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El Shafto

Pelo menos três mortos, incluindo uma mulher decapitada, num ataque em igreja de Nice

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Mais uma decapitação e o mais chocante afinal é uma generalização 😅

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Isto nao é um problema exclusivo de Franca...

O problema nao é quem foi para Franca trabalhar, é uma segunda geracao ja nascida em Franca (ou que ja passou grande parte da vida em Franca), mas que é "considerada" e "tratada" pela sociedade portuguesa como um imigrante/cidadao de segunda.

Os franceses, os dinamarqueses, os portugueses, tratam os imigrantes como algo descartavel que vem para ca para fazer o que nos nao queremos fazer. E esses que veem aceitam que nao vao ser cientistas atomicos. O "problema" é que os filhos desses imigrantes (a tal segunda geracao), que andou na escola em Franca, quer fazer os mesmo que os outros "franceses" faz, assim como ter as mesmas oportunidades. Nao querem ir limpar casas de banho como os pais, mas depois encontram o tal racismo/xenofobia, aliado a uma falta de identidade que é aproveitada por grupos extremistas.

 

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Citação de Black Hawk, há 5 horas:

Coração, coração sem dono.

E ninguém me pode prender, nananana, e ninguém me pode parar nananana

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Citação de Burkina2008, há 1 hora:

Isto nao é um problema exclusivo de Franca...

O problema nao é quem foi para Franca trabalhar, é uma segunda geracao ja nascida em Franca (ou que ja passou grande parte da vida em Franca), mas que é "considerada" e "tratada" pela sociedade portuguesa como um imigrante/cidadao de segunda.

Os franceses, os dinamarqueses, os portugueses, tratam os imigrantes como algo descartavel que vem para ca para fazer o que nos nao queremos fazer. E esses que veem aceitam que nao vao ser cientistas atomicos. O "problema" é que os filhos desses imigrantes (a tal segunda geracao), que andou na escola em Franca, quer fazer os mesmo que os outros "franceses" faz, assim como ter as mesmas oportunidades. Nao querem ir limpar casas de banho como os pais, mas depois encontram o tal racismo/xenofobia, aliado a uma falta de identidade que é aproveitada por grupos extremistas.

 

Sim realmente um gajo que entra com uma metralhadora dentro do Charlie Hebdo ou que mata tudo o que aparece no Bataclan a matar tudo o que parece, o que pega num camião e começa atropelar dezenas de pessoas que estejam a frente dele, ou o que mata um professor por este estar a dar uma aula de formação civica sobre liberdade de expressão ou então esta mulher que foi decapitada foram todos cometidos por pessoas que tinham como objetivo mostrar ao mundo que são vitimas de racismos/xenofobismo e que querem ter melhores condições de vida enquanto gritam DEUS É GRANDE.

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Citação de Alonso., há 14 minutos:

Sim realmente um gajo que entra com uma metralhadora dentro do Charlie Hebdo ou que mata tudo o que aparece no Bataclan a matar tudo o que parece, o que pega num camião e começa atropelar dezenas de pessoas que estejam a frente dele, ou o que mata um professor por este estar a dar uma aula de formação civica sobre liberdade de expressão ou então esta mulher que foi decapitada foram todos cometidos por pessoas que tinham como objetivo mostrar ao mundo que são vitimas de racismos/xenofobismo e que querem ter melhores condições de vida enquanto gritam DEUS É GRANDE.

O que o Burkina está a dizer é que as condições em que esta geração cresceu na Europa levam a que seja facilmente manipulada para o extremismo.

Editado por SAS_Robben
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Citação de Alonso., há 6 minutos:

Sim realmente um gajo que entra com uma metralhadora dentro do Charlie Hebdo ou que mata tudo o que aparece no Bataclan a matar tudo o que parece, o que pega num camião e começa atropelar dezenas de pessoas que estejam a frente dele, ou o que mata um professor por este estar a dar uma aula de formação civica sobre liberdade de expressão ou então esta mulher que foi decapitada foram todos cometidos por pessoas que tinham como objetivo mostrar ao mundo que são vitimas de racismos/xenofobismo e que querem ter melhores condições de vida enquanto gritam DEUS É GRANDE.

Malucos ha em todo o lado, tanto existem esses como existem gajos nos EUA que decidem atropelar manifestantes anti-fascistas...

