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Tópico da Política e Economia

Publicações recomendadas

Isto dá todo um novo significado à expressão ser mais papista que o papa. Isso e a da estupidez não ter limites.

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O nosso governo é como uma seita em relação à austeridade. Já estou a imaginar os cultos ao domingo na Igreja Universal do Reino da Austeridade

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Alemanha: Proposta grega é “Cavalo de Tróia” para ter empréstimo

 

Chegou à imprensa um conjunto de notas distribuído pelos membros do Governo alemão. Uma nota que diz que "não faz sentido começar a redigir um comunicado do Eurogrupo na sexta-feira".

 

“A carta grega não é, de modo algum, clara. E abre um imenso espaço para interpretação“. Começa assim uma nota distribuída pelos responsáveis do Governo alemão para harmonizar a posição relativamente à carta que a Grécia entregou quinta-feira ao Eurogrupo. O documento do Governo alemão, a que um jornalista da Sky News teve acesso, mostra que é opinião de Berlim que a carta grega “representa um Cavalo de Tróia, com o objetivo de obter um financiamento intercalar e, na sua essência, tentando colocar um ponto final ao atual programa“.

 

Para o Governo alemão, a carta grega “não inclui qualquer compromisso para concluir com sucesso o atual programa e não contém uma interrupção das medidas do Governo grego”, numa referência às medidas de reforma do mercado laboral e da segurança social que o Parlamento de Atenas vai votar sexta-feira e que são vistas como um retrocesso nas reformas patrocinadas pela troika.

 

Depois de ler a carta, “continua a ser uma incógnita como é que o Governo grego planeia pagar as suas contas nas próximas semanas, tendo em conta a quebra na receita fiscal”. Por estas razões, é opinião do Governo alemão que o conteúdo da carta “não está alinhada com a posição tomada no último Eurogrupo” e, assim, “não faz sentido começar a redigir um comunicado preliminar (draft) para sexta-feira”.

 

O que fazer, então, do ponto de vista da tática negocial de Berlim? O Governo alemão aponta para três objetivos no imediato. Em primeiro, obter a opinião das três instituições sobre a situação orçamental atual da Grécia e sobre as possibilidades de o atual programa poder ser concluído nesta base. Em segundo lugar, ter um “compromisso claro e convincente por parte da Grécia” que contenha as seguintes “frases curtas e compreensíveis”: “Candidatamo-nos a uma extensão do atual programa, aproveitando a flexibilidade existente; Iremos acordar com as instituições quaisquer alterações ao memorando de entendimento atual; Temos como objetivo uma conclusão bem sucedida do programa.

 

Terceiro: O Governo alemão quer que Atenas “confirme publicamente que não irá tomar quaisquer medidas unilaterais para reverter o programa atual”. Isto inclui, diz o documento, as medidas de reforma do sistema de segurança social e do mercado laboral a votar esta sexta-feira no Parlamento de Atenas.

 

O Governo conclui com uma declaração importante, em que defende que deve ser prioridade do Governo alemão tentar que não sejam dispensados à Grécia os 10,9 mil milhões de euros relativos à eventual recapitalização da banca, “porque os bancos gregos passaram os testes de stress com sucesso no ano passado”.

 

@Observador.pt

 

Gregos ‘portugueses’. Um mês depois, Tsipras está entre o louco e o herói

 

Um mês depois das eleições, fomos ouvir de novo os gregos que moram em Portugal. "E agora? Que lhe parece Alexis Tsipras? E estas negociações". As reações são hoje mais extremadas do que antes.

 

Ainda não passou um mês desde que Alexis Tsipras foi eleito primeiro-ministro da Grécia, mas não é por isso que o “Olimpo” está mais calmo. Na segunda-feira, a Grécia afirmou que não aceita o ultimato do Eurogrupo “nem com uma pistola apontada à cabeça”. “Não vamos ceder”, garantiu Tsipras. Passados três dias, contudo, já foi feito um pedido de prolongamento por seis meses do acordo do empréstimo, aceitando dialogar com cada uma das “instituições” da troika. Incongruências?

 

Dias antes da ida a votos, o Observador falou com alguns gregos que vivem em Portugal – ao todo são cerca de 200-, para saber o que é que eles esperavam das eleições. Agora, nesta quinta-feira, o Observador volta a falar com eles, para saber se as expectativas estão a corresponder à realidade.

 

“Uma loucura”. Ou não?

