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Josep

FC Porto - História

Publicações recomendadas

Foot-Ball Club do Porto :heart:

Editado por Jim O'Rourke

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Antes que seja quinta-feira

 

PARABÉNS AO MELHOR CLUBE DO MUNDO!

 

Ser portista não é só ser simpatizante da instituição Futebol Clube do Porto, mas é pertencer a uma nação portista, a maior e melhor de sempre.

 

 

Aqui estás tu, jovem dragão

Acordado no outro século

À espera de um lugar

Difícil de encontrar

No treino vive a esperança

 

No jogo a certeza

De mais uma vitória

Que tens de conquistar

Que tens de conquistar

 

Ai estes são os filhos do Dragão

Unidos para vencer

Ansiosos por fazer

Deste Porto campeão

 

Em cada estádio nada a temer

No momento da decisão

A vitória é uma ordem

Ninguém pode quebrar

O nosso vício de ganhar

 

Ser Portista é uma bênção

Que não se pode partilhar

Dá tudo pelo clube

Porque só o sabe amar

 

Ai estes são os filhos do Dragão

Unidos para vencer

Orgulhosos por fazer

Deste Porto campeão

 

Ser portista é uma benção :heart:

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Que bonito é, que bonito, que bonito, as bandeiras desfraldadas ao vento, nós queremos agradecer aos deuses do futebol, esta felicidade que nos enche a alma, que põem um país parado, um país emocionado, é GOLO DO PORTO!!! :heart:

 

http://www.youtube.com/watch?v=IL-ffhVazlc

 

 

ORGULHO EM SER PORTISTA :heart: :prayer:

Editado por Vitor Teixeira

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que nos dêem uma prenda hoje em St Petersburg

trololo

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Visitante

Vou aproveitar o tópico para ir metendo alguns artigos interessantes, de vez em quando. Façam também o mesmo, se tiverem, sff

 

Talvez um dia ganhe coragem para meter as centenas e centenas de páginas que tenho aqui guardadas sobre a História do Porto :lol:

 

________________________________________

 

1978-2008: Os passos do Dragão

A “revolução azul” ao longo de três décadas. A ideologia “pedrotiana”. 30 anos como fossem a mesma época, o mesmo código genético. Como Duda, Oliveira ou Gomes jogassem no mesmo onze de Lucho, Lisandro ou Quaresma.

 

 

A bola, chutada por Ademir, saiu meia enrolada, mas parecia levar vida própria, conduzida por milhares de adeptos que a tentavam convencer para, ao chegar junto à baliza, fazer um pequeno desvio para as redes. Na baliza do Benfica, Fidalgo, que substituía o elástico Bento, tentou esticar-se mas o lado hipnótico enganou a bola e ela entrou mesmo. Um simples lance que terá mudado o curso da história do futebol português. Um golo decisivo que reconquistou para as Antas um título que fugia há 19 anos e marcou o início de uma nova era na correlação de forças nos relvados lusos.

Já passaram trinta anos desde essa tarde histórica. Não é, no entanto, um mundo assim tão distante.

Entre 1978 e 2008 existe um elo de ligação poderoso que faz a força, corpo e alma do FC Porto "produto regional", insubmisso ao poder central. Num ápice, o onze azul-e-branco deixou de jogar como quem moía um sentimento, para, de sobrolho carregado, erguer um exército futebolístico que no fervor revolucionário de meados dos anos 70 encontrou o habitat perfeito para colocar uma bola no centro do confronto com os velhos poderes macrocéfalos da capital.

A “revolução azul” prolonga-se há três décadas. Todos os movimentos históricos são feitos por acção ou por reacção. O FC Porto foi, claramente, um movimento de reacção. Longe das sofisticações do Gambrinus ou do Maximes, mas cliente das opíparas tertúlias quase clandestinas do Orfeu e da Petúlia, hoje extintas mas cujo legado permanece ao ponto dos traços ideológicos do título do FC Porto 2007/08 serem, na essência, os mesmos de 77/78.

É este o segredo do FC Porto e de qualquer clube para manter-se no topo durante décadas: decifrar o seu ADN.

 

 

Na génese, um homem, mestre em vários campos. Na arte da táctica e na arte do conflito, um estudioso do comportamento humano. José Maria Pedroto. Os traços do Porto “pedrotiano”, o Porto da “inteligência e da esperteza”, continuam vivos, das Antas para o Dragão, na mente e nos actos. Um forma de viver que se transformou numa forma de jogar.

De Duda, Gomes e Ademir, até Lisandro, Lucho e Bruno Alves, passando por João Pinto, Baía e Jorge Costa. Parece que jogaram todos na mesma equipa. Como aqueles trinta anos fossem sempre a mesma época.

O rosto mais “humano” do presente é apenas um “upgrade” estratégico, como a descoberta, em meados dos anos 80, do bicho mitológico no topo do emblema. Era o nascer do Dragão símbolo azul. Mesmo depois das grandes conquistas internacionais, a ideologia permanece intacta.

Jesualdo gosta de definir as exibições da equipa como “sérias” e “inteligentes”. Serão esses os melhores adjectivos, de facto, para definir o futebol portista a longo de três décadas, mas nesses percurso, também existiram os mágicos. Oliveira, Madjer, Futre, Deco, Quaresma. Toques ilusionistas suportes da visão táctica, como quando, no jogo de 78, Pedroto, a perder, tirou dois defesas (Freitas e Gabriel) e meteu dois avançado (Vital e Seninho) passando a jogar com três defesas. Hoje, os traços tácticos e técnicos têm sotaque argentino, os passos e os passes ritmados de Lucho, os remates guerreiros de Lisandro, e as diabruras de “gipsy king” Quaresma.

Ao longo de três décadas, nenhum outro clube entendeu tão bem as diferentes faces da táctica futebolística dentro e fora do campo, quase como se fosse uma extensão desportiva da frase imortal de D. João II: “tempos há para usar de coruja e outros há para usar de Falcão”.

É a história e uma bola de futebol.

 

 

A marca de Jesualdo

Dois campeonatos, o “Dragão de Ouro”, a postura esfíngica no banco, o discurso destemido nas conferências. A marca do reciclado Jesualdo.

Chegou no Verão de 2006 com a pré-época já terminada. Encontrou uma equipa feita mas com ideias diferentes. Reequilibrou-a tacticamente à sua imagem (do aventureiro 3x3x4 de Adriaanse para o equilíbrio racional do 4x3x3) e cavou um abismo para outros grandes. Na segunda época mais do que na primeira. Dois títulos sem sombra de pecado.

Para o terceiro ano, o desafio da dimensão internacional. É o que falta para deixar uma assinatura própria incontornável no “casa do Dragão” onde muitos treinadores acabam com o tempo diluídos pelos méritos da “máquina azul”. Onde, dizem, “qualquer um ganha”. As exigências europeias são, porém, maiores. Saber defender mais à frente (memória de Pepe) e mais posse e controlo a meio-campo (saber jogar em 4x4x2). Mais qualidade individual para dar maior poder colectivo. No terceiro ano de Jesualdo, o supremo desafio europeu.

 

 

O jogador símbolo

Em todas equipas existem os chamados jogadores-símbolo. Quase como alter-egos do colectivo.

Lucho, na táctica, Lisandro, nos golos, Quaresma, na magia, serão três símbolos deste FC Porto altivo, mas nenhum deles nasceu na era-Jesualdo onde nunca surgiram reforços de primeira página.

Por isso, teve de inventar, nas caves do laboratório interno, o seu jogador-simbolo. Aquele que possa ser apontado como obra do professor. Uma obra futebolistica com nome e duas pernas: Bruno Alves.

Antes de Jesualdo, um jogador preso a uma imagem de excessiva dureza, suplente cativo, pouco utilizado e olhado com desconfiança.

Depois de Jesualdo, um jogador de personalidade, chefe que manda e assusta, titular indiscutível, sucessor da herança dos centrais portistas que só de olhar intimidam avançados.

Existem muito tipo de jogadores para elogiar na hora da vitória. Nessa altura, sinceramente, tenho tendência a elogiar aqueles com os quais iria a qualquer lado. Bruno Alves é esse jogador-simbolo, uma paixão antiga de Jesualdo.

 

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FC Porto: As entranhas do grupo empresarial

 

Na semana em que a equipa de futebol do FC Porto regressou aos treinos, o P24 foi conhecer as entranhas do Estádio do Dragão e os novos espaços de trabalho da SAD portista.

A visita foi guiada por Mário Azevedo, da INAIN, a empresa de arquitectura de interiores que está a transformar o dia-a-dia de 400 pessoas.

O gabinete do Porto transformou ao todo mais de 3 mil metros quadrados no Dragão, desde há um ano a esta parte. A última intervenção foi o Hall do Presidente, há 4 meses. Na forja, estão 2 salas de reuniões da Porto Comercial, empresa comercial do FC Porto, onde o cliente particular se vai sentir como se estivesse num camarote do estádio em dia de jogo.

Tendo feito projectos de interiores a nível particular para administradores da SAD, a INAIN foi inicialmente convidada para desenhar o interior do novo autocarro dos azuis e brancos, há cerca de 2 anos. Depois, veio a Casa do Dragão e a área de apoio aos jogadores no centro de treinos do Olival.

“A partir daí, pediram-nos para vir para aqui. O estádio só tem luz do lado exterior e todos estes espaços ficam por baixo das bancadas. Havia uma necessidade de organizar todo este espaço de forma eficaz e ao mesmo tempo criar áreas acolhedoras”, contou ao P24 Mário Azevedo.

Debaixo das bancadas do Dragão, com capacidade para 50 mil espectadores, existem 7 pisos, 4 subterrâneos e 3 acima do nível da rua.

Estes últimos têm 5 metros de pé direito e o desafio colocado à INAIN era “criar uma caixa que fosse rectangular por debaixo das bancadas”, para que os utilizadores destes espaços não tivessem a sensação de estar por debaixo das bancadas, e “trazer a luz do exterior para o interior” do edifício.

 

Tirar as famílias dos corredores

O primeiro espaço que o gabinete de Mário Azevedo e Paula Ferreira Alves criou no Dragão foi a Sala das Famílias, na zona Oeste no estádio, ao nível da entrada. “Entre o fim do jogo e a hora de saírem daqui, as famílias dos jogadores – se estiverem cá todas, são 18, entre familiares de titulares e suplentes – esperavam por aqui, pelos corredores, numa zona de passagem de carros”, conta o arquitecto de interiores.

As mesas e cadeiras daquilo que antes era uma sala de pequenos-almoços, “onde ninguém ia”, foram recicladas e combinadas com materiais novos, como o viroque, que, fazendo lembrar uma superfície em betão, cria uma continuidade com o exterior.

A sala, onde os familiares que preferem acompanhar os jogos pela televisão jantam, tem um bar de apoio e janelas verticais, “rasgadas para que passar um pouco do que se passa lá fora e, ao mesmo tempo, dar alguma privacidade”.

Versátil, a sala acabaria por ser utilizada para outras funções: serviu, por exemplo, para a apresentação de um Relatório e Contas do clube e é o sítio onde é servido o pequeno-almoço dos jogadores quando há treino no Dragão.

 

As áreas de trabalho

Para além da Sala das Famílias, a INAIN projecto os novos espaços do Desporto – onde são geridos o futebol e as modalidades e trabalham os técnicos –, dos Serviços Partilhados do grupo – do marketing à contabilidade, passando pelos Recursos Humanos e pelos Serviços Jurídicos – e da Administração – com novas salas de reunião e o Hall do Presidente.

Todos estes espaços ficam no piso 3. A intervenção revolucionou o dia-a-dia de quem trabalha aqui. Há mais luz natural e maior comunicação entre departamentos.

“Antigamente, isto era um labirinto de muitos gabinetezinhos. Quando lhes falei em criar espaços de trabalho abertos e transparências em vidro, estranharam, mas disseram-me: ‘O presidente concordou? Se concordou, está resolvido’”.

Os Serviços Partilhados ficam em frente ao elevador que dá acesso ao piso 3. Esta área veio “concentrar departamentos que estavam espalhados”, explica Mário Azevedo.

Apesar de a nova dinâmica ser a de um open space, era importante sublinhar a identidade de cada departamento. Como? Nos armários de cada área, vê-se a mesma árvore com um fruto diferente que identifica o departamento. “O limão é o fruto dos Recursos Humanos. É amargo”. Os funcionários da SAD ganharam uma cafetaria, onde podem almoçar e conviver.

 

Sala de visitas do FC Porto

O espaço que dá acesso aos gabinetes e salas da administração, incluindo o gabinete do presidente de Pinto da Costa, “era um espaço de passagem e completamente impessoal”.

Agora, há portas de vidro que separam o corredor desta área nobre onde “são recebidos os convidados do presidente”, há reuniões com agentes de jogadores e são assinados contratos com novos atletas.

“Trouxe uma maqueta – a única que existe do estádio –, que estava praticamente abandonada. Optamos por uma iluminação difusa e criamos estes tapetes para colmatar o frio do chão original em granito”.

Nas paredes, há fotografias. “Não é nenhuma galeria”, avisa Mário Azevedo. São, antes, “pequenos apontamentos de coisas que tem a ver com a história do Porto”.

 

A taça que era para o Arsenal

À entrada das salas de reunião da adminstração, está a taça feita para um torneio amigável disputado com Arsenal no Campo do Lima, em 1948. “O FC Porto fez uma taça a pensar em dá-la ao Arsenal, que, na altura, era a melhor equipa do mundo do futebol. Vieram cá com o peito feito e o FCP ganhou”. Três bolas a 2.

Resultado: o FC Porto ficou com a taça e foi com a ajuda das gentes da cidade que se fez uma estátua para guardar o troféu. “Toda a gente contribuiu com dinheiro e existe um livro em couro, com gravações a prata, onde está, escrito à mão, o nome de todos os que deram dinheiro, fosse 1 escudo, 15 tostões ou 1000 escudos”, conta Mário Azevedo.

 

Onde a magia acontece

No espaço aberto onde estão o futebol e as modalidades do FC Porto, foram introduzidos elementos que têm a ver com o futebol como bandeiras de canto, com relva artificial e marcações, e uma baliza.

Entre as 2 salas de reuniões, há uma vitrina que “só tem uma luz em cima, porque era suposto receber a última taça ganha. Ora, este ano, o FC Porto ganhou 4!”, explica o nosso interlocutor.

É aqui que trabalham Vítor Pereira e os seus adjuntos, lado a lado com os responsáveis pelas transferências de jogadores e pelo Scouting, como o ex-jogador Rui Barros.

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Os homens do presidente que também dão vitórias

 

O episódio da contratação de Hulk ilustra uma das principais características do actual FC Porto: a informação. Ter acesso à informação é quase uma obsessão da nova geração de quadros que hoje assume as funções executivas no futebol do clube, com o director-geral Antero Henrique à cabeça.

 

Gerir a informação - seja pela constante observação dos adversários, dos potenciais futuros jogadores do clube, seja pela adopção das mais modernas técnicas médico-desportivas que fazem com que seja o clube europeu com menor taxa de lesões nos últimos dois anos - são só alguns exemplos da estrutura do futebol dos dragões.

