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Lebohang

A controvérsia sobre um museu que ainda não existe: Descobertas ou Expansão?

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Citação de Black Hawk, Em 12/10/2018 at 00:04:

 

Não estou a dizer que são 84000, mas por exemplo 20000 parece-me relativamente fácil para Calecute, que tinha a hegemonia do Malabar todo a sul de Honor, que era de Vijayanagar.

E é óbvio que isto não foi um mano a mano, isso naturalmente nem está em questão, aliás a maior parte dos mortos de Calecute foram por doença, exactamente os problemas logísticos. E atenção que os exércitos indianos são muito desiguais, as castas nobres e guerreiras eram super bem armados mas os mais pobres não.

Portugal por exemplo tinha conquistado Ceuta com 45000 pessoas em 1415, é óbvio que foi uma conquista preparada ao pormenor e com muitos recursos mas Calecute tinha a seu favor estar "em casa" e de ser um terreno costeiro com uma armada numerosa. E a maioria dos vassalos de Cochim juntaram-se a Calecute.

 

Ser 20000 ou 84000 não tira mérito nenhum a Portugal e Cochim, é isto o meu ponto. Portugal teve um mérito extraordinário nas conquistas da Ásia, quase sempre em inferioridade. Não me parece de todo legítimo olhar para os números exagerados das crónicas e descartar o resultado do que realmente aconteceu.

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Citação de El Colosso, Em 04/10/2018 at 20:56:

@Black Hawk já agora, o que achas do relatório do ERCI?

Conselho da Europa quer mudar os manuais de História, mas nem sequer os viu antes

A SÁ­BA­DO ques­ti­o­nou a ECRI so­bre que ma­nu­ais fo­ram con­sul­ta­dos e a res­pos­ta foi: “A ECRI não ava­li­ou di­rec­ta­men­te o con­teú­do dos li­vros.” O re­la­tó­rio, res­pon­deu a or­ga­ni­za­ção, foi fei­to com in­for­ma­ção re­co­lhi­da em reu­niões du­ran­te uma vi­si­ta a Portugal. O “ensino da His­tó­ria nos ma­nu­ais foi apon­ta­do por al­gu­mas ONG co­mo um mo­ti­vo de pre­o­cu­pa­ção”. Qu­es­ti­o­na­da so­bre quem es­te­ve na de­le­ga­ção e em que ONG em con­cre­to, a ECRI res­pon­deu que não po­de di­vul­gá-las de­vi­do a "regras de confidencialidade"

Fantástico

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Citação de Lebohang, há 1 hora:

Conselho da Europa quer mudar os manuais de História, mas nem sequer os viu antes

A SÁ­BA­DO ques­ti­o­nou a ECRI so­bre que ma­nu­ais fo­ram con­sul­ta­dos e a res­pos­ta foi: “A ECRI não ava­li­ou di­rec­ta­men­te o con­teú­do dos li­vros.” O re­la­tó­rio, res­pon­deu a or­ga­ni­za­ção, foi fei­to com in­for­ma­ção re­co­lhi­da em reu­niões du­ran­te uma vi­si­ta a Portugal. O “ensino da His­tó­ria nos ma­nu­ais foi apon­ta­do por al­gu­mas ONG co­mo um mo­ti­vo de pre­o­cu­pa­ção”. Qu­es­ti­o­na­da so­bre quem es­te­ve na de­le­ga­ção e em que ONG em con­cre­to, a ECRI res­pon­deu que não po­de di­vul­gá-las de­vi­do a "regras de confidencialidade"

Fantástico

lel. Os manuais são só um auxiliar, cabe ao professor levar para a sala de aula os materiais/fontes que achar mais adequados para uma determinada turma ou tema.

Editado por Augusto
Sou parvo.

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Citação de JFDCamara, Em 13/10/2018 at 10:42:

Não estou a dizer que são 84000, mas por exemplo 20000 parece-me relativamente fácil para Calecute, que tinha a hegemonia do Malabar todo a sul de Honor, que era de Vijayanagar.

