Jone Sampaoli Publicado 14 Dezembro 2015 (editado) Eu no teu lugar ignorava e começava a tentar sair daí. Fazer o teu trabalho o melhor possível, e mal arranjes outra coisa, enfrentas o chefe e explicas que sais, não porque o desafio não é bom, mas sim porque não te sentes valorizado. O trabalho é mais que ganhar dinheiro e valorização profissional, deve servir para te sentires bem. Ir para Lisboa era opção para ti? honestamente, já cheguei à fase em que tenho medo dele, mas também sinto que foi isso que ele quis criar. Plus, ele é uma pessoa com muito poder, que este meio é muito politizado...é complicado. Uma palavra errada e há motivos para me trancar ou até despedir. O máximo que posso fazer é engolir (no pun intended) Ir para Lisboa...seria opção, se a mulher também, ou se fosse algo temporário (tipo 6 meses, 1 ano), mais depressa me aventurava por Londres ou afins se ela também quisesse, mas também sempre temporário, porque ela em princípio vai arranjar algo cá. Está à experiência por 6 meses, passaram-se 3, mas parece que vai para ficar e vai entrar diretamente para o quadro de um instituição privada, o que é um achado hoje em dia por cá... Mas a minha ideia também é ficar por cá. As vezes acho que é um meio pequeno para as minhas ambições, mas tenho outra coisas que privelegio, desde os amigos e a familia, sendo que esta última passou por grandes problemas nos últimos 3 anos (que agora estão resolvidos, com muita persistência minha). O problema é que as alternativas não são muitas...os faço freelancing em certas coisas que sei (e até faço, mas essa mama está a acabar), ou começo algo por conta própria numa área que tenha jeito (e até tenho 2/3 coisas que acho que me safava super bem, mas também preciso de um pé de meia para isso), ou trabalho nalguma coisa de computadores em part-time/full-time, mas o salário do que sei nem é grande coisa...mas neste último caso estaria a fazer algo que gosto, o que por si é positivo. Passaram-se 3 meses, e já cheguei a considerar desistir, mas ainda é cedo. Acho que vou aguentar e continuar a tentar mostrar o meu valor. Mas olha, estou a trabalhar com uma colega tua :mrgreen: deves saber quem é. Não estou é no mesmo gabinete que ela mas a miúda é 5*, das pessoas que mais gosto lá dentro e vê-se que está destinada ao sucesso, pelas conversas que já tive com ela. Não lhe contes é nada :lol: Também estou há 3 meses num novo trabalho, também me sinto bastante desapoiado, numa área nova para mim e muito desafiante e também dúvido muito das minhas capacidades e se é isto que quero para o meu futuro. :mrgreen: :( :heart: Editado 14 Dezembro 2015 por Jone Sampaoli Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 14 Dezembro 2015 honestamente, já cheguei à fase em que tenho medo dele, mas também sinto que foi isso que ele quis criar. Plus, ele é uma pessoa com muito poder, que este meio é muito politizado...é complicado. Uma palavra errada e há motivos para me trancar ou até despedir. O máximo que posso fazer é engolir (no pun intended) Ir para Lisboa...seria opção, se a mulher também, ou se fosse algo temporário (tipo 6 meses, 1 ano), mais depressa me aventurava por Londres ou afins se ela também quisesse, mas também sempre temporário, porque ela em princípio vai arranjar algo cá. Está à experiência por 6 meses, passaram-se 3, mas parece que vai para ficar e vai entrar diretamente para o quadro de um instituição privada, o que é um achado hoje em dia por cá... Mas a minha ideia também é ficar por cá. As vezes acho que é um meio pequeno para as minhas ambições, mas tenho outra coisas que privelegio, desde os amigos e a familia, sendo que esta última passou por grandes problemas nos últimos 3 anos (que agora estão resolvidos, com muita persistência minha). O problema é que as alternativas não são muitas...os faço freelancing em certas coisas que sei (e até faço, mas essa mama está a acabar), ou começo algo por conta própria numa área que tenha jeito (e até tenho 2/3 coisas que acho que me safava super bem, mas também preciso de um pé de meia para isso). Passaram-se 3 meses, e já cheguei a considerar desistir, mas ainda é cedo. Acho que vou aguentar e continuar a tentar mostrar o meu valor. Mas olha, estou a trabalhar com uma colega tua :mrgreen: deves saber quem é. Não estou é no mesmo gabinete que ela mas a miúda é 5*, das