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Descartes

Campanha de células estaminais é "vergonhosa" e tem "falsidades científicas"

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Já vivemos assim. Cada um fazia tudo o que precisava. Entretanto começaram a aperceber-se que o tempo não chegava para tudo. Então começaram a trocar aquilo que conseguiam fazer melhor e em quantidade mais do que suficiente por aquilo que precisavam e que outro fazia também em quantidades mais do que suficientes. Cada um especializou-se numa área e trocava o seu excedente por tudo o resto que precisava. Entretanto começaram a reparar que tornava-se complicado trocar cabras por feijões (a não ser que ficassem com uma quantidade de feijões muito superior à quantidade de que precisavam) e então criaram um objecto com um valor pré-definido e que servia como moeda de troca. Muitos anos depois aqui estamos. Se podiamos viver da maneira que dizes? Podiamos. Até já o fizemos. Entretanto, como somos seres que procuram a evolução, fomos procurando sempre algo mais cómodo e chegamos a este ponto.

 

É que com a tua teoria tu não colocas em causa o lucro, tu colocas em causa as pessoas serem remuneradas pelo seu trabalho.

Então se já vivemos assim, podemos acabar com o mito da utopia.

Primeiro, e não tendo a certeza do que tu dizes em concreto, se já vivemos assim foi há algum tempo atrás, onde nem a tecnologia nem o conhecimento humano estavam no patamar que estão hoje.

 

O dinheiro não é significado de real valor. Se assim fosse, pegava-se em todas as cabras e feijões que existem, contavam-se e estipulava-se um valor, depois dava-se uma parte igual a cada cidadão do mundo. Aí o dinheiro era o real valor porque era proporcional aos bens existentes.

 

Coloco em causa a desigualdade e a falta de liberdade. Enquanto houver dinheiro, haverão os dois.

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Óbvio. Mas quem é que se vai especializar numa tarefa para não receber nada em troca? Quem é que vai ensinar essa especialização ou escrever sobre ela sem receber nada em troca? Quem é que vai trabalhar anos a fio sem receber nada em troca? É ridículo. Se acreditasses mesmo no que dizes a esta altura vivias na floresta longe da civilização.

Nada em troca? Mas tudo o que podes receber em troca numa tarefa é dinheiro? Os médicos são médicos por dinheiro? Não, se fossem pelo dinheiro seriam empresários ou políticos.

O que motiva as pessoas a fazer certas tarefas não é o dinheiro, mas sim a satisfação pessoal que retiram disso.

Em tarefas onde a criatividade é importante uma recompensa monetária prejudica o desempenho pessoal. Isto é um estudo do London Schools of Economics, atenção.

 

Nas tarefas repetitivas (as quais podem ser automatizadas, porque tudo o que implica repetição pode ser feito por uma máquina) a recompensa também não é o dinheiro, mas sim a qualidade de vida, o dinheiro é apenas um meio.

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Uma vergonha!

Isto.

Ainda não a vi na TV, mas já tive a oportunidade de ver o vídeo. Acho-o cruel.

Não sou pai e não sei se há por aqui alguém que o seja, mas certamente isto tocará ainda mais nessas pessoas.

 

Tanto anúncio que é cortado e os senhores que o fazem não tiveram olhos para este... :handclap:

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Então se já vivemos assim, podemos acabar com o mito da utopia.

Primeiro, e não tendo a certeza do que tu dizes em concreto, se já vivemos assim foi há algum tempo atrás, onde nem a tecnologia nem o conhecimento humano estavam no patamar que estão hoje.

 

O dinheiro não é significado de real valor. Se assim fosse, pegava-se em todas as cabras e feijões que existem, contavam-se e estipulava-se um valor, depois dava-se uma parte igual a cada cidadão do mundo. Aí o dinheiro era o real valor porque era proporcional aos bens existentes.

 

Coloco em causa a desigualdade e a falta de liberdade. Enquanto houver dinheiro, haverão os dois.

