zlatanzinho Publicado 1 Fevereiro 2012 Tambem n tinha, q goleador.. Compartilhar este post Link para o post
Kratosthegod Publicado 1 Fevereiro 2012 Isso está tudo mal, nem tem esses números, nem jogou nessas épocas no Porto. Compartilhar este post Link para o post
André Sousa Publicado 1 Fevereiro 2012 Isso, supostamente, devia ser relativo ao Fernando Gomes. Compartilhar este post Link para o post
UnReal Publicado 1 Fevereiro 2012 O Rui Barros nem 50 golos deve ter no campeonato Compartilhar este post Link para o post
Khaddafi Publicado 1 Fevereiro 2012 (editado) Rui Barros: http://www.foradejogo.net/player.php?player=196511240001 Fernando Gomes: http://www.foradejogo.net/player.php?player=195611220001 Editado 1 Fevereiro 2012 por Khaddafi Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 18 Março 2012 Cubillas, o sucessor de Pelé, regressa ao Porto Peruano, considerado um dos melhores jogadores da história do FC Porto, volta hoje pela primeira vez à Invicta, 35 anos depois de ter saído. E traz saudades na bagagem Quando Teófilo Cubillas aterrou pela primeira vez no Porto, em janeiro de 1974, a cidade estava em polvorosa para o receber. Grande revelação do Mundial de 1970, onde Pelé o considerou como seu sucessor, o médio peruano formado no Alianza Lima era já uma vedeta internacional quando os sócios portistas decidiram pagar uma quota para angariar a fortuna necessária para o contratar aos suíços do Basileia: 5600 contos pela transferência e um salário mensal de 125 contos, ao qual se acrescia prémios de jogo, fizeram dele a maior contratação de sempre do futebol português à época. "Do aeroporto até ao estádio eram milhares de pessoas em cortejo. Uma loucura!", recorda ao DN o antigo futebolista, considerado o melhor jogador peruano de todos os tempos, hoje instrutor de técnicos da FIFA a viver em Miami (Estados Unidos). Trinta e oito anos depois, Cubillas aterra esta tarde no Porto de forma bem mais tranquila, mas com saudades de sobra na bagagem. Terça feira é homenageado pelo Instituto Superior da Maia. Leia mais no e-paper do DN http://www.dn.pt/desporto/porto/interior.aspx?content_id=2368839 eh lá... vou comprar amanhã o jornal e vou tentar ir ao tal Instituto, se der EDIT: edit: inscrições - http://www.ismai.pt/NR/rdonlyres/453C4A77-6AC9-4AA2-B94C-1159366FF8C3/0/FichadeInscricaocorrigidoencerramento.pdf 15€ para alunos do ISMAI, 25€ para alunos de outras instituições, 30€ profissionais. Pelos nomes que aí estão, talvez seja preço justo, mas eu só queria mesmo ver o Cubillas e o Madjer... :( Compartilhar este post Link para o post
UnReal Publicado 20 Março 2012 Relembrando: "O dia em que o Pavão morreu" http://reflexaoportista.blogspot.pt/2012/03/relembrando-o-dia-em-que-o-pavao-morreu.html Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 23 Março 2012 Ainda sobre o Cubillas, Cubillas: Chorei como uma criança ao sair" Cubillas nunca imaginou ter de esperar mais de 35 anos para cumprir a vontade de regressar ao Porto, que sentiu um dia depois de se ter ido embora. A distância não encolheu o amor e todo o tempo do mundo não apagaria as histórias que agora recorda em entrevista a O JOGO. O peruano, consensualmente apontado como um dos melhores jogadores de sempre que passaram por Portugal, bateu todos os recordes financeiros da altura (1974), mas, garante, isso não lhe criou inimigos. Foi uma coleta feita junto dos sócios que permitiu ao FC Porto contratá-lo. Mas lembra-se como surgiu o interesse? O FC Porto conheceu-me no Mundial de 1970. Mas a minha vinda para a Europa começou num jogo feito na Suíça pela seleção da América do Sul, em que ganhámos 3-1 à Europa. Marquei dois golos e, uma semana depois, o Basileia foi ao Peru buscar-me. Ao fim de seis meses decidi que não queria ficar lá nem mais um dia. Era um país frio e não percebia o idioma. Então, apareceu o Jorge Vieira, que era diretor do FC Porto. Sabia que Portugal tinha um clima melhor, que a língua era parecida e aceitei vir conhecer a cidade. Ao chegar, vi tanta gente a esperar-me que quis logo assinar. Aquelas pessoas todas no caminho do aeroporto para o estádio, cantando o meu nome, fizeram-me lembrar a qualificação do Peru para o primeiro mundial. A sua transferência bateu recordes na altura e o seu ordenado era o mais alto que o FC Porto alguma vez tinha pago. Sentiu alguma inveja dos colegas? Vim ganhar o mesmo que ganhava na Suíça. Poucos meses depois deu-se o 25 de Abril e a moeda desvalorizou. O ordenado ficou cinco vezes menor. Como não era homem de luxos e gostava de estar cá, não me importei. Mas, ninguém teve inveja minha, até porque, no segundo ano, escolheram-me como capitão da equipa. Naquela altura, um estrangeiro ser capitão no segundo ano de clube não era nada fácil. Fiquei radiante. Agora reviu vários desses colegas. Quem era, afinal, o seu melhor amigo no FC Porto? Tive muitos. O Rui era uma pessoa tremenda. O [António] Oliveira era um miúdo espetacular e agora até veio de propósito dos Estados Unidos só para me ver. Havia ainda o Tibi, um grande profissional. E ainda o Marco Aurélio, Rolando, Gabriel, Rodolfo, Júlio, Octávio, Teixeira e Teixeirinha... Ah, e revi o miúdo [Fernando] Gomes. Já dava para ver que seria um grande jogador... Qual é o momento de que mais vezes se recorda? A despedida, sem dúvida. Foi um dia muito triste. Os meus companheiros organizaram-me um jantar. Eram 28 e todos se levantaram para falar. Quando chegou a minha vez não consegui. A voz não saía. Depois de o ter feito, saí, andei 100 metros e chorei como uma criança. Porque foi tão difícil deixar o FC Porto? Era um clube muito especial. Trataram-me sempre com o máximo de carinho, mesmo quando fiz algumas asneiras. Como por exemplo... Costumava ir duas vezes por mês a Vigo, comprar discos, livros e Coca-Cola, que por cá não havia. O FC Porto não podia saber, mas uma vez bati com o carro numa árvore e lesionei-me nas costas. No dia do jogo, tive de ser honesto e dizer que não conseguia entrar em campo. Aceitaria qualquer castigo, mas, além de não o terem feito, começaram a recuperar-me naquele dia. E assim só perdi dois jogos. Pronto para jogar...em Paços de Ferreira Foi com alegria e emoção que Cubillas recebeu das mãos de Pinto da Costa uma medalha com o símbolo do FC Porto, um cachecol e a camisola 10 com o seu nome estampado. "Estou pronto para jogar domingo", brincou, antes de conhecer todos os recantos do Estádio do Dragão, que o impressionou pela beleza e modernidade. Depois de rever fotografias de outros tempos, posou junto do busto de Pavão. Afinal, foi a morte deste que terá precipitado a contratação de Cubillas. Além de ser necessário substituir o médio os adeptos precisavam de uma injeção de moral e o peruano trouxe-a na dose certa. Antes de deixar o Dragão, conversou ainda com Fernando Gomes. E até já sabia que este voltou a jogar pelo FC Porto Vintage "Senhor dos senhores" Pinto da Costa tem saudades de o ver jogar Cubillas já tinha visto Pinto da Costa há 35 anos, quando este começava a dar os primeiros passos no dirigismo, mas só ontem privou com ele. O presidente - "senhor dos senhores", como lhe chamou o peruano - confessou ter "saudades de o ver jogar", mas preferiu vincar o que o peruano foi enquanto profissional. "A passagem dele pelo FC Porto foi determinante nas carreiras de António Oliveira e Fernando Gomes. Isto porque ele era um exemplo para todos", explicou. Felizmente para o FC Porto, "com o espírito dele, profissionalismo e seriedade, há todo o atual plantel", salvaguardou. "É bom recordar e saber que toda a gente tem na memória algumas coisas que ele fez, como o golo extraordinário em casa do Leixões, em que driblou toda a gente, ou um que o Pedroto recorda no seu diário e que resolveu um jogo em Setúbal", descreve. O FC Porto não podia ficar indiferente a este regresso a casa e, por isso, esta pequena homenagem. "Recordamos sempre os Cubillas deste clube. Nunca