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Hoje o Vítor Serpa aborda a questão das capas dos jornais desportivos em Portugal e, em particular, no que respeita à sua "A Bola" em comparação com os jornais estrangeiros, instigado por uma crítica que lhe foi dirigida pelo Pedro Mil-Homens, antigo diretor da Academia do Sporting.

 

Reza assim o artigo indigente do Vítor Serpa:

 

Os educadores do povo

 

Todos os dias me levanto cedo e me deito tarde. É o tributo que tenho de pagar pelo facto de estar no centro daquele que é e continuará a ser o maior espetáculo desportivo do mundo. Acreditem que é um privilégio e quanto mais tempo passo nos Jogos (faz agora 20 anos que tive o meu batizado olímpico com o saudoso Carlos Miranda, em Barcelona-92) maior é a angústia - ia dizer a dor - de ver os portugueses tão desportivamente incultos e ignorantes.

 

Hoje mesmo recebi um mail do professor Pedro Mil-Homens, que foi responsável pela Academia de Alcochete do Sporting, fazendo a comparação das primeiras páginas dos jornais desportivos de Portugal, Espanha e França, no dia seguinte ao da impressionante cerimónia de abertura dos Jogos. Só os portugueses não davam o maior espaço ao maior acontecimento do mundo e, mesmo entre os portugueses, só A BOLA dava um espaço de manifesta evidência. Mas a questão é: devem os jornais (não apenas desportivos) ter como primeiro objeto educar o povo, como se fossem um género de Arnaldo Matos em folhas de papel?

 

E a resposta é: obviamente, não!

 

Os jornais são lidos por pessoas que têm hábitos culturais e sociais. Portugal é um dos países com menos hábito de leitura de jornais na Europa e se juntarmos a essa triste realidade o reduzido número populacional, obriga a que os media portugueses (jornais, rádios, televisões) obedeçam a estratégias e regras elementares de concorrência e de sujeição a esses hábitos. Não se trata de uma opção, mas de uma obrigação. A obrigação de sobreviver, tornando economicamente viável um produto cada vez mais volátil.

 

Gostaria, obviamente, que fosse diferente. Gostaria de poder ver em Portugal o que ontem pude ver em Londres. Chegar às nove da manhã a um pavilhão imenso e encontrá-lo literalmente cheio para ver judo. E, mais do que isso, com uma ampla bancada de imprensa igualmente lotada por jornalistas do mundo inteiro.

 

Gostaria de ver em Portugal a forma vibrante como o público do ExCel acompanhou cada combate. A maneira como entendia e aplaudia os momentos mais espetaculares. Mas também gostaria que os portugueses tivessem outra cultura musical, literária, artística, que levassem regularmente as suas crianças aos museus e ao teatro em vez de as levar ao centro comercial ou de as estimular no vício dessa pedagogia às vezes brutal dos jogos de computador. Curiosamente, não vejo alguém a culpar disso os media generalistas.

 

Era difícil, em meia dúzia de parágrafos, dizer mais disparates.

 

Não me vou alongar muito porque a parvoíce é por demais evidente. Só vou deixar duas notas às questões colocadas no artigo pelo Diretor d'A Bola:

 

Se o objetivo dos jornais é educar o povo? Sim. Também é. É, aliás, uma das suas missões mais nobres. Mas, acima de tudo, o seu dever é informar. E um jornal que se diz desportivo e não informa com a dignidade merecida o maior espetáculo desportivo do mundo não pode ser designado como jornal desportivo.

 

Sobre a responsabilidade dos jornais generalistas na elevação cultural do povo português o disparate ainda é maior (e tão difícil que isso parecia a meio do artigo). Um jornal generalista não é especializado. A comparação só faria sentido se houvesse pelo menos um jornal em Portugal especializado em Cultura. E caso houvesse e só desse destaque ao Teatro e, em particular, às produções do CCB, seria tão criticado como são hoje os jornais ditos desportivos em Portugal. E mais: o Vítor Serpa devia corar de vergonha de cada vez que falasse dos jornais generalistas portugueses. Só como amostra ficam as capas do Diário de Notícias e do Público do dia 28 de Julho, sábado, após a cerimónia de abertura dos Jogos:

 

ng2048470.jpg

 

publico2807.png

 

 

E por falar em Público, convém observar as capas dos dias 29 e 30, já agora porque, segundo a teoria do Vítor Serpa devem ser as últimas do jornal que não conseguirá sobreviver com este tipo de escolhas...