 

Há algumas semanas, George Daskaloulis estava muito cético quanto às capacidades do líder do Syriza, Alexis Tsipras. Descreveu-o como um líder sem “formação”, “incongruente”, e afirmou o Syriza parecia-lhe um “partido Frankenstein”, devido a ter acolhido membros de vários partidos “antagónicos”. A opinião não era boa. E isto foi antes de o Syriza formar uma Governo de coligação com os Gregos Independentes, partido de direita nacionalista, cujo líder, atual ministro da Defesa, já esteve envolvido em polémica por declarações homofóbicas.

 

Uma loucura”, resume George, quando questionado sobre como tem visto o que se está a passar na Grécia, sob o novo regime. Para o gestor na empresa naval Starport, em Lisboa, todas as negociações que estão a decorrer com o Eurogrupo e as exigências que estão a ser feitas são só “para terem uma desculpa para sair do euro”. “Aqueles académicos do Bloco de Esquerda da Grécia [syriza] não devem perceber nada de direito”, afirma.

 

Nem o ministro das Finanças, Yanis Vourafakis, o nome mais falado depois das eleições que deram a vitória ao Syriza, pelo estilo como se veste ou pelo tipo de recuperação económica que defende, parece ter conquistado a confiança do gestor grego. “É maluco”, diz George. “Viu como ele, na segunda-feira, falou depois da reunião do Eurogrupo com os colarinhos levantados? E o sotaque dele, como naquele filme V de Vingança?”.

 

O acordo, nessa segunda-feira, falhou. Yanis Varoufakis, em declarações aos jornalistas, disse que estava pronto para assinar uma proposta de comunicado conjunto que lhe foi apresentada antes da reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, na segunda-feira, pelo comissário europeu dos Assuntos Económicos Pierre Moscovici. Mas esse documento, que, segundo uma televisão pública grega, terá sido uma iniciativa de Jean-Claude Juncker (presidente da Comissão Europeia), seria trocado por um outro documento elaborado pelo líder do Eurogrupo, Jeroen Dijsselbloem, escudado pelos ministros das Finanças da zona euro. Um dos problemas centrais estava na definição de “flexibilidade”, que Varoufakis quis aclarar e que, diz, ninguém lhe explicou.

 

Esta quinta-feira, o Governo grego já entregou ao Eurogrupo o pedido formal de uma extensão do empréstimo europeu ao Estado grego. “Flexibilidade” voltou a ser a palavra central. A carta grega pede para que se use a “flexibilidade possível no acordo atual”, aproximando-se do discurso de Jeroen Dijsselbloem, para “concluir com sucesso o acordo existente”. Mas isto “com base em propostas do governo grego e das instituições”. Duncker pareceu estender a mão, numa reação inicial, mas de Berlim veio um “nein” poucos minutos depois.

 

“Não se pode emagrecer uma vaca e tirar-lhe o leite”

 

A opinião de Elias Soukiadis, professor de economia na Universidade de Coimbra, não podia ser mais diferente da de George, quanto ao novo ministro das Finanças grego. Elias conhece pessoalmente Varoufakis e “até já o tinha convidado para vir dar umas palestras cá a Portugal”, algo que não se chegou a concretizar “por acaso”. Descreve-o como alguém íntegro, com ideias e que estudou. “Não chegou ao Governo através de uma carreira política”, afirma, lembrando o caso de alguns políticos portugueses.

 

Elias, juntamente com o professor Stuart Holland da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, colaborou com Yanis Vourafakis durante alguns anos num projeto de “procura de soluções para resolver o problema da dívida”.

 

Para o economista grego, “as eleições deram à população uma certa esperança de que algo mude”. As políticas de austeridade foram desastrosas, “arruinaram o país”, e o Syriza surgiu como uma “alternativa” à tradicional alternância do poder entre o PASOK e o Nova Democracia, diz. Os gregos estão “muito eufóricos” com a forma como o Governo do Syriza está a enfrentar os problemas do país. Veem-se representados, conclui.

 

Tal como Varoufakis, Elias Soukiadis quer uma renegociação da dívida “igual à que foi feita com a Alemanha em 1953”, onde metade desta foi perdoada e o período de restituição do valor foi prolongado. Para defender esta visão, Elias opta por usar uma metáfora: “Não se pode emagrecer uma vaca e tirar-lhe o leite. Tem de se engordar primeiro e só depois é que podemos tirar o leite.” Por outras palavras, “só com crescimento é que se consegue pagar a dívida”, a mesma perspetiva do ministro das Finanças grego.

