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Peplin

FC Porto - Andebol

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Yap, excelente resultado :) Isto depois de o Belenenses (a quem vencemos no Restelo por 33-27 e a quem tamos a dar alta coça no Caixa) ter sacado um empate ao Sporting...

 

A coisa está a começar a ficar composta. Estou plenamente convicto que fazemos o Tetra :heart:

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48-29.

 

Avassalador :lol: e só não foi mais porque o Obra ajarvadou um bocado, foi montes de tempo da 2ª parte com miúdos+suplentes, e porque mesmo com o jogo totalmente perdido, o Belém teve sempre grande parte dos titulares em campo.

 

Vão 52 jogos sem perder no Caixa. Orgulho crl :heart: e a jornalista levantou a hipótese de este jogo ter sido recorde interno de golos lol

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Fantástica vitória, só não me deixa muito satisfeito o número de golos sofridos. Não tendo visto o jogo até poderá ter sido por causa da rotatividade feita e algum desleixo da defesa por o ataque estar tão forte. Estarei correto?

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Fantástica vitória, só não me deixa muito satisfeito o número de golos sofridos. Não tendo visto o jogo até poderá ter sido por causa da rotatividade feita e algum desleixo da defesa por o ataque estar tão forte. Estarei correto?

 

e só não foi mais porque o Obra ajarvadou um bocado, foi montes de tempo da 2ª parte com miúdos+suplentes, e porque mesmo com o jogo totalmente perdido, o Belém teve sempre grande parte dos titulares em campo.

 

Parte dos golos concedidos 1ª parte também foi um bocado por causa disso que disseste no fim, sim; na procura contínua do golo deram buracadas a mais. Mas não me preocupa nada de nada, sinceramente

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Vitória estrondosa, simplesmente arrasadores! A continuar assim seremos Tetra! :)

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Grande coça ao Belenenses. Só vi a primeira parte mas adivinhei logo que ia haver goleada.

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Gilberto Duarte (FC Porto), MVP do campeonato

 

Decorridas 16 jornadas do Andebol 1, na frente da classificação do MVP está destacado Gilberto Duarte (FC Porto), com 76 pontos, seguido de David Tavares (SL Benfica), com 57,25 pts. e de Carlos Carneiro (SL Benfica), que é agora terceiro, com 51,85 pts.

 

Fácil. Tás tão jogador, meu menino :heart:

 

São cinco os clubes representados no sete ideal da 16.ª jornada, disputada este fim-de-semana. FC Porto e Madeira SAD foram as únicas equipas a colocar dois jogadores no sete da semana, que se completa com mais um jogador de cada um dos seguintes clubes: Sporting, Águas Santas e Maia ISMAI.

 

Na baliza está de novo António Campos, do Águas Santas. Nas pontas, são titulares Pedro Solha (Sporting) e Mário Lourenço (Águas Santas). O central é Filipe Mota, do FC Porto, e o pivô é Tiago Rocha, do FC Porto. Como laterais aparecem Hugo Rosário, do Madeira SAD, e Daniel Costa, do Maia ISMAI.

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"O MEU RENDIMENTO VAI SUBIR"

 

No sábado, frente ao Belenenses, Daymaro Salina foi o melhor marcador do FC Porto Vitalis, com oito golos. O cubano, que chegou ao Dragão Caixa em Outubro, considera que esse foi o seu melhor jogo em Portugal e quer prolongar a subida de forma esta quarta-feira (21h00), no pavilhão do Xico Andebol. O pivô fez a antevisão do encontro ao www.fcporto.pt.

 

"Todos os jogos para mim têm o mesmo objectivo, são para ganhar. Sinto que tenho muito para dar e que com o decorrer da temporada o meu rendimento vai subir. Até agora, o meu melhor jogo foi com o Belenenses", afirma Daymaro Salina.

 

Frente ao Belenenses, o FC Porto venceu por 48-29, atingindo um máximo de golos marcados desde o campeonato 2002/03. "Nunca pensei que o jogo nos fosse correr tão bem. Acertámos em tudo: na defesa, no ataque, nos golos", reconhece o cubano.

