Red Publicado 10 Abril 2009 É, claro! Mas qual não é? Mas qual é mais? E quantos deles não têm também artigos de opinião interessantes? Todos terão os seus pontos fortes, mas por acaso, o Record seria a última das minhas opções. Compartilhar este post Link para o post
Roadrunner Publicado 10 Abril 2009 Mas o comprador médio de jornais desportivos em Portugal escolhe a pensar em artigos de opinião ou em jornalistas com credenciais? Se assim fosse, era isso que fazia manchete. A diferença entre o Record e os outros cifra-se na maneira populista como apela ao comprador comum. A começar no design: qualquer capa do Record diferencia-se das outras pelo simples volume de informação que consegue enfiar lá à bruta, e para isso faz uso de títulos básicos, simples e eficazes, e quantos mais lá entrarem por capa melhor. A maioria das pessoas compra jornais pelas capas; quantos portistas terão comprado o Record no dia seguinte ao Man. United - Porto? Quantos não-portistas terão? É uma simples decisão de capturar a faixa de mercado que os outros deixaram e que inevitavelmente é a maior. Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 10 Abril 2009 É o Record, sem dúvidas! E não se envergonham disso! É essa honestidade intelectual que eu aprecio. São barulhentos e não tentam disfarçar, não querem agradar ninguém, não têm medo de pressões ou tãopouco as toleram. Nos tempos que correm isso parece-me ser bastante saudável. No Record, tanto posso ler loas e obituários a qualquer clube, vindo de qualquer jornalista, independentemente da sua indisfarçavel côr. N'A Bola e n'O Jogo há uma clara subserviência editorial a um clube específico, respectivamente. E isso é óbvio. Quanto aos colunistas, quantas vezes mais prefiro ler um Artur Agostinho a um MST ou Tavares-Teles, um Silva Resende a um Fernando Seara, um Carlos Daniel a um Vítor Serpa. As comparações podem até nem ser as mais justas, mas servem para o efeito na mesma. É tudo uma questão de gostos... Compartilhar este post Link para o post
Red Publicado 10 Abril 2009 O Record não se envergonha disso e dá para ver. Não contem é comigo para lhes dar dinheiro. Honestidade é fazer jornalismo sério. O Record antes de ter isso tudo que enumeras é um conjunto de mentiras, capas para vender, e parece-me é o jornal mais "pastilha-elástica" dos três pasquins. Mas o comprador médio de jornais desportivos em Portugal escolhe a pensar em artigos de opinião ou em jornalistas com credenciais? Se assim fosse, era isso que fazia manchete. A diferença entre o Record e os outros cifra-se na maneira populista como apela ao comprador comum. A começar no design: qualquer capa do Record se diferencia das outras pelo simples volume de informação que consegue enfiar lá à bruta, e para isso faz uso do títulos básicos, simples e eficazes, e quantos mais lá entrarem por capa melhor. A maioria das pessoas compra jornais pelas capas; quantos portistas terão comprado o Record no dia seguinte ao Man. United - Porto? Quantos não-portistas terão? É uma simples decisão de capturar a faixa de mercado que os outros deixaram e que inevitavelmente é a maior. Subscrevo. Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 10 Abril 2009 Mas o comprador médio de jornais desportivos em Portugal escolhe a pensar em artigos de opinião ou em jornalistas com credenciais? Se assim fosse, era isso que fazia manchete. A diferença entre o Record e os outros cifra-se na maneira populista como apela ao comprador comum. A começar no design: qualquer capa do Record se diferencia das outras pelo simples volume de informação que consegue enfiar lá à bruta, e para isso faz uso do títulos básicos, simples e eficazes, e quantos mais lá entrarem por capa melhor. A maioria das pessoas compra jornais pelas capas; quantos portistas terão comprado o Record no dia seguinte ao Man. United - Porto? Quantos não-portistas terão? É uma simples decisão de capturar a faixa de mercado que os outros deixaram e que inevitavelmente