Ir para conteúdo
Entre para seguir isso  
Legi

Cinema | Discussão Geral

Publicações recomendadas

 

Os filmes deste gajo...

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

Strangler vs. Strangler

 

Este foi frustrante, a qualidade do vídeo não era a melhor, mas isso consigo suportar, o pior foi a qualidade das legendas, que era muito pobre (não só ortografia e gramática, como também a sincronização, que de x em x minutos tinha de estar a ajustar).

 

O filme em si é bom, faz um comentário social interessante, apesar de superficial, no que respeita criminalidade, especialmente violência contra mulheres, e a sua mediatização. Faz lembrar um pouco “Man Bites Dog”, embora esse tenha uma abordagem muito mais crua e visceral, incluindo o seu humor, que se manifesta de forma áspera, sendo em essência uma sátira severa; este é muito mais leve, inclinando-se para a comédia, sendo mais paródia do que sátira. Nota-se também uma forte influência de “Psycho”.

Compartilhar este post


Link para o post

 

Vamos lá ver o que sai daqui. O trailer deste spinoff nao pareceu mau.

Compartilhar este post


Link para o post

Ring: Kanzenban” (1995)

 

Das quatro adaptações do livro, esta é a mais fiel. Simplifica a história, altera alguns detalhes e personagens, mas até as imagens do vídeo são extremamente fiéis ao que é descrito no livro. Essa fidelidade vem com um preço, pois o livro não é particularmente assustador, a maior parte é investigação sobre a natureza da cassete e das imagens.

 

Trata-se de um filme para televisão, portanto o nível de produção é baixo com interpretações para o medíocre, não é visualmente muito interessante, porém contém mais nudez do que eu poderia alguma vez esperar (alguns pares de mamas, e até uma cena a mostrar um pouco da zona púbica feminina, embora distorcida por pixelização).

 

Spoilers do livro e filme.

 

 

No livro as imagens abstratas diferem das reais num detalhe, as reais têm um certo número de pequenas interrupções em que o ecrã fica negro durante uma fração de segundo. O livro faz um excelente trabalho em oferecer a oportunidade ao leitor para concluir por si próprio que essas interrupções não são mais do que um pestanejar; as imagens abstratas são fruto da imaginação, portanto não têm pestanejar, enquanto as reais foram vistas pelos olhos da pessoa, portanto contêm o pestanejar. Essa é a revelação de que as imagens não foram captadas com uma câmara, tendo um caráter sobrenatural.

 

Este filme e o sul-coreano de 1999 são os únicos que mantêm esse aspeto. Também são os únicos que mantêm a revelação do livro de que a Sadako é pseudo-hermafrodita, externamente tem a aparência de uma mulher extremamente bonita, até tem vagina, contudo geneticamente é um homem (XY), tendo também testículos; o termo usado para descrever a condição é feminização testicular.

 

Manter o pseudo-hermafroditismo da Sadako pode parecer uma escolha arrojada, mas este filme (para televisão) não se fica por aí, pois faz uma adição original à história: a Sadako não só é pseudo-hermafrodita, como mantém uma relação íntima consensual com o seu pai.

 

 

 

Ringu” (1998)

 

Esta versão da história é a minha favorita; é também aquela que o filme Norte-Americano tem por base. Faz várias alterações, a principal é alterar a protagonista para uma mãe divorciada (no livro é um pai casado), contrariando o estereótipo da mulher japonesa, ao mesmo tempo que equilibra a balança no que respeita os papéis femininos, providenciando uma heroína para enfrentar a vilã.

 

O vídeo é diferente, com uma qualidade mais irreal. A sua apresentação também é muito satisfatória.

 

Tenho de mencionar a qualidade excecional do som, e a sua edição, no filme. O uso do som é minimalista, essencialmente cordas (não sei o instrumento ao certo, mas julgo ser japonês), inclusive há muitos momentos carregados de atmosfera em que é o silêncio que se faz ouvir. Associado à qualidade do som, está a edição de imagem, que consegue ser harmoniosamente abrupta em momentos. Em certas alturas até lacrimejei de tanta satisfação em experienciar tanta qualidade em tom e atmosfera.

 

Infelizmente o filme não consegue evitar os problemas de ritmo inerentes à estrutura da história, embora os consiga minimizar devido à sua qualidade geral. O final recompensa com o famoso e perturbante visual, uma adição original.

