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Undertaker

Homens devem poder recusar paternidade

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Já eu, antes de ser pró-vida, sou pró-condições de vida. Já está é algo desperto da temática inicial e o assunto está mais do que batido.

Subscrevo.

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Já eu, antes de ser pró-vida, sou pró-condições de vida. Já está é algo desperto da temática inicial e o assunto está mais do que batido.

 

Treta. Hoje em dia quem é que tem condições para ter filhos se estiver à espera das condições ideais? Ninguém! Uns é porque são pobres, outros é porque são ricos e têm mais em que se ocupar, outros é porque a vida está má, outros é porque ainda não concretizaram alguns objetivos de vida. As condições de vida funcionam mais como desculpa...

 

Quanto ao assunto do tópico é uma discussão óbvia e que decorre do andamento normal das coisas. Desde que se abriu a caixa de pandora com as primeiras medidas contra a instituição da família que as medidas no mesmo sentido se sucedem umas atrás das outras até à destruição completa dessa unidade fundamental da composição da sociedade moderna.

 

O que chateia no meio disto tudo é que se fala de direitos e deveres e responsabilidades com uma ligeireza e egoísmo que assustam. Quando é que os direitos das crianças começarão a ser parte importante neste tipo de discussões? Fala-se das crianças como se estivesse em causa um cão ou um gato lá para casa. É assustador.

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O que estou a achar curioso é a manipulação dos argumentos consoante os objectivos: quando foi a discussão do aborto não havia métodos contraceptivos infalíveis, pelo que uma gravidez indesejada poderia acontecer e uma gravidez indesejada seria blablabla; agora se os métodos contraceptivos falharem, olha azar, não metesses o berimbau lá!

 

Em relação ao assunto do tópico, é uma discussão interessante mas não concordo com a ideia. Tem de se assumir as consequências do que se fez, fosse planeado ou não. Até é possível que seja uma desigualdade entre géneros, mas o problema não surgiu por "este lado", surgiu da má aplicação da lei do aborto (e para não haver mal entendidos, não sou contra o aborto, sou é crítico da forma como ele é aplicado em Portugal).

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O que estou a achar curioso é a manipulação dos argumentos consoante os objectivos: quando foi a discussão do aborto não havia métodos contraceptivos infalíveis, pelo que uma gravidez indesejada poderia acontecer e uma gravidez indesejada seria blablabla; agora se os métodos contraceptivos falharem, olha azar, não metesses o berimbau lá!

 

Não é manipulação.

Simplesmente sinto que é o dever de um homem aceitar a paternidade de uma criança que nasce.

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Estou como diz o Punk, não querem filhos não os façam, comprem uma boneca que essas não engravidam de certeza. Quem anda à chuva molha-se e dormir sem cuecas dá mau resultado.

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Treta. Hoje em dia quem é que tem condições para ter filhos se estiver à espera das condições ideais? Ninguém! Uns é porque são pobres, outros é porque são ricos e têm mais em que se ocupar, outros é porque a vida está má, outros é porque ainda não concretizaram alguns objetivos de vida. As condições de vida funcionam mais como desculpa...

 

Quanto ao assunto do tópico é uma discussão óbvia e que decorre do andamento normal das coisas. Desde que se abriu a caixa de pandora com as primeiras medidas contra a instituição da família que as medidas no mesmo sentido se sucedem umas atrás das outras até à destruição completa dessa unidade fundamental da composição da sociedade moderna.

 

O que chateia no meio disto tudo é que se fala de direitos e deveres e responsabilidades com uma ligeireza e egoísmo que assustam. Quando é que os direitos das crianças começarão a ser parte importante neste tipo de discussões? Fala-se das crianças como se estivesse em causa um cão ou um gato lá para casa. É assustador.

Muito verdade.

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Num mundo ideal o homem deveria assumir sempre a criança, a mãe nem pensava em abortar e a familia ajudava, mas o que se passa mesmo é o pai não quer saber, para a mãe é uma chatice e a familia acha que não se deve envolver ou que têm de aprender com os erros. Se a mãe pode abortar o homem também deve poder recusar a paternidade, será uma questão de igualdade de direitos.

