kareca Publicado 26 Novembro 2023 Linha Évora-Elvas O “atalho” que nos vai ligar mais depressa e melhor a Espanha Alta velocidade Nova linha permitirá ligação direta Lisboa-Madrid e deverá estar concluída no segundo trimestre de 2024 A típica paisagem rural alentejana entre Évora e Elvas está há cinco anos em grande alvoroço por causa da nova linha que está a ser construída para ligar as duas cidades alentejanas, mas não ficará assim por muito mais tempo, já que as obras deverão terminar no segundo trimestre do próximo ano. Numa perspetiva mais alargada, a linha ligará os portos portugueses e a cidade de Lisboa a Espanha com maior rapidez, mas sobretudo com comboios de maior capacidade no transporte de mercadorias. São 32 pontes e viadutos ferroviários e 89 km de carril novo a concorrer com os sobreiros e alguns ajuntamentos de vacas aqui e ali. Daqui a alguns meses haverá também comboios a circular, que podem ir até aos 120 km/h, no caso de transportarem mercadorias, e aos 250 km/h se transportarem passageiros. Fazem parte de uma das mais importantes obras ferroviárias das últimas décadas em Portugal, inserida no Corredor Internacional Sul, cujo investimento ascende a cerca de €500 milhões. Um “atalho” que vai levar a que as mercadorias que saiam dos portos do Centro Sul de Portugal levem menos tempo a chegar a Espanha. No caso de Sines, o porto mais importante do país, serão menos 3h30 de viagem, reduzindo-se o percurso em 140 km. Com esta obra prevê-se também uma redução do custo do transporte de mercadorias em 50%, o que se consegue não só com a redução do trajeto, mas sobretudo — e esta é considerada a grande mais-valia da nova linha Évora-Elvas — com o maior comprimento dos comboios. A capacidade da atual ligação de Sines à fronteira é de 17 comboios de 400 metros de comprimento e com a nova ligação passam para 30 comboios de 750 metros. A capacidade de carga passará a ser de 1400 toneladas por comboio. É uma obra que decorre numa altura em que no Corredor Internacional Norte, que liga os portos a norte, nomeadamente o de Leixões, a Espanha, por Vilar Formoso, ainda se procede à renovação integral da Linha da Beira Alta. Também estão em curso trabalhos para avançar com a linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa, que vai permitir aliviar a Linha do Norte, também conhecida como o Corredor Norte-Sul (ver texto ao lado). Sete linhas para chegar a Espanha Atualmente, a ligação de Sines a Espanha tem de passar por sete linhas: as de Sines, do Sul, do Alentejo, de Vendas Novas, do Norte, da Beira Baixa e do Leste, sendo necessário subir de Bombel até ao Entroncamento. A obra em curso permitirá que se passe a descer de Bombel para Casa Branca e dali até Évora, fazendo-se a partir daí a ligação à fronteira através da nova linha (ver mapa). Este é mais um dos projetos que estava há vários anos à espera de luz verde para avançar — uma notícia do Expresso de 30 de maio de 2015 dava conta de que “Sines vai ter uma nova linha ferroviária” após 30 anos de espera. Previa-se então que as obras da linha Évora-Elvas ficassem concluídas no final de 2020. Vicissitudes várias levaram a que não tivesse sido no final de 2020 — nessa altura, Portugal e o mundo estavam sob a pandemia de covid-19. A conclusão da construção está agora prevista para o segundo trimestre de 2024, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), promotora do projeto, sendo que “decorrerá depois um extenso programa de testes e certificações”. A empresa alerta para o facto de se tratar “da primeira linha em Portugal para velocidades até 250 km/h, pelo que a complexidade dos testes a realizar não é comparável à dos que foram realizados anteriormente”, o que pressupõe que só em 2025 haverá comboios a circular nesta linha. 