 

 

publico2907.png

 

 

publico3007.png

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Hoje o Vítor Serpa aborda a questão das capas dos jornais desportivos em Portugal e, em particular, no que respeita à sua "A Bola" em comparação com os jornais estrangeiros, instigado por uma crítica que lhe foi dirigida pelo Pedro Mil-Homens, antigo diretor da Academia do Sporting.

 

Reza assim o artigo indigente do Vítor Serpa:

 

 

 

Era difícil, em meia dúzia de parágrafos, dizer mais disparates.

 

Não me vou alongar muito porque a parvoíce é por demais evidente. Só vou deixar duas notas às questões colocadas no artigo pelo Diretor d'A Bola:

 

Se o objetivo dos jornais é educar o povo? Sim. Também é. É, aliás, uma das suas missões mais nobres. Mas, acima de tudo, o seu dever é informar. E um jornal que se diz desportivo e não informa com a dignidade merecida o maior espetáculo desportivo do mundo não pode ser designado como jornal desportivo.

 

Sobre a responsabilidade dos jornais generalistas na elevação cultural do povo português o disparate ainda é maior (e tão difícil que isso parecia a meio do artigo). Um jornal generalista não é especializado. A comparação só faria sentido se houvesse pelo menos um jornal em Portugal especializado em Cultura. E caso houvesse e só desse destaque ao Teatro e, em particular, às produções do CCB, seria tão criticado como são hoje os jornais ditos desportivos em Portugal. E mais: o Vítor Serpa devia corar de vergonha de cada vez que falasse dos jornais generalistas portugueses. Só como amostra ficam as capas do Diário de Notícias e do Público do dia 28 de Julho, sábado, após a cerimónia de abertura dos Jogos:

 

http://www.dn.pt/storage/DN/2012/highlight/ng2048470.jpg[/ig]

 

http://i262.photobucket.com/albums/ii120/Descartes_2007/publico2807.png[/ig]

 

 

E por falar em Público, convém observar as capas dos dias 29 e 30, já agora porque, segundo a teoria do Vítor Serpa devem ser as últimas do jornal que não conseguirá sobreviver com este tipo de escolhas...

 

 

http://i262.photobucket.com/albums/ii120/Descartes_2007/publico2907.png[/ig]

 

 

http://i262.photobucket.com/albums/ii120/Descartes_2007/publico3007.png[/mg]

 

Que homenzinho tão burro esse Serpa, pobre, burro, coitado, escroto.

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Eu por acaso desde sábado que compro o Público dado o destaque e cobertura que tem feito aos J.O. Todos os dias fazem capa e destacam os acontecimentos do evento. E tenho gostado muito do jornal como um todo. Dificilmente o deixarei de comprar.

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O Serpa arranjou ali meia dúzia de imbecilidades para defender o indefensável

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Por acaso o Serpa até tem razão naquilo que ele diz. Pode não ser o mais correto, mas o único modo de os jornais desportivos portuguese sobreviverem é dando destaque quase maioritariamente ao futebol.

 

 

É um pouco com o que se passa na televisão. Os programas culturais, não dão muita audiência, apesar de tentarem "educar" os espectadores. Por outro lado, o que dá audiência e vende, são os programas sem conteúdo algum, como reality shows, ou concursos em que se metem jovens de 15 nem nivél para acabarem o 12º ano deve ter, a ocupar os serões de prime.time dos nossos fins de semanas.

 

É um negócio como tantos outros, e os jornais têm que fazer o que podem para sobreviver. Se em Portugal 90% da população só liga ao futebol, é logico que as capas deverão também refletir isso mesmo.