No meio disto tudo as crianças é que têm tudo a perder, não há soluções ideais, mas o que ajudava também era um processo de adoção mais célere e que proteja mais os pais adotivos.

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Treta. Hoje em dia quem é que tem condições para ter filhos se estiver à espera das condições ideais? Ninguém! Uns é porque são pobres, outros é porque são ricos e têm mais em que se ocupar, outros é porque a vida está má, outros é porque ainda não concretizaram alguns objetivos de vida. As condições de vida funcionam mais como desculpa...

E então? Não digo que tudo isso seja totalmente falacioso e que em muitos casos sirva de desculpa mas qualquer pessoa pode definir um padrão para aquilo que quer e pode oferecer aos filhos. Já agora, porque raio as pessoas utilizam isto como desculpa? Estamos no século XXI, quem quer ter filhos, tem, quem não quer, não tem. Se assim for as pessoas ou estão a tentar iludir alguém ou a iludir-se a si próprias.

Editado por Joao Pereira

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Será preferível a criança levar com um pai contrariado, que não a vai amar, que lhe vai deixar marcas psicológicas bem fortes por causa disso?

 

Não ter um pai nunca matou ninguém.

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Eu gostava de saber a opinião do autor deste estudo sobre o aborto porque, muito sinceramente, isto mais me parece uma tentativa de voltar a trazer a questão da liberalização do aborto para cima da mesa do que uma defesa dos direitos do homem...

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E então? Não digo que tudo isso seja totalmente falacioso e que em muitos casos sirva de desculpa mas qualquer pessoa pode definir um padrão para aquilo que quer e pode oferecer aos filhos. Já agora, porque raio as pessoas utilizam isto como desculpa? Estamos no século XXI, quem quer ter filhos, tem, quem não quer, não tem. Se assim for as pessoas ou estão a tentar iludir alguém ou a iludir-se a si próprias.

 

O único método infalível para não se ter filhos é a abstinência. Se considerarmos que o sexo e a vida sexual é uma necessidade intrínseca ao ser humano na sociedade actual, então deixam de haver métodos contraceptivos totalmente infalíveis. A partir daí pode haver quem não queira ter filhos, mas que os tenha. A não ser, claro, que recorram ao aborto. Isso não funciona, porém, no caso do homem/pai.

 

Não é manipulação.

Simplesmente sinto que é o dever de um homem aceitar a paternidade de uma criança que nasce.

 

Não digo que seja manipulação propositada, mas há uma efectiva manipulação dos argumentos em causa consoante o assunto para os quais se utilizam essas argumentações. O que está mais escrito por este tópico é que no caso de uma gravidez indesejada, o homem tem de assumir a paternidade porque "quem anda à chuva molha-se" e não importa se os métodos contraceptivos falharam; quando a discussão é sobre o aborto, não há métodos contraceptivos infalíveis e pode acontecer uma gravidez indesejada, portanto a mulher deve poder abortar caso tal ocorra - que aconteceu aqui ao "quem anda à chuva molha-se"? Isto é a manipulação do mesmo argumento em sentidos contrários em assuntos distintos. Em teoria, o "quem anda à chuva molha-se" deveria valer tanto para um caso como para o outro, não apenas num dos casos, sob pena de se estar a atribuir "vantagens" (entre aspas) a uns cidadãos que outros não têm.

 

Sobre a paternidade, e o assunto em específico, sim concordo contigo. O homem tem de assumir a paternidade de uma criança que nasça e seja seu filho. Não posso, porém, considerar que da forma como a lei do aborto é aplicada isso seja correcto, ou seja, sendo a lei do aborto aplicada como é então o homem não deveria ser obrigado a assumir paternidade alguma, exactamente pela questão da igualdade entre cidadãos.