2025 é também a data apontada pela Renfe para oferecer viagens até Évora — a empresa ferroviária espanhola, congénere da CP, já fez saber que quer explorar essa ligação, mas é expectável que avance depois até Lisboa, para fazer a ligação a Madrid, quando estiverem reunidas as condições técnicas necessárias. Atualmente, para viajar entre as duas capitais ibéricas são precisas cerca de nove horas e três comboios diferentes — Lisboa-Entroncamento, Entroncamento-Badajoz e Badajoz-Madrid. Com a nova linha a ligação será direta e feita em cerca de cinco horas. Cinco empreitadas desafiantes A obra foi dividida em cinco empreitadas, tendo já terminado duas, na Linha do Leste (Elvas-Caia/fronteira com Espanha) e no troço Freixo-Alandroal. Estão em curso as de Évora Norte-Freixo, Alandroal-Linha do Leste e Évora-Évora Norte e Via e Catenária entre Évora-Elvas-Caia/fronteira com Espanha. Está também em curso a empreitada de sinalização, tendo já sido construído o primeiro piloto de ETCS (European Train Control System) entre Elvas-Caia/fronteira, na Linha do Leste, vinca a IP. Paulo Tavares, engenheiro da IP que gere a empreitada Évora-Évora Norte, explica que a obra consiste em “fazer um atalho que permite reduzir o tempo, mas, mais do que reduzir o tempo, permite o aumento de capacidade, reduzindo substancialmente o custo de transporte das mercadorias, ao mesmo tempo que possibilita libertar a Linha do Norte”. Garantindo que os investimentos que estão a ser feitos “estão entre o que de mais avançado há na Europa”, adianta que desta forma “Portugal está a eliminar um dos principais missing links da rede transeuropeia de transportes dentro do Corredor Atlântico”. Para materializar os ganhos de tempo e capacidade estão também a decorrer intervenções nas Linhas de Sines e do Sul, que deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2024. Entre Évora Norte e a Linha do Leste existirão três estações técnicas para cruzamento de comboios, mas não haverá estações para saída de passageiros entre Évora e Elvas, explica Paulo Tavares. Fazer esta obra tem sido “desafiante”, conta o responsável da IP, enquanto conduz o Expresso na visita à obra, junto a Évora. “Apesar de estarmos no Alentejo, isto revelou-se um grande desafio para a engenharia nacional.” As obras da IP têm sofrido atrasos que a empresa atribui à enorme pressão que se fez sentir no sector da construção na sequência da crise de 2008-2011, que levou ao desaparecimento de muitas empresas do sector e a que outras reconfigurassem a sua atividade para outros negócios ou regiões do globo. A opção estratégica de recuperar anos de desinvestimento na ferrovia e avançar com obras em vários ‘tabuleiros’ — à boleia dos fundos europeus e da necessidade de apostar num meio de transporte mais sustentável — apanhou o ecossistema da construção desprevenido e sem capacidade de resposta. “O mercado dos projetistas levou algum tempo a conseguir responder às nossas solicitações”, conta. “Temos muitas dificuldades na subcontratação de armadores de ferro, pequenos empreiteiros de construção civil, de cofragens, de terraplenagem.” As restrições ambientais também justificam os atrasos. “Nesta obra temos várias zonas protegidas onde não foi possível fazer escavações em determinadas épocas do ano, para não danificar ninhos. E há muitas árvores protegidas, nomeadamente sobreiros, o pesadelo de qualquer engenheiro hoje em Portugal. É inacreditável a dificuldade que há em cortar sobreiros, é um processo burocrático gigantesco. Ter autorização para cortar um sobreiro isolado pode levar seis meses, se for em povoamento, pode demorar um ano.” Duas providências cautelares tentaram travar a construção, devido aos receios de moradores de que houvesse transporte de matérias perigosas. Paulo Tavares acredita que, no final, “as pessoas vão ficar admiradas pela positiva”. Isto porque junto a Évora, onde foi construída uma variante para “fugir de perto da cidade”, os comboios não andarão a mais de 80 km e estão a ser colocados carris de 108 metros e barreiras acústicas para minimizar os impactos. “E, no máximo, serão 30 comboios por dia.” Por outro lado, a obra está a ser construída em via única. Face à reduzida procura, optou-se nesta fase por não gastar dinheiro na construção e posterior manutenção de uma segunda via, mas, garante o engenheiro da IP, fica tudo preparado para, quando a procura o