é a maior. Eu compro. E já comprei A Bola durante muito tempo e também li O Jogo vezes suficientes para poder apreciar e comparar os 3. Uma larga margem do comprador médio já fez algo semelhante, quanto mais não seja para poder escolher o que mais gosta. As massas são básicas e manipuláveis, mas nem tanto. Não neste caso. O comprador médio não é aquele que compra o jornal porque a capa é bonita. Esse é o comprador de ocasião, que ficou curioso e acabou por se render ao brilho da manchete. Aliás, esse nem costuma comprar o jornal. Vai ao café mais próximo ou à net e lê de borla. E é claro que o marketing desempenha um papel muito forte. Só alguém com o julgamente toldado pode pensar que é possível sobreviver sem apostar forte nessa vertente. O que só comprova a pertinência de quem dirige e compõem o Record. O Record não se envergonha disso e dá para ver. Não contem é comigo para lhes dar dinheiro. Honestidade é fazer jornalismo sério. O Record antes de ter isso tudo que enumeras é um conjunto de mentiras, capas para vender, e parece-me é o jornal mais "pastilha-elástica" dos três pasquins. Subscrevo. Honestidade é não enganar quem gosta de o ser. Jornalismo sério sobre futebol desonesto? Não me faças rir. Ao menos não são cínicos e sabem em que cavalo apostar... Compartilhar este post Link para o post
arv Publicado 10 Abril 2009 O meu pai(benfiquista) compra sempre os dois Abola e o Record. So consigo ler o Record, sempre que tento ler abola não consigo, ao menos podiam disfarçar o clube que 'defendem'. Os compradores da abola, deve ser tipo 90% benfiquistas não? Compartilhar este post Link para o post
Roadrunner Publicado 10 Abril 2009 Eu compro. E já comprei A Bola durante muito tempo e também li O Jogo vezes suficientes para poder apreciar e comparar os 3. Uma larga margem do comprador médio já fez algo semelhante, quanto mais não seja para poder escolher o que mais gosta. As massas são básicas e manipuláveis, mas nem tanto. Não neste caso. O comprador médio não é aquele que compra o jornal porque a capa é bonita. Esse é o comprador de ocasião, que ficou curioso e acabou por se render ao brilho da manchete. Aliás, esse nem costuma comprar o jornal. Vai ao café mais próximo ou à net e lê de borla. E é claro que o marketing desempenha um papel muito forte. Só alguém com o julgamente toldado pode pensar que é possível sobreviver sem apostar forte nessa vertente. O que só comprova a pertinência de quem dirige e compõem o Record. Sinceramente, parece-me que estás a generalizar o teu caso para o comprador geral. Claro que sem estudos de mercado não é possível comprovar qual destas visões é a correcta, mas em caso de dúvida eu costumo ir sempre para a visão que parte do princípio que o português comum é estúpido, porque é normalmente a correcta. Não duvido que as pessoas que gerem o Record sejam extremamente pertinentes a espremer lucro do seu negócio, a prova disso é que são líderes de mercado. O que me parece é que essas pessoas sabem que se o consumidor de jornais desportivos estivesse interessado em ler artigos inteligentes, sóbrios e conhecedores, não seria necessário oferecer jornalismo imediato e que salte à vista como em qualquer capa do Record. Compartilhar este post Link para o post
Guest dpitz khön Publicado 10 Abril 2009 Uma coisa é certa: Quando o Braga fez brilharetes na UEFA, nenhuns dos 3 jornais se preocupou em os pôr em destaque na capa. É triste mas é verdade. Acabaram por ter mais destaque na imprensa internacional do que cá... Compartilhar este post Link para o post
