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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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Tens razão, era impossível. Atualmente só o BE está interessado e apresentou condições para tal (que são exequíveis), 19 deputados interessados em 126 não serve de nada.

 

Nem eu sei o que seria melhor para o país neste momento. A da aprovação do OE 2016 desde que este inclua menos austeridade é a mais viável. De qualquer forma todo e qualquer cenário que traço na minha cabeça não inclui o PàF a governar até 2019.

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A Alemanha teve um governo social Democrata em coligação com os verdes antes da Merkel entre 98 e 2005, foi o governo do Schroeder, se bem que o Gerard Schroeder é capaz de ter governado á direita do que é o SPD, antes disso teve 16 anos de governo conservador(Helmut Kohl) e antes disso teve 12 ou 13 anos de governo Social Democrata (Willy Brandt e Helmut Schmitt) por isso como vês os Alemães gostam de dar poder a governos e partidos durante muitos anos. Quanto ao facto de a Merkel continuar, eu sinceramente acho que sim, deve ganhar mais uma eleição pelo menos, ela é muito popular lá, nas sondagens a CDU continua a dar 15 pontos de avanço ao SPD também porque não estão a fazer oposição, estão com ela no governo.

Mas o SPD não está acabado como alguns vaticinam, o SPD governa 9 dos 16 Estados Alemães, o Partido da Merkel, a CDU governa apenas 4, simplesmente o facto de a Merkel ser tremendamente popular inviabiliza qualquer hipótese de o SPD voltar ao poder enquanto ela lá estiver.

 

Alguém aí perguntava sobre os partidos do GUE-NL não governarem País nenhum tirando a Grécia, é verdade, mas existe um pequeno Estado alemão que é governado por eles, acho que se chama Thuringia.

 

A situação atual do PS relaciona-se muito com a situação do SPD há uns anos. Há sempre o dilema nestes partidos entre coligarem-se com a esquerda ou a direita. A esquerda alemã tem e tinha em 2013 uma maioria absoluta dos deputados e lá as coisas até seriam mais simples do que aqui porque eles não tem um Partido Comunista super ortodoxo, para haver coligação bastava o SPD, os verdes e o Die Linke(BE lá do sítio) juntarem-se que derrotavam a Merkel no parlamento e o SPD formava governo. E era na Alemanha, não estamos a falar de um País pobre na periferia da Europa, portanto não seria tão escandaloso como cá.

 

Ainda assim os eleitores do SPD e o líder preferiram não entrar por aí porque existem diferenças programáticas demasiado grandes entre Die Linke e SPD, e bem, os militantes do SPD preferiram coligar-se à Merkel porque assim, apesar de não governarem, teriam alguns ganhos de causa(salário mínimo pe) e a identidade do partido não seria tão mudada como seria se se coligassem com o Die Linke(que tem fações anticapitalistas e anti-NATO).

 

Na minha opinião de militante do PS, a decisão do PS tem de passar por aqui(e vai passar), eu acho que não deve haver uma grande coligação porque acho que deve haver sempre um grande partido a liderar a oposição mas o PS deve viabilizar 1 ou 2 orçamentos de Estado e conseguir alguns ganhos de causa(redução do IVA pe, ou aumento dos gastos em educação) e depois logo se vê.

 

Existem opiniões discordantes no PS e de quem votou no PS mas sinceramente acham mais fácil o PS entender-se com o PSD e conseguir um orçamento com menos austeridade ou entender-se com o PCP e BE que querem renegociação da dívida, saída do Euro(isto só o PCP), renacionalização da Banca e setores estratégicos, saída da NATO e mais gastos públicos em tudo? Eu sei que boa parte dos votos no PS foram contra o governo mas de certeza que não é do interesse do País haver toda esta instabilidade, é que mesmo um entendimento com o BE era dificílimo que tem uma ala muito radical que iria causar muitos problemas. E quem iria sair prejudicado por formar um governo tão frágil eleitoralmente, era obviamente, o PS.

 

Mica, tens toda a razão, eu não sou a favor como já disse várias vezes de uma frente de esquerda, só digo que se o impossível acontecesse e aqueles 3 grupos parlamentares se entendessem, eles tinham legitimidade para governar. Mas não é a minha vontade nem é o que vai acontecer.

Em que medidas é que o PS obrigaria a coligação a ceder? Ou talvez, até onde é que a coligação poderia ceder tendo em conta as pressões externas sobre o défice e isso tudo?

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Expande um bocadinho aqui sff.. :mrgreen:

 

Consegues ir aos mercados a taxas de juro baixíssimas buscar financiamento. Se tivesses dois dedos de testa, saberias que qualquer país com défice estrutural crónico precisa de servir-se de empréstimos para poder cumprir as suas obrigações, a não ser que deixe de pagar salários e pensões.