 

Uma gravidez ocorre por acção de duas pessoas, em que ambas contribuíram para tal de livre e espontânea vontade (afastando já aqui casos de violação e abuso sexual), e em teoria ambas sabiam das possíveis consequências do acto - são ambas responsáveis pela situação. Havendo uma gravidez indesejada, pode acontecer uma de três decisões: ambos concordam com o destino do feto, seja ele qual for; a mulher quer abortar, não importando a opinião do homem; a mulher não quer abortar, mesmo que o homem o deseje. É aqui que surge a desigualdade: a mulher pode destituir-se da sua responsabilidade mesmo que o homem pretenda ter o filho; o homem não pode destituir-se da sua responsabilidade caso a mulher pretenda ter o filho. É um desigualdade, entre cidadãos com os mesmos direitos e responsabilidades, inclusivé na situação que deu origem à gravidez. Para haver efectiva igualdade com a lei do aborto actual, onde a mulher pode decidir unilateralmente sobre o destino do feto, deveria ser atribuída ao homem a possibilidade de não assumir a paternidade caso a mulher pretendesse dar à luz contra sua vontade, ou seja, o homem não pode abortar literalmente mas poderia fazê-lo em sentido figurado.

 

Em minha opinião, isto ocorre porque a lei está mal feita. Há duas pessoas que contribuem igualmente para que a gravidez ocorra, que andaram juntas "à chuva", a decisão não pode ser unilateral. A decisão deveria ser bilateral, tomada por quem "andou à chuva", ou seja, pai e mãe. E se um dos lados quiser assumir a gravidez, então o outro teria de assumir a responsabilidade daquilo que fez. Fosse homem ou mulher.

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O único método infalível para não se ter filhos é a abstinência. Se considerarmos que o sexo e a vida sexual é uma necessidade intrínseca ao ser humano na sociedade actual, então deixam de haver métodos contraceptivos totalmente infalíveis. A partir daí pode haver quem não queira ter filhos, mas que os tenha. A não ser, claro, que recorram ao aborto. Isso não funciona, porém, no caso do homem/pai.

Percebo onde queres chegar e partilho da tua opinião. Eu, na minha análise, estava apenas a falar numa questão de planeamento familiar e esquecendo situações especiais como aquelas que tu referes no post. Eu bem disse que a temática já estava muito dispersa e mais tarde ou mais cedo um destes posts seria associado ao post inicial, coisa que eu não queria.

Editado por Joao Pereira

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Guest fiasco

Treta. Hoje em dia quem é que tem condições para ter filhos se estiver à espera das condições ideais? Ninguém! Uns é porque são pobres, outros é porque são ricos e têm mais em que se ocupar, outros é porque a vida está má, outros é porque ainda não concretizaram alguns objetivos de vida. As condições de vida funcionam mais como desculpa...

 

Quanto ao assunto do tópico é uma discussão óbvia e que decorre do andamento normal das coisas. Desde que se abriu a caixa de pandora com as primeiras medidas contra a instituição da família que as medidas no mesmo sentido se sucedem umas atrás das outras até à destruição completa dessa unidade fundamental da composição da sociedade moderna.

 

O que chateia no meio disto tudo é que se fala de direitos e deveres e responsabilidades com uma ligeireza e egoísmo que assustam. Quando é que os direitos das crianças começarão a ser parte importante neste tipo de discussões? Fala-se das crianças como se estivesse em causa um cão ou um gato lá para casa. É assustador.

 

Só me ocorre "Família, Igreja e Pátria!!! \o"

 

Em relação a primeira parte, não sei se será tão treta quanto isso.

Os meus pais (classe média-baixa, at the time) tiveram-me só quando compraram casa, aos 25 anos, e aos 29 tiveram a minha irmã, porque ambos estavam com trabalho fixo, quase no topo da carreira. Eu tenho 30 e só começarei a pensar na questão dos filhos quando tiver casa própria. No meu grupo de amigos, só dois são pais. Ambos têm casa própria (que já era da família) e ambos têm empregos "fixos", e foram essas as condições que os fizeram andar para a frente.