UnReal Publicado 10 Abril 2009 Uma coisa é certa: Quando o Braga fez brilharetes na UEFA, nenhuns dos 3 jornais se preocupou em os pôr em destaque na capa. É triste mas é verdade. Acabaram por ter mais destaque na imprensa internacional do que cá... Julgo que o JOGO os colocou como 1ª página (edição norte, claro). Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 10 Abril 2009 Sinceramente, parece-me que estás a generalizar o teu caso para o comprador geral. Claro que sem estudos de mercado não é possível comprovar qual destas visões é a correcta, mas em caso de dúvida eu costumo ir sempre para a visão que parte do princípio que o português comum é estúpido, porque é normalmente a correcta. Não duvido que as pessoas que gerem o Record sejam extremamente pertinentes a espremer lucro do seu negócio, a prova disso é que são líderes de mercado. O que me parece é que essas pessoas sabem que se o consumidor de jornais desportivos estivesse interessado em ler artigos inteligentes, sóbrios e conhecedores, decerto não estariam tão preocupadas em oferecer jornalismo imediato e que salte à vista como em qualquer capa do Record. Não posso discordar mais contigo, Road. A mim parece-me lógico que o comprador comum é aquele que... compra. Aprofundando um pouco mais, porque é preciso, vemos que quem compra o faz porque se interessa. Se se interessa, o mais natural é que esse interesse seja recorrente. Ora, duvido muito que o comprador normal de um assunto como o desporto- nomeadamente o futebol- seja aquele que lê um jornal de longe a longe. Até, e especialmente, porque gente estúpida não costuma retirar muito prazer em ler. Se mais não for, quem dá a ganhar aos jornais, sejam eles quais forem, são os compradores regulares logo, as estratégias de marketing vão-se focar na manutenção destes e na captação dos leitores da concorrência. Os compradores "indecisos" ou "tutti-fritti" também interessam, especialmente num terreno tão dominado pela macrocefalia como o nosso futebol. Desenvolvendo, antes de mais convém estabelecer que a capa de um jornal- ou seja do que for- não é sinónimo do seu conteúdo. E tu sabes bem disso. A capa não é nada mais do que marketing- unica e exclusivamente. Desde logo vemos que criticar o sensacionalismo de uma capa de jornal é um exercício inútil, já que esta apenas cumpre com um propósito publicitário. Como tu disseste, e bem, cada um joga com as armas que tem. Por exemplo, A Bola usa da conotação benfiquista para fazer páginas simpáticas para com o Benfica, capas que não incomodem, que agradem mesmo. Já O Jogo costuma jogar com as emoções dos portistas, compondo manchetes que extravazem esses sentimentos. De vez em vez até cambiam de estratégias. Sendo que o Record não é um jornal conotado com nenhum clube- há quem diga que é do SCP apenas por exclusão de partes- a política tem de ser mais agressiva, já que não lhes é muito fácil conquistar adeptos portistas ou benfiquistas com a mesma naturalidade que os outros dois o fazem, pelos motivos que já disse. Resumindo, capas não são jornalismo. São chamarizes. Julgar um jornal pela capa é pouco inteligente e desonesto, até. Portanto, só lendo o que se encontra nas páginas seguintes se pode aferir da qualidade do jornal. De minha parte, eu prefiro dar destaque à grande aposta do Record nas opiniões dos seus colaboradores, já que são essas que, associadas às notícias- e não me refiro à esquizofrenia das contratações, que mereciam um post próprio- me dão prazer em ler e me ajudam a formar a minha própria opinião. Porque as notícias são as mesmas nos 3 grandes, o destaque é que muda. E quanto mais não bastasse para provar que o meu enfoque não é desonesto, basta abrir A Bola e constatar que, de há uns tempos para cá, tem surgido uma linha editorial semelhante à que o Record tem vindo a seguir desde há anos, com a aposta em mais e mais colunistas. E 1.6 euros é o que basta para constatar o que digo... Compartilhar este post Link para o post
Guest dpitz khön Publicado 10 Abril 2009 Julgo que o JOGO os colocou como 1ª página (edição norte, claro). Ah ok, não estou a par das edições norte ;) Compartilhar este post Link para o post
