Quan Chi Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Tio Hans, há 1 hora: Ainda está em obras. O metro de Lisboa actual e a linha violeta não são comparáveis, creio. O metro de Lisboa é metro pesado, ou seja, um "comboio". A linha violeta é de metro ligeiro, i.e., um tram em esteróides. Não se pode comparar. Estás correto, mas eu fui à procura dos valores de velocidade porque não faço a mínima ideia se 18 ou 28km/h são velocidades "rápidas". Aparentemente, os 28km/h são razoáveis, mas os 18km/h serão relativamente ridículos. Compartilhar este post Link para o post
tozequio Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Quan Chi, há 11 minutos: Estás correto, mas eu fui à procura dos valores de velocidade porque não faço a mínima ideia se 18 ou 28km/h são velocidades "rápidas". Aparentemente, os 28km/h são razoáveis, mas os 18km/h serão relativamente ridículos. O metro do Porto deve ter troços onde não anda a mais de 18km/h. Entre Santo Ovídio e São Bento duvido que a velocidade média seja superior. Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 28 Dezembro 2023 E reza a lenda que na nova ponte as velocidades serão assim baixas também, porque não haverá separação física entre metro, ciclovia e passagem pedonal. Ou seja, parecido ao que (não) há na D. Luís. Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de tozequio, há 30 minutos: O metro do Porto deve ter troços onde não anda a mais de 18km/h. Entre Santo Ovídio e São Bento duvido que a velocidade média seja superior. Sim, e quem vem do aeroporto tem ali uma zona em Matosinhos que parece que está a andar de carrossel. Mas na futura linha violeta estamos a falar de velocidade média ao longo de 9 ou 10 estações, aparentemente vai ser mesmo muito lento. O que faz sentido porque são zonas de bastante movimento de veículos e de pessoas. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de tozequio, há 34 minutos: O metro do Porto deve ter troços onde não anda a mais de 18km/h. Entre Santo Ovídio e São Bento duvido que a velocidade média seja superior. O metro do Porto é horrível Compartilhar este post Link para o post
Ghelthon Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 10 minutos: O metro do Porto é horrível Nem tanto. Mas podia ser bem melhor, sem dúvida. Um dos pontos será a velocidade em certas zonas, outro importante é a dificuldade de expansão da capacidade para as linhas já existentes. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Quan Chi, há 1 hora: Estás correto, mas eu fui à procura dos valores de velocidade porque não faço a mínima ideia se 18 ou 28km/h são velocidades "rápidas". Aparentemente, os 28km/h são razoáveis, mas os 18km/h serão relativamente ridículos. Sim, é verdade. Citação de Ghelthon, há 59 minutos: E reza a lenda que na nova ponte as velocidades serão assim baixas também, porque não haverá separação física entre metro, ciclovia e passagem pedonal. Ou seja, parecido ao que (não) há na D. Luís. É verdade, sim senhor, e não satisfeitos com isso querem repetir a dose na nova linha de Gaia. A IL apresentou uma proposta na Assembleia Municipal de Gaia a esse respeito e foi chumada por toda a gente. Compartilhar este post Link para o post
HappyKing Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 40 minutos: O metro do Porto é horrível Não podia estar em maior desacordo. Gosto muito. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 42 minutos: O metro do Porto é horrível Desenvolve, pf. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de HappyKing, há 18 minutos: Não podia estar em maior desacordo. Gosto muito. Citação de Tio Hans, há 15 minutos: Desenvolve, pf. As linhas para Gaia, Matosinhos, aeroporto, etc, são muito lentas. As linhas passam quase todas pelas mesmas estações, ou seja, seja a hora que for, as estações estão à pinha. Estive há 3 semanas em Lisboa e achei uma diferença enorme entre as estações de Lisboa e do Porto em termos de sobrelotação. Para quem não é residente, o bilhete não é fácil de se comprar. Façam como os de lado de baixo e metam um preço único. Às linhas que vão para norte têm pouca frequência, ou seja, vão sempre cheias mesmo ao fim de semana. E não sei como é