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Abraxas

Via Láctea vai chocar com Andrómeda e desaparecer

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Eu não estou a discutir o que é a sorte. Para mim a sorte não existe, há quem defenda que existe. Eu partilhei a minha opinião porque anteriormente se estavam a referir às manias de cada um em termos de superstições.

 

Que tu não estás a discutir o que é a sorte já se percebeu.

 

Mas a tua posição revela um determinismo profundo. Onde é que entra aí a livre escolha dos indivíduos? Se no Universo está tudo pré-determinado por relações de causa-efeito por que motivo nos chateamos e preocupamos em tomar decisões ponderadas?

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Que tu não estás a discutir o que é a sorte já se percebeu.

 

Mas a tua posição revela um determinismo profundo. Onde é que entra aí a livre escolha dos indivíduos? Se no Universo está tudo pré-determinado por relações de causa-efeito por que motivo nos chateamos e preocupamos em tomar decisões ponderadas?

A questão é que não está pré-determinado. Tu seres como és tem a ver com as experiências que tens no passado. Se tu tiveres com determinado tipo de pessoas elas podem influenciar-te num determinado sentido, se for outro tipo de pessoas, noutro. As tuas experiências é que te definem. Eu sou quem sou por mim e pelas influências de outras pessoas. Contudo o que não impede, e daí o livre arbítrio que tu defendas, que eu viva numa família católica e que seja ateu. Eles influenciaram-me num sentido mas a minha experiência, a minha visão das coisas é outra. Tanto nisto como outros assuntos. Mas todos esses detalhes são resultado de algo que anteriormente aconteceu.

 

As pessoas podem tomar as escolhas que bem entenderem, mas tu achas que um de nós por exemplo pegaria numa arma e começaria a matar pessoas por motivo nenhum?

Editado por htc

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Mas a tua posição revela um determinismo profundo. Onde é que entra aí a livre escolha dos indivíduos? Se no Universo está tudo pré-determinado por relações de causa-efeito por que motivo nos chateamos e preocupamos em tomar decisões ponderadas?

 

É por isto que também ando cá, aprender palavras novas. Não conhecia determinismo, até googlei. Obrigado compinchas.gif

 

 

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Devias entender o que é ironia :facepalm:

 

Deixo, em testamento, a minha ignorância à vc!

 

Que venha o fim do mundo, peloamordideusssssssssss!

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Se no Universo está tudo pré-determinado por relações de causa-efeito por que motivo nos chateamos e preocupamos em tomar decisões ponderadas?

Ora, ora, ninguém toma deliberadamente a pior escolha possível numa dada situação. Por mais enganado que se possa vir a concluir que estava, toma aquela que lhe parece mais acertada na altura através do seu mais apurado processo mental possível e do melhor conhecimento que disponha na altura.

Afinal, escolheste livremente escrever este post ou o(s) evento(s) - neste caso post(s) - anterior(es) que te é alheio funcionou como "input" à tua mente produzindo um resultado de forma virtualmente automática segundo os melhores padrões (previamente estabelecidos por genética e experiência anterior) da mesma? (E a mesma questão se aplica ao meu post :- )

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mjep.gif.pagespeed.ce.BN3KpK04n4.gif

 

Agora a sério: sorte existe. O facto de passares naquela rua é sorte. Agora que a sorte é um CONJUNTO (são vários) factores, lá isso é. Alheios ou não a ti, esses factores levaram-te a fazer algo que, por sua vez, desencadeou um conjunto de eventos favoráveis (sorte) ou desfavoráveis (azar).

Editado por Unclouded

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Filosofar com Descartes é uma oportunidade única o/

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http://www.michaeljacksoneatingpopcorn.com/mjep.gif.pagespeed.ce.BN3KpK04n4.gif[/img

 

Agora a sério: sorte existe. O facto de passares naquela rua é sorte. Agora que a sorte é um CONJUNTO (são vários) factores, lá isso é. Alheios ou não a ti, esses factores levaram-te a fazer algo que, por sua vez, desencadeou um conjunto de eventos favoráveis (sorte) ou desfavoráveis (azar).

 

O que ele está a dizer é que tu passaste nessa rua por causa duma razão, seja ela qual for e isso anula qualquer hipótese de sorte. O que está errado na minha opinião.

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A questão é que não está pré-determinado. Tu seres como és tem a ver com as experiências que tens no passado. Se tu tiveres com determinado tipo de pessoas elas podem influenciar-te num determinado sentido, se for outro tipo de pessoas, noutro. As tuas experiências é que te definem. Eu sou quem sou por mim e pelas influências de outras pessoas. Contudo o que não impede, e daí o livre arbítrio que tu defendas, que eu viva numa família católica e que seja ateu. Eles influenciaram-me num sentido mas a minha experiência, a minha visão das coisas é outra. Tanto nisto como outros assuntos. Mas todos esses detalhes são resultado de algo que anteriormente aconteceu.