O dinheiro é representativo de valor. Se não fosse a representatividade do mesmo, era impossível termos um nível de vida tão avançado como o que temos hoje. Sem colocar em causa a desigualdade, tens de ter noção que estamos a falar de uma desigualdade em que o nível mais baixo continua a ser imensamente melhor do que o que acontecia quando tudo o que adquiríamos era feito através de troca directa. Não estavamos num patamar como o que estamos hoje? Claro que não. Mas se cá chegamos foi através do sistema que utilizamos para nos desenvolvermos. E o dinheiro é o pilar desse desenvolvimento (e é importante que desligues dessa conotação negativa que dás ao dinheiro e penses no seu real significado para perceberes isto). O dinheiro não tem de ser igual para todos os cidadãos do mundo, nem antes de termos o dinheiro como intermediário de troca assim era. O dinheiro/as cabras/os feijões são representativos do teu trabalho, são riqueza. Dizeres que todas as pessoas do mundo têm de ter 1 cabra é tremendamente injusto para aquele que se matou a trabalhar para ter 20 cabras e que agora perde 19 delas para que uns que agora passam a ter uma cabra sem terem trabalhado um dia na vida e que nada fizeram para criar a sua riqueza.

 

Dizeres "aí o dinheiro era o real valor porque era proporcional aos bens existentes" é redundante porque o dinheiro que tens actualmente é proporcional a toda a riqueza que existe. O dinheiro é uma mera representam física e agregadora de toda a riqueza.

 

Tu não colocas em causa a desigualdade e a falta de liberdade, tu colocas em causa o facto de nem tudo estar acessível a todos sem te aperceberes que isso é transversal a qualquer sociedade, não é uma causa do dinheiro. Se tu não produzires a tua parte para trocares por algo que necessites, também não vais poder comer peixe. O problema não está no dinheiro, está em tu achares que o justo é tu te apropriares do trabalho dos outros para poderes ter uma vida como a deles sem que nada faças por isso. Até agora esta é a tua definição de igualdade. A igualdade não deve ser um estado garantido, deve ser uma oportunidade que todos (sem excepção) têm de procurar garantir para si mesmo.

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O dinheiro é representativo de valor. Se não fosse a representatividade do mesmo, era impossível termos um nível de vida tão avançado como o que temos hoje. Sem colocar em causa a desigualdade, tens de ter noção que estamos a falar de uma desigualdade em que o nível mais baixo continua a ser imensamente melhor do que o que acontecia quando tudo o que adquiríamos era feito através de troca directa. Não estavamos num patamar como o que estamos hoje? Claro que não. Mas se cá chegamos foi através do sistema que utilizamos para nos desenvolvermos. E o dinheiro é o pilar desse desenvolvimento (e é importante que desligues dessa conotação negativa que dás ao dinheiro e penses no seu real significado para perceberes isto). O dinheiro não tem de ser igual para todos os cidadãos do mundo, nem antes de termos o dinheiro como intermediário de troca assim era. O dinheiro/as cabras/os feijões são representativos do teu trabalho, são riqueza. Dizeres que todas as pessoas do mundo têm de ter 1 cabra é tremendamente injusto para aquele que se matou a trabalhar para ter 20 cabras e que agora perde 19 delas para que uns que agora passam a ter uma cabra sem terem trabalhado um dia na vida e que nada fizeram para criar a sua riqueza.

 

Dizeres "aí o dinheiro era o real valor porque era proporcional aos bens existentes" é redundante porque o dinheiro que tens actualmente é proporcional a toda a riqueza que existe. O dinheiro é uma mera representam física e agregadora de toda a riqueza.

 

Tu não colocas em causa a desigualdade e a falta de liberdade, tu colocas em causa o facto de nem tudo estar acessível a todos sem te aperceberes que isso é transversal a qualquer sociedade, não é uma causa do dinheiro. Se tu não produzires a tua parte para trocares por algo que necessites, também não vais poder comer peixe. O problema não está no dinheiro, está em tu achares que o justo é tu te apropriares do trabalho dos outros para poderes ter uma vida como a deles sem que nada faças por isso. Até agora esta é a tua definição de igualdade. A igualdade não deve ser um estado garantido, deve ser uma oportunidade que todos (sem excepção) têm de procurar garantir para si mesmo.

Claro que não é. Se eu tiver 100 litros de água. Cada um valer 1 euro e actualmente tiverem a circular 2000 euros pelo mundo, significa que a quantidade de dinheiro a circular (relativamente ao seu valor) é superior à quantidade de matéria que existe (relativamente ao seu valor).

