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Sr. Inácio

Literatura | Discussão Geral

Publicações recomendadas

Citação de lastdance, há 2 minutos:

Alguém já leu Les Fleurs du mal, e que me possa recomendar uma tradução decente? Ou tenho que ler em avec?

A edição comercializada pela Relógio é traduzida pela Llansol e é bilingue. Não há muito por onde correr mal.

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Citação de Chandler, há 15 minutos:

A edição comercializada pela Relógio é traduzida pela Llansol e é bilingue. Não há muito por onde correr mal.

Epa o meu francês é muito mau, mas olhando para as primeiras páginas do livro, a tradução parece estar um bocado aldrabada, mas pronto poesia é sempre complicado traduzir.

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Pois, mas também mal seria se a tradução da poesia fosse literal... é complicado. À partida, o nome Llansol é relativa garantia de qualidade.

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Noutras noticias, acabei o Processo, alguém que já tenha lido e queira dar input?

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Ontem tive uma viagem de autocarro que durou cerca de 7h, então comecei a ler Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez. Fantástico, fiquei mesmo colado

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Citação de lastdance, há 11 horas:

Noutras noticias, acabei o Processo, alguém que já tenha lido e queira dar input?

Grande coincidência, vinha cá dizer o mesmo.

Terminei ontem. Por vezes ficava difícil evoluir na leitura, possivelmente ainda não tenho cultura para este tipo de livros.

Citação de frosttheking, há 4 horas:

Ontem tive uma viagem de autocarro que durou cerca de 7h, então comecei a ler Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Marquez. Fantástico, fiquei mesmo colado

Está na minha lista de próximos livros. Para já ainda só li o Ninguém Escreve ao Coronel.

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Citação de lastdance, há 14 horas:

Noutras noticias, acabei o Processo, alguém que já tenha lido e queira dar input?

Também estou a ler e estou a gostar.

O próximo vai ser "Deus um Delírio"

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Citação de Khaddafi, há 3 horas:

Está na minha lista de próximos livros. Para já ainda só li o Ninguém Escreve ao Coronel.

Vale muito a pena. Esse li na versão original, em espanhol e gostei bastante. 

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Citação de Khaddafi, há 5 horas:

Grande coincidência, vinha cá dizer o mesmo.

Terminei ontem. Por vezes ficava difícil evoluir na leitura, possivelmente ainda não tenho cultura para este tipo de livros.

Está na minha lista de próximos livros. Para já ainda só li o Ninguém Escreve ao Coronel.

 

A minha opinião é que o livro simplesmente não estava acabado, e pronto é kafka, é suposto ser "absurdo" vá. Noto algumas incongruências, tipo o padre dizer que o tribunal/processo aparece quando ele o procura, mas ele foi àquela sessão por vontade própria a pensar que seria semanal mas não existia sessão nessa semana. Eu adorei o capitulo da catedral, e lá está, ele não procurou isso, foi manipulado para lá estar, por causa do cliente do banco. Talvez com base no conto que o padre lhe conta, ele soubesse que ia falecer nos próximos dias, daí estar vestido a rigor para a cerimónia. A verdade é que apesar do K. sempre se declarar inocente, pareceu-me que ele próprio sentia culpa, para saber que ia ser condenado. Não aprofundei o suficiente para tal, mas parece-me haver uma certa simetria no decorrer da estória, por exemplo a colega do quarto ao lado aparece depois do primeiro interrogatório e antes do ultimo interrogatorio, assim como as secretarias aparecem 2x entre esses eventos, a primeira quando ele lá vai no dia que não teve audiência e depois na visita ao pintor, mas isto posso ser eu a pensar demais, algo comum quando se tenta interpretar demais um livro, veja-se os exemplos na escola, onde se disseca tudo à procura de significados onde provavelmente o autor não os quer representar. A lição de vida do livro para mim, é que não se apoiem demasiado em gajas lol. Tenho ai a metamorfose para ler, apesar de já conhecer o desfecho, talvez ajude a entender a forma de pensar dele. Temos ainda de ter em conta que as miuditas do prédio do pintor que dizem que ele é super feio, quando as crianças são conhecidas por dizerem as verdades sem pensar, mesmo que basicamente todas as outras gajas do livro supostamente se sintam atraídas por ele. O ser feio aqui pode representar a culpa, idk, este livro é um mindfuck. Tou a ver se um prof de literatura e filosofia me responde ao mail sobre o livro, para ouvir a opinião dele sobre o mesmo, eu só tenho teorias.