os abandonamos e recebemo-los de coração aberto. Fazem parte da história do FC Porto", disse. "Já falámos e aproveitámos para nos deliciar com as exibições e alguns golos do outro mundo que marcou", continuou. E, por falar em golos, o presidente lembrou-lhe um, marcado em Viseu, que valeria uma Taça de Portugal. "Dizes que não ganhaste nada, mas ganhaste uma Taça de Portugal. Essa não é apenas ganha por quem joga a final. Tu marcaste no prolongamento o golo que eliminou o Académico de Viseu na primeira eliminatória", disse-lhe. Sobre o atual plantel, não vê ninguém parecido com o peruano. Mas também nem quer. "As imitações são sempre de fraca qualidade. Há pessoas que até adotam o nome de outros jogadores. Isso é sinal de falta de personalidade", finalizou. "James tem potencial e Álvaro é enorme" Hulk costuma ser a resposta imediata quando se pergunta por referências do atual FC Porto, mas o peruano, habituado a analisar para a FIFA os jogos das grandes provas, não o conhece e promete ficar atento. Para já, escolhe James e Palito. Mas, diz, a equipa de 1987 foi a melhor de sempre. Continuou a acompanhar o FC Porto depois de ter saído? Claro! Na altura não havia internet como agora, mas no Peru, quando havia jogos internacionais, falavam sempre do FC Porto. As pessoas chamam-lhe "a equipa de Cubillas." Foi uma alegria enorme assistir à final da Taça dos Campeões, em 1987. Desfrutei do golo de Madjer. Que classe! Era grande equipa. Foi a melhor equipa de sempre do FC Porto? Penso que sim. A de Mourinho também era muito boa. Os tempos mudam e é sempre difícil dizer. E da equipa atual, o que conhece? Não muito, confesso. Este ano, só ainda tinha visto o jogo em Manchester, com o City. Gostou de algum jogador em particular? Não nesse jogo, mas há o James Rodríguez, que me encantou. Vi-o em Miami, pela Colômbia, e adorei. Tem muito potencial. E há aquele lateral [Álvaro Pereira] que jogou pelo Uruguai no Mundial. É enorme! Soubemos que assistiu de forma nervosa ao Benfica-FC Porto. Que notas tirou? Não gostei porque o FC Porto perdeu. E confesso nunca ter ouvido falar de muitos jogadores. Aquela era a equipa habitual? Não. Havia alguns habituais suplentes. Ficou desiludido? Ah! Ainda bem! Sim, não gostei muito. Não me tinham dito que era para a Taça da Liga. Ainda bem que esses não são os titulares [risos]. Se jogasse no futebol atual, quantos milhões valeria? [risos] Não sei, não sei. Não gosto de dizer essas coisas. Cada qual no seu tempo. Se me perguntassem se gostava de mudar alguma coisa diria que não. Escolheria ter nascido no mesmo ano, ser peruano, ter feito a mesma vida, ter vindo para Portugal e vivido o que vivi. Há algum jogador do presente que acredita poder ser considerado o melhor de sempre? O melhor de sempre é Pelé. Ganhou três mundiais e juntava o que fazia no clube à seleção. Messi e Ronaldo são grandes com suas equipas, mas não pelos países. Os maiores conseguem mobilizar as suas seleções. Treinador? Não, obrigado A tragédia que vitimou a equipa inteira do Alianza de Lima, em 1986, levou Cubillas a regressar aos relvados, mais de um ano depois de se ter retirado. O presidente do seu clube de sempre convidou-o para ser treinador-jogador e "pela tragédia que foi não podia dizer não." A época correu bem - "marquei 26 golos" e a uma jornada do fim bastava o empate para a equipa, completamente renovada, ser campeã. "O árbitro, aos 5', expulsou um jogador da minha equipa, sem que ele tenha feito nada. Mais tarde soube-se que ele era adepto dos nossos rivais", explicou. Às custas disso, perdeu-se um treinador. "Estava a gostar, mas foi a maior desilusão da minha vida. Decidi que não queria ser treinador e passar por coisas semelhantes", conta. Entretanto, foi ministro do Desporto do Peru e atualmente é instrutor da FIFA e organiza "clínicas de futebol" para e ensinar os mais pequenos. Eusébio e Yazalde "roubaram-lhe" os títulos Cubillas não tem dúvidas: "Só não fui campeão no FC Porto porque existia Eusébio." O benfiquista foi sempre a sombra do peruano, mas nunca um rival. "Tenho grande admiração, apreço e carinho por ele. Foi um grande. Conheci-o no Mundial de 1966 e fiquei encantado. Mas atenção que o Benfica não era só ele", detalhou. No Sporting outro carrasco. "Yazalde era sempre o goleador do campeonato. Não havia hipóteses", recorda o peruano, que em Portugal marcou 65 golos e que em 1975/76, já com Yazalde no Marselha, perdeu a luta pela bota de ouro para Jordão por dois golos (28 contra 30). Um só cartão amarelo e nem uma gota de álcool Cubillas diz ter aprendido no FC Porto a ser um verdadeiro profissional, mas já antes tinha hábitos que impressionavam os colegas. "Em 63 anos de vida nunca bebi álcool. Sempre soube que era mau para o organismo", gaba-se. "Quando cheguei a Portugal todos bebiam vinho. Os meus amigos bebiam, o meu pai produzia. Cheguei a levar os meus colegas do Alianza à adega do meu pai e eles bebiam juntos. Eu nunca", frisa. Tem outro orgulho e uma mágoa. "Os árbitros apitam, os jogadores jogam. Nunca vi um vermelho. E, amarelo, só um, em Faro. Fiquei muito desiludido", conta. Saudades de moelas e dos coquinhos da Petúlia "Muito caseiro", há só um sítio que Cubillas exigia revisitar agora que voltou ao Porto. "O Café Petúlia. Era o meu lugar. O único onde passava algum tempo. E aqueles bolinhos de côco? Adorava", conta. A gastronomia portuguesa encanta-o. "Era o único problema do país. Comia tanto que depois tinha de treinar a dobrar", brinca. Francesinhas é um dos pratos que aprecia, mas saudades mesmo tinha era de... moelas. "Comi ontem [terça] outra vez. Há 36 anos que não comia disso, mas ainda me lembrava do sabor. É o meu prato português favorito. Infelizmente não há no Peru nem em Miami." Casou-se à quarta vez que viu a mulher Muito mulherengo, como assume, a paixão que sentiu no primeiro dia que viu a atual esposa foi avassaladora. "Disse-lhe que gostava dela. Ela disse que eu tinha muitas namoradas. Para lhe provar, pedi-lhe para casar comigo", ri. E assim foi. À quarta vez que a viu... casou-se. Cubillas foi sempre um homem de família. E por isso escolheu Miami: "Os filhos de jogadores têm problemas na escola por estarem sempre a mudar. Não queria isso para os meus. E por isso fui ficando lá. Até hoje..." Tristeza por Pedroto, obrigado a Stankovic Em Portugal, Cubillas teve dois treinadores: o húngaro Bella Guttman e o jugoslavo Branko Stankovic. Para pena sua, José Maria Pedroto haveria de chegar logo depois da sua partida. "Gostaria de ter trabalhado com ele. Sei que significa muito para o clube. E foi logo campeão", aponta. Com Guttman aprendeu alguma coisa. "Todos os dias, até morrer, se aprende algo", nota. Mas foi Stankovic que o marcou. "Aprendi imenso. Deu-me muita condição física e ensinou-me a ser um profissional", agradece. "Aliás, foi no Porto que aprendi a ser um profissional completo, caseiro e dedicado", completa. Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 17 Abril 2012 "O 99 foi jogada de marketing do presidente" Em janeiro de 1999, o FC Porto estava colado ao Benfica no topo da tabela. Os dragões já tinham expiado o fantasma do tri tantas vezes perdido, imitando de seguida o feito do tetra dos Violinos do Sporting. O penta seria feito inédito e, nesse mercado, Pinto da Costa jogou um trunfo: o regresso de Baía. "Primeiro ligou-me a perguntar se eu queria voltar, se lhe dava autorização para falar com os dirigentes do Barça. Obviamente, eu disse que sim", conta o ex-guarda-redes a O JOGO. Desbloqueado o processo entre clubes, o presidente apanhou o avião e foi buscá-lo à Catalunha. "Foi na viagem que tratámos do número que eu iria usar. Ele avisou-me que o 1, o 12 e o 24 estavam atribuídos e sugeriu-me que usasse o ano do meu nascimento", recorda Baía, que se inquietou com a data do BI: 1969. "Ele riu-se e disse-me logo: 'Esquece.' Lembrou-se de que a camisola podia ir até ao 99 e que esse seria o ano do penta. Acabou por ficar", evoca, fechando o capítulo: "Foi uma grande jogada de marketing, muito bem acolhida pelas pessoas e um sucesso de vendas. À chegada, a Av. Fernão de Magalhães parou por nossa causa e o presidente percebeu que esse seria um momento marcante da temporada, que o entusiasmo nos levaria ao penta." Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 28 Abril 2012 Dragão chega aos 3000 O encontro que pode deixar o FC Porto a um pequeno passo de revalidar o título nacional vai ficar na história do clube, qualquer que seja o seu resultado. A visita ao Estádio dos Barreiros, na Madeira, marca o jogo número 3000 dos dragões em todas as provas oficiais. Um número bem redondo e que em Portugal só o Benfica já conseguiu ultrapassar. De 4 de junho de 1921, quando os dragões tiveram o primeiro compromisso de carácter oficial e de âmbito nacional, frente ao Sporting, até hoje, dia em que defrontarão o Marítimo, passaram quase 91 anos a competir ao mais alto nível. São mais de 270 mil horas a jogar à bola, com muitas vitórias e algumas desilusões. A taxa de sucesso, refira-se, é superior a 63 por cento, suficiente para garantir a conquista de 70 troféus, 54 dos quais na regência de Pinto da Costa. Curioso verificar que um terço dos jogos foram disputados nas Antas, demolido para dar lugar ao Dragão ao fim de 1002 jogos oficiais. O Benfica foi o adversário que mais vezes se cruzou com os portistas: 223 jogos (86 vitórias, 54 empates e 83 derrotas), mais 12 confrontos do que o Sporting. Nestas contas não entram duas provas que o FC Porto disputou ao longo da sua história: o campeonato regional do Porto, precisamente por não ter âmbito nacional, e a Taça das Cidades com Feira (16 jogos), por não ter sido oficialmente organizada pela UEFA. Ou seja, estes 2999 jogos que o FC Porto já realizou dividem-se entre o Campeonato de Portugal, o Campeonato Nacional, a Taça de Portugal, a Supertaça Cândido de Oliveira, a Taça da Liga, a Taça/Liga dos Campeões, a Taça das Taças, a Taça UEFA/Liga Europa, a Taça Intercontinental e a Supertaça Europeia. Trinta vezes campeão regional Antes de começar a disputar provas a nível nacional e internacional, o FC Porto só tinha o campeonato distrital para competir, contra equipas como o Boavista, Académico, Salgueiros, Leixões, Leça ou Candal. Os dragões perderam para os axadrezados a primeira final desta prova, que viriam a vencer em 30 das 34 edições. O que a juntar aos outros 70 títulos (nacionais e internacionais) dá outro número redondo: 100 troféus. Para a história ficam 249 jogos com 209 vitórias, 26 empates e apenas 14 derrotas no Campeonato Regional. Dados que, naturalmente, não são contabilizados neste trabalho. Tudo começou a vencer o Sporting no velhinho Campo da Constituição Não deixa de ser curioso que o FC Porto possa garantir o bicampeonato frente ao clube a quem venceu o primeiro título nacional, o Sporting. Em 1921/22 realizou-se a primeira edição do Campeonato de Portugal, prova antecessora da atual Taça de Portugal, disputada no sistema de eliminatórias entre equipas apuradas através dos campeonatos regionais. Os campeões do Algarve (Olhanense) e da Madeira (Marítimo) não participaram por dificuldades organizativas e financeiras, pelo que sobraram apenas o FC Porto e o Sporting, que se encontraram no Campo da Constituição a 4 de junho de 1922 para a primeira mão. O jogo começou com 15 minutos de atraso porque o extremo João Nunes... tinha ido à romaria do Senhor de Matosinhos e quase se esquecia da comparecer. Os portistas venceram por 2-1 com o Sporting a ganhar em Lisboa por 2-0, o que obrigou a um terceiro jogo, porque na altura os golos fora não eram considerados para desempate. De novo no Porto, mas no Campo do Bessa, o FC Porto venceu por 3-1, após prolongamento, e conquistou o primeiro troféu nacional da história do futebol português. Encarnados à frente O Benfica é a única equipa portuguesa que já ultrapassou a barreira dos três mil jogos oficiais, não contando, uma vez mais, com a Taça das Cidades com Feira ou a Taça Latina. A diferença para o FC Porto está num maior número de jogos internacionais. Leões ainda estão longe Nem na próxima temporada o Sporting conseguirá chegar aos três mil jogos oficiais. Só na Europa, os leões têm menos 50 partidas do que o FC Porto. E na Supertaça Cândido de Oliveira também está muito atrás. Onze do primeiro jogo oficial FC Porto-Sporting 2-1 Campeonato de Portugal 1921/22 4 de junho de 1922 Campo da Constituição, no Porto Árbitro: Barley (Inglaterra) Lino; Júlio Cardoso e Artur Augusto; Mota, Carneiro e Floriano; J. Brito, Balbino, Alexandre Cal, Tavares Basto e João Nunes Treinador: Adolphe Cassaigne (França) Golos do FC Porto: Tavares Basto (2) Fonte Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 30 Abril 2012 Só para dar um bocado mais de destaque a isto (em vez de ficar engolido na celebração do título), F.C. Porto: Hulk, 50 golos e Madjer ultrapassado Hulk chegou ao top ten de marcadores do F.C. Porto no campeonato e, num ápice, saltou para a oitava posição. No sábado, bisou frente ao Marítimo e alcançou a fasquia dos cinquenta golos na competição. Com a braçadeira de capitão, contribuiu de forma decisiva para o bicampeonato da formação portista. Lisandro López e Teófilo Cubillas (48 golos) ficaram pelo caminho. Madjer, o próximo obstáculo, também foi ultrapassado nesta reta final demolidora do avançado portista. O argelino marcou 49 golos com a camisola do F.C. Porto no campeonato nacional. Na Madeira, com dois tentos na conversão de castigos máximos, Hulk chegou à meia centena em quatro temporadas. Para além disso, distanciou-se de James Rodriguez, assumindo-se como o melhor marcador dos dragões na Liga 2011/12. Os sete primeiro classificados do ranking portista estão mais distantes. Aliás, nos dois jogos que restam, Hulk teria de marcar onze golos para alcançar Abel, o próximo na lista, com 61 tentos. Hulk fica, ainda assim, na história do F.C. Porto. É o oitavo melhor marcador do clube no campeonato nacional. Isto numa altura em que a sua continuidade é uma incerteza. Fernando Gomes lidera esta lista com números incríveis (289 golos), seguido de Mário Jardel (129), Hernâni (127), Domingos (105), Custódio Pinto (79), António Oliveira (71) e Abel (61). http://www.maisfutebol.iol.pt/superliga-geral/hulk-fc-porto-bicampeao-nacional-liga-2012-madjer-cubillas/1344744-1676.html?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%253A+iol%252Fmaisfutebol+%2528maisfutebol%2529&utm_content=Google+Reader :heart: Se for a última época dele por cá, dificilmente poderia ter escalado mais no ranking esta época. Muito bem. Fico contente que esteja assim tão destacado :) Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 19 Maio 2012 Fizeram mais um artigo lá fora sobre o Pinto da Costa, para quem quiser ler: Pinto Da Costa: El Rey Midas del fútbol europeo El presidente del Oporto lleva 30 años presidiendo el club portugués y desde su llegada se han ganado muchísimos títulos, pero también ha sabido económicamente engrosar las arcas del club. Intentaremos analizar como ha gestionado al Oporto tanto deportiva como económicamente. Jorge Nuno Pinto Da Costa fue elegido en el año 1982 como Presidente del FC Porto, donde empezaría una época llena de éxitos. Ejemplo claro es que la modalidad de hockey patines ganaría ese mismo año la Recopa de Europa, primer titulo desde la implantación de la sección en el año 1955, empezando un periodo de oro hasta nuestros días. Pero centrémonos en el futbol, y es que a los dos años de proclamarse presidente, el FC Porto llegó a su primer final de Copa de Europa contra la Juventus, con quien perdería el título europeo. Tres años mas tarde, en 1987, ganaría la Copa de Europa esta vez sí, con Paulo Futre como gran estrella. Ese mismo año ganó también la Supercopa de Europa y la Copa Intercontinental, esta última