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Plagio o Original

Poema de Álvaro de Campos censurado em manual de Português da Porto Editora

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Alguns excertos do poema Ode Triunfal de Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, foram retirados e substituídos por linhas a tracejado num dos manuais escolares de Português do 12.º ano, da Porto Editora. A notícia é avançada pelo jornal Expresso, que indica o manual censurado como sendo um dos livros aprovados pelo Ministério da Educação.

Três versos de Ode Triunfal — que contêm linguagem explícita — foram substituídos por linhas a tracejado.

De acordo com o mesmo jornal, os versos “Ó automóveis apinhados de pândegos e de p*tas” e “E cujas filhas aos oito anos – e eu acho isto belo e amo-o! / Masturbam homens de aspecto decente nos vãos de escada” foram retirados da versão original do poema do heterónimo de Fernando Pessoa, que consta nesse manual escolar.

Segundo descreve o Expresso, alunos de uma das 90 escolas que adoptaram o manual “Encontros” no presente ano lectivo, aperceberam-se do sucedido ao escutarem uma gravação áudio do poema. Foi assim que constataram que os versos que ouviam na gravação não figuravam nas páginas 99 e 100 do manual, e que esses versos haviam sido substituídos por linhas a tracejado.

A leitura de obras de Fernando Pessoa e seus heterónimos faz parte das “Aprendizagens Essenciais” decretadas pelo Ministério da Educação, que definem que o aluno deverá ter “um conhecimento e uma fruição plena dos textos literários do património português e de literaturas de língua portuguesa”.

Com base nas informações recolhidas pelo Expresso, não aparecerá nenhuma indicação no livro a dar conta das alterações efectuadas ao texto original de Álvaro de Campos. Nem na ficha técnica ou tão pouco nas páginas do poema.

O PÚBLICO entrou em contacto com a Porto Editora e com o Ministério da Educação, mas até à data da publicação da notícia não foi possível obter qualquer informação adicional, remetendo esclarecimentos para segunda-feira.

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Por um lado, a censura é chata, e geralmente sou contra.

Por outro, acho que são partes com um fator choque demasiado grande para não desviar as atenções dos alunos durante as aulas do propósito do poema e nesse prisma percebo que tenham sido removidos.

Num terceiro lado, isto é um manual de 12º ano portanto tratar os alunos por crianças também não é a resposta.

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Citação de Wincing Hálldor, há 2 horas:

Por um lado, a censura é chata, e geralmente sou contra.

Que coisa deprimente...

E se era para fazeres uma gracinha a imitar o Bruno ainda é pior.

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Mas se é obrigatório é obrigatório, como tal têm qua colocar textualmente as palavras do autor, se não queriam um poema tão explicito, há uma quantidade enorme de poemas do Alvaro de Campos com uma linguagem bastante menos brejeira.

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p*tas, masturbação e pedofilía deviam ser assuntos tabu para alunos do 12º ano, ok. 

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Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente. Desta forma, o docente tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos à linguagem e ideias dos versos em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

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Citação de bmfpcdm, há 20 minutos:

minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

 

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A questao e de tantos textos de pessoa porque escolher esses?

Penso que seria mais sensato deixar os alunos mais interessados explorar mais e eventualmente chegar a esses textos com linguagem mais sensivel

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Citação de bmfpcdm, há 33 minutos:

Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente. Desta forma, o docente tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos à linguagem e ideias dos versos em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

 

Citação de mike, Agora:

A questao e de tantos textos de pessoa porque escolher esses?

Penso que seria mais sensato deixar os alunos mais interessados explorar mais e eventualmente chegar a esses textos com linguagem mais sensivel

Paternalismo com alunos de 17 ou 18 anos... Tão bom... 🤗

Prof: Meninos, se estiverem interessados, informo-vos que este autor tem uns textos em que utiliza uma linguagem mais brejeira, incluindo até alguns palavrões.