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Não sei quem daqui percebe a fundo de economia e finanças (conhecer conheço o Tio, e espero que ele me consiga dar uma resposta): no panorama nacional isto está f*dido. Literalmente falando. Será que, baixando por exemplo o IVA na restauração e dando maiores apoios para novas empresas, quer sejam as PMEs ou multi-nacionais, não iríamos lucrar a longo prazo?

 

Tudo bem que não íamos facturar tanto de início, e provavelmente ficaria mais caro para o Estado numa fase primária, mas mais tarde a economia não iria "crescer" mais facilmente, permitindo assim um maior lucro posterior? Não sei se me expliquei bem, como já disse a economia e finanças não são, de todo, a minha praia. :compinchas:

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Em que medidas é que o PS obrigaria a coligação a ceder? Ou talvez, até onde é que a coligação poderia ceder tendo em conta as pressões externas sobre o défice e isso tudo?

 

Eu até não sou daqueles que acha que a austeridade dos últimos 4 anos seria evitada por outro partido qualquer, disse aquilo porque numa negociação as cedências têm de ser mútuas, agora que medidas vão favorecer este ou aquele partido não sei, vamos esperar para ver.

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Não, os portugueses votaram maioritariamente no PS, BE e CDU. PS+BE+CDU=maioria absoluta e + votos do que PSD+CDS.Outra coisa pode ser a exequibilidade desta frente de esquerda, porque são partidos muito diferentes e o PS tem mais em comum com os dois partidos de direita do que tem com os dois de esquerda, mas em termos de legitimidade democrática não existe qualquer tipo de problema.

 

Estás a virar o bico ao prego, ascom.

 

É que os resultados podem ser interpretados de duas formas: (a) PSD/CDS ganharam as eleições porque tiveram mais votos que os outros partidos; ou (b) a esquerda ganhou as eleições porque teve mais votos que a direita. São duas posições legítimas, temos é que decompor o segundo raciocínio.

 

A esquerda teve mais votos, mas não houve nenhuma coligação nesse quadrante político, ou seja os partidos de esquerda concorreram com programas autónomos e distintos em determinadas áreas. Resumindo, concorreram de forma individual. É certo que o somatório dos resultados dá maioria à esquerda, no entanto há diferenças fraturantes entre os partidos da esquerda e que me parecem inconciliáveis. Aliás, basta ver que o BE e a CDU impõem condições ao PS para formar uma coligação, no caso da CDU, penso que é a renegociação da dívida e a preparação de uma eventual saída do Euro. Achas que para um partido de compromisso europeu, como o PS, isso faz sentido? Penso que não. Portanto, a maioria da esquerda, apesar de realista, torna-se irrelevante por causa desses aspetos.

 

sim, mas a questão não é essa, a questão é se resolvessem esses problemas e fizessem uma maioria de esquerda como o J.Soares quer não havia nenhum problema de legitimidade, bem pelo contrário, essa coligação até seria mais legítima do que a coligação de direita porque tem mais votos, mandatos e por isso, uma maioria mais clara.E digo isto sem qualquer problema nenhum porque eu nunca seria apoiante dessa frente de esquerda e detestava que o PS seguisse esse caminho, mas não existiria problema nenhum de legitimidade.

 

A maioria seria totalmente legítima, porém as diferenças entre os partidos tornam-na totalmente inviável.

 

Isto pode parecer estranho mas é só em Portugal porque os partidos não têm a cultura de compromisso que existe noutros partidos da Europa.

 

E a culpa acaba por ser dos próprios militantes, porque continuam a defender os seus partidos como se clubes de futebol se tratassem e nunca exigiram o sentido de Estado necessário aos partidos para que se construísse uma democracia madura assente em princípios de estabilidade e de consenso. Assim, os partidos sentem-se legitimados para levar avante os seus interesses sem olharem à real importância dos consensos, um aspeto fundamental numa democracia madura.

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PSD teme perder um deputado da emigração para o Nós, Cidadãos!

 

Os dois parágrafos mais interessantes da notícia

 

É o elemento desestabilizador das contas. O partido Nós, Cidadãos! pode eleger, pelo menos, um deputado pelo círculo Fora da Europa, roubando um tradicional mandato ao PSD. Sem maioria no Parlamento, os sociais-democratas estão preocupados com as notícias que vão chegando dos dados da emigração e fazem contas à vida. É que a greve nos correios do Brasil, os escassos cinco envelopes que chegaram da África do Sul e o aumento exponencial do recenseamento em Macau podem pôr, pelo menos, uma cadeira que pensavam ser sua em causa. Se assim for, além do PAN, também o Nós, Cidadãos! terá um lugar na Assembleia da República, podendo estes dois deputados vir a ser estrategicamente usados pela esquerda para fazer número frente à coligação PSD/CDS.