desaciéndose de Peñarol de Montevideo en una gran final (2-1). Paulo Futre fue su primera gran venta. Pinto da Costa hizo pagar a Jesús Gil 415 millones de las antiguas pesetas, cifra record de traspaso en aquella época tanto en el Atlético de Madrid como en el futbol portugués. En los años noventa el Oporto logró ganar ocho campeonatos de liga, cinco de ellos consecutivos y ya en el siglo XXI, ganó en 2003 la Copa de la UEFA y al año siguiente la UEFA Champions League con José Mourinho en el banquillo blanquiazul. Víctor Fernández ganaría ese mismo año la segunda Copa Intercontintal, cosechando así uno de los periodos más importantes de toda la historia del club portugués. Siguiendo en el plano deportivo, ha ganado títulos sabiendo renovar plantillas triunfadoras, vendiendo sus estrellas y sustituyéndolas por jugadores semi-desconocidos o sin ser grandes nombres europeos, que han triunfado en el Porto, se han hecho estrellas y se han vendido a precio de estrellas también. Empezando por el ya comentado Paulo Futre, siguió Mario Jardel al que vendió al Galatasaray turco por 16 millones de €. O el portugés Sergio Conceiçao, que se fue al Lazio italiano a cambio de 10 millones de euros. En el equipo de Mourinho que gana UEFA y Champions, Pinto da Costa hace muchísima caja. Y es que sustituye esos nombres de futbolistas conocidos con jugadores con los que vuelve hacer caja. Un ejemplo claro es Deco. El jugador brasileño es transferido al Barcelona por 20 millones de € y recibe además a Ricardo Quaresma el cual vendería años más tarde al Inter de Milan por 27, 7millones. Montante de la operación total: 47, 7 millones €, además de disfrutar de lo mejor de ambos jugadores, que han dado títulos y buen juego al club. Y seguimos por el central de moda en ese momento Ricardo Carvalho, que cambió Oporto por Londres a cambio de los 30 millones de Abramovich. Su sustituto fue Pepe que se fue al Real Madrid a cambio de otros 30millones, que a su vez fue sustituido por un Bruno Alves que militaba en Grecia y que fue transferido el verano pasado al Zenit ruso por 22 millones de €. Esta “Operación central” le ha generado unos ingresos de 82 millones de € al Porto. El defensa lateral Paulo Ferreira también fue transferido al Chelsea a cambio de 20 millones, el centrocampista Maniche se fue a Rusia a cambio de 16 millones. Otro caso curioso es el del delantero Helder Postiga que tras una buena temporada en el Porto se marchó al Tottenham por 15 millones de € y tras una irregular temporada volvió al club de Pinto da Costa por 7 millones. Un negocio redondo, sin duda. La clave de todo esto no está solo en saber vender, que es muy importante, también influye mucho uno de sus hombres de confianza que es Antero Henrique. Pero lo primordial para Pinto da Costa es saber comprar y qué comprar. Se vende al ídolo Quaresma y su sustituto lo traen de Japón. ¿Quién se va a Japón a fichar a un brasileño perdido allí al que llaman Hulk? Ahora Pinto da Costa se frota las manos con el rendimiento de este crack y con las ofertas que le llueven de Europa entera. La lista sigue con la venta de Luis Fabiano al Sevilla, al que sustituye por Lisandro López y finalmente vende hace tres temporadas al Lyon por 27 millones de euros. Se vendió a Deco, llegó Diego y se fue traspasado al Werder Bremen. Su sustituo Lucho Gonzalez, gran rendimiento en Do Dragao y traspasado al Marsella por casi 20 millones de euros. El ultimo gran negocio del presidente oportista ha sido el del delantero colchonero y gran goleador Radamel Falcao que llegó al equipo portugués de River Plate por 5,5 millones de € y lo vendieron al Atlético de Madrid (por las urgencias de la venta del ídolo Kun Agüero) donde Pinto da Costa fue hábil. Finalmente vendió por 47,5 millones de euros al máximo realizador de la Europa League de esa temporada y entró en el pack Ruben Micael al club colchonero, aunque este último fue cedido al Real Zaragoza una temporada. Otro gran gestionador de un club europeo es el famoso presidente del Olympique de Lyon, Jean Michel Aulas, famoso también por gestionar bien su club deportivamente y también económicamente. En el verano de 2009/2010 el señor Pinto da Costa vende a Lisandro López y Cissokho al club de Lyon, haciendo pagar a Aulas cerca de 45 millones de € por estos dos jugadores. En esa operación quedó claro que Pinto da Costa es único. Ha realizado el traspaso más caro de un técnico en la historia del fútbol, donde Roman Abramovic desembolsó la cantidad de 15 millones de euros para conseguir los servicios del exitoso entrenador en esa temporada 2010/2011 André Villas Boas. A día de hoy todos sabemos como ha acabado la era del joven técnico portugués en el Chelsea. Muchas personas menosprecian el futbol portugués e incluso toman al Oporto como un club menor, pero por ejemplo Pinto da Costa en el Oporto ha ganado las mismas Copas de Europa que Sir Alex Ferguson en el Manchester United, que la Juventus en toda su historia, por citar algunos. No solo ha cosechado éxitos en el futbol sino que también ha sido campeón de casi todo con las otras secciones deportivas que tiene el club. En sus estadísticas puede observarse el enorme palmarés de Pinto da Costa en el club y espero que muchos clubes europeos aprendan de cómo gestionar grandes clubes. Una conclusión rocambolesca que podría sacarse de este presidente y su club es que: no hay que fichar a jugadores del Oporto sino fichar al jugador que va a sustituirlo. Pero para eso hay que ser Jorge Nuno Pinto Da Costa. PALMARÉS DEL PORTO CON PINTO DA COSTA COMO PRESIDENTE: - 2 Ligas de Campeones (1987 y 2004) - 1 Supercopa de Europa (1987) - 2 Copas de la UEFA (2003/2011) - 2 Copas Intercontinentales (1987 y 2004) - 19 Campeonatos Nacionales (cinco de ellos consecutivos desde 1994 hasta 1999, lo que constituye un hito sin precedentes en el fútbol portugués) - 12 Copas de Portugal - 18 Supercopas de Cândido de Oliveira Balonmano (17 títulos) - 6 Campeonatos Nacionales - 3 Copas de Portugal - 3 Copas de la Liga - 5 Supercopas Baloncesto (26 títulos) - 5 Campeonatos Nacionales - 11 Copas de Portugal - 5 Copas de la Liga - 4 Supercopas - 1 Torneo de Campeones Hockey sobre Patines (56 títulos) - 2 Copas de Europa de Campeones (1986 y 1990) - 2 Recopa de Europa (1982 y 1983) - 2 Copas de la ESRB (1994 y 1996) - 1 Supercopa de Europa (1987) - 19 Campeonatos Nacionales - 13 Copas de Portugal - 17 Supercopas de Antonio Livramento http://efectofutbol.net/2012/05/17/pinto-da-costa-el-rey-midas-del-futbol-europeo/ Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 21 Maio 2012 Será distribuído com o Jornal de Notícias do dia 27 de Maio com o custo de 8,50€ Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 21 Maio 2012 O OJOGO ao longo desta semana vai promover algumas entrevistas com alguns jogadores."Nem me atrevia a entrar no autocarro antes deles" Viu nas Antas a vitória sobre o Dínamo de Kiev, mas o calendário do Varzim forçou-o a seguir a final de Viena na Póvoa. Rui Barros mal sonhava que a história só demoraria meses a bater-lhe à porta... Onde é que estava no 27 de maio? Estava num restaurante da Póvoa, o Firmino. Jogava no Varzim e costumava jantar nesse sítio juntamente com um colega meu, Soares, que era de Lourosa. Tínhamos lá uma salinha sossegada, mas nem sequer estava muita gente, porque as pessoas preferiram ver em casa. O que recorda dessa noite? Via aqueles jogadores como meus colegas, porque tinha feito a pré-época com eles antes de ser emprestado. Era um jogo que me daria uma grande satisfação por eles, mas também pela expectativa de eu poder pertencer na época seguinte ao plantel do campeão europeu. Viu algum jogo da campanha para Viena? Vi o jogo com o Dínamo de Kiev; era uma seleção, quase, uma equipa fabulosa. Depois joguei com Zavarov na Juventus, e ele contava-me que eles estavam convencidos de que iam à final. Foi uma surpresa, nunca admitiram