Agora ha que compreender porque é que em Franca existem casos destes. A reposta nao é tao simplista como tu queres acreditar que seja

A sociedade francesa falhou na integracao de geracoes de imigrantes sobretudo vindos das proprias ex-colonias, criando assim uma bomba relogio de uma juventude sem oportunidades e que é facilmente influenciavel por um discurso "religioso" que legitima a situacao social que vivem. Claro que depois no meio de tanta gente nestas condicoes em Franca, existem sempre alguns desiquilibrados que acabam por cometer estes actos.

 

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Citação de SAS_Robben, há 3 minutos:

O que o Burkina está a dizer é que as condições em que esta geração cresceu na Europa levam a que seja facilmente manipulada para o extremismo.

Educação em casa...

Falta dela aliás. 

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Citação de SAS_Robben, há 3 minutos:

O que o Burkina está a dizer é que as condições em que esta geração cresceu na Europa levam a que seja facilmente manipulada para o extremismo.

Exactamente e que a genese do problema nao é nem a religiao nem a nacionalidade desses individuos.

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Citação de Jimpo, há 1 minuto:

Educação em casa...

Falta dela aliás. 

A educação não se faz só na casa e não é apenas o que se passa em casa que influência um individuo.

Editado por SAS_Robben

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Citação de Hammerfall, há 4 horas:

Tu e o @Alonso. são quem mais pode dizer sobre a realidade que é em França, mas a minha opinião é que eles agem já como que aquilo fosse deles, porque eles já não estão lá nem há 5, nem há 10 anos. Secalhar já passou uma geração.

Tenho um amigo meu a viver em Marselha e ele diz que esses gajos são um problema. Há bairros em que a polícia nem sequer entra lá.

Eu sou de um família de emigrantes, tanto da parte dos meus avos paternos como dos maternos, ambos estiveram na França emigrados até se reformarem. A minha mãe nasceu lá,  veio para cá no 11º ano (patriotismos bacocos dos meus avos, que queriam que a filha fosse formada cá) e o meu pai esteve lá até aos 27/28 anos em primeiro Nancy e depois mais tarde em Paris. E como o meu pai se considera um estrageiro em Portugal, escusado será dizer que 90% das férias estávamos de malas feitas para a França.

A verdade é que a multiculturalidade é algo que está presentes em quase todas as regiões francesas, talvez tirando no Norte é que notas menos (o clima também é mais rigoroso) mas mesmo ai a uma data de comunidades marroquinas (por norma os Marroquinos vão mais para aquela zona) Enquanto a zona do mediterrânio está ocupada pelos Argelinos (Marselha deve ser a capital da Argélia 😅 porque estão extremamente próximos de casa, basta apanhar um ferry e já estão lá), mas o que não falta é gente de africa, costa do marfim, Nigéria, congo, etc Em Paris tens quarteirões de apenas Chineses, parece outro mundo. Eu que sou de uma cidade pequena fico parvo quando vou a Paris, aquilo são cidades dentro de cidades. Eles acabam por normalmente juntar entre si e não é imposto pela sociedade francesa, são eles próprios que se juntam. O exemplo é dos portugueses, vais ao 77 que fica nos arredores de Paris e aquilo é ridículo de tantos portugueses que moram lá.

Com isto para te dizer que haver diversas culturas na França é algo habitual para eles. Ah e é mesmo como o @Jimpo diz os argelinos são mesmos os mais difíceis de lidar. Parece que estão sempre em confronto contigo. Porém são alguns, não é de uma forma geral. Aliás como em todas as comunidades. Eu tive em Marselha no ano passado e ir a feiras deles, vir do jogo do OM e ser abordado por diversos argelinos e foi tudo tranquilo.

Para mim a grande questão é. Se não queres cumprir as normas de um país na qual te acolheu, não queres respeitar as suas regras, não queres respeitar os seus costumes, não queres se quer aprender a falar o mínimo que seja para te tornares autónomo mas acima de tudo respeitar a cultura do país no qual tu vais viver! Para teres ideias houve movimentos contra as tradicionais arvores de natal porque também não faziam alusão as festas relacionadas com as crenças muçulmanas, movimentos para acabarem com a carne de porco nas escolas... Quando já estamos a este nível, como é que te queres integrar? E a razão principal tal como disse o @Jimpo é a educação que tens em casa. Se tu em casa já és educado a "odiar" o país no qual resides, muito dificilmente alguém te vai conseguir mudar as ideias.

