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jean-luc godard

Morreu Roberto Leal

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O cantor Roberto Leal - nome artístico de António Joaquim Fernandes - morreu aos 67 anos, vítima de um cancro que o impedia de andar e que lhe afetou a visão. A notícia foi avançada por José Cesário, antigo secretário de Estado das Comunidades e da Administração Local, à TSF.

O cantor estava internado desde quarta-feira em São Paulo. José Cesário diz que o artista morreu esta madrugada e sublinha que o país "ficou mais pobre" com este desaparecimento.

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Eishhh. Lembro-me de ler que ele estava muito doente, ficou cego e tudo.

RIP

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Uau, não esperava isto.

Todo o gozo à parte, foi um grande artista com muito mérito na construção da carreira.

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Acho que é daquelas pessoas que gostando ou não da musica toda a gente simpatizava.

Que descanse em paz.

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Editado por Amartya

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Independentemente de tudo, foi um dos maiores transmontanos dos tempos modernos. Quer dizer, mais vale lembrarmo-nos dele como um dos grandes vultos de Trás-os-Montes, do que do Isaltino Morais, Duarte Lima,  Armando Vara, José Sócrates.... (f*da-se que TM pariu muito bandido para a nação pá😐)

Editado por IlidioMA

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Citação de IlidioMA, há 10 minutos:

Independentemente de tudo, foi um dos maiores transmontanos dos tempos modernos. Quer dizer, mais vale lembrarmo-nos dele como um dos grandes vultos de Trás-os-Montes, do que do Isaltino Morais, Duarte Lima,  Armando Vara, José Sócrates.... (f*da-se que TM pariu muito bandido para a nação pá😐)

Dá um desconto em relação ao Sócrates. Ele só foi registado em TM. Nasceu no Porto e passou a infância na Covilhã.

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Nunca fui muito à bola com ele mas isso é o menos importante agora...

RIP

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Não gosto nada do estilo de música, mas foi absolutamente brilhante no Último a Sair. Uma capacidade de gozar consigo próprio fenomenal.

RIP

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Citação de Jamarcus, há 24 minutos:

foi absolutamente brilhante no Último a Sair. Uma capacidade de gozar consigo próprio fenomenal.

na altura também adorei e surpreendeu-me muito que ele tivesse essa elasticidade para encaixar blows tão bem e ser ele próprio a desferi-los. ficou um exemplo de como não se levar tão a sério.

de resto foi um bom embaixador de nós no Brasil. Ainda que se possa argumentar que tenha sido essencialmente um embaixador de uma versão mais ou menos caricatural do que nós somos, mas embaixador nontheless

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Citação de IlidioMA, há 7 minutos:

na altura também adorei e surpreendeu-me muito que ele tivesse essa elasticidade para encaixar blows tão bem e ser ele próprio a desferi-los. ficou um exemplo de como não se levar tão a sério.

de resto foi um bom embaixador de nós no Brasil. Ainda que se possa argumentar que tenha sido essencialmente um embaixador de uma versão mais ou menos caricatural do que nós somos, mas embaixador nontheless

Os dois parágrafos estão diretamente relacionados.

Boa parte da questão é que nós somos, em grande parte, um povo que se leva demasiadamente a sério. Por isso ridicularizamos figuras como o Roberto Leal que, no entanto, fez mais pela aproximação dos dois povos ditos irmãos do que a esmagadora maioria dos nossos políticos e intelectuais fizeram em décadas.

Goste-se ou não do trabalho e do legado do Roberto Leal (o português mais brasileiro de todos os portugueses e o brasileiro mais português de todos os brasileiros) ele merece um enorme respeito!

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Uma coisa que nunca consegui confirmar. Ele era mesmo um artista reputado no Brasil, isto é, era reconhecido pela maioria dos brasileiros? Ou era um daqueles artistas que estão lá, mas não são conhecidos fora do meio em que foram trabalhar?

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Citação de ElliotReid13, há 24 minutos:

Uma coisa que nunca consegui confirmar. Ele era mesmo um artista reputado no Brasil, isto é, era reconhecido pela maioria dos brasileiros? Ou era um daqueles artistas que estão lá, mas não são conhecidos fora do meio em que foram trabalhar?

Era.
Ainda há pouco tempo a Record fez uma grande reportagem sobre ele e foi entrevistado à duas semanas na Band.

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O Último a Sair fez-me mudar completamente a noção que tinha do Roberto.

Não sabia que estava doente, fiquei muito surpreso quando soube da notícia :37_disappointed:

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Citação de Jamarcus, há 18 horas:

mas foi absolutamente brilhante no Último a Sair. Uma capacidade de gozar consigo próprio fenomenal.

RIP

 

Citação de IlidioMA, há 17 horas:

na altura também adorei e surpreendeu-me muito que ele tivesse essa elasticidade para encaixar blows tão bem e ser ele próprio a desferi-los. ficou um exemplo de como não se levar tão a sério.

 

Segundo o Pombares, O Roberto Leal foi o único que não se desviou uma linha do que foi escrito, e por isso é que foi o vencedor.

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Citação de ElliotReid13, há 17 horas:

Uma coisa que nunca consegui confirmar. Ele era mesmo um artista reputado no Brasil, isto é, era reconhecido pela maioria dos brasileiros? Ou era um daqueles artistas que estão lá, mas não são conhecidos fora do meio em que foram trabalhar?

até é um pouco mais o contrário. ele no Brasil tem uma carreira sólida com temas românticos e afins, uma especie de Roberto Carlos de segunda linha, mas cá só "chegaram" aquelas músicas mais ou menos parolas à folclore tuga (o arrebita, principalmente). Mas lá é mais conhecido por outros temas, digamos, normais.

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um dos maiores hits dos mamonas assassinas (vira-vira) era precisamente a gozar com um música do roberto carlos (arrebita). os advogados ainda o tentaram convencer a processar os mamonas e o gajo mandou-os dar uma volta, achou um piadão à música e até o filho dele a cantava.

https://caras.uol.com.br/musica/roberto-leal-fala-relacao-mamonas-assassinas-musica-vira-a-festa-ainda-pode-ser-bonita.phtml#.WDyo-9IrK1s

humor e capacidade de encaixe completamente fora do normal, temos todos um bocado a aprender com o este senhor! no mundo das virgens ofendidas e do politicamente correto, pessoas como ele são cada vez mais raras..

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Citação de IlidioMA, há 21 horas:

de resto foi um bom embaixador de nós no Brasil. Ainda que se possa argumentar que tenha sido essencialmente um embaixador de uma versão mais ou menos caricatural do que nós somos, mas embaixador nontheless

Justamente o contrário, segundo o próprio. Ainda ontem passou um excerto da sua entrevista ao Alta Definição onde ele contava, com muito orgulho, que ajudou a mudar a percepção que o brasileiro tinha do "portuga", isto é, do Manuel da padaria, da mulher de bigode ou daquele alvo principal, e fácil, das anedotas que os brasileiros contavam, um pouco à imagem do que sucede aqui com a típica piada do alentejano.

O Roberto Leal é, porventura, um dos maiores embaixadores de Portugal no Brasil no último século. Esse é um mérito que ninguém lhe tira.

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