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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Peço desculpa, devo ter percebido mal.

 

Eu não coloquei o Eça no movimento do surrealismo, eu apenas estou a analisar um livro, não estou a analisar um autor. E quando num livro um personagem é transportado no tempo vários séculos para testemunhar eventos em primeira pessoa, acho que é perfeitamente justo adjetivar essa parte integral da história como surreal e intemporal.

 

Eu juro que não percebo esta discussão de academia, romantismo, realismo e que tais, pois o livro não é nada demais. Eu li, largando todos os preconceitos que tinha em relação ao Eça, e senti que o autor escreveu algo descomplicado, mais para experimentar e se divertir do que outra coisa, e eu diverti-me com ele, é nesse contexto que eu recomendo o livro e se alguém ler o primeiro capítulo e achar que aquilo não é atraente, paciência; eu achei piada, outros não acharão.

Não estou a dizer que o livro é particularmente complicado, aliás, em momento nenhum disse sequer parecido.

 

Disse apenas que é um livro construído com base em pressupostos que hoje são pouco comuns, e que isso o poderá tornar pouco atractivo aos olhos de um leitor pouco experienciado. O facto de eu o ter apelidado de realismo numa fase inicial também é só constatar que ele pertencia a um movimento a que ele próprio se agregou. Mas nem entro por aí, quem vai ler pouco se está marimbando para isso, a questão chave aqui é mesmo ele gostar ou não. As primeiras leituras mais sérias são decisivas para que alguém lhe continue a investir tempo, e dá jeito que não seja algo potencialmente entediante ou monocórdico.

 

E isto nem tem nada a ver com gostar ou não do Eça, ainda ali há bocado disse que o Raúl Brandão era um génio, mas que não é grande ideia para alguém que vai pegar num livro a sério pela primeira vez na vida. Diferente do Eça, bem sei, aliás, não se podiam opôr mais, até porque o Eça foi fazendo o que já se fazia noutros pontos da Europa, o Brandão só não é maior que o Sartre porque viu o existencialismo de Guimarães e não de Paris.

 

Eu também iria para um daqueles clássicos contemporâneos unânimes. Os dois Romances do Orwell são uma boa opção, claro está, o Murakami é uma boa opção, talvez um ou outro Saramago também, mas bem, não sei bem do que gosta ele ou o que costuma 'consumir'.

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Se a questão se prende com gostos ou atualidade dos temas, cabe-lhe a ele decifrar e filtrar através de sinopses aquilo que lhe pode vir a atrair. Nesta circunstância, em que ele parece ter o desejo de expandir a mente, considero ser contraproducente sermos nós a realizar esse julgamento de valor por ele.

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Depois do que me recomendaram, já tenho uma excelente lista para passar um bom tempo:

 

 

 

- Moby Dick, Herman Mellvile

- Lord of the Flies, William Golding

- A Relíquia, Eça de Queiróz

- Felizmente Há Luar, Luís de Sttau Monteiro

- The Thin Red Line, James Jones

- Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago

- 1984, George Orwell

- Pensar, Depressa e Devagar, Daniel Kahneman

 

Entre outras obras do Murakami e do Eça que também me aconselharam...

 

 

Agora vou prosseguir com a análise das sinopses dos mesmos para decidir-me qual será o primeiro a ler.

 

Edit: Costumam encomendar na wook certo?

Editado por Scurvy

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Depois do que me recomendaram, já tenho uma excelente lista para passar um bom tempo:

 

 

 

- Moby Dick, Herman Mellvile

- Lord of the Flies, William Golding

- A Relíquia, Eça de Queiróz

- Felizmente Há Luar, Luís de Sttau Monteiro

- The Thin Red Line, James Jones

- Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago

- 1984, George Orwell

- Pensar, Depressa e Devagar, Daniel Kahneman

 

Entre outras obras do Murakami e do Eça que também me aconselharam...

 

 

Agora vou prosseguir com a análise das sinopses dos mesmos para decidir-me qual será o primeiro a ler.

 

Edit: Costumam encomendar na wook certo?

Muitos livros dessa lista encontras fácil no olx a preços acessíveis

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Bmfpcdm, "The Thin Red Line", não existe esse livro traduzido em português?

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Não sei, é capaz de não existir. Se não te sentes confortável a ler em inglês, um bom livro para te iniciares e ganhar alguma prática seria "The Adventures of Tom Sawyer", de Mark Twain.

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não há melhor forma de aprender a ler em inglês do que crescer a jogar RPGs

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Em Portugal diz-se muito bem Poesia, há grandes nomes nesta arte dificil. Mas acho que nenhum outro a disse tão bem como o Luis Miguel Cintra disse a poesia do Ruy Belo num CD que julgo já nem andar à venda.

