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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Mais austeridade na Grécia.

 

Entre outras coisas:

 

cortes nos benefícios extra-salariais dos FP;

privatizações

o salário mínimo não aumenta e fica condicionado, no futuro;

cortes na despesa, noemadamente na educação e na defesa

etc.

 

Que giro.

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Quer queiramos quer não, a austeridade é o caminho mais fácil e talvez o mais viável. Pena é a crise de deflação mas isso resolve-se com a impressão de notas.

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é amiga de uma amiga minha que vai para o Sahara Ocidental daqui a um par de semanas :medinho:

Segundo li agora, está fechada num quarto de hotel mas regressa amanhã a Lisboa.

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Guest Dpitz

Segundo li agora, está fechada num quarto de hotel mas regressa amanhã a Lisboa.

Sim. Chega amanhã às 13h00 e vai dar uma entrevista à TVI durante a tarde (ainda não sei se é em directo ou a que dia/horas passa)

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Mais austeridade na Grécia.

 

Entre outras coisas:

 

cortes nos benefícios extra-salariais dos FP;

privatizações

o salário mínimo não aumenta e fica condicionado, no futuro;

cortes na despesa, noemadamente na educação e na defesa

etc.

 

Que giro.

 

Cederam mais do que eu esperava, mas também já sabia que não tinham outra hipótese. E isso é assustador.

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Guest Dpitz

quando se quer mudar de política, mas continuar numa organização que é contra a mudança dessas políticas...

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quando se quer mudar de política, mas continuar numa organização que é contra a mudança dessas políticas...

 

São regras para pertencer a um clube e os gregos querem pertencer a isso

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Guest Dpitz

eu nao critico a UE, critico é o syriza querer as duas coisas

ou uma, ou outra, as duas nao da

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Dpitz, a não aceitação das condições implicaria uma muito provável saída do Euro. E isso seria uma situação de contornos catastróficos para a Grécia.

 

O governo grego fez o que tinha a fazer. Chegou ao Eurogrupo e clamou por uma actuação económica diferente, tentando implementar perante as instâncias europeias uma política de crescimento e apoio social, articulado com uma renegociação da dívida. Só que o senhor Schäuble e outros que tais chegaram perto dos gregos e disseram: "Meus senhores, acabem lá com a fantochada, porque quem manda nisto e tem o dinheiro somos nós, ou aceitam as nossas condições ou podem sair."

 

O que o governo grego tem que fazer é tentar encontrar soluções que envolvam o mínimo de austeridade enquanto estão sob as rédeas da Alemanha e da Europa e abrir espaço para fazerem a política que realmente pretendem quando tiverem independência ou apoios europeus para isso.

 

Infelizmente, uma política diferente nesta Europa, só com 5 ou 6 países a levantarem a voz e dizerem que querem fazer algo diferente. A Grécia estar lá no meio a fazer barulho sozinha de pouco serve, infelizmente. Até o Hollande em poucos meses meteu a viola no saco e seguiu a política austeritária, quanto mais uma Grécia de corda ao pescoço há 4 ou 5 anos...

Editado por Peplin

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eu nao critico a UE, critico é o syriza querer as duas coisas

ou uma, ou outra, as duas nao da

Entretanto já algumas vozes da "ala esquerda" do Syriza se manifestaram contra o acordo, mas por mais surreal que possa parecer naquilo que os media continuam a chamar um partido "de extrema esquerda", na realidade essa ala mais à esquerda, essencialmente ex-KKE, hoje representa muito pouco dentro do Syriza, ontem lia uns analistas no Twitter que diziam que seria representada no parlamento por cerca de 30 deputados, coisa facilmente remediável caso se chegue a extremos e eles abandonem a coligação dizia-se.

 

No fundo é algo já mais que visto, outro dia o Fernando Rosas dizia todo orgulhoso, tentando demonstrar num debate que o Syriza não é radical, que as suas políticas são sim "radicalmente reformistas" e próximas da social-democracia do pós-guerra. E na verdade é isso mesmo que são. O que me faz ficar surpreendido é como tanto esquerdista, supostamente anti-capitalista e supostamente revolucionário, ainda hoje se entusiasma com uma vitória do Syriza e mesmo agora arranjam desculpas para todas as cedências que fazem na europa e todas as manobras políticas que têm feito, estilo alianças com a direita. Desses tenho um montão no facebook.

No fundo o fenómeno Syriza é muito semelhante ao fenómeno PSOE depois de 75 e ao fenómeno do PASOK quando chegou ao poder na Grécia, eram partidos com a cara lavada, longe de escândalos, com líderes carismáticos, que assustavam a velha guarda, mas que uma vez no poder o que fizeram foi não destruí-lo mas sim reforçar e renovar a confiança da população nas instituições. (E no fundo para mim esse é o papel histórico da esquerda.)

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Isto é deprimente. Não há mesmo alternativa viável possível.

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Guest Dpitz

Dpitz, a não aceitação das condições implicaria uma muito provável saída do Euro. E isso seria uma situação de contornos catastróficos para a Grécia.