 

Na 17.ª jornada, a última de 2011, o desafio é no pavilhão do nono classificado, o Xico Andebol: "Espero que com o Xico o jogo corra tão bem como o último. Não conheço muito bem a equipa mas espero que, depois do apito inicial, tudo aconteça naturalmente".

 

http://www.fcporto.pt/OutrasModalidades/Andebol/Noticias/noticiaandebol_anddaymarosalinadec_201211_65982.asp

 

 

 

Eu já estou bem contente com o desempenho actual do rapaz, mas é bem :prayer: é essa a atitude

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TRÊS DRAGÕES NA SELECÇÃO PORTUGUESA

 

Hugo Laurentino, Gilberto Duarte e Tiago Rocha foram convocados para representar a selecção portuguesa, que inicia na terça-feira, em Rio Maior, um estágio de preparação para a fase de pré-apuramento para o Mundial 2013. Os internacionais Dario Andrade, Ricardo Moreira e Wilson Davyes, lesionados, ficaram de fora.

 

O primeiro encontro realiza-se a 4 de Janeiro, em Lamego, frente à Turquia. Do grupo de Portugal faz ainda parte a Ucrânia.

 

http://www.fcporto.pt/OutrasModalidades/Andebol/Noticias/noticiaandebol_andselconvocados_211211_65994.asp

 

Entretanto, o Sporting deslizou mais uma vez, desta vez perdeu em casa contra o Madeira SAD. O Benfica vai ao pavilhão do ABC e o Águas Santas vai jogar fora contra o Belenenses... Pode ser uma excelente jornada!

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Ao intervalo, Xico Andebol 11-21 Porto

 

35:18 13 - 28. O Tiaguinho já vai com 8 golos

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Ai crl, +40 outra vez :lol: :lol: parece fácil, 2J 94GM

 

25 - 46

 

Hugo Laurentino (gr), Gilberto Duarte (5), Filipe Mota (3), Tiago Rocha (8), Elias Nogueira (3), Ricardo Costa (5) e Pedro Spínola (4). Jogaram ainda: António Silva (gr), Vasco Santos (1), Daymaro Salina (8), Sérgio Rola (3), Hugo Santos, Nenad Malencic (5) e Duarte Carregueiro (1).

 

Daymaro e Tiaguinho com 8 golos :heart:

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GILBERTO DUARTE É MVP DE "INVERNO"

 

Após a realização da 17.ª jornada, em que o FC Porto Vitalis bateu o Xico Andebol por 46-25, Gilberto Duarte continua a liderar o ranking MVP, com 80,6 pontos de valorização. Como o Andebol 1 só regressa em Fevereiro, o lateral esquerdo, que marcou cinco golos em Guimarães, sagrou-se desde já o MVP de "Inverno".

 

Hugo Laurentino mantém-se como o guarda-redes mais eficaz do campeonato, tendo conseguido travar 42,14 por cento dos remates. No que respeita aos marcadores de primeira linha, Pedro Spínola regista igualmente o melhor índice de aproveitamento, tendo transformado 56,52 por cento dos remates em golos.

 

Tiago Rocha faz parte, pela segunda jornada consecutiva, do "sete" ideal da ronda, com 6,1 pontos. O pivô foi o melhor marcador da partida frente ao Xico Andebol, com nove golos.

 

http://www.fcporto.pt/OutrasModalidades/Andebol/Noticias/noticiaandebol_andgilbertoduartemvp_221211_66031.asp

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ENTREVISTA A GILBERTO DUARTE

 

"Sonhava ganhar títulos e já fui três vezes campeão"

 

RUI GUIMARÃES

 

Terminada a primeira fase do Andebol 1 - regressa em Fevereiro para dar lugar aos trabalhos da Selecção Nacional -, uma conclusão é fácil de tirar: Gilberto Duarte é o grande jogador da prova. O JOGO foi conversar com ele.

 

Em 2007, com 17 anos, dizia que o objectivo era ficar no FC Porto e jogar. Quatro anos depois, ainda que apenas com 21 anos, está a fazer um campeonato extraordinário. Satisfeito ou queria mais?

Estou muito satisfeito. Era mais ou menos isto que sonhava: poder estar entre os melhores de Portugal e jogar ao lado deles, competir com eles e ganhar títulos e, neste momento, já ganhei três campeonatos e uma Supertaça. Mas espero ganhar muito mais.