 

Relativamente à posição do Eurogrupo na passada segunda-feira, Elias afirma que “era uma coisa esperada”. “A Europa é a 28, mas é a Alemanha que está a mandar”, afirma. De um ponto de vista económico, Elias defende que a Alemanha não quer ajudar, para não ter que abandonar a “hegemonia da Europa”. E, ao mesmo tempo, a Alemanha parece querer prolongar a perspetiva de que “os gregos são uns paralíticos”, afirma.

 

“Agrada a gregos e a troianos”

 

A médica grega Zacharoula Sidiropoulou não tem problemas em afirmar que “os gregos estão convencidos de que votaram bem”. Um exemplo disso, explica, são as manifestações a favor das posições do Governo grego no Eurogrupo. “É raro ver-se uma coisa dessas.” E é ainda mais raro encontrar um Governo que “agrada a gregos e a troianos”, diz ela, lembrando que os partidos políticos gregos estão a viver um momento de convergência.

 

Há um mês, Zacharoula já tinha contado ao Observador que é a família que lhe serve de barómetro quanto aquilo que se passa no país.”Se as eleições fossem agora, contou-me o meu irmão, o Syriza iria ganhar por uma maioria brutalmente absoluta”, diz. Para Zacharoula, no plano externo, o Syriza está a empenhar-se para melhorar e representar o país, está a mostrar “energia”. Essa energia também se reflete no plano interno com aquilo a que chama de “alívio da pressão sob as pessoas” – leia-se, com os projetos de lei que estão a ser discutidos para simplificar a situação de pessoas com dívidas.

 

Devido a toda a informação, todas as diferentes perspetivas que os meios de comunicação internacionais passam, Zacharoula diz estar com a sensação que “a União Europeia não está disposta, de maneira nenhuma, a deixar a Grécia sair [do euro]”. “Faz impressão”, contudo, a posição de alguns países do sul, face ao que o Governo grego está a exigir, comenta. Um exemplo: “O Presidente da República português falou num tom mais crítico do que muitos ministros alemães.” E isto vai de encontro com outro ponto que Zacharoula defende: “Muitos países estão solidários com a causa grega. Não os Governos. Mas pessoas estão.”

 

@Observador.pt

 

Carlos Costa passa responsabilidade sobre lesados do papel comercial para a CMVM

 

Governador do Banco de Portugal escreveu a Carlos Tavares indicando que as queixas que tem recebido sobre clientes de papel comercial do GES devem dirigir-se à CMVM.

 

O governador do Banco de Portugal (BdP) escreveu nesta quinta-feira ao presidente da CMVM indicando que as queixas que tem recebido sobre clientes do Grupo Espírito Santo (GES) lesados no papel comercial devem ser respondidas pela entidade liderada por Carlos Tavares.

 

“Não estando em causa um produto bancário, mas sim a aplicação de fundos de clientes num certo tipo de instrumentos financeiros, e cabendo nas atribuições da CMVM a supervisão da atuação das instituições de crédito, enquanto intermediários financeiros, no respeitante a prestação de serviços e atividades de investimento em instrumentos financeiros, consideramos dever continuar a encaminhar para V. Exas., como aliás tem sido prática até ao momento, futuras reclamações que venham a ser apresentadas por detentores de papel comercial emitido por entidades não financeiras do GES”, escreve o governador Carlos Costa em carta endereçada ao presidente da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), Carlos Tavares.

 

A missiva, a que a agência Lusa teve acesso, foi hoje enviada ao presidente da CMVM e dela foi dada conhecimento à comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES.

 

O governador sublinha que da medida de resolução resulta que “apenas seriam transferidos para o Novo Banco eventuais créditos não subordinados (resultantes de estipulações contratuais, anteriores a 30 de junho de 2014, documentalmente comprovadas nos arquivos do BES, em termos que permitissem o controlo e fiscalização das decisões tomadas) relativamente aos quais o BES, enquanto intermediário financeiro, tivesse dado uma garantia de reembolso do capital, ou do capital e de uma certa rendibilidade”.

 

Nesse sentido, prossegue Carlos Costa, a “evidência até agora recolhida” indica “que os títulos de dívida emitidos por entidades do ramo não financeiro do GES” nomeadamente no que ao papel comercial diz respeito, “não beneficiavam de qualquer garantia daquele tipo”.

 

“Constata-se, aliás, que essa conclusão constava já quer das notas informativas e/ou fichas técnicas elaboradas pelas entidades emitentes, constantes de reclamações remetidas ao BdP e reencaminhadas para a CMVM, onde surge sempre referido que o risco da operação corria por conta dos subscritores”, vinca o governador.

