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Guest Dpitz

Tópico da Política e Economia

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E o que é que me interessa o nosso historial? Portugal é algum exemplo de governação desde a implementação da democracia para nos estarmos a guiar pelo nosso historial? Se nunca o foi, talvez o problema esteja mesmo numa questão de mentalidades, que convinham mudar.

 

 

 

 

Numa coligação terá que haver cedência de todas as partes. Se o PS está mais representado que o BE e a CDU juntos, terão que fazer menos. É uma questão de haver boa vontade de todas as partes em tentarem encontrar uma solução, com a CDU e o BE a terem que afastar-se um pouco do seu posicionamento habitual, não deixando de defender aquilo em que acreditam. Se houvesse boa vontade até poderiam retirar o melhor dos 2 mundos. Se acredito que venha a acontecer? Não.

Certo, estás a ver o PCP, com o conservadorismo ideológico que lhe é característico (a famosa K7), a aceitar ir para um governo pró-Euro e pró-UE?

 

Eu não.

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A questão para mim é que o Costa vê-se aqui perante 3 cenários hipotéticos.

Primeiro, a "pasokização" do PS, como alguém dizia aqui na noite das eleições. Aqueles 300 mil votos a mais do que em 2011 no Bloco não caíram ali por acaso, não são votos ideológicos, nem sequer são votos de protesto, são votos de gente que viu a abertura do Bloco para formar parte de um governo e decidiu meter ali a cruzinha na esperança de aquela ser a alternativa para forçar o PS a um governo de esquerda, esse foi o voto útil desses 300 mil, escolher não dar força ao PS mas dar força a uma opção de esquerda no governo. E essas pessoas vão estar atentas, e como elas muitos outros votantes do PS. Se o partido viabiliza um governo de direita e se esse governo calha de ir a eleições num futuro próximo enquanto houver memória não vão ser apenas 300 mil os votos transferidos do PS para a sua esquerda.

Segundo, nada de alianças nem viabilização do governo e um forçar de novas eleições num futuro próximo. Neste cenário as consequências só poderão ser analisadas dentro do PS caso haja um conhecimento profundo do momento do seu eleitorado. Será que estamos num momento semelhante a 1987? Nesse ano o PS forçou um governo minoritário do PSD a ir a eleições e foi fortemente castigado, deve ter tido dos piores resultados da sua história e deu a maioria absoluta ao Cavaco Silva. Será que o PS acha que desta vez seria diferente e que talvez daqui a um ano chumbando o orçamento e forçando eleições poderia mobilizar os votantes de esquerda para uma vitória?

Terceiro. O PS viabiliza o governo da coligação, permite-o manter-se no poder enquanto for possivel e aproveita o cansaço natural do eleitorado para com um governo de direita e daqui a no máximo 4 anos vai a eleições e saca uma possivel maioria. Será isto viável? É difícil pensar no longo prazo com tudo o que pode acontecer e para além disso sabe-se que o PS não é um partido estável, há até já vozes que não escondem a vontade de fazer a folha ao Costa. Apesar de tudo este parece-me ser o caminho que ele vai escolher. Acho é que as circunstâncias até mesmo já em 2016 não irão permitir uma continuação desta estratégia.

 

A minha análise do PS: Se se colam à direita e no entanto forçam ou se vêm forçados a ir a eleições no próximo ano ou 2, então irão perder bastantes votos à esquerda. Se o PS faz o seu caminho sozinho e manda abaixo o governo irá talvez oferecer uma maioria ao PSD. A única forma de sair desta embrulhada é talvez fingir uma negociação com os partidos de esquerda e tentar sair por cima de uma nega ou então viabilizar o governo PSD-CDS e aguentá-los lá até cansar e houver fracturas na coligação.

Posto isto, tem tudo para dar m*rda.

Editado por antifa

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o problema é que se o PS se cola à esquerda, aquele eleitorado que dança entre PS e PSD passa todo para o PSD. E creio que serão bem mais que 300 mil...

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Mas esse é um cenário que eu nem sequer ponho. Isso é tudo fogo de vista.