Claro que há quem os faça sem pensar nas consequências e depois andem "Oh Estado, Oh Estado". Mas não faz disso, o correcto a fazer.

Prova disso é a baixa natalidade e uma natalidade em pais cada vez mais velhos.

 

Em relação ao resto, eu não sei em que mundo vives, mas sinto uma profunda inveja. Porque no meu existem bebés deitados ao lixo, existem bebés deixados nas portas das igrejas, existem bebés mortos afogados à nascença. Pasme-se, existe quem abuse sexualmente de crianças, quem as mate, que lhes bate e quem as prive dos mais básicos cuidados de higiene, saúde e alimentação.

Por isso, como podes tu dizer que esta-se aqui a descurar os direitos das crianças?

O que se está aqui a fazer precisamente é zelar pelos direitos e qualidade de vida da criança.

Ou a criança é obrigada a ter um pai\mãe que se esta completamente a borrifar para ela?

Que influência terá numa criança a ausência (no papel) de um pai, se alternativa for a presença no papel, e ausência física?

A não ser que aches que toda a gente "vê a luz" tipo hollywood, e mal vê a criança muda completamente de personalidade.

 

Se um pai não se sente capaz de ser pai, seja isso moralmente errado ou não, está no seu direito em renegar a esse papel. E essa decisão deveria ser finita.

Para evitar que o puto vire um Ronaldo, e o "pai" se lembre que ele existe.

 

Mas já na questão da adopção por casais homossexuais te mostraste muito "preocupado" com as crianças, gabo-te a devoção ás crianças.

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Não digo que seja manipulação propositada, mas há uma efectiva manipulação dos argumentos em causa consoante o assunto para os quais se utilizam essas argumentações. O que está mais escrito por este tópico é que no caso de uma gravidez indesejada, o homem tem de assumir a paternidade porque "quem anda à chuva molha-se" e não importa se os métodos contraceptivos falharam; quando a discussão é sobre o aborto, não há métodos contraceptivos infalíveis e pode acontecer uma gravidez indesejada, portanto a mulher deve poder abortar caso tal ocorra - que aconteceu aqui ao "quem anda à chuva molha-se"? Isto é a manipulação do mesmo argumento em sentidos contrários em assuntos distintos. Em teoria, o "quem anda à chuva molha-se" deveria valer tanto para um caso como para o outro, não apenas num dos casos, sob pena de se estar a atribuir "vantagens" (entre aspas) a uns cidadãos que outros não têm.

 

Sobre a paternidade, e o assunto em específico, sim concordo contigo. O homem tem de assumir a paternidade de uma criança que nasça e seja seu filho. Não posso, porém, considerar que da forma como a lei do aborto é aplicada isso seja correcto, ou seja, sendo a lei do aborto aplicada como é então o homem não deveria ser obrigado a assumir paternidade alguma, exactamente pela questão da igualdade entre cidadãos.

 

Uma gravidez ocorre por acção de duas pessoas, em que ambas contribuíram para tal de livre e espontânea vontade (afastando já aqui casos de violação e abuso sexual), e em teoria ambas sabiam das possíveis consequências do acto - são ambas responsáveis pela situação. Havendo uma gravidez indesejada, pode acontecer uma de três decisões: ambos concordam com o destino do feto, seja ele qual for; a mulher quer abortar, não importando a opinião do homem; a mulher não quer abortar, mesmo que o homem o deseje. É aqui que surge a desigualdade: a mulher pode destituir-se da sua responsabilidade mesmo que o homem pretenda ter o filho; o homem não pode destituir-se da sua responsabilidade caso a mulher pretenda ter o filho. É um desigualdade, entre cidadãos com os mesmos direitos e responsabilidades, inclusivé na situação que deu origem à gravidez. Para haver efectiva igualdade com a lei do aborto actual, onde a mulher pode decidir unilateralmente sobre o destino do feto, deveria ser atribuída ao homem a possibilidade de não assumir a paternidade caso a mulher pretendesse dar à luz contra sua vontade, ou seja, o homem não pode abortar literalmente mas poderia fazê-lo em sentido figurado.