agora, mas entre 2018 e 2019, o metro falhava o horário ao fim de semana várias vezes Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 9 minutos: As linhas para Gaia, Matosinhos, aeroporto, etc, são muito lentas. As linhas passam quase todas pelas mesmas estações, ou seja, seja a hora que for, as estações estão à pinha. Estive há 3 semanas em Lisboa e achei uma diferença enorme entre as estações de Lisboa e do Porto em termos de sobrelotação. Para quem não é residente, o bilhete não é fácil de se comprar. Façam como os de lado de baixo e metam um preço único. Às linhas que vão para norte têm pouca frequência, ou seja, vão sempre cheias mesmo ao fim de semana. E não sei como é agora, mas entre 2018 e 2019, o metro falhava o horário ao fim de semana várias vezes Isso é tudo consequência de uma decisão, muito típica em Portugal, fez-se a obra pelo barato. Compartilhar este post Link para o post
Quan Chi Publicado 28 Dezembro 2023 Do que me lembro do Metro do Porto, ir passear à Póvoa de Varzim era um pesadelo porque há para aí 30 estações no caminho, algumas no meio do mato sem nada à volta, presumo que tenha sido consequência de algum acordo para se aproveitar a linha do comboio. E era extremamente propenso a turistas não validarem o bilhete, involuntariamente, porque há muitas estações que não têm torniquetes, é chegar e andar. Compartilhar este post Link para o post
Jpa Publicado 28 Dezembro 2023 O metro do Porto só serve quem vive efetivamente no Porto ou, quanto muito, em Gaia. Para essas pessoas é bom. Há frequência, as carruagens são boas, é acessível, os pagamentos são fáceis (com a aplicação ou agora com cartão bancário)... Para Matosinhos, Póvoa, Vila do Conde e Maia são viagens demasiado longas e com muitas paragens, o metro perde facilmente contra o automóvel. E o principal problema é que o Porto tem um metro que quer ser um pouco de tudo: elétrico, metro ligeiro e metro pesado. Isto faz com que tenhamos infraestrutura (comboios e estações) preparadas para metro pesado (ou seja, carris, estações subterrâneas, comboios adaptados), que pressupõe que vai haver um transporte de grande capacidade e velocidade, para depois termos zonas em que o metro anda a menos de 20 km/hr e com estações muito próximas umas das outras (e pequenas e com abrigos pouco dignos, diga-se) É um sistema claramente ineficiente e que não sabe bem o que quer ser. É difícil resolver isto, mas a segregação seria um bom passo a tomar. Em Matosinhos e em Gaia é frustrante andar de metro. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 28 Dezembro 2023 Citação de Jpa, há 42 minutos: O metro do Porto só serve quem vive efetivamente no Porto ou, quanto muito, em Gaia. Para essas pessoas é bom. Há frequência, as carruagens são boas, é acessível, os pagamentos são fáceis (com a aplicação ou agora com cartão bancário)... Para Matosinhos, Póvoa, Vila do Conde e Maia são viagens demasiado longas e com muitas paragens, o metro perde facilmente contra o automóvel. E o principal problema é que o Porto tem um metro que quer ser um pouco de tudo: elétrico, metro ligeiro e metro pesado. Isto faz com que tenhamos infraestrutura (comboios e estações) preparadas para metro pesado (ou seja, carris, estações subterrâneas, comboios adaptados), que pressupõe que vai haver um transporte de grande capacidade e velocidade, para depois termos zonas em que o metro anda a menos de 20 km/hr e com estações muito próximas umas das outras (e pequenas e com abrigos pouco dignos, diga-se) É um sistema claramente ineficiente e que não sabe bem o que quer ser. É difícil resolver isto, mas a segregação seria um bom passo a tomar. Em Matosinhos e em Gaia é frustrante andar de metro. E podiam já começar a estudar e a implementar isso. Por exemplo, a Casa da Musica e a Carolina Michaelis são ao lado de uma da outra. Metiam metade das linhas a parar numa estação, e a outra metade na outra. Com mudanças destas, deveria conseguir-se libertar a sobrelotação de algumas estações. Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 29 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 10 horas: E podiam já começar a estudar e a implementar isso. Por exemplo, a Casa da Musica e a Carolina Michaelis são ao lado de uma da outra. Metiam metade das linhas a parar numa estação, e a outra metade na outra. Com mudanças destas, deveria conseguir-se libertar a sobrelotação de algumas estações. Daqui a 3 ou 4 anos a Casa da Música vai ser o maior interface do metro, dado que será uma estação servida por 3 linhas e tu queres acabar com isso? Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 29 Dezembro 2023 Citação de Tio Hans, há 44 minutos: Daqui a 3 ou 4 anos a Casa da Música vai ser o maior interface do metro, dado que será uma estação servida por 3 linhas e tu queres acabar com isso? Eu só dei o exemplo da Casa da Música / Carolina porque são 2 estações muito próximas que servem as mesmas linhas. Se vão tornar a Casa da Música numa coisa fantástica, com o Metrobus que se caga todo para virar na rotunda, por mim está ótimo 😁 Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 29 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 8 minutos: Eu só dei o exemplo da Casa da Música / Carolina porque são 2 estações muito próximas que servem as mesmas linhas. Se vão tornar a Casa da Música numa coisa fantástica, com o Metrobus que se caga todo para virar na rotunda, por mim está ótimo 😁 Ninguém falou no metrobus. As linhas Rosa e Rubi vão começar/acabar na Casa da Música. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 29 Dezembro 2023 Citação de Tio Hans, há 9 minutos: Ninguém falou no metrobus. As linhas Rosa e Rubi vão começar/acabar na Casa da Música. E o Metrobus também vai para lá, não é? Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 29 Dezembro 2023 O metro do Porto, para se poupar dinheiro, usou um canal ferroviário que já existia, acabando com as linha de comboio entre a Trindade-Póvoa e Trindade-Guimarães via Trofa e Maia. A linha de Guimarães passou a chegar ao Porto pela linha do Minho. Como consequência foi necessário transformar essas linhas de comboio, para as populações que as perderam, em metro. Eu sei que fica caro, mas o que se devia fazer era esburacar esta cidade de uma ponta à outra, e começar a fazer linhas desde a Sra. da Hora, libertando o chamado tronco comum. Quem precisasse trocava na Sra. da Hora. Citação de Petar Musa, Agora: E o Metrobus também vai para lá, não é? não😂 O metrobus acaba na rotunda da Boavista, no topo da avenida com o mesmo nome. Se quiseres ir para o metro fazes aquelas centenas de metro a pé, ao ar livre, à chuva, ao sol, com semáforos, etc. Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 29 Dezembro 2023 Citação de Tio Hans, há 4 minutos: O metro do Porto, para se poupar dinheiro, usou um canal ferroviário que já existia, acabando com as linha de comboio entre a Trindade-Póvoa e Trindade-Guimarães via Trofa e Maia. A linha de Guimarães passou a chegar ao Porto pela linha do Minho. Como consequência foi necessário transformar essas linhas de comboio, para as populações que as perderam, em metro. Eu sei que fica caro, mas o que se devia fazer era esburacar esta cidade de uma ponta à outra, e começar a fazer linhas desde a Sra. da Hora, libertando o chamado tronco comum. Quem precisasse trocava na Sra. da Hora. não😂 O metrobus acaba na rotunda da Boavista, no topo da avenida com o mesmo nome. Se quiseres ir para o metro fazes aquelas centenas de metro a pé, ao ar livre, à chuva, ao sol, com semáforos, etc. Ou seja, o metrobus não vai ter ligação com nada? 😂 Quer dizer, até pode ter com autocarros, mas não devia ser esse o objetivo. Alguém olhou para isso e achou que era uma boa ideia? A própria estação vai ter obras? É que aquilo atualmente, já está à pinha nas horas de ponta, se metem mais 2 linhas, nem consigo imaginar o estado que vai ficar Compartilhar este post Link para o post
Tio Hans Publicado 29 Dezembro 2023 Citação de Petar Musa, há 9 minutos: Ou seja, o metrobus não vai ter ligação com nada? 😂 Quer dizer, até pode ter com autocarros, mas não devia ser esse o objetivo. Alguém olhou para isso e achou que era uma boa ideia? A própria estação vai ter obras? É que aquilo atualmente, já está à pinha nas horas de ponta, se metem mais 2 linhas, nem consigo imaginar o estado que vai ficar Sim, é isso. Quanto à estação, serão 3 estações, todas conectadas, uma por linha, creio. Compartilhar este post Link para o post