 

A comissão de inquérito ouve hoje duas associações de clientes bancários: desde as 16:00 está a ser escutado o presidente da Associação de Defesa dos Clientes Bancários Lesados, Ricardo Ângelo, e depois será a vez de entrar em ação Luis Vieira, presidente da Associação de Defesa dos Clientes Bancários (ABESD). Ricardo Ângelo diz que o BdP e a CMVM têm de se “entender”, e reiterou disponibilidade dos lesados para “ajudar” no que for possível para resolver o problema das pessoas que perderam dinheiro.

 

A comissão de inquérito teve a primeira audição a 17 de novembro passado e tinha inicialmente um prazo total de 120 dias, até 19 de fevereiro, mas foi prolongado por mais 60 dias. Os trabalhos dos parlamentares têm por objetivo “apurar as práticas da anterior gestão do BES, o papel dos auditores externos e as relações entre o BES e o conjunto de entidades integrantes do universo do GES, designadamente os métodos e veículos utilizados pelo BES para financiar essas entidades”.

 

@Observador.pt

 

Como o efeito BES chegou aos antípodas. Fundo de pensões da Nova Zelândia perde

 

Fundo de pensões da Nova Zelândia é um dos investidores da Oak Finance que emprestou 835 milhões de dólares ao BES. Super fundo perdeu 131 milhões e vai processar o Banco de Portugal

 

Os efeitos do colapso do Banco Espírito Santo (BES) fazem-se sentir até do outro lado do mundo, mais concretamente na Nova Zelândia. O fundo de pensões público do país foi um dos investidores que a Goldman Sachs captou para o empréstimo de 835 milhões de dólares (734 milhões de euros), concedido ao banco português poucas semanas antes da queda do BES.

 

Segundo o New Zealand Herald, o Superannuation Fund reconheceu já uma perda de 198 milhões de dólares neozelandeses (o equivalente a 131 milhões de euros). Este prejuízo representa apenas 0,7% dos ativos totais do fundo que tem como objetivo financiar uma parte das responsabilidades com futuras pensões de velhice. Conhecido como o Super Fund, este fundo tem um património de 27 mil milhões de dólares.

 

No dia em que saiu a notícia, o fundo divulgou quatro notas explicativas no seu site sobre o investimento no BES, incluindo um comunicado em português em que confirma a intenção de processar o Banco de Portugal em conjunto com outros investidores que aplicaram recursos no veículo criado pela Goldman Sachs. Nesta nota, o presidente executivo Adrian Orr qualifica como “muito desapontante” a decisão do Banco de Portugal, dadas as garantias por escrito dadas anteriormente. E sobe o tom das críticas e pressão já anteriormente produzidas pelo banco americano. Não há para já indicação de quem são os outros clientes da Goldman Sachs lesados no BES.

 

Sublinhando que o Novo Banco “continua a beneficiar do dinheiro que emprestámos”, o fundo neozelandês diz que a posição do supervisor português “constitui motivo de grande preocupação para qualquer investidor”, em particular os investidores em bancos portugueses. Considerando que ainda que esta decisão coloca em risco as atividade de provisionamento de liquidez face a Portugal, dada a desconfiança gerada face aos mecanismos de proteção de crédito. Apesar de reconhecer que o problema não será rapidamente resolvido, o presidente do fundo considera ter “uma posição jurídica muito forte e um elevado nível de confiança no sucesso deste caso.”

 

O tema está a gerar polémica na política neozelandesa. O ministro das Finanças, Billl English, recusa comentar esta perda, mas o líder do partido ecologista (Green Party) defende o governante deve dar respostas. “Têm de dar algum tipo de explicação sobre a forma como jogaram 150 milhões de dólares nesta operação e como ficaram enrolados” neste prejuízo, realça Russel Norman em declarações ao jornal da Nova Zelândia. Este episódio, acrescenta, ilustra precisamente os investimentos de alto risco que o fundo deveria evitar uma vez que investe em nome dos contribuintes neozelandeses.

 

Mudança “pouco comum” das regras portuguesas trama fundo

 

O presidente executivo assinalou ao New Zealand Herald que o investimento estava seguro do risco de incumprimento do BES, mas que uma mudança retroativa que descreve como “pouco comum” das regras em Portugal retirou a proteção ao empréstimo. Apesar da intenção da Goldman Sachs de contestar judicialmente esta deliberação do Banco de Portugal, o fundo neozelandês decidiu reconhecer já nas contas a totalidade da perda, por uma questão de prudência, e travou todos os financiamentos à banca portuguesa. .