Aluno: f*da-se stôr!! A sério? Cum crl, tem de nos dizer que textos são esses... Palavrões num poema? p*ta que pariu... quem havia de dizer?...

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Citação de bmfpcdm, há 36 minutos:

minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

Por um lado, sim, mas por outro, algumas pessoas ao ouvirem "p*tas" até ficam mais agarradas e curiosas com o que estão a dar. E a própria Ode Triunfal tem partes que, se forem lidas com expressividade, metem piada e podem causar essa tal 'distração', por isso não acho que seja por aí. 

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Citação de mike, há 7 minutos:

A questao e de tantos textos de pessoa porque escolher esses?

Penso que seria mais sensato deixar os alunos mais interessados explorar mais e eventualmente chegar a esses textos com linguagem mais sensivel

Porque a Ode Triunfal é o mais conhecido e mais marcante texto do Álvaro de Campos.

E não podes ver como "textos do Pessoa" porque se bem me lembro do meu secundário, essa parte da matéria era intitulada "Pessoa e os seus heterónimos" ou uma cena assim, e dava-se um bocado de cada um dos mais conhecidos (Campos, Caeiro, Reis).

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Citação de Rōnin, há 27 minutos:

 

É mais: 'Won't somebody, please, think of the teachers?'. Em nenhuma parte do meu comentário eu defendi que os alunos não devam ser expostos a esta linguagem por qualquer tipo de pudor, mas antes que o intuito de formatar os livros desta maneira, talvez se deva a um desejo de oferecer ao docente um maior controlo sobre a possível indisciplina que este tipo de linguagem suscita. Assim, quando chegam àquela parte do poema, expõem os versos, dão a oportunidade aos típicos e inevitáveis distúrbios (sejam risadas, sussurros, piadas etc.) de acontecerem naquele momento particular, prosseguindo com uma discussão sobre a linguagem e ideias do poeta, sem que antes tivessem de estar 'n' vezes a mandar alunos parar com as risadas e sussurros suscitados pela linguagem inusual nos seus manuais.

Editado por bmfpcdm

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Citação de bmfpcdm, há 42 minutos:

É mais: 'Won't somebody, please, think of the teachers?'. Em nenhuma parte do meu comentário eu defendi que os alunos não devam ser expostos a esta linguagem por qualquer tipo de pudor, mas antes que o intuito de formatar os livros desta maneira, talvez se deva a um desejo de oferecer ao docente um maior controlo sobre a possível indisciplina que este tipo de linguagem suscita. Assim, quando chegam àquela parte do poema, expõem os versos, dão a oportunidade aos típicos e inevitáveis distúrbios (sejam risadas, sussurros, piadas etc.) de acontecerem naquele momento particular, prosseguindo com uma discussão sobre a linguagem e ideias do poeta, sem que antes tivessem de estar 'n' vezes a mandar alunos parar com as risadas e sussurros suscitados pela linguagem inusual nos seus manuais.

Não era para ser levado de forma literal. 

É absurdo a forma como falaste de alunos do 12º, como se de crianças tratassem. Acho que todos nós passámos por situações semelhantes na nossa vida escolar e o mundo não virou ao contrário.

Remover a liberdade do aluno para dar controlo ao decente por algo tão efémero é absurdo.

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Citação de Rōnin, há 1 minuto:

Não era para ser levado de forma literal. 

É absurdo a forma como falaste de alunos do 12º, como se de crianças tratassem. Acho que todos nós passámos por situações semelhantes na nossa vida escolar e o mundo não virou ao contrário.

Remover a liberdade do aluno para dar controlo ao decente por algo tão efémero é absurdo.

Eu estou somente a ser pragmático. Alunos de secundário também têm os seus momentos de indisciplina. Eu passei por situações semelhantes, sim, e o meu mundo, de facto, não se virou ao contrário; mas como aluno, nunca como professor, que têm de lidar com indisciplina quotidianamente, mas do outro lado da sala; talvez seja esse ponto de vista que te está a escapar, a qualidade de trabalho que um pormenor destes pode providenciar.