O BE até poderá estar mortinho por ir para o governo, mas a CDU nunca iria. (Btw não chegaria BE + PAN?)

E o próprio PS pelo menos com esta direcção nunca viraria assim à esquerda já que politicamente estão mais próximos do PSD e até do PP.

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o problema é que se o PS se cola à esquerda, aquele eleitorado que dança entre PS e PSD passa todo para o PSD. E creio que serão bem mais que 300 mil...

 

Isto é chave. Uma boa parte do eleitorado do PS é de esquerda muito moderada, entre o PS aliado aos outros partidos de esquerda ou votar na direita provavelmente preferem votar mais à direita do que costumam.

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Mas esse é um cenário que eu nem sequer ponho. Isso é tudo fogo de vista.

O BE até poderá estar mortinho por ir para o governo, mas a CDU nunca iria. (Btw não chegaria BE + PAN?)

E o próprio PS pelo menos com esta direcção nunca viraria assim à esquerda já que politicamente estão mais próximos do PSD e até do PP.

BE+PAN pode chegar para ter mais deputados, mas não chega para ter maioria absoluta. Aí a coligação faz cair o governo de imediato e capitaliza os votos de quem votou PS e está contra a colagem aos "comunas" do BE.

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A mim não me interessa qual é a melhor opção para o PS, interessa-me o que é melhor para Portugal.

É evidente que o melhor é continuar no € e em sintonia com a Comunidade Europeia. Isso só é possível se a coligação e PS se entenderem, quer seja num Governo, quer seja em acordos parlamentares. Caso contrário corremos o risco de ter o mesmo rumo que a Grécia, lutar contra a austeridade e terminar aplicando o dobro da austeridade para evitar a falência, e compensar o tempo perdido. Isto não vai acontecer se o BE e PCP cederem muito.

Espero que a coligação consiga cumprir o objectivo e ter um acordo daqui a 1 semana. Quando mais depressa se resolver este impasse melhor.

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Façam um bloco central e está feito. Deixem-se de cantigas e em vez de olharem para a cadeira do poder, olhem para o futuro do país! /aníbalcavacosilva

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Será que estamos num momento semelhante a 1987? Nesse ano o PS forçou um governo minoritário do PSD a ir a eleições e foi fortemente castigado, deve ter tido dos piores resultados da sua história e deu a maioria absoluta ao Cavaco Silva. Será que o PS acha que desta vez seria diferente e que talvez daqui a um ano chumbando o orçamento e forçando eleições poderia mobilizar os votantes de esquerda para uma vitória?

Por acaso em '87 os resultados até foram ligeiramente melhores que os de '85, o que tendo em conta que o candidato a PM era o Vítor Constâncio ainda merece maior destaque. :mrgreen:

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A mim não me interessa qual é a melhor opção para o PS, interessa-me o que é melhor para Portugal.

É evidente que o melhor é continuar no € e em sintonia com a Comunidade Europeia. Isso só é possível se a coligação e PS se entenderem, quer seja num Governo, quer seja em acordos parlamentares. Caso contrário corremos o risco de ter o mesmo rumo que a Grécia, lutar contra a austeridade e terminar aplicando o dobro da austeridade para evitar a falência, e compensar o tempo perdido. Isto não vai acontecer se o BE e PCP cederem muito.

Espero que a coligação consiga cumprir o objectivo e ter um acordo daqui a 1 semana. Quando mais depressa se resolver este impasse melhor.

 

Até que enfim que alguém se foca no mais importante. Pelo que vou lendo aqui, o mais importante é aliar não sei quantos partidos para poderem, legitimamente ou não, destituir o actual governo.

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http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=4820873&page=-1

 

Engraçado, rejeitam o PEC 4 e forçam a intervenção externa apenas pela sede de poder e para poderem dar cargos aos boys. Depois conseguem a maioria e no alto dos seus pulpitos fazem tudo como querem sem ligarem patavina aos outros partidos, ás suas visões e propostas. Nem por uma vez se questionaram se o rumo que estavam a dar a Portugal era o correcto, apenas Paulo Portas o fez mas depois revelou-se um verdadeiro vira-casacas com gosto pelo poleiro quentinho que ocupava.