 

Antero Henrique, aos 41 anos, é ao mesmo tempo o cérebro e o operacional de toda a máquina de ganhar do futebol portista. Director-geral há quatro épocas, as do tetra, transmontano de Vinhais que fez todo o percurso profissional no FC Porto, desde a revista dragões, onde se iniciou em 1989, e que não gosta que se saiba que o primeiro carro que o clube lhe entregou era vermelho, Antero Henrique aplicou à equipa profissional a máxima de que o cliente (a equipa) tem sempre razão. Toda a estrutura e todos os sectores do clube são fornecedores da equipa profissional, que tem depois a obrigação de pagar os "mimos" com títulos.

 

Jesualdo Ferreira, que instantes após a conquista do tetra agradeceu publicamente o trabalho de Antero Henrique, diz que o "objectivo é que a estrutura seja sempre mais ágil e simples". "A palavra é simplicidade e nisso o Antero é fundamental", explica.

 

Com a figura tutelar de Pinto da Costa como referência, Antero Henrique rodeou-se de uma série de quadros que lhe reconhecem liderança, criatividade e inteligência. A todos exige traços em comum: jovens que viveram na adolescência as primeiras grandes vitórias do clube na década de 80 do século passado e têm de ser muito bons na sua área específica.

 

Acácio Valentim, de 33 anos, é o team-manager da equipa profissional e é um bom exemplo do caldo de cultura do FC Porto. É dele a responsabilidade para que nada falte à equipa e é a ele que cabe fazer a ponte com todos os outros sectores, gerindo o dia-a-dia do plantel profissional. Valentim chegou ao clube no final da década de 90 para um estágio profissional, mas acabou por ficar no departamento de comunicação. Depressa se constatou que o que lhe faltava em conhecimentos futebolísticos lhe sobrava em organização e capacidade de trabalho. Hoje é ele que responde a todas as necessidades da equipa e não há jogador que se atreva a pôr em causa a autoridade do team-manager.

 

O ex-jornalista Rui Cerqueira, de 37 anos, responsável pelo departamento de comunicação, chegou ao clube há apenas três anos, mas não teve dificuldade em integrar-se numa equipa em que o protagonismo é deixado aos jogadores e treinadores. Cerqueira nunca deu uma conferência de imprensa, nunca foi porta-voz de nada nem de ninguém, mas nunca houve jogador ou treinador que fosse para uma entrevista ou uma simples conferência de imprensa sem ter passado pela preparação com o director de comunicação, que zela para que toda a gente fale a uma só voz e que a imagem do clube não seja beliscada por declarações dissonantes.

 

A noção do "objectivo comum" e a paixão ao FC Porto levam às vezes a episódios caricatos, como quando Rui Cerqueira pedia o despedimento de uma das novas estrelas da equipa, porque tinha cometido o pecado de falar a um jornal do seu país de origem sem autorização: "Despede-o, despede-o", gritava Cerqueira...

 

Menos conhecido e com funções quase secretas, Luís André, de 38 anos, é o psicólogo do futebol. Além do acompanhamento de todos os profissionais do clube, André ajuda a equipa técnica e a equipa médica na avaliação dos jogadores. E foi dele o parecer que aconselhou a que fosse accionada a opção do contrato do sempre ansioso Mariano González no final da temporada passada, dizendo que o atleta tinha finalmente condições para efectuar uma boa época.

 

O nutricionista Vítor Hugo é outra das peças-chave para o bom funcionamento da equipa, com um acompanhamento permanente na alimentação dos jogadores, para que estes comam o que gostam mas também o que o organismo de um atleta de alta competição necessita. O uruguaio Rodríguez é disso um bom exemplo. Quando chegou ao Dragão, vindo do Benfica, era mais lento, menos resistente e, acima de tudo, com menos capacidade de explosão. Um programa alimentar fê-lo perder seis quilos em meia época, tornando-se desde Janeiro um dos jogadores mais determinantes da equipa.

 

O economista Urgel Martins, de 35 anos, é outro dos quadros desconhecidos do grande público mas que desempenha um papel fundamental, seja na execução orçamental - é uma espécie de consciência, de grilo falante, que diz até onde se pode ir -, seja na coordenação no Visão 611, o projecto que reestruturou todo o futebol do clube logo a seguir à época falhada de 2005.

 

Com responsabilidades no departamento de scouting, João Afonso, de 42 anos, fecha o grupo de quadros mais jovens. Afonso tem como missão coordenar e acompanhar o extenso grupo de observadores do clube, tanto em Portugal, como no estrangeiro.

 

Nelson Puga, de 49 anos, é muito mais do que o médico do FC Porto. Ex-atleta do clube em voleibol, Puga alia o conhecimento médico à fisiologia, decisivo numa equipa profissional, e a uma paixão ao clube quase inimitável - na noite anterior à final de Gelsenkirchen não deixou Mourinho ir dormir enquanto o treinador não lhe disse que o FC Porto era 51% favorito.

 

A responsabilidade de Puga não se esgota na área médica. O lateral Cissokho, por exemplo, chegou ao Dragão sem saber respirar em esforço e corria curvado, aspectos que foram rapidamente corrigidos e, menos de dois meses depois, o inexperiente lateral francês corria direito e com um fôlego sem fim, até na Liga dos Campeões.

 

Luís Castro (47), responsável pelo departamento de formação, Luís Gonçalves (53), que lidera o departamento de scounting, e Vítor Frade (64), metodólogo de todos os escalões e responsável pela ponte entre o clube e a Universidade do Porto (é também professor na Faculdade de Desporto) fecham o núcleo duro que gravita em torno de Antero Henrique.

 

 

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O melhor FC Porto de sempre

 

Já tinha dedicado o tema à melhor equipa de sempre na história do futebol, o Barcelona actual ou que Guardiola tem gerido magistralmente há três épocas. É tempo de apontar a melhor equipa de sempre do FC Porto, que porventura reunirá mais consenso do que no debate, nem sempre conclusivo, sobre o Barça.

 

Com a morte recente de Tomislav Ivic - único a ganhar campeonatos ( 8 ) em seis países diferentes, mas também outros troféus noutros países, além de dirigir selecções nacionais -, associada à saída, mais ou menos previsível, de André Villas-Boas, os treinadores dos quatro títulos numa época coincidem no tempo em que nos fazem falar deles e do seu legado. Coincidentemente, de uma época apenas cada um.

 

Estive a ver agora, de relance, o que se escreveu por aí nos últimos dias da minha preguiça em que me afastei de tudo e, confesso, a desilusão é enorme. Mal aproveitaram o "Gomes é finito" para sentenciar o fim de vida do croata talvez mais famoso que acabou de morrer, como ele disse do "bibota" a quem deixou no banco na final da Taça de Portugal de 1988. Ivic finou-se, AVB partiu e cada um deixou quatro títulos numa época para delírio da Nação Portista.

 

 

1987-88 - Ivic pegou na equipa, excepto Futre de saída para o Atl. Madrid, que Artur Jorge levou a campeã europeia. Uma vitória estrondosa, até por reincidir com o Bayern batido de Viena, para conquistar o Joan Gamper em Barcelona, com 2-0. Não houve Supertaça de Portugal, disputada entre Benfica e Sporting, mas deu para ganhar o que dava direito como campeão europeu: Supertaça europeia, a duas mãos e com duplo 1-0 ao Ajax (à esquerda, Gomes com van't Schip e o árbitro Schmidhüber na 2ª mão nas Antas) vencedor da Taça das Taças e ainda com van Basten e Rijkaard e Bergkamp a crescer para ser grande, e Taça Intercontinental (em cima) na pior das condições climatérias, e jamais repetidas, na final de Tóquio contra o campeão sul-americano Peñarol, na neve que nem a véspera do jogo deixava antever, apesar do frio normal de Dezembro na capital nipónica que hospedava a competição por via do agregado patrocinador Toyota (um troféu particular). Quanto ao campeonato, reconquistado naturalmente no ano dos "quinzinhos", os 15 pontos de vantagem sobre o Benfica (66-51), em 38 jornadas/20 equipas. Um campeonato, em traços gerais, apenas com uma derrota (2-1 em Alvalade, sempre com arbitragem polémica), um 7-0 no Rio Ave a começar 1988 e que ali vi a 3 de Janeiro num domingo soalheiro, depois do 7-1 ao Belenenses na 1ª jornada em que Madjer (que marcou dois) repetiu o calcanhar de Viena nas Antas; tudo para acabar com 3-0 (dois de Jaime Pacheco e um de Rui Barros) no remate da prova e dias antes de despachar o mesmo Benfica com golo solitário, quase no final, de Rui Barros, para aceder ao Jamor onde um golo, igualmente tardio, de Jaime Magalhães selou a 2ª dobradinha do clube depois de 1956. Ah, e apesar de algumas goleadas, os 88 golos marcados não chegaram a dar média de 2,5 golos por jogo, mas o FC Porto ganhou todos os 19 jogos nas Antas, algo só conseguido em 1939-40 (9 jogos) e apenas repetido depois por Mourinho em 2004 (17 jogos). Inesperadamente, foi também finito para Ivic o seu reinado no FC Porto, sucedendo-lhe Quinito com a antítese quanto a Gomes ("É Gomes e mais 10") e um fracasso absoluto que não passou sequer do Outono, Murça de surpresa dirigiu a equipa frente ao Leixões até Artur Jorge voltar a pegar no leme para ser campeão no ano seguinte. Voltaria Ivic, anunciado em dia de S. João de 1993, a treinar nas Antas para ser demitido ao final da 1ª volta depois de 2-0 em Aveiro ao Beira-Mar mas já com atraso para o Benfica que o sucessor Bobby Robson mal conseguiu colmatar. Mas Ivic foi, acima de tudo, a imagem de marca da internacionalização do FC Porto, devotado a treinadores nacionais com Pinto da Costa, com o interregno do austríaco Stessl sem Pinto da Costa na sequência do "Verão quente" das Antas, pois a marca Ivic era de renome mundial e à perda do treinador campeão europeu de 1987 para o Matra Racing - seduzido pelo dinheiro para um clube sem estrutura e que fracassou, um simulacro do Chelsea de Abramovich que atraiu Mourinho e AVB - importava ter um nome sonante. Ivic triunfou mas, ao contrário de Artur Jorge, não ganhou no regresso às Antas. Uma época, ainda com os costumeiros 21 golos de Gomes embora atrás de Cascavel que fez 24, marcada pela ascensão fulgurante de Rui Barros (em baixo, à direita) que de emprestado no Varzim passou num ano para a Juventus numa transferência recorde não oficial de um milhão de contos, cinco milhões de euros actuais mas que porventura valeriam hoje 50 ME.

 

 

2010-2011 - Mais frutuosa do que aquela época de Ivic, em termos de títulos, só a que acabámos de celebrar com Supertaça de Portugal, Campeonato da Liga e Taça de Portugal e Liga Europa sob o comando de AVB. Não houve Supertaça europeia, já reservada para o Mónaco com o excepcional Barcelona, nem sequer haverá direito a Mundial de Clubes só reservado a campeões europeus de novo no Japão (após interregno nos EAU). Mas foi uma época de triunfos inolvidáveis sobre o Benfica, a começar na Supertaça em Aveiro (2-0), depois os extraordinários 5-0 no Dragão e, talvez melhor ainda, celebrar o título com 2-1 na Luz onde, ainda melhor, foi possível a seguir virar o 0-2 da 1ª mão da semifinal da Taça para ganhar 3-1 e seguir para o Jamor. Na final, arrebatador 6-2 ao V. Guimarães com cinco golos antes do intervalo e três tentos do jovem James Rodriguez. Um futebol por vezes de sonho, inspirado no Barcelona, com Hulk a arrasar e Falcao a maravilhar com finalizações excepcionais, fosse de calcanhar ao Benfica ou em voo ao Spartak de Moscovo e ao Villarreal, sete vitórias seguidas fora na Europa, recorde de goleada nos 1/4 final com os russos (10-3), quase o recorde de golos numa época (44 contra 45) do Barcelona e a reconquista de um troféu ganho como Taça UEFA em 2003 com Mourinho da última vez que o FC Porto o disputou. Mas, talvez acima de tudo, um campeonato sem derrotas, uma sequência já de 39 jogos sem perder no campeonato desde a época passada, ainda que não conseguisse terminar 100% vitorioso no Dragão por mor de um árbitro vesgo no 3-3 final com o P. Ferreira.

 

 

Comparando, os títulos não são os mesmos, à parte a dobradinha que já é um "prato" recorrente no FC Porto actual, mas talvez seja distinta a avaliação que se faça dos dois percursos de técnicos que duraram apenas um ano no FC Porto. Ivic ou AVB?

 

 

O confrade "Reflexão Portista" fez uma votação, sem contextualização, para eleger a melhor equipa de sempre do FC Porto. Ganhou, obviamente, com maioria absoluta (52% de 671 votos), a actual equipa. Por ser mais recente? Por estar fresca na memória? Por ser alvo da atenção das redes sociais numa sociedade altamente mediatizada? Por influir a frequência de gente nova na internet que desequilibra votações e não conheceu façanhas de outras épocas? Creio que um pouco de tudo permite concluir que a actual equipa do FC Porto foi a melhor de sempre. Ainda que não faça uma era, foi o ano mais excepcional de todos. Mesmo que Ivic tenha ganho dois troféus internacionais e a Supertaça ao Ajax seja a única que não mais foi repetida. Foi pena ter sido eliminado, ainda em 1987, com duplo 1-2 com o Real Madrid na Taça dos Campeões. Em Valência, por interdição do Bernabéu, um golo inicial de Madjer deu vantagem portista estupidamente mal conservada nos minutos finais, primeiro num deslize de Mly que saiu da baliza para disputar uma bola na linha lateral e de cuja sequência Sanchiz empatou para Sanchez marcar quase no fim. Nas Antas, num jogo às 10 da noite por interesse televisivo espanhol, Sousa também marcou primeiro, mas a esperança esfumou-se com as arrancadas de Julio Llorente para Michel bisar para a equipa que foi pentacampeã espanhola, a famosa equipa da "Quinta del Biutre" que foi a melhor do Real Madrid que pude ver até ao momento.

 

Mas, e outras grandes épocas do FC Porto? Os anos de Mourinho, em 2003 com Liga e Taça, mais a Taça UEFA, em modelo de jogo diferente do do ano seguinte que rendeu Supertaça e campeonato de Portugal só com vitórias em casa, final mal perdida com o Benfica no Jamor por influência do costumeiro vigarista SLB, mas a reconquista da Liga dos Campeões. Do 4-4-3 de 2003 ao 4-4-2 de 2004, formas diferentes de chegar ao êxito e uma supremacia esmagadora interna aliada ao crescimento notável a nível internacional terminado com a caterva de vendas milionárias a começar pelo treinador com cláusula de 5ME ao Chelsea.

 

Porém, como bem resumia o quadro da votação do "RP", houve épocas notáveis do FC Porto que, por mais antigas, ficaram pouco na memória sem jogos televisionados ou são poucos os que, nas redes sociais de agora, os viveram então presencialmente. Como venho do tempo dos anos sem nada e vivi intensamente o fim do jejum e a longa travessia do deserto, sou capaz de dizer alguma coisa.