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É um pouco com o que se passa na televisão. Os programas culturais, não dão muita audiência, apesar de tentarem "educar" os espectadores. Por outro lado, o que dá audiência e vende, são os programas sem conteúdo algum, como reality shows, ou concursos em que se metem jovens de 15 nem nivél para acabarem o 12º ano deve ter, a ocupar os serões de prime.time dos nossos fins de semanas.

 

:lol:

 

A RTP tem em horário nobre programas como Quem quer ser milionário, todos contra todos e os formatos todos que envolvem o Malato há muito tempo. E não devem ter assim tão pouca audiencia quanto isso... A TVI agora aos domingos fez um programa excepcional de imitações e trouxe à ribalta nomes como o João Paulo Rodrigues, o FF, a Vanessa ou o Ricardo Soler. Até o Idolos (se bem que num formato um pouco diferente) mostra talentos musicais em Portugal

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:lol:

 

A RTP tem em horário nobre programas como Quem quer ser milionário, todos contra todos e os formatos todos que envolvem o Malato há muito tempo. E não devem ter assim tão pouca audiencia quanto isso... A TVI agora aos domingos fez um programa excepcional de imitações e trouxe à ribalta nomes como o João Paulo Rodrigues, o FF, a Vanessa ou o Ricardo Soler. Até o Idolos (se bem que num formato um pouco diferente) mostra talentos musicais em Portugal

 

Não percebi o motivo de tanto riso, mas pronto já me venho a habituar á arrogância de alguns users...

 

Curioso que falas dos programas da RTP, mas dos três grandes canais, a RTP é a que tem menores audiências em prime-time. Esses programas "culturais" perdem para programas como telenovelas ou videos da Internet (Gosto Disto!).

 

A maioria dos portugueses que vê esses programas de música, fazem-no pelo apelo de ver um "concurso", votarem no seu favorito e ve-lo ganhar. A qualidade da música é secundário. Como é que achas que alguém como a Barbara Guimaraes que percebe tanto de música como eu de pesca, é jurada / expert nos ídolos? Não está lá para falar da musicalidade dos interpretes com certeza...

 

 

A verdade é que o português prefere ver um "Jersey Shore" ou uma "Casa dos Segredos", a um "A voz de Portugal", ou um "Diário Cultural", que tem bem mais conteúdo que os primeiros.

Editado por Skip Bayless

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Eu não quero estar a dizer uma barbaridade, mas tenho a ideia de que são os respectivos noticiários dos 3 canais que costumam ter mais audiência, perdendo apenas para esses programas principais tipo Ídolos e Casa dos Segredos.

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Eu não quero estar a dizer uma barbaridade, mas tenho a ideia de que são os respectivos noticiários dos 3 canais que costumam ter mais audiência, perdendo apenas para esses programas principais tipo Ídolos e Casa dos Segredos.

 

Está correto. ;)

 

Mas não te esqueças que ás 20:00 só dá telejornal, não há alternativa. Além disso é a essa hora que mais familias se reunem para jantar, logo é normal ser o periodo do dia com maiores audiências.

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Por acaso o Serpa até tem razão naquilo que ele diz. Pode não ser o mais correto, mas o único modo de os jornais desportivos portuguese sobreviverem é dando destaque quase maioritariamente ao futebol.

 

 

É um pouco com o que se passa na televisão. Os programas culturais, não dão muita audiência, apesar de tentarem "educar" os espectadores. Por outro lado, o que dá audiência e vende, são os programas sem conteúdo algum, como reality shows, ou concursos em que se metem jovens de 15 nem nivél para acabarem o 12º ano deve ter, a ocupar os serões de prime.time dos nossos fins de semanas.

 

É um negócio como tantos outros, e os jornais têm que fazer o que podem para sobreviver. Se em Portugal 90% da população só liga ao futebol, é logico que as capas deverão também refletir isso mesmo.