 

A sua caminhada está ainda praticamente a começar...

Sim, é verdade, e a minha ambição cresce a cada momento. Quero muito mais do que isto, quero ajudar a minha equipa a chegar muito mais longe.

 

O que foi preciso fazer para se dar esta evolução nestes quatro anos?

Muito trabalho, muito apoio dos colegas e equipa técnica, sacrifício e muito sofrimento. Passei alguns momentos difíceis, por ter tido semanas de treino que não corriam bem, por haver momentos na escola que também não corriam bem. Por causa do andebol, e por precisar de algum apoio familiar e amigos e não o ter. Andei muitas vezes em baixo por causa disso.

 

O apoio que o Gilberto tem aqui no Porto vem basicamente da equipa?

Sim, embora já tenha feito alguns amigos aqui pelo Porto, normalmente são os colegas que me apoiam. Isto aqui é mesmo como uma família. Mas, mesmo. Não é dito por dizer. Aliás, se não fosse assim não éramos tricampeões nacionais. Se não fôssemos unidos, amigos, uma verdadeira equipa, não conseguíamos chegar aos títulos, pois há muito boas equipas que não ganham nada. É fundamental ter um bom grupo e isso aqui é mesmo assim. E esse grupo bom foi muito importante para mim.

 

Há quatro anos estava a começar e olhava para os mais velhos como referências, mas hoje em dia já são outros miúdos a olhar para o Gilberto como ídolo. Como encara isso?

Sempre que alguém me elogia, sinto uma grande felicidade, porque significa que estou a atingir os meus objectivos e que também estou a ser uma referência para os mais novos. Fico extremamente contente, mas quero continuar a trabalhar para evoluir e ser uma referência do meu clube, o Lagoa Académico Clube. Sempre que lá vou, sinto que me dão um grande afecto e fico contente por poder divulgar o nome do Lagoa por Portugal fora e até poder entusiasmar outros jogadores de lá e mostrar-lhes que é possível chegar a este nível.

 

Percebe-se que tem um grande orgulho nas suas origens, no Lagoa?

Tenho, muito. E nunca irei esquecer os tempos que passei no Lagoa. Comecei lá com nove anos e saí de lá com 16 para o FC Porto.

 

Como surgiu o andebol?

Primeiro, foi através do desporto escolar e, depois, foi por influência de amigos e do meu irmão que também jogava. Na altura também praticava karaté, tive de me decidir por uma delas e fui para o andebol. E não me arrependo nada [risos].

 

 

"Evoluí muitos nestes anos que trabalhei com Obradovic"

 

Trabalhou com Carlos Resende, que era uma referência para si. Agora está há três anos com Ljubomir Obradovic. Como é trabalhar com um técnico conhecido pela grande exigência e dureza do trabalho?

Evoluí muito nestes anos que trabalhei com Obradovic, que é muito bom treinador. O Carlos Resende também trabalha bem, mas Obradovic faz um trabalho diferente. Claro que no início, quando percebemos como ele trabalha fisicamente, pensámos: "Ei, então, o que se passa agora?". Mas no final da época tivemos os ganhos disso: termos sido campeões.

 

Queria ser central e hoje em dia pode dizer-se que é um primeira linha completo. Concorda?

Isso é um dos trabalhos que desenvolvemos com o Obradovic, ou seja, não há jogadores de postos específicos, todos temos de saber jogar nas três posições da primeira linha. Eu, o Wilson e o Mota vamos às três posições, o que me agrada muito. Sinto-me a evoluir a cada dia que passa.

 

 

"Não podia estar num clube melhor para aprender"

 

Tem muitas épocas de andebol pela frente. Quais são agora os seus novos sonhos?

Ser uma referência no FC Porto, que ainda não sou. Tenho de ter consciência que só tenho tempo de jogo porque o Wilson não está e eu, para chegar ao nível do Wilson, tenho de trabalhar e melhorar muito mais.

 

Mas acredita, então, que ainda há muito potencial para explorar?