Roadrunner Publicado 10 Abril 2009 Não posso discordar mais contigo, Road. A mim parece-me lógico que o comprador comum é aquele que... compra. Aprofundando um pouco mais, porque é preciso, vemos que quem compra o faz porque se interessa. Se se interessa, o mais natural é que esse interesse seja recorrente. Ora, duvido muito que o comprador normal de um assunto como o desporto- nomeadamente o futebol- seja aquele que lê um jornal de longe a longe. Até, e especialmente, porque gente estúpida não costuma retirar muito prazer em ler. Se mais não for, quem dá a ganhar aos jornais, sejam eles quais forem, são os compradores regulares logo, as estratégias de marketing vão-se focar na manutenção destes e na captação dos leitores da concorrência. Os compradores "indecisos" ou "tutti-fritti" também interessam, especialmente num terreno tão dominado pela macrocefalia como o nosso futebol. Desenvolvendo, antes de mais convém estabelecer que a capa de um jornal- ou seja do que for- não é sinónimo do seu conteúdo. E tu sabes bem disso. A capa não é nada mais do que marketing- unica e exclusivamente. Desde logo vemos que criticar o sensacionalismo de uma capa de jornal é um exercício inútil, já que esta apenas cumpre com um propósito publicitário. Como tu disseste, e bem, cada um joga com as armas que tem. Por exemplo, A Bola usa da conotação benfiquista para fazer páginas simpáticas para com o Benfica, capas que não incomodem, que agradem mesmo. Já O Jogo costuma jogar com as emoções dos portistas, compondo manchetes que extravazem esses sentimentos. De vez em vez até cambiam de estratégias. Sendo que o Record não é um jornal conotado com nenhum clube- há quem diga que é do SCP apenas por exclusão de partes- a política tem de ser mais agressiva, já que não lhes é muito fácil conquistar adeptos portistas ou benfiquistas com a mesma naturalidade que os outros dois o fazem, pelos motivos que já disse. Resumindo, capas não são jornalismo. São chamarizes. Julgar um jornal pela capa é pouco inteligente e desonesto, até. Portanto, só lendo o que se encontra nas páginas seguintes se pode aferir da qualidade do jornal. De minha parte, eu prefiro dar destaque à grande aposta do Record nas opiniões dos seus colaboradores, já que são essas que, associadas às notícias- e não me refiro à esquizofrenia das contratações, que mereciam um post próprio- me dão prazer em ler e me ajudam a formar a minha própria opinião. Porque as notícias são as mesmas nos 3 grandes, o destaque é que muda. E quanto mais não bastasse para provar que o meu enfoque não é desonesto, basta abrir A Bola e constatar que, de há uns tempos para cá, tem surgido uma linha editorial semelhante à que o Record tem vindo a seguir desde há anos, com a aposta em mais e mais colunistas. E 1.6 euros é o que basta para constatar o que digo... Calma lá, 13. É que partes de premissas que simplesmente não se podem ver como verdades irrefutáveis e que no máximo são bastante questionáveis. O interesse que dizes ser recorrente é acima de tudo o interesse pelo futebol, pelas suas intrigas, pelas arbitragens, pelo que quer que as pessoas achem interessante nele, não pelo jornal. O que quero dizer com isto é que a notícia faz o jornal interessante, não são os jornalistas a fazer a notícia interessante. É que se há assunto que realmente possa, e até certo ponto talvez deva, ser lido de longe a longe é mesmo o futebol, os seus fait divers e o que quer que os jornais andem a reportar hoje em dia. Dizes bem, gente estúpida não retira muito prazer de ler. Eu estou disposto a pôr as mãos no fogo em como a maioria dos compradores de jornais desportivos não os lê de ponta a ponta. Estes compradores não são propriamente indecisos, como dizes, mas antes, tal como a natureza do próprio jogo, desportivos. Não se lê A Bola ou o Record como se lê o Público ou o Diário de Notícias pela simples razão que a seriedade e a importância dos assuntos tratados é outra. Sim, sem dúvida que a capa de um jornal não define o seu conteúdo, mas dizer que a capa não é um exercício jornalístico em si é extremamente redutor. Não se trata apenas de marketing, a capa é uma apresentação da forma como irão ser lidados os assuntos que