 

Os prejuízos do fundo de pensões da Nova Zelândia surgem na sequência das aplicações feitas na Oak Finance, um veículo criado pela Goldman Sachs em nome de vários clientes, mas que terá também investimento do banco americano. O empréstimo montado pelo banco americano foi transferido no final do ano passado por decisão do Banco de Portugal para o BES, onde ficaram os ativos maus, deixando de constar do balanço do Novo Banco, o que garantia o seu reembolso.

 

A posição do supervisor português é fundamentada pelo facto de a Goldman Sachs ter, à data da intervenção no Banco Espírito Santo, mais de 2% do capital. As regras da resolução bancária determinam que os investidores qualificados sejam penalizados. O banco americano contesta esta interpretação, argumentando que uma parte das ações que detém do BES resultou de ordens de compra de clientes.

 

O Banco de Portugal confirmou esta semana a decisão de manter o empréstimo da Oak Finance no banco mau, depois de uma reclamação apresentada pela Goldman Sachs. Com esta posição, será muito mais difícil ao banco americano e aos seus clientes recuperarem os 734 milhões de euros emprestados ao BES de Ricardo Salgado.

 

De acordo com o Wall Street Journal, o primeiro reembolso desta operação, no valor de 59,2 milhões de dólares, deveria ter sido realizado em dezembro de 2014. Mas o presidente do BES, Máximo dos Santos, já reconheceu que os ativos que ficaram deste lado são claramente insuficientes para reembolsar todas as obrigações para com os devedores.

 

Financiamento a uma refinaria na Venezuela

 

Na origem do empréstimo organizado pela Goldman Sachs ao Banco Espírito Santo está um financiamento à construção de uma refinaria na Venezuela, um negócio que terá contado com o apoio do conselheiro português do banco americano, José Luís Arnaut. O BES de Ricardo Salgado seria o parceiro local (na Venezuela) do banco de investimento americano na operação contratada com a Petróleos da Venezuela e com uma empresa chinesa envolvida num caso de corrupção. A PDVSA era a maior cliente do BES e tinha prometido investir 700 milhões de euros na holding não financeira do Grupo Espírito Santo (GES). Nenhuma destas operações se concretizou.

 

@Observador.pt

 

Ambição do CaixaBank em Portugal pode ir além do BPI

 

Com três dias passados após o lançamento da oferta pública de aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI os cenários sobre até onde estão dispostos a ir os espanhóis começam a surgir.

 

Apesar de o grupo catalão garantir que a oferta "não está relacionada com o Novo Banco e faz sentido por si só", o momento acabou por criar a oportunidade. "Uma coisa é ser dono do BPI sozinho, outra é ter um BPI com Novo Banco, ou seja, o maior banco por ativos. É claramente mais interessante e pode ser um incentivo adicional para o CaixaBank", adiantou uma fonte do sector. Sobretudo, quando se fala que uma fusão entre BPI e Novo Banco poderão gerar sinergias de aproximadamente 1,3 mil milhões de euros.

 

Mas e se o BPI não conseguir comprar o Novo Banco? "Não creio que os espanhóis fiquem satisfeitos em investir mil milhões de euros num banco para ser apenas um pouco mais donos. O mais natural é virarem-se para outro ativos", ou seja, BCP, adiantou um analista, ao Dinheiro Vivo.

 

"Ficando o CaixaBank com o BPI e, se a compra do Novo Banco não for possível, é plausível que os espanhóis olhem para outros bancos de dimensão em Portugal e não há assim tantos alvos para analisar", adiantou Filipe Garcia, economista da consultora Informação de Mercados Financeiros (IMF).

 

Mas até isso acontecer, o CaixaBank terá de conseguir que a sua OPA seja bem sucedida. O apoio dos outros dois principais acionistas será determinante: Santoro (holding de Isabel dos Santos que detém 18,6%) e Allianz (8,4%).

 

O silêncio de Isabel dos Santos sobre qual a sua posição relativamente à oferta tem levantado dúvidas sobre se a empresária angolana terá algum acordo com o grupo catalão. No entanto, poucos são os que acreditam que Isabel dos Santos fique a assistir aos espanhóis a assumirem o controlo do BPI sem fazer nada, ou sem qualquer contrapartida.

 

Mais do que uma OPA concorrente, no mercado a hipótese mais falada é a de o CaixaBank utilizar o Banco Banco Fomento de Angola (BFA) como moeda de troca.

 

Desta forma, Isabel dos Santos poderia aproveitar para juntar o BFA com o BIC - banco onde detém 42,5% - criando assim o maior banco angolano por ativos.

