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Citação de IlidioMA, Agora:

vendes golfinhos ou fazes magia?

queres ver a cabecinha do golfinho?

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Alguém aqui trabalha como data analyst ou algo parecido? Tenho ganho um interesse por esta área e estou a pensar tirar alguns cursos, mas tenho 0 experiência e gostava de saber como é a empregabilidade na área e se é “fácil” arranjar trabalho com cursos de coursera e/ou similares

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Citação de jFrost, Agora:

Alguém aqui trabalha como data analyst ou algo parecido? Tenho ganho um interesse por esta área e estou a pensar tirar alguns cursos, mas tenho 0 experiência e gostava de saber como é a empregabilidade na área e se é “fácil” arranjar trabalho com cursos de coursera e/ou similares

Sei que contratámos uns 5 este ano. Ainda não percebi é o que fazem.

Se calhar meto este:

RENAS ACROBATAS

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Citação de lastdance, há 13 minutos:

E o flagelo que são os nomes da empresa na hora. Boa tarde, sou o CEO da Golfinhos Ilusionistas Lda

Não é à toa que há um segmento nas manhãs da M80 relacionado com isso. 

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A confirmar o que achava no início do ano, a Farfetch foi uma verdadeira pechincha para os coreanos. Passado menos de um ano já lhes meteram near break-even.

A diferença de ter uma gestão a sério.

 

"We also achieved an important milestone in Developing Offerings this quarter, reaching near break-even profitability in Farfetch, earlier than planned."

https://ir.aboutcoupang.com/English/news-and-events/news/news-details/2024/Coupang-Announces-Results-for-Third-Quarter-2024/default.aspx

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Há 22 anos que Portugal não tinha tantos trabalhadores

Emprego em Portugal atingiu 5,14 milhões de pessoas no terceiro trimestre, alavancado pela educação e comércio

É preciso recuar ao terceiro trimestre de 2002 para encontrar um número maior de trabalhadores em Portugal do que o registado no terceiro trimestre deste ano: 5.140.900, menos 27,6 mil pessoas do que há 22 anos, mostram os dados do INE fornecidos ao Expresso. A quebra de série introduzida pelo INE na análise estatística não permite uma comparação detalhada dos dados entre ambos os anos, mas os números mostram que desde então a população empregada no país iniciou uma progressiva tendência de redução que só voltou a ser contrariada a partir do segundo trimestre de 2023, altura em que voltou a superar a fasquia dos cinco milhões de pessoas. Para o recorde alcançado agora contribuíram sobretudo os sectores da Educação e Comércio, que, juntos, criaram 53,3 mil empregos no espaço de um ano.

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Contrariando os sinais de abrandamento da economia e os alertas que vêm sendo lançados um pouco por toda a Europa quanto a uma possível deterioração do mercado de trabalho, Portugal aumentou a sua população empregada em 59,1 mil pessoas num ano, mostram os últimos dados do INE. Os sectores da Educação e Comércio respondem pela maior fatia dos empregos criados em Portugal neste período, num período em que a taxa de desemprego se manteve estável nos 6,1%.

Entre julho e setembro deste ano, o número de pessoas no desemprego aumentou ligeiramente face ao trimestre anterior (0,8%) e também ao período homólogo do ano passado (1,3%), atingindo 334,7 mil pessoas. O aumento foi compensado pela subida da população empregada, mantendo assim a taxa de desemprego inalterada nos 6,1%.

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Educação e Comércio deram o maior impulso ao mercado de trabalho nacional. Juntos, estes dois sectores criaram 53,3 mil empregos, entre o terceiro trimestre do ano passado e este ano. No trimestre finalizado em setembro, o sector da Educação empregava 420,4 mil trabalhadores, enquanto o Comércio agregava 773,4 mil, traduzindo, respetivamente, um crescimento de 8% e 3% no número de trabalhadores face a 2023.

João Cerejeira, professor da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho, sublinha que o desempenho do sector da Educação enquanto empregador “já se vinha destacando há alguns meses” e está, sobretudo, relacionado com dois fenómenos: “Por um lado, tanto no sector público como no privado o número de alunos aumentou em alguns milhares, obrigando a um reforço das estruturas. Por outro, o envelhecimento crescente dos docentes vem acompanhado de uma redução de horas de ensino, obrigando a contratar mais professores para as mesmas horas”, explica João Cerejeira. Por outro lado ainda, “a recente gratuidade das creches, e consequente aumento da procura, também poderá ter motivado o aumento do emprego no sector da educação”, acrescenta.