Eu quero acreditar que sim, ainda tenho muito para aprender com o Wilson e o Filipe Mota. Se não conseguir aprender é porque o meu potencial parou. Mas aos 21 anos acho que não. Conseguindo isso, o sonho é jogar a nível internacional, na Liga dos Campeões, ter um lugar na selecção e ir a campeonatos do mundo e da Europa.

 

Uma das espinhas atravessadas no FC Porto é a Liga dos Campeões, que tem falhado...

É verdade, mas nós vamos chegar lá. Com trabalho, vamos chegar lá. E eu gostava de jogar a Liga dos Campeões pelo FC Porto até para fazer alguma coisa pelo clube, já que estou aqui desde menino. O que eu tenho e sou é graças ao FC Porto e não me ficava nada mal se pudesse jogar uma Liga dos Campeões pelo clube. Adoro estar aqui, é uma cidade fantástica, o clube tem uma excelente estrutura, foi uma aposta certa da minha parte. Não podia estar num clube melhor para crescer e aprender.

 

 

"À velocidade com que jogamos ninguém nos pára em Portugal"

 

Já falou de alguns sacrifícios, até de algum sofrimento, mas as estatísticas mostram que valeu a pena. O Gilberto é líder destacado do ranking do Jogador Mais Valioso (MVP) do campeonato.

Eu sei que isso é verdade, mas para já só me interessa a equipa. Quando tivermos os objectivos colectivos alcançados, aí acho que poderei pensar nisso.

 

Mas a equipa também dá sinais de estar bem. Lidera o campeonato, sofreu apenas duas derrotas.

Sim, está a seguir o curso normal, mas ainda falta muito campeonato. Os jogos que ainda teremos de fazer nesta fase e os dez jogos finais que serão muito importantes. Seja como for, para já, a única coisa que tem corrido mal são as lesões. Ainda não tivemos a felicidade de ter a equipa completa num jogo que fosse, faltou sempre um e jogadores como Dario, Moreira e Wilson Davyes são baixas de peso.

 

O FC Porto está na liderança, tem feito alguns resultados que não deixam dúvidas, bateu o recorde de golos num só jogo (48), o da maior diferença final (25 com 43-18). O que mais será o FC Porto capaz de fazer quando tiver a equipa completa?

À velocidade com que jogamos, ninguém nos pára em Portugal. Isto não é ser pretensioso, é a realidade. Jogamos um andebol muito rápido, muito forte, defendemos bem e fazemos contra-ataque, se depois acrescentarmos os três jogadores que faltam para ajudar na rotatividade, ninguém nos vai parar, pelo menos é nisto que acredito.

 

Mas o FC Porto já foi parado pelo Benfica, na Luz, e pelo Sporting, no Casal Vistoso...

Não somos os únicos que trabalhamos bem e vamos buscar bons jogadores. As outras equipas também se reforçam e começam a ganhar rotinas que os ajudam a combater-nos. Além disso, perdemos em casa deles, mas quando cá vierem... Por exemplo, o Sporting vai ter de nos defrontar e vai ser para a desforra, porque aquele jogo ficou atravessado.

 

Mas o Benfica esteve a ganhar no Dragão até aos 55 minutos, a jogar muito bom andebol e o treinador Jorge Rito queixou-se da arbitragem e da justiça do resultado, dizendo que o Benfica mereceu ganhar. O que lhe pareceu?

Foram duas equipas a jogar bom andebol, não foi só uma, mas um jogo acaba no minuto 60 e não no 55. Claro que não foi fácil. A equipa adversária não vai estar a fazer figura de corpo presente. Mas isso do mérito é relativo. Também há mérito em dar a volta a um resultado negativo ou não? Há dois anos, para a Taça de Portugal, também estivemos sempre à frente e apenas no último parcial fomos eliminados.

 

 

"Selecção? vou lutar para agarrar o meu lugar na primeira linha"

 

Imagina-se a jogar lá fora?

Muita gente já me disse que tenho potencial para chegar lá. Gostava de jogar no Kiel. Vou trabalhar para isso. Depois, no fim da carreira, logo se vê. Tenho tempo, agora há é que pensar no FC Porto e ainda tenho muitas coisas a ganhar aqui.

 

A Selecção A também é um espaço que está a conquistar aos poucos...

Para já ainda só estou a ver o que tenho ou não de fazer. Quando chegar a altura vou querer arranjar o meu espaço. Qualquer um sonha chegar à selecção.