 

Como podes dizer que estamos num patamar superior? Superior quando existem pessoas a morrer à sede e à fome e existem outras que pesam 200 kilos? Isso é que é o nível superior? Nunca na nossa história houve tanta desigualdade, simplesmente porque nunca houve tanta abundância. O que é contraditório porque quanto mais abundância há, menos igualdade devia haver. A obesidade é um problema recentíssimo, e estamos a lidar com ele enquanto ainda existem muitas pessoas a morrer à fome. Contraditória, han?

Não sei se sabes, mas a fome no mundo está a aumentar.

 

Eu não percebo bem o que queres dizer com troca directa. Parece-me um termo demasiado restritivo e não é de todo o que defendo. Defendo a vida em comunidade, não necessariamente através de trocas directas obrigatórias.

 

Mesmo que o dinheiro fosse igual para todos, continuávamos sem igualdade. Como já expliquei o dinheiro pouco interessa, interessa as mercadorias. A escassez ou abundância. Se de repente o ouro começasse a nascer como cogumelos, rapidamente o ouro deixava de valer dinheiro. O dinheiro só é importante para regular a escassez. Eu não quero um mundo escasso, e tu também não, penso eu.

 

Aquele que trabalhou para ter 20 cabras e agora perdeu 19 para ficar com uma. Bem, primeiro que tudo não há base lógica para uma pessoa querer possuir mais do que necessita. E é extremamente injusto um homem possuir 20 cabras, sendo que não precisa delas todas, enquanto o homem ao lado precisa de 5 e só tem 1.

Eu não conseguia viver com 20 cabras, se tivesse uma pessoa ao meu lado a precisar de cabras, mas como "não trabalhou tanto como eu" não as tinha. E aliás é por isso que raramente vês pessoas muito ricas misturadas com pessoas pobres. Quando ficas rico vais para o clube de iates, e jogar golfe com os amigos ricos. Não vais jogar dominó para a taberna, porque se fosses não conseguias dormir à noite. Então isolaste da realidade para poderes sentir-te bem com as tuas 20 cabras, enquanto finges que não existem pessoas sem cabras.

 

Como é que o dinheiro é proporcional a toda a riqueza? O dinheiro em si não é a riqueza.

 

Coloco sim em causa a desigualdade e a falta de liberdade. Quanto as coisas estão acessíveis só a alguns, temos a desigualdade e a falta de liberdade. Não é transversal a todas as sociedades não, existem grupos de pessoas a viver em comunidade.

Editado por Gaberlunzie

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Até eu que não sou pai, quando ontem vi o anúncio fiquei abalado! E, sendo ignorante na matéria, tratei imediatamente de fazer um post-it mental sobre isto para quando tiver um filho!

 

É certo que o objetivo da publicidade é mexer com a cabeça das pessoas de modo a que elas se sintam compelidas a adquirir o produto anunciado, porém há limites que não devem ser atravessados e este é um deles. Como disseram na peça transmitida pela SIC, isto é pura chantagem emocional. Resumindo:

 

Uma vergonha!

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Claro que não é. Se eu tiver 100 litros de água. Cada um valer 1 euro e actualmente tiverem a circular 2000 euros pelo mundo, significa que a quantidade de dinheiro a circular (relativamente ao seu valor) é superior à quantidade de matéria que existe (relativamente ao seu valor).

 

Como podes dizer que estamos num patamar superior? Superior quando existem pessoas a morrer à sede e à fome e existem outras que pesam 200 kilos? Isso é que é o nível superior? Nunca na nossa história houve tanta desigualdade, simplesmente porque nunca houve tanta abundância. O que é contraditório porque quanto mais abundância há, menos igualdade devia haver. A obesidade é um problema recentíssimo, e estamos a lidar com ele enquanto ainda existem muitas pessoas a morrer à fome. Contraditória, han?

Não sei se sabes, mas a fome no mundo está a aumentar.

 

Eu não percebo bem o que queres dizer com troca directa. Parece-me um termo demasiado restritivo e não é de todo o que defendo. Defendo a vida em comunidade, não necessariamente através de trocas directas obrigatórias.

 

Mesmo que o dinheiro fosse igual para todos, continuávamos sem igualdade. Como já expliquei o dinheiro pouco interessa, interessa as mercadorias. A escassez ou abundância. Se de repente o ouro começasse a nascer como cogumelos, rapidamente o ouro deixava de valer dinheiro. O dinheiro só é importante para regular a escassez. Eu não quero um mundo escasso, e tu também não, penso eu.