justificar, se avançar para a via dupla, sem retirar capacidade à linha férrea. Vantagens da nova ligação entre Sines e a fronteira do Caia A nova linha de Évora-Elvas vai permitir reduzir o trajeto entre Sines e a fronteira do Caia em 140 km e 3h30. O custo do transporte de mercadorias vai baixar 50% com a redução do trajeto e o maior comprimento dos comboios. A capacidade da atual ligação de Sines à fronteira é de 17 comboios de até 400 metros de comprimento. Com a nova ligação passa para 30 comboios de 750 metros. Vai reforçar a ligação ferroviária de mercadorias entre os portos de Sines e Setúbal e de Lisboa com Espanha. Permitirá a ligação direta por comboio entre Lisboa e Madrid para passageiros em cerca de cinco horas (atualmente são precisas cerca de nove horas de viagem e três comboios diferentes — Lisboa--Entroncamento, Entroncamento-Badajoz e Badajoz-Madrid). Terá tráfego misto, com uma velocidade máxima de 120 km/h nas mercadorias e de 250 km/h para passageiros. Terá bitola ibérica e travessa polivalente, apenas com uma via, mas preparada para ter duas quando a procura o justificar. http://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2665/html/economia/economia/linha-evora-elvas.-o-atalho-que-nos-vai-ligar-mais-depressa-e-melhor-a-espanha 9 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Novembro 2023 Dia 1 de Dezembro arranca a UNIR (que vem substituir as várias empresas de TP da AM Porto). A 4 dias de iniciar, os horários ainda não estão disponíveis. Porque é que até as boas ideias têm coisas de 3º mundo? Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 29 Novembro 2023 Citação de kareca, Em 26/11/2023 at 19:39: Linha Évora-Elvas O “atalho” que nos vai ligar mais depressa e melhor a Espanha Alta velocidade Nova linha permitirá ligação direta Lisboa-Madrid e deverá estar concluída no segundo trimestre de 2024 A típica paisagem rural alentejana entre Évora e Elvas está há cinco anos em grande alvoroço por causa da nova linha que está a ser construída para ligar as duas cidades alentejanas, mas não ficará assim por muito mais tempo, já que as obras deverão terminar no segundo trimestre do próximo ano. Numa perspetiva mais alargada, a linha ligará os portos portugueses e a cidade de Lisboa a Espanha com maior rapidez, mas sobretudo com comboios de maior capacidade no transporte de mercadorias. São 32 pontes e viadutos ferroviários e 89 km de carril novo a concorrer com os sobreiros e alguns ajuntamentos de vacas aqui e ali. Daqui a alguns meses haverá também comboios a circular, que podem ir até aos 120 km/h, no caso de transportarem mercadorias, e aos 250 km/h se transportarem passageiros. Fazem parte de uma das mais importantes obras ferroviárias das últimas décadas em Portugal, inserida no Corredor Internacional Sul, cujo investimento ascende a cerca de €500 milhões. Um “atalho” que vai levar a que as mercadorias que saiam dos portos do Centro Sul de Portugal levem menos tempo a chegar a Espanha. No caso de Sines, o porto mais importante do país, serão menos 3h30 de viagem, reduzindo-se o percurso em 140 km. Com esta obra prevê-se também uma redução do custo do transporte de mercadorias em 50%, o que se consegue não só com a redução do trajeto, mas sobretudo — e esta é considerada a grande mais-valia da nova linha Évora-Elvas — com o maior comprimento dos comboios. A capacidade da atual ligação de Sines à fronteira é de 17 comboios de 400 metros de comprimento e com a nova ligação passam para 30 comboios de 750 metros. A capacidade de carga passará a ser de 1400 toneladas por comboio. É uma obra que decorre numa altura em que no Corredor Internacional Norte, que liga os portos a norte, nomeadamente o de Leixões, a Espanha, por Vilar Formoso, ainda se procede à renovação integral da Linha da Beira Alta. Também estão em curso trabalhos para avançar com a linha de alta velocidade entre Porto e Lisboa, que vai permitir aliviar a Linha do Norte, também conhecida como o Corredor Norte-Sul (ver texto ao lado). Sete linhas para chegar a Espanha Atualmente, a ligação de Sines a Espanha tem