 

Agora perdem centenas de milhares de votos e a respectiva maioria parlamentar e esperam que o PS aprove tudo o que querem nas datas que querem.

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Visitante

Tinhas poupado uns minutos se em vez de teres transcrito a cassete, tivesses ido só quotar um no meio das centenas de posts já feitos aí atrás.

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Sejamos sérios, apenas com acordo de incidência parlamentar não faz sentido nenhum um governo de partidos de esquerda. E numa coligação PS+BE+CDU eu não me acredito. É mais aquilo que os separa do que aquilo que os une. Como é que se entenderiam relativamente ao euro e à UE, p.e.?

Tudo vai da capacidade de cada um em saber negociar. No caso do BE, a questão da NATO, € e UE nem se põe. E nem sequer falam em exigências do género de fixar o salário mínimo em 600€ para ontem. Só que PS+BE=104 deputados por isso a abertura para diálogo por parte do BE de nada vale.

 

 

A questão para mim é que o Costa vê-se aqui perante 3 cenários hipotéticos.

Primeiro, a "pasokização" do PS, como alguém dizia aqui na noite das eleições. Aqueles 300 mil votos a mais do que em 2011 no Bloco não caíram ali por acaso, não são votos ideológicos, nem sequer são votos de protesto, são votos de gente que viu a abertura do Bloco para formar parte de um governo e decidiu meter ali a cruzinha na esperança de aquela ser a alternativa para forçar o PS a um governo de esquerda, esse foi o voto útil desses 300 mil, escolher não dar força ao PS mas dar força a uma opção de esquerda no governo. E essas pessoas vão estar atentas, e como elas muitos outros votantes do PS. Se o partido viabiliza um governo de direita e se esse governo calha de ir a eleições num futuro próximo enquanto houver memória não vão ser apenas 300 mil os votos transferidos do PS para a sua esquerda.

Falando por mim, o meu voto no BE foi influenciado por três factores: 1) Péssima liderança do PS (se aquele AC não é péssimo, disfarça bem); 2) Programa claríssimo e líder com ideias claras e que esteve à altura em todos os debates, e 3) abertura para o diálogo fazendo apenas 3 exigências com as quais concordo plenamente. Quanto às outras pessoas, não sei se foi para forçar um governo de esquerda, eu tenho uma visão mais simples e acho que duplicaram os votos porque a Catarina Martins foi a vencedora da campanha sem deixar margem para dúvidas, as pessoas gostaram da sua maneira de ser.

Editado por Mica

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Da maneira como está a falar, o Jerónimo de Sousa está disposto a quase tudo para que o PSD/CDS não governem.

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Está a dar um documentário sobre o Catar na RTP3. Aquele país é surreal :lol:

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Livre pede ajuda para pagar dívidas

 

Durante a campanha eleitoral, o Movimento Livre/Tempo de Avançar contraiu dívidas no valor de 110 mil euros. Como não elegeu nenhum deputado, não recebe subvenção estatal e lançou uma campanha de angariação de fundos.

 

"Só a generosa contribuição de todos pode garantir o pagamento da dívida que contraímos", escreve o Livre/Tempo de Avançar num email enviado aos subscritores do movimento.

 

Apesar de garantir que "a campanha ficou abaixo do orçamento", o movimento assume que tem dívidas próximas de 110 mil euros, "grande parte a pequenos fornecedores". O texto adianta que "a bem da saúde financeira" desses fornecedores, o pagamento tem que ser feito na próxima semana.

 

"Portanto, pedimos o seu contributo num valor a partir de, desejavelmente, 20 euros, até 16 de Outubro", refere o documento enviado.

 

Em declarações à TSF, Rui Tavares, líder do Movimento Livre/Tempo de Avançar assegura que durante a campanha o movimento conseguiu "gastar menos" do que tinha previsto mas porque "há contas para pagar" sugere a contribuição de 20 euros que "vai permitir fechar as contas sem saldo negativo", garante.