 

Desculpa o que vou dizer mas isso é tudo uma bela treta. Falar assim da Comunicação Social é o mesmo que dizer que se compreende que os músicos talentosos só façam música pimba porque é o que vende, que os escritores prodigiosos só escrevam romances descartáveis ao estilo da Margarida Rebelo Pinto; que os encenadores fenomenais só apresentem peças à "La Féria". Com todo o respeito que me merecem os pimbas, a Margarida e o La Féria, isso seria muito curto e presumo eu, não traria realização profissional e pessoal a muitos dos nossos melhores artistas. E eu não gostaria nada de viver num país cuja produção artística se resumisse à "Cultura Massificada".

 

Dito isto, penso exatamente o mesmo no que respeita à Comunicação Social. Investir apenas no que "vende", sendo discutível que venda mesmo mais do que aquilo que tem qualidade (o Saramago continua a vender mais do que a Margarida), é pobre. É assumir que o público é grunho e alimentar-lhe ainda mais a grunhice. E pior ainda é virem queixar-se da grunhice do público e dizer que gostariam que o povo fosse mais esclarecido.

 

E termino dizendo que é responsabilidade da Comunicação Social o esclarecimento e a Educação do povo. De quem haveria de ser? Até uma certa idade essa competência é da família, depois é dividida entre a família e a escola, mais tarde junta-se-lhes a comunicação social e, a partir de uma determinada altura essa competência reside unicamente na comunicação social. E o que é estranho (e idiota) é que venha um diretor de um jornal que se orgulha de ter educado gerações (eu fui um dos casos em que praticamente aprendi a ler e a escrever com A Bola e os monstros do jornalismo que por lá andavam) a dizer que não tem responsabilidades na matéria...

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Desculpa o que vou dizer mas isso é tudo uma bela treta. Falar assim da Comunicação Social é o mesmo que dizer que se compreende que os músicos talentosos só façam música pimba porque é o que vende, que os escritores prodigiosos só escrevam romances descartáveis ao estilo da Margarida Rebelo Pinto; que os encenadores fenomenais só apresentem peças à "La Féria". Com todo o respeito que me merecem os pimbas, a Margarida e o La Féria, isso seria muito curto e presumo eu, não traria realização profissional e pessoal a muitos dos nossos melhores artistas. E eu não gostaria nada de viver num país cuja produção artística se resumisse à "Cultura Massificada".

 

Dito isto, penso exatamente o mesmo no que respeita à Comunicação Social. Investir apenas no que "vende", sendo discutível que venda mesmo mais do que aquilo que tem qualidade (o Saramago continua a vender mais do que a Margarida), é pobre. É assumir que o público é grunho e alimentar-lhe ainda mais a grunhice. E pior ainda é virem queixar-se da grunhice do público e dizer que gostariam que o povo fosse mais esclarecido.

 

E termino dizendo que é responsabilidade da Comunicação Social o esclarecimento e a Educação do povo. De quem haveria de ser? Até uma certa idade essa competência é da família, depois é dividida entre a família e a escola, mais tarde junta-se-lhes a comunicação social e, a partir de uma determinada altura essa competência reside unicamente na comunicação social. E o que é estranho (e idiota) é que venha um diretor de um jornal que se orgulha de ter educado gerações (eu fui um dos casos em que praticamente aprendi a ler e a escrever com A Bola e os monstros do jornalismo que por lá andavam) a dizer que não tem responsabilidades na matéria...

 

Concordo com muita coisa do que escreveste.

 

No entanto tenho que dizer que os jornais não fogem á sua responsabilidade de informar. Quem gosta de modalidades, tem no jornal, o seu espaço dedicado a cada modalidade e com as informações mais relevantes, elas não desaparecem. Agora acho que na capa é compreensivel darem destaque ao que poderá atrair mais pessoas a comprar.

 

Concordei com o Serpa na parte de ser compreensivel darem sempre destaque principal ao futebol, mas é claro que a comunicação social tem responsabilidade e ele é um dos grandes responsáveis disso.