 

Em minha opinião, isto ocorre porque a lei está mal feita. Há duas pessoas que contribuem igualmente para que a gravidez ocorra, que andaram juntas "à chuva", a decisão não pode ser unilateral. A decisão deveria ser bilateral, tomada por quem "andou à chuva", ou seja, pai e mãe. E se um dos lados quiser assumir a gravidez, então o outro teria de assumir a responsabilidade daquilo que fez. Fosse homem ou mulher.

 

Não sejas igualmente manipulador. Lá porque quem é contra o aborto (dito assim por simplificação de linguagem) e quem é a favor da recusa da paternidade utilizarem argumentos opostos não quer dizer que exista qualquer contradição. Isso só aconteceria se as mesmas pessoas utilizassem o mesmo argumento com sentidos diferentes e não me parece que seja esse o caso. Pelo menos na maioria das situações. Quem diz que "quem anda à chuva molha-se" aplica o conceito às duas partes.

 

Manipulação é aplicar a este caso o conceito da igualdade de direitos entre os cidadãos. Porque não existem situações de partida idênticas. Os contextos são diferentes. Logo, sendo as permissas diferentes é admissível que a aplicação dos direitos também seja diferente. E são diferentes em dois planos:

 

1 - A mulher a quem é atribuída legalmente a decisão de abortar ou ter a criança não tem qualquer dúvida de que é a mãe dessa criança. Quanto ao pai já a situação pode ser diferente. Para estabelecer uma verdadeira situação de igualdade a recusa da paternidade deveria ser sempre antecedida por uma inequívoca comprovação de que o homem em causa é o pai da criança. Ou seja, obrigaria sempre ao teste de paternidade prévio. Só depois de estabelecida a paternidade é que ela poderia ser recusada.

 

2 - A mulher tem prazos legais fixados para poder optar pelo aborto. Para estabelecer a verdadeira igualdade ao pai deveriam ser fixados os mesmos prazos. E aí já não estaríamos no plano da recusa da paternidade mas sim na possibilidade do pai inequivocamente comprovado poder, unilateralmente, decidir pelo aborto.

 

Nestes planos sim, estaríamos a falar de igualdade de direitos. Mas penso que dificilmente haveria apoio generalizado a uma Lei desta natureza... Esse aborto em sentido figurado de que falas esquece uma parte importantíssima da equação. A criança que já nasceu ou está para nascer. É uma parte que no aborto factual não existe.

 

Dito isto, concordo em absoluto com o teu último parágrafo.

 

Só me ocorre "Família, Igreja e Pátria!!! \o"

 

Então, desculpa que te diga mas só te ocorre uma perfeita idiotice. Antes de mais podias colocar a expressão como ela é: "Deus, Pátria, Família". Em seguida podias ver que eu só falo de Família. Não vejo ali qualquer referência a Deus ou à Pátria. Depois porque devias saber que não é porque os conceitos populares são apropriados por regimes políticos que eles deixam de fazer sentido. A crença em Deus, o orgulho na Pátria e a defesa da Família não definem imediatamente um fascista seguidor do salazarismo ou do que quer que seja. E é idiota pensar-se que o definem. Finalmente, será que o facto de tu seres apreciador de Futebol me permite pensar em ti como um produto da trilogia salazarista do "Fado, Futebol e Fátima"?

 

Em relação a primeira parte, não sei se será tão treta quanto isso.

Os meus pais (classe média-baixa, at the time) tiveram-me só quando compraram casa, aos 25 anos, e aos 29 tiveram a minha irmã, porque ambos estavam com trabalho fixo, quase no topo da carreira. Eu tenho 30 e só começarei a pensar na questão dos filhos quando tiver casa própria. No meu grupo de amigos, só dois são pais. Ambos têm casa própria (que já era da família) e ambos têm empregos "fixos", e foram essas as condições que os fizeram andar para a frente.