 

Aquele que trabalhou para ter 20 cabras e agora perdeu 19 para ficar com uma. Bem, primeiro que tudo não há base lógica para uma pessoa querer possuir mais do que necessita. E é extremamente injusto um homem possuir 20 cabras, sendo que não precisa delas todas, enquanto o homem ao lado precisa de 5 e só tem 1.

Eu não conseguia viver com 20 cabras, se tivesse uma pessoa ao meu lado a precisar de cabras, mas como "não trabalhou tanto como eu" não as tinha. E aliás é por isso que raramente vês pessoas muito ricas misturadas com pessoas pobres. Quando ficas rico vais para o clube de iates, e jogar golfe com os amigos ricos. Não vais jogar dominó para a taberna, porque se fosses não conseguias dormir à noite. Então isolaste da realidade para poderes sentir-te bem com as tuas 20 cabras, enquanto finges que não existem pessoas sem cabras.

 

Como é que o dinheiro é proporcional a toda a riqueza? O dinheiro em si não é a riqueza.

 

Coloco sim em causa a desigualdade e a falta de liberdade. Quanto as coisas estão acessíveis só a alguns, temos a desigualdade e a falta de liberdade. Não é transversal a todas as sociedades não, existem grupos de pessoas a viver em comunidade.

Como é que posso dizer isso? Através do IDH por exemplo. Compara o IDH de agora com o de há uns séculos atrás para não ir aos tempos da troca directa. Vês perfeitamente a diferença.

 

Não queres um mundo escasso mas queres utilizar recursos que são escassos. Como é que conjugas as duas coisas? Como é que vives em comunidade sem trocas se não consegues produzir sozinho tudo o que precisas para sobreviver com um nível de vida melhor do que aquele que estás a falar como sendo uma das maiores calamidades do mundo (e de facto é)? Segundo a tua teoria, essas pessoas não precisam de dinheiro, não precisam de trocar nada com ninguém, têm tudo o que precisam para fazerem a sua vida. E na realidade não conseguem. Porquê? As trocas são um resultado da especialização que traz uma maior produtividade e maior riqueza a todos os envolvidos.

 

Estás a ir por um caminho de que eu não falava. Tu estás a dizer que toda a gente devia ter direito ao mesmo. Mas as coisas não se geram espontaneamente. Alguém tem de as criar. O conceito de free-riding está mais do que estudado, é só fazeres uma breve pesquisa que encontras várias explicações. Não tem nada a ver com o mauzão do rico e o coitadinho do pobre. Estamos a falar de riqueza que fizeste por conseguir e que toda a gente tem a oportunidade de alcançar.

 

Já respondi a essa parte, já expliquei porque é que o dinheiro é representativo de riqueza. É uma convenção social aceite unanimemente.

 

Claro que existem, todos nós vivemos em comunidade. Quem é que disse que não. Agora mostra-me alguém que viva em comunidade sem recorrer a trocas mútuas com os outros. Simplesmente não existe. Quanto muito essa troca está tão embrenhada na cultura da comunidade que é contínua, agora exemplos de pessoas que vivam simultaneamente em comunidade e isoladas dos recursos umas das outras simplesmente não existe.

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Não vi a publicidade nem vi o que foi dito no tópico, mas cheira-me que o problema será de base no que a estas empresas diz respeito: elas vendem um produto que, para já, se baseia em hipóteses. Para já, aquelas células não servem para nada, ou quase nada, ainda para mais em Portugal. Daqui a 20/30 anos talvez, e é isso que as empresas deviam tentar que os clientes percebessem.

 

Contudo, para quem tiver uns milhares de euros para gastar, acho que não se perde nada em criopreservar as células.

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Embora a conversa sobre a teoria do valor, a divisão social do trabalho e o processo de acumulação de riqueza seja muito aliciante vou tentar recentrar o tópico no seu objetivo inicial.

 

Houve quem apontasse o facto de na notícia não se explicitar que falsidades científicas se apresentam no anúncio. É verdade. Como não estou dentro do assunto fui pesquisar e li coisas interessantes.

