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é complicado quando se tem de optar por seguir uma vida profissional com boas perspetiva de carreira ou por uma relação estável e harmoniosa. Epa, ela também tem que fazer um esforço para entender o teu lado - não pode ser sempre o mesmo a fazer as vontadinhas todas, daqui a uns meses é ela que quer ir para o UK e faz de ti gato-sapato - é fundamental que haja um meio-termo na relação, senão andas sempre lixado com a vida.

 

desejo-te boa sorte, grande nathan

Editado por johan

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Também 2 dias não é nada. A minha namorada passou meses e meses a dizer que detestava o Porto, e agora, passados 3 anos, já diz que gostava de ter nascido no Porto... Acho que com o tempo a tua também ia começar a gostar. Os primeiros meses são sempre um choque do caraças, independentemente do sítio.

 

Mas entendo a situação, tendo uma relação estável e duradoura, defendo que se deve colocar sempre a relação à frente da carreira profissional.

Editado por Quan Chi

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Também 2 dias não é nada. A minha namorada passou meses e meses a dizer que detestava o Porto, e agora, passados 3 anos, já diz que gostava de ter nascido no Porto... Acho que com o tempo a tua também ia começar a gostar. Os primeiros meses são sempre um choque do caraças, independentemente do sítio.

 

Mas entendo a situação, tendo uma relação estável e duradoura, defendo que se deve colocar sempre a relação à frente da carreira profissional.

 

Não é assim tão preto e branco. Se a mudança de trabalho implicar melhores condições e acima de tudo motivação para ir lá trabalhar e sentir que se faz a diferença, se rejeitas a proposta só por causa da namorada em pouco tempo podes acabar a meter em cima dela as tuas frustrações e arrependimentos... e isso é ser mais filho da p*ta que acabar com ela por causa dum novo emprego.

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Malta há algum sitio com templates fixes para cvs? Tenho um Europass e meh, mas também não tenho grande criatividade para fazer algo de raíz.

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Mas entendo a situação, tendo uma relação estável e duradoura, defendo que se deve colocar sempre a relação à frente da carreira profissional.

Sim e ele agora vai tirar uma licenciatura em relações e vive disso.

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Ai Morim, Morim...

 

No teu lugar não sei o que faria, mas estás a colocar a tua namorada à frente de tudo (até de ti mesmo) e isso um dia mais tarde pode vir a causar-te ressentimentos (podes vir a perder, se não perdeste já, uma boa oportunidade de emprego e de realização pessoal/profissional). Numa relação tem de haver cedências e parece-me que tu estás a ceder em tudo.

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ninguem arranja um tacho num lidl de coimbra? :mrgreen:

 

agr a sério, tendo defendido a tese tenho resultados bons para publicar mas necessitaria de mais trabalho o que implicava arranjar um part-time/ outra cena minimamente flexivel, alguem sabe de algo em coimbra?

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Não é assim tão preto e branco. Se a mudança de trabalho implicar melhores condições e acima de tudo motivação para ir lá trabalhar e sentir que se faz a diferença, se rejeitas a proposta só por causa da namorada em pouco tempo podes acabar a meter em cima dela as tuas frustrações e arrependimentos... e isso é ser mais filho da p*ta que acabar com ela por causa dum novo emprego.

A questão é precisamente o "só por causa da namorada". O que eu me refiro é as situações em que, mesmo sabendo daquilo que vamos abdicar ao rejeitar uma boa proposta, decidimos, de livre vontade e após reflexão, privilegiar a relação. Não falo em rejeitar todas as propostas sem sequer pensar no assunto só porque a namorada não ia gostar, claro que isso só gera frustração e provavelmente conduz até ao fim da relação a médio prazo.

 

E também não estou a falar de situações extremas, com poderá ser a dele, não sei, de não ter emprego vs. ter um emprego espetacular. Mas defendo que quando já se tem um emprego e salário minimamente satisfatórios, novas propostas devem ser bem analisadas tendo em conta o trade-off que vão gerar na relação.