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Restauração em queda

Em sentido contrário está o sector do Alojamento, Restauração e Similares, que, no espaço de um ano, destruiu quase 33 mil postos de trabalho, em contraciclo com a aparente vitalidade do turismo nacional. Este é mesmo o sector que mais trabalhadores perdeu entre o terceiro trimestre do ano passado e o período homólogo de 2024. Como se explica? Cerejeira admite que “os dados surpreendem” e relaciona-os não tanto com o alojamento e mais com a restauração: “Este comportamento estará mais relacionado com uma quebra no mercado doméstico. Os preços da restauração aumentaram, o que poderá ter gerado uma maior contração. Por outro lado, o aumento do salário mínimo e do custo das rendas certamente colocou sob pressão muitas empresas, traduzindo-se numa destruição de emprego”, aponta.

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E, nesta matéria, João Cerejeira nota que há outros sectores a que devemos estar atentos, pelo comportamento que já evidenciam nos indicadores do INE. “A indústria transformadora e o sector dos transportes e armazenagem também têm vindo a evidenciar uma degradação do emprego”, explica. O economista recorda ainda que “são precisamente estes sectores, mais expostos ao impacto das exportações e do abrandamento das economias internacionais, que têm sido afetados por despedimentos coletivos”, que continuam a aumentar no país (ver texto ao lado).

Ainda assim, o mercado de trabalho nacional continua a evidenciar sinais de resiliência. Se considerarmos, por exemplo, os empregos criados no último ano, os dados do INE mostram que a quase totalidade são funções a tempo completo (59 mil), enquanto o emprego a tempo parcial registou uma diminuição homóloga de cerca de 2000 pessoas. O mesmo acontece na natureza dos vínculos laborais, onde os contratos sem termo ganharam peso, contribuindo para uma redução da precariedade no país. No terceiro trimestre deste ano, os contratos sem termo são 84% do total do emprego por conta de outrem em Portugal, número que compara com 82,3% registados no trimestre homólogo do ano passado.

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Mais, se considerarmos a evolução do emprego por nível de qualificação, os dados do INE mostram que a maioria do emprego criado no último ano foi qualificado. Em setembro, estavam empregados mais 114,7 mil profissionais com qualificação superior do que um ano antes. Outro indicador a considerar é o duplo emprego. Os dados fornecidos ao Expresso pelo INE apontam para uma redução de 48,2 mil no número de trabalhadores em Portugal que acumulam dois ou mais empregos face ao trimestre anterior. Em setembro estavam 242,8 mil trabalhadores nesta situação, menos 15,5% do que no segundo trimestre e menos 3,5% (8,3 mil pessoas) do que no mesmo período do ano passado.

Apesar destes indicadores, João Cerejeira nota que “não é expectável que o emprego continue a crescer muito além destes números”. E justifica: “Para aumentar o emprego é preciso pessoas. Já percebemos que internamente não as temos e as últimas notícias já dão conta de um abrandamento das entradas de imigrantes.” Portanto, sublinha, “não é de esperar que se continuem a bater sucessivos novos recordes”.

https://expresso.pt/economia/emprego/2024-11-07-ha-22-anos-que-portugal-nao-tinha-tantos-trabalhadores-3c9db075

 

Editado por kareca

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Isso é mentira. As pessoas hoje em dia não querem trabalhar.

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Isto é mau é para os cafés, devem ter perdido clientela muito importante como aquele pessoal que certas pessoas viam lá dia e noite sem fazer nada enquanto viviam à conta de subsídios.

Não sei como é que vai ser, nem para os cafés, nem para essas certas pessoas que ocupavam  o dia a ver quem é que estava mandriar nos cafés. 

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Citação de whatever, há 15 minutos:

Isto é mau é para os cafés, devem ter perdido clientela muito importante como aquele pessoal que certas pessoas viam lá dia e noite sem fazer nada enquanto viviam à conta de subsídios.

Não sei como é que vai ser, nem para os cafés, nem para essas certas pessoas que ocupavam  o dia a ver quem é que estava mandriar nos cafés. 

