Mayday Publicado 24 Dezembro 2017 Não acho que exista uma negação, mas sim desresponsabilização por algo que não têm controlo nem poder. Especialmente quando, no exemplo dos Estados Unidos, esteve um presidente negro no poder e as relações raciais pioraram no seu mandato. Não há posição com maior poder e decisão que aquele e o resultado é o actual. Perceber o racismo a nível global é perceber que não se trata apenas do fruto do colonialismo. Que existem sociedades e países, onde o denominador comum não é a pessoa de raça branca, e mesmo assim observam-se altos níveis de racismo, xenofobia e outro tipo de discriminação. Reduzir o problema a um conflito entre brancos e negros não resolverá o problema na sua totalidade. Pois, lá estás tu a desresponsabilizar o branco. Nem mesmo com 500 anos de colonialismo, escravatura e racismo; nem mesmo com as marcas ainda visíveis desse parasitismo nas sociedades ocidentais maioritariamente caucasianas tu consegues colocar isso em evidência. Mas para compreenderes melhor, no livro do Joana Gorjão Henriques - Racismo em Português - ela explica-te com ainda hoje, em países e sociedades onde o denominador comum não é a pessoa de raça branca e os níveis de racismo estrutural acontecem sempre com a pessoa negro desfavorecida. Mas se quiseres falar sobre o povo Rohingya para não encarar o problema, na boa. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 24 Dezembro 2017 (editado) Porque essas figuras retratavam negros como exóticos, como criados escravos a fazer coisas de criados escravos, e algumas vezes como figuras 'não humanas'. Mais uma vez o passado meter-se no nosso caminho. Aposto que também tens um Pretinho da Sorte. Óptimo, então é acabar com todos os quadros, esculturas e monumentos feitos por escravos, retratando escravos ou "exóticos", ou com matéria prima proveniente de colónias. É que se o problema são os retratos, então mais vale acabar com eles todos de uma vez, não é verdade? Não tenho pretinho da sorte mas podia ter, felizmente não tenho ascendência familiar com responsabilidades esclavagistas, logo seria um pretinho puramente estético :laugh: Editado 24 Dezembro 2017 por Visitante Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 24 Dezembro 2017 Não acho que exista uma negação, mas sim desresponsabilização por algo que não têm controlo nem poder. Especialmente quando, no exemplo dos Estados Unidos, esteve um presidente negro no poder e as relações raciais pioraram no seu mandato. Não há posição com maior poder e decisão que aquele e o resultado é o actual. Perceber o racismo a nível global é perceber que não se trata apenas do fruto do colonialismo. Que existem sociedades e países, onde o denominador comum não é a pessoa de raça branca, e mesmo assim observam-se altos níveis de racismo, xenofobia e outro tipo de discriminação. Reduzir o problema a um conflito entre brancos e negros não resolverá o problema na sua totalidade. Que poder é que o Obama tinha? Ele é um homem, ele não podia por si só levar milhares de empresas e instituições a favorecer diversidade nos seus escalões mais altos. Se as relações raciais pioraram nos seus mandatos isso só evidencia que o racismo não é coisa de século XIX e XX, existindo a verdadeira possibilidade de este piorar. Não encarar a discussão sobre o racismo estrutural que ela fundamenta, em vez disso criando essa tal desresponsabilização que tu mencionas, devido a um sentimento de impotência, parece-me ser uma atitude bastante negativa e problemática. Quem disse que se trata apenas do fruto do colonialismo e que se está a reduzir o assunto a um conflito entre brancos e negros? O que se sabe é que o colonialismo teve um papel determinante na psicologia do racismo de brancos (e não só) em relação a negros (e não só) que ainda se faz sentir nos dias de hoje, pois os mesmos preconceitos, ou variantes, sobrevivem. Claro que a xenofobia dos japoneses em relação a coreanos, por exemplo, já será uma discussão diferente; a discussão que ela procura desenvolver trata-se de outra, porém não tem como objetivo reduzir o racismo a um conflito entre brancos e negros, isso é desvirtuar as suas ideias. Óptimo, então é acabar com todos os quadros, esculturas e