 

1977-78 - Com a conquista da Taça de Portugal de 1977, com o Braga nas Antas, golo de Gomes, o FC Porto de Pedroto cresceu para patamares competitivos que eu nunca vi em cinco anos de vivência nas bancadas frias do velho estádio onde conheci a antiga bancada de madeira onde depois houve a gigantesca arquibancada, no lado da chamada "maratona", mais o placard que a encimava com os resultados do totobola. O tricampeão Benfica, que escapou por milagre a uma goleada no ano anterior para ganhar com um golo soberbo de Chalana nas muitas vitórias de 1-0 da equipa de Mortimore, acabou 77-78 o campeonato sem perder. Com os mesmos pontos do FC Porto. Quase a ganhar o campeonato com um autogolo de Simões (3') a atrasar de joelho a bola para Fonseca e com Humberto, à minha frente na baliza sul e apenas com Fonseca entre ele e o 2-0 intransponível, a acertar na barra com a bola desviada, por milagre, numa bota do g.r. que foi formado no Leixões e fora campeão pelos encarnados. Ah, mas foi a mais espectacular equipa de ataque que vi no FC Porto, este "team" fantástico com Gomes, Oliveira e Seninho na frente, Duda, Ademir e Octávio no meio-campo e uma defesa quase inalterada de Fonseca, Gabriel, Simões, Freitas e Taí/Murça. Foram 81 golos em 30 jornadas, quase 3 por jogo, 55 golos nos 15 jogos nas Antas, enquanto o Benfica imbatido marcou 56 golos em todo o campeonato. Era um festival de futebol em casa. Este poucos o viram, apesar de haver sempre 50 mil pessoas fosse com o Portimonense ou o Rio Ave ou as 80 mil frente ao Sporting ou o Benfica (1-1, o empate na ressaca de Ademir em livre ante Fidalgo já batido na final da Taça pelo Braga na época anterior) como nessa tarde de Junho, sufocante, com jogo às 17h e eu no estádio já aberto a partir das 13h. Depois, o simbolismo de quebrar o enguiço e virar uma página decisiva no FC Porto, com Pedroto e Pinto da Costa, teve o significado que pouca gente hoje reconhece. Mais a final da Taça com o Sporting, a do árbitro Mário Dias que depois embarcou com os leões para a China, numa digressão, com o traje oficial leonino, acabadinho de influenciar uma finalíssima (2-1) que já tinha sido determinada por outra arbitragem de antigamente no 1-1 do primeiro jogo que motivou a repetição. No ano seguinte, novo título, apesar de cinco empates seguidos na 1ª volta nâo o sugerirem, já não houve final de Taça porque sucedeu a costumeira derrota no Estoril (3-0 na primeira abordagem da prova), naquele campo da Amoreira onde o campeão de 77-78 sofrera, logo à 2ª jornada (2-0) uma inesperada derrota mas que seria a única.

 

Mas, na Europa, o FC Porto fez falar de si pela primeira vez ainda em 77-78: eliminação do FC Colónia, que seria bicampeão alemão, com 2-2 na Alemanha e 1-0 em Coimbra por interdição das Antas, golo de Murça tão improvável como os de Gabriel e Octávio no Mungersdorfer que albergara jogos do Mundial-74 e onde era hábito sofrer os golos de "canto à Colónia", bola no primeiro poste e desvio para a baliza ou para trás e alguém entrar para marcar, era tudo tão conhecido e aos 5' já o FC Porto sofria assim apesar de avisado. Depois o 4-0 ao M. United com três golos de Duda, que não atenuou o sufoco incrível do 5-2 de Old Trafford. Por fim, em Março, a quebra com o poderoso Anderlech dominador da Taça das Taças (duas vitórias e uma derrota em três finais consecutivas), 1-0 por Gomes nas Antas 24 horas depois de um jogo terminado ao intervalo pela chuva inclemente, e 0-3 em Bruxelas sem apelo nem agravo.

 

Confesso, pelo futebol de então, os valores como Gomes, Oliveira, Duda, Octávio, Seninho (safou-nos com o bis em Manchester), o significado do título, a participação na Taça das Taças, a agonia do jogo com o Benfica, as duas finais de sacrifício e prejuízo de arbitragem com o Sporting, esta era para mim a época mais saborosa que perdurará na minha memória apesar de ter perdido a revista "Golo" que dedicou uma edição exclusivamente à época memorável do FC Porto. Felizmente, vieram as épocas das grandes conquistas internacionais e são os troféus que valorizam os clubes mais do que as exibições que se perdem entre milhares de jogos observados, à época, ao vivo e sem resumos televisivos.

 

1984-85 - Quando Artur Jorge pegou na equipa, ele delfim idealizado e ela órfã de Pedroto que já não estivera na final de Basileia, a catástrofe de uma eliminação quase inacreditável com os galeses do Wrexham (0-1 e 4-3, golo galês a dois minutos do fim a ditar a sentença por golos fora) não fazia prever uma época de afirmação com um futebol espectacular e com Futre, resgatado ao Sporting (que ia emprestá-lo à Académica) que levara Sousa e Pacheco das Antas, em grande destaque a prometer épocas de show no Porto até Viena, três anos depois. Campeonato ganho com brilhantismo, oito pontos finais de avanço sobre o Sporting, uma derrota só no Bessa, 2-0 e 1-0 ao Benfica a começar a 1ª e a 2ª voltas, Futre a acertar num poste no 0-0 de Alvalade que podia ter dado o título a cinco jornadas do fim caso a bola entrasse. Pelo jogo envolvente e massacrante para os opositores, uma época em cheio. Mas mal terminada, com 1-3 com o Benfica no Jamor que fez perder muito do glamour ganho no campeonato. Novo título na época seguinte, ganho com dois pontos por fim quando a duas jornadas do fim a situação era inversa mas o Benfica perdeu com o Sporting na Luz enquanto Futre fez o FC Porto ganhou no Bonfim e a derradeira jornada a fazer o Benfica perder no Bessa enquanto à mesma hora, apesar do 1-2 ao intervalo com o despromovido Covilhã que na Serra ganhará 2-0 a acabar a 1ª volta, Gomes virava o resultado a sentenciava (4-2) o bi. Na Europa, eliminação do Ajax com jogo defensivo (2-0 e 0-0) a desesperar van Basten e Rijkaard como sentiriam sempre com o FC Porto nos anos seguintes, até Ivic. Esse bicampeonato, em 1986, lançou a conquista da época seguinte na Europa e a entronização definitiva de Artur Jorge que, com três títulos nacionais (1985 e 86 e 1990), só foi alcançado por Jesualdo Ferreira (2007-2009).

 

 

Estas são as épocas do FC Porto em apreço para avaliar a melhor de sempre, que já estará definida pela natureza das conquistas da época ora finda, mas podem suscitar, especialmente aos mais antigos, memórias e comentários a propósito. Porque sinto que muitas memórias se vão perdendo no tempo. A começar pelas épocas inolvidáveis de Pedroto, até à de Ivic que durou pouco mas ganhou muito, tal como AVB.

 

 

Uma hora de balanço, sem ressentimentos, antes de começar no final da semana nova época, outro treinador, renovadas ambições, o desafio da Champions e tudo para se jogar novamente, com a voragem do tempo e a pressa mediática de seguir em frente. Não conto, por isso, e por falta de tempo e motivo - não há novidades em lado algum, nem notícias verdadeiramente - fazer outra investida por aqui. Seguirei os comentários de forma mais próxima e fica à vossa consideração o balanço.

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Porto Campeão - Os Recordes do Dragão (2011)

:prayer:

 

(fiz upload no mediafire, acho que é o mais prático)

 

 

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Quem promete ... cumpre!

 

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Ao FC Porto é lhe reconhecido internacionalmente, os pergaminhos na excelência da gestão desportiva. Pinto da Costa é o general.Em termos de gestão de futebol e modalidades, medicina desportiva, formação, somos hoje um clube modelo a nível mundial.

Somos o melhor clube do mundo, porque temos o melhor gestor desportivo do mundo, de seu nome Jorge Nuno Pinto da Costa, que desde 17 de Abril de 1982 gere este clube de forma exemplar.É um líder carismático, e fez se sempre acompanhar em todas as áreas da gestão desportiva de pessoas com altas competências, tais como Teles Roxo, Pedroto, Prof. Hermâni Gonçalves, Dr. Domingos Gomes, Dr. José Carlos Esteves, Dr. Nélson Puga, Rodolfo Moura, José Mario, José Luís, Prof. Jorge Araújo, Alberto Babo, António Livramento, Ílidio Pinto, Antero Henrique, Reinaldo Teles, Luís Castro, Urgel Martins, Artur Jorge, Ivic, Robson,Mourinho, Prof. Jesualdo Ferreira entre muitos outros, que sob a sua direcção escreveram páginas de glórias na história do clube.

Teve sempre o condão de contratar os melhores futebolistas, mediante as limitações financeiras do nosso clube, e valorizar esses activos.Jogadores como Emerson, Futre, Madjer, Jardel, Lucho, Licha, Deco, Bosingwa, Maniche, Costinha, Derlei, Paulo Ferreira, Zahovic, Drulovic, Anderson e muitos mais, são o exemplo disso.Nas modalidades também escolheu sempre atletas de eleição, tais como Victor Hugo, Pedro Alves, Paulo Alves, Franklin, Carlos Realista, Tó Neves, Pedro Gil, Reinaldo Ventura, Filipe Santos, Eddo Boch, Paulo Pinto, Nuno Marçal, Jared Miller, Carlos Resende, Filipe Mota, Petric, Aurora Cunha, Fernanda Ribeiro, Adérito Chaves, Teresa Figueiras, Daniel Sanchez, entre muitos outros.

 

Pinto da Costa prometeu e cumpriu. O Nosso FC Porto é hoje o melhor clube português e um dos colossos mundiais.

 

 

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Scouting do FC Porto constrói “equipa sombra”

 

Todos os anos há uma equipa sombra no Futebol Clube do Porto, desenhada nos gabinetes do Dragão. Falcao, Belluschi ouÁlvaro Pereira, por exemplo, chegaram a esse plantel invisível, montado no gabinete, dois anos antes da contratação formal. João Luís Afonso, coordenador pelo departamento de scouting do clube, explica melhor o processo. "Ainda no outro dia, estive a reler relatórios sobre as nossas equipas-sombra da época de 2006/07 e estavam lá os nomes de Falcao ou Belluschi. O Álvaro Pereira também já estava a ser seguido, e ainda jogava no Uruguai."

 

É esta capacidade de antecipação de cenários, projectando equipas futuras, que explica a forma como trabalha a área de scouting - observação de jogadores - no campeão nacional. Supondo que os outros clubes façam o mesmo, a rivalidade pode começar logo na prospecção, em verdadeiras guerras-sombra que vêem a luz do dia na etapa final da contratação. Mais uma vez, Álvaro Pereira eFalcao, que foram alvos do Benfica, servem de exemplo prático. "As pessoas dizem o que acham que devem dizer, mas isso não influencia a nossa forma de estar ou trabalhar. Ou seja, nestes casos fomos pró-activos, porque, quando surgiu a oportunidade, já tínhamos reunida toda a informação necessária sobre esses jogadores."

 

No FC Porto, a estrutura que trabalha no scouting está dividida, mas interligada: a externa (conta com mais de 300 colaboradores espalhados por todo o Mundo) e a interna, com aproximadamente 15 elementos. A primeira faz chegar a informação sobre um jogador que reúna características previamente definidas; a segunda - estrutura interna - trabalha e valida essa informação, através de observações continuadas. Na opinião de João Luís Afonso, a "elevada qualidade" dos recursos humanos destas duas estruturas "são a base do sucesso". Por outras palavras, é desta forma que o FC Porto tem conseguido descobrir jogadores pouco conhecidos que, em algumas ocasiões, se transformam em superestrelas.

 

Os últimos anos estão cheios de exemplos, numa fórmula que tem rendido muitos milhões de euros à SAD. Cissokho será, provavelmente, o caso mais recente e mediático. "Ele já fazia parte da nossa relação de jogadores referenciados antes de ir para Setúbal e que, a qualquer o momento, em função das necessidades da equipa, poderíamos contratar. Nesse caso específico, depois de o jogador ter sido detectado, surgiu a necessidade de preencher a posição de lateral-esquerdo, indicadores de um perfil ideal, e ainda níveis de rendimento para poder jogar no FC Porto."

 

Falar sobre o futuro é sempre mais complicado, até porque o segredo é vital para o sucesso deste trabalho. Mas há uma certeza: as famosas equipas-sombra - onze alternativo ao actual - estão feitas. "Já há necessidades detectadas para a próxima época e estamos a trabalhar nelas. Temos de ser pró-activos, estar sempre um passo à frente do mercado ou dos empresários. É esse o objectivo deste projecto."

 

João Luís Afonso, coordenador pelo departamento de scouting do FC Porto

 

"Vivemos muito dos rejeitados, de jogadores com determinadas características que ninguém nota. Fernando é um desses exemplos; esteve no sul-americano e ninguém reparou nele. Nós reparámos"

 

300 - A rede de colaboradores que o FC Porto tem espalhados pelo mundo já ultrapassa as três centenas. São responsáveis pelas primeiras dicas.

 

15 - Rede mais restrita de colaboradores internos, a quem cabe averiguar e confirmar no terreno as primeiras dicas que chegam ao scouting portista.

 

Scouting segundo João Luís Afonso

 

Mundiais

 

"Os Mundiais de Sub-17 e Sub-20 são importantes, mas, quando um jogador chega a uma selecção, já não tem grande interesse para nós, porque há clubes com maior capacidade financeira. Vivemos muito dos rejeitados, de jogadores com determinadas características que ninguém nota. Esse é o nosso segredo. O Fernando é um desses exemplos; esteve no sul-americano e ninguém reparou nele. Nós reparámos. Toda a gente repara no Messi ou num grande central. Antes de eles darem nas vistas, já temos de ter um conhecimento total desse jogador, para dar uma imagem precisa ao decisor".

 

África

 

"Em África, o nível interno da competição, as infra-estruturas e a qualidades do treino são fracas. Para além disso, um jogador estrangeiro só pode vir para o FC Porto quando completar 18 anos, ou seja, num processo adiantado da formação. Os africanos têm uma capacidade motora acima da média, são tecnicamente evoluídos, mas também têm muitas fragilidades. E, aos 18 anos, não é fácil trabalhá-las, porque temos pouco tempo antes de eles chegarem à equipa principal. Yero? Já tinha estado um ano em França e, depois, passou por um período experimental connosco. E entendemos, nessa altura, que ele tinha potencial para evoluir".

 

Formação

 

"O scouting para a formação tem quatro fases: os nossos observadores externos detectam um jogador com potencial, por exemplo no clube da região; posteriormente os "scouts" internos validam essa informação; de seguida os treinadores são incluídos no processo, assim como o nosso "scout master", Luís Gonçalves; e, por fim, chega-se a uma decisão. Dentro deste processo há dois vectores: ou vamos de encontro às necessidades das nossas equipas, independentemente da faixa etária, e fazemos isso com um ano de antecedência; ou encontramos um jogador com um rendimento elevado que se enquadre no perfil. Neste último caso, mesmo que não exista necessidade, nós estamos lá".

 

Rede chegou ao Japão e pescou Hulk

Hulk. Como é que o FC Porto chegou a Hulk? João Luís Afonso explicou que o clube tem uma "visão geoestratégica" sobre o mercado, mas também admitiu que o Japão "não se enquadra nas zonas alvo" previamente definidas. "Tivemos indicações sobre o potencial dele e trabalhámos essa informação. Fizemos um conjunto de observações e relatórios que foram posteriormente entregues a um nível superior." João Luís Afonso detalhou, de seguida, a forma como se trabalha este tipo de situações. "No caso do scouting internacional, o nosso trabalho passa mais pela gestão da informação. Temos muitas pessoas a colaborar connosco, e que nos fazem chegar uma informação sistematizada, seguindo princípios previamente estabelecidos. Depois, esses indicadores são validados pela estrutura interna, onde entram nomes como Fernando Gomes, Bandeirinha, André, António Lima Pereira ou José Rolando."