Jpa Publicado 31 Dezembro 2023 @Rain Dog, ainda estás a viver na zona de Aveiro? Como é que vês as obras na Lourenço Peixinho, no Rossio e na rotunda da ponte? Compartilhar este post Link para o post
Rain Dog Publicado 31 Dezembro 2023 (editado) Citação de Jpa, há 1 hora: @Rain Dog, ainda estás a viver na zona de Aveiro? Como é que vês as obras na Lourenço Peixinho, no Rossio e na rotunda da ponte? mais ou menos, agora estou fora e já não vou lá há algum tempo. Fiquei surpreendido com a notícia de que o Rossio vai ser inaugurado para a semana, tinha ideia que aquilo estava mais atrasado. Tenho de ir lá ver quando tiver tempo. Na altura não gostei dos renders mostrarem o Rossio com tanto betão em vez do verde que já lá havia mas pode ser que em pessoa não seja assim tão mau. São todas obras boas e necessárias (menos o parque de estacionamento subterrâneo que é absurdo) mas o facto de não ter ciclovia dedicada na Lourenço Peixinho deixou-me a espinha encravada na garganta, especialmente depois da justificação do Ribau "somos pró-carros" Esteves de que não havia espaço Editado 31 Dezembro 2023 por Rain Dog 1 Compartilhar este post Link para o post
kareca Publicado 6 Janeiro 2024 (editado) Lisboa. €1263 milhões para cobrir a capital e Loures Projetos Duas expansões e uma nova linha são os planos imediatos do metro de Lisboa. Ligação de Telheiras a Benfica em estudo. Linha Amarela poderá vir a ‘entrar’ na Linha Circular nas horas de ponta Um primeiro-ministro, dois ministros, dois secretários de Estado, a administração do Metropolitano de Lisboa, representantes dos empreiteiros, uma comitiva alargada de jornalistas. Não foi a inauguração da estação do metro da Estrela, mas parecia. A comitiva que visitou a obra da futura estação, no antigo Hospital Militar da Estrela, na terça-feira, vinha carregada de peso institucional. E quando foi questionado sobre se a visita poderia ser vista como uma ação de campanha eleitoral, António Costa respondeu que só a partir de 15 de janeiro o Governo estará “obrigado a um dever de recato próprio de período pré-eleitoral” e que, lá por o Governo ser de gestão, não pode parar, tal como o país não pode parar. Aliás, até deve “acelerar”, porque “2024 vai ser um ano particularmente exigente”. Acelerando o passo, o primeiro-ministro (acompanhado do ministro do Ambiente, Duarte Cordeiro, da ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, do secretário de Estado Adjunto do Primeiro-Ministro, António Mendonça Mendes, e do secretário de Estado da Mobilidade Urbana, Jorge Delgado) distribuiu cumprimentos aos trabalhadores do metro, deixou-se fotografar com alguns deles, tirou ele próprio fotos através do seu telemóvel, enquanto percorria o túnel já concluído, que segue em direção à estação de Santos, a segunda a ser construída na nova Linha Verde, ou Circular, que liga parte da Linha Amarela à quase totalidade da atual Linha Verde. Ministro do ambiente diz que o futuro primeiro-ministro deixará de ter desculpas para não ir de metro para o trabalho O ministro do Ambiente atestou que a obra não tem estado parada e que avançou bem “desde a última vez” que ali tinha estado. Remeteu para o momento político que se está a viver, na contagem decrescente para as eleições de 10 de março, ao referir que “o futuro primeiro-ministro deixará de ter desculpas para não ir de metro para o trabalho, uma vez que vai ter duas estações de metro muito próximas da residência oficial, quer na Estrela quer em Santos”. “Deve ser, deve”, comentava alguém na assistência. As obras há muito que são visíveis em toda a Avenida 24 de Julho, na zona de Santos, para proceder à ligação à estação do Cais do Sodré, provocando fortes constrangimentos na circulação. A futura estação da Estrela é a que terá maior profundidade em toda a rede do metro de Lisboa. São 54 metros, que se alcançam por uma escada e um elevador provisórios, entrando num estaleiro que impressiona. Será uma peça fundamental na concretização do projeto da Linha Circular do metro, que virá a distribuir passageiros por toda a cidade (ver infografia). METRO CHEGA