É que eles querem que haja tolerância com a intolerância deles. Chegam ao país respeitem a cultura desse país. Eu também me sinto inseguro quando estou no meio de pessoas que vestem burkas e que só se veem os olhos, eu não sei quem está por baixo, se é homem, se é mulher, se tem alguma coisa na mão. Não gosto mas respeito, é a cultura deles.

Na França todos tem oportunidades (claro que isto, dá azo a muita conversa, depende do ambiente que nascestes, etc mas isso também acontece cá..), os meus primos são filhos de filhos emigrantes e todos eles tem licenciatura e trabalham na area que estudaram. Os meus avos foram com uma mão a frente e outra atrás, sem saber ler, escrever ou falar francês nos seus altos 18 anos e foram para lá, trabalharam, subiram de cargo, numa fase final da carreira já eram chefes de equipa (construção civil) e ganhavam bem a vida que os permitia ter casa cá e casa lá.

As estrelas pop, as estrelas televisão, de talk show, da televisão uma grande fatia não tem origem francesa. Por isso essa França racista e xenofoba que leva a fanatismo a decapitar pessoas tem de ter outra origem. 

Há bairros que só mesmo o exercito é que seria capaz de entrar lá dentro. Se tiveres curiosidade mando-te uma ou outra reportagem (são é em frances) para veres o que aquilo realmente é. Aquilo é como se fosse um forte, onde fora do bairro cometes os diversos crimes que quiseres e depois das fuga para ao bairro no qual sabes que nenhum policia terá coragem de ir lá. E digo-te isto sem qualquer desprimor aos policias. Porque entrar nos bairros por ser ameaçado logo por 30/40 pessoas só por ter lá entrado, ou para ter de estar a olhar para cima para ver se não levas com nenhuma garrafa na cabeça, eu também não ia. Eu já entrei num, por engano com o meu pai. E foi assustado, estava apavorado por sair de lá. O pior são as pessoas honestas que não tem rendimentos para viverem noutro lugar e tem de conviver com esses (censurado) que não fazem nada da vida.

 

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Citação de Alonso., há 20 minutos:

Eu sou de um família de emigrantes, tanto da parte dos meus avos paternos como dos maternos, ambos estiveram na França emigrados até se reformarem. A minha mãe nasceu lá,  veio para cá no 11º ano (patriotismos bacocos dos meus avos, que queriam que a filha fosse formada cá) e o meu pai esteve lá até aos 27/28 anos em primeiro Nancy e depois mais tarde em Paris. E como o meu pai se considera um estrageiro em Portugal, escusado será dizer que 90% das férias estávamos de malas feitas para a França.

A verdade é que a multiculturalidade é algo que está presentes em quase todas as regiões francesas, talvez tirando no Norte é que notas menos (o clima também é mais rigoroso) mas mesmo ai a uma data de comunidades marroquinas (por norma os Marroquinos vão mais para aquela zona) Enquanto a zona do mediterrânio está ocupada pelos Argelinos (Marselha deve ser a capital da Argélia 😅 porque estão extremamente próximos de casa, basta apanhar um ferry e já estão lá), mas o que não falta é gente de africa, costa do marfim, Nigéria, congo, etc Em Paris tens quarteirões de apenas Chineses, parece outro mundo. Eu que sou de uma cidade pequena fico parvo quando vou a Paris, aquilo são cidades dentro de cidades. Eles acabam por normalmente juntar entre si e não é imposto pela sociedade francesa, são eles próprios que se juntam. O exemplo é dos portugueses, vais ao 77 que fica nos arredores de Paris e aquilo é ridículo de tantos portugueses que moram lá.

Com isto para te dizer que haver diversas culturas na França é algo habitual para eles. Ah e é mesmo como o @Jimpo diz os argelinos são mesmos os mais difíceis de lidar. Parece que estão sempre em confronto contigo. Porém são alguns, não é de uma forma geral. Aliás como em todas as comunidades. Eu tive em Marselha no ano passado e ir a feiras deles, vir do jogo do OM e ser abordado por diversos argelinos e foi tudo tranquilo.