 

Afinal, quanto tempo é preciso para realizar este tipo de trabalho? "Por vezes temos um dia, outra vezes um ano ou mais. Quem estabelece estes timings é o mercado, são as oportunidades de negócio. Nós limitamo-nos a trabalhar a informação e a elaborar relatórios, que depois são entregues ao director-geral (Antero Henrique). É ele quem, depois, faz a gestão dessa informação e escolhe os timings para actuar."

 

Nem todos os casos são bem sucedidos como Hulk. João Luís Afonso reconhece o risco deste tipo de avaliações. "Muitas vezes, determinados jogadores têm características que nos fazem crer que terão sucesso, mas há muitos factores que podem influenciar o rendimento: o jogador pode não se adaptar ao estilo e intensidade do nosso jogo, ter dificuldades de adaptação à nossa cultura ou até questões pessoais. Por vezes, determinado jogador era um dos mais apetecidos no seu país, mas chega aqui e não consegue desenvolver-se, ficando longe do rendimento produzido no passado", explicou.

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O artigo que vou meter está escrito em inglês e é longuíssimo, mas vale a pena

 

 

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Porto's Buy Low, Sell High Strategy

 

 

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When football fans witnessed Barcelona’s dazzling 5-0 demolition of rivals Real Madrid, they would have been forgiven for assuming that this was an unprecedented performance, but they would have only had to look back three weeks for a similar exhibition in Portugal, when Porto crushed Benfica 5-0 at the Dragão Stadium. The country’s most successful team of recent times thrashing its celebrated capital city opponents? Check. Inspired by a South American phenomenon? Check. Guided by a progressive young coach? Check.

 

After finishing a disappointing third in the Portuguese League last season, Porto replaced their coach Jesualdo Ferreira with André Villas Boas, a protégé of José Mourinho. Although this is his first coaching role at a leading club, the 33-year-old has already stamped his authority on the team, which has played some beautiful, free-flowing football this season. So much so that Porto are unbeaten in the league, which they lead by an astonishing eight points after 13 games, and are very much favourites to regain the title.

 

Their inspiration has been a young Brazilian striker named Givanildo Vieira de Souza, better known to the football community as Hulk, largely due to his powerful physique. His presence was badly missed by Porto last season, after he was suspended for a few matches for his part in a post-match brawl following an ill-tempered match against Benfica, when he was found guilty of attacking match stewards in the tunnel. His goals might have made all the difference to Porto in the championship run-in and would almost certainly have avoided the ignominy of failing to qualify for the Champions League for the first time in living memory.

 

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"Andre Villas Boas - remind you of anyone?"

 

This represented a slap in the face for a club that has become accustomed to filling its trophy cabinet in the past few years. Before 2009/10, Porto had been victorious in the Portuguese championship four consecutive times, which meant that they had collected six Primeira Liga titles in seven seasons. Their history in the last decade also features two European successes under the guidance of the Special One, when they beat Celtic 3-2 to secure the UEFA Cup in 2003 and triumphed 3-0 against Monaco to win the Champions League the following year.

 

Unfortunately, during this period the club was also tainted with the whiff of scandal for its involvement in the so-called “Golden Whistle” investigation, when it was claimed that referees were offered bribes before two of their matches during the title winning campaign in 2004. They were subsequently docked six points and fined €150,000, though some thought they had got off rather lightly. Importantly, they were still allowed to compete in the Champions League, even though they were initially banned, as on appeal the authorities ruled that the time limit for dealing with the match fixing allegations had passed.

 

All in all though, the “noughties” has been a highly enjoyable era for Porto. Their success on the field of play has been matched by their performance off the pitch, as the club has reported profits in each of the last four years, which is very good going in these difficult economic times. Although the club tends to make sizeable operating losses, it more than compensates for the shortfall by making equally large profits on player sales.

 

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This is a hugely important activity for Porto’s business model, which can most clearly be seen in 2006, which was the last time the club made a loss, almost entirely due to the club’s decision to retain players that year in order improve their chances of winning. Similarly, the 2010 profit of €0.1 million was €5 million lower than the previous year, which is more or less the reduction in profit on player sales.

 

The other key driver in Porto’s finances is revenue from the Champions League. Indeed, the €10 million reduction in 2010 revenue was largely due to the team’s earlier exit from that competition. However, Porto are very skilled at balancing their books, so they compensated for most of the decline in revenue by cutting their costs by €7 million, mainly in the wage bill, though they were also helped by €3 million lower interest payments, due to the reduction in interest rates.

 

Porto’s cash flow from operations (EBITDA) is fairly healthy, averaging €33 million over the last four years, once non-cash items like player amortisation and depreciation are added back, but this is again very reliant on the profit made from player sales. If this were excluded, then EBITDA would be slightly negative.

 

Although president Jorge Nuno Pinto da Costa has been criticised by some supporters for the club’s policy of selling their best players year after year, a cursory glance at the financials is enough to understand why this approach is necessary. The relatively low revenue, combined with wages high enough to remain competitive, mean that Porto need to make money in the transfer market to survive. They have been remarkably consistent in the profits they have managed to generate from this activity in recent years: 2008 €35 million, 2009 €40 million and 2010 €35 million. They are well on course to repeat the trick in 2011 following this summer’s sales of Bruno Alves to Zenit St. Petersburg for €22 million and Raul Meireles to Liverpool for €13 million.

 

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The numbers are simply incredible for a club of Porto’s size. Since that Champions League win in 2004, the club has raked in almost €350 million revenue from player sales, though its net surplus is “only” €190 million, as it also spent €160 million on buying players in the same period. Looking at this another way, Porto have spent a lot on buying players, but have made even more on selling them. In fact, in the last 11 years, only twice have Porto had a (small) net spend in the transfer market and that was way back in 2002 and 2004.

 

They are absolute masters at selling two or three players every season for big bucks, interestingly often as bulk purchases, e.g. three players to Dynamo Moscow and two to Chelsea, though the latter sales were obviously partly down to Mourinho raiding his former club. The list of players transferred for over €5 million since 2004 is an extensive one:

 

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The club has demonstrated the enviable knack of buying players relatively cheaply, benefiting from their prowess for a couple of seasons, then selling them for a very good price to richer European teams. As the annual report explains, “We clearly bet on the training of talents and the early detection of the best players.” That’s a fine objective, but it would be to no avail if they could find no buyers, but even in a subdued transfer market, Pinto da Costa boasted, “our assets were again the most requested on the international scene.”

Much of this is down to Porto’s world-class scouting network, which is especially formidable in South America. They need to search far and wide for promising prospects, as they cannot afford to pay top dollar for foreign players, though they address this financial weakness in an innovative way by sharing the player’s rights with an agency, which means that they do not have to fund a transfer in one fell swoop.

 

For example, in April 2005, Porto bought 50% of the sporting rights of Lisandro Lopez (from Racing Club) and Lucho Gonzalez (from River Plate) with the remaining 50% only acquired in season 2007/08. Clearly, this type of deal is a double-edged sword, as it means that any future profits are shared proportionally with the agency, but it does reduce Porto’s initial outlay and de-risks their activities in the transfer market.

 

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"Bruno Alves - To Russia With Love"

 

Even though Porto cannot afford to pay very high wages, they still have much to offer South American players. Not only is Porto itself a very successful club, their regular participation in the Champions League provides a perfect platform for emerging talents to display their wares. Moreover, players can easily obtain work permits and embark on the path towards a EU passport, which makes them a more attractive prospect to clubs in countries with more restrictive regulations. Finally, Brazilian players do not have to struggle with any language issues.

 

On the flip side, Porto are forced to reinvent themselves every season with no player being considered irreplaceable. In this way, when Carvalho left for England, he was replaced by Pepe, whose exit was compensated by the emergence of Bruno Alves. Even with this massive turnover of players, the club has managed to maintain its successful record, consistently winning the Portuguese league, though arguably the departure of three key players to France in the summer of 2009 was a bridge too far.

 

In the same way that Porto often buy a percentage of a player’s rights, they sometimes also sell part of a player in order to raise cash. There was an example of such a trade only last month, when the club sold percentage of three recent arrivals for a total of €8 million (37.5% of Joao Moutinho, 35% of James Rodriguez and 25% of Walter).

 

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"Falcao - no, not that one"

 

They also often structure their transfers in a way that they can share in a player’s future development, e.g. Aly Cissoko’s deal with Lyon included a 20% sell-on clause, while the agreement with Lyon for Lisandro Lopez could be worth an additional €4 million depending on sporting achievements. While hesitating to use the phrase “wheeler dealers”, Porto are definitely very nimble on their feet in the transfer market, leaving many of their more illustrious (and staid) peers in the shade.

 

Ironically, given the vast sums that Porto received from Lyon in 2009, the French club is often considered to operate a similar business model, sharing many of the characteristics of their approach to the transfer market. Up until the last two years, that was certainly the case, before Lyon embarked on a spending spree of their own recently, though their president has promised that they will revert back to type in the future. Furthermore, in relative terms, Porto are even more reliant on money made from player sales, due to the fact that Lyon enjoy a far higher turnover.

 

This is the essence of Porto’s problem, for the club is a big fish in a small pond. The Portuguese market is a small one with many clubs struggling financially, so the only realistic way for Porto to keep up with Europe’s elite from the wealthier nations is to sell the players that they develop. In that way, they can just about find enough money to fund a wage bill that will allow them to be competitive.

 

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We can see the magnitude of the problem by examining the Deloittes Money League for 2008/09. There’s not a Portuguese name in sight among the top twenty listed, which is no surprise given that Benfica is the only Portuguese club to make an appearance on this august list, back in 2006 (in 20th position). Porto’s revenue of €68 million in 2008/09 leaves them miles behind wealthier clubs. To place that into context, Real Madrid’s revenue of over €400 million is almost six times as much. Even a club like Newcastle United, which was relegated at the end of that season, generated 50% more money.

 

This highlights the enormous financial challenges confronting clubs from outside the Big Five countries (England, Spain, Germany, Italy and France). By a strange coincidence, Porto’s revenue is almost exactly the same as that of Ajax, who face the same sort of issues. In terms of Premier League clubs, the nearest revenue equivalent is Stoke City, who have made a lot of progress recently, but, with the greatest respect, their record is nothing compared to Porto’s. From that perspective, there is no doubt that Porto have been punching well above their weight in Europe, regularly reaching the last 16 of the Champions League.

 

At this point, I should probably clarify that this analysis is based on Porto’s consolidated accounts, which include the following companies: PortoComercial (sponsorship, licensing and merchandising, 93.5% owned), PortoEstadio (stadium, 100%), PortoMultimedia (70%) and PortoSeguro (insurance, 90%). That said, the results are still very largely based on the operations of the football club.

 

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The importance of player trading to Porto’s business can be seen very well in the above graph. If profit on player sales is considered as “revenue”, its contribution has been notable in the past few years, averaging around 60% of normal turnover. Put another way, the club makes three times as much from the transfer market as gate receipts. This would be very worrying if Porto had not shown that they are capable of maintaining this “revenue stream” year after year, with the exception of 2006, when, of course, the club made a big loss.

 

It is imperative that Porto continue along this path, as the revenue growth in other areas has been very limited. Gate receipts are actually down 17% in the last five years, while television, the impetus behind revenue growth in many countries, has only risen €5 million in the same period. The star performer has been commercial income, which has doubled to €24 million. Although total revenue growth of 24% has outpaced cost growth of 19%, the absolute growth is smaller, meaning that the operating loss has slightly grown over this time. Whichever way you look at it, the club needs to buy and sell.

 

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As we have seen, broadcasting is not as important for Porto as other leading clubs with the 2010 revenue amounting to only €20 million, comprising €8 million from the domestic deal and €12 million distributions from UEFA for the Champions League. Even with the boost of European revenue, which represents over half of their total TV revenue, this is fairly pitiful compared to the major leagues. If we compare Porto’s revenue with the clubs that earn most from broadcasting income in those other leagues, we can see that they earn between four and eight times this amount.

 

The total value of the Portuguese Liga TV rights is only around €50 million a season, which compares very unfavourably to others: England €1.2 billion, Italy €900 million, France €700 million, Spain €500 million, Germany €400 million. That might be expected, but the Portuguese contract with Olivedesportos (matches shown on SportTV) is also behind Turkey €250 million, Holland €100 million and Greece €54 million. This is not a collective deal, so the lion’s share of the TV revenue (about €24 million) goes to the traditional big three clubs in Portugal: Porto, Benfica and Sporting Lisbon.

 

From that perspective, Porto’s €8.4 million is not too bad (up from €7 million in 2008), but to put this into context, Arsenal also finished third in their league and received around €62 million, which is nearly eight times as much - and the Premier League TV money will further increase this season. In fact, Arsenal on their own received more than all of the 16 clubs in the Portuguese Liga combined.

 

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That’s why the Champions League money has been so important to Porto’s finances over the last few years. This is most evident in 2004, the year when they won the tournament and received €25 million, which was almost 40% of their turnover that year, but even this year when the revenue was down to €12 million, that was still worth 20% of their income - and that excludes gate receipts and sponsorship increments.

 

Porto use a slightly strange accounting policy when it comes to reporting Champions League revenue, whereby as soon as they have qualified for the competition, they immediately book the guaranteed element for the following season. So the 2009/10 revenue for participating in the group stage (worth €7.1 million) was already reported in 2008/09, hence the reduction in the 2009/10 accounts, even though Porto actually received more from UEFA that year: €18.7 million in 2010, up from €14.5 million in 2009.

 

What is certain is that qualification for the Champions League has been fairly lucrative to Porto, €92 million in the last seven years, though they have again been short-changed because of their misfortune in playing in a small country, more specifically a country with a small TV audience.

 

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Although Champions League participation fees and performance prizes are the same for every club, the share of the television money from the market pool is dependent on the size/value of a country’s TV market, so the amount allocated to teams in other countries is more than that given to Portugal. For example, last season Porto reached the last 16 and received €5.4 million from the market pool, which was much less than the €18.1 million distributed to Chelsea for reaching the same stage.

 

Actually, Porto’s share of the 2009/10 pool was higher than they are accustomed to receiving, as the allocation also depends on the number of representatives from a country that qualify for the group stage, and there was only one from Portugal that year, compared to two or even three in previous seasons.

 

Porto’s bottom line will therefore be adversely impacted in 2011, as they have only qualified for the Europa League, which distributes much less money than the Champions League with the guaranteed fees worth only €1 million. In fact, if Porto were to battle their way through countless matches and win the trophy, they would still only get €6.4 million, though that’s better than nothing.

 

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"25 million for Quaresma?"

 

Hence, the determination that the club’s absence from the Champions League will last no more than a year. Only first place in the Liga ZON Sagres guarantees qualification, but the runners-up can also get there if they make it through the qualifying matches. The latest UEFA coefficient rankings suggest that Portugal may get a third place from next season, which would give Porto an even better chance of returning to Europe’s premier competition. That would obviously please their fans, but it would no doubt also bring a smile to the face of their bank manager.

