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Cinema | Discussão Geral

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Hoje, quando o filme chegou ao fim, ninguém conseguiu mexer um músculo. Ficou tudo sentado (a sala estava bem preenchida) a olhar para o ecrã. E acho que isso diz tudo do Arrival. Foi um impacto muito forte. Muitas sensações. Demasiado para pensar.

 

O filme está muito bem realizado. Tão bem que houve um plano que me deixou quase mal disposto. Parecia mesmo que estava a andar de helicópetero :lol: A narrativa principal, e que destaca o filme como sendo ficção cientifica, não é nada de surpreendente, mas os detalhes dessa narrativa são essenciais e fazem toda a diferença. Estão bem pensados, bem encaixados na estrutura narrativa do filme (o Denis soubre fazer muito bem o que o Tom Ford fez muito mal). Há sempre o risco de fazer um filme de Sci-fi, porque acaba por se repetir (neste caso o Arrival lembra muito o Interstellar) portanto são estes detalhes que diferenciam o filme.

 

O Villeneuve saíu da sua zona de conforto e suavizou o seu genial suspense para falar-nos de coisas mais importantes, quase cliches, é verdade, coisas banais (e utópicas) que deviam ser ideologia de vida de qualquer ser humano. Mas aqui está mais uma vez, ele soube (re)inventar uma forma para nos relembrar. O final é uma montanha-russa de emoções.

 

Vejam-no no cinema. Vale muitissimo a pena.

 

Depois falamos sobre o dilema sugerido no final.

Só acrescentaria que a banda sonora foi qualquer coisa de extraordinário.

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E feedback do Hacksaw Ridge?

É engraçado, mas estava à espera de qualquer coisa não tão 'simples'. Quando fui ver receava que se exagerasse o tema, e apesar de não o fazer concretamente, também não faz nada em contrário. é um filme que não consigo definir propriamente. sei que gostei de o ver, mas é um bocado unidimensional e sempre em linha recta. pode-se é dizer que é propositado assim o ser, em concordância com o personagem principal. no final acabei por sentir que aquilo merecia mais tempo de filme para que se explorasse mais qualquer coisa. mas também não sabendo por onde, às vezes é melhor ser mesmo só assim; acaba por depender da preferência de quem vê, que até pode passar mesmo por esse caminho.

 

dito isto, já via o Arrival pela segunda vez :mrgreen:

Editado por bobzz

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E feedback do Hacksaw Ridge?

Achei bom. É envolvente e gostei muito das cenas de guerra, penso que foram bem realizadas. Acho que é um filme bom para se ver no cinema pelos efeitos sonoros da guerra etc. Acredito que a ver em casa não teria o mesmo impacto.

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Top 10 do ano pela Cahiers du Cinema:

 

1. “Toni Erdmann” directed by Maren Ade

2. “Elle” directed by Paul Verhoeven

3. “The Neon Demon” directed by Nicolas Winding Refn

4. “Aquarius” directed by Kleber Mendonça Filho

5. “Ma Loute/Slack Bay” directed by Bruno Dumont

6. “Julieta” directed by Pedro Almodóvar

7. “Rester Vertical/Staying Vertical” directed by Alain Guiraudie

8. “La Loi de la jungle” directed by Antonin Peretjatko

9. “Carol” directed by Todd Haynes

10. “Le bois dont les rêves sont faits” directed by Claire Simon

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Ando meio desligado do cinema desde há uns meses para cá, mas queria aproveitar o tempo livre que vou dispor nas próximas semanas para voltar a ver alguns filmes.

 

Há alguém disposto a ajudar-me ao arranjar-me uma lista dos filmes obrigatórios do presente ano que foram exibidos até ao momento? Agradecia imenso.

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Kubo and the Two Strings

The Jungle Book

The Accountant

The Infiltrator

The Lobster

Café Society

E Hell or High Water, como já referiram.

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Eish, já nem me lembrava que o Woody Allen tinha lançado um filme há uns tempos atrás. Vou começar precisamente com esse.

 

Obrigado aos dois.

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O american honey e o filme do Dolan devem sair de exibição hoje no Monumental, certo? Nunca lá fui e não sei como funciona, no site diz que atualizam o cartaz às quintas até às 12h e eu só poderia ir ver qualquer um deles na quintas às 12h, se se mantivesse em cartaz.

Editado por bobzz

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Se não te safares no Monumental, vai ao El Corte Inglés, por norma mantêm os filmes em exibição até mais tarde.