Para mim a grande questão é. Se não queres cumprir as normas de um país na qual te acolheu, não queres respeitar as suas regras, não queres respeitar os seus costumes, não queres se quer aprender a falar o mínimo que seja para te tornares autónomo mas acima de tudo respeitar a cultura do país no qual tu vais viver! Para teres ideias houve movimentos contra as tradicionais arvores de natal porque também não faziam alusão as festas relacionadas com as crenças muçulmanas, movimentos para acabarem com a carne de porco nas escolas... Quando já estamos a este nível, como é que te queres integrar? E a razão principal tal como disse o @Jimpo é a educação que tens em casa. Se tu em casa já és educado a "odiar" o país no qual resides, muito dificilmente alguém te vai conseguir mudar as ideias.

É que eles querem que haja tolerância com a intolerância deles. Chegam ao país respeitem a cultura desse país. Eu também me sinto inseguro quando estou no meio de pessoas que vestem burkas e que só se veem os olhos, eu não sei quem está por baixo, se é homem, se é mulher, se tem alguma coisa na mão. Não gosto mas respeito, é a cultura deles.

Na França todos tem oportunidades (claro que isto, dá azo a muita conversa, depende do ambiente que nascestes, etc mas isso também acontece cá..), os meus primos são filhos de filhos emigrantes e todos eles tem licenciatura e trabalham na area que estudaram. Os meus avos foram com uma mão a frente e outra atrás, sem saber ler, escrever ou falar francês nos seus altos 18 anos e foram para lá, trabalharam, subiram de cargo, numa fase final da carreira já eram chefes de equipa (construção civil) e ganhavam bem a vida que os permitia ter casa cá e casa lá.

As estrelas pop, as estrelas televisão, de talk show, da televisão uma grande fatia não tem origem francesa. Por isso essa França racista e xenofoba que leva a fanatismo a decapitar pessoas tem de ter outra origem. 

Há bairros que só mesmo o exercito é que seria capaz de entrar lá dentro. Se tiveres curiosidade mando-te uma ou outra reportagem (são é em frances) para veres o que aquilo realmente é. Aquilo é como se fosse um forte, onde fora do bairro cometes os diversos crimes que quiseres e depois das fuga para ao bairro no qual sabes que nenhum policia terá coragem de ir lá. E digo-te isto sem qualquer desprimor aos policias. Porque entrar nos bairros por ser ameaçado logo por 30/40 pessoas só por ter lá entrado, ou para ter de estar a olhar para cima para ver se não levas com nenhuma garrafa na cabeça, eu também não ia. Eu já entrei num, por engano com o meu pai. E foi assustado, estava apavorado por sair de lá. O pior são as pessoas honestas que não tem rendimentos para viverem noutro lugar e tem de conviver com esses (censurado) que não fazem nada da vida.

 

Bom mas tu vivendo em Franca ainda nao conseguiste entender que:

- A imigracao dos teus avos/pais é completamente diferente de o que aconteceu nos ultimos 10/15 anos. Hoje em dia Franca tem 6 milhoes de imigrantes legais (sabe Deus quantos mais de segunda geracao) a grande maioria de paises fora da Europa.

- Os portugueses parecem-se com franceses tanto culturalmente como fisicamente, logo é dificil dizer, "Nao é racismo" porque os meu primos fizeram a universidade e tem um trabalho como os franceses.

- Ninguem os obriga a viver em comunidade, nao é bem verdade. Isto esta estudado e durante muitos anos/decadas especialmente Franca e Belgica tiveram uma ghetizacao sobretudo dos magrebinos e outros africanos. Isto vem ainda dos tempos coloniais.

- Cultura e leis/costumes mudam ao longo dos tempos. Quando 15% da populacao de Paris (metropole) é islamica, nao se pode simplemente ignorar que existe. Eu tambem nao concordo com isso de retirarem a carne de porco da escola, mas eu tenho dois muculmanos a trabalhar aqui na empresa, e teem uma sala no escritorio onde podem estender o tapete e rezar.

"Eu também me sinto inseguro quando estou no meio de pessoas que vestem burkas e que só se veem os olhos, eu não sei quem está por baixo, se é homem, se é mulher, se tem alguma coisa na mão." - tens medo do que mesmo? que eles estejam todos a tua espera com uma metralha para te por a fazer tijolo? Esta frase que escreveste é como o Ventura convence os parvos...

 

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Citação de Burkina2008, há 13 minutos:

Bom mas tu vivendo em Franca ainda nao conseguiste entender que:

- A imigracao dos teus avos/pais é completamente diferente de o que aconteceu nos ultimos 10/15 anos. Hoje em dia Franca tem 6 milhoes de imigrantes legais (sabe Deus quantos mais de segunda geracao) a grande maioria de paises fora da Europa.