 

And there’s more: as the 2009 annual report stated, “In addition to the direct financial results awarded by UEFA, the presence of FC Porto in the great showcase of European football, where players strongly shine, is essential to their valorization as economic assets of the society.” Not the greatest translation in the English version of Porto’s accounts, albeit scoring high marks for lyricism, but, in short, this means that the Champions League is also the perfect shop window for Porto’s selling policy.

 

Where Porto have done quite well is in increasing their commercial revenue, especially sponsorship and advertising, which has reached €14 million. They have an interesting shirt sponsorship deal with Portugal Telecom, which features one company tmn (mobile network) on the home shirt and another meo (IPTV) on the away shirt in the same way that Arsenal used to have Sega and Dreamcast on different kits. This is a long-term six-year deal worth €21.45 million and runs until June 2011.

 

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However, this is still on the low side by international standards, equivalent to only €3.6 million a season, while Bayern Munich, Manchester United and Real Madrid all have deals worth over €20 million. It might seem absurd to make comparisons against clubs of this stature, but Porto will have to beat these teams if they want to lift the Champions League trophy again.

 

Similarly, the kit deal with Nike brings in less than €3 million a season (four-year deal worth €11.1 million, potentially rising to €14.8 million depending on team’s success, for the period 2008-12). Although Porto have been very active in merchandising initiatives, including revoking an agreement with TBZ following poor performance and setting up several club stores (co-branded with Nike), revenue from this source only comes to just over €2 million a year. A similar amount is generated by corporate hospitality, which is contracted out to a company called EuroAntas.

 

Gate receipts are also nothing to write home about at just €11 million, which is the lowest that they have been in the last six years. The €2 million decline is partially attributed to the earlier Champions League exit with the previous season’s glamour quarter-final against Manchester United bringing in €0.9 million alone, but is also symptomatic of the general economic malaise affecting Portugal, which resulted in the average league attendance falling 14% from 38,800 to 33,500. The poor results probably also played a part, as the average so far in the current successful season has climbed back up to 37,800, which is just behind Benfica, who have the highest crowds in Portugal at the moment.

 

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However, as we have seen, this does not produce much in cold hard cash with the gate receipts being worse than every club in the Deloittes Money League. There may be some match day income hidden away in commercial revenue, but the harsh reality is that the club’s revenue here lags a considerable distance behind its foreign competition. Manchester United’s match day revenue of €128 million is about ten times higher than Porto’s. It’s difficult to compete with such financial might, especially as this difference accrues every single season.

 

The club is housed at the Estádio do Dragão (Stadium of the Dragon), which replaced their old stadium, Estádio das Antas, in 2003. It seats over 50,000 spectators and its name is derived from the dragon on Porto's crest, which is also the nickname of Porto fans. The new stadium was built for the European Championships held in Portugal in 2004 and cost €98 million, of which €18 million was contributed by the taxpayer. To further support the funding, naming rights have been sold for each stand, mainly to divisions of the principal sponsor Portugal Telecom, but also to other companies like Coca-Cola.

 

The stadium is actually owned by EuroAntas, which granted Porto a 30-year lease in 2003 to use the facilities for an annual payment of around €1 million. It is also used for other events like the “Race of Champions” featuring the top drivers in motor sport. In addition, the complex features a multi-sport arena nearby for Porto’s basketball and handball teams.

 

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Moving onto costs, even though expenses are higher than revenue, it is clear that Porto strive to reflect any movement in the revenue in the costs line, so when revenue surged 24% in 2009, costs grew by a similar amount 25%. On the other hand, when the 2010 revenue fell 15%, cash costs (excluding player amortisation) were also cut by 14%. This is a tough balancing act, as the wages have to be held at a minimum level in order to attract the right quality of player.

 

As the annual report explained in its quaint English, “the company bets on the investment of the team with players of high quality … to ensure the best sporting results, which necessarily requires adequate compensation to their status.” Nevertheless, Porto’s wage bill of €39 million is very low by international standards, a long way below big spenders like Barcelona €263 million, Inter €205 million, Real Madrid €187 million and Bayern Munich €165 million. An interesting equivalent would be Celtic, but even their wage bill of €43 million is higher. Of more interest to Porto fans might be the wages of Arsenal, the team that eliminated them from the Champions League last season, which are €130 million – over three times as much.

 

Wages actually reduced 17% in 2010 from €48 million to €39 million, partly due to worse sporting performances, which resulted in lower bonus payments. Porto have stated that 25% of staff costs are related to the performance of the team, so in a good sporting year, these costs will increase ceteris paribus. The split of this year’s staff costs is: players €23 million, technical and administrative staff €10 million, directors €2 million (on the high side), insurance €1 million, other costs €3 million.

 

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Porto also specifically mention in their annual report the Webster Law having an inflationary impact on salaries. This regulation allows a player to unilaterally terminate his contract after three years (or 2 years if he is over 28) to move to a foreign club, only compensating the club with a sum equivalent to the remaining salary for the time left on his contract. Clearly, that could spell disaster for Porto’s business model and its reliance on money from player sales, hence the decision to raise salaries in 2009.

 

Given these pressures, the club is justifiably proud of keeping its wages to turnover ratio below UEFA’s recommended upper limit of 70%. This ratio actually fell to 68% last year, which is very impressive if you consider the constraints imposed by the low revenue.

 

The trend in player amortisation, namely the annual cost of writing down the cost of buying new players, is more concerning, as this has been steadily rising over the last two years. In the four years between 2005 and 2008, it had held steady at around €20 million, but it has now shot up to €27 million. Of course, this can quickly be reduced with the sale of a couple of players that were bought for high fees, so I would expect this trend to reverse in the near future. In any case, it’s still much lower than those sides that have spent really big in the transfer market, such as Manchester City €83 million, Barcelona €71 million, Real Madrid €64 million and Chelsea €57 million.

 

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Like most other Portuguese clubs, Porto have a lot of debt. Given the imbalance between expenses and revenue, this is hardly surprising, but it is exacerbated in their case by the cost of building the new stadium. That said, the debt is still on an upward trend, though it has remained at €84 million for the last two years. This comprises €76 million of bank loans plus a €17 million bond less €8 million of cash.

 

According to the annual report, “the company managed to relieve the financial pressure by issuing a new bond.” This bears 6% interest per annum and is repayable in December 2012. What was reassuring is that the bond issue was 4.5 times over-subscribed, reflecting the market’s support for the club. This is not the first time that Porto have tapped the debt market, as they issued a similar three-year bond in 2006, which was repaid on schedule in December 2009.

 

Of more concern is the security provided to guarantee the loans with the accounts listing all sorts of collateral, including Champions league revenue, stadium naming rights, sponsorship contracts and transfer receivables. The club is obviously aware of this issue and stresses that it can service the debt by referring to the net debt/EBITDA ratio. In Porto’s case, this works out as 2.7 (84/31), which is not great, but I’ve seen worse. The ratio effectively indicates how many years’ earnings would be required to pay off all the debt and is considered alarming if it rises above 3-4.

 

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"A special day"

 

The other aspect of debt that is important to clubs like Porto with their frenetic activity in the transfer market is how much they owe to other football clubs, which stands at €25 million. This is in line with previous years: 2008 €23 million, 2009 €26 million. However, other clubs owe Porto more than twice as much with an incredible €56 million of receivables. This appears to be a vital part of Porto’s transfer dealings, as the sum is unchanged from last year, while 2008 was also high at €46 million. The largest debtors are Lyon €12 million, Marseille €10 million and Inter €6 million. Porto supporters might be surprised to know that the club is still owed money two years after the sale of Quaresma to Inter.

 

This is one reason why Porto’s balance sheet shows €23 million of net assets with assets of €183 million being higher than liabilities of €160 million. The surplus is partly due to the value of player registrations held on the books, which increased last year from €58 million to €69 million. Of course, this accounting value is significantly below the players’ market value, which has been estimated at €132 million by Transfermarkt. In particular, players developed by Porto’s academy will have zero value in the accounts, but are obviously worth something.

 

However, there are risks facing Porto’s strategy, as the transfer market has been deteriorating recently, with all clubs affected by the recession, and values of players have plummeted, e.g. Zlatan Ibrahimovic’s price was slashed to €24 million just 12 months after Barcelona paid €70 million, while Diego moved to Wolfsburg for €16 million a year after Juventus bought him for €25 million. The statistics show that Europe’s top five leagues spent almost 40% less on transfer fees in the summer of 2010 than the previous year.

 

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"Meet El Presidente"

 

On top of the adverse market environment, the advent of the UEFA Financial Fair Play Regulations could also have a detrimental effect. These will force clubs to break-even if they wish to compete in European competitions, so expenses have to be covered by revenue. As a major expense element is the player amortisation arising from transfers, it seems logical that clubs will endeavour to reduce their transfer spend, which might well harm selling clubs like Porto.

 

Having said that, Porto have managed to beat the odds so far with the transfer of Bruno Alves this summer among the top ten worldwide. Maybe it just means that only those clubs with superb scouting networks and an excellent track record for developing players will thrive in the new world – and Porto certainly fit the bill there. It is clear that they still have many players who would be in demand with Manchester City being only one team linked with a €30 million move for Hulk.

 

Even so, it makes it even more important for Porto to produce players from their “Dragon Force” academy, as the club may have less money in the future to spend on bringing players in. This is why they have invested substantial funds into improving the Vitalis Park facility, which now features 11 grass pitches and 7 synthetic pitches. There is a risk that players would then be transferred to richer clubs at a younger age, but the financial arguments are pretty compelling.

 

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"The dynamic duo"

 

The fact is that the Portuguese League does not generate enough money on its own for its clubs to compete in the upper echelons of the Champions League. Many clubs are struggling financially, over burdened with debt, leading to seven clubs from the top flight recently seeking assistance from the LPFP (Portuguese Football Federation). Although this theoretically represents financial aid to improve sports facilities, it looks more like grants are being given out to enable the survival of these clubs.

 

This is the situation in which Porto operates, so their focus on making money from selling players is perfectly understandable. They have become the ultimate football traders, buying low and selling high with great success, which should be applauded, especially as their results on the pitch have rarely suffered. It’s a delicate balance, however, as seen by their failure to qualify for this season’s Champions League. This year looks much more encouraging though with a very good possibility that the league title will once again return to the Dragons’ Den.

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Vou aproveitar, e coloco aqui a história do nosso emblema. Tinha aqui guardado no computador.

 

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Emblema

 

O emblema original do Futebol Clube do Porto era o representado abaixo: uma bola de futebol antiga azul com as letras FCP a branco. Assim continuou até 1922, quando Augusto Baptista Ferreira, jogador do FC Porto, num rasgo de criatividade daqueles só concedidos aos génios, resolveu unir o símbolo do FC Porto ao brasão da cidade do Porto na altura (que em 1940 foi alterado, passando a ser aquele que conhecemos actualmente). Simplício, como era conhecido, criou assim um emblema magnífico e bem representativo da simbiose entre o clube e a cidade. E fê-lo espontaneamente. O seu amor e a sua dedicação ao clube, bem como a sua genialidade, ficaram eternizados naquele que será, provavelmente, um dos poucos símbolos de clubes desenhados por um atleta.

 

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O emblema do Futebol Clube do Porto passou então a ser o da imagem abaixo: sobre a bola de futebol antiga azul estão as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto por Carta Régia em Janeiro de 1837. Estas são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas, tendo cada uma cinco besantes no interior) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade - segundo a sua vontade, o seu coração encontra-se guardado numa urna de prata na Igreja da Lapa. A orlar o escudo encontra-se o Colar e Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (na qual estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o Dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía - Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal.

 

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Editado por Diogo'7

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Já agora, uma versão mais pormenorizada:

 

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Teu pendão leva o escudo da cidade

 

 

A minha primeira incursão azul e branca pela web foi o site Os Portistas, que iniciei há quase 10 anos e deixei de actualizar alguns anos depois. Nesse site incluí uma breve descrição do símbolo do FC Porto, que veio a tornar-se sem dúvida o trecho mais divulgado, e talvez o mais relevante, do meu modesto projecto. Ainda hoje deparo com ele de vez em quando, com ou sem ligeiras adaptações, e esboço sempre um sorriso largo. A fonte raramente consta, mas que importa? Fico sempre imensamente orgulhosa ao lê-lo, e sinto que pelo menos aquele bocadinho de texto cumpriu o seu propósito de divulgar e engrandecer o nome do nosso clube. Transcrevo-o:

 

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O emblema original do Futebol Clube do Porto era o representado na imagem à esquerda: uma bola de futebol antiga azul com as letras FCP a branco. Assim continuou até 1922, quando Augusto Baptista Ferreira, jogador do FC Porto, num rasgo de criatividade daqueles só concedidos aos génios, resolveu unir o símbolo do FC Porto ao brasão da cidade do Porto na altura (que em 1940 foi alterado, passando a ser aquele que conhecemos actualmente). Simplício, como era conhecido, criou assim um emblema magnífico e bem representativo da simbiose entre o clube e a cidade. E fê-lo espontaneamente. O seu amor e a sua dedicação ao clube, bem como a sua genialidade, ficaram eternizados naquele que será, provavelmente, um dos poucos símbolos de clubes desenhados por um atleta.

 

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O emblema do Futebol Clube do Porto passou então a ser o da imagem à direita: sobre a bola de futebol antiga azul estão as armas que D. Maria II atribuiu ao Porto por Carta Régia em Janeiro de 1837. Estão são compostas por um escudo esquartejado que possui as armas reais (sete castelos e cinco quinas, tendo cada uma cinco besantes no interior) no primeiro e quarto quartéis e as antigas armas da cidade do Porto (a Virgem segurando o Menino, ladeados por duas torres) no segundo e terceiro quartéis, tendo no centro, sobre o ponto onde se unem os quatro quartéis, um coração, que representa o precioso legado que D. Pedro IV (pai de D. Maria II) deixou à cidade - segundo a sua vontade, o seu coração encontra-se guardado numa urna de prata na Igreja da Lapa. A orlar o escudo encontra-se o Colar e Grã-Cruz da Antiga e Muito Nobre Ordem da Torre e Espada de Valor Lealdade e Mérito, do qual pende a respectiva medalha (na qual estão escritas essas mesmas palavras: valor, lealdade e mérito). Sobre o escudo está a Coroa Ducal e o Dragão negro do poder, pertencente às antigas armas dos Senhores Reis destes Reinos, em cujo pescoço está uma fita com a palavra Invicta, título que D. Maria II atribuiu ao Porto, acrescentando-o aos que a cidade já possuía - Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal.

 

No outro dia voltei a dar com ele, desta vez aqui. E com um comentário pertinente de alguém que pede "informação mais detalhada sobre a coroa ducal e em particular sobre o símbolo do Dragão", e pergunta: "Quais os senhores? Quais os reinos ? Existe algo nos registos do clube?"

 

São boas perguntas. O trecho original é demasiado sumário para um tema de tão grande importância. Nada percebo de heráldica e pouco percebo de história, o que aqui fica como ressalva, mas vou aproveitar a deixa para falar mais um bocadinho sobre o lindo emblema que nos adorna o peito.