Não concordo com a parte em que a partir de uma certa fase, o único elemento que influência os interesse das pessoas é a comunicação social. Discordo, acho que a comunicação social poderá influenciar algumas pessoas, mas a responsabilidade é apenas e só da pessoa em causa!

Falando no meu caso, sempre gostei de NBA, e não foi com certeza pelo destaque que lhe dão em Portugal. Já andebol é muito falado na comunicação social, e eu nunca tive interesse por tal desporto.

A isto chama-se individualidade e tenho pena cada vez mais de ver as pessoas a ficarem moldadas pela comunicação social (principalmente telejornais).

 

Mas voltando ao tema, e falando de um dos exemplos de que falaste, há muitos cantores que adpatam o seu estilo, de modo a agradar ás massas e venderem mais. Claro que se gostam de cantar fado, não vão passar a cantar Black Metal, só porque já foi moda; mas eu conheço muitos cantores que em album têm registos muito pop/comerciais, e nos concertos ao vivo onde têm maior liberdade, impõe outro tipo de estilo como: reggae ou soul.

 

Isto tudo para dizer que embora seja muito bonito o que insinuas (e eu de um modo de vista ético concordo totalmente), a verdade é que quase tudo na vida é um negócio, e é preciso vender para sobreviver. Os jornais desportivos portugueses para venderem têm que falar de futebol, inventar 20 contratações por dia e arranjar 15 entrevistas exclusivas por semana.

Editado por Skip Bayless

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Concordo com muita coisa do que escreveste.

 

No entanto tenho que dizer que os jornais não fogem á sua responsabilidade de informar. Quem gosta de modalidades, tem no jornal, o seu espaço dedicado a cada modalidade e com as informações mais relevantes, elas não desaparecem. Agora acho que na capa é compreensivel darem destaque ao que poderá atrair mais pessoas a comprar.

 

Concordei com o Serpa na parte de ser compreensivel darem sempre destaque principal ao futebol, mas é claro que a comunicação social tem responsabilidade e ele é um dos grandes responsáveis disso.

Não concordo com a parte em que a partir de uma certa fase, o único elemento que influência os interesse das pessoas é a comunicação social. Discordo, acho que a comunicação social poderá influenciar algumas pessoas, mas a responsabilidade é apenas e só da pessoa em causa!

Falando no meu caso, sempre gostei de NBA, e não foi com certeza pelo destaque que lhe dão em Portugal. Já andebol é muito falado na comunicação social, e eu nunca tive interesse por tal desporto.

A isto chama-se individualidade e tenho pena cada vez mais de ver as pessoas a ficarem moldadas pela comunicação social (principalmente telejornais).

 

Mas voltando ao tema, e falando de um dos exemplos de que falaste, há muitos cantores que adpatam o seu estilo, de modo a agradar ás massas e venderem mais. Claro que se gostam de cantar fado, não vão passar a cantar Black Metal, só porque já foi moda; mas eu conheço muitos cantores que em album têm registos muito pop/comerciais, e nos concertos ao vivo onde têm maior liberdade, impõe outro tipo de estilo como: reggae ou soul.

 

Isto tudo para dizer que embora seja muito bonito o que insinuas (e eu de um modo de vista ético concordo totalmente), a verdade é que quase tudo na vida é um negócio, e é preciso vender para sobreviver. Os jornais desportivos portugueses para venderem têm que falar de futebol, inventar 20 contratações por dia e arranjar 15 entrevistas exclusivas por semana.