 

A falsidade (ou, como vou passar a referir, imprecisão) científica radica numa única questão: a extrema improbabilidade das células estaminais criopreservadas do cordão umbilical poderem ser utilizadas para curar doenças do próprio dador. Há quem diga que a probabilidade de isso acontecer é igual à probabilidade de ganhar o EuroMilhões, não uma, mas cinco vezes!!!

 

Podendo ser verdade que, pelas perspetivas científicas atuais, existe uma probabilidade de 1 para 200 de um recém-nascido poder desenvolver uma doença que poderá ser tratada com recurso a células estaminais provenientes da criopreservação do cordão umbilical, é extremamente improvável que possam ser utilizadas as células do seu próprio cordão umbilical. Isto porque a esmagadora maioria dessas doenças (como a leucemia ou doenças genéticas) já estão presentes ou latentes à nascença pelo que as suas células já se encontram "contaminadas". Por isso é que os casos de sucesso em tratamentos desta natureza (que são cada vez mais frequentes) acontecem quando se utilizam as células de um irmão ou familiar próximo.

 

Mas nem é por aí que o anúncio é vergonhoso. Nem é por apelar aos sentimentos e emoções dos potenciais clientes (como já foi dito rara é a publicidade que não o faz). É porque incute um sentimento de culpa nos pais em relação àquilo que eles têm de mais sagrado: a segurança e saúde dos seus filhos. E porque explora a ingenuidade das crianças ao ponto de ter passado a ser comum ouvir as crianças a fazer exatamente aquela pergunta aos pais: "Guardaram as minhas células?" E não é fácil a um pai explicar-lhes que não o fizeram sem dar a sensação de desinteresse pela saúde do seu filho.

 

Para dar um exemplo que todos conhecem e que sensibilizou o país, imaginem que o Gustavo, o filho do Carlos Martins, o questiona: "Porque é que tu não guardaste o meu cordão umbilical?" Um bandido, o Carlos que, por uma módica quantia de cerca de 2.000 € poderia ter garantido que o seu filho teria uma cura imediata para uma doença gravíssima e potencialmente fatal!

 

Se isto não é um atentado ético não sei o que será...

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Como é que posso dizer isso? Através do IDH por exemplo. Compara o IDH de agora com o de há uns séculos atrás para não ir aos tempos da troca directa. Vês perfeitamente a diferença.

 

Não queres um mundo escasso mas queres utilizar recursos que são escassos. Como é que conjugas as duas coisas? Como é que vives em comunidade sem trocas se não consegues produzir sozinho tudo o que precisas para sobreviver com um nível de vida melhor do que aquele que estás a falar como sendo uma das maiores calamidades do mundo (e de facto é)? Segundo a tua teoria, essas pessoas não precisam de dinheiro, não precisam de trocar nada com ninguém, têm tudo o que precisam para fazerem a sua vida. E na realidade não conseguem. Porquê? As trocas são um resultado da especialização que traz uma maior produtividade e maior riqueza a todos os envolvidos.

 

Estás a ir por um caminho de que eu não falava. Tu estás a dizer que toda a gente devia ter direito ao mesmo. Mas as coisas não se geram espontaneamente. Alguém tem de as criar. O conceito de free-riding está mais do que estudado, é só fazeres uma breve pesquisa que encontras várias explicações. Não tem nada a ver com o mauzão do rico e o coitadinho do pobre. Estamos a falar de riqueza que fizeste por conseguir e que toda a gente tem a oportunidade de alcançar.

 

Já respondi a essa parte, já expliquei porque é que o dinheiro é representativo de riqueza. É uma convenção social aceite unanimemente.

 

Claro que existem, todos nós vivemos em comunidade. Quem é que disse que não. Agora mostra-me alguém que viva em comunidade sem recorrer a trocas mútuas com os outros. Simplesmente não existe. Quanto muito essa troca está tão embrenhada na cultura da comunidade que é contínua, agora exemplos de pessoas que vivam simultaneamente em comunidade e isoladas dos recursos umas das outras simplesmente não existe.

O IDH não representa a qualidade de vida. Basta ver o que é analisado no IDH para perceber isso.

 

Quais são os recursos escassos?

"Como é que vives em comunidade sem trocas se não consegues produzir sozinho tudo o que precisas para sobreviver"

Olha que pergunta. Se vivo em comunidade, não vou produzir sozinho. Vou produzir com a comunidade, para a comunidade.