De que forma é que a liberdade está a ser retirada ao aluno, no meu exemplo? Estamos a falar de um manual escolar, uma ferramenta educativa usada em aulas. O tracejado está lá, assinalando algo em falta; o manual do professor tem esse mesmo tracejado, tal como a nota com o conteúdo dos versos em falta; logo está a ser dada a responsabilidade ao docente de abordar esse conteúdo no momento, ao mesmo tempo, conferindo o tal controlo sobre a possível indisciplina.

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Citação de bmfpcdm, há 3 horas:

Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente. Desta forma, o docente tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos à linguagem e ideias dos versos em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

WE DONT NEED NO EDUCATION TANAN TANAN TANAN LEAVE THOSE KIDS ALONE

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Citação de Mayday, há 6 minutos:

WE DONT NEED NO EDUCATION TANAN TANAN TANAN LEAVE THOSE KIDS ALONE

"What have we here, laddie? Mysterious scribblings? A secret code? Oh, poems, no less! Poems, everybody!"

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Citação de bmfpcdm, há 9 horas:

De que forma é que a liberdade está a ser retirada ao aluno, no meu exemplo? Estamos a falar de um manual escolar, uma ferramenta educativa usada em aulas. O tracejado está lá, assinalando algo em falta; o manual do professor tem esse mesmo tracejado, tal como a nota com o conteúdo dos versos em falta; logo está a ser dada a responsabilidade ao docente de abordar esse conteúdo no momento, ao mesmo tempo, conferindo o tal controlo sobre a possível indisciplina.

A partir do momento que censuras algo ao retirar/omitir estás a retirar a liberdade a alguém, neste caso os alunos.

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Citação de bmfpcdm, há 11 horas:

Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente. Desta forma, o docente tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos à linguagem e ideias dos versos em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

Aqui o que está não é uma preparação do parte do professor para o que vem, um respirar fundo antes de submergir quando vem uma onda, é o controlo sobre se expõe ou não os versos. Quando dei a Ode triunfal fomos expostos aos versos, mas ninguém notou porque o prof. declamou o poema com tamanha qualidade que a atenção foi para o vigor e ritmo do poema.

por favor pensa bem no que escreveste. Isso num caso mais extremo

Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente estado.  Desta forma, o docente estado tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos a população à linguagem e ideias dos versos das notícias em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

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Citação de Puto Perdiz, há 3 minutos:

Aqui o que está não é uma preparação do parte do professor para o que vem, um respirar fundo antes de submergir quando vem uma onda, é o controlo sobre se expõe ou não os versos. Quando dei a Ode triunfal fomos expostos aos versos, mas ninguém notou porque o prof. declamou o poema com tamanha qualidade que a atenção foi para o vigor e ritmo do poema.

por favor pensa bem no que escreveste. Isso num caso mais extremo

Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente estado.  Desta forma, o docente estado tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos a população à linguagem e ideias dos versos das notícias em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

Exatamente. Terminei o secundário no ano passado, demos obviamente este poema. Lembro-me que a professora até distribuiu folhas com o poema na íntegra, pois no manual havia partes em falta (incluindo esta) e a professora até criticou isso. De seguida, passámos à leitura do poema e, deve ter sido o poema em que a turma esteve mais atenta, não pelos palavrões, mas pelo ritmo incrível que tem, quando declamado de forma correta e expressiva. Ninguém notou os palavrões.

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Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

A partir do momento que censuras algo ao retirar/omitir estás a retirar a liberdade a alguém, neste caso os alunos.