monumentos feitos por escravos, retratando escravos ou "exóticos", ou com matéria prima proveniente de colónias. É que se o problema são os retratos, então mais vale acabar com eles todos de uma vez, não é verdade? Não tenho pretinho da sorte mas podia ter, felizmente não tenho ascendência familiar com responsabilidades esclavagistas, logo seria um pretinho puramente estético :laugh: Não, os locais mais apropriados para esse tipo de artefacto são museus, locais com um grande potencial educativo para o público. São artefactos que podem ter um cariz histórico relevante para contextualizar facetas das relações entre povos de épocas passadas, que convém não serem esquecidas pelas gerações futuras, pois começa a tornar-se por demais evidente que o esquecimento e ignorância têm de ser combatidos tanto como o próprio racismo. Deixo este vídeo como exemplo: Compartilhar este post Link para o post
Axadrezado Publicado 24 Dezembro 2017 Pretinho da sorte, os chineses em caco, os pretos a fumar em madeira... e o menino da lágrima. :supz: Compartilhar este post Link para o post
Black Hawk Publicado 24 Dezembro 2017 (editado) O Rōnin está num denial lixado :mrgreen: Ah, eu tenho um pretinho da sorte. Não é meu, meu, mas está cá por casa. Mas é um pretinho progressista :cool: Editado 24 Dezembro 2017 por Black Hawk Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 24 Dezembro 2017 (editado) Que poder é que o Obama tinha? Ele é um homem, ele não podia por si só levar milhares de empresas e instituições a favorecer diversidade nos seus escalões mais altos. Se as relações raciais pioraram nos seus mandatos isso só evidencia que o racismo não é coisa de século XIX e XX, existindo a verdadeira possibilidade de este piorar. A partir do momento em que dás poder a extremistas, os outros extremistas irão sair da toca. Calhou-lhe a responsabilidade de lutar contra o racismo e unir um povo diverso e ele falhou nisso. A diversidade irá ocorrer naturalmente, se o sistema não lutar contra isso. Forçar a diversidade só irá discriminar quem não faz parte de minorias, o que é algo que já acontece nos Estados Unidos. Não encarar a discussão sobre o racismo estrutural que ela fundamenta, em vez disso criando essa tal desresponsabilização que tu mencionas, devido a um sentimento de impotência, parece-me ser uma atitude bastante negativa e problemática. Encaro a discussão. Posso é não concordar com os pontos praticados. Quem disse que se trata apenas do fruto do colonialismo e que se está a reduzir o assunto a um conflito entre brancos e negros? O que se sabe é que o colonialismo teve um papel determinante na psicologia do racismo de brancos (e não só) em relação a negros (e não só) que ainda se faz sentir nos dias de hoje, pois os mesmos preconceitos, ou variantes, sobrevivem. Claro que a xenofobia dos japoneses em relação a coreanos, por exemplo, já será uma discussão diferente; a discussão que ela procura desenvolver trata-se de outra, porém não tem como objetivo reduzir o racismo a um conflito entre brancos e negros, isso é desvirtuar as suas ideias. Ela diz que o racismo é um problema das pessoas de raça branca. Não concordo, apenas isso. Pois, lá estás tu a desresponsabilizar o branco. Nem mesmo com 500 anos de colonialismo, escravatura e racismo; nem mesmo com as marcas ainda visíveis desse parasitismo nas sociedades ocidentais maioritariamente caucasianas tu consegues colocar isso em evidência. Mas para compreenderes melhor, no livro do Joana Gorjão Henriques - Racismo em Português - ela explica-te com ainda hoje, em países e sociedades onde o denominador comum não é a pessoa de raça branca e os níveis de racismo estrutural acontecem sempre com a pessoa negro desfavorecida. Mas se quiseres falar sobre o povo Rohingya para não encarar o problema, na boa. O problema é muito mais complexo que aquilo que dão a entender naquele artigo. Existem comportamentos tribais que vão além da nossa compreensão e que se expressam globalmente e que não são exclusivos apenas à cor da pele. Dizer isto não é não querer encarar o problema. O Rōnin está num denial lixado :mrgreen: Denial do quê? Nunca neguei aquilo que apresentaram aqui, mas não me responsabilizo só por ser branco. Era só