E é óbvio que isto não foi um mano a mano, isso naturalmente nem está em questão, aliás a maior parte dos mortos de Calecute foram por doença, exactamente os problemas logísticos. E atenção que os exércitos indianos são muito desiguais, as castas nobres e guerreiras eram super bem armados mas os mais pobres não.

Portugal por exemplo tinha conquistado Ceuta com 45000 pessoas em 1415, é óbvio que foi uma conquista preparada ao pormenor e com muitos recursos mas Calecute tinha a seu favor estar "em casa" e de ser um terreno costeiro com uma armada numerosa. E a maioria dos vassalos de Cochim juntaram-se a Calecute.

 

Ser 20000 ou 84000 não tira mérito nenhum a Portugal e Cochim, é isto o meu ponto. Portugal teve um mérito extraordinário nas conquistas da Ásia, quase sempre em inferioridade. Não me parece de todo legítimo olhar para os números exagerados das crónicas e descartar o resultado do que realmente aconteceu.

Mas o objetivo do estudo da História não é dar mérito ou tirá-lo: é chegar (o mais próximo possível) à verdade do que aconteceu. Isso é um erro comum, o de se julgar que temos de estudar história para "exaltar o feito dos antepassados"... Isso é treta. E ideia do Estado Novo.

 

Não é, para mim, importante se Portugal conseguiu um grande feito militar ou não; é, sim, importante esclarecer junto do maior número possível de pessoas (que no meu caso é reduzido, anda algures entre o meu grupo de amigos e os utilizadores que vêem este tópico) que o artigo daquela página de Facebook é um monte de patacoadas que não tem qualquer sustentação lógica, por vários motivos que fui abordando e mais alguns.

 

Não estou com isto a dizer que te enquadras no que escrevi no primeiro tópico, atenção.

 

Já agora, esse número que colocaste sobre o exército português em Ceuta, e aí tenho a certeza do que vou dizer porque consultei fontes diversas sob orientação do que será porventura o maior especialista de história militar medieval, esse número está errado. Mas errado ao ponto de ser mais do dobro do número real. Não seria mais de 15 a 20 mil. No número dos homens do Samorim não posso dar certezas, apenas percepções, mas no de Ceuta tenho a certeza disto.

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Citação de Black Hawk, Em 16/10/2018 at 11:29:

Mas o objetivo do estudo da História não é dar mérito ou tirá-lo: é chegar (o mais próximo possível) à verdade do que aconteceu. Isso é um erro comum, o de se julgar que temos de estudar história para "exaltar o feito dos antepassados"... Isso é treta. E ideia do Estado Novo.

 

Não é, para mim, importante se Portugal conseguiu um grande feito militar ou não; é, sim, importante esclarecer junto do maior número possível de pessoas (que no meu caso é reduzido, anda algures entre o meu grupo de amigos e os utilizadores que vêem este tópico) que o artigo daquela página de Facebook é um monte de patacoadas que não tem qualquer sustentação lógica, por vários motivos que fui abordando e mais alguns.

 

Não estou com isto a dizer que te enquadras no que escrevi no primeiro tópico, atenção.

 

Já agora, esse número que colocaste sobre o exército português em Ceuta, e aí tenho a certeza do que vou dizer porque consultei fontes diversas sob orientação do que será porventura o maior especialista de história militar medieval, esse número está errado. Mas errado ao ponto de ser mais do dobro do número real. Não seria mais de 15 a 20 mil. No número dos homens do Samorim não posso dar certezas, apenas percepções, mas no de Ceuta tenho a certeza disto.

 

Tens toda a razão de Ceuta, tinha lido há pouco tempo o livro "novo" de João Gouveia Monteiro e António Martins Costa, e eles dizem primeiro a estimativa das crónicas e depois a estimativa que eles acham correcta (18-20 mil mas nem todos combatentes).

 

A minha questão do "mérito" não é por aí, é porque até agora em todas as críticas que vi a essas informações é sempre a ridicularizar sem corrigir, isto é, desta forma parece quase que estão a negar que coisas semelhantes tenham acontecido, e o meu ponto é este, coisas "parecidas" aconteceram. Em vez de se informar está-se a criar a ideia que tal coisa nunca aconteceu.

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