Esses mantêm -se. Os trabalhadores aumentaram porque vieram imigrantes que querem trabalhar ao contrário dos portugueses 

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Alguém aqui é contractor? I.e. trabalhador por conta própria que é contratado para projectos a longo termo?

Acho que o @Ghelthoneé mas não tenho a certeza se é mesmo ou se há mais. Sou capaz de ter uma proposta em cima da mesa e tinha algumas perguntas para fazer sobre isso

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Citação de Sandes., há 2 horas:

Alguém aqui é contractor? I.e. trabalhador por conta própria que é contratado para projectos a longo termo?

Acho que o @Ghelthoneé mas não tenho a certeza se é mesmo ou se há mais. Sou capaz de ter uma proposta em cima da mesa e tinha algumas perguntas para fazer sobre isso

Yes indeed, chuta.

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Citação de Ghelthon, há 9 minutos:

Yes indeed, chuta.

Em vez de mandar MP pergunto aqui que pode útil a outros, o que não tiveres à vontade de partilhar (tipo rates) podes ou nao partilhar de todo ou mandar por MP.

Bem, tenho muito provavelmente uma proposta a chegar para ser contractor mas tenho que definir uma daily rate como o mínimo que posso aceitar. Como é a primeira vez que faria uma coisa do género, tenho muitas dividas no que considerar a definir isso.

Apesar de estar no UK, a posição deixa-me trabalhar de qualquer lado por isso não está fora de questão acabar por ir para Portugal a curto médio prazo, por isso estas perguntas também se adequam a ti: em termos de impostos e segurança social e assim, como resolves? Tens um@ contabilista ou tratas de tudo sozinho? Qual é o peso que isso tem na liquidez mais ou menos?

Também considerando que uma pessoa não tem tanta segurança comparado a um emprego fixo, por exemplo se ficar doente ou assim, tu tens seguros sobre esse tipo de coisa? E férias, como planeias isso sabendo que estás sempre a sacrificar uma boa quantidade de dinheiro por estar de férias? É fácil habituar-te mentalmente a esse trade off?

Finalmente, em termos de rate. Eu tive a pesquisar e vi que o aconselhado é pegar na daily rate que recebo actualmente e multiplicar por 1.5 ou 2 para ter o premium associado às despesas e segurança. No meu caso, estou a pensar esticar mesmo para ser 2x o que recebo actualmente, mas mesmo assim fico com algum receio. Com a tua experiência, o que te fez mudar para esse tipo de trabalho e achas que voltarias a trabalhar por conta de outrem no futuro?

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Citação de Sandes., há 1 hora:

Em vez de mandar MP pergunto aqui que pode útil a outros, o que não tiveres à vontade de partilhar (tipo rates) podes ou nao partilhar de todo ou mandar por MP.

Bem, tenho muito provavelmente uma proposta a chegar para ser contractor mas tenho que definir uma daily rate como o mínimo que posso aceitar. Como é a primeira vez que faria uma coisa do género, tenho muitas dividas no que considerar a definir isso.

Apesar de estar no UK, a posição deixa-me trabalhar de qualquer lado por isso não está fora de questão acabar por ir para Portugal a curto médio prazo, por isso estas perguntas também se adequam a ti: em termos de impostos e segurança social e assim, como resolves? Tens um@ contabilista ou tratas de tudo sozinho? Qual é o peso que isso tem na liquidez mais ou menos?

Também considerando que uma pessoa não tem tanta segurança comparado a um emprego fixo, por exemplo se ficar doente ou assim, tu tens seguros sobre esse tipo de coisa? E férias, como planeias isso sabendo que estás sempre a sacrificar uma boa quantidade de dinheiro por estar de férias? É fácil habituar-te mentalmente a esse trade off?

Finalmente, em termos de rate. Eu tive a pesquisar e vi que o aconselhado é pegar na daily rate que recebo actualmente e multiplicar por 1.5 ou 2 para ter o premium associado às despesas e segurança. No meu caso, estou a pensar esticar mesmo para ser 2x o que recebo actualmente, mas mesmo assim fico com algum receio. Com a tua experiência, o que te fez mudar para esse tipo de trabalho e achas que voltarias a trabalhar por conta de outrem no futuro?