pessoas que mais gosto lá dentro e vê-se que está destinada ao sucesso, pelas conversas que já tive com ela. Não lhe contes é nada :lol: :heart: epá a ler isto fico mesmo "been there done that"... :( já passei por isso 3 vezes, e não consegui ler o chefe em nenhuma delas. da 1a vez era antipatia pura, baseada no medo que eu pudesse ser melhor que ele, que quando eu podia dar opinião ela provava-se certa e a decisão dele a m*rda do costume. acabei por sair quando achei que o ambiente me estava a fazer mal, estava a mudar-me a personalidade. a segunda vez foi bem pior, muitas vezes gritaria do pior à frente de toda a gente, só quando me despedi percebi que o gajo gostava mesmo de mim e achava que eu tinha potencial, deu-me um abraço que me ia partindo todo, e eu não sou propriamente um pequenote... e era o dono da empresa, com 3 fábricas, mais de 1500 empregados. da última a minha chefe estava simplesmente estoirada pela pressão, começou a cagar no trabalho e quando havia m*rda a culpa era minha. da última vez acabei por ficar, ela foi despedida, eu aguentei o barco e acabei por conseguir ir para outra função. no fundo, é muito uma questão de sorte, no meio da confusão ninguém consegue ter o sangue frio para decidir com frieza. o problema é que cada vez que queres explodir e aguentas firme e calmo, uma parte de ti morre. a parte do brio, da paixão, do gostar do que se faz. podes tornar-te mais competente e assertivo, mas essa "chama" já não volta :( Compartilhar este post Link para o post
Lleyton Publicado 14 Dezembro 2015 E pode soar a cliché, mas cada vez mais me vou identificando com a ideia de uma pessoa não vir ao mundo para matar-se a trabalhar e a pagar contas. E, no meu caso, ainda trazer para casa, por acréscimo, chatices relacionadas com o emprego. Não compensa. Todos os dias penso nisto e tenho ponderado, para quando o meu contrato acabar, ir arranjando uns empregos temporários pelo estrangeiro e viajando ao mesmo tempo. Um gajo é solteiro, não tem filhos, é novo e saudável tem é de aproveitar ao máximo as experiências que a vida tem para nos oferecer. /desabafo panelei*o Compartilhar este post Link para o post
Visitante Publicado 14 Dezembro 2015 Muita força nisso, Jone. Quanto ao chefe, não há muito que possas fazer senão aquilo que o Pan disse, procurar alternativas e quando estiveres mais ou menos seguro, confronta-lo e sair. Quanto à dificuldade do projecto, não caias na tentação de achar que aquilo é demasiado para as tuas capacidades. Usa essa oportunidade para aprenderes ao máximo, por em práticas as tuas capacidades e veres até onde consegues chegar. Vai ser grande boost para a tua auto-confiança quando puderes olhar para trás e ver o que conseguiste atingir. Para além disso, julgo que muitas pessoas por esse país fora dariam tudo para poderem usufruir de alguma autonomia e descrição no seu emprego, portanto deves encarar isso como um privilégio e aproveitar :compinchas: Compartilhar este post Link para o post
Jone Sampaoli Publicado 14 Dezembro 2015 (editado) Muita força nisso, Jone. Quanto ao chefe, não há muito que possas fazer senão aquilo que o Pan disse, procurar alternativas e quando estiveres mais ou menos seguro, confronta-lo e sair. Quanto à dificuldade do projecto, não caias na tentação de achar que aquilo é demasiado para as tuas capacidades. Usa essa oportunidade para aprenderes ao máximo, por em práticas as tuas capacidades e veres até onde consegues chegar. Vai ser grande boost para a tua auto-confiança quando puderes olhar para trás e ver o que conseguiste atingir. Para além disso, julgo que muitas pessoas por esse país fora dariam tudo para poderem usufruir de alguma autonomia e descrição no seu emprego, portanto deves encarar isso como um privilégio e aproveitar :compinchas: eu já cheguei ao ponto de achar que é demais para as capacidades de todos, porque a verdade é que nunca ninguém pega naquilo desde há muito. Contudo, o meu chefe está a utilizar isso para me rebaixar e fazer sentir como m*rda. Há uns dias disse sempre que sim a um pedido dele e ele virou-se para mim "está sempre a dizer que sim, houve alguma coisa que não percebeu?". com ar de reprovação e de nojo, em frente ao gabinete. As bocas que ele manda são desse estilo. Não são berros nem nada do género, mas são provocações que entranham. Durante 2 meses, desde