À ZONA OCIDENTAL DE LISBOA E A LOURES A Linha Circular, que passa a ser a Linha Verde, resultará da agregação de quase toda a atual Linha Verde (Cais do Sodré-Campo Grande), de parte da Amarela (Campo Grande-Rato) e ainda das novas estações da Estrela e Santos. A Linha Amarela diminui, agregará Telheiras e em Odivelas terá ligação à nova Linha Violeta, que, com 17 estações, chegará a Loures. Já a Linha Vermelha levará o metro à zona ocidental da cidade (Alcântara). Duarte Cordeiro recordou os valores envolvidos nos projetos de expansão do metro de Lisboa, que atingem um total de €1263 milhões. São €331 milhões para as duas estações da Estrela e Santos, mais as alterações na ligação entre as Linhas Verde e Amarela, com a remodelação da estação do Cais do Sodré e os viadutos no Campo Grande. Poderá captar nove milhões de passageiros no primeiro ano de exploração. A obra só deverá estar terminada no primeiro trimestre de 2025. Inicialmente estava previsto que fosse no final de 2023. Depois há mais €405,4 milhões para a expansão da Linha Vermelha, que passará a ligar o aeroporto a Alcântara, um marco histórico por ser a primeira vez que o metro chega à zona ocidental da cidade. A 22 de dezembro foi assinado o contrato para a construção com a Mota-Engil e a SPIE Batignolles Internacional, estando previsto que a obra esteja concluída entre 2025 e 2026. Nesta linha preveem-se 11 milhões de passageiros no primeiro ano. E, por fim, há mais €527,3 milhões para uma nova linha construída de raiz, a maior parte dela para funcionar como metro de superfície, que se desenvolverá nos concelhos de Odivelas e Loures — a Linha Violeta. O valor inclui o material circulante e o concurso vai ser lançado neste início de ano. O projeto deverá estar concluído no segundo semestre de 2026 e teve de ser alterado com a necessidade de construir viadutos e de ‘enterrar’ três estações, o que fez disparar os custos, que em 2021 estavam previstos ficar nos €250 milhões. Mas há mais projetos na calha na região de Lisboa: o prolongamento do Metro do Sul do Tejo até à Costa de Caparica e as Linhas Intermodais Sustentáveis (LIOS), uma que ligará Oeiras a Alcântara e outra que ligará Santa Apolónia a Sacavém. A obra vai juntar o metro de Lisboa aos municípios de Lisboa, Oeiras e Loures e à Carris. Estão neste momento a ser analisadas em termos de viabilidade de traçado algumas variantes de itinerários e o reposicionamento de algumas paragens, para depois se avançar para um estudo de viabilidade global. E depois, expandir para onde? Do lado do metro de Lisboa, as três frentes de obra, a atual e as futuras, darão trabalho para os próximos anos e seguir-se-ão depois as LIOS, mas é natural que se comece já a pensar mais além, num novo ciclo de expansão. Questionado pelo Expresso, o presidente do Metropolitano de Lisboa diz que, para já, “a única coisa que estamos a começar a estudar é o prolongamento da Linha Amarela de Telheiras a Benfica. Estamos a fazer o levantamento, a falar com a Câmara, já fizemos uma primeira reunião, a Câmara gostaria que a ligação fosse feita até à Damaia para fazer a ligação à Linha de Sintra”, explicou Vítor Santos. “Não vemos inconveniente, mas ainda estamos nos primórdios disso.” Até lá, ainda haverá problemas a resolver nas duas linhas em expansão, com desocupações de imóveis e expropriações a fazer e contestação aos traçados. Na Linha Verde/Circular está em causa o facto de os moradores de Odivelas e de zonas como o Lumiar, em Lisboa, passarem a ter de mudar para a Linha Verde, a futura Linha Circular, na estação do Campo Grande, para chegarem ao centro de Lisboa, quando hoje conseguem fazê-lo de forma direta. Em maio de 2023, o ministro do Ambiente admitiu rever o projeto, tendo ficado em aberto a hipótese de a linha funcionar em ‘laço’ em vez de em ‘círculo’. Fonte oficial do Ministério do Ambiente explicou ao Expresso que foi adjudicado e está quase concluído um “estudo que permita combinar as duas soluções”. A ideia é que nas horas de ponta, no início e no final dos dias, a Linha Amarela entre na Linha Circular, “funcionando depois em círculo”. Na Linha Vermelha há forte contestação à estação de Campo de Ourique, por esta ficar no Jardim da Tapada, o único espaço verde da freguesia, e por o prolongamento colocar em causa o Baluarte do Livramento, em Alcântara, considerado um dos últimos vestígios da arquitetura militar portuguesa da época da Restauração. Há uma providência cautelar de suspensão da eficácia da Declaração de Impacto Ambiental em apreciação nos tribunais administrativos, o que leva os seus promotores a estranhar que a adjudicação da obra já tenha sido feita. https://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2671/html/economia/economia/lisboa.