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Lebohang

A controvérsia sobre um museu que ainda não existe: Descobertas ou Expansão?

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É, o politicamente correcto. Quase tão irritante como a neura que alguns têm contra o politicamente correcto.

 

Isto é uma questão de Historiografia. Já há muito tempo que em História se batalha para que se utilize a designação correcta, pois o termo "Descobrimentos" não é correcto para descrever o que se passou. Ninguém foi em busca de novas terras por vontade de descobrir, por curiosidade ou vontade de alargar conhecimentos.

 

Mas yah, hurr durr politicamente correcto... :rolleyes:

 

des·co·brir - Conjugar

(latim discooperio, -ire, descobrir, pôr a descoberto, destapar)

verbo transitivo

1. Achar o ignorado, o desconhecido ou o oculto.

2. Fazer um descobrimento.

3. Chegar a conhecer.

4. Notar.

 

Não se aplica neste caso? Coloca-se uma conotação negativa à palavra Descobrimentos quando a sua aplicação é mais ampla daquela dada a conhecer neste texto.

 

...?

 

Se um dia descobrirmos um alien, temos que ter cuidado em não usar esta expressão, não vá ele ficar ofendido. :mrgreen:

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Eu também não acho mal nenhum, mas sinceramente não tenho opinião sobre isso porque não é a minha área. Mas o ponto de vista do Blackhawk faz todo o sentido.

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De facto e tao importante que e um assunto que esta a gerar uma discussao... :funny:

 

A forma como me dirigo a historia e basicamente a mesma que a sociedade ve os seus estudiosos, 99% quando acabam o curso vao para professores (quando querem e fazer investigacao), desemprego ou caixas de supermercado (com todo o respeito que essas pessoas merecem)

 

Existem depois alguns iluminados que pensam que sao mais do que o grosso da sociedade e que pensam que quem esta mal nao sao eles, mas sim quem nao valoriza a historia, arquitectura, filosofia, sociologia, etc...mas no final ficam com a razao e os outros com $...

 

Que homem tão sábio.

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De facto e tao importante que e um assunto que esta a gerar uma discussao... :funny:

 

A forma como me dirigo a historia e basicamente a mesma que a sociedade ve os seus estudiosos, 99% quando acabam o curso vao para professores (quando querem e fazer investigacao), desemprego ou caixas de supermercado (com todo o respeito que essas pessoas merecem)

 

Existem depois alguns iluminados que pensam que sao mais do que o grosso da sociedade e que pensam que quem esta mal nao sao eles, mas sim quem nao valoriza a historia, arquitectura, filosofia, sociologia, etc...mas no final ficam com a razao e os outros com $...

 

:mrgreen:

 

Meu caro, para alguém que anda metido em esquemas ilegais tens uma moral enorme a catalogar os outros e suas actividades profissionais. Tem calma, a vida dá muitas voltas, nunca se sabe quando é que, de repente, "essa gente" não passará a olhar-te de cima como tu agora fazes sobre eles. Não sejas tão absoluto nas tuas certezas ou elas voltam para te morder o cu.

Editado por Black Hawk

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Quero acreditar que ele esta a gozar.

 

Com tanto tempo de fórum, ainda tens essa crença sobre ele? :mrgreen:

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Nem tenho palavras para qualificar esse último post do Burkina. Ou melhor, ter até tenho, mas acho que ia de BO. A forma como em duas frases denegriu todo o percurso académico e profissional de todos aqueles que estudaram história é nojenta, para ser simpático.

 

Os caixas de supermercado são tratados "com todo o respeito que merecem". Já quem estudou história não, esses que se f*dam.

 

Bem na realidade não sou eu que os trata assim mas sim a sociedade que não lhes da emprego...é f*dido mas é verdade

 

:mrgreen:

 

Meu caro, para alguém que anda metido em esquemas ilegais tens uma moral enorme a catalogar os outros e suas actividades profissionais. Tem calma, a vida dá muitas voltas, nunca se sabe quando é que, de repente, "essa gente" não passará a olhar-te de cima como tu agora fazes sobre eles. Não sejas tão absoluto nas tuas certezas ou elas voltam para te morder o cu.