 

Não vou aprofundar muito mais a discussão, até porque este é um tema mais do que batido, a minha posição é suficientemente conhecida e não pretendo evangelizar ninguém. Mas não resisto a pegar em dois pontos que abordaste:

 

Dizes que sempre gostaste da NBA e que isso não se deve ao destaque que lhe é dado em Portugal. Fiquei confuso. Eu bem sei que hoje em dia, com a internet, a liberdade no que concerne à informação não tem nada a ver com o que se passava há meia dúzia de anos atrás mas, partindo do princípio que tu não és um gaiato pré-adolescente eu pergunto-me como raio soubeste tu da existência da NBA. Não se gosta do que não se conhece. E para a maioria das pessoas conhece-se aquilo que é veiculado pela Comunicação Social. E dizeres que a NBA não tem grande destaque em Portugal quando falas para alguém que assistia religiosamente às sessões de sábado na RTP 2 assistindo avidamente aos feitos de nomes como o Michael Jordan, Magic Johnson, Larry Bird, Kareem Abdul Jabbar e tantos outros é um bocadinho estranho... A NBA foi um dos produtos que substituiu, por exemplo, a Fórmula 1. Hoje, com o menor destaque dado a esta modalidade, desapareceu o culto com que as vicissitudes na pista do Fittipaldi, do Villeneuve, do Mansell, do Rosberg eram seguidas. Antigamente havia quem era do Prost e quem era do Senna, E discutia-se como se se tratasse do Benfica - Sporting ou como se discute, hoje, sobre o Barcelona e Real. Tudo isto condicionado, acime de tudo, pelas opções editoriais da Comunicação Social.

 

O segundo ponto é sobre a necessidade que os jornais têm em falar de futebol. Eu sei disso e reconheço. Umas quantas páginas atrás disse, e mantenho, que se um jornal português tomasse a opção de se tornar, de um dia para o outro, o L'Équipe cá do sítio seria uma sentença de morte. Não é isso que eu critico. O que eu critico é que essa obsessão não deixa sequer um mísero dia para assinalar condignamente a abertura dos Jogos Olímpicos. Tenho 100% de certeza que nenhum jornal português fecharia portas no dia seguinte se colocasse em maior destaque uma foto da Telma Monteiro segurando o estandarte com a bandeira nacional em vez de assinalar a vitória do Benfica por 5-2 frente ao Real Madrid num jogo particular. É uma opção. Não é uma obrigação como defende o Vítor Serpa naquele artigo.

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Fala-se muito mal da MARCA mas veja-se como apresentam a página inicial do website, um destaque claro aos Olímpicos e aos atletas espanhóis (inclusive em segundo plano, sendo dado destaque ao Phelps).

 

Já no site d'A BOLA por exemplo vemos publicidade à ABOLA TV (todo o santo dia sai uma notícia nova com um famoso a falar de algo que nunca irá perder tempo a ver), temos de passar por duas notícias sobre a ABOLA TV, uma sobre o Benfica (saída do Nélson Oliveira), possível saída do Onyewu, outra possível saída desta feita do Ukra, outra sobre o Pepe a falar sobre o Witsel, uma sobre a saída do Liedson para o Santos e chegamos finalmente à secção dos "JO" que merece tanto destaque quanto as duas letras no título da secção indiciam.

 

Na página principal d'ABOLA apenas três notícias (excluíndo vídeos) são de conteúdo que não envolve o futebol.

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Mulher do Salvio na Bola? Melhor reforço até agora :mrgreen:

Editado por Abraxas

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O artista Vítor Serpa voltou hoje a atacar:

 

"No grande circo do ténis mundial feminino, há três tipos de jogadoras: as atletas, que são verdadeiras campeãs, como as irmãs Williams, as modelos, que fazem as delícias das revistas internacionais, e as demasiado gordas para poderem fazer frente às primeiras e a algumas das segundas."

 

Que tristeza...

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O artista Vítor Serpa voltou hoje a atacar:

 

"No grande circo do ténis mundial feminino, há três tipos de jogadoras: as atletas, que são verdadeiras campeãs, como as irmãs Williams, as modelos, que fazem as delícias das revistas internacionais, e as demasiado gordas para poderem fazer frente às primeiras e a algumas das segundas."

 

Que tristeza...

 

:facepalm:

 

Hoje ainda não li o que escreveu o artista.

 

wtf, mas afinal quem é esse gajo?

 

É o diretor d'A Bola.

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wtf, mas afinal quem é esse gajo?

 

É "apenas" o director d'A Bola.

Editado por Peplin

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