estão na ordem do dia naquele jornal, não se trata meramente de um qualquer breve resumo na contracapa de um livro, que pode ou não corresponder ao que lá está dentro, mas que no fundo não são as palavras do autor. A capa de um jornal corresponde sim às palavras dos seus jornalistas e é utilizada por estes para dar o tom geral do jornal com meia dúzia de títulos. É certo que não pedirias a um escritor para definir o seu livro em meia dúzia de frases, mas se no jornalismo é utilizada, também ela deve ser julgada pelos leitores. Não só deve ser julgada como o deve ser pelos mesmos padrões que é julgado o resto do jornal. A prova disto é que, tomando como exemplo um determinado dia, é fácil distinguir as capas dos três jornais desportivos simplesmente porque têm padrões e linhas editoriais diferentes, como dizes. Seria fácil ao Record alinhar-se com um clube, mas simplesmente não é esse o seu objectivo, e é talvez esse o grande problema dos outros dois. Bom, não está aqui em questão a qualidade dos colaboradores do Record como conhecedores ou mesmo como pessoas. Aliás, quanto a esse aspecto estou completamente de acordo contigo. Mas o conteúdo do jornal não está em causa porque geralmente não é posto em causa pela maioria dos seus leitores. É que mais do que o destaque que é dado às diferentes notícias dos três grandes, também importa a maneira como elas são expostas e apresentadas. O que estou a tentar dizer é que, apesar da aposta em colunistas reputados ser de louvar, pelo menos da minha parte, não é essa aposta que claramente leva as pessoas às bancas para consumir este ou aquele jornal. O público alvo dos jornais desportivos é muito diferente do dos generalistas, como já disse. O que uns procuram no seu jornal não é certamente o mesmo que os outros, no próprio espírito dos assuntos tratados. Onde colunistas e opiniões pertinentes são valorizadas não será certamente no mesmo sítio onde lavra populismo puro e duro. Compartilhar este post Link para o post
Bynum Lover Publicado 10 Abril 2009 A BOLA tem o RAP, e o resto é bling bling. Compartilhar este post Link para o post
Kaká Publicado 10 Abril 2009 http://www.record.pt/imgs/ca967162-b341-4f...source_pt_1.jpg Que bicha feia do crl! Compartilhar este post Link para o post
Mister Master Publicado 10 Abril 2009 Lol Record. O Jogo e o A Bola dizem exactamente o contrário sobre o Miccoli. Compartilhar este post Link para o post
The Great Ashby Publicado 10 Abril 2009 A Bola está a fazer a folha ao Quique :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
rinka Publicado 10 Abril 2009 Propostas mais aliciantes para o Luisão? Ok! Fala a sério... Compartilhar este post Link para o post
Shinny Publicado 10 Abril 2009 Lol Record. O Jogo e o A Bola dizem exactamente o contrário sobre o Miccoli. O próprio Record diz o contrário. :lol: http://www.record.pt/noticia.aspx?id=c0b5b...00-000000000011 Compartilhar este post Link para o post
John Bonifácio Publicado 10 Abril 2009 Calma lá, 13. É que partes de premissas que simplesmente não se podem ver como verdades irrefutáveis e que no máximo são bastante questionáveis. O interesse que dizes ser recorrente é acima de tudo o interesse pelo futebol, pelas suas intrigas, pelas arbitragens, pelo que quer que as pessoas achem interessante nele, não pelo jornal. O que quero dizer com isto é que a notícia faz o jornal interessante, não são os jornalistas a fazer a notícia interessante. É que se há assunto que realmente possa, e até certo ponto talvez deva, ser lido de longe a longe é mesmo o futebol, os seus fait divers e o que quer que os jornais andem a reportar hoje em dia. Dizes bem, gente estúpida não retira muito prazer de ler. Eu estou disposto a pôr as mãos no fogo em como a maioria dos compradores de jornais desportivos não os lê de ponta a ponta. Estes compradores não são propriamente indecisos, como dizes, mas antes, tal como a natureza do próprio jogo, desportivos. Não se lê A Bola ou o Record como se lê