-1263-milhoes-para-cobrir-a-capital-e-loures _________________________________________________________________________________________________________________________________ Porto. Novas linhas custam mais de €2 mil milhões Expansão Metro do Porto duplica as linhas até 2030. Novas ligações podem servir 58,5 milhões de clientes anualmente. Gaia, Matosinhos, Maia e Gondomar vão ter segunda rota. Metro chega à Trofa Os incautos turistas que por estes dias aterrarem, desprevenidos, no Porto, ávidos por fotografar os pontos mais instagramáveis e por provar umas tapas very typical, vão encontrar sobretudo taipais. Taipais e mais taipais escondem uma cidade remexida, virada do avesso. A Invicta parece estar fechada para obras. A expansão da rede metropolitana avança lentamente e estica a paciência dos portuenses, com atrasos que têm provocado vários constrangimentos na mobilidade urbana. Atualmente com seis linhas em funcionamento, a Metro do Porto pretende duplicar o número de ligações até ao final desta década. O investimento nas linhas em construção, adjudicadas e em concurso, será de €2171 milhões, caso não existam novas revisões orçamentais e sem contar com a aquisição de material circulante. Os novos traçados podem vir a servir 58,5 milhões de clientes anualmente. Metrobus arranca este ano No terreno avançam as obras da nova Linha Rosa, com uma extensão de 3 km e quatro estações, que fará a ligação entre a Casa da Música e São Bento em apenas sete minutos (considerando uma velocidade média de 26 km/h). De acordo com as estimativas que a Metro do Porto enviou ao Expresso, a Linha Rosa servirá anualmente 9,5 milhões de pessoas e permitirá retirar 12.870 carros por dia da Baixa da Invicta, o que irá evitar a emissão de 1,5 toneladas de CO2/ano. As obras que ainda decorrem implicam um investimento de €304,7 milhões — o financiamento é assegurado essencialmente pelo Programa Operacional Sustentabilidade e Eficiência no Uso de Recursos (POSEUR), além de uma parte do dinheiro que vem do Fundo Ambiental e outra que é proveniente do Orçamento do Estado. A Linha Rosa ficará concluída até ao final deste ano e deve entrar em funcionamento no segundo trimestre de 2025. Os trabalhos, em Vila Nova de Gaia, para o prolongamento da Linha Amarela (Santo Ovídio-Vila d’Este) estão “em fase de acabamentos nas estações” e “os ensaios de veículos devem começar em meados de fevereiro”, explicou fonte da Metro do Porto ao Expresso. O novo troço será aberto à circulação de veículos já em abril, acrescentando mais três estações e 3,15 km de extensão à linha que atravessa o Douro. O prolongamento da Linha Amarela promete tirar 3790 automóveis de circulação, travando assim a emissão de 2,3 toneladas de CO2 por ano. Linha Rubi é o passo mais ambicioso da expansão. Implica a construção de uma nova ponte sobre o Douro e custa €435 milhões Também em marcha está a construção da linha do metrobus, um novo modo de mobilidade mais ecológico, com autocarros alimentados por hidrogénio que vão garantir as ligações Boavista-Império e Boavista-Anémona. Por ter prioridade sobre todos os outros meios de transporte, o metrobus conseguirá fazer a viagem entre a Boavista e Matosinhos em menos de 20 minutos. A nova linha, com 8 km de extensão, terá 12 estações. As obras devem ficar concluídas em julho, mas já a partir de abril o impacto na circulação “será mais ligeiro” na Avenida da Boavista, prevê a Metro do Porto. O metrobus custa €99 milhões e é financiado totalmente pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR). Começará a operar no terceiro trimestre deste ano e as previsões apontam para que