de passar por sete linhas: as de Sines, do Sul, do Alentejo, de Vendas Novas, do Norte, da Beira Baixa e do Leste, sendo necessário subir de Bombel até ao Entroncamento. A obra em curso permitirá que se passe a descer de Bombel para Casa Branca e dali até Évora, fazendo-se a partir daí a ligação à fronteira através da nova linha (ver mapa). Este é mais um dos projetos que estava há vários anos à espera de luz verde para avançar — uma notícia do Expresso de 30 de maio de 2015 dava conta de que “Sines vai ter uma nova linha ferroviária” após 30 anos de espera. Previa-se então que as obras da linha Évora-Elvas ficassem concluídas no final de 2020. Vicissitudes várias levaram a que não tivesse sido no final de 2020 — nessa altura, Portugal e o mundo estavam sob a pandemia de covid-19. A conclusão da construção está agora prevista para o segundo trimestre de 2024, segundo a Infraestruturas de Portugal (IP), promotora do projeto, sendo que “decorrerá depois um extenso programa de testes e certificações”. A empresa alerta para o facto de se tratar “da primeira linha em Portugal para velocidades até 250 km/h, pelo que a complexidade dos testes a realizar não é comparável à dos que foram realizados anteriormente”, o que pressupõe que só em 2025 haverá comboios a circular nesta linha. 2025 é também a data apontada pela Renfe para oferecer viagens até Évora — a empresa ferroviária espanhola, congénere da CP, já fez saber que quer explorar essa ligação, mas é expectável que avance depois até Lisboa, para fazer a ligação a Madrid, quando estiverem reunidas as condições técnicas necessárias. Atualmente, para viajar entre as duas capitais ibéricas são precisas cerca de nove horas e três comboios diferentes — Lisboa-Entroncamento, Entroncamento-Badajoz e Badajoz-Madrid. Com a nova linha a ligação será direta e feita em cerca de cinco horas. Cinco empreitadas desafiantes A obra foi dividida em cinco empreitadas, tendo já terminado duas, na Linha do Leste (Elvas-Caia/fronteira com Espanha) e no troço Freixo-Alandroal. Estão em curso as de Évora Norte-Freixo, Alandroal-Linha do Leste e Évora-Évora Norte e Via e Catenária entre Évora-Elvas-Caia/fronteira com Espanha. Está também em curso a empreitada de sinalização, tendo já sido construído o primeiro piloto de ETCS (European Train Control System) entre Elvas-Caia/fronteira, na Linha do Leste, vinca a IP. Paulo Tavares, engenheiro da IP que gere a empreitada Évora-Évora Norte, explica que a obra consiste em “fazer um atalho que permite reduzir o tempo, mas, mais do que reduzir o tempo, permite o aumento de capacidade, reduzindo substancialmente o custo de transporte das mercadorias, ao mesmo tempo que possibilita libertar a Linha do Norte”. Garantindo que os investimentos que estão a ser feitos “estão entre o que de mais avançado há na Europa”, adianta que desta forma “Portugal está a eliminar um dos principais missing links da rede transeuropeia de transportes dentro do Corredor Atlântico”. Para materializar os ganhos de tempo e capacidade estão também a decorrer intervenções nas Linhas de Sines e do Sul, que deverão estar concluídas no primeiro semestre de 2024. Entre Évora Norte e a Linha do Leste existirão três estações técnicas para cruzamento de comboios, mas não haverá estações para saída de passageiros entre Évora e Elvas, explica Paulo Tavares. Fazer esta obra tem sido “desafiante”, conta o responsável da IP, enquanto conduz o Expresso na visita à obra, junto a Évora. “Apesar de estarmos no Alentejo, isto revelou-se um grande desafio para a engenharia nacional.” As obras da IP têm sofrido atrasos que a empresa atribui à enorme pressão que se fez sentir no sector da construção na sequência da crise de 2008-2011, que levou ao desaparecimento de muitas empresas do sector e a que outras reconfigurassem a sua atividade para outros negócios ou regiões do globo. A opção estratégica de recuperar anos de desinvestimento na ferrovia e avançar com obras em vários ‘tabuleiros’ — à boleia dos fundos europeus e da necessidade de apostar num meio de transporte mais sustentável — apanhou o ecossistema da construção desprevenido e sem capacidade de resposta. “O mercado dos projetistas levou algum tempo a conseguir responder às nossas solicitações”, conta. “Temos muitas dificuldades na subcontratação de armadores de ferro, pequenos empreiteiros de construção civil, de cofragens, de terraplenagem.” As restrições ambientais também justificam os atrasos. “Nesta obra temos várias zonas protegidas onde não foi possível fazer escavações em determinadas épocas do ano, para não danificar ninhos. E há muitas árvores protegidas, nomeadamente sobreiros, o pesadelo de qualquer engenheiro hoje em Portugal. É inacreditável a dificuldade que há em cortar sobreiros, é um processo burocrático gigantesco. Ter autorização para cortar um sobreiro isolado pode levar seis meses, se for em povoamento, pode demorar um ano.” Duas providências cautelares tentaram travar a construção, devido aos receios de moradores de que houvesse transporte de matérias perigosas. Paulo Tavares acredita que, no final, “as pessoas vão ficar admiradas pela positiva”. Isto porque junto a Évora, onde foi construída uma variante para “fugir de perto da cidade”, os comboios não andarão a mais de 80 km e estão a ser colocados carris de 108 metros e barreiras acústicas para minimizar os impactos. “E, no máximo, serão 30 comboios por dia.” Por outro lado, a obra está a ser construída em via única. Face à reduzida procura, optou-se nesta fase por não gastar dinheiro na construção e posterior manutenção de uma segunda via, mas, garante o engenheiro da IP, fica tudo preparado para, quando a procura o justificar, se avançar para a via dupla, sem retirar capacidade à linha férrea. Vantagens da nova ligação entre Sines e a fronteira do Caia A nova linha de Évora-Elvas vai permitir reduzir o trajeto entre Sines e a fronteira do Caia em 140 km e 3h30. O custo do transporte de mercadorias vai baixar 50% com a redução do trajeto e o maior comprimento dos comboios. A capacidade da atual ligação de Sines à fronteira é de 17 comboios de até 400 metros de comprimento. Com a nova ligação passa para 30 comboios de 750 metros. Vai reforçar a ligação ferroviária de mercadorias entre os portos de Sines e Setúbal e de Lisboa com Espanha. Permitirá a ligação direta por comboio entre Lisboa e Madrid para passageiros em cerca de cinco horas (atualmente são precisas cerca de nove horas de viagem e três comboios diferentes — Lisboa--Entroncamento, Entroncamento-Badajoz e Badajoz-Madrid). Terá tráfego misto, com uma velocidade máxima de 120 km/h nas mercadorias e de 250 km/h para passageiros. Terá bitola ibérica e travessa polivalente, apenas com uma via, mas preparada para ter duas quando a procura o justificar. http://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2665/html/economia/economia/linha-evora-elvas.-o-atalho-que-nos-vai-ligar-mais-depressa-e-melhor-a-espanha Vantagens da nova ligação entre Sines e a fronteira do Caia A nova linha de Évora-Elvas vai permitir reduzir o trajeto entre Sines e a fronteira do Caia em 140 km e 3h30. O custo do transporte de mercadorias vai baixar 50% com a redução do trajeto e o maior comprimento dos comboios. A capacidade da atual ligação de Sines à fronteira é de 17 comboios de até 400 metros de comprimento. Com a nova ligação passa para 30 comboios de 750 metros. Vai reforçar a ligação ferroviária de mercadorias entre os portos de Sines e Setúbal e de Lisboa com Espanha. Permitirá a ligação direta por comboio entre Lisboa e Madrid para passageiros em cerca de cinco horas (atualmente são precisas cerca de nove horas de viagem e três comboios diferentes — Lisboa--Entroncamento, Entroncamento-Badajoz e Badajoz-Madrid). Terá tráfego misto, com uma velocidade máxima de 120 km/h nas mercadorias e de 250 km/h para passageiros. Terá bitola ibérica e travessa polivalente, apenas com uma via, mas preparada para ter duas quando a procura o justificar. http://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2665/html/economia/economia/linha-evora-elvas.-o-atalho-que-nos-vai-ligar-mais-depressa-e-melhor-a-espanha f*da-se, finalmente. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 29 Novembro 2023 Citação de Almeno, há 20 minutos: f*da-se, finalmente. f*da-se, finalmente. É um pequenino passo, apenas. Entretanto, a CP adjudicou a compra de 117 novos comboios, a sua maior aquisição de sempre. Do que vou lendo foi um concurso esquisito e a probabilidade disto ir parar a tribunal é grande. Compartilhar este post Link para o post