 

Vai demorar a chegar essa altura? O que sente por ser convocado como ponta?

Espero que não demore. Mas isso depende de outros factores. Quando chegar a altura vou lutar para agarrar o meu lugar na primeira linha. É onde tenho trabalhado nos últimos cinco anos e onde me sinto bem. Se estou a fazer um campeonato inteiro na primeira linha, julgo que é lá que tenho de continuar na selecção. Mas respeito a opção do treinador, que acha que me deve levar para a ponta.

 

Perfil

 

Segundo de seis irmãos - Izenaida Catarina, Cláudia Sofia, Humberto, Samuel e Arménio são os outros cinco - Gilberto Duarte, de origem cabo-verdiana, nasceu em Lagoa, tendo optado pelo andebol aos nove anos em detrimento do karaté, depois de também ter experimentado ténis e futebol. Quando tinha 16 anos, José Magalhães, dirigente do FC Porto, desafiou-o a mudar-se para o Porto, e ele aceitou, embora só no ano seguinte tenha integrado os dragões.

 

Fez 21 anos em Julho, já conquistou três campeonatos e uma Supertaça. Diz que o croata Balic é o deus do andebol e agora admira o dinamarquês Mikel Hansen. Fiel às suas origens, gosta de comer cach*pa (carne, milho e feijão) e, no Porto, vai muito à Picanha. Vê séries na televisão, ouve gothic-metal e recentemente descobriu o fado. Sendo fã de Ana Moura, confessou ter ficado triste com a morte de Cesária Évora.

 

Terminou o 12º ano e pensa entrar em Informática. Mas o que mais gosta mesmo de fazer é dormir... muito.

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Gosto da ambição do Gilberto, nomeadamente na referência ao jogo em casa com o Sporting. É esta vontade de ganhar que devia estar no interior de todos os jogadores do nosso clube.

 

Não tenho seguido a selecção nos últimos 4/5 anos, é excelente haver jovens jogadores que evoluam a modalidade.

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Alfredo Quintana e Daymaro Salina: "Se algum país vai a Cuba, competimos, se não... treinamos"

 

Alfredo Quintana, em Março, foi o primeiro chegar. Meses mais tarde veio Daymaro Salina. Formam a dupla de cubanos do FC Porto, num mercado que hoje está ligeiramente mais acessível, após o acordo de cooperação selado entre as federações portuguesa e a do país caribenho, que faz com que os atletas vindos daquela ilha não sejam considerados estrangeiros. O Sporting também já ali "pescou" Francis Carol e Yailan Hechavarria.

 

"Comecei a jogar na escola", conta Quintana. "Estive primeiro no básquete, mas o professor saiu e, entretanto, o meu irmão Eduardo levou-me para o andebol. Fui fazer as provas e fiquei. Comecei por jogar a lateral-esquerdo, mas um dia, numa competição, faltou um guarda-redes e pedi ao professor para ir para a baliza e ali fiquei até hoje", recorda. Pelas suas palavras percebe-se que em Cuba o desporto é basicamente escolar. Não há clubes. "Quando temos aí uns 12 anos vamos para a escola de alto rendimento de jovens. Todos os miúdos da cidade, os maiores, vão para lá", explica o guarda-redes do FC Porto, revelando que subiu "de categoria com 15/16 anos", chegando então à selecção nacional. "Fui para a equipa nacional júnior, onde só fiquei um ano, depois fui logo para a selecção principal, tinha 17 anos."

 

Daymaro é um pouco mais tímido, deixa Quintana comandar a conversa, mas lá disse como surgiu o andebol. Adivinhe… "Foi igual, também comecei na escola. É assim com toda a gente. Depois passei à escola dos melhores juniores e com 18 anos cheguei à selecção nacional A". Quantas internacionalizações tenho? 53, acho", responde. Quintana tem menos. "Tenho 37. Ele foi a algumas competições que eu não fui", justifica.

 

É precisamente na selecção que se fazem as carreiras desportivas em Cuba. "A competição é por província - cidade de Havana, Matanzas, Cienfuegos - mas apenas dura uma/duas semanas. Na maior parte do tempo estamos concentrados na selecção e se algum país vai lá jogar, competimos, se não treinamos entre nós", conta Quintana.