Citação de Puto Perdiz, há 1 hora:

Aqui o que está não é uma preparação do parte do professor para o que vem, um respirar fundo antes de submergir quando vem uma onda, é o controlo sobre se expõe ou não os versos. Quando dei a Ode triunfal fomos expostos aos versos, mas ninguém notou porque o prof. declamou o poema com tamanha qualidade que a atenção foi para o vigor e ritmo do poema.

por favor pensa bem no que escreveste. Isso num caso mais extremo

Eu não acredito que seja uma questão de censura, mas antes uma maneira de oferecer maior controlo ao docente estado.  Desta forma, o docente estado tem controlo total sobre o momento em que expõe os alunos a população à linguagem e ideias dos versos das notícias em questão, minimizando o potencial para distração e indisciplina que este tipo de situação pode provocar.

Eu estou a analisar este caso do manual em questão. Se estivéssemos a falar de uma edição de um livro de poemas, eu concordaria 100% de que era censura. Contudo, não vou ignorar o facto de que manuais escolares são instrumentos de ensino, normalmente, criados por docentes para docentes. Assim, prefiro esta abordagem de um manual que coloca em linha a tracejado estas partes problemáticas (não as ignorando), em vez daqueles manuais (como aquele que parece ser o caso do utilizador O Pastel) que saltitam no poema, expondo somente as partes menos problemáticas.

Adiciono que considero importantíssimo focar esta linguagem na sala de aula, sublinhar as asneiras e discutir os sentimentos que aqueles versos evocam (seja nojo, prazer, reserva, etc.); chamar a atenção de que a poesia não é só coisas bonitas, que há poesia que vai além destes versos do Álvaro de Campos. Quiçá fazer a ponte com o Allen Ginsberg ou o Pierre Louÿs, pois há todo um horizonte que se pode abrir em favor dos estudantes.

Eu continuo a preferir a abordagem deste manual, do que a alternativa de saltitar no poema, que essa, sim, parece tentar evitar a discussão, seja por pudor ou questões de disciplina.

Sobre o teu exercício de substituir as minhas palavras para lhes conferir um verdadeiro contexto de censura. Pensa bem no que fizeste, pois adulteraste uma ideia e mensagem original, para lhe conferir todo um significado diferente. Percebi o teu objetivo, mas posso garantir-te que pensei muito bem antes de comentar neste tópico. Não deixei que o meu pensamento se ficasse pelo significado mais básico de censura (sem que procurasse motivações, pois a motivação é um fator importantíssimo no que respeita atos de censura) e procurei pensar logicamente sobre a motivação para que aqueles versos tenham sido substituídos por linhas a tracejado (sem assumir posição nenhuma sobre a "guerra do politicamente correto", que vai atulhando a nossa sociedade, toldando pensamentos).

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Citação de bmfpcdm, há 5 horas:

Sobre o teu exercício de substituir as minhas palavras para lhes conferir um verdadeiro contexto de censura. Pensa bem no que fizeste, pois adulteraste uma ideia e mensagem original, para lhe conferir todo um significado diferente. Percebi o teu objetivo, mas posso garantir-te que pensei muito bem antes de comentar neste tópico. Não deixei que o meu pensamento se ficasse pelo significado mais básico de censura (sem que procurasse motivações, pois a motivação é um fator importantíssimo no que respeita atos de censura) e procurei pensar logicamente sobre a motivação para que aqueles versos tenham sido substituídos por linhas a tracejado (sem assumir posição nenhuma sobre a "guerra do politicamente correto", que vai atulhando a nossa sociedade, toldando pensamentos).

A ideia nem foi tanto deturpar a tua exposição, foi mesmo mostrar a proximidade entre a ideia que defendes, que é válida, e a censura pura e dura. A linha é muito ténue.

Neste caso é contraproducente censurar estes versos, há que mostrar que naquela época havia prostituição infantil, tal como há que relatar o caso Ballet Rose de modo a mostrar que estes casos já existiam, e um deles no tempo dos bons costumes do "grande" salazar para informar que o processo Casa Pia não é uma apenas uma consequência do 25 de Abril e dos chupistas que nos governam desde aí.

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Por mim, cagava-se no Pessoa e dava-se apenas Mayday.

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