que entrei, estive num cubiculo onde só estava eu e mais ninguém. Só quando saia para falar com alguém sobre o projecto ou assim, ou quando me deslocava a algum sítio em trabalho é que interagia mais. Nesta nova sala está a malta toda de um lado e eu de outro, isolado novamente. Também há 2 meses numa reunião disse abertamente que eu nunca tinha trabalhado na vida. Porque 1 ano de estágio, 3 anos na Universidade e 1 part-time de 40 horas por mês desde 2014 não é nada. Pode não ser muito, mas nada não é de certeza. nem sei porque lá entrei então. São estas m*rda que vou comendo Editado 14 Dezembro 2015 por Jone Sampaoli Compartilhar este post Link para o post
Gavazzo Publicado 14 Dezembro 2015 Elliot e Giz, pois, é um pouco isso. Obrigado a ambos, btw. :) eu já cheguei ao ponto de achar que é demais para as capacidades de todos, porque a verdade é que nunca ninguém pega naquilo desde há muito. Contudo, o meu chefe está a utilizar isso para me rebaixar e fazer sentir como m*rda. Há uns dias disse sempre que sim a um pedido dele e ele virou-se para mim "está sempre a dizer que sim, houve alguma coisa que não percebeu?". As bocas que ele manda são desse estilo. Não são berros nem nada do género, mas são provocações que entranham. Também há 2 meses numa reunião disse abertamente que eu nunca tinha trabalhado na vida. Porque 1 ano de estágio, 3 anos na Universidade e 1 part-time de 40 horas por mês desde 2014 não é nada. Pode não ser muito, mas nada não é de certeza. nem sei porque lá entrei então. lol que grande atrasado Pá, se o teu desejo é continuar a testares-te nesse contexto durante mais uns tempos, go for it, mas nunca percas a noção de que se quiseres sair estás completamente à vontade e não és menos (bem pelo contrário) por causa disso. Compartilhar este post Link para o post
Cabeça de giz Publicado 14 Dezembro 2015 Pá, se o teu desejo é continuar a testares-te nesse contexto durante mais uns tempos, go for it, mas nunca percas a noção de que se quiseres sair estás completamente à vontade e não és menos (bem pelo contrário) por causa disso. pois. essa 1a vez que me despedi tinha 28 anos, e 3 meses no meu primeiro emprego. ainda hoje tenho um certo orgulho da coragem que tive na altura. de outras vezes também tive coragem em decidir ficar, não há decisões fáceis. Compartilhar este post Link para o post
whatever Publicado 14 Dezembro 2015 É por causa das histórias de horror que oiço por todo o lado que não procuro nada melhor, ou eu tive muita sorte ou então já não sei nada. Compartilhar este post Link para o post
ZeroZeroPeras Publicado 15 Dezembro 2015 Uma das razões para eu ter saído de onde estava foi também o facto de não me identificar com o meu superior. Eu sei que se estivesse noutro projecto iria aguentar mais algum tempo. Mas foi a altura certa pra sair, não me arrependo de nada, foi mesmo a melhor decisão que tomei na minha vida profissional :) Compartilhar este post Link para o post
JonasThern Publicado 15 Dezembro 2015 Se ha coisa que um empregador deveria de zelar, seria sempre o bom ambiente e um total apoio aos empregados. Impressionante como se ignora a mais importante das questões. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 15 Dezembro 2015 Infelizmente Vaart, isso é muito comum ZZP, este caso é flagrante. Temos o sujeito X, bolseiro de doutoramento como eu, mas que tem uma bolsa de doutoramento no estrangeiro. Ou seja, ganha um pouco mais por supostamente estar deslocado. A Universidade onde o sujeito X devia estar a fazer o doutoramento é em Espanha, mas de há dois anos para cá que se encontra continuamente em Portugal. Assim, encontra-se a receber mais que eu e os meus colegas, o que é totalmente injusto, e está no seu País quando devia estar fora. Esta seria uma situação passível de denúncia à entidade financiadora da bolsa, mas ninguém quer sair prejudicado por fazer isso. Apesar de ser a coisa certa, todos sabem que quem fizer a denúncia vai sofrer represálias. Fora isso, há conivência por parte da direção do centro de investigação. Além disso, um parente do sujeito X é docente na Universidade e a sua linha de investigação é a mesma que a do sujeito em questão. Coincidências. O docente recolheu a amostra sozinho ou através de outros doutorandos não-bolseiros, estando o sujeito X a usufruir dessa amostra sem ter tido