 

As pessoas podem tomar as escolhas que bem entenderem, mas tu achas que um de nós por exemplo pegaria numa arma e começaria a matar pessoas por motivo nenhum?

 

Mas porque raio terão que ser tão radicais os exemplos?

 

Vamos imaginar que eu tenho que ir ao Porto. Posso ir de avião, de combóio ou de automóvel. Depois de tudo ponderado, os prós e contras, resolvo ir de avião. Só que já não havia bilhetes e tive que ir de combóio. A meio da viagem o combóio descarrila e acabo a viagem numa cama de hospital com uma perna partida. Tive azar. Se fosse de carro ou de avião provavelmente não me teria acontecido nada. Mas sucede que houve uma velhinha que antes do comboio partir me pediu para trocar de lugar comigo para poder fazer a viagem ao lado do seu marido. Eu acedi. A velhinha e o marido morreram no acidente. Tive sorte.

 

Segundo a tua teoria todos estes acontecimentos foram motivados por causas concretas que conduziram inevitavelmente àquele resultado. Até as minhas escolhas foram condicionadas por uma "mão invisível" que me colocou naquele local àquela hora pelo que não se pode falar de sorte ou azar. Eu, pelo contrário, acho que o acaso e a aleatoriedade em certos momentos tiveram uma importância decisiva.

 

Ora, ora, ninguém toma deliberadamente a pior escolha possível numa dada situação. Por mais enganado que se possa vir a concluir que estava, toma aquela que lhe parece mais acertada na altura através do seu mais apurado processo mental possível e do melhor conhecimento que disponha na altura.

Afinal, escolheste livremente escrever este post ou o(s) evento(s) - neste caso post(s) - anterior(es) que te é alheio funcionou como "input" à tua mente produzindo um resultado de forma virtualmente automática segundo os melhores padrões (previamente estabelecidos por genética e experiência anterior) da mesma? (E a mesma questão se aplica ao meu post :- )

 

Exato. E quando por via dessa escolha sucede um resultado favorável que era imprevisível e improvável falamos de sorte. Se esse resultado for desfavorável, falamos de azar.

 

E mais ainda quando temos que fazer uma escolha entre duas alternativas absolutamente equivalentes. Em que os nossos padrões genéticos e experiências não são suficientes para nos indicar que a alternativa A é vantajosa em relação à B ou vice-versa. Aí entramos no campo da aleatoriedade.

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Ora nem mais, nada nesta discussão aponta para a discussão dos processos em si - apenas do nome que preferimos dar-lhes consoante o resultado que acabam por ter ou o quão indecifrável nos parece a complexidade do padrão do processo. 'Apelidos', como falei ali na página atrás. (Isto para dizer que o determinismo continua patente independentemente da nomenclatura envolvida)

Editado por vinn

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Mas porque raio terão que ser tão radicais os exemplos?

 

Vamos imaginar que eu tenho que ir ao Porto. Posso ir de avião, de combóio ou de automóvel. Depois de tudo ponderado, os prós e contras, resolvo ir de avião. Só que já não havia bilhetes e tive que ir de combóio. A meio da viagem o combóio descarrila e acabo a viagem numa cama de hospital com uma perna partida. Tive azar. Se fosse de carro ou de avião provavelmente não me teria acontecido nada. Mas sucede que houve uma velhinha que antes do comboio partir me pediu para trocar de lugar comigo para poder fazer a viagem ao lado do seu marido. Eu acedi. A velhinha e o marido morreram no acidente. Tive sorte.

 

Segundo a tua teoria todos estes acontecimentos foram motivados por causas concretas que conduziram inevitavelmente àquele resultado. Até as minhas escolhas foram condicionadas por uma "mão invisível" que me colocou naquele local àquela hora pelo que não se pode falar de sorte ou azar. Eu, pelo contrário, acho que o acaso e a aleatoriedade em certos momentos tiveram uma importância decisiva.

 

Ponderaste essas hipóteses porque a vida te colocou nessa situação, se fosses ricos ias de avião ou de iate. Ou não porque só andas de carro, tens pavor a modernices. No fundo ele bem já dizer-te que não morreste porque alguém comprou os bilhetes antes de ti, esgotando-os. E também porque a tua vivência te fez boa pessoa, respeitador e amável, tendo tu tomado uma decisão que já estava tomada, que era trocar o lugar.

 

Vi agora 2 episódios de Touch e então como a série retrata isso, fazer esta ginástica mental é fácil :lol:

 

Exato. E quando por via dessa escolha sucede um resultado favorável que era imprevisível e improvável falamos de sorte. Se esse resultado for desfavorável, falamos de azar.

 

E mais ainda quando temos que fazer uma escolha entre duas alternativas absolutamente equivalentes. Em que os nossos padrões genéticos e experiências não são suficientes para nos indicar que a alternativa A é vantajosa em relação à B ou vice-versa. Aí entramos no campo da aleatoriedade.

 

 

A aleatoriedade poderá não ser aleatória a 100%. O subconsciente revela comportamentos padrão, às vezes.