Não te esqueças de incluir seguros, dias de férias, sub de alimentação e essa treta toda na rate diária. O Iva ou equivalente, normalmente eles pagam fora de portugal. Não sei em que pais vais estar registado como trabalhador independente, mas isso terá influencia nos impostos e funcionamento da coisa.

Em portugal se tiveres só a recibos não precisos de contabilista, aquilo só tens de emitir faturas e depois entregar a declaração de IVA e pagar, e pagar a SS (que deves estar isento 1 ano ou 2). Empresa já mói mais e é melhor teres contabilista, que em portugal sao uns 200 ou 250e mês.

Diria para fazeres essas contas todas e ver quanto tiras liquido e depois fazer essa conta ja com descontos seguros e o crl e veres quanto tiras liquido como independente. Eu já tive a recibos e parecendo que não, tem várias chatices ainda, por isso diria para apontares para 1.75x ou 2x no minimo.

Progressão de carreira também deve ser mais dificil sendo independente, porque cargos mais de gestão e decisão, normalmente não querem externos em portugal. Aí não sei como é.

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A única ajuda que posso dar é relativamente à questão das férias/trade off. 

Tens de olhar ao que ganhas ao ano e não ao que ganhas ao mês.

Faço 5/6 semanas de férias por ano e estou bem com isso porque é algo que preciso para estar bem no meu trabalho. Até poderia fazer o esforço de só ter 3 semanas de férias, mas se por causa disso não conseguir ver pessoas à frente e estiver a deprimir, prefiro ter mais férias. O mais importante é o teu equilíbrio mental/físico.

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Vou responder por partes, acho que fica mais fácil.

Citação de Sandes., há 2 horas:

Bem, tenho muito provavelmente uma proposta a chegar para ser contractor mas tenho que definir uma daily rate como o mínimo que posso aceitar. Como é a primeira vez que faria uma coisa do género, tenho muitas dividas no que considerar a definir isso.

Aqui aconselho-te a ires pesquisar anúncios no LinkedIn e afins, para ver os valores que andam a ser praticados no mercado. Depois ajustas isso ao teu nível, seja de skill, seja de experiência, certificações se for o caso, etc. Caga na cena de estares em Portugal e a rate parecer demasiado alta - é claro que parece demasiado alta, vai sempre parecer, e o síndrome de impostor é real.

Agora claro, tens de ter uma certa sensibilidade. Quando eu decidi ser freelancer, fiz exactamente o que estou a dizer, e fixei um valor. Fui contactado por uma empresa portuguesa em que o gajo se riu na minha cara e praticamente disse que era maluco. Mas fui contacto por outra consultora, também portuguesa, que achou razoável, pediu-me apenas para reduzir ligeiramente o valor, e eu aceitei porque achava um valor decente, ainda assim.

Citação de Sandes., há 2 horas:

Apesar de estar no UK, a posição deixa-me trabalhar de qualquer lado por isso não está fora de questão acabar por ir para Portugal a curto médio prazo, por isso estas perguntas também se adequam a ti: em termos de impostos e segurança social e assim, como resolves? Tens um@ contabilista ou tratas de tudo sozinho? Qual é o peso que isso tem na liquidez mais ou menos?

Vou responder assumindo que vais estar em Portugal, e portanto a pagar impostos cá, etc.

Se fores trabalhador independente e a empresa para a qual vais trabalhar for de fora de Portugal, não há retenção na fonte, nem IVA. Portanto recebes 100% do que facturas, tendo depois de descontar para a Segurança Social (os valores ao certo dependem do que factures, naturalmente), e depois quando for altura de pagar IRS, pagas tudo de uma vez. Se houvesse retenção na fonte, seria de 25%, portanto é aconselhável que, não havendo, coloques esses 25% de lado, para depois já teres o valor total (ou quase) para pagar o IRS.

Em termos de Segurança Social, fazes uma declaração trimestral onde colocas os valores que recebeste nos últimos 3 meses, e eles calculam o valor a pagar em função disso. Tens a opção de pagar acima ou abaixo do valor que eles apuram, até mais ou menos 25%, sempre em incrementos de 5%. Eu meto sempre -25% porque, além de já descontar bastante, prefiro investir esses 25% noutras coisas.