que pudessem perder essa eliminatória com o FC Porto. Falou com alguém antes da final? Tinha muito boa relação com João Pinto, André, Jaime Pacheco, de quem era vizinho e de quem apanhava boleia na pré-época. Havia uma união e uma amizade grandes entre aquele grupo, mas não consegui falar com eles antes do jogo, porque a comunicação era muito mais difícil do que hoje, obviamente. Quem foi o primeiro jogador a que deu os parabéns? Foi ao Jaime [Pacheco], porque era da minha zona. Estive com ele uma semana depois, e foi o primeiro ao qual dei os parabéns. A Taça dos Campeões mudou alguma coisa neles? Eram uns heróis, aquela Taça era um feito enorme para o clube e para os jogadores individualmente. Sei que muitos deles tinham estado na final de Basileia e havia um nó na garganta muito grande, até porque a maior parte era já muito experiente, estavam naquela fase da carreira em que sentiam que era a última oportunidade, que não haveria uma terceira hipótese. Acho que isso mexeu com eles. Mexeu consigo também, naquele dia? Houve excessos? Normal. Fui ter com os meus colegas a um café, onde costumávamos conviver, e festejámos um bocadinho. Mas nem pude vir para o Porto, porque houve treino no dia seguinte e nesse fim de semana tivemos o último jogo do campeonato; ganhámos 3-2 ao Farense e eu marquei dois golos. Quando encontrou aquele grupo na época seguinte, sentiu-se inferior, tímido? Eles pareciam intocáveis, eu era miúdo e respeitava-os muito; quase que os tratava por senhor. Nem me atrevia a entrar no autocarro antes deles e, quando entrava, ficava em pé à espera para ver que lugares eles ocupavam e que sobrasse algum para mim. Agora não é assim. Mesmo no balneário, quando havia palestras, sabia que alguns jogadores tinham o seu lugar preferido e eu evitava sentar-me lá. Havia um respeito que me parecia importante, e eu fui ensinado a encarar assim o futebol. Não era obediência, mas noção de hierarquia. Madjer ou Futre? Para mim, Madjer foi o melhor estrangeiro de sempre em Portugal; era completo. Futre era um grande jogador, mas só jogava com o pé esquerdo. Para mim, Madjer foi a referência, tinha uma habilidade incrível, não tinha jogos maus... Como jogador, há jogos que te saem mal, em que percebes que não estás no teu dia, ficas com receio. Ele não; assumia sempre, queria a bola, ia para cima. Era impressionante, e nunca vi nada assim. Que peso teve aquela final para a história posterior do clube? Foi uma viragem fantástica. Penso que começou em 1984, mas era preciso ganhar qualquer coisa para o clube crescer de vez. Foi um momento definidor. Quando saí de Portugal, as pessoas só falavam do FC Porto, questionavam-se como era possível que um clube de um país pequeno tivesse aquele nível. Despertou curiosidade? Sim, o FC Porto enquanto clube vendedor nasceu aí. Este clube faz jogadores, eles entram e saem, e o clube continua sempre bem. Mais: quem sai fica com uma imagem fantástica do FC Porto. Dez, 15, 20 anos depois ainda continuam a falar do clube de uma forma única, pela liderança, pelos rostos que se mantêm, pelo carisma... Na Juventus e no Mónaco, já não conheço ninguém, mas o FC Porto não perde referências. O FC Porto é um clube que deixa saudades. Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 22 Maio 2012 Hoje entrevista com o médico Nelson Puga. "Joguei pela seleção com a camisola do FC Porto por baixo" Domingos Gomes, José Carlos Esteves, Nélson Puga. Os médicos do FC Porto dos últimos 25 anos vestem a camisola. No caso de Puga, a metáfora pode mesmo ser usada em sentido literal, pois foi isso que aconteceu na noite da final da Viena, em pleno pavilhão de Espinho. Onde estava no 27 de maio? Em estágio da seleção nacional de voleibol, em Espinho, e com jogo marcado contra o Luxemburgo nesse mesmo dia, para a mesma hora da final de Viena. Felizmente, por minha influência junto do Presidente da Federação de Voleibol, conseguiu-se alterar a hora do encontro para mais tarde. Vi o jogo com o meu colega de quarto, outro grande portista, o Humberto Silva, e no final fomos a pé pela rua em direção ao pavilhão do Espinho, a comemorar a vitória com os muitos portistas da seleção e com todos os outros que começaram a aparecer na rua. Também ganhámos nessa noite, por 3-0, e fiz questão de jogar com a camisola do FC Porto por baixo da camisola da seleção. Além disso, a cada ponto que fazíamos, os vários portistas, comemorávamos com gritos de "Poortoo", como se estivéssemos a festejar na Baixa. No final, regressámos novamente a pé, a celebrar, agora com muito mais adeptos, e só não nos deixaram ir para a Baixa, como pretendíamos, porque tínhamos outro jogo no dia seguinte. O barulho da festa em Espinho ouviu-se, contudo, até altas horas. Que tipo de contacto tinha, enquanto figura do clube, com a equipa de futebol? Que recorda dessa ligação? Na altura, nenhum; era apenas sócio. Mas já não faltava a nenhum jogo do futebol sénior e jogava voleibol no clube. Aliás, nesse ano ganhámos o Campeonato e a Taça de Portugal de voleibol. Tendo um conhecimento transversal do antes e do depois, que mudanças identifica? Sobretudo de mentalidade. O presidente fez-nos acreditar que com mais trabalho e mais união poderíamos ultrapassar barreiras impensáveis. Que tipo de loucuras cometia, nesses anos, pelo FC Porto? Todas, como as de qualquer outro adepto muito crente. Nunca perdi um jogo do FC Porto por motivos profissionais (alterava as urgências nem que fosse com um colega a substituir-me umas horas), nem familiares, exceto quando casei, a 28 de setembro de 1985. Mas nem por isso deixámos de festejar o triunfo por 3-0 sobre o Chaves. Já agora, acrescento que o meu primeiro filho nasceu no ano do FC Porto Campeão Europeu (1987) e o segundo num ano em que fomos Campeões Nacionais (1990). Aliás, enquanto assistia ao parto, que coincidiu com um jogo fora do FC Porto, a um domingo, estava a ouvir o relato… Tudo correu mais fácil quando o FC Porto marcou o segundo golo. Ganhámos por 2-1, em Santo Tirso, e meia hora depois nascia mais um dragão feliz. Para quem passou pelas épocas em que o FC Porto pouco ganhava, como foi a inversão do ciclo e o que a sustentou? À data, também acompanhava muito as outras modalidades do clube, e no vólei, por exemplo, que era treinado pelo meu pai, já via o FC Porto a ganhar e a ser mais forte do que os outros. Foi só esperar que no futebol isso também passasse a acontecer. Qual é a sua primeira memória do FC Porto, do momento em que percebeu que era portista? Lembro-me que ia muitas vezes às Antas com o meu pai, e ao futebol, aos domingos, com ele e com o meu avô materno. Aliás, tenho uma foto minha, com apenas três anos, em pleno relvado do Estádio das Antas. Que características estão na base da afirmação do clube e são comuns a estes últimos 25 anos? Humildade, trabalho, união, luta, competência e defesa intransigente das nossas causas. Sendo atleta do clube, costumava ver os jogos no estádio? Guarda alguma memória da campanha para Viena? Vi todos os jogos no nosso Estádio das Antas, exceto dois: o primeiro, porque não se realizou lá (jogámos em casa emprestada, no Estádio dos Arcos, onde fiz questão de marcar presença); e o segundo, a contar para as meias-finais, contra o Dínamo de Kiev, porque estava na Suíça com a seleção de voleibol. Tive a sorte de, pelo menos, poder ver o jogo em direto na televisão (recordo-me que em Portugal o jogo não foi transmitido; só pôde assistir quem esteve nas Antas). O que diferenciou a campanha de 1987 da de Basileia, três anos antes? Julgo que fomos mais realistas e acreditámos que podíamos vencer. Foi o primeiro grande salto internacional, o mais importante e simultaneamente o mais difícil. Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 23 Maio 2012 http://dragaopentacampeao2.blogspot.pt/2012/05/retrospectiva-parte-i.html Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 23 Maio 2012 Hoje foi a vez do Domingos. Citação do jornal "O Jogo" online "Pedi uma 7Up e disseram-me que tinha de ir para outra mesa" Viu Gomes lesionar-se e perder a final, mas foi entre amigos, entre Costa Cabral e a Baixa, que viveu a noite que mudou a história do FC Porto. Domingos recua até aos dias em que sonhava ser, um dia, reconhecido na rua. Onde é que estava no 27 de maio? Estava em casa com uns amigos, ali na zona do Raione, em Costa Cabral. Foi uma coisa única, depois andei pela Baixa, foi uma festa imensa. Senti como se fosse uma conquista minha também, porque eu tinha 18 anos, era júnior mas já treinava muitas vezes com eles. Foi uma festa muito bonita, sem excessos, porque ainda era novo para isso, mas fiquei imensamente contente. Tendo estado com o plantel dias antes da final, que sensações havia no balneário? Lembro-me da série de lesões antes da final. O Artur Jorge chamou seis ou sete juniores para compor o grupo nos treinos e recordo-me do lance em que o Gomes se lesionou. Percebi o desespero dele quando sentiu o pé prender na relva, mas houve ainda o caso do Lima Pereira e essas lesões tiveram impacto. A ansiedade de jogar essa final cresceu, apesar da experiência da maior parte dos jogadores. Não esteve com eles em Viena, mas como os reencontrou depois? Havia uma alegria enorme, porque foi o coroar de uma geração. Senti que tudo passou a ser diferente, aquilo tinha sido único. Sentia-se um intruso no balneário nesses primeiros meses? Abordavam-me de formas diversas, mas guardo o carinho de todos eles. Era um miúdo, lembro-me bem de quando me começaram a levar para os almoços e começaram a fazer de mim homem. Um dia fomos almoçar, pedi uma 7Up e disseram-me que tinha de ir para outra mesa, que ali não se bebia 7Up, porque eles, bastante mais velhos, costumavam acompanhar com um copo de vinho, dentro dos limites como é óbvio. Nunca mais me esqueço da primeira vez que me convidaram para almoçar: foi ali na zona de Campanhã e fui com o Quim, o André, o Sousa, o Jaime Pacheco... Brincavam comigo, na altura talvez não o percebesse, mas era uma forma de me prepararem para o futuro. É aí que começa uma relação quase entre irmãos com o João Pinto... Ele foi sempre o meu colega de quarto depois da saída do Sousa, quer no clube, quer na Seleção. Brincávamos muito, há imensas histórias e conhecemos os sonhos um do outro, literalmente, porque falávamos durante a noite e de manhã contávamos o que o outro tinha dito a dormir. Houve até situações de sonambulismo... Foram muitos anos, cresci muito com ele e a passagem da braçadeira, em determinada altura, foi muito natural. O que é que o futuro foi beber àquela geração? A final de Viena marca a mudança do FC Porto. Aquela geração era fabulosa e continuou a ganhar com o Ivic, o que serviu de lição para muita gente. Depois, o presidente teve perícia para perceber que já se tinha atingido o topo, que era preciso mudar, renovar, salvaguardar o futuro. Quando sai o Quinito e regressa o Artur Jorge, há uma geração nova com o Baía, o Fernando Couto e o Jorge Couto... Antes disso, o famoso "Gomes é finito"... Mais tarde, o Quinito disse que era "Gomes e mais dez", mas acho que aquilo foi uma confusão. Perceberam mal uma palestra dele no relvado, mas ele foi sacrificado por isso. Houve momentos conturbados nessa renovação, mas a mudança foi operada no momento certo e serviu de exemplo. Quando se ganha muito, tem de haver sangria no plantel, sob pena de se perder a ambição. Fazendo parte de uma geração importante do FC Porto, magoa-o ter jogado entre a vitória de Viena e as conquistas de Sevilha e Gelsenkirchen? Os títulos europeus passaram-lhe ao lado... Tenho consciência disso. Faltou-me um título europeu e senti-o próximo quando fomos à meia-final com o Barcelona [Liga dos Campeões 1993/94]. Tivemos a infelicidade de nos cruzarmos com a melhor geração de futebolistas da história. Lembro-me do Milan, dos holandeses, do Barcelona de Stoichkov e Romário... A concorrência era fabulosa e retirou-nos protagonismo. Não me esqueço de um lance com o Milan em que, no último minuto, a bola fica debaixo do corpo do Drulovic e fez a diferença entre jogar a meia-final em casa com o Mónaco ou em Barcelona. A sorte no futebol existe... "Queria ser famoso..." Domingos admite que algo o movia há 25 anos e não tem qualquer receio em admiti-lo. "Queria usufruir de bens que nunca tive, mas não punha o dinhero acima do resto. A prioridade era ser famoso, reconhecido na rua", lembra, revelando que sempre gostou do contacto com as pessoas: "Era a forma de eu perceber que gostavam do que eu fazia, que valia a pena." Em 1987, Domingos já tinha posto os estudos de lado, porque percebia que o sonho de ser futebolista estava afinal ao seu alcance. Duas vezes campeão de juniores (uma das quais em 1986/87) e melhor marcador do escalão, já morava sozinho, mas ainda não conduzia. "Vivia num aparthotel. Não tinha carro e apanhava boleia do João Pinto, que tinha um Citroën e que todos os dias me apanhava às 7h45, 8h no máximo", a caminho das Antas. A sua história na primeira equipa começou na época seguinte e é sobejamente conhecida: com um total de 104 golos, Domingos é o quarto melhor marcador da história do FC Porto, só atrás de Gomes, Jardel e Hernâni. Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 24 Maio 2012 Nuno Capucho hoje. Citação do jornal "O Jogo" online "Gozavam-me na escola, mas era portista por teimosia" Ainda não sonhava em ser jogador quando viu a conquista de Viena. Anos depois, Capucho jogou nas Antas pelo Gil Vicente e levou para casa um pedaço da relva. Onde é que estava no 27 de maio? Tinha 15 anos, ainda era estudante. Lembro-me perfeitamente do jogo, mas na altura não me apercebi do feito que tinham conseguido. Gostava de futebol, mas não pensava em ser jogador, sonhava apenas com isso. Foi um marco no futebol português, mas naquela idade nem me apercebi do significado daquilo. Só com o passar do tempo, fui percebendo que aquela geração tinha mudado a face do nosso futebol. Onde viu o jogo? Vi em Barcelos, em casa, ainda só tínhamos uma televisão. Conhecia todos os jogadores do Bayern, eram todos internacionais, e achava que o FC Porto dificilmente ganharia. Só mais tarde percebi que a união e a solidariedade também vencem jogos, mas na altura era miúdo e só jogava pelo prazer, não tinha noção de algumas coisas. Viu com a família? Sim, todos portistas. Os meus irmãos davam muito mais importância à vitória. Sou o irmão mais novo e saí para a rua com eles, porque eram todos fanáticos pelo FC Porto. Em Barcelos não havia muitos portistas, mas saíram todos à rua e foi um grande momento. Na minha memória ficaram sempre o calcanhar do Madjer e as arrancadas do Futre. Em Barcelos há mais portistas agora, mas na altura nem por isso. Lembro-me que, quando o FC Porto perdia, os meus colegas de turma esperavam por mim à segunda-feira. Gozavam-me, mas eu até gostava disso. Era portista por teimosia sobretudo, porque quando as pessoas não gostam de nós, tentamos obrigá-las a gostar. Quando é que percebeu que era portista? A minha família era toda portista. O meu pai, os meus irmãos... Logo, eu também era portista. Joguei sempre no Gil Vicente, mas nunca me imaginava a jogar no FC Porto, até porque só no meu último ano de júnior é que passei a dar importância ao futebol. Quem era o seu ídolo na altura? Quando jogava, quem imitava? O Frasco. Pela capacidade que tinha em manter a bola, não deixava que a roubassem. Anos mais tarde, penso que essa foi também uma das minhas qualidades. Ao ver o Madjer e o Futre, sonhava ser como eles. Nunca tive a velocidade do Futre, mas acho que tinha alguma da elegância do Madjer no campo. Qual foi o primeiro jogo do FC Porto que viu? Foi nas Antas, na estreia depois do rebaixamento. As camadas jovens do Gil Vicente foram convidadas e eu até levei um pedacinho de relva para casa. Foi também a primeira vez que me