Essas pessoas seriam toda a população. Quanto tens toda a população a viver em comunidade não podes ter trocas, porque vivemos todos para todos. Não sei se estás a entender o que estou a dizer. Parece-me que não entendes bem o conceito de comunidade. O objectivo não é continuarmos a alimentar a doença do materialismo e da propriedade privada. É exactamente o oposto. As trocas a existirem, não seriam bem trocas como as conhecemos hoje em dia, porque uma troca implica duas partes, e se vivermos todos em comunidade não existe essa divisão. Existe partilha e fraternidade.

 

Claro que não se geram do nada, nem eu disse isso.

Tem tudo a ver com isso. Temos uma minoria de ricos a governar uma maioria de pobres e estás a dizer que não tem nada a ver com isso?

Não, toda a gente não tem oportunidade de alcançar. Tu tens umas condições de vida que te permitem ter mais probabilidades de sucesso do que uma pessoa que viva num bairro social, por exemplo. Existem muitas mais condicionantes, apenas dei um exemplo.

 

Claro que não é aceite unanimemente. Unanimidade significa concordância de todos. Se estás aqui a falar com uma pessoa que não concorda com isso, como podes falar em unanimidade? Ou de repente excluíste-me da sociedade?

E tu não explicaste o porquê de dizeres que o dinheiro é representativo da riqueza real, tudo o que disseste sobre esse assunto foi isto:

"O dinheiro é representativo de valor. Se não fosse a representatividade do mesmo, era impossível termos um nível de vida tão avançado como o que temos hoje."

"Dizeres "aí o dinheiro era o real valor porque era proporcional aos bens existentes" é redundante porque o dinheiro que tens actualmente é proporcional a toda a riqueza que existe."

 

Dizes que é, mas não explicas porquê. Além disso tens vindo a ignorar a parte dos meus posts onde eu explico com argumentos porque é que acho que o dinheiro não significa real riqueza.

 

Ainda existem pequenas populações isoladas que vivem em comunidade. E existiram muitas mais no passado, como deves saber.

Editado por Gaberlunzie

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Não percebi. Acharam a publicidade ofensiva porque não tiveram oportunidade de guardar as células estaminais?

 

E onde é que estão as falsidades científicas?

 

Vou fumar um cigarro e já te venho cá explica-las!

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voltei, tive que dar um biberon ao puto. :mrgreen:

 

O que eu sei à cerca desta empresa foi me contado por um professor num mestrado que andei a tirar, professor esse que tinha sido um dos fundadores da Crioestaminal.

 

Os problemas são:

1- É impossivel garantir a viabilidade das celulas congelas por 25 anos, como eles garantem, porque simplesmente nenhumas chegaram aos 25 anos, logo não sabem se ao fim desse tempo elas estão viaveis e podem ser utilizada, como a empresa promete.

2- Segundo os estudos realizados até 2008, mais de 90% das leucemias (a grande bandeira da crioestaminal) estavam directamente dependentes de factores geneticos, o que por si só faz com um transplante com celulas estaminais do proprio individuo, tenham já a codificação gentica que predispõem para o aparecimento da leucemia, um tratamento com estas celulas era apenas um paliativo e nunca uma cura.

3- Publicitam uma serie de utilizações e prometem curas, recorrendo a celulas estaminais, em doenças que nem sequer em laboratorio se conseguiu demonstrar que são realmente eficazes nesses tratamentos.

4- A faixa etaria em que é frequente o aparecimento de leucemias é dos 25 aos 40 anos, de idade.

5- Com o passar do tempo vão ocorrendo alterações e mutações no nosso codigo genetico, o que pode fazer com que o doente não seja compativel com as suas proprias celulas no momento em possa precisar delas.

6- A grande maioria dos kit's que são vendidos para colheita de celulas, quando são enviados para a crioestaminal, apresentam problemas, sejam eles por colheita deficiente, por incorrecto armazenamento das celulas pós colheita, ou ainda porque o nº de celulas presente é demasiado baixo, a crioestaminal, em vez de informar as familias do problema, procedia como se estivesse tudo normal, sendo que os kit's que não podiam ser aproveitados eram vendidos a empresas de investigação farmaceutica para testes de medicamentos.