o que faltava. Editado 24 Dezembro 2017 por Rōnin Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 24 Dezembro 2017 A partir do momento em que dás poder a extremistas, os outros extremistas irão sair da toca. Calhou-lhe a responsabilidade de lutar contra o racismo e unir um povo diverso e ele falhou nisso. A diversidade irá ocorrer naturalmente, se o sistema não lutar contra isso. Forçar a diversidade só irá discriminar quem não faz parte de minorias, o que é algo que já acontece nos Estados Unidos. Encaro a discussão. Posso é não concordar com os pontos praticados. Ela diz que o racismo é um problema das pessoas de raça branca. Não concordo, apenas isso. O problema é muito mais complexo que aquilo que dão a entender naquele artigo. Existem comportamentos tribais que vão além da nossa compreensão e que se expressam globalmente e que não são exclusivos apenas à cor da pele. Dizer isto não é não querer encarar o problema. Denial do quê? Nunca neguei aquilo que apresentaram aqui, mas não me responsabilizo só por ser branco. Era só o que faltava. A questão é que o sistema atual demonstra-se contra a diversidade, daí que esta não possa ocorrer naturalmente, daí que o problema seja de pessoas brancas racistas que consciente ou inconscientemente, exercem o seu poder e influência discriminando minorias. Muito sucintamente é esse o racismo estrutural a que ela se refere; ela não quer dizer que os brancos são responsáveis pelo mal de todo o mundo e que sem eles não existiria qualquer tipo de racismo. Comportamentos tribais não contradizem o racismo estrutural que ela evidencia e procura combater. Os comportamentos tribais não vão para além da nossa compreensão, há também literatura sobre esse tipo de conflito que procura perceber as suas complexidades. O Fanon em "The Wretched of the Earth" aborda também essa temática. Ninguém quer que te responsabilizes só por seres branco, nem sei bem o que isso significa, mas se for o que eu penso, isso é a última coisa que ela deseja, ora vejamos: "I cannot continue to emotionally exhaust myself trying to get this message across, whilst also toeing a very precarious line that tries not to implicate any one white person in their role of perpetuating structural racism, lest they character assassinate me." Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 24 Dezembro 2017 Uma senhora interessante, pelo que vejo: Já foi acusada de racismo antes por ter mandado umas pessoas negras voltarem para as colónias: "Get back to the colonies" (sem saber, claro, ninguém sabe nada hoje em dia, é uma realidade que não lhe diz respeito, uma princesa só sabe coisas de princesas): Não, o que ela queria dizer, era: Porque ela não é racista, ora: Era precisamente sobre o risco de incorrer nestas generalizações desnecessárias e estapafúrdias que eu falava. A ânsia e o histerismo são a tal escala que toldam o juízo a pessoas reconhecidamente instruídas, impedindo-as de executar raciocínios básicos de argumentação como o de discernir se uma premissa é válida para um outro contexto. É que o mais crasso é o falhanço absoluto na interiorização do acto de generalizar como um dos fundamentos da discriminação humana. Agora vão desculpar-me o grafismo, mas satisfaçam-me a curiosidade: eu não gosto de ciganos, serei racista? Compartilhar este post Link para o post
Mayday Publicado 24 Dezembro 2017 Não percebi nada. Mas isso não é uma generalização, eu estou a citar uma pessoa em concreto e um caso em concreto. Não, tu és só uma pessoa que não gosta de pessoas. We are the world, we are the people Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 24 Dezembro 2017 E lá vamos nós na onda da generalização. Eu sei que tu estás a querer desconversar e que há pouco não foi mais do que uma tentativa de ridicularizar a ideia de que a ignorância pode justificar ações menos esclarecidas. E para isso serviste-te de um expediente lamentável, ao aplicar a mesma lógica do caso do Griezman no desta princesa. A não ser que tu julgues que as obrigações de uma aristocrata se equivalem àquelas de um futebolista... Compartilhar este post Link para o post