 

Se existe alguma coisa nos registos do clube, desconheço de todo. Nas publicações relacionadas com o clube a que já tive acesso nunca lá vi nada de muito detalhado sobre o nosso símbolo, mas não digo que não exista. Lamento não ter tomado nota da fonte da informação que usei em 2002, mas julgo tê-la encontrado, salvo erro, num texto de jornal sobre as armas da cidade, actualmente "perdido" por entre tantos outros recortes de jornais e revistas alusivos ao nosso clube que tenho lá por casa. Mas se, como sabemos, as armas que Simplício uniu de forma sublime ao nosso símbolo original eram as armas da cidade do Porto na altura, em 1922, torna-se evidente que, se quisermos compreender o nosso belíssimo símbolo, devemos entender a história das armas da cidade.

 

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Muita da papinha está feita, e muito bem feita, no blog Do Porto e não só, que cita o historiador Armando de Mattos para informar-nos de que "o primeiro selo de que se conhece uma imagem da cidade do Porto aparece num documento do século XIV" e é este que vemos ao lado: uma representação de Nossa Senhora da Vandoma, padroeira da cidade (engana-se quem pensa que o nosso padroeiro é o São João ;)), com o menino ao colo, ladeados por duas torres. Alguns locais referem como suposto brasão original "uma cidade de prata, em campo azul sobre o mar de ondas verdes e douradas", mas todas essas referências parecem ter origem aqui, pelo que não sei até que ponto será verdade. Por certo temos o selo mencionado, que ao longo dos séculos foi registando pequenas variações, mas com a essência a permanecer: sempre a virgem, o menino e as torres, que a certa altura aparecem com braços que empunham uma espada e uma bandeira.

 

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Entre 1832 e 1833, como aprendemos na escola, o Porto foi o palco principal da guerra civil portuguesa, num episódio que ficou conhecido como Cerco do Porto. As tropas de D. Miguel, à época Rei de Portugal e defensor do absolutismo, montaram cerco à cidade; no seu interior, o povo colocou-se ao lado das tropas liberais de D. Pedro IV, seu irmão mais velho, e resistiu durante 13 meses aos ataques ferozes dos miguelistas, à cólera, ao tifo e à fome, saindo vitorioso no final. A postura heróica dos nossos conterrâneos valeu-lhes a gratidão eterna de D. Pedro, que declarou deixar o seu coração à cidade, onde ainda permanece, numa urna de prata na Igreja da Lapa. Ainda como expressão desse agradecimento, foi a sua filha D. Maria II quem, em 1837, por Carta Régia redigida por Almeida Garrett e assinada pela Rainha e pelo Primeiro-Ministro Passos Manuel, atribuiu à cidade - "a mais illustre das cidades portuguezas" - um novo brasão e o título que ainda hoje a define: Invicta.

 

"1º Para memoria de que a cidade do Porto bem mereceu da patria e do principe, serão as suas armas um escudo aquartellado, tendo no primeiro quartel as armas reaes de Portugal; no segundo as antigas armas da mesma cidade, e assim os contrarios; e sobretudo, por honra, e em recordação do legado precioso que de meu augusto pae recebeu, um escudete vermelho com um coração de oiro: coroa ducal; e por timbre um dragão negro das antigas armas dos senhores reis d'estes reinos; com a tenção em letras de oiro sobre fita azul - Invicta: - e em roda do escudo a insignia e collar da gran-cruz da antiga e muito nobre ordem da Torre e Espada, do valor, lealdade e merito.

 

2º - Aos títulos de antiga, muito nobre e leal se acrescentará o de Invicta: - e assim será designada: - A antiga, muito nobre, sempre leal e invicta cidade do Porto."

 

E aqui temos a descrição daquele que é hoje o nosso símbolo - embora com pequenas variações, como as cores do Dragão e da faixa que tem ao pescoço, cuja razão não consegui perceber. Quanto aos "Senhores Reis destes reinos", trata-se simplesmente de uma forma de designar os reis de Portugal, que na altura eram reis de Portugal e dos Algarves – daí o plural ("reinos"). Assim, temos que o dragão do nosso símbolo é o dragão das antigas armas dos reis de Portugal, ou seja, as armas da Casa Real Portuguesa, desde D. João I. Algumas razões para a adopção do dragão pelo monarca são aventadas aqui, enquanto aquipodemos ver diversas utilizações do dragão nas suas armas e nas dos seus filhos. Também no Brasil, de onde D. Pedro IV foi o primeiro Imperador (após proclamar a independência de Portugal com o grito do Ipiranga em 1822), o dragão assumiu posição de destaque na heráldica nacional, sendo mesmo dois dragões os guardiões do túmulo do Libertador cujo coração descansa na cidade que tanto amou.

 

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As armas da nossa cidade, todavia, já não coincidem com as que constam do nosso símbolo. Em 1940, num acto de teimosia anti-liberal muito característico do Estado Novo, foi o próprio presidente da Câmara Municipal do Porto, António Mendes Correia de seu nome, quem solicitou ao governo o regresso às armas antigas, eliminando os registos da histórica gratidão de D. Pedro IV e D. Maria II à cidade do Porto e descartando as honras que por ela nos atribuíram, excepto, valha-nos isso, o título de Invicta. A esse propósito, recomendo a leitura desta página. Quem sabe, se se for passando a palavra, o povo tripeiro venha um dia a resgatar o que é seu por direito e restitua ao município o nobre brasão que hoje apenas sobrevive graças ao nosso Futebol Clube do Porto, clube maior da cidade "que havendo dado o nome a Portugal, tantas vezes o tem rehabilitado à face do mundo, e restituido á primitiva gloria e explendor da sua origem". Não é de desconfiar que Garrett já previsse o Futebol Clube do Porto quando, na Carta Régia de 1837, redigiu estas insignes palavras?

 

 

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O último artigo que tenho guardado (está em espanhol, é da MARCA)

 

 

 

Un ejemplo de gestión

 

 

EL OPORTO SACA GRANDES BENEFICIOS ECONÓMICOS DE SUS GRANDES JUGADORES

 


  •  
  • Falcao, el jugador por el que el Oporto ha recibido más dinero en su historia, costó 5,5 millones a los Dragones.
  • Anderson, 31,5 millones; y Pepe, 30, anteriores récords del equipo portugués.
  • Deco, Carvalho, Bruno Alves, Bosingwa o Paulo Ferreira, otros negocios redondos.

 

 

La semana pasada, Pinto Da Costa, presidente del Oporto, se sentó a negociar con Miguel Ángel Gil Marín, nombrado mejor gestor deportivo del año 2010, por Radamel Falcao. Como resultado de la operación, el cuadro portugués recibirá 40 millones de euros por un futbolista que le costó 5,5 hace dos campañas, procedente de River Plate. El de Falcao es el último gran negocio de un club ejemplar en su gestión, al menos en lo que a compraventa de futbolistas se refiere. Desde que ganó su segunda Liga de Campeones, el Oporto ha comprado barato y vendido a precio de oro a un buen puñado de jugadores.

 

Tras proclamarse campeón de Europa contra el Mónaco, en el año 2004, el Oporto vendió a Paulo Ferreira, Carvalho y Deco, los dos primeros al Chelsea y el tercero al Barcelona. Las ventas de los tres supusieron 71 millones para el club (30 por Carvalho, un canterano; 21 por Deco y 20 por Paulo Ferreira). Aquellas tres ventas fueron el inicio de una catarata de grandes negocios para el club portugués. En los siguientes veranos, Luis Fabiano fue comprado por 3,5 millones al Sao Paulo y vendido por 10 al Sevilla, Seitaridis fue adquirido por 3 del Panathinaikos y salió por 10 al Dinamo de Moscú, el mismo destino que Maniche por 16 millones de euros.

 

Especialmente productivas para el Oporto fueron las ventas de 2007, cuando recaudó más de 60 millones de euros en dos futbolistas, Pepe y Anderson. Real Madrid y Manchester United pagaron 30 y 31,5 millones respectivamente. Hasta el traspaso de Falcao, eran las dos mayores ventas del Oporto en toda su historia. El beneficio del Oporto fue de casi 55 millones de euros, pues Pepe costó 2 millones procedente del Marítimo y Anderson, del Gremio, 5 millones.

 

El club de Pinto Da Costa, que se ha ganado fama de duro negociador por algo, no hace distinciones, vende igual de caro a un defensa, a un centrocampista o a un delantero. Entre los zagueros, percibió 20,5 millones por Bosingwa, 15 'kilos' por un Cissokho al que compró por 300.000 al Vitoria Setúbal y 22 millones por Bruno Alves, procedente del Oporto B. Como medios, Lucho González, comprado por algo más de 10 millones a River Plate, salió por 19 rumbo al Olympique de Marsella y Raúl Meireles, que llegó a Porto con la carta de libertad, fue vendido por 13 millones al Liverpool. En la delantera, Quaresma dejó 24,6 millones en caja después de que el Oporto pagara 6 al Barcelona por él y Lisandro, predecesor de Falcao en la punta de los 'Dragones', salió por otros 24 millones cuando costó 6,7, procedente de Racing Club.

 

Pocos malos negocios se le recuerdan al Oporto. En los últimos años, el cuadro portugués sólo ha hecho una gran adquisición, la de Hulk, que costó 19 millones de euros procedente del Tokyo Verdy japonés, según la página web transfermarkt. Una cifra alta, aunque pocas dudas quedan de que cuando salga, si es que sale, lo hará por una cantidad bastante superior. La próxima ganga, sin embargo, parece tener nombre y apellido: Freddy Guarín. El colombiano costó un millón de euros procedente del Saint-Etienne. ¿Por cuánto saldrá? Los antecedentes apuntan a que el club que le quiera tendrá que rascarse el bolsillo. Y Pinto Da Costa seguirá frotándose las manos.

 

Los datos hablan por sí solos: desde 2004, el Oporto ha vendido por valor de 406 millones de euros y ha comprado por 239. Casi 170 millones de beneficios y el equipo ha seguido siendo igual de competitivo. El Oporto, a pesar de vender a sus mejores jugadores, ha seguido ganando títulos en Europa y en Portugal. Un ejemplo de gestión deportiva.

 

Los grandes traspasos del Oporto:

Falcao: comprado por 5,5 millones, vendido por 40

Anderson: comprado por 5 millones, vendido por 31,5

Pepe: comprado por 2 millones, vendido por 30

Carvalho: canterano vendido por 30 millones

Quaresma: comprado por 6 millones, vendido por 24,5

Lisandro: comprado por 6,7 millones, vendido por 24

Bruno Alves: canterano vendido por 22 millones

Deco: vendido por 21 millones

Bosingwa: vendido por 20,5 millones

Paulo Ferreira: vendido por 20 millones

Lucho González: comprado por 10,2 millones, vendido por 19

Maniche: vendido por 16 millones

Cissokho: comprado por 300.000 euros, vendido por 15 millones

Meireles: llegó libre, vendido por 13 millones

Seitaridis: comprado por 3 millones, vendido por 10

Luis Fabiano: comprado por 3,5 millones, vendido por 10

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José Maria Pedroto "O Mestre"

 

 

Ao pensar-se nas maiores figuras de sempre da história do FC Porto, um dos nomes sempre referenciados é com certeza o de José Maria Pedroto. Este homem esteve ligado à história do clube durante várias décadas, primeiro como jogador, brilhante...um dos maiores de sempre em Portugal. Depois, como treinador, tornou-se uma figura incontornável do futebol Português e do FC Porto, sendo um dos responsáveis pelo enorme crescimento que o clube registou a partir da década de 80.

 

 

Jogador:

 

Pedroto nasceu no dia 21 de Outubro de 1928 em Almacave, Lamego. Jogou nos infantis do FC Porto, e no Leixões já em idade de júnior. Pedroto compensava a falta de físico com um enorme talento. O serviço militar levou-o ao Lusitano de VRSA, onde começou a despertar o interesse dos grandes. Em 1950 tranfere-se para o Belenenses. Pedroto cedo se afirmou como um dos melhores médios do futebol Português. Em 1951 estreia-se pela selecção nacional, em Paris. Em 1952 a sua transferência para o FC Porto envolveu verbas recorde para a altura. O FC Porto estava a construir uma grande equipa que viria finalmente a quebrar um jejum de muitos anos...Em 1956, comandada por Dorival Yustrich, a equipa do FC Porto conquista o Campeonato e a Taça de Portugal. Pedroto foi uma das principais figuras da equipa. Em 1959, Pedroto é novamente campeão nacional, apesar das artimanhas de um tal de Calabote... Em 1960, Pedroto torna-se o primeiro treinador Português com curso superior.

 

Treinador:

 

Continuou a evidenciar-se nos "estudos", obtendo uma brilhante classificação num curso de treinadores efectuado em França. Estes resultados, aliados ao bom trabalho nas camadas jovens do FC Porto, levaram-no ao posto de treinador da selecção nacional de juniores. Com Pedroto ao "leme", Portugal conquista o seu primeiro título Europeu!

 

Pedroto abandona o futebol jovem do FC Porto para ir treinar a Académica. Forjou grandes talentos nessa época, sendo reconhecido por todos a qualidade do futebol apresentado pela equipa de Coimbra. Depois treinou o Leixões, onde foi vitíma da única chicotada psicológica da sua carreira, traído pela falta de condições oferecidas pelo clube. Treinou depois o Varzim, que estava no seu 2º ano na primeira divisão... o Varzim foi a sensação desse campeonato.

 

Em 1966 realizou um sonho: tornar-se treinador principal do FC Porto, fica até 1969 e vence uma Taça de Portugal. Depois ruma até Setúbal, altura em que o Vitória obtém alguns dos melhores resultados da sua história, sendo uma vez vice-campeão, uma vez finalista da Taça, e obtendo excelentes prestações nas competições Europeias.

 

Em 1974, mudou-se para o Boavista...em dois anos obtêm um excelente 2º lugar no campeonato e vence 2 Taças de Portugal.

 

Volta às Antas para vencer dois Campeonatos e uma Taça de Portugal.

 

Falha o «tri» e sai na confusão do "verão quente". Passa a treinar o Vitória de Guimarães, onde esteve 2 épocas, obtendo um 4º e um 5º lugar. Com ele esteve um tal de Artur Jorge...

 

Pinto da Costa, já Presidente do FC Porto, trouxe Pedroto para as Antas. Nesse período ainda venceu uma Taça de Portugal e foi finalista da Taça das Taças. Pinto da Costa e Pedroto criaram as bases para a série de grandes êxitos que se seguiram e que culminaram com a vitória na Taça dos Campeões Europeus. Ao "leme" estava o seu discípulo Artur Jorge, o primeiro treinador Português Campeão Europeu de clubes.

 

Palmarés:

 

Como jogador:

- 2 Campeonatos Nacionais

- 1 Taça de Portugal

- 17 internacionalizações

 

Como treinador:

- 2 Campeonatos Nacionais

- 5 Taças de Portugal

- 4 vezes finalista da Taça de Portugal.

- Seleccionador nacional (17 jogos, 03/04/74-30/03/77).

 

Frases:

 

José Maria Pedroto foi um dos grandes treinadores do FCPORTO. Para a memória, além dos títulos conquistados, ficam também algumas frases do grande mestre, que ainda hoje podemos aplicar a este

grandioso clube:

“Não vai ser preciso nenhum milagre para que o F.C. Porto alcance finalmente o título que ambiciona a anos.”

 

"As gentes do Porto são ordeiras porque, se não fossem, há muitos anos teriam recorrido à violência perante os enganos dos árbitros que têm decidido da perda de muitos campeonatos e Taças de Portugal."