7- Até julho de 2011 existiam em todo o mundo 6 casos de sucesso no tratamento de doenças com recurso celulas estaminais, de 6, 3 tinham utilizado celulas de outro dador.

 

etc, etc, etc.

 

Eu tenho um puto com 7 meses, e fiz a recolha de celulas do cordão, não utilizei nenhuma empresa privada, utilizei o Banco Publico de Celulas Estaminais, foi extremamente simples, não paguei absolutamente nada, com excepção da chamada para a empresa de transportes, para eles procederem à recolha do kit, alem disso as celulas do meu filho ficam disponiveis para quem vier a precisar delas, em vezes de ficarem guardadas sem função absolutamente nenhuma á espera do fim da validade, podem um dia servir para ajudar a salvar a vida de alguem, da mesma forma que alguem pode um dia ajudar o meu filho.

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Ainda não vi nenhum anúncio nem a peça jornalística. Alguém me arranja um vídeo de um ou de ambos?

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And that's all I have to say about that

Editado por Badjoras Undersnight

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O Marketing Emocional a fazer das suas. Sinceramente, que publicidade repudiante, ainda por cima baseada em mentiras.

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Bloco de Esquerda exige retirada imediata de anúncio da Crioestaminal

 

 

O deputado do Bloco de Esquerda João Semedo solicitou ao Instituto do Sangue e da Transplantação a suspensão imediata da campanha publicitária da Crioestaminal e a abertura de um processo de averiguações para apurar responsabilidades e consequências daquele anúncio.

 

Em causa está uma publicidade da crioestaminal em que é apontada uma hipótese em 200 de as crianças virem no futuro a desenvolver doenças como leucemia, linfoma ou tumores sólidos, passíveis de serem tratadas com células estaminais das próprias ou de um irmão.

 

Numa carta enviada na sexta-feira, e hoje divulgada, João Semedo requereu com urgência a suspensão imediata da campanha publicitária e a abertura de um processo de averiguação com vista ao apuramento de todas as responsabilidades e consequências para aquela empresa, por desrespeito e violação das regras e leis em vigor.

 

João Semedo, na qualidade de deputado e de médico, manifestou à Lusa preocupações a dois níveis: do código da publicidade e dos fundamentos científicos.

 

No que respeita à publicidade, o deputado considera ser "enganosa" por estabelecer uma relação direta entre a preservação e utilização futura das células do cordão umbilical e o tratamento e cura de diversas patologias, o que "não tem qualquer base técnica e científica".

 

Por outro lado, "há a utilização da imagem e da voz de uma criança, estimulando o sentimento de culpa dos pais".

 

Do ponto de vista médico, João Semedo salienta que não há qualquer base científica que comprove a relação entre as células estaminais do cordão umbilical e a cura de doenças.

 

"Nada hoje permite dizer que as células estaminais do cordão umbilical podem tratar doenças. É estar a prometer uma cura milagrosa quando sabemos hoje que não é possível. É abusivo", afirmou.

 

Alertando para as competências do Instituto Português do Sangue e da Transplantação, João Semedo afirma que esta entidade não pode "alhear-se deste lamentável episódio e renunciar a exercer as suas competências perante uma violação tão grosseira dos mais elementares princípios a que devem obedecer as atividades relacionadas com a utilização de materiais biológicos de origem humana".

 

O deputado do BE insta o instituto do sangue e da transplantação a tirar dessa sua ação reguladora "todas as consequências previstas na legislação".

 

Lusa

 

:handclap:

Editado por Descartes

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Guest fiasco

:handclap:

 

Esta m*rda é ridicula, se tudo o que está nesse texto é verdade (e não sou médico ou geneticista e afins) como raio é que deixam uma publicidade destas ir para o ar?

É a mesma coisa que meterem uma a dizer para conservar a primeira bosta que o bebe largue, porque no futuro poderá servir para curar doenças. Afinal de contas, em ambas as situações é mentira.

É o cumulo da publicidade enganosa, e acho que nem devia ser preciso virem para a CS falar disto, há entidades que existem para não deixar passar isto em branco. (Autoridade da Concorrência e afins)

 

 

O que me choca é que agora olho para o anuncio do MCDonalds em que eles dizem que têm dois amores, e um gajo vai a ver e é mentira.

Na volta só curtem do CBO..

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