o Público ou o Diário de Notícias pela simples razão que a seriedade e a importância dos assuntos tratados é outra. Não me expliquei bem. O interesse de que falo é pelo desporto, claro! E é lógico que a notícia- e todos esses fait-divers- é que é interessante, independentemente dos jornalistas. Isso é ponto assente! O que eu tentei fazer foi uma ponte entre o interesse pelo futebol e a qualidade dos comentários às notícias. E, voltando de novo à estupidez entranhada no tuga, e especialmente no adepto de futebol, lembro que o exercício preferido destes é discutir o jogo e tudo o que lhe rodeia- e este fórum é o exemplo perfeito. É que se, como tu bem apontas, o assunto futebolístico não deve ser alvo de leitura ostensiva e aprofundada, com que direito se pode exigir que o jornalismo seja de finíssima qualidade e avaliar uma publicação deste género por esse critério? Para jornalismo sério temos outro tipo de imprensa, como a que já nomeaste. Sim, sem dúvida que a capa de um jornal não define o seu conteúdo, mas dizer que a capa não é um exercício jornalístico em si é extremamente redutor. Não se trata apenas de marketing, a capa é uma apresentação da forma como irão ser lidados os assuntos que estão na ordem do dia naquele jornal, não se trata meramente de um qualquer breve resumo na contracapa de um livro, que pode ou não corresponder ao que lá está dentro, mas que no fundo não são as palavras do autor. A capa de um jornal corresponde sim às palavras dos seus jornalistas e é utilizada por estes para dar o tom geral do jornal com meia dúzia de títulos. É certo que não pedirias a um escritor para definir o seu livro em meia dúzia de frases, mas se no jornalismo é utilizada, também ela deve ser julgada pelos leitores. Não só deve ser julgada como o deve ser pelos mesmos padrões que é julgado o resto do jornal. A prova disto é que, tomando como exemplo um determinado dia, é fácil distinguir as capas dos três jornais desportivos simplesmente porque têm padrões e linhas editoriais diferentes, como dizes. Seria fácil ao Record alinhar-se com um clube, mas simplesmente não é esse o seu objectivo, e é talvez esse o grande problema dos outros dois. Estou a ver. De facto tens uma certa razão no que dizes. A capa de um jornal deve ser alvo de crítica, tal como o resto da publicação. O que não concordo é que o nível de exigência seja o mesmo. Uma capa não perde o seu fim comercial apenas porque também tenta reflectir o conteúdo. No fundo, este tipo de análise não passa de um exercício pessoal, que varia conforme as exigências de cada um. Bom, não está aqui em questão a qualidade dos colaboradores do Record como conhecedores ou mesmo como pessoas. Aliás, quanto a esse aspecto estou completamente de acordo contigo. Mas o conteúdo do jornal não está em causa porque geralmente não é posto em causa pela maioria dos seus leitores. É que mais do que o destaque que é dado às diferentes notícias dos três grandes, também importa a maneira como elas são expostas e apresentadas. O que estou a tentar dizer é que, apesar da aposta em colunistas reputados ser de louvar, pelo menos da minha parte, não é essa aposta que claramente leva as pessoas às bancas para consumir este ou aquele jornal. O público alvo dos jornais desportivos é muito diferente do dos generalistas, como já disse. O que uns procuram no seu jornal não é certamente o mesmo que os outros, no próprio espírito dos assuntos tratados. Onde colunistas e opiniões pertinentes são valorizadas não será certamente no mesmo sítio onde lavra populismo puro e duro. Num país de gente estúpida é certo que o grafismo é importante. Mais até que o conteúdo. Provavelmente terás razão quando acusas o Record de abusar desta lógica. No entanto, eu não me incomodo com isso e não me deslumbro, nem, na reacção oposta, me indigno. O que me interessa é ler e aprender. Não me interessam tanto as notícias em si- que são sempre as mesmas, verdade seja dita- mas os comentários a elas. Não é o jornalismo incidente sobre um mundo opaco e monocórdico que me faz um homem melhor. São os seus reflexos nas mentes de quem os faz. E, convenhamos, pedir exclência jornalistística a uma publicação cujo público é tido como estúpido é, no mínimo, esquisito... ps: tudo isto apenas para dizer que as capas não são um reflexo fidedigno do conteúdo de um jornal. Se critica-las é justo, tomar a parte pelo todo é simplesmente triste... Compartilhar este post Link para o post