 

 

The Ring Virus” (1999)

 

Este é uma amálgama do livro e do filme de ‘98, incorporando também uma variação de um elemento do filme de ’95.

 

Em qualidade é muito inferior ao anterior, mas superior à adaptação original.

 

 

The Ring” (2002)

 

Eu tenho uma certa nostalgia por esta versão.

 

Estruturalmente orienta-se pelo filme de ’98, mas faz certas alterações ao caráter dos personagens. O Noah, por exemplo, é um personagem muito fraco, tal como o ator.

 

Dos quatro é o único que na chamada após o vídeo tem a voz de uma rapariga a dizer “sete dias”, o que é mais engraçado do que perturbante.

 

O filme tenta corrigir os problemas de ritmo da história ao interpor vários momentos potencialmente perturbadores, mas considero que exagera a certa altura (eu dispensava, por exemplo, toda a sequência com o cavalo).

 

Se não fosse pela nostalgia, provavelmente considerava-o ao mesmo nível do sul-coreano, assim coloco-o um pouco acima.

Compartilhar este post


Link para o post

Desiludido com o Blade Runner, esperava muito mais.

O novo ou o antigo? Ainda há uma semana revi o antigo, continua um enorme filme. Não sei quando vou ver o novo.

Compartilhar este post


Link para o post

Pelo que tenho lido, parecem-me queixas perfeitamente válidas. Para o bem ou para o mal, parece ser unânime que o universo de 'Blade Runner' foi expandido com homens heterossexuais brancos em mente.

Compartilhar este post


Link para o post

Pelo que tenho lido, parecem-me queixas perfeitamente válidas. Para o bem ou para o mal, parece ser unânime que o universo de 'Blade Runner' foi expandido com homens heterossexuais brancos em mente.

E então? É cinema. É a representação de um mundo ficcional. Isto, tendo em conta que estamos a falar de cinema e ficção, não devia sequer ser levantado.

 

Confesso que questionar a ficção e tentar condicioná-la a certas convenções é algo que me assusta. Isto é fundamentalismo.

 

Compreendo a questão racial, apenas se separada da questão sexual. É legitimo continuarmos a perguntar, porquê só brancos. Mas isto já foge ao domínio do que escrevi em cima.

Editado por Mayday

Compartilhar este post


Link para o post

E então? É cinema. É a representação de um mundo ficcional. Isto, tendo em conta que estamos a falar de cinema e ficção, não devia sequer ser levantado.

 

Confesso que questionar a ficção e tentar condicioná-la a certas convenções é algo que me assusta. Isto é fundamentalismo.

 

Compreendo a questão racial, apenas se separada da questão sexual. É legitimo continuarmos a perguntar, porquê só brancos. Mas isto já foge ao domínio do que escrevi em cima.

Claro que tem de ser levantado, porque a narrativa do homem, com a mulher em segundo plano, subordinada e unidimensional é a norma do cinema, isto ainda é mais ressonante com os escândalos recentes em Hollywood. Esse modelo é a convenção a que o cinema sempre tem estado condicionado. Pode ser ficção, mas se não serve um propósito, por que motivo as mulheres têm de levar com narrativas que as constantemente objetificam e sexualizam? Esta sequela, pelos vistos, trata nudez feminina de uma forma sexualizada, enquanto a nudez masculina se fica pelo estéril. Os personagens femininos seguem estereótipos e são pouco aprofundados. Faz sentido nesta história abrir um universo a só um dos sexos ou orientações sexuais? As pessoas estão a questionar isto, para de alguma forma abrir os olhos aos homens que dominam a indústria e tentar fazê-los questionar estas reais e negativas convenções, porque todos sabem que os homens desta indústria não estão obrigados ou condicionados a nada.

Compartilhar este post


Link para o post

O melhor é prendermos o Lars Von Trier e acabarmos com as milhentas comédias românticas sobre casais heterossexuais.

 

A ficção serve o propósito de ser ficção. E isto é o suficiente, para mim.

 

Imagina agora todos os argumentistas serem obrigados pelo feminismo fundamentalista a incluir uma personagem homossexual, a afastar as personagens femininas da sexualização, etc. Cinema de sentido único. Arte normativa. O Cinema acabava (mais) misógino, até.

 

Podia-se objectivar e sexualizar um homem? Ou o melhor era esta script nem existir e pensar noutro onde nem um nem outro fosse objectificado e sexualizado?