 

A eficácia da OPA está condicionada à desblindagem dos estatutos - fim da limitação do direito de voto a 20% - e a conseguir mais de 50% do capital. Este segundo ponto não será assim tão difícil de alcançar já que os espanhóis contam com 44,1% do banco português.

 

A Allianz não se pronuncia sobre será irá vender a sua participação no BPI. No entanto, garante que a parceria de bancassurance é para continuar, independentemente do desfecho da OPA. "A cooperação e parceria no negócio segurador entre o BPI e Allianz irá manter-se", afirmou fonte oficial da Allianz, ao Dinheiro Vivo.

 

Preço deverá manter-se

 

Os espanhóis ofereceram 1,329 euros por ação. Um valor que face à média da cotação dos últimos seis meses representa uma valorização 0,7%, ou seja, praticamente não há prémio.

 

Ainda assim, os analistas não estão convencidos que haja uma revisão de preço. "O valor representa praticamente o mínimo que se poderia esperar para o lançamento da OPA. No entanto, tudo vai depender do tipo de negociação que venha a ser feita com a Santoro", adiantou André Rodrigues, analista do Caixa BI.

 

João Pereira Leite, diretor de investimentos do Banco Carregosa, também considera que "não vai haver uma revisão em alta do preço, pois a OPA foi feita de acordo com as exigências da CMVM (acima da cotação média das cotações dos últimos 180 dias de negociação) e também dificilmente haverá uma nova entidade a apresentar uma opa alternativa porque o banco é controlado em 44% pelo atual oferente".

 

As ações do BPI encerraram ontem a subir 0,4% para 1,326 euros, um valor já muito próximo da OPA.

 

Moodys revê "outlook"

 

A Moody"s foi a primeira agência de notação financeira a pronunciar-se sobre a OPA do CaixaBank, com perspetivas diferentes para cada um dos lados. Por um lado, reviu em baixa o "outlook" do banco catalão. Por outro, melhorou a perspetiva sobre a instituição portuguesa.

 

A agência de rating considera que a OPA terá um impacto negativo nos rácios de capital do CaixaBank, embora seja "gerível". Já o BPI beneficia com a aquisição por parte de um banco mais forte.

 

@DinheiroVivo.pt

 

Agora. numa ótica mais bem disposta:

 

Bons alunos, pouco sexo

 

Há poucos dados sobre o assunto, mas o que consegui apurar é suficiente para me levar a crer que a crise na zona euro tem muito a ver com falta de sexo.

 

No estudo "Smart teens don't have sex (or kiss much either)", Halpern CT, Joyner K Udry JR e Suchindran C mostram as correlações entre o QI dos adolescentes e a virgindade.

 

No estudo, cerca 70% dos adolescentes com QI acima dos 110, eram virgens, contra 58% dos que tinham QI entre 90 e 110 e 50% dos que tinham QI entre 70 e 90.

 

Curiosamente, nos QI abaixo dos 70 o número era também de 70%. Ou seja os mais inteligentes e os menos inteligentes partilhavam a mesma ausência de comportamento sexual durante a adolescência. Uma tendência que parece continuar durante a universidade segundo um estudo do MIT.

 

Enquanto 87% da população universitária nos EU já teve relações sexuais aos 19 anos, nas escolas de elite os números são mais baixos. No MIT, por exemplo, só 51% da população escolar não é virgem e apenas 35% dos que acabam o curso tiveram relações: 65% dos economistas, 73% dos graduados em Ciência Política e 83% dos matemáticos do MIT, acabam os cursos sem saber o que é bom.

 

É esta gente, nos Estados Unidos como aqui na Europa, que dá os grandes financeiros que se sentam nas administrações dos bancos, das maiores empresas, dos governos e nas altas instâncias da União. Uma gente inteligente e disciplinada, mas que teve pouco ou nenhum sexo durante a juventude; o que é preocupante.

 

Ser bom aluno, e ter média superior a 17 em universidades sérias, só é possível com uma fanática dedicação ao trabalho, e uma reclusão quase absoluta e incompatível com a vida social necessária ao sexo a dois e de borla. Para ser muito bom aluno é preciso optar entre o estudo e a sociabilidade, entre a noite a queimar pestanas e a noite a queimar neurónios, entre a bibliografia aconselhada e actividades absolutamente desaconselhadas, entre a irmã da canhota e a Carlota.

 

O problema não é a falta de sexo, embora a produção de hormonas que lhe está associada seja consensualmente considera benéfica para a saúde mental, o problema é a falta de interacção social. O sexo resulta de relações sociais: de ouvir, dizer piadas, conversar. O sexo resulta da sedução que resulta da compreensão: de entender os outros, de saber como lhes chegar, em que botões tocar. Resulta do aprender os outros.