 

Mas que sabes tu para dizer que o que faço não é legal? Tambem falas sem saber porque na legislação onde opero esta tudo legal.

 

Quanto a segunda parte não tenho qualquer receio, aliás para quem estudou historia parece que estas mais a falar se um desejo fantasista do que em factos. Em que periodo da historia é que o capital (ou quem o tem) não foi o factor que tomba a balança

 

Melhor porque não fazer um inquireto a populacão é perguntar “preferes que o museu tenho um nome historicamente adequado ou que te dê 100 euros e o nome fica Museu dos Descobrimentos?” Ficavamos logo a saber o que realmente interessa 😋

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Para pessoa que está no outro lado da balança devias tratar melhor Camões :mrgreen:

Editado por HappyKing

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Para pessoa que está no outro lado da balança devias tratar melhor Camões :mrgreen:

 

O dinheiro não compra tudo.

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Mas o que é que o Burkina faz mesmo? Não é a primeira vez que ouço falar em esquemas ilegais. Anyway, como estudante de História repugna-me este tipo de comentários, mas não me surpreende. Quando já não existirem psicólogos e historiadores esta gente vai pensar onde é que falhou e dar por falta deles. É também a razão porque o mercado de trabalho está como está em Portugal para o pessoal jovem. Mas para tipos como o Burkina está tudo bem, é claro.

 

Quanto ao tópico, Expansão parece-me mais adequado, uma vez o termo tanto dá para território, conhecimento/tecnologia e economia, especialmente os dois últimos

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Dão-lhe conversa depois admiram-se, já sabem que um dos hobbies dele é vir para um fórum obscuro gabar-se que ganha mais que o salário mínimo, coitado, podia dar-lhe para pior.

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who would win

 

burkina and his illegal capital

 

the law of the falling rate of profits reaching 0% in the next decade

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Mas o que é que o Burkina faz mesmo? Não é a primeira vez que ouço falar em esquemas ilegais. Anyway, como estudante de História repugna-me este tipo de comentários, mas não me surpreende. Quando já não existirem psicólogos e historiadores esta gente vai pensar onde é que falhou e dar por falta deles. É também a razão porque o mercado de trabalho está como está em Portugal para o pessoal jovem. Mas para tipos como o Burkina está tudo bem, é claro.

 

Quanto ao tópico, Expansão parece-me mais adequado, uma vez o termo tanto dá para território, conhecimento/tecnologia e economia, especialmente os dois últimos

comércio de especiarias, ouro, seda e escravos

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Mas o que é que o Burkina faz mesmo? Não é a primeira vez que ouço falar em esquemas ilegais. Anyway, como estudante de História repugna-me este tipo de comentários, mas não me surpreende. Quando já não existirem psicólogos e historiadores esta gente vai pensar onde é que falhou e dar por falta deles. É também a razão porque o mercado de trabalho está como está em Portugal para o pessoal jovem. Mas para tipos como o Burkina está tudo bem, é claro.

 

Quanto ao tópico, Expansão parece-me mais adequado, uma vez o termo tanto dá para território, conhecimento/tecnologia e economia, especialmente os dois últimos

Pelo que li noutros topicos acho que participa em esquemas manhosos de apostas, tipo aqueles chineses que viciam jogos da segunda liga :medinho:

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Mas quem diabo e que esta preocupa com o nome da p*ta de um museu. Sera que nao ha assuntos mais importantes para serem discutidos?

O que diabo interessa o nome? Alguns dos sitios foram descobertas de ilhas inabitadas, logo descoberta aplica-se, outras foram conquistas de portos estrategicos e dominacao e esclavizacao de povos ai existentes. Mudar o nome vai mudar alguma coisa nessa realidade?

 

Isto ser noticia e ridiculo, como e ridiculo tudo o que e adicionar o genero feminino a coisas que nunca o foram ou a maior parte do politicamente correcto.