 

É que isto nem é um filme hiper-realista onde se tentou representar a sociedade ocidental como sexista, machista, homofóbica. É uma distopia, é ficção pura (ainda que procure sempre um paralelismo com a realidade), e aqui podia caber o que o argumentista quisesse. Isso ainda me deixa mais parvo. Questionar a ficção desta forma. Querer impor-lhe uma norma. Isto, de certa forma, é fascismo.

 

Queres que eu te explique como é que estas condicionantes, que existem no programa de apoio ao teatro em Portugal, condicionam a criação artística? Quando queres trabalhar um texto sobre o Nazismo e a DGArtes te diz que para ficares bem classificado tens de incluir o tema da homossexualidade, do racismo, da igualdade de género (varia) mas o texto é datado, fala sobre a segunda guerra e o holocausto e não menciona nenhum desses assuntos e tu tens que ir ao cumulo de dizer que vais escolher actores homossexuais, ou então desistir do texto. E tu só querias falar de politica. Dos homens da politica na segunda guerra. Mais nada.

 

A igualdade não cabe, na sua forma ficionada, no cinema.

 

Depois, é como se, enquanto espectador, me quisessem tomar por incapaz. Tem que vir a policia feminista dizer-me para ter cuidado com o que estou a ver como se eu não fosse capaz de saber distinguir as coisas, de ser critico.

 

Faz sentido nesta história abrir um universo a só um dos sexos ou orientações sexuais? Perguntas tu. Mas porque raio é que o personagem tinha que ser homossexual?

Compartilhar este post


Link para o post

Todos os filmes a partir de agora têm de ter um preto e uma gaja que sejam minimamente importantes na história, não sabiam?

Compartilhar este post


Link para o post

Todos os filmes a partir de agora têm de ter um preto e uma gaja que sejam minimamente importantes na história, não sabiam?

E qual deles é que é homossexual?

Compartilhar este post


Link para o post

O melhor é prendermos o Lars Von Trier e acabarmos com as milhentas comédias românticas sobre casais heterossexuais.

 

A ficção serve o propósito de ser ficção. E isto é o suficiente, para mim.

 

Imagina agora todos os argumentistas serem obrigados pelo feminismo fundamentalista a incluir uma personagem homossexual, a afastar as personagens femininas da sexualização, etc. Cinema de sentido único. Arte normativa. O Cinema acabava (mais) misógino, até.

 

Podia-se objectivar e sexualizar um homem? Ou o melhor era esta script nem existir e pensar noutro onde nem um nem outro fosse objectificado e sexualizado?

 

É que isto nem é um filme hiper-realista onde se tentou representar a sociedade ocidental como sexista, machista, homofóbica. É uma distopia, é ficção pura (ainda que procure sempre um paralelismo com a realidade), e aqui podia caber o que o argumentista quisesse. Isso ainda me deixa mais parvo. Questionar a ficção desta forma. Querer impor-lhe uma norma. Isto, de certa forma, é fascismo.

 

Queres que eu te explique como é que estas condicionantes, que existem no programa de apoio ao teatro em Portugal, condicionam a criação artística? Quando queres trabalhar um texto sobre o Nazismo e a DGArtes te diz que para ficares bem classificado tens de incluir o tema da homossexualidade, do racismo, da igualdade de género (varia) mas o texto é datado, fala sobre a segunda guerra e o holocausto e não menciona nenhum desses assuntos e tu tens que ir ao cumulo de dizer que vais escolher actores homossexuais, ou então desistir do texto. E tu só querias falar de politica. Dos homens da politica na segunda guerra. Mais nada.

 

A igualdade não cabe, na sua forma ficionada, no cinema.

 

Depois, é como se, enquanto espectador, me quisessem tomar por incapaz. Tem que vir a policia feminista dizer-me para ter cuidado com o que estou a ver como se eu não fosse capaz de saber distinguir as coisas, de ser critico.

 

Faz sentido nesta história abrir um universo a só um dos sexos ou orientações sexuais? Perguntas tu. Mas porque raio é que o personagem tinha que ser homossexual?