 

Como acho que não me estou a conseguir explicar muito bem, vou dar um exemplo. Conheço uma pessoa que trabalha numa empresa que está presente no Porto e em Lisboa, mas em que quase todos os lugares de chefia estão centralizados em Lisboa. Na empresa, toda a gente lhe reconhecia valor e potencial, e finalmente teve uma proposta de promoção, que aceitou, mas teve que passar a ir para Lisboa pelo menos 3 dias por semana, todas as semanas, e não raras vezes é mesmo a semana completa. Ele no Porto tinha (e tem) esposa, uma filha pequena e ganhava +/- 1.500€. Ao ir para Lisboa, estará a ganhar mais de 2.000€, o que certamente pesou na decisão, juntamente com a pressão da própria empresa (temos que admitir que é quase impossível rejeitar uma promoção numa grande empresa). Mas agora tem uma esposa lixada com ele por ter que cuidar da miúda sozinha, e uma filha à qual praticamente não acompanha o crescimento e que cada vez menor proximidade terá com ele. O que eu pergunto é: o que é que ele ganhou, sem ser dinheiro e prestígio na empresa? Esse dinheiro vai-lhe trazer de volta os momentos que perdeu com a filha? A evolução do dia-a-dia, o acompanhamento escolar, etc... Era uma decisão pela qual eu claramente não optaria.

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conclusão: tal como se fores, ela vai meter em cima de ti as suas frustrações e ficará sobrecarregada.

E deixo a aposta que em menos de 1 ano volta ao Porto para outra empresa.

 

Tem que existir um meio-termo. Eu nessa situação optava por não ir para Lisboa. Se quisessem mandavam-me para a rua. Se a vida fosse só trabalho...

E eu gosto do trabalho (agora nem tanto, honestamente) e do dinheiro, mas se há coisa que não abdico é da minha qualidade de vida, e tenho em conta que a boa/má qualidade de vida que tenho influencia diretamente quem me é mais próximo.

 

A situação do Morim é um pouco diferente though. Mas também não o julgo.

Editado por Jone Sampaoli

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O problema do Morim é um dos meus maiores medos. Não quero ter de escolher entre uma relação (já séria e duradoura) e trabalho.

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O problema do Morim é um dos meus maiores medos. Não quero ter de escolher entre uma relação (já séria e duradoura) e trabalho.

O problema está aqui. Ninguém devia ter que ser obrigado a escolher entre uma coisa ou outra. É como o pessoal diz, há que encontrar um meio termo porque senão vão haver ressentimentos.

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Num país há emprego para os dois e noutro só há emprego para um, posto isto, uma das pessoas decide passado dois dias. Acho que está tudo dito, dois dias não são nada, nem sequer deu uma hipótese de gostar, nem sequer tentou.

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Guest trz

Talvez porque sabe que ele ia quebrar.

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Num país há emprego para os dois e noutro só há emprego para um, posto isto, uma das pessoas decide passado dois dias. Acho que está tudo dito, dois dias não são nada, nem sequer deu uma hipótese de gostar, nem sequer tentou.

 

Analisando as coisas friamente, especialidade do Fusão, é basicamente isto.

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Num país há emprego para os dois e noutro só há emprego para um, posto isto, uma das pessoas decide passado dois dias. Acho que está tudo dito, dois dias não são nada, nem sequer deu uma hipótese de gostar, nem sequer tentou.

A questão é a seguinte: ela nem dá hipóteses de se falar nisso. Sempre que eu digo alguma coisa, ou alguém, ela diz "já sei dessa conversa, juntem-se todos que assim só dizem isso uma vez".

 

Além disso agora vai ser aumentada. Eu não ponho as frustrações em cima dela, de todo, porque sei que o entrave sou eu, não é ela. O meu objetivo é viver com ela, de preferência aqui. O dela é viver comigo apenas aqui. Já lhe disse várias vezes que se se sentir presa na vida por minha causa, deixar-se ir, porque de certeza absoluta companheiro/namorado/wtv com estabilidade e garantias não lhe vai faltar.

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Isso é meio caminho andado para andarem a acumular frustrações e sentirem que não foram a lado nenhum por causa um do outro.

 

Por exemplo, quando tive uma proposta incrível para emigrar e ela ainda não tinha arranjado nada no mesmo país (apesar de estar nos planos), disse que para estar feliz precisava que ela viesse também senão desistia (porque me conheço). Ela ganhou coragem e veio. Esteve 6 meses à procura de trabalho, e olha que não desejo a ninguém que passe pela mesma coisa. É horrível. But...she took a bullet for me. Na próxima, é a minha vez de a acompanhar num sonho se assim tiver que ser.

 

As relações fazem-se de dar e receber. Mais ainda, fazem-se de encontrar fórmulas que funcionem e nos deixem felizes. E a vossa fórmula nunca vai ter os dois felizes. Nem 10%, nem 50%. Vão estar apenas a emperrar cada um para o seu lado.