 

Os muito bons alunos, os que passam os anos da juventude em clausura, os que desprezaram a interacção social, não aprenderam os "outros". Os "outros" que conhecem são dados estatísticos ou, quanto muito, caricaturas que ilustram os dados. Ora é armados de um conhecimento caricatural do que é uma pessoa, que estes bons alunos depois decidem.

 

A crise de 2008 resultou de más práticas de bons alunos; o BES e a PT (entre outros) estavam cheios de bons alunos; o Eurogrupo, o FMI, os Bancos Centrais são o Olimpo dos bons alunos. Deve haver uma correlação entre os males do mundo e a falta de sexo dos bons alunos.

 

@DinheiroVivo.pt

Editado por Vaart

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Não sei nada disso, mas cheira-me a problemas com os seguranças da discoteca ou então negócio de droga.

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Rumores da reunião na UE

 

Over in Athens, Mega TV on its flagship news programme is reporting the following, says Helena Smith:

 

A four-month extension of Greece’s bailout programme is in the works

The interim programme will not include austerity measures

Greece commits to not making any unilateral moves - such as raising the minimum wage or protecting primary homes from foreclosures

http://www.theguardian.com/business/blog/live/2015/feb/20/eurozone-ministers-gather-for-crucial-greece-talks-live-updates

 

edit

Efthimia Efthimiou @EfiEfthimiou

 

#Greece Skai tv reports Spain and Portugal tried to block the deal btwn Greece-Eurozone and had strong objections

p*ta de vergonha

Editado por antifa

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Estava a ver o 'Tangerines' e perdi-me um bocado no contexto histórico.

 

Qual é a relação da Estónia com a Abecásia?

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Rumores da reunião na UE

 

Over in Athens, Mega TV on its flagship news programme is reporting the following, says Helena Smith:

 

A four-month extension of Greece’s bailout programme is in the works

The interim programme will not include austerity measures

Greece commits to not making any unilateral moves - such as raising the minimum wage or protecting primary homes from foreclosures

http://www.theguardian.com/business/blog/live/2015/feb/20/eurozone-ministers-gather-for-crucial-greece-talks-live-updates

 

edit

 

p*ta de vergonha

bem, se expressar publicamente a opiniao como o PPC tem feito, sendo mais alemao que os alemaes, considero uma estupidez descomunal e uma servitude ofensiva, já esta parte na reuniao do Eurogrupo de mostrar que, afinal, passamos por tudo o que os gregos passaram e demos (mais ou menos, aceita-se o contraditório) a volta por cima, e nao se pode simplesmente beneficiar quem nao cumpriu como se fosse a coisa mais simples do mundo, me parece mais razoavel tendo em linha de conta os sacrificios que nos foram impostos.

 

Já no caso espanhol, boicotar o Syryza é lixar o POdemos indirectamente, portanto percebe-se a intençao.

 

 

Mas atençao, nada disto justifica que se tente lixar quem tenta, e bem, lutar pelos seus diretos e pela melhoria das suas condiçoes, como os gregos estao a fazer.

Editado por P_KOR

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malta, a europa eventualmente entrará numa crise de deflação. isto vai desvalorizar o euro, certo?

se sim, faria sentido se eu estivesse a por 200€ de lado todos os meses os convertesse para dólares ou libras? assim quando voltasse a reconverter para euro teria aumentado a porção. isto se não perder dinheiro no processo, não sei se se pagam taxas para converter dinheiro e isso. sou leigo no assunto. mas elucidem-me sff. :)

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Com as taxas que pagas, e com o pouco dinheiro que queres meter nisso, está mas é quietinho.

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Estava a ver o 'Tangerines' e perdi-me um bocado no contexto histórico.

 

Qual é a relação da Estónia com a Abecásia?

Acho que fora ambos os actuais países terem feito parte do Império Russo e depois sido umas das Repúblicas Soviéticas, no caso da Abecásia enquanto parte da Geórgia, não vejo assim nenhuma proximidade em especial. Talvez os pontos de contactos estejam relacionados com a questão de ambos os territórios serem considerados ocupados pela União Soviética, mais declarado no caso da Estónia que julgo que só era um República Soviética no papel.

 

Com as taxas que pagas, e com o pouco dinheiro que queres meter nisso, está mas é quietinho.