De momento não tenho um contabilista fixo, nem precisas de ter enquanto trabalhador independente. Mas a partir de 2025 vou ter um para me tratar destas declarações. Não é super difícil e dá para seres tu a fazer, mas é chato, são muitos prazos, etc.

Alternativamente, podes abrir uma empresa unipessoal, o que pode não ser vantajoso, depende de muita coisa. Entre elas, as despesas que tens ou não, e a natureza da tua actividade, isto porque o Fisco está atento às unipessoais abertas só para pagar menos impostos, e criou uma coisa chatinha chamada Regime da Transparência Fiscal. Resumindo, se a tua actividade for uma das previstas no artigo 151.º do Código do IRS, e mais de 75% da facturação da empresa for apenas nessa actividade, e/ou não tiveres 5 sócios na empresa, entre outras condicionantes, eles tributam os rendimentos da empresa em sede de IRS, em vez de IRC. O que portanto elimina boa parte das vantagens de ter a unipessoal.

No entanto, aconselho sempre que fales com um contabilista sobre isto. Se precisares, posso aconselhar um que conheci no Reddit e percebe bastante sobre isto.

Citação de Sandes., há 2 horas:

Também considerando que uma pessoa não tem tanta segurança comparado a um emprego fixo, por exemplo se ficar doente ou assim, tu tens seguros sobre esse tipo de coisa? E férias, como planeias isso sabendo que estás sempre a sacrificar uma boa quantidade de dinheiro por estar de férias? É fácil habituar-te mentalmente a esse trade off?

Segundo a lei és obrigado a ter seguro de acidentes de trabalho, é a única obrigação. De resto, convém teres seguro de saúde, naturalmente.

Em relação a férias, tenho as que me apetecer. Actualmente estou a contratar directamente os belgas, e eles obrigam-me a ter férias porque só posso facturar X dias de trabalho por ano. Esse trade-off de que falas é complicado, porque um dia de férias é um dia em que não ganhas, e "deitas fora" bastante dinheiro. Mas é como em tudo, se não tiveres férias também não rendes, portanto eventualmente crashas, ficas doente, e é pior.

Nas primeiras vezes custa, mas depois habituas-te. Mas sim, tenho tirado menos férias agora.

E é muito o que o @Jimpo disse ali em cima. A diferença vai ser tanta que depois acabas por nem ligar a isso.

Citação de Sandes., há 2 horas:

Finalmente, em termos de rate. Eu tive a pesquisar e vi que o aconselhado é pegar na daily rate que recebo actualmente e multiplicar por 1.5 ou 2 para ter o premium associado às despesas e segurança. No meu caso, estou a pensar esticar mesmo para ser 2x o que recebo actualmente, mas mesmo assim fico com algum receio. Com a tua experiência, o que te fez mudar para esse tipo de trabalho e achas que voltarias a trabalhar por conta de outrem no futuro?

Além do que disse em cima, posso dizer-te que multipliquei o que estava a ganhar mais do que 2 vezes, e entretanto já fui aumentado (estou como freelancer desde Fevereiro de 2022). Acho mesmo que deves procurar ofertas para a tua função e nível, para teres uma ideia de rates, e depois ajustas. Não faço puto ideia do que fazes, e provavelmente não conheço esse mercado, portanto é difícil especificar um valor exacto.

Mas posso dizer-te que, no ano passado, esteve um gajo na minha equipa que era claramente mais fraco do que eu, tanto que foi despachado, mas que ganhava mais 250€ ao dia do que eu. E estamos a falar da Bélgica.

Em relação à segurança, vale dizer que eu tive sorte e arranjei um projecto que basicamente não tem fim. Gosto da empresa, a empresa gosta de mim, portanto vejo-me aqui uns bons anos, e portanto não tenho tido grandes preocupações com a questão da segurança. Mas claro, se no teu caso forem projectos curtos, como normalmente são, aconselho que peses isso tudo. Mas se, por exemplo, fores ganhar em 6 meses o que ganhas agora num ano, diria para avançares. Mesmo que trabalhes só 6 meses, não sais a perder, de todo.

Espero que isto ajude. Se tiveres mais dúvidas, pergunta à vontade e tento esclarecer o máximo que conseguir.

P.S.: Sobre se voltaria a trabalhar por conta de outrem - sinceramente acho difícil, pelo menos cá em Portugal, porque duvido que alguém iguale o que recebo agora. Mas é puramente uma questão financeira, não tenho grande amor ao freelancing propriamente dito.

