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Não, era na TVI24. E a RFR até ficou de fora por ser da SIC.

 

Eu só oiço falar dessas tais Capazes aqui no fórum, onde é que essa gente anda escondida que se não fosse por aqui nem sabia quem eram?

Até já fez escola no Brasil.

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São mulheres! Atreveste a questionar, nestes tempos que correm? Pensa bem. Tens um futuro. Há uma vida que queres construir. Olha que hoje há uma Capaz em cada esquina da internet.

Oi? Só escrevi que estas quatro pessoas em específico parecem-me inaptas para esta ocasião, independentemente do género. É perfeitamente possível arranjar quatro mulheres que não o sejam.

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Oi? Só escrevi que estas quatro pessoas em específico parecem-me inaptas para esta ocasião, independentemente do género. É perfeitamente possível arranjar quatro mulheres que não o sejam.

 

 

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E a quarta:

 

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