- Os portugueses parecem-se com franceses tanto culturalmente como fisicamente, logo é dificil dizer, "Nao é racismo" porque os meu primos fizeram a universidade e tem um trabalho como os franceses.

- Ninguem os obriga a viver em comunidade, nao é bem verdade. Isto esta estudado e durante muitos anos/decadas especialmente Franca e Belgica tiveram uma ghetizacao sobretudo dos magrebinos e outros africanos. Isto vem ainda dos tempos coloniais.

- Cultura e leis/costumes mudam ao longo dos tempos. Quando 15% da populacao de Paris (metropole) é islamica, nao se pode simplemente ignorar que existe. Eu tambem nao concordo com isso de retirarem a carne de porco da escola, mas eu tenho dois muculmanos a trabalhar aqui na empresa, e teem uma sala no escritorio onde podem estender o tapete e rezar.

"Eu também me sinto inseguro quando estou no meio de pessoas que vestem burkas e que só se veem os olhos, eu não sei quem está por baixo, se é homem, se é mulher, se tem alguma coisa na mão." - tens medo do que mesmo? que eles estejam todos a tua espera com uma metralha para te por a fazer tijolo? Esta frase que escreveste é como o Ventura convence os parvos...

 

- diferentes em quê? Nem sequer sabiam falar francês como muitos desses que realizam estes actos. Foram para lá com uma situação precária cá, foram para lá para o vazio completo sem saber o que os esperava e trabalharam numa fase inicial para portugueses que os exploravam.

- sorte é que se formam árabes/africanos e quem quer que seja que tenha vontade de estudar. A minha formou-se este ano e maior parte da turma era magrebina.

- não nego que não tenha sido assim, mas muitos dos bairros tornaram-se como a tornaram por descuido deles próprios. Ninguém os obriga a viver em comunidade como ninguém obriga os portugueses a fazê-lo, eles próprios procuram.

- que tem isso haver com o que foi dito? Já assisti em Marselha ruas fechadas para eles fazerem as rezas ao meio da tarde... E aí daquele que tentasse passar no meio deles. Eles tem toda a liberdade de praticar a religião deles, como qualquer residente na França não se tem de restringir aos seus direitos porque para eles não é o mais certo.

-podes pensar que é ventura mas é como me sinto. Não me sinto inseguro quando só consigo ver os olhos de uma pessoa, não fujo deles, nem os vou descriminar por isso, apenas sinto-me desconfortável. Sim desconfortável talvez fosse a palavra mais certa.

Editado por Alonso.

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E digo mais, isto nao é um problema só de Franca, é um problema Europeu

Esta imagem é de Copenhaga, mais precisamente de um dos 6 bairros do centro, neste caso Nørrebro.

N-rrebro.png

Ora tambem neste bairro mais de 20% da populacao é muculmana, vinda sobretudo da Palestina e Irao. Vieram para cá nos anos 70/80 porque o pais necessitava de gente para fazer o trabalho que os dinamarqueses nao querem fazer. Varios anos depois temos mais de 50,000 jovens de segunda geracao, com passaporte dinamarques, mas que sofrem diariamente de uma xenofobia silenciosa. O unico sitio onde esses jovens se sentem integrados é junto a outros que sao tratados da mesma forma em youth centers e mesquitas.

Uma historia pessoal (e depois prometo que nao escrevo mais). Aqui ha 2/3 anos passaram uma lei que quando queres contratar alguem tens de receber os CVs com nome/nacionalidade/genero anonimized. Eu necessitei de uma Team assistant no ano passado para um contrato de 2 anos (a que estava foi de licenca de maternidade) e pedi auma empresa de HR para me mandar uns CVs...o gajo dessa empresa depois de me mandar 10-15 CVs por email, telefonou-me a dizer que obviamente nome/nacionalidade/genero anonimized, mas que tinha incluido a morada em cada um dos CVs e que por la podia verificar quem era "estrangeiro"....