atirei para um relvado a deslizar, como se festejasse um golo. Foi uma alegria, porque era portista mas nunca tinha vindo às Antas. Viu algum jogo da campanha para Viena? No estádio não, mas lembro-me dos jogos contra o Dínamo Kiev. Na altura parecia impossível vencê-los, dizia-se que eram uma máquina demolidora e é verdade. Eu gostava da seleção russa e a base era o Dínamo, por isso admirava aqueles jogadores. Na minha ingenuidade, eu achava que o FC Porto não conseguiria ir à final, mas essa foi a lição que aqueles jogadores deram e que ficou para todos estes anos que se seguiram. Quando todos pensam que o FC Porto está morto, a equipa ergue-se maior e com mais qualidade. Jogou a final de Sevilha. Há comparações possíveis com a geração de Viena? O FC Porto sempre teve uma maneira típica de jogar e os adeptos identificam-se com ela, porque são rigorosos e exigentes. Quem joga no FC Porto tem de ter carácter, sobretudo nos maus momentos. A equipa de Sevilha tinha isso. Tínhamos um grande capitão, o Jorge Costa, como em 1987; ele era a imagem da bravura, do jogador à Porto. A nível de qualidade técnica, comparo o Deco ao Madjer. Se fosse preciso soluções, em 1987 havia o Juary e em 2003 o Derlei. O resto era o conceito de jogo e de equipa, que pode não estar tão vincado por défice de portugueses, mas quem joga no FC Porto sente a responsabilidade e a vontade de vencer. Vitória é a palavra-chave deste clube. Passou pelo Sporting antes de chegar ao FC Porto. O que os diferencia? Está muito aquém do FC Porto na mentalidade. Nós jogamos para ganhar. Em tudo. O Sporting gosta de bom futebol, mas falta-lhe liderança, o que aqui temos e muito. Todos sabem quem é o responsável por estes êxitos. Quando aqui se chega, percebe-se a responsabilidade que é representar este clube, o que pesa a camisola. Quando é que sentiu que a camisola pesava? No primeiro ano. Era confiante, mas as coisas não me saíam. O presidente chamou-me e disse-me que me tinha contratado para eu me divertir e para divertir as pessoas, não para pensar nos jornalistas e nos adeptos. Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 25 Maio 2012 Jorge Costa. Citação do jornal "O Jogo" online "Fui festejar na Av. dos Aliados e levava vestida uma camisola do Zé Beto" Portista desde o berço, Jorge Costa estava a um ano de se transferir do Foz para o FC Porto, mas ainda não tinha projetos para ser futebolista profissional. Anos depois, haveria de ligar o nome à história do clube, tendo erguido na qualidade de capitão de equipa uma Liga dos Campeões, umaTaça UEFA e uma Taça Intercontinmental. Onde é que estava no 27 de maio? Em casa, na Foz, a ver o jogo pela televisão. Morava num bairro onde 99 por cento dos habitantes eram portistas. Quando acabou o jogo viemos todos para a rua festejar. Era o primeiro título internacional do FC Porto, conseguido noutro contexto. Não havia crise, as pessoas eram mais felizes. Foi um momento de grande alegria. Depois fui para a Avenida dos Aliados, com mais dois colegas. Eu levava vestida uma camisola do Zé Beto, que era de um colega meu. Era verde. Andámos a noite toda a festejar. Recorda algum jogo especial da campanha para Viena? Recordo-me especialmente de quando fomos ganhar a Kiev, por 2-1. Era novito mas lembro-me perfeitamente. Foi a primeira grande alegria. Aquele era o jogo-chave, até porque o Dínamo era uma das melhores equipas do mundo e a base da seleção da União Soviética. Em que momento é que percebeu que era portista? Portista sou desde que me lembro. Os clubismos têm a ver com influências familiares, principalmente dos pais. Depois vai-se ganhando a paixão. As minhas recordações são sempre azuis e brancas. Que loucuras cometia pelo FC Porto enquanto adepto? Nunca fui de grandes loucuras. Ia sempre ver os jogos às Antas e lembro-me de um FC Porto-Barcelona que ganhámos por 3-1, com três golos do Juary e o Archibald marcou o deles [6 de novembro de 1985]. Chovia a cântaros e já não me lembro se tive problemas com os meus pais, mas quando cheguei a casa não havia peça de roupa que escapasse. Não tendo feito parte daquele plantel de 1987, o que acha que herdou daquele grupo e que se refletiu na sua carreira de jogador? Não fiz parte daquele plantel mas ainda tive o prazer de jogar com alguns dos campeões europeus de 87. Não tenho dúvidas de que foi o ponto de viragem. O que custa é a primeira vez, é provar que se é capaz. A partir dessa vieram mais seis: a Champions, duas Intercontinentais, a Taça UEFA, a Liga Europa e a Supertaça Europeia. Tinha a imagem de duro e continua a ser considerado um exemplo, "um jogador à Porto". O que é isso, afinal? A história de ser um jogador à Porto e a mística são coisas um bocado subjetivas. Eu era um jogador à Porto porque era assim, tudo em mim era natural. Era um jogador sério, honesto e pronto a dar tudo pela equipa. O jogador à Porto não pode ser forçado, porque para mim isso significa ser natural e estar pronto a defender uma causa. Como chegou a herdeiro da braçadeira de João Pinto? Foi no tempo do António Oliveira. Acho que tudo na vida acontece de forma natural, mas quando o João [Pinto] saiu, senti-me honrado por herdar a braçadeira, porque havia no plantel jogadores com mais anos de clube, como o Domingos, o Folha, o Aloísio, o Paulinho Santos ou o Rui Jorge. Os responsáveis, juntamente com o técnico, entenderam que eu tinha características de liderança para poder capitanear a equipa e passar a imagem do que é ser Porto, um exemplo dentro e fora do campo. Foi um motivo de grande orgulho. No percurso de 2004, quando é que acreditou na conquista da Champions? Para nós não era um objetivo de temporada, mas a partir de determinada altura passámos a achar que era possível. Mudou tudo em Manchester. Antes era um sonho e ter expectativas é sempre positivo. A partir do golo do Costinha passámos a acreditar que o nosso momento tinha chegado. Essa vitória não começou a ser programada com a vitória da Taça UEFA, em Sevilha? Sevilha deu-nos a maturidade europeia que qualquer equipa precisa de ter. O percurso até Sevilha foi muito engraçado, pela forma como se formou o plantel e porque vínhamos de um ano mau. Nessa época, e em especial depois dessa conquista[Taça UEFA] ficámos com a certeza de que com trabalho e dedicação tudo é possível. Não digo que nos tenha feito acreditar que um ano depois ganharíamos a Liga dos Campeões, mas alimentou o sonho. Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 26 Maio 2012 Paulinho Santos Citação do jornal "O Jogo" online "Foi em Viena que começámos a ser os melhores" Percebeu o que era ser portista quando, com oito ou nove anos, o pai lhe perguntou de que clube era. A resposta valeu-lhe uma camisola e alimentou um sonho que se transformaria numa obsessão: Paulinho Santos só pensava em jogar no FC Porto. Onde estava no 27 de maio? Assisti ao jogo em casa, nas Caxinas. Vivi o momento como todos os portistas: com grande ansiedade até ao final do encontro e com muita felicidade após a vitória. Ser campeão europeu foi um marco histórico. Conhecia o André? Como é que a comunidade local, tendo um representante em Viena, viveu a final? Não o conhecia pessoalmente, mas via-o muitas vezes. Já na altura tinha uma enorme admiração por ele. Parecia que o jogo nunca mais começava e essa ansiedade só desapareceu quando tivemos a certeza do triunfo. Depois, viemos todos para a rua gritar e comemorar. Foi uma alegria a dobrar: o FC Porto venceu e entre os campeões estava um representante da nossa terra. A noite tornou-se inesquecível. Como foi o André recebido no regresso? Não me lembro da receção ao André em concreto, mas recordo-me que houve festejos durante a noite e o dia todo. Tinha 16 anos na altura. Em quem se revia quando jogava? Quem procurava imitar? Estava no Rio Ave e sempre sonhei jogar no FC Porto. Sinceramente não pensava em ninguém em particular; só queria mesmo representar o FC