 

Interessante. Será que a nossa galáxia não será já o resultado de outra colisão semelhante?

 

Não abuses do offtopic porque o Descartes tem historial nisso e com pena suspensa, ainda comes por tabela.

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Eu tenho uma teoria louca: as coisas acontecem porque sim. Deal with it.

 

Não abuses do offtopic porque o Descartes tem historial nisso e com pena suspensa, ainda comes por tabela.

Eu até queria participar na conversa, mas não me ocorre nada de jeito para acrescentar. :lol:

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Eu bem que estava a achar estranho este tópico já ter 11 páginas, mas depois vi que o Desc anda por aqui. :mrgreen:

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Superstição...Deus..Mitos..Maias...Galáxias...gatos pretos..sortes...hummm... :-k

 

Tou fora :adeus:

 

5poTb.gif

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Mas porque raio terão que ser tão radicais os exemplos?

 

Vamos imaginar que eu tenho que ir ao Porto. Posso ir de avião, de combóio ou de automóvel. Depois de tudo ponderado, os prós e contras, resolvo ir de avião. Só que já não havia bilhetes e tive que ir de combóio. A meio da viagem o combóio descarrila e acabo a viagem numa cama de hospital com uma perna partida. Tive azar. Se fosse de carro ou de avião provavelmente não me teria acontecido nada. Mas sucede que houve uma velhinha que antes do comboio partir me pediu para trocar de lugar comigo para poder fazer a viagem ao lado do seu marido. Eu acedi. A velhinha e o marido morreram no acidente. Tive sorte.

 

Segundo a tua teoria todos estes acontecimentos foram motivados por causas concretas que conduziram inevitavelmente àquele resultado. Até as minhas escolhas foram condicionadas por uma "mão invisível" que me colocou naquele local àquela hora pelo que não se pode falar de sorte ou azar. Eu, pelo contrário, acho que o acaso e a aleatoriedade em certos momentos tiveram uma importância decisiva.

A tua mudança de lugar deve-se à pessoa que tu és. Se tu fosses uma pessoa mais antipática ou anti-social provavelmente não mudarias de lugar. E essa antipatia ou anti-socialidade deveria-se a factores te levaram a ser dessa forma.

 

Poderá parecer-te que tudo te leva para algo completamente aleatório, tendo em conta, que os tiros saíram todos "furados" nada impede contudo que o que te pareça azar ou sorte, sorte no teu caso, azar para o velhote e a velhota, seja derivado de outros acontecimentos passados. Explorando esta hipótese teórica, se os dois não estivessem presentes no comboio não terias vivido. Porém, por um motivo ou outro eles também lá estariam. Eles, não uns jovens que não te pediriam o lugar.

 

Espero que compreendas a minha visão das coisas. Gostaria de ter outra relativamente a isto, que tivéssemos mais opções de escolha na nossa acção mas acredito piamente que tudo o que fazemos deriva de algo no passado ou na nossa forma de ser, que poderá ou não ter sido moldada pelas outras pessoas com quem convivemos até a esse momento.

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O problema desta discussão sobre a "sorte" é que, como não existe (e provavelmente nunca vai existir) uma teoria provada e aceite, cada um interpreta esses acontecimentos da maneira que quiser, uma vez que há 1231246879875643246 explicações possíveis para cada coisa.

Editado por Ghelthon

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Btw, nada que me interesse muito, até pode ser que o fim do mundo nem seja causado pela colisão de galáxias, mas até mesmo pela intervenção do homem (poluição e aquilo que já sabemos)...

 

Este planeta já passou por coisas bem piores do que aquelas que provocamos.

 

Podemos, isso sim, é a extinguir o ecossistema que conhecemos. Nós vamos desaparecer e o planeta ainda vai continuar por cá.

 

depois aparece o lelouch e acaba com a ditadura global e tudo acaba com uma ruiva a comer uma torrada

 

Ri-me que nem um perdido

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Este planeta já passou por coisas bem piores do que aquelas que provocamos.

 

Podemos, isso sim, é a extinguir o ecossistema que conhecemos. Nós vamos desaparecer e o planeta ainda vai continuar por cá.

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sou muito novo para morrer

 

Editado por 45roma

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O "gajo do banco" pediu-lhe para voltar atrás? O Banco não tem de pedir nada. Nem a TMN tem de pedir nada se te carregarem o telemóvel por engano. Arranja lá histórias mais pensadas antes de postares. Pode ser?

O artista que fez se enganou pediu ao gajo para voltar atrás que tinha mais 1 ou 2 zeros do que devia de ter o valor, e que se ele não voltasse atrás ia ter que pagar do próprio bolso.

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O que ele está a dizer é que tu passaste nessa rua por causa duma razão, seja ela qual for e isso anula qualquer hipótese de sorte. O que está errado na minha opinião.

 

A única razão é teres decidido lá ir. A essa decisão + o facto de encontrares 50€ + alguém os ter deixado cair + ninguém os ter apanhado antes de ti = SORTE! É um conjunto de factores. Um conjunto enorme.

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