 

Em economia ou contabilidade forense estas coisas chamam-se cosmetic changes, querendo dizer que no fundo tudo fica igual, apenas uma apresentacao mais para agradar aqui ou ali

Sim, há problemas mais importantes. Mas não é por não perdermos dois segundos a mudar o nome que vamos resolver todos os problemas do mundo.

Este problema é fácil de resolver. Não requer muito tempo nem muitos recursos.

Editado por G1njas

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A minha reaccao imediata foi achar q isto e' uma perda de tempo, mas lendo o artigo e os comentarios com mais atencao percebo melhor o pq do nome ser importante. No entanto parece q nem "expansao", nem "descobertas", e' uma escolha 100% exacta, nem uma escolha 100% certa/errada, depende da prespectiva, pq houveram momentos de expansao e tmb de descoberta, portanto em q ficamos?

 

Na minha opiniao, e assumindo q estou certo em pensar q ambos os nomes sao historicamente validos ainda q representem diferentes prespectivas, qual o criterio para escolher entre os dois? Para mim e' simples: marketing! Eu quero museus com o maximo de visitantes possivel. Com isto em consideracao, acho o nome "Descobertas" tem um significado mto mais apelativo do q "expansao". Exemplo, sou um turista e quero ver uns museus, o q e' mais apelativo, saber o q portugal "descobriu" ou saber o qto portugal se "expandiu"? Para mim parece obvio q "descobertas" e' mto mais interessante e por isso esta seria a minha preferencia.

 

N vejo mal nenhum, sinceramente, q isto seja a prespectiva portuguesa sobre o assunto, e portanto com o nome a condizer. Da mesma forma, e por examplo, se for ao Brasil quero ver a prespectiva brasileira, n acho fundamental ter a prespectiva portuguesa sobre o assunto, ainda q possa ser util q o conteudo do museu mostre tmb outras prespectivas, n considero fundamental.

 

Desde q se n esteja a adulterar a historia, o q n parece ser o caso com o nome "descobertas", n vejo mal nenhum o museu representar a prespectiva portuguesa e ter um nome mais apelativo.

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Sobre o "politicamente correcto":

 

Já não há pachorra para o “politicamente correto”

 

É natural para quem acha que um museu deve ser “contra” ou “a favor” da nossa história pense que, sendo pago “pelo dinheiro dos nossos impostos”, serve para fazer a apologia do nosso passado “grandioso” em contraste com “a nossa atual pequenez”. É isso mesmo que estes cientistas contestam. O que me incomoda não é a posição de Miguel Sousa Tavares sobre o tema. Ele está longe de ser pacífico e entre os subscritores do artigo coletivo até está um historiador que, há duas décadas, aceitou presidir a uma comissão para a comemoração “dos Descobrimentos ”. O que me incomoda é o vício de desconsiderar os interlocutores, sobre os quais confessa desconhecer a autoridade científica, o que em alguns casos é especialmente absurdo. Mas ainda mais me incomoda este estranho hábito de, cada vez que se discorda de alguém, vir a já estafada conversa do “politicamente correto”, no caso transformada em “politicamente idiota”. Que historiadores e cientistas debatam publicamente a utilização de um determinado termo para um espaço museológico sobre a história não faz deles cultores do “politicamente correto”. Faz deles historiadores e cientistas. Seria estranho que académicos, que dedicam uma parte razoável do seu tempo a estudar representações da realidade, tratassem as palavras como pormenores. Mesmo que as suas preocupações e os seus nomes não passem no apertado crivo científico de Miguel Sousa Tavares.

 

Daniel Oliveira

 

E é mesmo isto: já não há pachorra para a conversa sobre o "politicamente correcto". É um argumento que hoje se usa sempre que não se concorda com algo. Torna-se extenuante ouvir esta conversa.

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época do inicio da globalizaçao? :mrgreen:

 

o que fizemos foi diminuir distancias e conectar paises/continentes. A mal ou a bem.