Claro que há quem os faça sem pensar nas consequências e depois andem "Oh Estado, Oh Estado". Mas não faz disso, o correcto a fazer.

Prova disso é a baixa natalidade e uma natalidade em pais cada vez mais velhos.

 

Não é treta porque os teus pais, tu e os teus amigos navegam na onda das condições ótimas? Não é treta porque eu, os meus pais e o meu círculo de amigos também o fizeram? Claro que é treta. É uma treta de tal forma generalizada e transversal à nossa sociedade que registamos uma baixa natalidade e uma natalidade em pais cada vez mais velhos.

Se tu tiveres um "azar" e engravidares uma mulher enquanto não tens casa própria vais propôr que ela aborte? Se os teus pais ainda não tivessem casa própria quando a tua mãe engravidou acharias bem que ela tivesse abortado?

 

Em relação ao resto, eu não sei em que mundo vives, mas sinto uma profunda inveja. Porque no meu existem bebés deitados ao lixo, existem bebés deixados nas portas das igrejas, existem bebés mortos afogados à nascença. Pasme-se, existe quem abuse sexualmente de crianças, quem as mate, que lhes bate e quem as prive dos mais básicos cuidados de higiene, saúde e alimentação.

 

Tu não sabes em que mundo eu vivo, mas eu sei em que mundo vives tu: vives na redação do Correio da Manhã.

 

Claro que há crianças que sofrem todo esse tipo de amarguras. Sempre houve e sempre haverá. Mas por muito que te surpreenda essas situações são a exceção e não a regra. Exceções com as quais nos devemos preocupar, claro, mas não deixam de ser exceção. E não são leis como a do aborto ou esta parvoíce da recusa da paternidade que as vão impedir. Até parece que algum pai dirá que recusa a paternidade de um filho porque no futuro o vai maltratar ou abusar sexualmente dele... Ou que alguma mãe sustente a sua decisão de abortar porque, caso contrário, abandonará ou matará a criança. :roll:

 

 

Por isso, como podes tu dizer que esta-se aqui a descurar os direitos das crianças?

O que se está aqui a fazer precisamente é zelar pelos direitos e qualidade de vida da criança.

Ou a criança é obrigada a ter um pai\mãe que se esta completamente a borrifar para ela?

Que influência terá numa criança a ausência (no papel) de um pai, se alternativa for a presença no papel, e ausência física?

A não ser que aches que toda a gente "vê a luz" tipo hollywood, e mal vê a criança muda completamente de personalidade.

 

Se um pai não se sente capaz de ser pai, seja isso moralmente errado ou não, está no seu direito em renegar a esse papel. E essa decisão deveria ser finita.

Para evitar que o puto vire um Ronaldo, e o "pai" se lembre que ele existe.

 

Ponto 1 do Artigo 7º da Convenção sobre os Direitos das Crianças adotada pela ONU em 1989 e ratificada por Portugal em 1990:

 

1. A criança é registada imediatamente após o nascimento e tem desde o nascimento o direito a um nome, o direito a adquirir uma nacionalidade e,

sempre que possível, o direito de conhecer os seus pais e de ser educada por eles.

 

Mas já na questão da adopção por casais homossexuais te mostraste muito "preocupado" com as crianças, gabo-te a devoção ás crianças.

 

Dito dessa forma até parece uma falha de caráter da minha parte. Sim, quando o assunto implica com crianças a minha primeira preocupação vai para elas. E não abdico desse princípio.

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O quem anda à chuva molhasse vale para quando esta decidido que a criança vai nascer.

E para mim faz todo o sentido que a mulher no caso do aborto tenha mais poder de decisão que o homem porque é ela que carrega a criança durante 9 meses e a tem que parir.

Eu disse no inicio que tinha uma posição um pouco radical neste assunto mas é assim que o vejo.

 

O que poderia ver como mais justo era no caso do aborto ser necessário o consentimento do homem (excluindo casos de violação e semelhantes) mas parece-me nada funcional.