De qualquer das formas a ideia dele é o princípio-base do forex: http://en.wikipedia.org/wiki/Foreign_exchange_market

Editado por whatever

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Acho que fora ambos os actuais países terem feito parte do Império Russo e depois sido umas das Repúblicas Soviéticas, no caso da Abecásia enquanto parte da Geórgia, não vejo assim nenhuma proximidade em especial. Se calhar os pontos de contactos estejam relacionados com a questão de ambos os territórios serem considerados ocupados pela União Soviética, mais declarado no caso da Estónia que julgo que só era um República Soviética no papel.

 

 

De qualquer das formas a ideia dele é o princípio-base do forex: http://en.wikipedia.org/wiki/Foreign_exchange_market

Obviamente. Mas com 200€, o rapaz não vai a lado nenhum.

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Ele se calhar só falou em 200€ para não chamar a atenção, pode estar cheio de dinheiro e não saber o que fazer com tanto capital parado. :mrgreen:

Editado por whatever

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Visitante

A não ser que sejam uns valentes milhares, continua a não fazer sentido pagar as taxas de conversão :mrgreen:

Até porque acredito que o BCE não vai deixar levar a ideia da Alemanha avante e ao mínimo sinal de deflação significativa, vão espalhar dinheiro à bruta, e o facto de o BCE passar a comprar dívida soberana directamente é um bom indício do quão longe eles estão dispostos a ir para se aproximarem dos 2% outra vez :)

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Estava a ver o 'Tangerines' e perdi-me um bocado no contexto histórico.

 

Qual é a relação da Estónia com a Abecásia?

Aparentemente no século XIX houve uma vaga de imigrantes, ou colonos, da Estónia para a região da Abkhazia. Chegaram a fundar várias vilas e tudo. Daí que antes da guerra de 93 houvesse uma comunidade com origem Estónia que depois acabou por regressar à terra dos antepassados. Não vi o filme mas acho que é essa a história que conta.

Essa migração dentro do então regime czarista Russo fazia parte de uma politica do império de levar grupos étnicos leais ao czar a estabelecerem-se em zonas onde o regime era menos popular.

Editado por antifa

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Aparentemente no século XIX houve uma vaga de imigrantes, ou colonos, da Estónia para a região da Abkhazia. Chegaram a fundar várias vilas e tudo. Daí que antes da guerra de 93 houvesse uma comunidade com origem Estónia que depois acabou por regressar à terra dos antepassados. Não vi o filme mas acho que é essa a história que conta.

Essa migração dentro do então regime czarista Russo fazia parte de uma politica do império de levar grupos étnicos leais ao czar a estabelecerem-se em zonas onde o regime era menos popular.

 

A Crimeira também não foi alvo dessa mesma migração?

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São mesmo os 200 paus. Esta era a minha ideia arranjando um emprego. O dinheiro que punha de parte convertia-o e aproveitava o actual contexto económico da UE. Mas já vi que só é bom em teoria. icon_mrgreen.gif

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Aparentemente no século XIX houve uma vaga de imigrantes, ou colonos, da Estónia para a região da Abkhazia. Chegaram a fundar várias vilas e tudo. Daí que antes da guerra de 93 houvesse uma comunidade com origem Estónia que depois acabou por regressar à terra dos antepassados. Não vi o filme mas acho que é essa a história que conta.

Essa migração dentro do então regime czarista Russo fazia parte de uma politica do império de levar grupos étnicos leais ao czar a estabelecerem-se em zonas onde o regime era menos popular.

Assim já me faz mais sentido. :wink:

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A Crimeira também não foi alvo dessa mesma migração?

Não sei bem, é capaz.... Mas o que aconteceu principalmente na Crimeia até foi o contrário. A península da Crimeia esteve organizada muito tempo num "Khanato", uma forma de organização de território dos Mongóis e depois passou a ser vassalo do império Otomano, assim a sua população maioritária na altura em que passaram a fazer parte do Império Russo eram na maioria Tártaros, etnicamente próximos dos Turcos e de outros povos asiáticos. Ora, praticamente a totalidade dos tártaros da Crimeia foram exilados por Estaline no território do Uzbequistão acusados de colaborarem com os Nazis durante a 2ª guerra (Legião Tártara). É por isso que hoje não são a maioria dentro da Crimeia.

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Guest Dpitz
Isabel Lourenço, observadora dos direitos humanos no Sahara Ocidental ocupado, acabou de ser sequestrada pelas autoridades marroquinas no aeroporto de El Aaiun. É considerada persona non grata e foi metida à força dentro de um avião para regressar a Casablanca.

é amiga de uma amiga minha que vai para o Sahara Ocidental daqui a um par de semanas :medinho:

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