Eu nem estou a falar do personagem principal. Ele pode muito bem ser heterossexual, isso não quer dizer que faça sentido algum que o mundo que o rodeia seja especialmente dedicado à sua heterossexualidade, com, por exemplo, estátuas enormes de mulheres com boca de br*che. É esse o universo que se está a questionar e criticar, que visualmente, e não só, serve em particular homens heterossexuais. Em filmes de género, ficção científica em específico, este tipo de narrativa é recorrente, não traz nada de novo. Eu tenho lido várias mulheres sensatas a afirmar que gostam bastante do filme, mas que ficaram surpresas e desiludidas com o tipo e qualidade da representação feminina, especialmente tendo em conta que é o mesmo realizador de "Arrival". Eu não desejo que se criem fórmulas, nem acredito que alguém sensato deseje isso, contudo torna-se óbvio que vários escritores nunca saem da sua zona de conforto e continuamente escrevem personagens estereotípicos em filmes de género.

Compartilhar este post


Link para o post

Todos os filmes a partir de agora têm de ter um preto e uma gaja que sejam minimamente importantes na história, não sabiam?

Nah, basta uma preta...

Compartilhar este post


Link para o post

O novo ou o antigo? Ainda há uma semana revi o antigo, continua um enorme filme. Não sei quando vou ver o novo.

O novo. Tecnicamente o filme está excelente, banda sonora, qualidade/efeitos especiais. Só que a história é muito fraquita, cenas de acção nada... digamos que tem demasiado hype.

Compartilhar este post


Link para o post

considerei o Blade Runner 2049 um filme excelente. Cyberpunk bem conseguido, visualmente é o que espero do Villeneuve e da sua equipa. A banda sonora é arrebatadora, e gostei da história. O Dennis é o realizador nos últimos anos que mais me tem agradado.

Compartilhar este post


Link para o post

Pica :carinhoso:

Um vazio preencheu-se.

 

 

 

Freaks

 

Muito boa experiência. O meu segundo do Tod Browning, depois de ter visto “The Unknown” o ano passado. Os dois dariam uma boa ‘double feature’, “The Unknown” seguido por “Freaks”.

 

Filme engraçado, triste e estranho. O Tod Browning consegue explorar um mundo muito particular de uma forma simples e eficaz, ao mesmo tempo extraindo boas representações.

 

Já agora, o conto é uma boa leitura.

 

 

The Mist

 

Depois de ver a

deste filme, decidi ler o livro e revisitar o filme, desta vez em preto e branco. Guardei-o para outubro com a ideia de fazer uma ‘double feature’ com algum filme que me calhasse com menos de 70 minutos; a primeira oportunidade foi “It Conquered the World”, o que me pareceu uma boa combinação, porém quando me calhou “Invasion of the Body Snatchers” logo a seguir, tive de conceder que essa coincidência (ambos filmes de invasão extraterrestre de 1956) era demasiado perfeita para ser ignorada. Assim acabou por ser “Freaks” a acompanhar este filme.

 

O filme é bastante fiel ao livro, tem algumas diferenças, mas considero serem todas para melhor.

 

O ritmo é impecável. As interpretações são, no seu geral, muito boas. A Marcia Gay Harden destaca-se, ela toma comando daquela personagem de uma forma admirável.

 

O preto e branco fica muito bem. Gostava que mais filmes modernos fizessem isto. A nível emocional ligo-me aos personagens muito mais facilmente a preto e branco. Por exemplo, não me imaginaria a gostar tanto de “Nebraska” como gostei se fosse a cores, outro exemplo é “Mad Max: Fury Road”, que a preto e branco as cenas emocionais tiveram um impacto muito mais forte. Uma justificação que encontro é o facto de a cor ser informação adicional a ser interpretada e admirada/detestada, de certa forma funcionando como uma distração.

 

The Transfiguration

 

Eu não tenho um particular amor a vampiros. Portanto um filme sobre esse tema tem de ter algum atributo especial que me agarre para além de vampirismo, seja em termos de história, visuais, som, etc. Basicamente tem de existir algo distintivo e único. Neste filme nota-se a paixão pelo subgénero, nota-se também a influência, derivação até, de filmes como “Let the Right One In” e “Martin” na história e personagens. Contudo isso não chegou para mim. Apesar de tudo, não é um mau filme, simplesmente não funcionou.

Compartilhar este post


Link para o post

Crie uma conta ou entre para comentar

Você precisa de ser membro desta comunidade para poder comentar

Criar uma conta

Registe-se na nossa comunidade. É fácil!

Criar nova conta

Entrar

Já tem uma conta? Faça o login.

Autentique-se agora
Entre para seguir isso  

×
×
  • Criar Novo...