 

Mas, lembro-me uma vez de o BlackHawck ter escrito que é perigoso nos dias de hoje mudar/alterar eventos historicos aos olhos de hoje, nao é um bocado o que se esta a fazer com isto? Para a época foram descobrimentos porque nao havia um décimo da inforamaçao que ha hoje, nao havia um google maps, a terra era plana e acabava ali onde os olhos nao podiam ver mais..

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Não admira que alguém da área ideológica dominante no pensamento e discurso politicamente correto se insurja contra aqueles que criticam o pensamento e discurso politicamente correto.

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Mas a fundamentação do texto não se prende nos ideais do politicamente correcto? Que devemos ter em conta a sensibilidade dos outros? :estrelas:

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Preocupa-me que em 2018, estar-se correcto quer politicamente, quer em tantas outras áreas, cause comichão a uma franja considerável de sujeitos.

 

Para onde caminhamos nós quando nos querem impor lógicas incorrectas?

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época do inicio da globalizaçao? :mrgreen:

 

o que fizemos foi diminuir distancias e conectar paises/continentes. A mal ou a bem.

 

Mas, lembro-me uma vez de o BlackHawck ter escrito que é perigoso nos dias de hoje mudar/alterar eventos historicos aos olhos de hoje, nao é um bocado o que se esta a fazer com isto? Para a época foram descobrimentos porque nao havia um décimo da inforamaçao que ha hoje, nao havia um google maps, a terra era plana e acabava ali onde os olhos nao podiam ver mais..

Para qual época? A do António Ferro?

 

O que o Daniel diz sobre "fazer a apologia do nosso passado “grandioso”" está muito relacionado com o nosso passado não muito distante onde termos como Descobrimentos eram usados e ensinados no domínio de uma narrativa de propaganda. Narrativa essa que ainda não nos saiu dos manuais escolares, infelizmente. Onde não se mostra essa dualidade de "mal ou a bem" de que falas. É por isso que é preciso algum cuidado quando usamos determinados termos, principalmente num museu que não nos deve mostrar só o bem, mas também o mal.

 

Neste episódio deste podcast há uma boa conversa sobre a forma como ainda vemos e ensinamos, de forma tão parcial, este assunto: http://apenasfumaca.pt/marta-araujo-manuais-escolares/ .

Editado por Mayday

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época do inicio da globalizaçao? :mrgreen:

 

o que fizemos foi diminuir distancias e conectar paises/continentes. A mal ou a bem.

 

Mas, lembro-me uma vez de o BlackHawck ter escrito que é perigoso nos dias de hoje mudar/alterar eventos historicos aos olhos de hoje, nao é um bocado o que se esta a fazer com isto? Para a época foram descobrimentos porque nao havia um décimo da inforamaçao que ha hoje, nao havia um google maps, a terra era plana e acabava ali onde os olhos nao podiam ver mais..

 

Mas aí estamos a falar de coisas diferentes. O que referes, e de facto já falei muitas vezes disso por cá, é o revisionismo histórico. Usando o exemplo em análise, seria por exemplo julgar este processo por ter sido responsável pelo tráfico de seres humanos para escravatura à luz dos conceitos ético-morais actuais e não dos vigentes na altura.

 

A questão do nome é um pouco diferente, até porque a discussão não se prende só pelo nome em si, vai mais longe: é uma discussão já antiga sobre aquilo que levou os portugueses de então a procurar novas terras, os seus objectivos, as suas motivações...

 

Porque como o Mayday disse, ainda há uma certa franja da historiografia portuguesa a querer instrumentalizar os descobrimentos, dar-lhe significado político, construir uma narrativa desconstruindo as fontes históricas. A tal história do Portugal Glorioso por oposição ao Portugal de agora que o Daniel Oliveira refere. E isso, sim, é uma questão de revisionismo histórico gritante e criminoso para a nossa memória enquanto povo.

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Quais foram as motivações e objectivos?

 

Aproveito e já me dás uma lição de História :mrgreen:

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