 

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Citação de Alonso., há 56 minutos:

Há bairros que só mesmo o exercito é que seria capaz de entrar lá dentro. Se tiveres curiosidade mando-te uma ou outra reportagem (são é em frances) para veres o que aquilo realmente é. Aquilo é como se fosse um forte, onde fora do bairro cometes os diversos crimes que quiseres e depois das fuga para ao bairro no qual sabes que nenhum policia terá coragem de ir lá. E digo-te isto sem qualquer desprimor aos policias. Porque entrar nos bairros por ser ameaçado logo por 30/40 pessoas só por ter lá entrado, ou para ter de estar a olhar para cima para ver se não levas com nenhuma garrafa na cabeça, eu também não ia. Eu já entrei num, por engano com o meu pai. E foi assustado, estava apavorado por sair de lá. O pior são as pessoas honestas que não tem rendimentos para viverem noutro lugar e tem de conviver com esses (censurado) que não fazem nada da vida.

tipo favela no Brasil / township na África do Sul

Citação de Burkina2008, há 3 minutos:

Uma historia pessoal (e depois prometo que nao escrevo mais). Aqui ha 2/3 anos passaram uma lei que quando queres contratar alguem tens de receber os CVs com nome/nacionalidade/genero anonimized. Eu necessitei de uma Team assistant no ano passado para um contrato de 2 anos (a que estava foi de licenca de maternidade) e pedi auma empresa de HR para me mandar uns CVs...o gajo dessa empresa depois de me mandar 10-15 CVs por email, telefonou-me a dizer que obviamente nome/nacionalidade/genero anonimized, mas que tinha incluido a morada em cada um dos CVs e que por la podia verificar quem era "estrangeiro"....

muito fixe a medida. 

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Citação de Alonso., há 6 minutos:

- diferentes em quê? Nem sequer sabiam falar francês como muitos desses que realizam estes actos. Foram para lá com uma situação precária cá, foram para lá para o vazio completo sem saber o que os esperava e trabalharam numa fase inicial para portugueses que os exploravam.

- sorte é que se formam árabes/africanos e quem quer que seja que tenha vontade de estudar. A minha formou-se este ano e maior parte da turma era magrebina.

- diferentes porque ao contrario dos teus avos que se a coisa desse para o torto, podiam voltar para terra do Salazar cavar batatas enquanto muitos que chegam hoje vindos desses paise fogem de situacoes extremas, nao fogem so da pobreza...ou seja regressar é dificil ou impossivel

- la por se formarem, nao quer dizer que tenham as mesmas oportunidades de trabalho.

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Mas essa malta não leva uma lavagem cerebral maluca para se radicalizaram? Não é uma questão de educação em casa ou religião. Só estão a procurar pertencer a um grupo, já que não pertencem à sociedade em q estão por n motivos

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Citação de SAS_Robben, há 1 hora:

A educação não se faz só na casa e não é apenas o que se passa em casa que influência um individuo.

Lamento SAS não me vais conseguir mudar de opinião quanto a isso. Não sou gajo de lançar percentagens inventadas mas diria que 90% da educação é de casa e quando digo casa é ambiente familiar/amigos. 

Se tu como pai tens um discurso em casa inflamado contra o teu patrão, país, comunidade a tua criança vai crescer nesse meio e com essa visão.

Se não dás apoio escolar, se não obrigado a estudar, se não estás sempre em cima, a não ser que a criança seja inteligente por ela própria, nunca irá ter sucesso escolar e nunca se irá interessar pelos livros. Se não for educado para tirar um curso superior ou aprender um ofício, muito dificilmente o fará por ele próprio. 

Se não controlas minimamente o que o teu filho faz fora do horário escolar, a probabilidade de andar na gandulagem é altissima. Se não educas o teu filho a escolher entre o bem e o mal e a não ser influenciável, a probabilidade de vir a cometer erros é altissima. 

Não me podes dizer que isto não é educação de casa, e a meu ver estamos a falar da base de um ser humano que é capaz de viver em comunidade. 

A França dos países onde já visitei, deve ser o país onde mais vezes oiço "bonjour", "merci", "au revoir", seja a que momento do dia e o local, loja, museu, centro comercial, banco, e mesmo na rua em passeio, e isto é educação de casa juntamente com pressão social (não sei se é o termo certo). Se me perguntas se são simpáticos e calorosos? Não acho. 

Volto a falar de exemplos concretos. 