 

O governo grego fez o que tinha a fazer. Chegou ao Eurogrupo e clamou por uma actuação económica diferente, tentando implementar perante as instâncias europeias uma política de crescimento e apoio social, articulado com uma renegociação da dívida. Só que o senhor Schäuble e outros que tais chegaram perto dos gregos e disseram: "Meus senhores, acabem lá com a fantochada, porque quem manda nisto e tem o dinheiro somos nós, ou aceitam as nossas condições ou podem sair."

 

O que o governo grego tem que fazer é tentar encontrar soluções que envolvam o mínimo de austeridade enquanto estão sob as rédeas da Alemanha e da Europa e abrir espaço para fazerem a política que realmente pretendem quando tiverem independência ou apoios europeus para isso.

 

Infelizmente, uma política diferente nesta Europa, só com 5 ou 6 países a levantarem a voz e dizerem que querem fazer algo diferente. A Grécia estar lá no meio a fazer barulho sozinha de pouco serve, infelizmente. Até o Hollande em poucos meses meteu a viola no saco e seguiu a política austeritária, quanto mais uma Grécia de corda ao pescoço há 4 ou 5 anos...

mas o syriza não sabia isso há um mês atrás? o KKE fartou-se de avisar que isto ia acontecer e que o syriza era a continuação do PASOK de cara lavada. Tentar fazer diferente não chega. Começaram por aceitar privatizar o porto de Pireu, depois foi tudo o que se seguiu: cortes, cortes, cortes, congelamento do SMN, mais privatizações. O Syriza tinha duas opções: ou ficava no lado da UE, e ficou, ou ficava fiel a quem votou neles a querer mudança, e aí falhou redondamente.

 

Entretanto já algumas vozes da "ala esquerda" do Syriza se manifestaram contra o acordo, mas por mais surreal que possa parecer naquilo que os media continuam a chamar um partido "de extrema esquerda", na realidade essa ala mais à esquerda, essencialmente ex-KKE, hoje representa muito pouco dentro do Syriza, ontem lia uns analistas no Twitter que diziam que seria representada no parlamento por cerca de 30 deputados, coisa facilmente remediável caso se chegue a extremos e eles abandonem a coligação dizia-se.

 

No fundo é algo já mais que visto, outro dia o Fernando Rosas dizia todo orgulhoso, tentando demonstrar num debate que o Syriza não é radical, que as suas políticas são sim "radicalmente reformistas" e próximas da social-democracia do pós-guerra. E na verdade é isso mesmo que são. O que me faz ficar surpreendido é como tanto esquerdista, supostamente anti-capitalista e supostamente revolucionário, ainda hoje se entusiasma com uma vitória do Syriza e mesmo agora arranjam desculpas para todas as cedências que fazem na europa e todas as manobras políticas que têm feito, estilo alianças com a direita. Desses tenho um montão no facebook.

No fundo o fenómeno Syriza é muito semelhante ao fenómeno PSOE depois de 75 e ao fenómeno do PASOK quando chegou ao poder na Grécia, eram partidos com a cara lavada, longe de escândalos, com líderes carismáticos, que assustavam a velha guarda, mas que uma vez no poder o que fizeram foi não destruí-lo mas sim reforçar e renovar a confiança da população nas instituições. (E no fundo para mim esse é o papel histórico da esquerda.)

E vamos ver o Podemos a seguir o mesmo caminho...

 

Isto é deprimente. Não há mesmo alternativa viável possível.

há pois. se há coisa que tem de haver é alternativa. não há inevitabilidades.

Pior que o que estão, não ficam. A não ser que comecem a votar em paartidos de extrema-direita. mas isso nem sequer é opção

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Olha Dptiz, o KKE acabou de anunciar a primeira manif contra o novo governo Grego, na sexta-feira.

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uma vez no poder o que fizeram foi não destruí-lo mas sim reforçar e renovar a confiança da população nas instituições. (E no fundo para mim esse é o papel histórico da esquerda.)

:prayer:

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mas o syriza não sabia isso há um mês atrás? o KKE fartou-se de avisar que isto ia acontecer e que o syriza era a continuação do PASOK de cara lavada. Tentar fazer diferente não chega. Começaram por aceitar privatizar o porto de Pireu, depois foi tudo o que se seguiu: cortes, cortes, cortes, congelamento do SMN, mais privatizações. O Syriza tinha duas opções: ou ficava no lado da UE, e ficou, ou ficava fiel a quem votou neles a querer mudança, e aí falhou redondamente.

 

Sabia. Sabíamos todos, mas isso não faz com que eles não devessem lutar ou devessem forçar a implementação das suas ideias e sair do Euro. Há que fazer as contas à relação custo/benefício e por muito que nos desagrade, o governo grego dificilmente podia fazer melhor nas condições em que o país está. O governo não ficou do lado da UE, simplesmente tentou mostrar uma outra via e isso não foi aceite, o que nas condições actuais, infelizmente, significa ceder.

 

Isso também não é bem assim. Houve várias concessões, é verdade, mas por exemplo as privatizações da PPC e da ADMIE foram canceladas.

Editado por Peplin

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O Zeinal Bava vai ser ouvido hoje às 16 horas na Comissão de Inquérito ao BES/GES.

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