qualquer trabalho em recolhê-la. Outra situação interessante é que o sujeito X tem duas/três publicações como primeiro autor nestes anos todos, todas as outras publicações são em artigos do seu parente. Outra curiosidade, o sujeito X todos os anos requer um subsídio ao centro de investigação para ir a um congresso, trata-se de uma verba avultada, sendo que o mesmo lhe é sempre concedido. Alguns colegas meus, no ano passado, pediram ajuda ao centro de investigação para encadernar as teses de doutoramento e o pedido foi recusado por falta de fundos. Parecendo que não, esta desigualdade começa a criar um mau ambiente de trabalho, que me chega a influenciar a mim que estou mais longe. Tinha 2 opções por escolher, e a cada dia que passa sinto que fiz a pior escolha...o ambiente não é o melhor, sinto-me completamente desapoiado e praticamente só tenho um coordenador a dar-me um excelente apoio. Estou a fazer algo que nunca fiz, na realidade estou com um projeto em mãos que até acho que é demasiado para mim, tanto em termos operacionais como pelo dinheiro envolvido. É um desafio do caraças, e às vezes sinto-me desafiado pela positiva...por outro lado, acho que isto exigiria uma mão muito mais experiente que a minha a liderar.Também sei que falar mal do chefe é uma porcaria, e até é o vulgar do português, mas o meu chefe já me fez chorar como uma miúda com algumas provocações que tem feito, e tenho a sensação que tem algo contra mim. Este meio é pequeno, e é fácil criar um rumor sobre uns e outros, mas o estranho é que não tenho nada contra mim (que eu saiba lol) mas sinto que alguém atirou alguma coisa ao ar. Não me sinto com a maturidade necessária para ouvir certas coisas, mas ele também está a ser uma bela besta.Acho que nunca tive tantas dúvidas nas minhas capacidades como agora, honestamente :(desculpem lá o desabafo :mrgreen: mas sinto-me um pouco melhor agora Se os conselhos fossem bons não se davam, compravam-se. Mas, no teu lugar, continuava a fazer o meu trabalho e paralelamente começava a procurar outra coisa com o maior dos sigilos. Sendo um meio pequeno, tudo se sabe, portanto mais vale jogar pelo seguro e tratar de tudo com o maior secretismo. honestamente, já cheguei à fase em que tenho medo dele, mas também sinto que foi isso que ele quis criar. Plus, ele é uma pessoa com muito poder, que este meio é muito politizado...é complicado. Uma palavra errada e há motivos para me trancar ou até despedir. O máximo que posso fazer é engolir (no pun intended)Ir para Lisboa...seria opção, se a mulher também, ou se fosse algo temporário (tipo 6 meses, 1 ano), mais depressa me aventurava por Londres ou afins se ela também quisesse, mas também sempre temporário, porque ela em princípio vai arranjar algo cá. Está à experiência por 6 meses, passaram-se 3, mas parece que vai para ficar e vai entrar diretamente para o quadro de um instituição privada, o que é um achado hoje em dia por cá... Mas a minha ideia também é ficar por cá. As vezes acho que é um meio pequeno para as minhas ambições, mas tenho outra coisas que privelegio, desde os amigos e a familia, sendo que esta última passou por grandes problemas nos últimos 3 anos (que agora estão resolvidos, com muita persistência minha). O problema é que as alternativas não são muitas...os faço freelancing em certas coisas que sei (e até faço, mas essa mama está a acabar), ou começo algo por conta própria numa área que tenha jeito (e até tenho 2/3 coisas que acho que me safava super bem, mas também preciso de um pé de meia para isso), ou trabalho nalguma coisa de computadores em part-time/full-time, mas o salário do que sei nem é grande coisa...mas neste último caso estaria a fazer algo que gosto, o que por si é positivo.Passaram-se 3 meses, e já cheguei a considerar desistir, mas ainda é cedo. Acho que vou aguentar e continuar a tentar mostrar o meu valor.Mas olha, estou a trabalhar com uma colega tua :mrgreen: deves saber quem é. Não estou é no mesmo gabinete que ela mas a miúda é 5*, das pessoas que mais gosto lá dentro e vê-se que está destinada ao sucesso, pelas conversas que já tive com ela.Não lhe contes é nada :lol::heart: Isso é um exemplo de uma chefia tóxica, há muitas espalhadas por este País fora e eu já tive o desprazer de conhecer algumas, infelizmente. Não podes deixar é que a tua situação laboral afete