Editado por lastdance

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Este forum ta demasiado tecnologico para mim, não sei escrever fora de quotes, tive que fazer um post novo. Ainda não sei que livro vou ler a seguir mas estou inclinado para ler algo diferente para descansar a cabeça, provavelmente vou começar a autobiografia do marilyn manson, apesar de já ter 20 anos, preferia ler uma escrita agora porque fases. As outras opções consideradas são o animal farm, contos de poe, e o livro das tentações, mas lá está, para descansar um bocado a cabeça deve ler esse.

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Citação de lastdance, há 1 hora:
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A minha opinião é que o livro simplesmente não estava acabado, e pronto é kafka, é suposto ser "absurdo" vá. Noto algumas incongruências, tipo o padre dizer que o tribunal/processo aparece quando ele o procura, mas ele foi àquela sessão por vontade própria a pensar que seria semanal mas não existia sessão nessa semana. Eu adorei o capitulo da catedral, e lá está, ele não procurou isso, foi manipulado para lá estar, por causa do cliente do banco. Talvez com base no conto que o padre lhe conta, ele soubesse que ia falecer nos próximos dias, daí estar vestido a rigor para a cerimónia. A verdade é que apesar do K. sempre se declarar inocente, pareceu-me que ele próprio sentia culpa, para saber que ia ser condenado. Não aprofundei o suficiente para tal, mas parece-me haver uma certa simetria no decorrer da estória, por exemplo a colega do quarto ao lado aparece depois do primeiro interrogatório e antes do ultimo interrogatorio, assim como as secretarias aparecem 2x entre esses eventos, a primeira quando ele lá vai no dia que não teve audiência e depois na visita ao pintor, mas isto posso ser eu a pensar demais, algo comum quando se tenta interpretar demais um livro, veja-se os exemplos na escola, onde se disseca tudo à procura de significados onde provavelmente o autor não os quer representar. A lição de vida do livro para mim, é que não se apoiem demasiado em gajas lol. Tenho ai a metamorfose para ler, apesar de já conhecer o desfecho, talvez ajude a entender a forma de pensar dele. Temos ainda de ter em conta que as miuditas do prédio do pintor que dizem que ele é super feio, quando as crianças são conhecidas por dizerem as verdades sem pensar, mesmo que basicamente todas as outras gajas do livro supostamente se sintam atraídas por ele. O ser feio aqui pode representar a culpa, idk, este livro é um mindfuck. Tou a ver se um prof de literatura e filosofia me responde ao mail sobre o livro, para ouvir a opinião dele sobre o mesmo, eu só tenho teorias.

O Kafka não terminou nenhum dos seus três romances ("The Man Who Disappeared", "The Trial" e "The Castle"); foram publicados postumamente pelo seu amigo Max Brod, apesar das intruções deixadas pelo Kafka: que tudo o que ele escrevera fosse queimado sem ser lido.

Os capítulos de "The Trial", inclusive, não estavam numerados, pelo que não há certezas sobre a sua ordem.

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Citação de bmfpcdm, há 1 minuto:

O Kafka não terminou nenhum dos seus três romances ("The Man Who Disappeared", "The Trial" e "The Castle"); foram publicados postumamente pelo seu amigo Max Brod, apesar das intruções deixadas pelo Kafka: que tudo o que ele escrevera fosse queimado sem ser lido.

Os capítulos de "The Trial", inclusive, não estavam numerados, pelo que não há certezas sobre a sua ordem.

Sim, estou a par. contudo ele leu o manuscrito aos amigos, portanto a ordem deve ser +- a do livro, daí existirem os fragmentos. E a questão que faço é: faria diferença para a estória os capitulos estarem noutra ordem? tirando o primeiro e os últimos 2, catedral e fim? Pronto obviamente o do algoz (é assim que se escreve?) teria que vir depois do primeiro, mas regra geral pouca diferença faria se estivessem noutra ordem tbh, o que vai contra a teoria da simetria tho.