Editado por SAS_Operative

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O subtítulo do tópico diz tudo...é uma questão bem pertinente. Na minha maneira de ver as coisas, se o homem não quer ter o filho e a mulher quer, a criança deve nascer apenas com o nome da mãe e o pai não deve ter encargos com a mesma, mas também não lhe adiantará no futuro querer estar com o filho porque a partir do momento que diz "não, não quero assumir a paternidade", esse filho não existe mais para ele. Acima de tudo pede-se responsabilidade e bom senso aos dois.

 

btw, o período em que o pai pode decidir recusar a paternidade deve ser o mesmo em que o aborto é legalmente possível.

Editado por Mica

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Li o tópico e pensei bastante sobre o assunto, tentando perceber a argumentação de ambos os lados, conclusão: nunca concordaria com esta medida. Já a lei do aborto me faz alguma comichão, considero que deveria ser algo limitado a situações especiais, mas tendo em conta o perigo que é fazê-lo à margem da lei, é preferível assim, com o limite nas primeiras 10 semanas. Igualdade entre géneros, nesta matéria, nunca haverá, podem ter igual comprometimento na conceção, mas é o corpo da mulher, logo, em última instância, é a sua decisão e um direito concedido, somente, a ela.

 

Com aborto, não há criança (não há responsabilidade), sem aborto, há uma criança (ou mais), a relação entre os pais pode estar terminada, mas o pai tem responsabilidade. Não há abortos abstratos e a criança, que nasce, não tem culpa do acidente. Agora porque os homens não têm útero e não podem voluntariamente mutilar-se, vamos punir crianças, privando-as de um dos seus direitos? Isto não faz sentido nenhum. Acidentes acontecem todos os dias, de todos os tipos, e responsabilidades são exigidas. Seria uma péssima mensagem, e aberta a interpretações erradas, se o Estado permitisse aos homens negarem o dever de sustentar e educar os seus filhos, na tentativa de criar igualdade sobre a lei do aborto (este argumento é do mais ridículo, digam o que disserem da IVG, nesses casos não se está a contemplar o abandono de um recém-nascido, que para todos os efeitos é o direito que se defende que o homem tenha nesta situação).

 

Não sei se já existe educação sexual nas escolas, mas esse seria um primeiro passo para incutir o sentido de responsabilidade que a sociedade exige aos seus indivíduos sexualmente ativos.

 

PS: Quase me esquecia. A ideia de que um homem forçado a assumir um filho pode levar a maus-tratos (sejam de que tipo for) é doentia. Os indivíduos que cometem esses crimes não estão no seu perfeito juízo, devem ser denunciados e punidos devidamente. Isso nunca poderia ser argumento a favor deste tipo de legislação, seria inconcebível.

 

O subtítulo do tópico diz tudo...é uma questão bem pertinente. Na minha maneira de ver as coisas, se o homem não quer ter o filho e a mulher quer, a criança deve nascer apenas com o nome da mãe e o pai não deve ter encargos com a mesma, mas também não lhe adiantará no futuro querer estar com o filho porque a partir do momento que diz "não, não quero assumir a paternidade", esse filho não existe mais para ele. Acima de tudo pede-se responsabilidade e bom senso aos dois.

 

btw, o período em que o pai pode decidir recusar a paternidade deve ser o mesmo em que o aborto é legalmente possível.

Qual é o sentido de impedir uma futura tentativa de reconciliação? Isso não implicaria arrependimento por parte do pai? Não estarias, então, a puni-lo por um direito que lhe concedeste? E, possivelmente, a negar, mais uma vez, um direito da criança?

 

Pedes responsabilidade, mas permitirias o seu desvirtuamento com uma lei que pode ser abusada com consequências negativas para terceiros.

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Eu concordaria com esta medida se fosse aplicável apenas a partir da maioridade dos filhos. E o inverso também deveria poder ser possível: um filho deixar de reconhecer o pai biológico como família.

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