 

Sendo assim, como é que os clubes europeus os descobrem? Quintana conta como o FC Porto chegou até ele: "Foi através de um amigo meu, Rafael da Costa, que joga em Espanha. O professor [José] Magalhães falou com ele, ele falou-lhe de mim e o contacto estabeleceu-se. Depois o professor Magalhães foi ver-me ao Panamericano no Chile, gostou e a coisa fez-se." Já Daymaro, foi "através do Quintana", como seria de esperar.

 

As saídas é que foram difíceis, como são todas as de Cuba. "Em Cuba é tudo complicado. Tudo mesmo, mas lá se consegue. Claro que gostamos do nosso país e temos saudades da família, dos amigos, mas lá as coisas são complicadas", remata Quintana, com a anuência de Salina.

 

 

"Já sabíamos que não podíamos voltar a jogar na selecção"

 

Tanto Quintana como Salina estavam conscientes de que ao sair do país não voltariam a jogar na selecção. Uma situação que não lhes agrada, mas que compensa. "Já sabíamos que não podíamos voltar a jogar na selecção, mas mesmo assim é melhor para nós sair. A nossa carreira tem mais possibilidades de crescer, de evoluir, tendo mais competição", explicam os dois atletas. "Claro que para a selecção seria melhor ter jogadores com mais rodagem, com outra experiência, com outro tipo de competição, mas são questões políticas e é assim há muitos anos." De resto, não faltam exemplos de excelentes jogadores cubanos, que estão em grandes equipas europeias e não representam a selecção: Rolando Urios, Julios Fis, Carlos Reinaldo e Rafael da Costa, isto além do falecido Vladimir Rivera.

 

 

Festa com carne, feijão, arroz, cerveja e rum ... muito rum

 

Também há árvore de Natal, o nascimento de Jesus também se celebra e "só as crianças recebem uma prendita", explica Quintana. De resto, "come-se porco assado com congris [arroz com feijão preto, n.d.r.]", e, em vez de vinho e champanhe, "bebe-se cerveja e rum", revela Daymaro.

 

Trata-se de uma celebração bastante diferente: "Lá o Natal começa a festejar-se no dia 18 e acaba lá para 5/6 de Janeiro. É beber, beber e beber. Bebe-se cerveja e rum, muito rum", diz Quintana. "Claro que se trabalha na mesma, mas as pessoas passam esses dias assim. Então no Ano Novo é espectacular. Às 5 da manhã ainda há pessoas a comer porco assado no meio da rua", explica o guarda-redes.

 

Quintana passou o Natal junto da família, já Daymaro, por questões burocráticas, não teve essa possibilidade. "Fui a casa do Sérgio Rola [colega de equipa]. Já tinha provado bacalhau e lá comi outra vez", confidenciou, ainda que não escondendo alguma tristeza por não poder ir a casa.

 

 

Frio é o pior de Portugal

 

Perfeitamente adaptados ao Porto, os dois atletas cubanos identificam facilmente a maior dificuldade que têm de suportar. "O frio. Aqui é mesmo muito frio", ri Quintana, perante a aprovação de Daymaro, que lhe junta uma dificuldade própria de quem tem menos tempo no país: "A diferença horária também me fez confusão", referindo-se às cinco horas a mais em Portugal.

 

De resto, garantem gostar muito da cidade. "Foi o Alfredo que andou a mostrar-me algumas coisas", diz Daymaro, com o guardião a especificar: "Vamos aos restaurantes, aos shoppings, às discotecas, mas só quando não temos jogos. Também vamos junto ao rio tomar uma cervejinha ao domingo à tarde."

 

 

Quintana chegou e mostrou qualidade

Há muito tempo que o FC Porto tentava a contratação de Alfredo Quintana, em quem José Magalhães, director-geral do andebol, depositava muitas esperanças. Chegou ao Porto em Março deste ano e o primeiro jogo que disputou foi em Resende, com o Sporting da Horta, fazendo nove defesas em 24 remates.