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Citação de lastdance, há 1 hora:

Sim, estou a par. contudo ele leu o manuscrito aos amigos, portanto a ordem deve ser +- a do livro, daí existirem os fragmentos. E a questão que faço é: faria diferença para a estória os capitulos estarem noutra ordem? tirando o primeiro e os últimos 2, catedral e fim? Pronto obviamente o do algoz (é assim que se escreve?) teria que vir depois do primeiro, mas regra geral pouca diferença faria se estivessem noutra ordem tbh, o que vai contra a teoria da simetria tho.

O Brod só tinha a memória dessa leitura e nem ele tinha a certeza da ordem final. A questão da ordem serve mais para ilustrar o estado inacabado do livro. O próprio Kafka poderia vir a ordená-los de forma diferente da que leu ao Max Brod, para além de possivelmente remover, unir ou dividir capítulos existentes em futuros processos de escrita.

Tentar fazer sentido de pormenores da história, que necessariamente nunca foram suficientemente trabalhados pelo autor, torna-se mais complicado e um exercício que eu não procurei realizar na minha leitura, sob pena de me perder num labirinto sem fim. Posto isto, estas foram as impressões que eu retirei do livro:

Spoiler

 

O que sobressaiu na minha leitura foram as frustrações, tanto dos aplicantes da lei, como dos suplicantes; a ambição, a ansiedade e a inabilidade de ambas as partes, não só em fazer sentido, mas acima de tudo, em simplificar todo aquele processo, por quaisquer meios necessários; a impossibilidade de se alcançar a verdade e a consequente dificuldade em se deliberar um justo veredicto.

 

 

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Finalmente li o The Troop do Nick Cutter. Não achei nada de trascendente para um livro que tem tão boas reviews dentro do género. Gostei muito mais do The Deep.

 

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Citação de bmfpcdm, Em 09/05/2019 at 14:09:

"Ensaio sobre a Cegueira"; "Ensaio sobre a Lucidez", José Saramago

"Do Androids Dream of Electric Sheep?"; "A Scanner Darkly", Philip K. Dick

"A Clockwork Orange", Anthony Burgess

"Fantastic Planet", Stefan Wul

"Metropolis", Thea von Harbou

"Roadside Picnic", Arkady & Boris Strugatsky

"High-Rise", J. G. Ballard

"Logan's Run", William F. Nolan

Outro: "Kallocain", Karin Boye

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Visitante

Fui ao encerramento da feira do livro e acabei por comprar apenas um livro do William Faulkner, nunca li nada dele, pode ser que seja uma experiência positiva.

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Visitante

Terminei há dias de ler o último livro do Murakami, e sinceramente, não me parece que esteja ao nível das melhores obras dele, mas lê-se bem como é óbvio.

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Li o animal farm ontem, muito bacano. Recomendo para quem gosta do género.

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Hoje estava tranquilo da vida na praia e apareceu-me um gajo a vender o seu livro. Acabei por estar uns 20 minutos à conversa e comprei mesmo o livro, ainda não comecei a ler, mas chama-se "Daqui Ali", sobre a sua viagem de Lisboa à Cidade do Cabo em bicicleta. Pessoalmente ele era um bom contador de histórias e até me disse que tem um segmento no canal do Unas, o "Metamorfose Ambulante", espero que também consiga passar isso para papel. 

Foi um encontro muito aleatório, mas estou com boas expectativas do livro.

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Então o homem andava a vender os seus livros como quem vende bolas de berlim? 

 

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Citação de Pablo Honey, há 10 horas:

Então o homem andava a vender os seus livros como quem vende bolas de berlim? 

 

Basicamente, sim. Andava pela praia com uma mochila e perguntava se tínhamos 1 minutinho para o ouvir.

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António Pedro Moreira. Acho que o gajo faz isso em todo o lado.

Também já foi até Singapura à boleia.

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