a tua vida pessoal. Quando sais do trabalho tens de tentar deixar os problemas à porta da empresa, sei que não é fácil, mas tens que fazer um esforço para isso. Se te ajudar, procura um hobby que te consiga aliviar esse stresse que estás a sentir. Por exemplo, eu quando estou assim gosto de correr ou de praticar desportos que envolvam competitividade, ajudam-me a livrar das cargas negativas geradas pelo trabalho. Se ha coisa que um empregador deveria de zelar, seria sempre o bom ambiente e um total apoio aos empregados. Impressionante como se ignora a mais importante das questões. Grande parte dos empregadores não está minimamente preocupado com o bem-estar dos colaboradores e com a criação de um bom ambiente de trabalho, o foco está totalmente nos lucros e nos meios utilizados para os alcançar. Compartilhar este post Link para o post
Keyser Publicado 15 Dezembro 2015 No meu caso é totalmente diferente, os patrões apoiam-me muito mas não sei se é bem esta a área que pretendo seguir. Compartilhar este post Link para o post
Ego Sum Publicado 15 Dezembro 2015 Que chefia idiota. Eu fazia como disse o Vaart, começava a procurar outra coisa no maior dos sigilos. Felizmente nunca tive nenhum problema do género, tive sempre chefias espetaculares. Aliás, em Setembro despedi-me e fui para outro sítio pq não me deixaram mudar de área internamente e outro sítio deu-me a possibilidade de trabalhar na área que queria, e passado um mês estava-me a telefonar o último manager com quem tinha trabalhado na empresa anterior a perguntar como é que eu estava, se estava a correr bem, etc. Nos últimos meses estive a trabalhar com um gestor de projeto mesmo muito bom, no entanto na semana passada fiquei a saber que ele vai sair até ao fim do ano. Espero que aloquem alguém tão bom quanto ele :-( Compartilhar este post Link para o post
ZeroZeroPeras Publicado 15 Dezembro 2015 ZZP, este caso é flagrante. Temos o sujeito X, bolseiro de doutoramento como eu, mas que tem uma bolsa de doutoramento no estrangeiro. Ou seja, ganha um pouco mais por supostamente estar deslocado. A Universidade onde o sujeito X devia estar a fazer o doutoramento é em Espanha, mas de há dois anos para cá que se encontra continuamente em Portugal. Assim, encontra-se a receber mais que eu e os meus colegas, o que é totalmente injusto, e está no seu País quando devia estar fora. Esta seria uma situação passível de denúncia à entidade financiadora da bolsa, mas ninguém quer sair prejudicado por fazer isso. Apesar de ser a coisa certa, todos sabem que quem fizer a denúncia vai sofrer represálias. Fora isso, há conivência por parte da direção do centro de investigação. Além disso, um parente do sujeito X é docente na Universidade e a sua linha de investigação é a mesma que a do sujeito em questão. Coincidências. O docente recolheu a amostra sozinho ou através de outros doutorandos não-bolseiros, estando o sujeito X a usufruir dessa amostra sem ter tido qualquer trabalho em recolhê-la. Outra situação interessante é que o sujeito X tem duas/três publicações como primeiro autor nestes anos todos, todas as outras publicações são em artigos do seu parente. Outra curiosidade, o sujeito X todos os anos requer um subsídio ao centro de investigação para ir a um congresso, trata-se de uma verba avultada, sendo que o mesmo lhe é sempre concedido. Alguns colegas meus, no ano passado, pediram ajuda ao centro de investigação para encadernar as teses de doutoramento e o pedido foi recusado por falta de fundos. Parecendo que não, esta desigualdade começa a criar um mau ambiente de trabalho, que me chega a influenciar a mim que estou mais longe. Jeez isso de facto assim não dá. Dessas cenas das bolsas de doutoramento no "estrangeiro" também já tinha conhecimento. Parece que é mais comum do que devia. Compartilhar este post Link para o post
Jone Sampaoli Publicado 15 Dezembro 2015 essa descrição é aberrante, Vaart. E é assim que muita gente vai subindo ao poleiro neste país, mas há valores dos quais nunca abdico. A minha opinião é como te disse, vai fazendo o teu trabalho e podes ter a certeza que seja aí ou noutra universidade/instituto vão valorizar o teu trabalho. Tomara a muitos em processo de doutoramento já terem feito o que fazes :) Compartilhar este post Link para o post