 

As contas são fáceis de fazer: se PSD/CDS perder um mandato da emigração (mantendo um deputado na Europa e outro Fora da Europa) a coligação passa a ter no Parlamento um total de 106 deputados. E se o Nós Cidadãos conseguir eleger um deputado, então a composição do Parlamento à esquerda (sem os 17 da CDU, por exemplo) poderá passar a ser 86 (os 85 atuais do PS mais um que ganhará no círculo da Europa) mais 19 (BE) mais 1 (PAN) mais 1 (Nós, Cidadãos!), o que perfaz um total de 107 deputados, ou seja, mais um do que a direita. Isto claro, se o eventual deputado que vier a ser eleito pela ala de Pereira Coutinho dos Cidadãos não se aproximar da direita

Editado por Lebohang

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Não sei quem daqui percebe a fundo de economia e finanças (conhecer conheço o Tio, e espero que ele me consiga dar uma resposta): no panorama nacional isto está f*dido. Literalmente falando. Será que, baixando por exemplo o IVA na restauração e dando maiores apoios para novas empresas, quer sejam as PMEs ou multi-nacionais, não iríamos lucrar a longo prazo?

 

Tudo bem que não íamos facturar tanto de início, e provavelmente ficaria mais caro para o Estado numa fase primária, mas mais tarde a economia não iria "crescer" mais facilmente, permitindo assim um maior lucro posterior? Não sei se me expliquei bem, como já disse a economia e finanças não são, de todo, a minha praia. :compinchas:

 

Não é preciso perceber a fundo para te responder a isso. É claro que se fosse aumentado o financiamento às PME's, a economia poderia crescer a médio/longo prazo, já que haveria maior produção de riqueza em Portugal. A questão é, onde vais buscar esse financiamento? Existem várias alternativas, claro, dependendo do que se procura. Antes da crise, os bancos financiavam directamente estas instituições com relativos baixos custos, criando condições para investir. Todavia, depois da crise, tivemos uma contracção de crédito enorme e a banca foi alvo de uma reestruturação que, entre outros aspectos, foi obrigada a diminuir a sua capacidade de conceder empréstimos em proporção dos depósitos que possuem. Logo, se uma PME procurar financiamento junto de um banco, o mais provável é que não o consiga (ou não tem conseguido durante os últimos 4 anos), ou a conseguir, serão a juros altíssimos, que tornarão a esmagadora maioria dos investimentos inexequíveis. Há também a parte dos fundos comunitários, que é dinheiro da União Europeia destinado a determinado tipo de projectos, e que poderia ser canalizado para estas empresas. E era esse o objectivo do tão falado Banco de Fomento, mas que ainda não saiu do papel e, enquanto isso, as pequenas e médias empresas vão sufocando.

Já não tão relacionado, mas Portugal está a ter um crescimento bastante bom a nível de startups, sobretudo tecnológicas, e as melhores têm conseguido investimento de cada vez mais instituições, tanto nacionais como internacionais, a nível de Business Angels (numa parte inicial) e Venture Capital (numa fase mais avançada).

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Eu concordo contigo Vaart, eu se calhar não fui explícito ontem à noite: Eu acho uma frente de esquerda para além de inviável, também indesejável.

 

Por outro lado o que estava a dizer era que embora partido ''a'' pudesse perder a eleição individualmente em relação a partido ''b'', se o primeiro conseguisse formar uma aliança com partido 'x', 'y' e 'z' e governasse com maioria absoluta, esse não seria um governo ilegítimo como estavam a defender aqui.

Agora é obvio que isso não vai acontecer com a esquerda em Portugal.

 

 

Em relação ao teu último parágrafo, eu concordo a 110%.

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Portanto há 'um partido' (PaF) que ganha as eleições (mais votos e mais deputados). Porém, alguns, insistem que quem ganhou foi 'a esquerda'. Mas 'a esquerda' é um partido? Tanto quanto me lembro 'a esquerda', composta por três partidos bastante diferentes entre si e, em muitos assuntos, com visões diametralmente opostas, não concorreu junta.

 

Cada um foi por si. Que sentido é que faz, agora, exigirem, ou tentar passar a ideia de que um governo resultante da mera soma dos partidos de esquerda tem mais legitimidade do que o partido com mais votos/deputados?

 

No dia em que o PS sonhar em formar Governo com o BE e CDU vai perder uma fatia do seu eleitorado "para sempre". A maioria de esquerda não só não é realista, como ninguém, em perfeita consciência, pode dizer que 'a esquerda é que tem legitimidade para Governar', como se de um partido que tivesse concorrido enquanto coligação se tratasse.