Poucas semanas depois fazia a primeira grande exibição em Portugal, em Braga, frente ao ABC, numa vitória importantíssima dos dragões rumo ao tricampeonato, com 15 defesas - espectaculares 58% de aproveitamento - , sendo cinco a livres de sete metros. Com Quintana, internacional A cubano a fazer dupla com Laurentino, internacional português, a baliza do FC Porto está muito bem guardada.

 

Daymaro Salina bem a defender e a atacar

As primeiras qualidades de Salina foram mostradas na defesa, onde o FC Porto, com a saída de Inácio Carmo, estava a revelar dificuldades em acertar o seu afamado e produtivo 6:0. No entanto, com o passar dos jogos e cada vez mais adaptado, Daymaro Salina começou a ter mais tempo de jogo. As transições rápidas para o ataque foram a segunda grande revelação. O cubano é rapidíssimo, o que é essencial no estilo de jogo veloz imposto por Ljubomir Obradovic. Finalmente, mostrou ser completo no posto de pivô, com o técnico sérvio a poder dar descanso a Tiago Rocha e... minutos a Daymaro. Para exemplo servem bem as últimas partidas: com o Belenenses marcou oito golos em 11 remates (6 em seis aos seis metros) e contra o Xico fez sete em sete (três aos seis metros).

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FC Porto na Noruega mas devia era ir à bruxa

 

Não há memória de uma temporada assim e o facto de, em 2011/12, o FC Porto ainda não ter feito um único jogo com todo o plantel disponível, é elucidativo. Ontem foi a vez de Daymaro Salina ver confirmada uma lesão numa coxa, saindo da convocatória inicialmente elaborada por Ljubomir Obradovic para a Viking Cup, prova que os portistas jogam entre esta noite e domingo de manhã na Noruega, com duas equipas daquele país (Runar e Viking Stavanger) e outra da Suécia (Alingsas).

O pivô cubano junta-se uma lista de oito atletas que têm tido uma época azarenta, embora uns mais do que outros, como é natural. O primeira-linha Wilson Davyes, que está de regresso aos convocados para esta prova, é o caso mais emblemático, uma vez que, com 17 jornadas cumpridas, ainda só fez três jogos do campeonato, e todos a meio gás.

 

O ponta-esquerda Dario Andrade também está a viver um verdadeiro calvário numa época em que ainda não esteve a cem por cento das suas capacidades físicas, encontrando-se há vários jogos afastado das convocatórias, incluindo esta para Stavanger.

 

O ponta-direita Ricardo Moreira lesionou-se com gravidade no jogo com o Benfica, a 19 de Novembro, e também só agora, dois meses depois, está de regresso. A estes, há ainda que juntar o guarda-redes Alfredo Quintana, numa lesão recente e ainda em fase de recuperação; o meia-distância Gilberto Duarte, que partiu a mão no início da época; João Jacob Ramos; e Tiago Rocha, que voltou "tocado" dos trabalhos da Selecção.

 

Numa altura em que vai começar a segunda parte de temporada, Obradovic tem ainda Quintana, Daymaro e Dario fora de combate.

 

"País com grande andebol"

"Esta é uma excelente oportunidade para juntar de novo a equipa e jogar ao mais alto nível", começou por referir Ricardo Costa a O JOGO sobre esta presença do FC Porto na Viking Cup. "A ideia é rodar todos os jogadores, fazer com que joguem os catorze. Claro que é importante ganhar jogos, mas neste caso o essencial é recomeçar o trabalho, juntar a equipa e aproveitar este momento em que estamos sozinhos para voltarmos a ser um grupo unido", disse ainda o treinador-adjunto dos dragões, lembrando que a equipa irá "a um país com um grande andebol", especificando: "Jogam de forma rápida, conforme nós gostamos, e esta será também uma excelente experiência."

 

f*da-se lol...

 

Dragões emprestam três atletas ao ISMAI

 

O lateral-direito Tiago Silva (21 anos), o pivô Carlos Santos (19) e o central António Ventura (19) já estão a trabalhar sob as ordens de Paulo Sá e Mário Santos no ISMAI, clube ao qual foram emprestados pelo FC Porto até ao final da temporada. São jovens atletas em que os portistas depositam grandes esperanças e que saem do Dragão Caixa para terem tempo de jogo, tal como sucede com Ricardo Pesqueira (ABC).

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