nathanwilliams Publicado 15 Dezembro 2015 O normal Vaart. Aconteceu com uma pessoa na minha família uma situação do género, mas para benefícios da própria. Agora eu. Precisava da porcaria da minha cédula profissional que pedi há um mês. É a m*rda de um cartão com a minha fotografia e a dizer que sou profissional habilitado na área X. Escusado será dizer que tive de a pagar na hora (60 euros) e que ainda não a recebi. Engraçado é que estive uma semana no Reino Unido a trabalhar, e sem precisar de fazer absolutamente nada, aparece-me aqui em Portugal o meu número da segurança social do Reino Unido passado duas semanas de ter regressado. É uma gota no oceano, mas este caso, o outro e o outro leva-nos ao cerne da questão da emigração, do desemprego, basicamente, do estado do país. E nem comento a minha situação quando me fui inscrever no IEFP... Rir para não chorar. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 15 Dezembro 2015 Jeez isso de facto assim não dá.Dessas cenas das bolsas de doutoramento no "estrangeiro" também já tinha conhecimento. Parece que é mais comum do que devia. Eu vou fazendo o possível para ignorar esta situação, assim consigo concentrar-me melhor no meu trabalho. essa descrição é aberrante, Vaart. E é assim que muita gente vai subindo ao poleiro neste país, mas há valores dos quais nunca abdico.A minha opinião é como te disse, vai fazendo o teu trabalho e podes ter a certeza que seja aí ou noutra universidade/instituto vão valorizar o teu trabalho. Tomara a muitos em processo de doutoramento já terem feito o que fazes :) Eu vou fazendo o meu trabalho. Aliás, saiu hoje o meu primeiro artigo de 2016, como podes ver no meu mural. Agora, que custa aceitar uma situação destas, custa, especialmente porque sei que eu e outros colegas merecíamos muito mais reconhecimento do que aquele que temos. Compartilhar este post Link para o post
Guest trz Publicado 15 Dezembro 2015 Vaart :prayer: Grande exemplo. Compartilhar este post Link para o post
Oblivion Publicado 15 Dezembro 2015 Bem, o CEO e o COO da minha empresa demitiram-se ontem... Podem ser novas perspectivas para o crescimento da empresa, mas começo a ficar mais com a cabeça fora dali, a cada dia que passa. Compartilhar este post Link para o post
Vaart10 Publicado 16 Dezembro 2015 Vaart :prayer: Grande exemplo. Não me acho grande exemplo, sou apenas uma pessoa que luta por um sonho e um objetivo de vida. Compartilhar este post Link para o post
Jone Sampaoli Publicado 16 Dezembro 2015 (editado) eu honestamente, ainda não me vi com um sonho em termos profissionais que não seja ser valorizado e fazer algo que goste minimamente. Infelizmente, ainda não tive essa sorte :lol: vale que nas outras facetas da vida está tudo bem, é isso que tenho que aproveitar. Mas cada vez mais me vejo a perder ambições em termos profissionais e a ganhar noutras, e cada vez mais me apetece é viver bem, ganhar o que chegue para viver, e não ter grandes preocupações laborais. Começo a achar que a vida é muito curta para demasiadas preocupações laborais. [/momento Platão] Editado 16 Dezembro 2015 por Jone Sampaoli Compartilhar este post Link para o post
Fajo Publicado 16 Dezembro 2015 O normal Vaart. Aconteceu com uma pessoa na minha família uma situação do género, mas para benefícios da própria. Agora eu. Precisava da porcaria da minha cédula profissional que pedi há um mês. É a m*rda de um cartão com a minha fotografia e a dizer que sou profissional habilitado na área X. Escusado será dizer que tive de a pagar na hora (60 euros) e que ainda não a recebi. Engraçado é que estive uma semana no Reino Unido a trabalhar, e sem precisar de fazer absolutamente nada, aparece-me aqui em Portugal o meu número da segurança social do Reino Unido passado duas semanas de ter regressado. É uma gota no oceano, mas este caso, o outro e o outro leva-nos ao cerne da questão da emigração, do desemprego, basicamente, do estado do país. E nem comento a minha situação quando me fui inscrever no IEFP... Rir para não chorar. Acho que vais voltar rapidamente ao Reino Unido :mrgreen: Compartilhar este post Link para o post
Red Prince Publicado 16 Dezembro 2015 Saiu a lista oficial para o Ano Comum, entrei na primeira opção, CHUC (Coimbra). Dia 4 começo :) Compartilhar este post Link para o post
Guest trz Publicado 16 Dezembro 2015 Parabéns red e boa sorte! Compartilhar este post Link para o post