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Ricardo Rio vai levar a referendo venda do estádio de Braga, construído por Souto Moura

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Ricardo Rio vai levar a referendo venda do estádio de Braga, construído por Souto Moura

Após as legislativas de outubro, presidente da Câmara de Braga quer que os eleitores locais digam se querem ou não que a milionária obra do regime de mesquita Machado seja alienada. O estádio municipal, pelo qual o Sporting de Braga paga €550 de renda mensal, custou €165 milhões à autarquia, mais €18 milhões em processos judiciais.

O autarca do PSD quer referendar a seguir às próximas eleições legislativas a venda do Estádio Municipal gizado por Souto Moura, decisão que visa aliviar os encargos financeiros do município, sobrecarregado de dívidas decorrentes do empreendimento que derrapou de €65 milhões para €165 milhões, mais €18 milhões em processos judiciais. Desde que foi eleito pela coligação PSD/CDS-PP/PPM em 2013, Ricardo Rio avançou, esta segunda-feira, que o atual executivo já pagou mais de “€90 milhões de dívidas do estádio, da parceria público-privada dos relvados e equipamentos desportivos, de devolução de fundos comunitários e de processos judiciais”.

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara de Braga revelou que, “em cinco anos, um ano de orçamento foi para pagar os esqueletos no armário”, herdados da era de Mesquita Machado. A decisão de levar a referendo o Estádio alugado ao Sporting de Braga surge numa altura em que as contas da Câmara de Braga se encontram “penhoradas pelo consórcio que construiu o estádio municipal”, mas Ricardo Rio garante que, hoje, estão criadas “todas as condições" para resolver num futuro próximo a questão”.

Ao que o Expresso apurou junto de fonte próxima do autarca, a opção de só sufragar localmente a alienação da obra do regime do anterior líder autárquico socialista depois de outubro prende-se com a “preocupação do executivo em não contaminar” os próximos atos eleitorais, em especial as legislativas. “O que se quer evitar é que haja confusão entre um ato eleitoral nacional e uma opção de base local”, refere a mesma fonte.

Em conferência de imprensa, depois da reunião do executivo, Ricardo Rio deu conta da penhora das contas da autarquia pelo consórcio que construiu o estádio municipal, constituído por nove empresas e liderado pela Soares da Costa, para garantir o pagamento de €4 milhões por obras a mais, resultante de uma sentença judicial transitada em julgado.

Segundo a Lusa, o autarca admitiu que foi com “surpresa” que viu as contas da autarquia penhoradas, uma vez que decorria um processo de negociação para o pagamento faseado da dívida, admitindo que a situação criou “alguns constrangimentos” à autarquia, minimizados pelo facto de a penhora não ter “apanhado o ciclo de pagamentos” da câmara.

“A nossa convicção é que a situação ficará resolvida num futuro muito próximo”, afirmou o autarca, explicando que foi aprovada uma “operação financeira que vai permitir ao consórcio receber todo o valor da dívida” e à autarquia pagar de forma faseada aquele valor, mas, salientou, as empresas terão de aceitar aquela solução. “Seria esquizofrénico que os membros do consórcio não aceitassem a operação montada e já aprovada”, disse.

“Queremos concretizar a venda do estádio para fazer face a todos os encargos e ainda reabilitar o Estádio 1.º de Maio”

Questionado por que é que a autarquia não agiu antes da penhora das contas, Rio explicou que “em circunstância alguma se trata de a câmara estar a tentar aligeirar as suas responsabilidades” no processo. “Achamos que nunca poderíamos chegar a um acordo sobre uma matéria em que consideramos ter razão, que os nossos serviços jurídicos nos dão essa razão, daí termos esperado pelo final do processo [que terminou com o transito em julgado da ação no início de fevereiro]”, sustentou.

Sobre se a penhora podia ter sido evitada, o autarca apontou que foi com surpresa que recebeu a notícia de que as contas da câmara estavam penhoradas. “Fiquei surpreendido porque estávamos em negociações com o consórcio para a montagem da operação financeira agora aprovada”, referiu.

O estádio municipal de Braga, conhecido como 'A Pedreira', foi construído para o Euro 2004, no mandato do dinossauro autárquico socialista Mesquita Machado, cuja fatura total “pode mesmo chegar aos €180 milhões”.

“Além desta ação de quatro milhões de euros, há uma segunda a correr no valor de €10 milhões, em que a câmara já foi condenada ao pagamento em duas instâncias, e há ainda uma outra ação do arquiteto da obra, Souto Moura, que exige o pagamento de mais cerca de €4 milhões”, enumerou o autarca.

Ricardo Rio voltou, por isso, a referir a alienação do estádio com forma de a autarquia não ter de fazer ainda face aos custos de manutenção do equipamento. “Queremos concretizar a venda do estádio para fazer face a todos os encargos e ainda reabilitar o Estádio 1.º de Maio”, referiu. O velho equipamento desportivo construído em 1956 pelo Estado Novo seria uma alternativa para acolher o Sporting de Braga, cuja SAD paga €550 por mês de renda pelo estádio milionário.