Rōnin Publicado 25 Dezembro 2017 A questão é que o sistema atual demonstra-se contra a diversidade, daí que esta não possa ocorrer naturalmente, daí que o problema seja de pessoas brancas racistas que consciente ou inconscientemente, exercem o seu poder e influência discriminando minorias. Muito sucintamente é esse o racismo estrutural a que ela se refere; ela não quer dizer que os brancos são responsáveis pelo mal de todo o mundo e que sem eles não existiria qualquer tipo de racismo. Comportamentos tribais não contradizem o racismo estrutural que ela evidencia e procura combater. Os comportamentos tribais não vão para além da nossa compreensão, há também literatura sobre esse tipo de conflito que procura perceber as suas complexidades. O Fanon em "The Wretched of the Earth" aborda também essa temática. Ninguém quer que te responsabilizes só por seres branco, nem sei bem o que isso significa, mas se for o que eu penso, isso é a última coisa que ela deseja, ora vejamos: Tanto ocorre naturalmente que já tivemos um presidente norte-americano negro. Assim como pessoas de outras minorias em posições de poder. O tribalismo verifica-se em quase todos os sectores da nossa sociedade (aliás, basta ver o circo que vemos aqui em Portugal com clubes de futebol). É algo que está enraizado no ser humano, por razões naturais e ligadas à nossa sobrevivência enquanto espécie. Com isto não estou a deitar a toalha a ar e dizer que não há solução mas tapando um buraco, irá aparecer outro. No meio do meu cinismo e pessimismo, acredito que as coisas mudarão com o tempo. Que parte do problema parte das gerações que conviveram com uma realidade mono cultural e que os jovens de hoje em dia são bem mais receptivos a pessoas de diferentes cores e feitios. Responsabilização, privilégio, chama-lhe o quiseres. Não me vou sentir culpado só por ser branco num sistema que favorece brancos. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 25 Dezembro 2017 Não, os locais mais apropriados para esse tipo de artefacto são museus, locais com um grande potencial educativo para o público. São artefactos que podem ter um cariz histórico relevante para contextualizar facetas das relações entre povos de épocas passadas, que convém não serem esquecidas pelas gerações futuras, pois começa a tornar-se por demais evidente que o esquecimento e ignorância têm de ser combatidos tanto como o próprio racismo. Deixo este vídeo como exemplo: Não consigo sequer perceber esse argumento. Nem todos os objectos artísticos têm de ter uma função educativa, podem apenas existir como objectos estéticos, sejam retratos temporais, sejam exemplos da vida animal, seja o que for. E neste caso em específico, a peça foi criada com esse propósito e, aparentemente, foi criada há décadas e décadas e já tendo sido usada em público por algumas pessoas, sem nunca se ter sido apontado o dedo. Aliás, eu próprio aposto os meus dedos em como este objectivo teria passado totalmente despercebido se tivesse sido utilizado por uma personalidade africana. E agora, dando um pequeno salto lógico, se o alfinete deixasse de ser racista por ser usado por uma pessoa de pele negra, então não seria o alfinete o racista, mas sim - potencialmente - quem faz uso dele? Já agora, qual é o termo mais apropriado para este racismo inverso? Em que elementos da própria "raça" apontam o dedo uns aos outros por atitudes racistas baseadas apenas na conotação que essas poderão ter aos seus olhos, e não na intenção da pessoa que lhes dá origem? Tem de existir um termo para esta espécie de 1/racismo... Compartilhar este post Link para o post
bmfpcdm Publicado 25 Dezembro 2017 Não consigo sequer perceber esse argumento. Nem todos os objectos artísticos têm de ter uma função educativa, podem apenas existir como objectos estéticos, sejam retratos temporais, sejam exemplos da vida animal, seja o que for. E neste caso em específico, a peça foi criada com esse propósito e, aparentemente, foi criada há décadas e décadas e já tendo sido usada em público por algumas pessoas, sem nunca se ter sido apontado o dedo. Aliás, eu próprio aposto os meus dedos em como este objectivo teria passado totalmente despercebido se tivesse sido utilizado por uma personalidade africana. E agora, dando um pequeno salto lógico, se o alfinete deixasse de ser racista por