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Isso é meio caminho andado para andarem a acumular frustrações e sentirem que não foram a lado nenhum por causa um do outro.

 

Por exemplo, quando tive uma proposta incrível para emigrar e ela ainda não tinha arranjado nada no mesmo país (apesar de estar nos planos), disse que para estar feliz precisava que ela viesse também senão desistia (porque me conheço). Ela ganhou coragem e veio. Esteve 6 meses à procura de trabalho, e olha que não desejo a ninguém que passe pela mesma coisa. É horrível. But...she took a bullet for me. Na próxima, é a minha vez de a acompanhar num sonho se assim tiver que ser.

 

As relações fazem-se de dar e receber. Mais ainda, fazem-se de encontrar fórmulas que funcionem e nos deixem felizes. E a vossa fórmula nunca vai ter os dois felizes. Nem 10%, nem 50%. Vão estar apenas a emperrar cada um para o seu lado.

 

Basicamente, é isto. Já passei por algo quase parecido :mrgreen:

 

A minha namorada - enfermeira - não arranjava nada cá e então foi para Londres trabalhar. Dessa vez, decidimos que eu iria ter com ela passado 2 meses +/- (que seria quando acabava a oferta de alojamento que o hospital lhe oferecia). Passado 1 semana, voltou porque não estava a aguentar. Aí era eu que iria por ela.

 

Entretanto arranjou emprego no S. João, mas já me disse que se eu só conseguir arranjar emprego lá fora, que iria comigo.

 

Tem de se dar e receber. Não podemos estar à espera de ser tudo à nossa maneira e vontade.

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Por exemplo, quando tive uma proposta incrível para emigrar e ela ainda não tinha arranjado nada no mesmo país (apesar de estar nos planos), disse que para estar feliz precisava que ela viesse também senão desistia (porque me conheço). Ela ganhou coragem e veio. Esteve 6 meses à procura de trabalho, e olha que não desejo a ninguém que passe pela mesma coisa. É horrível. But...she took a bullet for me. Na próxima, é a minha vez de a acompanhar num sonho se assim tiver que ser.

Ela ficou e andou feliz?

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Ela ficou e andou feliz?

 

Não estava completamente realizada profissionalmente e, como é uma pessoa que adora fazer coisas, sentia muito falta de trabalhar. Mas investiu em aprender alemão, nós viajámos muito nestes meses, estudou mais coisas, investiu em projetos pessoais e agora está a trabalhar. Apesar de não completamente realizada profissionalmente sim, estava feliz porque as nossas realizações a nível pessoal foram conseguidas. E porque gosta de morar cá.

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A questão é a seguinte: ela nem dá hipóteses de se falar nisso. Sempre que eu digo alguma coisa, ou alguém, ela diz "já sei dessa conversa, juntem-se todos que assim só dizem isso uma vez".

 

Além disso agora vai ser aumentada. Eu não ponho as frustrações em cima dela, de todo, porque sei que o entrave sou eu, não é ela. O meu objetivo é viver com ela, de preferência aqui. O dela é viver comigo apenas aqui. Já lhe disse várias vezes que se se sentir presa na vida por minha causa, deixar-se ir, porque de certeza absoluta companheiro/namorado/wtv com estabilidade e garantias não lhe vai faltar.

Obviamente que não sei nada da vossa vida e cada pessoa tem as suas prioridades. O Pan tem toda a razão quando diz que uma relação é dar e receber e é um facto que na maioria dos casos há alguém que acaba por dar mais que receber, como em tudo, o importante é uma pessoa sentir-se confortável nesse papel. Neste momento, deixaste um emprego que te realizava por alguém a quem já disseste, muito basicamente, que a porta da rua é serventia da casa.

 

Uma vida em conjunto é muito tempo e só de ler os teus posts parece-me mais ou menos evidente que não estás particularmente confortável com esta situação, a única coisa que acho seja certo que isto tudo é que não podes esperar que ela vá mudar, por isso se queres mesmo viver com ela vais ter de te mentalizar que muito provavelmente vais ser tu a parte a dar mais que receber.

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Ela ficou e andou feliz?

 

Tenho ainda a acrescentar que não houve "drama" porque foi uma decisão consciente de ambos (um vir sem trabalho) e tínhamos plena consciência das consequências e das dificuldades. Acho que é isso que falta ao morim...que eles conversem cara a cara, como adultos e tomem uma decisão boa para os dois. Ou pelo menos racional. É essencial estarem na mesma página nisto.

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