pode transportar 10,3 milhões de passageiros anualmente. Isso levará a que 3672 automóveis comecem a ficar na garagem, o que se traduz em menos 3,5 toneladas de emissões de CO2/ano. A Linha Rubi — a segunda a assegurar a ligação entre o Porto e Gaia — é o projeto mais ambicioso. Terá oito estações, 6,7 km de extensão e obriga à construção da Ponte Ferreirinha, a nova travessia sobre o Douro. Também por isso é a obra mais cara, orçamentada em €435 milhões. O dinheiro vem do PRR, mas para isso a Linha Rubi terá de ficar pronta até ao final de 2026. Se o prazo derrapar, o financiamento esfuma-se. “É uma obra pesada”, admite fonte da Metro do Porto, e ainda não arrancou. A montagem dos 12 a 16 estaleiros deve acontecer durante este mês de janeiro. Quando finalmente for possível fazer a viagem entre a Casa da Música e Santo Ovídio em 16 minutos, espera-se que a Linha Rubi possa servir 12,7 milhões de clientes todos os anos, retirando das ruas 14.228 carros, o que evitaria 11,9 toneladas de emissões de CO2/ano. Instalar Metro 3.0 até 2030 Estas são as linhas já em construção ou prestes a arrancar, mas há ainda quatro novos traçados contemplados pelo projeto de expansão Metro 3.0: Gondomar II (Dragão-Souto), S. Mamede (IPO-Estádio do Mar), ISMAI/Trofa e Maia II. O objetivo é ter estas ligações prontas até 2030 e o investimento total será na ordem dos €1126 milhões. Assim, assegurando a ligação para a Trofa, o metro do Porto chegará a mais um concelho. Já Matosinhos, Gondomar e Maia passam a ter duas linhas. As estimativas da Metro do Porto apontam para que a linha Gondomar II possa ser utilizada por 10,3 milhões de clientes por ano, acima dos 9,3 milhões de passageiros que potencialmente vão usufruir da ligação para S. Mamede. A linha da Trofa irá assegurar o transporte de 1,6 milhões de pessoas anualmente, enquanto 1,3 milhões de passageiros vão beneficiar da linha Maia II. SEIS LINHAS E UM METROBUS: O METRO EXPANDE E CHEGA À TROFA Em construção estão a Linha Rosa (Casa da Música-São Bento), o metrobus (que ligará a Casa da Música à Praça do Império e à Anémona) e o prolongamento da Linha Amarela (Santo Ovídio-Vila d’Este). As obras da Linha Rubi (Casa da Música-Santo Ovídio) começam este ano e têm de ficar concluídas até ao final de 2026. Há ainda outros quatro traçados já anunciados: ISMAI/Trofa, Maia II, São Mamede e Gondomar II. As linhas Gondomar II e S. Mamede serão as primeiras a sair do papel. Ao que o Expresso apurou, as obras no terreno avançam em 2026. A ligação até à Trofa e a rota Maia II ainda não têm qualquer data prevista para o início dos trabalhos de construção. A linha Maia II, com 14,3 km de extensão, é a mais cara da próxima fase de expansão e vai custar €434,1 milhões. A rota de S. Mamede é a mais curta, tendo apenas 6,5 km, e implica um investimento de €332,7 milhões. A ligação Gondomar II terá 7 km e vai obrigar à construção de oito novas estações, representando um custo de €224,9 milhões. Já a opção encontrada para a Trofa passa por uma solução mista, com um troço de metro (entre o ISMAI e o Muro) e outro de metrobus (do Muro até à Trofa). A Metro do Porto tem como meta transportar 150 milhões de passageiros anualmente até 2030. Será preciso quase duplicar o recorde anual atingido em 2023: cerca de 80 milhões de validações do título Andante, bem acima dos 71,5 milhões de utilizadores, o anterior máximo registado em 2019. Estes números indicam que a utilização do metro do Porto foi no ano passado 10% superior ao período pré-covid. Em 21 anos, já mais de mil milhões de pessoas usaram o transporte público que aproximou os concelhos do Grande Porto. https://leitor.expresso.pt/semanario/semanario2671/html/economia/economia/porto.-novas-linhas-custam-mais-de-2-mil-milhoes Editado 6 Janeiro 2024 por kareca 2 Compartilhar este post Link para o post
Petar Musa Publicado 8 Janeiro 2024 A SATA está a pagar um ACMI porque a ANAC está há 2 meses para certificar um avião. É impressionante como Portugal consegue ter uma porrada de empresas de transportes que são horríveis, devia ser caso de estudo. A SATA devia pegar na frota e registar tudo noutro país como a HiFly. Compartilhar este post Link para o post