ser usado por uma pessoa de pele negra, então não seria o alfinete o racista, mas sim - potencialmente - quem faz uso dele? Já agora, qual é o termo mais apropriado para este racismo inverso? Em que elementos da própria "raça" apontam o dedo uns aos outros por atitudes racistas baseadas apenas na conotação que essas poderão ter aos seus olhos, e não na intenção da pessoa que lhes dá origem? Tem de existir um termo para esta espécie de 1/racismo... Tu colocaste uma pergunta geral sobre retratos, esculturas, etc. Se estes deveriam desaparecer e eu limitei-me a responder. Ampliando sobre esta questão, para que percebas o argumento, que no fundo não é mais do que uma das funções de museus: quando um objeto foi criado há décadas e décadas com um propósito meramente estético (neste caso de adornamento pessoal), mas num contexto em que a representação de uma determinada etnia tem também um significado (este nem sequer tem de ser negativo, pode muito bem ser positivo), trata-se de um objeto com valor histórico por contextualizar esse tipo de representação de uma etnia por uma outra etnia numa época longínqua, oferecendo-nos uma potencial nova perspetiva sobre a dinâmica e relação entre esses povos. No meu entender o público só tem a ganhar caso a realeza doasse estas peças a museus, para que pudessem ser estudadas e exibidas por curadores. As pessoas, este tópico já demonstrou isso, não parecem ter uma grande curiosidade em aprender sobre a cultura e passado de outras etnias que não a sua, daí que, por vezes, nos deparemos com comportamentos demonstrativos de insensibilidade em relação a outras etnias, isso não faz de nós necessariamente racistas. No caso dessa senhora, a julgar por aquelas declarações, ela é bem capaz de ser preconceituosa, pois insensível não parece haver dúvidas de que seja. Sobre a questão de uma personalidade africana usar aquele br*che; eu cá olhando para o br*che "aposto os meus dedos" de que esse caso hipotético está condenado a ficar-se pelo hipotético; mas se acontecesse decerto que não passaria despercebido. :lol: Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 25 Dezembro 2017 Tu colocaste uma pergunta geral sobre retratos, esculturas, etc. Se estes deveriam desaparecer e eu limitei-me a responder. Ampliando sobre esta questão, para que percebas o argumento, que no fundo não é mais do que uma das funções de museus: quando um objeto foi criado há décadas e décadas com um propósito meramente estético (neste caso de adornamento pessoal), mas num contexto em que a representação de uma determinada etnia tem também um significado (este nem sequer tem de ser negativo, pode muito bem ser positivo), trata-se de um objeto com valor histórico por contextualizar esse tipo de representação de uma etnia por uma outra etnia numa época longínqua, oferecendo-nos uma potencial nova perspetiva sobre a dinâmica e relação entre esses povos. No meu entender o público só tem a ganhar caso a realeza doasse estas peças a museus, para que pudessem ser estudadas e exibidas por curadores. As pessoas, este tópico já demonstrou isso, não parecem ter uma grande curiosidade em aprender sobre a cultura e passado de outras etnias que não a sua, daí que, por vezes, nos deparemos com comportamentos demonstrativos de insensibilidade em relação a outras etnias, isso não faz de nós necessariamente racistas. No caso dessa senhora, a julgar por aquelas declarações, ela é bem capaz de ser preconceituosa, pois insensível não parece haver dúvidas de que seja. Sobre a questão de uma personalidade africana usar aquele br*che; eu cá olhando para o br*che "aposto os meus dedos" de que esse caso hipotético está condenado a ficar-se pelo hipotético; mas se acontecesse decerto que não passaria despercebido. :lol: Mas essa falta de sensibilidade existe para os dois lados, para quem não percebe que está a ofender, e para quem não percebe que a intenção não é ofender. Porque se houvesse sensibilidade de ambas as partes, a discussão "lá fora" seria bem menos agressiva e mais rica intelectualmente, como o tem sido aqui no tópico. Compartilhar este post Link para o post
UnReal Publicado 1 Janeiro 2018 o racismo é tão 2017, move on Compartilhar este post Link para o post