Bofale (primo do Imbula que jogou no Porto já contei uma vez aqui), foi meu colega de trabalho em Paris. Nascido em Angola, mãe angolana, pai Congolês, vieram para o 93 em Paris (muito do rap francês vem desta zona), é um departamento muito problemático com muitos bairros complicados. Não sei precisar mas entre os 5 e os 10 anos do rapaz o pai deixa a mãe com 3 filhos, dá pra imaginar as complicações de vida e na fase da adolescência neste tipo de bairro. Tirou o curso de fisioterapeuta, e aos 31 anos estava a tentar ter equivalências para poder entrar no 2º ano do curso de medicina, enquanto como desporto faz... MMA. Fez muita coisa igual aos outros miúdos de 12/13 anos, mas seguiu um caminho diferente. Porquê? Há misto de sorte, claro que há, sofreu de racismo e preconceitos mas teve acima de tudo uma mãe que não o deixou desviar (palavras dele) e teve tudo ali à mão para o fazer. Como é óbvio isto acredita quem quer, mas não ganho nada em mentir. A irmã do meio foi mãe nova não acabou os estudo e a mais nova estava a tirar medicina dentária.

O outro caso, estou a tratar uma velhota marroquina em domicílio na casa da filha em que entro lá em casa só com elas as duas, algo raro porque regra geral as mulheres marroquinas só aceitam ser tratadas por mulheres e muito menos aceitar um homem em casa. Mostra logo um progresso em termos culturais apesar de se vestirem à sua maneira. 

A filha e o marido têm um kebab, tem 4 filhos, a primeira trabalha num banco o segundo é técnico informático, a terceira está a estudar medicina e a última tem 11 anos. A senhora estava-me a contar isto e estava triste porque o filho não tinha ido pra faculdade e que tinha ficado contente só pelo curso profissional. 

Achas que se não tivessem tido uma educação com foco no trabalho, no estudar para terem melhores condições, se não tivessem sido controlados em termos dos amigos e saídas, os miúdos tinham seguido estes caminhos? Duvido. Estão na mesma situação em termos de escola e país que todos os outros em França, porque é que uns conseguem e outros não? Falei aqui de 2 casos de excepção que conheço. Sei bem que são excepção e que há racismo na hora de escolher CV's, está provado que se te chamares Mohammed tens menos hipóteses que olhem pro teu CV, mas não me digam que a educação não vem de casa. 

 

O Burkina já falou que a emigração de hoje é diferente. Certo. Mas a emigração marroquina e argelina tem 5/10 de atraso com a portuguesa e tenho dúvidas se a argelina não ocorreu ao mesmo tempo. Aqui onde estou já ouvi várias vezes que foram primeiro os italianos, espanhóis, portugueses, marroquinos e agora os búlgaros nestes últimos 5 anos. 

Pelos marroquinos que apanho, os de 40/50 anos já nasceram cá. 

E pela conversa parece que os portugueses não sofreram discriminação e que são todos doutores quem nasceu cá. A piada que oiço sobre portugueses é "para se saber o que o português vai fazer na vida, quando é pequenino atiras o bebé à parede. Se colar vai ser ladrilhador, se escorregar pela parede vai ser pintor" 

Se recebesse 1 euro por cada vez que me perguntam "mas tirou o curso em Portugal?" Como se em Portugal só houvesse curso de pedreiro. 

Mas isto não leva a que os portugueses saiam a decapitar pessoas...

Li melhor o post do Burkina, ele está a falar relativamente a esta nova vaga de emigração que tem fugido da guerra. Eu, de certa forma estou a centrar-me mais na emigração financeira. 

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Apesar de concordar com o que o Burkina disse inicialmente, está-me a fazer impressão estarem a falar de uma separação entre a educação e a religião. Se calhar, cá, com católicos, isso acontece. É possível respeitar o próximo, aceitar as diferenças, diferentes opiniões, aceitar o progresso e a mudança e ao mesmo tempo ser religioso. Agora, em relação aos muçulmanos a conversa muda de figura. A religião e a educação andam de mãos dadas, quer queiramos, quer não. A partir do momento em que um muçulmano tem uma vida totalmente diferente da nossa, porque cresceu assim e foi essa a educação que recebeu...quando não tenta adaptar-se à sociedade onde está inserido algo está errado.Claro que cada um faz o que quer e vive como quiser, mas há um certo dogmatismo em relação ao islamismo que é incompatível com a maneira como, a sociedade ocidental principalmente, vive. Como é que se explica o ódio, a opinião de muitos muçulmanos de países com Turquia, Irão, Síria, etc...em relação ao que tem acontecido recentemente em França? Claro que aqui não tem nada a ver com a imigração ou a maneira como as pessoas foram integradas. 