Roadrunner Publicado 10 Abril 2009 Não me expliquei bem. O interesse de que falo é pelo desporto, claro! E é lógico que a notícia- e todos esses fait-divers- é que é interessante, independentemente dos jornalistas. Isso é ponto assente! O que eu tentei fazer foi uma ponte entre o interesse pelo futebol e a qualidade dos comentários às notícias. E, voltando de novo à estupidez entranhada no tuga, e especialmente no adepto de futebol, lembro que o exercício preferido destes é discutir o jogo e tudo o que lhe rodeia- e este fórum é o exemplo perfeito. É que se, como tu bem apontas, o assunto futebolístico não deve ser alvo de leitura ostensiva e aprofundada, com que direito se pode exigir que o jornalismo seja de finíssima qualidade e avaliar uma publicação deste género por esse critério? Para jornalismo sério temos outro tipo de imprensa, como a que já nomeaste. Não falo de jornalismo de finíssima qualidade, são apenas padrões para que tipo de populismo fácil se utiliza como chamariz, como até felizmente catalogaste num post anterior, para apelar à massa consumidora de notícias desportivas. E o que se utiliza para diferenciar essas mesmas notícias, porque são efectivamente as mesmas, é mesmo a forma como elas são lidadas. Pessoalmente, não me sinto no direito de exigir nada ao Record ou à sua linha editorial, essa é tratada internamente e se o jornal tem lucros ou não é problema do jornal em si. Lá está, acho que o adepto normal procura discutir futebol, mas isso não significa que anseie por ler opiniões informadas e balanceadas sobre esses assuntos. O tal desportivismo na leitura dos jornais de que falava. Num país de gente estúpida é certo que o grafismo é importante. Mais até que o conteúdo. Provavelmente terás razão quando acusas o Record de abusar desta lógica. No entanto, eu não me incomodo com isso e não me deslumbro, nem, na reacção oposta, me indigno. O que me interessa é ler e aprender. Não me interessam tanto as notícias em si- que são sempre as mesmas, verdade seja dita- mas os comentários a elas. Não é o jornalismo incidente sobre um mundo opaco e monocórdico que me faz um homem melhor. São os seus reflexos nas mentes de quem os faz. E, convenhamos, pedir exclência jornalistística a uma publicação cujo público é tido como estúpido é, no mínimo, esquisito... ps: tudo isto apenas para dizer que as capas não são um reflexo fidedigno do conteúdo de um jornal. Se critica-las é justo, tomar a parte pelo todo é simplesmente triste... Não podia estar mais de acordo. É possível tratar o futebol como um assunto sério e ponderado, e simultâneamente com a noção de que é apenas um jogo com todas as vicissitudes próprias à sua natureza. É certo que os jornais que temos actualmente não espelham isso, mas para lá chegarmos precisamos acima de tudo maior educação e simples bom senso do adepto. Compartilhar este post Link para o post
snapis Publicado 11 Abril 2009 LOL RECORD DIZ QUE O VITORIA EMPATOU A 0 0 LOOOOOOOOOOOOL epic loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool Compartilhar este post Link para o post
Bynum Lover Publicado 11 Abril 2009 LOL RECORD DIZ QUE O VITORIA EMPATOU A 0 0 LOOOOOOOOOOOOL epic loooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooool ? Que orgasmo lol. É um erro, acontece, não é a 1ª vez :x Compartilhar este post Link para o post
andriy pereplyotkin Publicado 11 Abril 2009 ? Que orgasmo lol. É um erro, acontece, não é a 1ª vez :x É um erro crasso lol Compartilhar este post Link para o post