Porto. De que forma é que esses dias influenciaram a sua relação com o FC Porto? Na altura, já era adepto do FC Porto, tal como o meu pai e um dos meus irmãos. Esta conquista serviu para nos motivar ainda mais. Traduziu um ponto de mudança na vida de todos os portistas, que passaram a ter um desejo cada vez maior de vitórias. Foi um momento de viragem nesse sentido. Ia ao estádio? Assistiu a algum jogo dessa campanha? À data, era complicado ir ao Estádio das Antas, pelos custos que uma deslocação ao Porto implicava, mas lembro-me de assistir a um jogo do FC Porto em Vila do Conde, já depois da conquista da Taça dos Campeões Europeus, e recordo-me que a euforia ainda era muito grande, mesmo já tendo passado um ano. Recuemos um pouco. Qual é a sua primeira memória do FC Porto, o dia em que percebeu que era portista? Quando tinha oito ou nove anos, o meu pai perguntou-me de que clube é que eu era; respondi-lhe que gostava do FC Porto e ele ofereceu-me uma camisola, que guardei com muito carinho. Apercebe-se do que mudou na forma como o FC Porto era visto então e como é visto hoje? Em termos de nome, mudou tudo. Completamente. Começámos a ter um tipo de trabalho diferente e a ganhar mais troféus. E, acima de tudo, começámos a ser os melhores. Chegou a jogar com alguns dos vencedores dessa Taça dos Campeões. Como era a sua relação com eles? Como foi o primeiro contacto e como se sentia perante pessoas que idolatrava anos antes? Foi fantástico jogar com figuras como o Jaime Magalhães, o André e o João Pinto. Mas não só. Também foi importante conhecer o Lima Pereira e o Fernando Gomes, por exemplo, que mais tarde vieram a integrar a estrutura do FC Porto. Sentia um orgulho enorme pelo que fizeram. Serviram de inspiração para todos nós. Nutria muito respeito, carinho e amizade por eles. O que acha que herdou de médios como André, Sousa, Jaime Pacheco? No FC Porto, todos herdam um pouco uns dos outros. A nossa cultura é ganhar; não olhamos para nós, mas para o grupo, para os adeptos e para toda a estrutura. Todos os que se envolvem também ganham; não são só os jogadores. É precisamente essa mentalidade que nos distingue dos demais. Que valores de clube foram representados por essa geração, quais deles foram marcantes para si enquanto jogador do FC Porto e quais tenta transmitir hoje como treinador? É como acabei de dizer: o FC Porto é diferente, porque aqui sentimos que todos ganham. Olhamos para todos e para tudo o que nos envolve e não apenas para nós. Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 27 Maio 2012 http://www.porta19.com/test/wp-content/uploads/2012/05/convite-FCP-25-Anos-1024x512.jpg Será distribuído com o Jornal de Notícias do dia 27 de Maio com o custo de 8,50€ Fui convidado pelo João Nuno Coelho para marcar presença no evento. Ele irá passar um dos meus vídeos na apresentação do livro. O nosso mister é o último a falar sobre a final de Viena. Citação do jornal "O Jogo" online "Já não via os jogos só como adepto" Viu Cubillas de azul e branco, nas Antas e às cavalitas do pai; delirou com Madjer, mas inspirava-se em Gabriel e em João Pinto, apesar de, como lateral-direito, nunca ter sido mais do que um jogador mediano. Em 1987, já analisava o futebol com cabeça de treinador, ansioso por um dia treinar o clube do coração. Onde é que estava no 27 de maio? Estava seguramente a ver o jogo, ainda que não me recorde ao certo onde; muito provavelmente em casa. Que memórias guarda desses dias, do antes e do depois? Como passou os dias antes do jogo e como festejou depois? A ansiedade era grande e lembro-me de que sofri bastante; no final, quando ganhámos, saí à rua para festejar. O que vale o calcanhar de Madjer enquanto momento simbólico? Ou seja, concorda que é o pontapé de viragem na história do clube e da sua posição na hierarquia nacional e internacional? O golo foi memorável; ficou para a história do clube e da própria competição e conferiu a Madjer o estatuto de estrela maior. Fazer um golo de calcanhar numa final é algo que merece ser recordado para sempre. Foi um jogo que assinalou efetivamente um momento de viragem e que elevou o clube a um patamar de excelência, a nível europeu; nunca mais foi visto da mesma forma. Muitos, como eu, sentiram um orgulho enorme em ser portistas. Tinha 18 anos na altura, ainda tinha ídolos? Havia algum jogador que admirasse particularmente? Madjer, por ser o mais criativo, era o que mais me marcava. Na posição em que atuei na minha formação, a de lateral-direito, admirava Gabriel e João Pinto. Qual é a primeira memória que guarda do FC Porto, o dia ou a ocasião em que percebeu que era portista? Sou portista, como o meu pai. Lembro-me perfeitamente de que quando ele me levou pela primeira vez ao Estádio das Antas, não conseguia ver o jogo por ainda ser muito pequeno. E então acabei por assistir a todo o encontro às cavalitas dele. Foi um grande momento, pois tive oportunidade de ver Cubillas ao vivo, que era um sonho para mim. De onde absorveu essa admiração pelo clube? É algo que vai passando de geração em geração na minha família. O meu pai é portista, eu sou portista e os meus filhos também são portistas. Costumava ir ao estádio? Viu algum jogo da campanha para Viena? Na altura era complicado ir ao estádio, por questões financeiras. Mas seguia todos os jogos pela televisão. E a final foi o que mais me marcou. Conseguiu-se um feito tremendo, que não era nada fácil naquela época que, como disse, elevou o FC Porto para um patamar europeu muito importante. Era imaginável, na altura, que o clube se pudesse afirmar internacionalmente e conquistar a hegemonia em Portugal? A verdade é que se começou a sentir que tínhamos equipa, organização e talento para isso, para estamos numa final e ganharmos uma competição europeia. Pensava na altura que poderia intervir diretamente no clube uns anos mais tarde? De que forma é que esse pensamento o orientou na altura e nos anos que se seguiram? Sempre sonhei em chegar ao FC Porto, sempre acreditei que era possível e senti um orgulho enorme quando o consegui. A forma que encontrei para atingir esse objetivo foi querer ser sempre melhor. Valorizo muito o meu percurso e aprendi sempre com as minhas experiências; são elas que me fazem refletir e ter ideias. Havia já, em si, uma visão de treinador sobre o jogo em 1987? De que forma se manifestava? Por exemplo, o Vítor recolhia dados e analisava informação sobre o FC Porto ou qualquer outra equipa? Enquanto jogador, já me sentia treinador; já procurava organizar as equipas, já refletia sobre as opções que se tomavam e já gostava de liderar. Via os jogos não só como adepto, mas já com a perspetiva da organização do próprio jogo. Assistia às partidas das grandes equipas e referenciava-as como modelo. Ainda que estivesse mais focado no FC Porto, analisava igualmente as outras equipas de topo. É uma forma de aprendizagem relevante que ainda hoje elogio. Num âmbito mais alargado, os anos 80 foram marcantes para o futebol português, com várias finais europeias de clubes, meias-finais de um Europeu e a presença num Mundial. Como recorda esses anos? Foram de facto anos marcantes para o nosso futebol. Aliás, acredito mesmo que foi nessa altura que começou o talento do jogador português e a valorização do treinador português. Compartilhar este post Link para o post
Elvis Publicado 27 Maio 2012 (editado) Será distribuído com o Jornal de Notícias do dia 27 de Maio com o custo de 8,50€ Não vinha nada com o Jornal de Notícias de hoje. Editado 27 Maio 2012 por Elvis Compartilhar este post Link para o post
Josep Publicado 27 Maio 2012 (editado) Não vinha nada com o Jornal de Notícias de hoje. É até dia 30 de junho que ele está à venda com o JN e OJOGO. Deve começar a partir de amanhã. O João Nuno Coelho disse-me que depois será colocado à venda nas fnacs e outras livrarias. Editado 27 Maio 2012 por Diogo Peixoto Compartilhar este post Link para o post