 

Editado por Woyzeck

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Citação do jornal "Expresso" online

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Bem-vindo à livraria onde se perde dinheiro e se ganha poesia
No Dia Mundial da Poesia damos palco a uma livraria rara, porventura a única no país exclusivamente dedicada à arte poética, onde o amor a uma causa é fonte de perseverança para enfrentar, há 14 anos, um inverno de dificuldades

A primavera chegou e esta terça-feira, 21 de março, assinala-se o Dia Mundial da Poesia, efeméride instituída pela UNESCO e celebrada um pouco por todo o mundo desde 1999. As datas são tão-somente isso. Datas. E a arte poética não tem horas nem dias marcados. Exemplo maior é a Livraria Poetria, no Porto, a única do país dedicada à poesia e a exaltá-la todos os dias desde 31 de maio de 2003.

Há quase catorze anos, está de portas abertas ao público e a proprietária diz que nunca deu lucro. As dificuldades económicas são um inverno rigoroso enfrentado com a esperança de quem sonha mais alto, porque “afinal o que importa não é bem o negócio nem o ter dinheiro ao lado de ter horas de ócio” (Mário Cesariny, in “Pastelaria”).

Quem passa na Rua das Oliveiras, adornada com a renovada e elegante fachada do Teatro Carlos Alberto, não fica indiferente à beleza da montra da livraria, sempre decorada com versos e com um colorido muito próprio, acentuado pelas capas dos variadíssimos volumes de poesia. Numa cidade cada vez mais voltada para o turismo, muitos são aqueles que páram momentaneamente, olham e fotografam. Menos são aqueles que, efetivamente, veem. Porque ver exige tempo. Tal como a poesia. Ver talvez seja “trincar a terra toda e sentir-lhe o paladar”, “pensar como quem anda” e “sentir como quem olha”, como sentenciou Alberto Caeiro.

A livraria que anseia por um pouco mais de sol para ser brasa

Os clientes são escassos, mas verdadeiros amigos desta pequena e aconchegante casa. Quem entra pela primeira vez acaba sempre por regressar a um bastião de perseverança e amor a uma causa maior: a convicção de que um poema, ou um simples verso, pode ser o amigo mais íntimo, capaz de nos transportar para outras mundividências. Tantas vezes intraduzíveis com as palavras gastas pelo quotidiano. Tantas vezes olvidadas no frenesim da espuma dos dias.

A não permitir que o sonho esmoreça está Dina Ferreira da Silva, a proprietária, de 72 anos. O gosto pela poesia levou-a, depois de se reformar, a abrir – com um capital mínimo de 1.000 euros – este espaço onde partilha o gosto pela poesia com todos aqueles que ali entram e se demoram à procura do livro certo. “Achei uma ideia romântica e interessante [abrir uma livraria de poesia], porque eu sempre adorei poesia”, explica esta antiga professora de Francês, para quem o poema “Quase”, de Mário de Sá-Carneiro, está no topo dos seus favoritos (oiça-o AQUI
). “Eu tinha mais poesia em minha casa do que numa livraria comum. Então, achei que talvez a concentração e a especialização na poesia, embora fosse arriscada, talvez pudesse contrariar a massificação”, acrescenta.

Público jovem, conhecedor, mas com poucos recursos

Os clientes são sobretudo jovens e a grande maioria sabe bem ao que vai e o que pretende. Só que nem sempre a vontade alcança. “Querem comprar, mas têm dificuldades”, explica a proprietária. Os autores mais procurados são nomes inevitáveis como Fernando Pessoa, Herberto Helder, Mário Cesariny ou Ana Hatherly, mas também autores contemporâneos como Manuel de Freitas, Ana Luísa Amaral, Filipa Leal, Vasco Gato, Nuno Moura, Rui Caeiro ou Jorge Sousa Braga.

Desde a poesia dos trovadores até aos mais desconcertantes estilos poéticos da modernidade, há muito por onde escolher. Títulos publicados por grandes grupos editoriais convivem, lado a lado, nas mesmas estantes, com outros de editoras mais pequenas e emergentes. Se alguma coisa não encontrar, Dina põe os pés ao caminho e resolve o problema.

E, no entanto, nunca a livraria lhe deu “lucro rigorosamente nenhum” e chega a pôr dinheiro seu, garante. “A livraria acaba por me canibalizar, porque eu estou quase condenada a continuar”, explica. “Já várias vezes estive para fechar, por dificuldades financeiras, mas acaba sempre por haver alguém que quase me intima a não o fazer”, acrescenta Dina Ferreira.

“Abraça-me com força agora que vou morrer”

Um dos capítulos em que pensou terminar o percurso poético da livraria foi em janeiro de 2006, numa das piores fases económicas, com várias contas em atraso. Porém, uma onda de solidariedade desaguou com tal força na livraria que a proprietária nunca a esqueceu. “Enviei um e-mail aos clientes a informá-los de que iria fechar e no final pedia-lhes apenas que viessem comprar um último livro, terminando com um par de versos do Manuel de Freitas: ‘abraça-me com força / agora que vou morrer’”, relembra.

“Passado uma hora, já tinha várias pessoas a entrar para comprar livros. E foi dessa forma que consegui, naquela altura, pagar as contas e a asfixia financeira desapareceu no momento”, conta a dona deste estabelecimento tão particular, onde se encontram também algumas obras de teatro, mas cujas vendas são residuais. Representam apenas à volta de 1%.