 

Ainda não há grandes sinais, mas parece-me que o Costa vai fazer o que o Passos fez. Viabiliza o primeiro ano, faz uma oposição muito dura e tenta atacar o governo no 2.º OE ou já durante a vigência do mesmo.

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Cada um foi por si. Que sentido é que faz, agora, exigirem, ou tentar passar a ideia de que um governo resultante da mera soma dos partidos de esquerda tem mais legitimidade do que o partido com mais votos/deputados?

 

Estão em negação. Ninguém esperava este resultado.

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Mas, oh w0, em 2011 também foi cada um por si e no final PSD e CDS coligaram-se :mrgreen:

 

Mas sim, entendo o que estás a dizer e concordo a 200%.

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Mas, oh w0, em 2011 também foi cada um por si e no final PSD e CDS coligaram-se :mrgreen:

 

Mas sim, entendo o que estás a dizer e concordo a 200%.

 

Exacto. Mas em 2011, tal como agora, o partido vencedor foi convidado a formar governo. Vencendo em número de votos e deputados, o PSD, na altura, entendeu que para governar precisava do CDS. E assim foi. Agora o que não faz sentido é dizer-se que da amalgama de partidos de esquerda deve resultar um governo da esquerda unida pois isso é o que representa a vontade do povo. Isso é ser pouco honesto.

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Exacto. Mas em 2011, tal como agora, o partido vencedor foi convidado a formar governo. Vencendo em número de votos e deputados, o PSD, na altura, entendeu que para governar precisava do CDS. E assim foi. Agora o que não faz sentido é dizer-se que da amalgama de partidos de esquerda deve resultar um governo da esquerda unida pois isso é o que representa a vontade do povo. Isso é ser pouco honesto.

 

E nem é só isso. É que misturar PSD e CDS, que têm bastante em comum, pronto. Agora misturar BE, CDU e PS é meter água, óleo e azeite no mesmo tacho. Não dá.

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Os primeiros misseis Russos a serem disparados de navios no mar Cáspio para alvos na Síria. A noite passada.

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Dinamarca, Finlândia, Suécia, etc. Países do terceiro mundo que deviam pôr os olhos em Portugal e não o contrário.

 

Tudo países sem historial de coligações, alianças e com apenas dois partidos altamente relevantes que andam sempre representados por volta dos 2/3 dos deputados no Parlamento :lol:

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Sejamos sérios, apenas com acordo de incidência parlamentar não faz sentido nenhum um governo de partidos de esquerda. E numa coligação PS+BE+CDU eu não me acredito. É mais aquilo que os separa do que aquilo que os une. Como é que se entenderiam relativamente ao euro e à UE, p.e.?

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Tudo países sem historial de coligações, alianças e com apenas dois partidos altamente relevantes que andam sempre representados por volta dos 2/3 dos deputados no Parlamento :lol:

 

E o que é que me interessa o nosso historial? Portugal é algum exemplo de governação desde a implementação da democracia para nos estarmos a guiar pelo nosso historial? Se nunca o foi, talvez o problema esteja mesmo numa questão de mentalidades, que convinham mudar.

 

 

Sejamos sérios, apenas com acordo de incidência parlamentar não faz sentido nenhum um governo de partidos de esquerda. E numa coligação PS+BE+CDU eu não me acredito. É mais aquilo que os separa do que aquilo que os une. Como é que se entenderiam relativamente ao euro e à UE, p.e.?

 

Numa coligação terá que haver cedência de todas as partes. Se o PS está mais representado que o BE e a CDU juntos, terão que fazer menos. É uma questão de haver boa vontade de todas as partes em tentarem encontrar uma solução, com a CDU e o BE a terem que afastar-se um pouco do seu posicionamento habitual, não deixando de defender aquilo em que acreditam. Se houvesse boa vontade até poderiam retirar o melhor dos 2 mundos. Se acredito que venha a acontecer? Não.

Editado por Enzo Dios Perez

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E o que é que me interessa o nosso historial? Portugal é algum exemplo de governação desde a implementação da democracia para nos estarmos a guiar pelo nosso historial? Se nunca o foi, talvez o problema esteja mesmo numa questão de mentalidades, que convinham mudar.

 

 

Óbvio. Mas ninguém diz que uma coligação de esquerda não deva existir porque é má, mas sim porque existem outros factores que a condicionam, entre as quais a disponibilidade dos partidos para fazer cedências para conseguir governar.

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PS, o partido que quando é oposição pisca o olho à esquerda e quando é governo pisca o olho à direita (nem a Rute Marlene diria melhor). Tem tudo para correr bem uma coligação PS+BE+CDU.

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