Ou seja, isto nem é sobre o caso francês em concreto, mas sim sobre a religião em si. As pessoas devem ser acolhidas como deve ser, mas o islamismo, infelizmente, como hoje é representado e espalhado, não consegue nem pode coabitar com o mundo ocidental progressista e moderno. Um exemplo corrente e óbvio é a visão que um muçulmano tem em relação às mulheres ou a pessoas de diferente orientação sexual. 

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"O autor do ataque é um tunisino de 21 anos que chegou a França no dia 9 de outubro, vindo da Itália. Foi detido pela polícia e foi ferido a tiro com gravidade e transportado para o hospital." 

https://rr.sapo.pt/2020/10/30/mundo/detido-um-homem-suspeito-de-ter-contactado-com-o-atacante-de-nice/noticia/212953/

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Está aqui um bom artigo do Guardian sobre o terrorista de Nice.

O padrão repete-se vezes sem conta, putos com vidas de m*rda, a maioria profundamente ocidentalizados e até há bem pouco tempo a cagar para a religião, metidos em m*rda, roubos, drogas, que subitamente são contactados por alguém que os começa a alimentar de propaganda, a direccionar o seu ódio e a dar-lhes afecto, uma cosmovisão particular e um propósito de vida, coisa que nunca tinham tido. É assim que se cria um soldado raso do jihadismo, neste caso na Tunisia, mas podia ter sido numa banlieu de uma cidade Francesa qualquer.

O objectivo tem de ser combater isto na base, ao nível social e da integração. Mas essa conversa de "progressista" apologético de esquerda cheio de culpa católica e que só alimenta a extrema-direita não basta, a verdade é que quer se queira quer não isto é um combate civilizacional e a França tem experiência nisso, demorou umas centenas de anos mas conseguiu esmagar o cristianismo estatal, armado, violento. No caso do islamismo radical deu-se muitas abébias. As centenas de fundações, centros culturais, mesquitas, financiadas por estados do golfo ou grupos radicais, que na prática ocuparam o vazio do estado social Francês, não podem existir por muito que isso prejudique os negócios e as relações comerciais com as petromonarquias. Aliás, tão chocante é ver gente degolada em França como ver a Arábia Saudita wahabista a entrar pelo Yemen adentro com tanques de guerra made in France ou ver "rebeldes" Sírios a massacrar civis com tecnologia militar Francesa. É que a França que hoje está chocada é a mesma que nunca teve problemas em instrumentalizar o jihadismo fora de portas para atingir os seus objectivos sobretudo de imperialismo económico, o cinismo geopolítico é por demais evidente. E se os corta-cabeças que serviram para empalar Khadaffi hoje estão em França era apenas questão de tempo dado todo o apoio que receberam. É por isso que todo o discurso de Macron soa a hipocrisia e é por isso que na prática não vão resolver nada e quem vai sofrer ainda vão ser as comunidades que no seu conjunto não têm culpa nenhuma.

Editado por antifa
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Há que perceber uma coisa, que como o @Jpa há muita gente que não o percebe. O problema não é o Islão, que como religião é uma religião de amor. 

O problema é a interpretação do Islão feita por fundamentalista e extremista e que depois é divilguado pelos Imãs que são treinados por eles. 

É perceber que os árabes foram dos primeiros a ter sociedades bem organizadas, a criar a matemática e a álgebra, a ter universidades e a ter pensadores. Que no séc XX até aos anos 80 havia liberdade, podia haver críticas e até seriam capazes de rir de caricaturas. 

Outro dos problema é que mais de metade dos (disseram o número na rádio mas não me recordo) dos imãs que vêm para França são treinados na Argélia e Turquia. E para além de ninguém em França saber ao certo a doutrina que vêm ensinar, existe depois o choque cultural de quem viveu nesses países e chega à Europa. 

Uma das soluções seria a própria França "tomar posse" desta escola de imãs e criar uma mas devido ao facto de ser um estado laico e devido à lei, essa mesmo será impossível. A meu ver parece-me uma das melhores soluções, mas terá de se mexer com a lei e será complicado. 

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Citação de FabioK, Em 29/10/2020 at 20:57:

Foram 7 mil militares para a rua? Fosga se

Ya, por aqui agora é só policias ao pé das igrejas. E a partir de segunda, ao pé das escolas também.

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