Qualquer que seja o resultado do futuro referendo, Ricardo Rio garante que o protocolo firmado até 2030 e que o caderno de encargos da utilidade a dar à estrutura pode ser outra além da desportiva.

Expresso

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“Trauliteiro, arrogante, desdenhoso, néscio, estapafúrdio”: as violentas críticas do Braga a Miguel Sousa Tavares

Esta é a reposta à declaração de MST, na TVi, sobre a possível venda do estádio do Sporting de Braga, dizendo que o clube “joga praticamente de borla, por um preço simbólico”

 

No seu espaço de comentário na TVi, Miguel Sousa Tavares abordou o tema da possível venda do estádio do Braga, afirmando que o clube do Minho “joga praticamente de borla, por um preço simbólico”, referindo-se à noticiada renda de €550 por mês. Sousa Tavares também disse que o Braga “não tem adeptos” e são estes dois argumentos que os minhotos rebatem, violentamente, num longo comunicado oficial.

“Trauliteiro, arrogante, desdenhoso e, acima de tudo, néscio”, são alguns dos adjetivos usados pelo Braga para refutar a opinião de Miguel Sousa Tavares. “E a verdade é que o SC Braga tem custos com o estádio e com a operação do estádio que superam os 750 mil euros por ano e que incluem eletricidade, água, gás, tratamento dos relvados, segurança diária e muitas outras pequenas rubricas que representam uma fatia considerável do orçamento da SAD, sem contabilizar os gastos muito relevantes com a organização dos jogos. A estas despesas correntes têm-se juntado, ao longo dos anos, custos de intervenção avultados em operações de melhoria do estádio, como a ocorrida em 2016 e que significou um investimento de 2,5 milhões de euros.”.

Leia o comunicado na íntegra

O horário nobre do canal de televisão mais visto em Portugal serviu, ontem à noite, para que Miguel Sousa Tavares (MST) voltasse a destilar o ódio ao Sporting Clube de Braga que alimenta há anos. Essa repulsa não constitui, por si só, qualquer incómodo, sendo uma decorrência legítima da liberdade de que gozamos e que permite a qualquer indivíduo o exercício da sua opinião, por mais estapafúrdia que ela seja.

O problema é que MST não é um comentador de taberna ou um analista de café. MST é jornalista com carteira profissional, que mesmo em espaços de opinião deve obedecer a um código deontológico, emitindo informações sustentadas e validadas e evitando afrontas grosseiras.

É que o MST que ontem referiu que o 'Braga não tem adeptos, de facto' é o mesmo que em 2013 se afunava, em entrevista ao 'Jornal de Negócios', de ser um analista respeitador das fronteiras do comentário: 'Eu sei os limites entre a ofensa e a crítica'.

Obviamente, não sabe! O dislate que proferiu em direto, apesar do contraditório exercido pelo pivô, é apenas a enésima demonstração daquilo que MST é enquanto comentador e formador da opinião pública: trauliteiro, arrogante, desdenhoso e, acima de tudo, néscio.

A eliminação seletiva de uma franja da população que, sendo-lhe ou não agradável, é manifesta e merece tanto respeito quanto qualquer massa adepta em Portugal, é uma grosseria que não pode ter lugar num espaço de informação de um canal que se quer plural e de referência, qualificando não apenas o autor de tais disparates, mas também a estação que os admite e os considera legítimos.

A intervenção de MST é de uma gravidade tremenda e não é desculpável pela manifesta ignorância e malícia do comentador, mas é igualmente crítico que um jornalista no exercício da sua opinião veicule factos infundados, assentes em mentiras mil vezes repetidas e que MST foi incapaz de filtrar, no cumprimento da sua missão de contribuir para uma opinião pública melhor informada.

Quando diz que 'o Braga joga praticamente de borla, por um preço simbólico, num estádio que é todo sustentado pela Câmara', MST repisa uma das chalaças do meio jornalístico, assassinando o código deontológico: 'para quê estragar uma boa história contando a verdade?'.

E a verdade é que o SC Braga tem custos com o estádio e com a operação do estádio que superam os 750 mil euros por ano e que incluem eletricidade, água, gás, tratamento dos relvados, segurança diária e muitas outras pequenas rubricas que representam uma fatia considerável do orçamento da SAD, sem contabilizar os gastos muito relevantes com a organização dos jogos. A estas despesas correntes têm-se juntado, ao longo dos anos, custos de intervenção avultados em operações de melhoria do estádio, como a ocorrida em 2016 e que significou um investimento de 2,5 milhões de euros.