 

"No FCPORTO, os problemas não se levantam porque nunca chegam a existir."

 

"O FCPORTO cada vez mais aparece como potência do nosso futebol, capaz de conseguir a hegemonia e é claro que isto preocupa o Benfica e o Sporting."

 

"É tempo de acabar com a centralização de todos os poderes da capital."

 

 

"No FC Porto não há contestatários maricas, nem os problemas se levantam, porque nunca chegam a existir".

 

"Jorge Nuno Pinto da Costa, para além de ser um cidadão respeitável, afirmou-se como um competentíssimo dirigente. A ele se deve, em grande parte, a projecção que o FC Porto atingiu, a nível nacional e europeu. O tempo há-de fazer-lhe justiça."

 

"O verdadeiro calcanhar de Aquiles do nosso futebol reside no simples facto de quase todos pensarmos que, quando saímos dos estádios, já não somos profissionais de futebol".

 

"Estamos na mediania no conceito europeu. relativamente ao futebol de alta competição, temos meia dúzia de jogadores com grande classe".

 

"Oliveira é um dos melhores jogadores de todos os tempos".

 

"Não tenho dúvidas de qualquer espécie de que ao Artur Jorge não faltará onde trabalhar e que, em qualquer parte, triunfará. Mas também acredito que vai ser no FC Porto que ele acabará por ser revelar como um homem predestinado para a direcção e comando de equipas de futebol".

 

Testemunhos:

 

"Foi uma escola que perdeu o Mestre.." (Artur Jorge)

"O grande Mestre, a ciência viva e actuante do nosso futebol..." (Toni)

"Foi o Mestre dos Mestres do futebol Português..." (Quinito)

"Um Mestre do futebol Mundial..." (João Mota)

"Um profissional de corpo inteiro..." (Pimenta Machado)

"Atingiu o máximo..." (Juca)

"Este homem não morre..." (Octávio)

"Pedroto não morreu..." (Henrique Calisto)

 

 

José Maria Pedroto Faleceu a 7 de Janeiro de 1985.

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Lendas Azuis e Brancas - Vítor Baía

 

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Desta forma inauguramos uma nova rúbrica no nosso blogue. Semanalmente iremos apresentar uma figura mítica do nosso grande clube. Iremos explanar os pormenores das suas carreiras, dar a conhecer diversas curiosidades e, sobretudo, prestar-lhes uma homenagem que, seguramente, nunca será suficiente devido a tudo o que deram pelo mágico F.C. Porto.

 

Iniciaremos, então, esta epopeia por um dos nomes mais sonantes da nossa História: Vítor Baía.

 

O jogador mais titulado da História do futebol – recentemente igualado pelo Gaulês Ryan Giggs, com 33 títulos colectivos – teve uma carreira recheada de sucessos. Vinte e um anos de dedicação azul e branca valeram-lhe a entrada directa no quadro dos míticos Dragões.

 

Chegou ao Reino do Dragão com 13 anos, proveniente do modesto Académico de Leça. Estreou-se na equipa principal com apenas 19 anos, em 1989, frente ao Vitória de Guimarães pelas mãos do campeão europeu, Artur Jorge. E desde aí, nunca mais abandonou a defesa das redes azuis e brancas, fazendo sete épocas ao mais alto nível, conquistando 5 campeonatos nacionais, sofrendo apenas 116 golos, ou seja, uma média de 16,5 golos por época.

 

Com estas prestações, rapidamente deu o salto para o Barcelona, numa transferência que, à época, o transformou no guarda-redes mais caro de sempre do futebol mundial.

 

Titular indiscutível na primeira época ao serviço do clube Blaugrana, depressa viu este conto de fadas transformar-se num pesadelo: no início da sua segunda época lesionou-se com alguma gravidade e, desde aí, foi preterido pelo espanhol Ruud Hesp.

 

Esta sua passagem por Espanha foi, também ela, rica em troféus. Ora vejamos: duas Taças do Rei (96/97 e 97/98), uma Liga Espanhola (97/98), uma Supertaça de Espanha (97/98), uma Taça das Taças (96/97) e, finalmente, uma Supertaça Europeia (97/98).

 

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Mas o destino queria voltar a ver o futebolista nascido em Vila Nova de Gaia a vestir a camisola azul e branca. Após uma época e meia a jogar muito pouco, Vítor Baía transfere-se para o F.C. Porto em Janeiro de 1999. Número mágico, porque foi graças à data da sua transferência que o guarda-redes, 80 vezes internacional pela selecção portuguesa, começou a utilizar o número 99 nas costas. Depressa se transformou num fenómeno e, ainda hoje, é recordado como o número do Baía, com diversos jovens guarda-redes do futebol de formação a ostentar nas costas o número do mítico guardião portista.

 

Esta nova passagem pelo Dragão (à data da sua chegada, pelas Antas) foi ainda mais sorridente que a anterior. Mas nem tudo foram rosas: em 2001, Vítor Baía, lesiona-se com gravidade num joelho e ficou no estaleiro durante uma época inteira, sendo mesmo colocada a hipótese do fim precoce da sua carreira futebolística.

 

Regressou ao relvado, e regressou na máxima força, com uma série de conquistas épicas nos anos posteriores, tanto em termos individuais como em termos colectivos:

 

Defendeu as redes azuis e brancas em duas das épocas de maior sucesso da história portista, conquistando nesses anos uma Taça Uefa e uma Liga dos Campeões. De resto, a época magnífica que realizou na época 2003/2004 valeu-lhe a atribuição do título de melhor Guarda-Redes da Europa, pela UEFA, assim como o prémio de Melhor Guarda-Redes do Mundo, pela FIFA.

 

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Um dos episódios mais amargos que certamente guardará na memória, foi a impossibilidade de poder actuar na final da Taça Intercontinental em 2004, devido a uma taquicardia que sofreu após aterrar em Tóquio.

 

Na época de 2005/2006, perdeu a titularidade da baliza azul e branca para o actual guardião, Helton. Fez o seu último jogo em 2007, com o Dragão totalmente lotado para a sua despedida e lavado em lágrimas.

 

Vítor Baía, além de continuar a deter o recorde de imbatibilidade dos campeonatos nacionais de futebol (1191 minutos, entre Setembro de 91 e Janeiro de 92), guarda no seu palmarés vários títulos conquistados ao serviço do F.C. Porto: 10 Campeonatos Nacionais (89/90, 91/92, 92/93, 94/95, 95/96, 98/99, 02/03, 03/04, 05/06 e 06/07), 5 Taças de Portugal (90/91, 93/94, 99/2000, 02/03 e 05/06), 9 Supertaças Cândido de Oliveira (90/91, 91/92, 93/94, 94/95, 99/00, 00/01, 02/03, 03/04, 05/06), 1 Taça Uefa (02/03), 1 Liga dos Campeões (03/04) e 1 Taça Intercontinental (04/05).

 

 

Ao serviço da selecção Portuguesa, esteve presente no Euro 2000, onde foi uma figura determinante, e no Mundial 2002. Fez a sua estreia em 1990 frente aos EUA, com apenas 21 anos, e nunca mais abandonou a titularidade. Com a chegada de Scolari ao comando da selecção das Quinas, foi envolto numa enorme polémica, ao ser afastado definitivamente das redes portuguesas.

 

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Posto isto, dá para perceber a magnificência da figura de Vítor Baía. Acarinhado por todos os portistas e respeitado por todos os adeptos de futebol. Para se perceber a importância de Vítor Baía na História do futebol mundial, convém referir que ele é apenas um dos 9 futebolistas a conquistar as três provas mais importantes a nível de clubes: Taça das Taças, Taça Uefa e Liga dos Campeões.

 

Vítor Baía foi, e é, um dragão nascido do fogo, combinando uma vontade de vencer e uma raça típica de qualquer figura da nossa casa.

 

 

http://www.dazuis.com/2011/10/lendas-azuis-e-brancas-vitor-baia.html

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Próximo Presidente :mrgreen:

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Descobri recentemente um site com dezenas de imagens de Cachecóis do Porto separadas por capítulos/fases, com pequenas descrições sobre a história do cachecol ou da própria época. Para quem quiser, está aqui

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Obrigado Daniel! :prayer:

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Vitor Baía :prayer: .

Até à data só tenho dois ídolos/ícones no futebol: Vitor Baía e Lucho. Mas o Baía é "outro nível", crescer a ver este enorme guarda redes na baliza do meu clube foi lindo.

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Lendas Azuis e Brancas - Deco - I

 

 

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Falar de Deco é falar de magia, arte, espectáculo, classe, paixão e emoção. Porque Deco, tal como diria o nosso grandioso presidente Jorge Nuno Pinto da Costa, «tem talento "às carradas", não assume no campo o pseudo estatuto de ídolo com pés de barro, mas o de apenas um dos onze que lutam pelo mesmo ideal».

 

Deco é sinónimo de alegria, «Deco é nome de craque, é sinónimo de vencedor. Um artista que ao serviço do colectivo espalha arte nos estádios» - Fernando Santos, primeiro treinador de Deco no F.C. Porto. Ou como diria o seu grande amigo, Sérgio Alves (autor do livro) "Deco. O Preço da Glória", pelo qual nos guiámos para realizar a rúbrica desta semana, Deco constitui um exemplo «ao apresentar permanente disponibilidade para vestir o "fato de macaco", apesar das suas potencialidades exigirem traje de gala».

 

Deco é irreverente dentro do campo, é um jogador de colectivo, mas «quando 'a coisa está preta' emergem os que assumem os riscos e as responsabilidades e dizem ‘dá cá a bola que eu resolvo’, como é o seu caso. Para mim, Deco é 'O CORAJOSO!', como tão bem o qualificou José Mourinho.

 

Poderíamos elogiar, vez após vez, um dos maiores magos do futebol que o nosso clube já viu, resta-nos realizar uma pequena mas singela homenagem ao jogador que foi feliz no Dragão, como em nenhum outro clube.

 

O “Maradoninha”, como ficou conhecido no Guarani – clube onde deu alguns dos primeiros passos no mundo de futebol -, desde muito cedo começou a demonstrar todo o seu talento para o desporto-rei em Portugal. Lígio de Carvalho, um dos seus treinadores neste clube brasileiro, deixou bem claro esse aspecto: «O Maradoninha já era um génio. Um talento puro. Tinha uma personalidade muito forte e em campo era a inteligência em movimento. Um garoto franzino mas com uma capacidade técnica invulgar. Todos os desequilíbrios saíam dos seus pés. Um verdadeiro n.º 10. Já na altura era esse o número da sua camisola. Não havia adversário que não tivesse a preocupação de o marcar individualmente. Foi do melhor que me passou pelas mãos até hoje. Qualquer jogador podia faltar ao jogo... menos o Maradoninha! Era a grande estrela da nossa equipa...».

 

A sua carreira futebolística iniciou-se no Bonfim, com apenas 9 anos. Depressa se tornou na estrela da equipa do escalão “Faldrinha” (entre os 8 e 12 anos), conquistando sucessivos prémios individuais. Depressa despertou a atenção dos maiores clubes daquela zona: o Guarani e o Ponte Preta. Mas ambas as equipas apenas possuíam “categoria de leite”, ou seja, para miúdos entre os 12 e os 13 anos, quando Deco tinha apenas 9. A escolha acabou por recair no Guarani.

 

Esteve prestes a trocar a carreira futebolística por um canudo em Engenharia Civil, quando com 14 anos foi admitido na Mercedes, para realizar um curso técnico de nível médio (o método de ensino brasileiro é diferente do nosso). Apostou tudo no futebol e abandonou essa hipótese. No entanto, como jogava sempre em escalões acima do seu, num ano começou a ser afastado da equipa porque encontrava-se com um atraso significativo de crescimento em relação aos outros. Depressa se arrependeu da decisão tomada e voltou a dedicar-se aos estudos.

 

Regressou a Indaiatuba e conciliou os estudos com o futebol de salão. Iniciou a sua carreira no “Tejusa”, um clube forte nesta modalidade no Brasil, e rapidamente se destacou. Recebeu um convite do Palmeiras que rapidamente foi aceite. Foi aí que começou a ganhar o seu primeiro salário – 150 dólares por mês. Voltou a destacar-se e o Portuários, um clube de Santos, que estava a formar uma super-equipa, onde iria auferir 400 dólares por mês. O clube faliu e Deco teve de regressar a Indaiatuba para terminar o 2º grau (12º ano português) por imposição do pai.

 

O seu regresso aos relvados deu-se em São Paulo, através da Euroexport. Foi convidado para a equipa de futsal e quando foi formada uma equipa e futebol de 11, com um acordado com o Nacional - um clube brasileiro - foi-lhe feito o mesmo convite. Com 16 anos estava, assim, de volta aos pelados.

 

A Euroexport assinou um convénio com o Corinthians, assim, Deco acabou por concretizar o sonho de ir para o clube com o qual sonhava jogar. Impôs-se rapidamente e tornou-se numa das estrelas da equipa de juniores. Estreou-se pela equipa principal muito rapidamente, numa altura em que o clube atravessava dificuldades.

 

 

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O protocolo da Euroexport com o Corinthians chegou ao fim e, consequentemente, a ligação de Deco com o Corinthians. Entretanto, um empresário brasileiro, João Feijó, adquiriu parte do passe de Deco e tentou trazê-lo para Portugal, com a promessa de alinhar pelo Benfica. Antes de viajar para Portugal, manteve o ritmo competitivo ao jogar pelo Maceió.

 

Do Benfica para o Alverca foi uma questão de minutos. Deco soube após aterrar em Portugal que afinal iria jogar num satélite do Benfica e não no clube encarnado. Desiludido e enganado, percebeu que dos 1000 contos por mês que João Feijó prometera, iria receber apenas metade, ou seja, 500.

 

No Alverca deslumbrou. Numa equipa com nomes como Maniche, Hugo Leal, Bruno Basto ou Hugo Costa, assinou 13 golos e uma mão-cheia de assistências.

 

Após esta época de revelação em Portugal, Jorge Mendes tratou de fazer o necessário para se tornar no seu agente. O empresário português apresentou-lhe a alternativa de uma nova transferência, desta feita para o Salgueiros. Isto porque o Benfica ainda não tinha accionado a opção de compra do seu passe.

 

No Benfica apenas duas pessoas acreditavam realmente no seu valor: António Simões e Nelo Vingada. Daí não se estranhar que Deco nunca se tenha estreado em jogos oficiais, acabando por se confirmar a sua transferência para o Salgueiros a troco de 500 mil contos. Convém recordar uma afirmação de António Simões relativamente a Deco: «O Deco tem a força, a resistência e a mentalidade de um europeu, mas o seu futebol contempla ainda o “perfume” de uma preciosa combinação da arte brasileira com a agressividade argentina, o que fazem dele um jogador de eleição, por quem nutro a maior admiração. A não contratação por parte do Benfica foi um erro histórico para o meu clube».

 

Com a transferência para o Salgueiros, criou-se uma enorme polémica envolvendo Luís Filipe Vieira, actual presidente do Benfica, e na altura Presidente do Alverca. Deco desejava jogar no Salgueiros, e face à recusa de se transferir para o Alverca, foi colocada a circular pelo último clube, através de Luís Filipe Vieira, uma versão bastante peculiar da História que ganhou peso em diversos jornais. Chegaram a surgir manchetes como: “ Salgueiros rapta Deco e mantém-no escondido". O actual presidente benfiquista chegou mesmo a chamar mercenário a Deco e a contar versões bastante distorcidas das reuniões efectuadas com o jogador luso-brasileiro.