Editado por Ghelthon
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Obrigado a todos! No meu caso devo me manter pelo UK enquanto a minha mulher está a trabalhar cá também, por isso toda a informação sobre Portugal é útil para o caso de voltarmos.

Em termos financeiros acho que pode ser uma mudança do crl para mim, mas tenho um bocado o receio que o stress associado seja complicado de gerir. Eu honestamente se tivesse agora um aumento de 10/15% no trabalho acho que talvez até ficasse como estou, mas não vejo isso a mudar e isto pode acabar por ser uma oportunidade perfeita...

@Ghelthon eu não tenho problema em dizer a rate. Sou developer em Palantir Foundry. No mercado vejo que os valores diários andam pelos 600 euros para cima, mas a possível oferta é um bocado abaixo nos 550. Continua a ser um valor absurdo para mim, acho que se materializar sigo em frente

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Citação de Sandes., há 2 minutos:

Obrigado a todos! No meu caso devo me manter pelo UK enquanto a minha mulher está a trabalhar cá também, por isso toda a informação sobre Portugal é útil para o caso de voltarmos.

Em termos financeiros acho que pode ser uma mudança do crl para mim, mas tenho um bocado o receio que o stress associado seja complicado de gerir. Eu honestamente se tivesse agora um aumento de 10/15% no trabalho acho que talvez até ficasse como estou, mas não vejo isso a mudar e isto pode acabar por ser uma oportunidade perfeita...

@Ghelthon eu não tenho problema em dizer a rate. Sou developer em Palantir Foundry. No mercado vejo que os valores diários andam pelos 600 euros para cima, mas a possível oferta é um bocado abaixo nos 550. Continua a ser um valor absurdo para mim, acho que se materializar sigo em frente

Pronto, sobre leis do UK sei literalmente zero, portanto arranja um contabilista aí. 😁

Essa rate parece-me ok, não conheço esse mercado, mas o valor é muito bom, até para a realidade do UK, diria. Se a diferença em relação ao que ganhas hoje for boa, como imagino que seja, manda-te.

Já agora, algo que me ajudou a decidir foi pensar nisto: qual é, honestamente, o pior que pode acontecer? Ficar uns meses a tentar, e portanto sem receber, e depois ter de voltar para um emprego por conta de outrem, provavelmente numa empresa que até me paga mais do que a actual?

Acho que é uma boa forma de pensar, porque é basicamente a realidade que tens agora, mas melhorada. Portanto, a não ser que não tenhas uma almofada que te permita, no pior dos casos, passar uns meses nessa procura, diria para avançares, caso compense financeiramente.

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Citação de BisDost, há 23 minutos:

Já agora, @Ghelthon nao foste tu que te decidiste aventurar na aventura do digital sozinho? Por onde começaste?

Se por "digital" te referes a programação, foi mais ou menos isso.

Acho que já expliquei aqui algures, mas é uma história gira que envolve o CMPT. Resumindo: tenho alguma relação com o @Bashir fora daqui (agora ainda mais do que na altura, por vários motivos) e ele na altura também se meteu na programação depois de tirar uma licenciatura +/- da área, e foi-me dizendo que havia muita procura, etc. Eu fiz uns cursos online de programação, cenas super básicas, e mandei CVs. Fiquei chocado quando fui chamado para entrevistas, às quais fui mas nunca fiquei porque não sabia o suficiente.

Por essa altura vi um artigo sobre a Academia de Código, decidi arriscar, porque achava que precisava de mais conhecimento técnico mas não me apetecia propriamente ir fazer uma licenciatura/mestrado, fui aceite no campus deles do Fundão, e depois fiz por merecer mas também tive alguma sorte, como sendo a sinergia das empresas existentes no Fundão com a Academia de Código, o facto de ter sido recrutado por uma empresa que apenas trabalha com ServiceNow, e tudo isso levou-me a focar na plataforma, que é muito de nicho mas que é um nicho com procura (agora menos, parece-me, mas agora sou senior, portanto...), e pronto. É basicamente a história da minha vida, praticamente nada corre como planeado, mas depois acaba por sair ainda melhor.