antifa Publicado 29 Novembro 2023 (editado) Citação de Tio Hans, há 30 minutos: O PNS deu uma entrevista esta semana num podcast do Daniel Oliveira onde disse que os 3 concorrentes do concurso dos 117 comboios se tinham comprometido a construir uma fábrica cá. Editado 29 Novembro 2023 por antifa Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 29 Novembro 2023 Citação de Tio Hans, há 24 minutos: É um pequenino passo, apenas. Entretanto, a CP adjudicou a compra de 117 novos comboios, a sua maior aquisição de sempre. Do que vou lendo foi um concurso esquisito e a probabilidade disto ir parar a tribunal é grande. É um pequenino passo, apenas. Entretanto, a CP adjudicou a compra de 117 novos comboios, a sua maior aquisição de sempre. Do que vou lendo foi um concurso esquisito e a probabilidade disto ir parar a tribunal é grande. Mas é o primeiro passo. Por vezes, é o mais importante. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 29 Novembro 2023 Notícia Porto Canal. “Novos” autocarros da UNIR chegam em segunda mão e estavam em uso em Lisboa A transferência dos autocarros em uso pela Carris Metropolitana para o Norte deveu-se ao facto de a operadora espanhola ter adquirido novos veículos, elétricos, para Lisboa, com recurso a fundos comunitários, como o POSEUR e o PRR. No Porto, “não foi possível recorrer a esses apoios”, uma vez que “o processo de arranque do projeto UNIR decorreu numa fase posterior, já fora do tempo, para garantir esses mecanismos”, explica Juan Gomez Piña ao Porto Canal. Os veículos excedentários de Lisboa encontraram então no Porto um novo uso. E horários, nada. Portugal ❤️ Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 30 Novembro 2023 Citação de Petar Musa, há 4 horas: Notícia Porto Canal. “Novos” autocarros da UNIR chegam em segunda mão e estavam em uso em Lisboa A transferência dos autocarros em uso pela Carris Metropolitana para o Norte deveu-se ao facto de a operadora espanhola ter adquirido novos veículos, elétricos, para Lisboa, com recurso a fundos comunitários, como o POSEUR e o PRR. No Porto, “não foi possível recorrer a esses apoios”, uma vez que “o processo de arranque do projeto UNIR decorreu numa fase posterior, já fora do tempo, para garantir esses mecanismos”, explica Juan Gomez Piña ao Porto Canal. Os veículos excedentários de Lisboa encontraram então no Porto um novo uso. E horários, nada. Portugal ❤️ Já começaram a sair para algumas zonas os horários. Mas devia ter sido mais cedo, isto assim é tudo feito em cima do joelho ahahah Compartilhar este post Link para o post
Almeno Publicado 30 Novembro 2023 (editado) Desde que consigam concretizar aquilo que está no projecto, até podia ser um dildo gigante. EDIT: já agora https://pfn.gov.pt/?shem=ssusba https://pfn.gov.pt/wp-content/uploads/2022/11/mapas-pfn-20221117.pdf?shem=ssusba este é só os mapas Editado 30 Novembro 2023 por Almeno Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 30 Novembro 2023 Citação de rcoelho14, há 12 horas: Já começaram a sair para algumas zonas os horários. Mas devia ter sido mais cedo, isto assim é tudo feito em cima do joelho ahahah Estamos a 12h do arranque, mas ainda não há horários para 2 linhas 😁 1 Compartilhar este post Link para o post
rcoelho14 Publicado 30 Novembro 2023 Citação de Petar Musa, há 26 minutos: Estamos a 12h do arranque, mas ainda não há horários para 2 linhas 😁 Clássico ahahaha Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 5 Dezembro 2023 Deu m*rda, obviamente. Entretanto, alguém resolveu imprimir uns anúncios e afixar nas paragens de autocarro com um número de telefone para informações. Acontece que o dito número era do Eduardo Vítor Rodrigues. 6 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 5 Dezembro 2023 No dia 1, a CM de Gondomar já lançava informações com atualizações de horários. É impressionante a desorganização. Os presidentes de Câmara devem ter enchido bem os bolsos Compartilhar este post Link para o post