Sendo despesas que resultam da utilização do recinto, são custos que o SC Braga não reclama, mas que entende, de uma vez por todas, que devem ser do conhecimento público, desmistificando a ideia de uma relação privilegiada que desonera a SAD de gastos no usufruto do Estádio Municipal, que em momento algum continuaria a receber grandes jogos (Seleção Nacional incluída) e grandes competições (como a final four da Taça da Liga) se não fosse a utilização diária que o SC Braga faz do recinto, o cuidado que lhe dispensa decorrendo dessa utilização e as intervenções que tem feito ao longo dos anos para o conservar e melhorar.

O SC Braga e os seus adeptos merecem que haja mais e melhor informação, mas acima de tudo merecem respeito. MST desrespeitou e ofendeu a instituição, desconsiderando-se também enquanto jornalista e prestando um lamentável serviço ao canal que representa e ao público que tem o dever de servir e informar
”.

Tribuna Expresso

 

 

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Vi o comentário do MST a essa situação do Braga e o gajo parecia mesmo ter alguma coisa encravada, foi sempre a rasgar e até faltou um bocado ao respeito ao clube quando tocou na questão dos adeptos.

Agora, esse comunicado do Braga também é um bom atirar de areia para os olhos. "Esquivarem-se" à questão de pagarem uma renda simbólica pelo estádio justificando-o com outros gastos como eletricidade, luz e etc., que todos os outros clubes têm de pagar independentemente de terem o estádio em nome próprio ou a pagar uma renda simbólica, é conversa para enganar tolos.

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O problema é que o MST fala do Braga mas por exemplo o Porto com o Olival se não me engano também paga uma renda simbólica. 

Sim, eu sei que o custo de um estádio e de um centro de treinos não tem comparação. E que no Benfica é Sporting também poderão haver maroscas idênticas. 

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Quiseram construir os estádios, não foi? Agora aguentem! Se os compromissos assinados são ruinosos para o erário público, há que chamar à responsabilidade quem os negociou. Depois, que se chegue a um entendimento com o clube para melhor repartir os custos de manutenção.

  • Concordo! 1

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Visitante
Citação de challenger, há 34 minutos:

O problema é que o MST fala do Braga mas por exemplo o Porto com o Olival se não me engano também paga uma renda simbólica. 

Sim, eu sei que o custo de um estádio e de um centro de treinos não tem comparação. E que no Benfica é Sporting também poderão haver maroscas idênticas. 

Exatamente, sendo que no caso dos lisboetas as borlas passaram por terrenos e outras benesses que tais.

Mas não interessa se clube A, B ou C tem borla da Câmara ou não. É vergonhoso num país de primeiro mundo haver câmaras municipais e governos a financiar, diretamente, clubes de futebol à custa de todos os contribuintes. Gosto do trabalho que o Ricardo Rio tem feito neste aspecto, ainda que vá contra os interesses do SCB: não cedeu os terrenos de borla para a construção de um pavilhão de uso exclusivo para o SCB, vendeu a participação que detinha na SAD, e agora quer desfazer-se do estádio. Se o SCB quiser, pode sempre juntar dinheiro para em 11 anos comprar o estádio municipal, ou comprar já o 1º de Maio, ou renegociar um acordo mais equilibrado.

Editado por Visitante

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Citação de ElliotReid13, há 4 minutos:

comprar o estádio municipal, ou comprar já o 1º de Maio

*Di Caprio com os olhos em bico*

Editado por John Reverend

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Visitante
Citação de John Reverend, há 7 minutos:

*Di Caprio com os olhos em bico*

Eu sei que são os dois municipais, mas só um se chama Estádio Municipal :35_thinking:

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Citação de Mayday, há 1 minuto:

fdç, 500€. Nem um apartamento.

dá-te grato por contribuíres com o teu guito para produzires os melhores craques futebol do país

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Citação de Plagio o Original, há 28 minutos:

dá-te grato por contribuíres com o teu guito para produzires os melhores craques futebol do país

Há coisas piores. Tu ainda este fim de semana pagaste-me 4 dias no Porto. Hotel 4*, Alimentação, Droga, p*tas. Infelizmente não tive tempo de ir ver esse grande empreendimento.

  • Like 3

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Visitante
Citação de Simeone, há 16 horas:

Passando para um estádio mais pequeno, talvez consigam ter uma casa cheia... 

Não é preciso mudar para um estádio mais pequeno, basta simplesmente aldrabar os números da assistência...

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Citação de ElliotReid13, há 30 minutos:

Não é preciso mudar para um estádio mais pequeno, basta simplesmente aldrabar os números da assistência...

Touché, amigo. 

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Parece que há uma proposta de 80M por 66% do estádio.

Já agora, disseram-me que há uma forte possibilidade de um investimento externo para subirem de patamar na próxima época. Não sei até que ponto poderá ser importante nesta história, desde um naming do estádio ou até mesmo a uma parceria num hipotético estádio novo.

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Arena Quim, juntando-se o naming a uma estátua de 15 metros representando um braço erguido com o punho fechado.

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