 

:lol:

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O PCP e o BE estão a fazer o que precisavam de fazer para serem vistos algo mais do que "eternas forças de bloqueio". Parece-me bastante inteligente, ainda mais porque dificilmente se irá materializar. :mrgreen:

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concordando ou não com os resultados (sim, podemos sempre discordar, chama-se democracia) sou só eu a achar uma subversão da democracia colocar sequer a hipótese de quem ganhou não formar governo? parecemos o país dos tónhós, "ah não tem maioria! chama quem quiseres desde que entre comunas, fasços, coxos e panisgas dê 116"...

 

ah, crl, que o cavaco assenta como uma luva nesta classe política... :cadeirada:

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concordando ou não com os resultados (sim, podemos sempre discordar, chama-se democracia) sou só eu a achar uma subversão da democracia colocar sequer a hipótese de quem ganhou não formar governo? parecemos o país dos tónhós, "ah não tem maioria! chama quem quiseres desde que entre comunas, fasços, coxos e panisgas dê 116"...

 

ah, crl, que o cavaco assenta como uma luva nesta classe política... :cadeirada:

 

O que é "ganhar eleições"?

por Miguel Madeira

 

 

BBC, 2013/09/10 - Norway election: Conservative Erna Solberg triumphs

 

[Resultados das eleições norueguesas de 2013 - Trabalhistas 31%, Conservadores 27%, extrema-direita 16%]

 

Independent, 2015/06/19 - Danish election: Centre-right Venstre opposition leader Lars Lokke Rasmussen celebrates victory

 

The Guardian, 2015/06/23 - Danish election: PM concedes defeat and resigns

 

[Resultados das eleições dinamarquesas de 2015 - Sociais Democratas, da primeira-ministra que "reconhece a derrota", 26%, extrema-direita 21%, Liberais, do líder da oposição que "celebra a vitória", 20%]

 

Tu é que tens de redefinir a noção de "ganhar". A coligação apenas teve mais votos..

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Mas isto faz algum sentido? Estamos a falar de um partido [PS] que se vai juntar a outro que fez campanha contra si próprio [CDU] só para fazer governo quando, claramente, não era isso que os portugueses queriam.

 

Argumentar que se PS+BE>PàF, PS+BE tinham de ser governo, até percebo porque toda a gente viu a Catarina Martins a estender a passadeira ao António Costa, agora o Jerónimo? Algum dia quem votou CDU queria o PS no governo? A CDU fez uma campanha a dizer que o PS era direita e agora vai coligar-se? Tenham juízo! É de uma falta de respeito pelas pessoas que votam CDU que nem consigo quantificar. Mas o mais engraçado é que parte delas gostam e apoiam.

Editado por Carlos Gouveia

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Mas isto faz algum sentido? Estamos a falar de um partido [PS] que se vai juntar a outro que fez campanha contra si próprio [CDU] só para fazer governo quando, claramente, não era isso que os portugueses queriam.

 

Argumentar que se PS+BE>PàF, PS+BE tinham de ser governo, até percebo porque toda a gente viu a Catarina Martins a estender a passadeira ao António Costa, agora o Jerónimo? Algum dia quem votou CDU queria o PS no governo? A CDU fez uma campanha a dizer que o PS era direita e agora vai coligar-se? Tenham juízo! É de uma falta de respeito pelas pessoas que votam CDU que nem consigo quantificar. Mas o mais engraçado é que parte delas gostam e apoiam.

 

Realmente, prometiam uma coisa e agora faziam outra. Imaginemos se a coligação fizesse o mesmo, o que os seus fieis votantes iriam pensar!

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Realmente, prometiam uma coisa e agora faziam outra. Imaginemos se a coligação fizesse o mesmo, o que os seus fieis votantes iriam pensar!

Ou seja, o PCP é exatamente igual ao PSD e restantes partidos? Isto parece a história dos adeptos do Sporting "somos diferentes, somos diferentes", só que no final são exatamente como os outros.

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