Hammerfall Publicado 6 Dezembro 2023 Entretanto já retiraram horários de alguns lotes. Está a dar m*rda, acho que vai haver uma manifestação no sábado, em frente à casa da presidência em Gaia. Vi vídeos de pessoal nas paragens, horas à espera do autocarro que não vem fds que tristeza Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 6 Dezembro 2023 Citação de Hammerfall, há 20 minutos: Entretanto já retiraram horários de alguns lotes. Está a dar m*rda, acho que vai haver uma manifestação no sábado, em frente à casa da presidência em Gaia. Vi vídeos de pessoal nas paragens, horas à espera do autocarro que não vem fds que tristeza 🇵🇹🇵🇹🇵🇹 Compartilhar este post Link para o post
pedropb13 Publicado 6 Dezembro 2023 E os que aparecem têm motoristas sem saber a rota e os painéis informativos em sueco. 5 Compartilhar este post Link para o post
a.lopes Publicado 6 Dezembro 2023 Citação de pedropb13, há 46 minutos: E os que aparecem têm motoristas sem saber a rota e os painéis informativos em sueco. É linguagem de gunão, quer dizer Hey há trânsito Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 6 Dezembro 2023 (editado) Ehhh Predio do Vasco moment. Budynek Vasco Editado 6 Dezembro 2023 por kareca Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado 16 Dezembro 2023 A inauguração da linha violeta do Metro de Lisboa foi adiada de 2025 para 2026. Referem que do Hospital Beatriz Ângelo até à estação de Odivelas (conexão com a linha amarela) a viagem demorará 11 minutos e da Várzea de Loures à estação de Odivelas demorará 22 minutos. Contas de merceeiro, dá uma velocidade média de 28km/h no troço de Odivelas e 18km/h no de Loures. Procurei informação sobre as velocidades médias do ML e MP mas não encontrei nada de oficial. Algumas notícias referiam 30km/h no Porto e que em 2018 se aumentou a velocidade máxima em Lisboa de 45 para 60km/h, mas provavelmente nem todos os troços permitirão essa velocidade. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 28 Dezembro 2023 Como está a funcionar o metro bus aí no Porto? Já melhorou ou continua um caos? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Puto Perdiz, há 9 minutos: Como está a funcionar o metro bus aí no Porto? Já melhorou ou continua um caos? Ainda está em obras. Citação de Quan Chi, Em 16/12/2023 at 22:28: A inauguração da linha violeta do Metro de Lisboa foi adiada de 2025 para 2026. Referem que do Hospital Beatriz Ângelo até à estação de Odivelas (conexão com a linha amarela) a viagem demorará 11 minutos e da Várzea de Loures à estação de Odivelas demorará 22 minutos. Contas de merceeiro, dá uma velocidade média de 28km/h no troço de Odivelas e 18km/h no de Loures. Procurei informação sobre as velocidades médias do ML e MP mas não encontrei nada de oficial. Algumas notícias referiam 30km/h no Porto e que em 2018 se aumentou a velocidade máxima em Lisboa de 45 para 60km/h, mas provavelmente nem todos os troços permitirão essa velocidade. O metro de Lisboa actual e a linha violeta não são comparáveis, creio. O metro de Lisboa é metro pesado, ou seja, um "comboio". A linha violeta é de metro ligeiro, i.e., um tram em esteróides. Não se pode comparar. Compartilhar este post Link para o post
Puto Perdiz Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Tio Hans, Em 01/02/2023 at 09:41: Senhoras e senhores, a inversão de marcha, em vídeo: https://www.jn.pt/local/noticias/porto/porto/obras-do-metrobus-na-zona-ocidental-do-porto-vao-durar-18-meses-15751621.html 😂😂😂😂😂😂😂 Pensava que já estava a funcionar. Afinal era só um teste? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Puto Perdiz, há 1 minuto: Pensava que já estava a funcionar. Afinal era só um teste? Era. Isso é um autocarro dos STCP normal. Não é um metrobus. Compartilhar este post Link para o post