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O american honey e o filme do Dolan devem sair de exibição hoje no Monumental, certo? Nunca lá fui e não sei como funciona, no site diz que atualizam o cartaz às quintas até às 12h e eu só poderia ir ver qualquer um deles na quintas às 12h, se se mantivesse em cartaz.

 

Penso que o site já está actualizado e já saíram. Eu por acaso fui ver o American Honey hoje porque deduzi pelo horário que fosse sair. Já com o Boi Neon foi o mesmo, felizmente consegui apanhá-los a tempo.

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Obrigado aos dois.

a sessão do El Corte Inglés do American Honey é à 00h, não dá para mim. fica para a próxima.

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O que mais me tem afastado das salas de cinema é exactamente essa politica dos horários. Se não vais logo no inicio, bem que podes esquecer porque depois torna-se muito dificil encontrar compatibilidade. Percebo que tenha custos e exista prioridade para os filmes mais comerciais mas émuito chato.

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Acabei mesmo por assistir ao Café Society. É um típico filme do Woody Allen: diálogos competentes e interessantes (a par da fotografia, é o que salva), história um pouco robusta, mas sem qualquer inovação porque argumentos como este já ele usou N vezes durante a sua carreira. Recomendo apenas para quem é fã dos seus filmes uma vez que passa-se bem o tempo e é sempre razoavelmente agradável porque, fora isso, é um trabalho mediano.

Editado por Eden Hazard

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O valor mensal da Filmin dá acesso a todo o catálogo ou esse valor é só para ter acesso à plataforma e depois cada filme tem o seu custo?

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Boas, vale a pena ver a versão remasterizada de Goodfellas ou é melhor a original? É que pode ser impressão minha, mas parece-me que a original tem melhor cor, enquanto a remasterizada é mais escura.

Editado por TheGod10

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Hoje, quando o filme chegou ao fim, ninguém conseguiu mexer um músculo. Ficou tudo sentado (a sala estava bem preenchida) a olhar para o ecrã. E acho que isso diz tudo do Arrival. Foi um impacto muito forte. Muitas sensações. Demasiado para pensar.

 

Aconteceu o mesmo na sessão a que fui, mas julgo que foi mais por o final ter sido abrupto. O pessoal estava à espera de uma grande revelação, de um diálogo que explicasse o que aconteceu, e foram presenteados com respostas implícitas na narrativa e nos flashs da Louise. Uns gajos atrás de mim até perguntaram em voz alta o que raio tinha acontecido :lol:

 

Quanto ao final, pah, já li algumas opiniões e tenho uma opinião diferente (já agora, falamos do Arrival).

 

 

Primeiro de tudo, precisamos de um pouco de suspension of disbelief. Uma pessoa não reprograma o cérebro apenas por aprender uma nova linguagem - não é assim que funciona. Pode-se compreender melhor determinados conceitos, mas não muda totalmente a percepção do tempo, do espaço ou sequer a nossa personalidade. Por exemplo, só aprendendo português se compreende na sua plenitude o conceito de "saudade", que é uma palavra sem tradução à letra, mas isso não faz uma pessoa começar a raciocinar e a ver o mundo como um português.

 

Posto isto, e aceitando a premissa do filme, ela não passa a viajar no tempo - ela passa a viver todo o tempo em simultâneo. Como se o tempo não fosse linear e não exista o conceito de passado e futuro, mas toda a nossa vivência é simultânea - tudo acontece, simplesmente. Um pouco como os ETs do Matadouro Cinco, do Kurt Vennegut, segundo os quais o tempo não passa, é estático. De alguma forma, a nossa concepção do mundo não o permite ver, mas a Louise percebeu-o quando descodificou a linguagem universal que eles vieram à Terra ensinar.

 

O que isto significa é que assim não há paradoxos. Ela não foi ao futuro ouvir o General Chang para resolver o problema no presente, ela estava nos dois lugares, como estava em todos os locais e em todos os momentos da sua vida em simultâneo.

 

Isto é complicado para caraças de explicar, mas foi esta a ideia com que fiquei no final. E sim, também estive uns minutos sentado a olhar para os créditos finais a tentar fazer sentido ao que tinha visto :mrgreen:

 

 

Gostava também de ler mais perspectivas deste filme. É o primeiro em muito tempo que me dá vontade de discutir. O cinema hoje em dia é demasiado explicativo, a narrativa tem sempre de ser explicada e já há poucos filmes a deixar esse trabalho ao espectador. E é tão bom quando nos deixam esse trabalho.

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