Editado por Ghelthon
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Citação de Sandes., há 21 horas:

Obrigado a todos! No meu caso devo me manter pelo UK enquanto a minha mulher está a trabalhar cá também, por isso toda a informação sobre Portugal é útil para o caso de voltarmos.

Em termos financeiros acho que pode ser uma mudança do crl para mim, mas tenho um bocado o receio que o stress associado seja complicado de gerir. Eu honestamente se tivesse agora um aumento de 10/15% no trabalho acho que talvez até ficasse como estou, mas não vejo isso a mudar e isto pode acabar por ser uma oportunidade perfeita...

@Ghelthon eu não tenho problema em dizer a rate. Sou developer em Palantir Foundry. No mercado vejo que os valores diários andam pelos 600 euros para cima, mas a possível oferta é um bocado abaixo nos 550. Continua a ser um valor absurdo para mim, acho que se materializar sigo em frente

por esses valores, em portugal já te deve compensar abrir empresa. no uk não sei.

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Citação de lastdance, há 50 minutos:

por esses valores, em portugal já te deve compensar abrir empresa. no uk não sei.

Isso não é linear em nenhum caso, a não ser que passe os 200k de facturação anual em que acho que é necessário abrir empresa (ou ter contabilidade organizada, sei que é uma delas).

Como disse num post anterior, o pessoal das actividades previstas no tal número do código do IRS, onde se insere quase tudo de IT, tem de ter cuidado com o Regime da Transparência Fiscal, porque ter uma empresa onde os lucros são tributados em sede de IRS é basicamente o pior de dois mundos.

Depois, depende também das despesas que se tenha. Malta de IT tem pouco ou nada, não andam mensalmente a comprar computadores novos. Podes sempre comprar um carro pela empresa, podes ter a empresa a pagar a creche/escola dos filhos se for o caso, mas mesmo assim é complexo.

Por fim, depende também da preferência de cada um, se prefere ter o dinheiro, ainda que possa ser ligeiramente menos, no seu bolso, ou na conta da empresa, onde para tirar directamente é muito taxado. Ou então se prefere simplesmente andar sossegado, ou sempre "preocupado" com arranjar despesas e afins.

Não estou a dizer que estás errado, porque não sou contabilista. 😁 Só quero dizer que isso não é linear. Os contabilistas são caros, mas valem bem o dinheiro. Só o facto de evitarem que vamos presos é bom, ainda melhor se forem de qualidade e forem proactivos na optimização fiscal.

Editado por Ghelthon

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Citação de Ghelthon, há 6 minutos:

Isso não é linear em nenhum caso, a não ser que passe os 200k de facturação anual em que acho que é necessário abrir empresa (ou ter contabilidade organizada, sei que é uma delas).

Como disse num post anterior, o pessoal das actividades previstas no tal número do código do IRS, onde se insere quase tudo de IT, tem de ter cuidado com o Regime da Transparência Fiscal, porque ter uma empresa onde os lucros são tributados em sede de IRS é basicamente o pior de dois mundos.

Depois, depende também das despesas que se tenha. Malta de IT tem pouco ou nada, não andam mensalmente a comprar computadores novos. Podes sempre comprar um carro pela empresa, podes ter a empresa a pagar a creche/escola dos filhos se for o caso, mas mesmo assim é complexo.

Por fim, depende também da preferência de cada um, se prefere ter o dinheiro, ainda que possa ser ligeiramente menos, no seu bolso, ou na conta da empresa, onde para tirar directamente é muito taxado. Ou então se prefere simplesmente andar sossegado, ou sempre "preocupado" com arranjar despesas e afins.

Não estou a dizer que estás errado, porque não sou contabilista. 😁 Só quero dizer que isso não é linear. Os contabilistas são caros, mas valem bem o dinheiro. Só o facto de evitarem que vamos presos é bom, ainda melhor se forem de qualidade e forem proactivos na optimização fiscal.

o que o contabilista me disse era que a partir de não sei quantos K, acho que era 40, tinhas um imposto mais alto como trabalhador independente. Não aprofundei muito porque ia abrir empresa e ia.

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Citação de lastdance, há 6 minutos:

o que o contabilista me disse era que a partir de não sei quantos K, acho que era 40, tinhas um imposto mais alto como trabalhador independente. Não aprofundei muito porque ia abrir empresa e ia.

E tens os sócios né? Portanto estás safo do RTF. 😁

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