 

Toda esta polémica fez com que Vale e Azevedo interviesse, tentando proteger os interesses do Alverca e salvaguardar os seus próprios interesses. O Benfica havia assinado um acordo tripartido, onde eram envolvidos o Alverca e o Corinthians Alagoano (clube que nem sequer competia e que apenas servia para João Feijó manter os passes dos jogadores presos a si). Nesse mesmo acordo, ficou estipulado que Deco se transferia para o Alverca e este clube assumia a responsabilidade que o Benfica tinha para com o Corinthians Alagoano. O clube brasileiro, por sua vez, garantia que retiraria o processo que tinha movido contra o clube lisboeta junto da FIFA, devido à falta de pagamento referente aos jogadores Marcus Vinícius e Leónidas.

 

Perante a intransigência de Deco em movimentar-se para o Alverca, Vale e Azevedo, tratou de garantir que Anderson Luís de Souza ficaria no Benfica… a treinar sozinho.

 

No entanto, Jorge Mendes e José António Linhares (presidente do Salgueiros naquela altura) tentaram sempre encontrar a solução ideal para resolver esta situação. Linhares conseguiu mesmo demover Vale e Azevedo, transferindo assim Deco para o Salgueiros. Assim que Luís Filipe Vieira soube desta situação, cortou relações com Vale e Azevedo e, segundo aquilo que contaram ao próprio Deco, no encontro seguinte entre o presidente do Benfica e do Alverca, por pouco não chegaram a vias de facto.

 

Deco chegou a Vidal Pinheiro e o clube rapidamente tratou de o estabilizar, encontrando-lhe um apartamento e fornecendo-lhe as condições necessárias para, finalmente, se estrear na primeira divisão nacional.

 

Porém, ainda foi preciso aguardar pelo certificado internacional, que se atrasou devido à influência que João Feijó estava a protagonizar na Confederação Brasileira de Futebol. Os representantes do Corinthians Alagoano tentaram fazer de tudo para que Deco não visse confirmada, oficialmente, a sua transferência para o Salgueiros. O certificado provisório chegou no dia 1 de Outubro de 1998. O certificado final apenas chegou em Fevereiro de 1999, após várias pressões do Salgueiros e dos seus representantes. Nesta fase, por mais absurdo que possa parecer, o Salgueiros já tinha pago o seu passe na totalidade e as pressões continuavam a ser feitas.

 

Todo este imbróglio ajudou a fomentar a boa relação com o presidente do Salgueiros, José António Linhares, que teceu palavras muito elogiosas ao internacional português: «Tive a felicidade de conhecer um excelente homem e um grande profissional. Num processo altamente complicado, o Deco cumpriu a sua palavra contra tudo e contra todos, com grande carácter e uma personalidade anormal para um jovem daquela idade. Honrou a camisola do Salgueiros com grande profissionalismo. Estive na presença de um verdadeiro craque, que também foi craque na humildade, na forma de ser e de estar. Hoje é um dos melhores jogadores do mundo e eu tenho o prazer de dizer que passou pelo Salgueiros. Um exemplo a seguir por qualquer jovem. Foi o melhor jogador que encontrei até hoje…».

 

 

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A estreia no campeonato máximo do futebol português aconteceu no dia 10 de Outubro de 1998, frente à Académica. Permaneceu no Salgueiros até Março de 1999, disputando apenas 12 jogos e marcando dois golos. Como tinha ficado 5 meses sem competir, viu-se a braços com vários problemas musculares e algumas lesões que o impediram de jogar e brilhar mais. Mas nem estes problemas conseguiram enjaular todo o seu talento que permitiu que ele assinasse pelo FC Porto em 1999...

 

 

 

Curiosidades:

 

Alguma vez alguém se questionou de onde provinha a altura de Deco? Pois bem, quando Anderson Luís de Souza era bebé, era chamado de "Dé”. Quando começou a dizer as primeiras palavras, os seus tios insistiam para que dissesse alguns palavrões. Face à recusa do génio azul e branco, começaram a chamá-lo "Dé Cuzinho" (ou seja, neste contexto a expressão "cuzinho" é tipicamente brasileira, significando “encher o saco"). A partir daí o nome sofreu uma variação para "Decozinho", até ficar simplesmente "Deco".

 

 

http://www.dazuis.com/2011/10/lendas-azuis-e-brancas-deco-parte-i.html

 

:funny:

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Treinadores dos 54 títulos desde 1982

 

Os 54 títulos conquistados pelo FC Porto nas diversas competições oficiais, nacionais e internacionais, desde que Jorge Nuno Pinto da Costa é presidente tem a assinatura de 16 treinadores:

Artur Jorge (8 títulos) - Uma Taça dos Campeões Europeus, Três Campeonatos Nacionais, Uma Taça de Portugal e Três SuperTaças Nacionais

 

José Mourinho (6 títulos) - Uma Liga dos Campeões, Uma Taça UEFA, Dois Campeonatos Nacionais, Uma Taça de Portugal e Uma SuperTaça Nacional

 

Jesualdo Ferreira (6 títulos) - Três Campeonatos Nacionais, Duas Taças de Portugal e Uma SuperTaça Nacional

 

Bobby Robson (5 títulos) - Dois Campeonatos Nacionais, Uma Taça de Portugal e Duas SuperTaças Nacionais

 

Fernando Santos (5 títulos) - Um Campeonato Nacional, Duas Taças de Portugal e Duas SuperTaças Nacionais

 

Tomislav Ivic (5 títulos) - Uma Taça Intercontinental, Uma SuperTaça Europeia, Um Campeonato Nacional, Uma Taça de Portugal e Uma SuperTaça Nacional

 

André Villas-Boas (4 títulos) - Um Campeonato Nacional, Uma Liga Europa, Uma Taça de Portugal e Uma SuperTaça Nacional

 

António Oliveira (4 títulos) - Dois Campeonatos Nacionais, Uma Taça de Portugal e Uma SuperTaça Nacional

 

Carlos Alberto Silva (3 títulos) - Dois Campeonatos Nacionais e Uma SuperTaça Nacional

 

José Maria Pedroto (2 títulos) - Uma Taça de Portugal e Uma SuperTaça Nacional

 

Co Adriaanse (2 títulos) - Um Campeonato Nacional e Uma SuperTaça Nacional

 

Victor Fernandez (2 títulos) - Uma Taça Intercontinental e Uma SuperTaça Nacional

 

Vítor Pereira (1 título) - Uma SuperTaça Nacional

 

Rui Barros (Interino, 1 título) - Uma SuperTaça Nacional

 

http://www.dazuis.com/2011/11/treinadores-dos-54-titulos-desde-82.html

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Faz amanhã 8 anos. Melhor Estádio do Mundo e arredores, adoro aquilo :heart:

 

Foi neste jogo que o Messi se estreou, btw

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Quando Domingos pôde ser “Bota de Ouro” sem ser “Bola de Prata”

 

Uma das muitas "habilidades" do jornal «A Bola»

Termina a época 1990/91. Domingos, oficialmente afastado da conquista da “Bola de Prata, em Portugal, poderia ter sido internacionalmente reconhecido como vencedor da “Bota de Ouro”, o prestigioso troféu instituído pelo semanário “France Football” e que, anualmente, distingue o melhor marcador europeu.

 

Com efeito, segundo a classificação semanalmente atribuída por aquela publicação francesa, o jogador do Futebol Clube do Porto terminou o campeonato com 25 golos marcados, exactamente o mesmo número atribuído a Rui Águas. Assim sendo, os dois futebolistas surgem empatados na classificação geral daquele troféu. Por acaso, havia pelo menos três jogadores (o turco Colak, o checoslovaco Danek e o jugoslavo Pancev) com mais tentos obtidos nos respectivos campeonatos. Se assim não fosse teríamos assistido a uma situação de enorme gozo e extremamente caricata.

 

Os senhores da “Bola” não atribuíam a Domingos o troféu de melhor marcador português, mas o “France Football” atribuía-lhe a “Bota de Ouro”, símbolo de melhor goleador da Europa. Seria, porventura, uma situação única na história do futebol mundial. Um jogador não consegue ser reconhecido como o melhor marcador do campeonato do seu país, mas é internacionalmente glorificado como o melhor goleador do seu continente. Isto só mesmo em Portugal.

 

Como é óbvio, o dito jornal entrega o troféu a quem muito lhe apetecer. Isso não impedirá nunca que, para os desportistas isentos e com suficiente independência e capacidade de visão, Domingos tivesse sido, de facto, o melhor marcador do Campeonato Nacional de futebol da I Divisão, na época 1990/91.

 

Estava tudo muito calmo, porque já estaria dado como adquirido que Domingos nunca conseguiria recuperar o atraso em que se encontrava. A atmosfera tornou-se densa, negra, no decorrer do ultimo jogo , frente ao Guimarães, dado que Domingos encetou uma recuperação espectacular e conseguiu quatro tentos, passando a totalizar 25 golos. Na Luz entraram em pânico. Para ultrapassar o avançado portista, Rui Águas teria de marcar três tentos, já que, em caso de igualdade, a vitória seria atribuída a Domingos.

 

 

Quando 21+4 é igual a 24!

 

O benfiquista conseguiu dois golos, mas pôde descansar, porque os amigos são para as ocasiões. A “Bola” já se tinha encarregado de atribuir a Semedo (jogo com o Beira Mar) um golo que fora de Domingos, pelo que tudo estava certo. Esqueceram-se, porém, não só que muita gente viu o jogo e o golo (e não apenas o jornalista do jornal lisboeta), como ignoraram o facto de a televisão ter mostrado imagens que não deixaram margens para dúvidas.

 

O próprio comentador da RTP, na noite de 12 de Maio de 1991, atribuiu o golo a Domingos. No final do “Domingo Desportivo”, em que é apresentada a sequência dos golos da jornada, o golo continuou a ser atribuído ao dianteiro portista e, na semana seguinte, a lista dos marcadores contabilizada pelo “Domingo Desportivo” indicava 23 golos para Rui Águas e 21 para Domingos e F. Gomes. Ninguém contestou – parece – que Domingos conseguiu quatro tentos frente ao Guimarães. Uma simples operação aritmética permite concluir que quatro, somados a 21, é igual a 25.

 

Mas não é. Quatro, mais 21, igual a 24, nas contas da RTP. Quem o disse, sem pestanejar, foi o apresentador do “Domingo Desportivo”,, que anunciou Rui Águas como vencedor da “Bola de Prata”, com 25 golos. Ou seja, exactamente os mesmos que conseguiu Domingos. Numa situação como esta, o regulamento é claro: será vencedor o goleador que tiver sido utilizado menos tempo. Mais um facto que jogava a favor de Domingos, porque efectuou muito menos jogos que Rui Águas. Mas, se se mantivesse a igualdade, o troféu era atribuído à equipa pior classificada. O FC Porto ficou atrás do Benfica, logo, Domingos receberia a porcaria do troféu. Uma outra hipótese de desempate era a idade dos jogadores. Mais uma vez o avançado do FC Porto estava em clara vantagem. Era muito mais novo e pode ter sido determinante. É que Águas, com a idade que tinha (31 anos), poderia não ter outra oportunidade para se classificar como melhor marcador. Domingos, felizmente, era muito novo (22 anos) e ainda teve tempo para ser o rei dos marcadores em Portugal na época 1995/96, curiosamente com o mesmo número de golos (25) que em 90/91. Com ou sem acordo do dito jornal.

 

Foi muito positivo, de resto, que o jogador, no final do encontro com o Guimarães, se tivesse assumido como o melhor goleador. “Estou satisfeito – disse Domingos - por ter sido o melhor marcador do Campeonato Nacional. Os meus colegas ajudaram-me muito e é com muita alegria que vivo este momento. Não é todos os dias que se chega a esta meta. Acreditei ser possível igualar o Rui Águas. Se há dúvidas sobre um anterior golo meu, não tenho culpa disso. Considero-me o autor do 1º golo ao B. Mar, rememorando a jogada, lembro-me que o Kiki foi à linha e cruzou para o primeiro poste. Eu desvio a bola e ela ainda toca na cabeça de um jogador. E entra. Mas sou eu que desvio a bola para a baliza. Não percebo como, entre 10 ou 15 jornalistas que fizeram o comentário ao desafio, só um não concedeu o tento. O que eu sei é que fui o melhor marcador do Campeonato, independentemente de “A Bola” me atribuir o golo ou não. É bom para um jovem de 22 anos, conquistar a “Bola de Prata”, se ma entregarem. Com troféu ou sem ele, é uma alegria grande para mim ser o melhor marcador. Estou muito satisfeito”.

 

A última jornada da época 1990/91, rendera 33 golos, quatro dos quais marcados pelo Domingos, frente ao Guimarães, e dois obtidos por Rui Águas perante o Beira Mar. Já agora a classificação final dos melhores marcadores dessa época:

 

1º Domingos (FC Porto) 25 golos

2º Rui Águas (Benfica) 25

3º F. Gomes (Sporting) 22

4º Ricky (E. Amaora) 15

5º Yekini (V.Setúbal 13

6º Jorge Andrade(Boavista) 13

7º Geraldão (FC Porto) 12

 

É grotesco mas é verdade.

 

Fonte: Revista dos Dragões

 

http://tribunaportista.blogspot.com/2012/01/quando-domingos-pode-ser-bota-de-ouro.html

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Lembro-me tão bem disso... A Bola nunca enganou ninguém, sempre mostrou a sua isenção.

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Visitante

Não é nada de muito especial, mas fica aqui uma mini-entrevista ao Rui Barros:

 

Com a taxa de sucesso que tem como treinador [três jogos, três vitórias e um título], por que tem deixado a carreira em suspenso?

Digo aos meus amigos que não é difícil ganhar três jogos. Vamos ver... Gosto de estar na observação, no futuro veremos.

 

É uma característica de personalidade?

Se calhar. Prefiro estar numa posição mais reservada. Não é o medo de falhar, mas o medo de assumir. Quando o fizer, terá de ser a sério. Não penso nesse dia.

 

O desafio foi lançado por diversas vezes, mas sempre rejeitado. Rui Barros, que fez parte das equipas técnicas de Jesualdo Ferreira no FC Porto, não quer ser treinador principal, o que não significa que esteja longe do futebol. No Dragão, faz parte da estrutura do scouting e cumpre horários. "Normalmente levo os meus filhos à escola e às 9h30 estou a picar o ponto. Faço relatórios, analiso jogadores e quando é preciso vou ao estrangeiro para uma observação mais profunda", resume. Rui Barros diz que nada lhe dá mais prazer do que trabalhar "entre amigos", partilhar almoços e histórias que o tempo não apaga.

 

Rui Barros

Idade - 46 anos

Carreira no FC Porto - De 1974 a 1980; De 1982 a 1989

Números no campeonto - 342 jogos; 318 golos

Títulos - 1 Taça Intercontinental, 1 Taça dos Campeões, 1 Supertaça Europeia, 5 Campeonatos Nacionais, 2 Taças de Portugal, 2 Supertaças Nacionais; 2 Botas de Ouro, 6 vezes melhor marcador

 

Quem quiser pode ler o resto aqui

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Números no campeonto - 342 jogos; 318 golos

 

Puxa, não tinha noção. :o

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