As tormentas estão longe de ter desaparecido da Poetria. “Não sei até quando pode resistir, sinceramente. Está em falência técnica há imenso tempo e continua a existir muito devido à força que me dão”, vinca Dina, que continua a enfrentar as dificuldades sempre com um sorriso nos lábios.

“É como ir a casa dos avós”

Entre os muitos clientes que por ali passam, alguns deles são bem conhecidos, como o escritor Valter Hugo Mãe, o diseur Pedro Lamares, bem como os atores João Reis e Sara Barros Leitão. Para esta jovem atriz de 26 anos a Poetria é um “oásis” e é a “grande relação de amor” que mantém desde os 14 anos por um espaço com livros. “É como ir a casa dos avós. Traz-se sempre alguma coisa”, diz, entusiasmada.

Para João Reis, de 52 anos, cliente regular sempre que se desloca ao Porto, esta livraria “é um exemplo de resistência notável”.

Por tudo isto, a Poetria é muito mais do que uma livraria. É um lugar de afetos, de amizade e de partilha. Um refúgio confortável onde o encanto da poesia abre múltiplas possibilidades. Ali, os livros não se vendem. Sentem-se. “A poesia é uma linguagem misteriosa, mas que nos permite tudo. Quer se esteja triste ou alegre, um bom poema é sempre enriquecedor”, conclui Dina Ferreira. Assim é. Assim seja.

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Quanto tempo é que demoram a chegar os livros do Book Depository? Têm ideia?

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Obrigado. Não estava à espera que demorasse tanto mas não vou morrer por causa disso.

Editado por Rōnin

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Deste livro não se sabe bem quanto é realidade e ficção. À partida este livro de reportagem propõe-nos a realidade da experiência vivida na guerra civil em Angola no ano de '75- logo após o inicio do êxodo daqueles que depois em Portugal viriam a ser conhecidos como "retornados" - deste jornalista Polaco, Ryszar Kapuscinski. Mas sempre se falou muito da ficção que se mistura nos relatos de guerra deste tipo que viveu 27 revoluções e golpes de estado, foi preso mais de 40 vezes e condenado à morte por 4 vezes. Sobreviveu a tudo. O Gabriel Garcia Marquez num workshop sobre jornalismo perguntou-lhe se ele "coloria" as suas reportagens e ele limitou-se a sorrir. Eu não me importo. Primeiro porque nada sei da guerra e tudo o que me é contado desta forma "colorida" soa-me a realidade e depois porque mesmo quando percebemos que é ficção está muito bem escrita. Mas acima de tudo, nunca nada nos parece inverosímil ou descaradamente inventado. É só mesmo um colorir para que tudo chegue facilmente ao leitor.

 

É uma grande obra. Um belo pedaço de literatura.

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Vou a meio deste romance e só vos queria mesmo recomendar. A Dulce Maria Cardoso mais cedo ou mais tarde vai ser de leitura tão obrigatória como um Lobo Antunes ou Saramago.

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O Gonçalo M. Tavares, por certo o mais relevante escritor português do século, lançou novo livro a semana passada.

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Estou a ler o Crime e Castigo, do Dostoievski, mas f*da-se se eu não ler durante 3 ou 4 dias esqueço-me logo dos nomes das personagens e de quem é quem...Russos do crl :mrgreen:

Editado por Simeone

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Tenho estado a ler "England, Their England". Muito engraçado.

 

Case in point:

 

The President of the Committee for the Suppression of Social Abuses was the senior Caspian delegate, and he was enabled to carry through the sections on the agenda which dealt with the traffic in dangerous drugs with great expedition, being himself a lifelong addict to heroin, which he injected subcutaneously into his arm, just as Sherlock did, with a silver hypodermic syringe, encrusted with carved turquoises. His expert knowledge enabled him to correct several of the delegates when their rhetoric about the dismal after-effects of drugging carried them out of the sphere of reality into the sphere of imagination. It was the President also who threw a great deal of cold water upon the fervour of the Swiss representative, when that gentleman was affirming with a vast amount of eloquence that Switzerland had entirely extirpated the villainous crew of drug-traffickers from her free and snowy soil. For, having only that very morning run out of his indispensable heroin, the President had approached a gendarme, courteously touched his red fez and enquired whether there was a drug-seller in the vicinity. The gendarme, according to the President, had courteously saluted and replied, "Does your Excellency perceive that house along the street with pink shutters and an advertisement for the Sun Insurance Company above its door? Your Excellency does? Good. That is the only house in this vicinity that I know of, at which drugs are not procurable."

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In a Lonely Place, de Dorothy B. Hughes

 

Uma boa leitura. O final foi mais abrupto do que eu esperava, mas acaba por ser emocionalmente eficaz.

 

 

 

Agora vou começar a ler Four Wings and a Prayer: Caught in the Mystery of the Monarch Butterfly, de Sue Halpern.

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O próximo livro do filho do Tolkien está para ser lançado esta semana, alguém tem uma ideia de quanto tempo irá demorar para sair a tradução portuguesa?

Editado por Leandro_169

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